24/03/2015

9.774.(24mar2015.8.55') agendem 10jun2015. A VIAGEM DO ELEFANTE...no encerramento do Books e Movies

11jun2015
Foi 1 noite memorável...
Como veio mais público do que esperado,
falhou para centenas de pessoas que não conseguiram ver 
na totalidade o espectáculo
ou quase nada...
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Via tinta fresca.net

“Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam”
    “A Viagem do Elefante” revisita génio
    de Saramago no Mosteiro de Alcobaça
      
       O tratador Fritz, o arquiduque Maximiliano e o elefante 
    Milhares de pessoas assistiram, em frente ao Mosteiro de Alcobaça, na noite de 10 de junho, ao teatro de rua “A Viagem do Elefante”, no encerramento do festival Books & Movies. O espetáculo realizado a partir da adaptação livre do romance histórico de José Saramago com o mesmo nome, retrata a ida do elefante indiano Salomão até à Áustria, como presente do Rei D. João III ao arquiduque austríaco Maximiliano, pelo seu casamento. Dois milagres acompanharam o espetáculo que em boa hora juntou o génio do Prémio Nobel da Literatura e o talento da companhia Trigo Limpo teatro ACERT nesta noite: o elefante Salomão ajoelhou e a chuva aguardou pelos últimos aplausos do público para desabar sobre a cidade. 

       
                         Salomão não teve um final feliz
    Dezenas de figurantes, efeitos de pirotecnia e a música de Luís Pastor, com poemas de José Saramago, marcaram o espetáculo, que encantou o público com sucessivas peripécias divertidas, sempre apelando à inteligência dos espectadores, seja questionando a natureza humana ou a noção de Pátria portuguesa.   

       
                               Muito público presente
    O espetáculo da companhia Trigo Limpo teatro ACERT, em coprodução musical com Flor de Jara (Espanha) e parceria com a Fundação José Saramago, tem adaptação dramatúrgica e encenação de José Rui Martins e Pompeu José, respetivamente, e foi estreado a 29 junho de 2013, em Figueira de Castelo Rodrigo. A próxima sessão de “A Viagem do Elefante” será no dia 1 de agosto, na Figueira da Foz.

       Mário Lopes 
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    11-06-2015
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    Uma das grandes novidades da Reunião de Câmara d'ontem 23mar2015

    http://www.acert.pt/aviagemdoelefante/posts/na-ultima-apresentacao-do-espetaculo-da-digressao-de-2014-as-fotografias-de-carlos-teles-e-ricardo-chaves/
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    http://www.acert.pt/aviagemdoelefante/

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    http://www.rtp.pt/noticias/index.php?
    José Saramago escreveu


    "A Viagem do Elefante" é uma metáfora da vida humana - José Saramago


    ** Ana Nunes Cordeiro, da Agência Lusa **

    Lisboa, 05 Nov (Lusa) - Existiu, no século XVI, um paquiderme indiano que caminhou de Lisboa a Viena, ao qual José Saramago chamou Salomão e cuja história conta no seu novo livro, "A Viagem do Elefante", uma metáfora da vida humana.
    "O livro narra uma viagem de um elefante que estava em Lisboa, e que tinha vindo da Índia, um elefante asiático que foi oferecido pelo nosso rei D. João III ao arquiduque da Áustria Maximiliano II (seu primo). Isto passa-se tudo no século XVI, em 1550, 1551, 1552. E, portanto, o elefante tem de fazer essa caminhada, desde Lisboa até Viena, e o que o livro conta é isso, é essa viagem", disse o escritor, em entrevista à Lusa.
    Apesar das mais de 250 páginas do livro, uma edição da Caminho que estará quinta-feira nas livrarias, Saramago considera-o um conto, e não um romance, "porque lhe falta o que caracteriza em primeiro lugar um romance: uma história de amor -o elefante não conhece uma elefanta no caminho - e conflitos, crises", argumentou.
    Para este novo livro, o escritor não encontrou informação histórica suficiente "para dar consistência a essa viagem, porque alguma coisa teria de acontecer enquanto a viagem durou, e durou meses", pelo que lhe restou "a invenção, fabricar uma história".
    "Os dados históricos eram pouquíssimos e o que há tem que ver principalmente já com o que se passou depois da chegada do elefante à Áustria. Daqui de Lisboa até lá, não se sabe o que aconteceu. Sabe-se, ou parte-se do princípio de que foi de Lisboa até Valladolid - onde o arquiduque era, desde há dois ou três anos, regente, em nome do imperador Carlos V (de quem era genro) -, que embarcou no porto da Catalunha para Génova e que tudo o que não foi esta pequena viagem de barco foi, como costumamos dizer, à pata", resumiu.
    Teve conhecimento da história "há uns anos, já bastantes", em Salzburgo, cidade a que se deslocou a convite da universidade e onde foi recebido pela leitora de português Gilda Lopes Encarnação.
    "Creio que no próprio dia da minha chegada fomos jantar com outros professores a um restaurante que se chamava `O Elefante`. O simples nome do restaurante não era suficiente para despertar a minha curiosidade, mas a verdade é que lá dentro havia uma escultura relativamente grande representando um elefante e havia, sobretudo, um friso de pequenas esculturas que, entre a Torre de Belém, que era a primeira, e outra de um monumento ou edifício público que representaria Viena, marcava o itinerário do elefante entre Lisboa e Viena. Perguntei-lhe o que era aquilo, ela contou-me e, naquele momento, eu senti que aquilo podia dar uma história", relatou.
    Começou a escrever em Fevereiro de 2007, altura em que já estava bastante doente, com um problema respiratório, escreveu "umas 40 páginas" e parou, porque a doença se agravou, e acabou por ser hospitalizado durante três meses, tendo chegado a pensar que não terminaria o livro. Mas recuperou, regressou a casa em Fevereiro deste ano, embora "mal" - "de certo modo, uma sombra de mim mesmo", observou -, pôs-se logo a escrever e acabou-o em Agosto, no dia 12.
    "[Contei esta história] em primeiro lugar, porque me apeteceu, e em segundo lugar, porque, no fundo - se quisermos entendê-la assim, e é assim que a entendo - é uma metáfora da vida humana: este elefante que tem de andar milhares de quilómetros para chegar de Lisboa a Viena, morreu um ano depois da chegada e, além de o terem esfolado, cortaram-lhe as patas dianteiras e com elas fizeram uns recipientes para pôr os guarda-chuvas, as bengalas, essas coisas", referiu.
    "Quando uma pessoa se põe a pensar no destino do elefante - que, depois de tudo aquilo, acaba de uma maneira quase humilhante, aquelas patas que o sustentaram durante milhares de quilómetros são transformadas em objectos, ainda por cima de mau gosto - no fundo, é a vida de todos nós. Nós acabamos, morremos, em circunstâncias que são diferentes umas das outras, mas no fundo tudo se resume a isso", defendeu.
    Sobre a epígrafe do livro, o prémio Nobel da Literatura português sustentou que esta "é muito clara quando diz `sempre acabamos por chegar aonde nos esperam`".
    "E o que é que nos espera? A morte, simplesmente. Poderia parecer gratuita, sem sentido, a descrição, que não é exactamente uma descrição, porque é a invenção de uma viagem, mas se a olharmos deste ponto de vista, como uma metáfora, da vida em geral mas em particular da vida humana, creio que o livro funciona", comentou.
    article=167772&tm=&layout=121&visual=49
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    A Vereadora Inês Silva, além desta novidade, informou o que está no site
    19.3.2015:
    Festival Books & Movies homenageia Mário Zambujal
    http://www.cm-alcobaca.pt/pt/noticias/1987/festival-books--movies-homenageia-mario-zambujal.aspx#.VQwPYjPz52s.facebook
    Mário Zambujal vai ser a personalidade homenageada na edição deste ano do festival Books & Movies. O escritor e a sua carreira são referências incontornáveis no panorama literário nacional e serão celebrados na Gala Books & Movies, a ter lugar no Cine-Teatro de Alcobaça, dia 7 de junho pelas 21:30.  
    No dia anterior, 6 de junho, Mário Zambujal estará também presente numa conversa intimista com os seus leitores a partir das 18:30 no Café Capador, no centro histórico de Alcobaça.
    Nascido no Alentejo a 5 de março de 1936, Mário Zambujal destacou-se tanto na literatura como no jornalismo e na área do desporto. Apresentou programas de televisão e rádio, foi diretor dos jornais “Tal e Qual” e “Sete” e de algumas revistas. O seu primeiro livro, “Crónica dos Bons Malandros”, foi publicado em 1980. Desde então, o autor tem construído uma carreira profícua com mais de dez obras editadas.
    Mário Zambujal sucede, este ano, ao realizador Manuel de Oliveira como artista em destaque no festival Books & Movies. Na sua segunda edição, o evento volta a ter como principal missão divulgar e premiar a arte literária e a arte-vídeo.
    O programa decorre de 1 a 10 de junho e conta com a presença de mais de uma dezena de escritores, ilustradores e artistas profissionais que, num clima de diálogo e de tolerância, se juntam ao seu público para conversar sobre livros e filmes.