18/03/2014

7.678.(18mar2014.17.56') Dívida (pública.soberana)...PSD.CDS estão a recomprar...Estão a lixar-nos + e +

via facebook   Aires Esteves:

"Há catorze anos aderimos ao euro.
Veja-se a evolução da dívida pública portuguesa no decurso dos últimos vinte anos, entre os quais se incluem os catorze da adesão ao euro: 
Nos anos que vão de 1994 a 2000, a dívida pública portuguesa, então expressa em escudos, desceu de 57,3% para 48,4 % do PIB. E desde que adoptámos o euro, a dívida pública portuguesa subiu de 48,4%, em 2000, até 128,7%, em Dezembro de 2013, e chegará aos 140% do PIB no próximo mês de Setembro.
"E porque é que isto é assim?
Isto é assim porque a causa de ser do crescimento da dívida nos países periféricos, fracamente desenvolvidos sob o ponto de vista económico, e o atraso perpétuo das regiões menos desenvolvidas, está no próprio euro, moeda demasiado forte para essas débeis economias e que traz como consequência a cada vez menor produção de bens transaccionáveis e o cada vez maior défice na balança do comércio externo e das transacções correntes, impondo uma distorção permanente de todo o sistema económico do país em causa.
O euro, moeda tão forte que o valor cambial de um euro anda à roda de 1,40 dólares, é, para os países economicamente débeis da União Económica e Monetária e respectivas regiões atrasadas, a causa de ser da restrição das exportações e do incremento das importações e, por conseguinte, a causa dos crescentes défices externos desses pequenos países e regiões e, em última análise, a causa do crescimento incontrolável da dívida pública de tais países."

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via notícias no minuto

Tesouro Recompra de dívida: Sinal de confiança ou de fracasso?

No regresso aos mercados, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) só recomprou em leilão 50 milhões de euros porque os investidores estavam a pedir um preço demasiado elevado. Se, por um lado, é um sinal de confiança por parte dos credores, pois preferem reaver o dinheiro no próximo ano, por outro, trata-se de um fracasso na redução das amortizações com maturidade em 2015, indica o Diário Económico.
ECONOMIA
Recompra de dívida: Sinal de confiança ou de fracasso?
DR
A agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) só recomprou, esta terça-feira, 50 milhões de euros dos mais de 10 mil milhões de euros de Obrigações do Tesouro a vencer em outubro de 2015, porque os investidores em dívida pública portuguesa pediam um preço demasiado elevado para se desfazerem das mesmas.
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Com esta decisão, os credores mostram que preferem continuar a receber os cupões de juro e esperar pelo próximo ano para reaver o dinheiro que emprestaram ao país, um sinal de confiança.
No entanto, para os analistas, a recompra de um valor tão irrisório significa um falhanço quanto ao objetivo de reduzir o volume de amortizações agendadas para o primeiro ano do pós-troika.
O IGCP desvaloriza a ideia de que tenha sido um fracasso e fala de indicação de preço. “Comprámos 50 milhões só para dar uma indicação de preço. Não se justificava investir mais do que isso”, afirmou João Moreira Rato ao Diário Económico.
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Via Viriato Soromenho Marques
Almofada de pedra

Como é que designaríamos o comportamento de um cidadão que, incapaz de honrar um crédito pessoal a uma taxa de 3,35%, prestes a atingir a maturidade, contraísse um novo empréstimo a uma taxa de 5,11% para pagar o primeiro ("troca de dívida")? Sem dúvida, tratar-se-ia de um comportamento pouco recomendável. E como seria classificado esse comportamento se o cidadão em causa utilizasse parte do novo empréstimo (de 11-02-2014) para antecipar, parcialmente, o pagamento em 19,5 meses do primeiro empréstimo, pagando 102,89 euros por cada 100 euros de dívida ("recompra")? Seria, certamente, uma atitude temerária, pois aumenta a despesa com juros para apenas empurrar a dívida para o futuro. Pois é isso que o Governo pretende fazer hoje. O leitor pode ir ao site eletrónico do IGCP. Abra o boletim mensal de fevereiro sobre "Dívida Pública". Na p. 2, vê que o Estado vai ter de resolver até 2016 cerca de 39 mil milhões de euros de empréstimos. Esse imenso obstáculo tem sido o pretexto para a constituição de uma volumosa "almofada" financeira. Tudo indica que o IGCP quer recomprar, hoje, uma parte de uma série de dívida a dez anos, contraída a partir de outubro de 2005 (ver p. 3). Se o fizer, às taxas mais recentes no mercado secundário, isso significa que, para o montante que for hoje amortizado, vamos pagar mais 3,53% de juros por ano até outubro de 2015 do que antes das duas operações financeiras supracitadas. Será isto uma gestão prudente, ditada pelo interesse nacional, ou estará o Tesouro público em risco para alimentar uma ilusão pré-eleitoral de triunfo? Será esta uma almofada que alivia o País, ou uma pedra amarrada às pernas que o atira para o fundo? Temos direito a saber a lógica com que se joga o dinheiro sonegado aos salários e às pensões. Direito a uma explicação, ou a uma beliscadela que nos acorde deste pesadelo.
ESTAMOS ENTREGUES AOS BICHOS!!!
EU SEI O QUE FAZER...
DIVULGAR PARA CONSCENCIALIZAR OS ELEITORES..