26/03/2015

9.797.(26mar2015.5.5.5") 2Ernest Hemingway

Nasceu a 21jul1899
e morreu a 2jul1961.
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“Gosto de ouvir.
Aprendi muita coisa por ouvir cuidadosamente.
A maioria das pessoas jamais ouve.”


© Joan Garrigosa - Imagem
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08/07/2011


4.728.(8Jul0h1') Ernest Hemingway

Nasceu a 21jul1899
e morreu a 2jul1961.
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"...É sempre assim. Morre-se. Não se compreende nada. Nunca se tem tempo de aprender. Envolvem-nos no jogo. Ensinam-nos as regras e à primeira falta matam-nos..."
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“Mesmo quando eu estava em multidão, eu estava sempre sozinho.”
© Mohammad Kheirkhah - Imagem
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Via Citador:

"Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança."

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Excerto d' O Velho e o Mar
... Ele era um velho que pescava sozinho em seu barco, na Gulf Stream. Havia oitenta e quatro dias que não apanhava nenhum peixe. Nos primeiros quarenta, levara em sua companhia um garoto para auxiliá-lo. Depois disso, os pais do garoto, convencidos de que o velho se tornara (...) um azarento da pior espécie, puseram o filho para trabalhar noutro barco, que trouxera três bons peixes em apenas uma semana. O garoto ficava triste ao ver o velho regressar todos os dias com a embarcação vazia e ia sempre ajudá-lo a carregar os rolos de linha, ou o gancho e o arpão, ou ainda a vela que estava enrolada à volta do mastro. A vela fora remendada em vários pontos com velhos sacos de farinha e, assim enrolada, parecia a bandeira de uma derrota permanente.

O velho pescador era magro e seco, e tinha a parte posterior do pescoço vincada de profundas rugas. As manchas escuras que os raios do sol produzem sempre, nos mares tropicais, enchiam-lhe o rosto, estendendo-se ao longo dos braços, e suas mãos estavam cobertas de cicatrizes fundas, causadas pela fricção das linhas ásperas enganchadas em pesados e enormes peixes. Mas nenhuma destas cicatrizes era recente.
Tudo o que nele existia era velho, com excepção dos olhos que eram da cor do mar, alegres e indomáveis...
(...)
Olhou para o céu e viu os brancos cúmulos erguendo-se como simpáticos barquinhos de gelado e, altas por cima, estavam as finas penas dos cirros contra o vasto céu de Setembro.
(...)
O velho vira muito peixe graúdo. Vira muitos que pesavam mais de quinhentos quilos, e pescara já dois dessa envergadura, mas nunca só. E agora, só, sem terra à vista, estava amarrado ao maior peixe que jamais vira, maior que jamais ouvira, e a mão esquerda continuava, enclavinhada como as garras duma águia.
(...)
O milhar de vezes em que o provara nada valia. Estava a prová-lo mais uma vez. De cada vez será a primeira, e, ao fazê-lo, nunca pensava no passado.
(...)
Agora que já o vira uma vez, era capaz de imaginar o peixe a nadar nas águas, com as purpúreas barbatanas peitorais abertas como asas, e a grande cauda erecta cortando a treva...
(...)
Desceram na água, deixando um rasto fosforescente.
(...)
A mão estava fosforescente do escamar do peixe.e ele observava a corrente de água contra ela. A corrente era menos forte e, ao esfregar o lado da mão contra o costado do esquife, partículas fosforescentes flutuavam à deriva, devagar, para a ré.
(...)
O céu enevoava-se a leste, e uma após outra iam desaparecendo as estrelas que ele conhecia. Era como se agora se movesse num grande desfiladeiro de nuvens, e o vento caíra.
(...)
A lua nascera havia muito tempo mas ele continuava a dormir e o peixe a puxar regularmente e o barco prosseguindo pelo túnel de nuvens.
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Via Citador
"Gosto de ouvir. Aprendi muita coisa por ouvir cuidadosamente. A maioria das pessoas jamais ouve."
"São precisos dois anos para aprender a falar e sessenta para aprender a calar."
"O segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade."
"Toda a minha vida olhei as palavras como se as estivesse a ver pela primeira vez."
"Todos os bons livros se parecem: são mais reais do que se tivessem acontecido de verdade."
"Nunca escreva sobre um lugar até que esteja longe dele, porque isso lhe dá a perspectiva."
"Moral é o que te faz sentir bem depois de tê-lo feito, e imoral o que te faz sentir mal."
"O meu psicanalista é a minha máquina de escrever."
"Quando fui realmente feliz? Em Paris, quando era muito pobre e vivia de cheirar as sandes dos amigos."
"É sempre assim. Morre-se. Não se compreende nada. Nunca se tem tempo de aprender. Envolvem-nos no jogo. Ensinam-nos as regras e à primeira falta matam-nos."
"A felicidade em pessoas inteligentes, é das coisas mais raras que conheço."
"Se as duas pessoas se amam uma à outra, não pode haver final feliz."
"Um homem pode ser destruído, mas não derrotado."
"Algumas pessoas quando ouvem um eco, pensam que deram origem ao som."
"O homem que começou a viver mais seriamente por dentro, começa a viver mais singelamente por fora."
"Conhecer um homem e conhecer o que tem dentro da cabeça, são assuntos diferentes."
"Mesmo quando eu estava em multidão, eu estava sempre sozinho."
"A sabedoria dos velhos é um grande engano. Eles não se tornam mais sábios, mas sim mais prudentes."
"Se você obtém sucesso, é sempre pelas razões erradas. Se você se torna popular, é sempre pelos piores aspectos do seu trabalho."
"Cobardia é quase sempre apenas uma falta de habilidade em suspender o funcionamento da imaginação."

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Via Cristina Ascenso:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=252147458310505&set=p.252147458310505&type=1&theater
A polidactilia foi sempre uma característica desejada em gatos de marinheiros pois segundo uma antiga tradição, estes gatos trariam sorte para quem navega. Além de sorte, eles também ajudavam a controlar a população de roedores nos navios.
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O Bom Escritor

Todos os bons livros se assemelham no facto de serem mais verdadeiros do que se tivessem acontecido realmente, e que, terminada a leitura de um deles, sentimos que tudo aquilo nos aconteceu mesmo, que agora nos pertencem o bem e o mal, o êxtase, o remorso e a mágoa, as pessoas e os lugares e o tempo que fez. Se conseguires dar essa sensação às pessoas, então és um bom escritor.

Ernest Hemingway, in 'Escrito de um Velho Jornalista (Esquire, 1934)
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Hemingway suicidou-se no dia 2 de Julho de 1961...Tal como pai 30 anos antes...
Em vários livros colocou o tema do suicídio...
No romance Ter ou não ter, o protagonista Richard Gordon fala do suicídio, com as seguintes palavras: “Outros seguiram a tradição indígena da Colt ou da Smith & Wesson, instrumentos bem fabricados que, com o apertar de um dedo, fazem cessar a insónia, acabam com os remorsos, curam o cancro, evitam as falências ou abrem uma saída a situações intoleráveis. São admiráveis instrumentos americanos, fáceis de levar, de resultado seguro, bem projectados para pôr fim ao sonho americano quando este se transforma em pesadelo, e cujo único inconveniente é a porcaria que deixam para a família limpar”.