16/04/2015

9.946.(16ab2015.7.7') 17abril é DM Hemofilia...Queremos de novo o prestigiado SNSaúde...PSD.CDS cortaram, cortaram e o negócio ampliou para alguns privados...

***
17abril Dia Mundial da hemofilia

*

***
12MAIO2015
DIA DO ENFERMEIRO

https://www.facebook.com/248149043961/photos/a.267689703961.140721.248149043961/10153022506183962/?type=1&theater
DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO - 12 MAIO

Nota à Comunicação Social:
SEP congratula todos os enfermeiros pelo papel que desempenham nas comunidades, pelo trabalho que desenvolvem, pela resistência aos sucessivos ataques que têm estado a ser vitimas por parte do Governo/Ministério da Saúde e pela resiliência e responsabilidade que têm demonstrado, colocando sempre os doentes, utentes e famílias no topo das suas prioridades. 

http://www.sep.org.pt/files/2015/05/110515DIE_ncs.pdf
***
cartazgreve 150515x
http://www.cgtp.pt/accao-e-luta-geral/8521-trabalhadores-da-saude-em-greve-a-15-de-maio
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) convocou uma Greve Nacional na Saúde para o próximo dia 15 de Maio. Entre outras reivindicações, esta greve ocorre em defesa do Serviço Nacional de Saúde, pela valorização da saúde, pela criação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde e pelas 35 horas semanais de trabalho.
***
Reportagem de 2 de Abril de 2015 | "Depois do caos nas urgências durante o pico da gripe, os principais problemas que levaram ao congestionamento dos hospitais mantêm-se de norte a sul do país. Há falta de médicos e enfermeiros que chegam a acumular 300 horas a mais de trabalho. 

O Caos no Serviço de Urgência «1 Hora e 35 Minutos» | Reportagem TVI

https://www.youtube.com/watch?v=yVvWZmwMqRM&sns=fb
***
Daniela Ferreira - enfermeira -
Se há 17 anos atrás quando decidi ser enfermeira sonhasse que HOJE iria vivenciar este caos hospitalar que se estende por quase todo o lado, mas em especial, em Serviços de Urgência, talvez ponderasse melhor esta escolha! Escolha essa que como a família e os amigos (entenda-se...as pessoas das quais abdico, infelizmente, pelos dias) me dizem em poucas palavras "foi a vida que escolheste"! Que vida? Mas que vida é esta?! Que dias são estes neste SU, que em tantas horas parece tal qual cenário de guerra! Que mete medo ao susto! Em que só apetece fechar os olhos e fingir que aquela realidade não existe, que tantas daquelas coisas medonhas não se passam!
Em dias de total desespero digo em tom de desabafo "não escolhi ser enfermeira para isto", porque o que fazemos é muito e acaba no entanto por ser tão pouco para quem precisa de quase tudo. Sentimento compartilhado por todos os colegas, com a maior das certezas!
Aquilo que é visto tão de relance numa breve reportagem é absolutamente desolador...mas real!! E SIM...VIVEMOS MESMO NO TERCEIRO MUNDO! Ainda alguém tem dúvidas?! Ridículo Senhores Governantes e Administradores Hospitalares é fecharem os olhos e ainda tentarem esconder isto!!
Quando no extremo da vida, naquele limiar tão frágil que é a doença e em que a saúde é sem dúvida a mais importante luta a ter pelos dias, se vê, se sente, se respira, uma desumanidade surreal para quem depende e precisa dos outros e para quem tenta cuidar dos outros...definitivamente PERDEU-SE TUDO!
Se me dissessem há quase duas décadas, entre aquele hino da Bissaya "saber, saber ser, saber estar, saber fazer e saber amar", que HOJE já nada disto faria diferença, jamais acreditaria!
Não há muitas palavras que descrevam aquilo que se sente dentro das paredes de cada Hospital! Como utentes e como profissionais de saúde! Porque é um Mundo à parte...a 1a linha de erradicação dos Direitos Humanos. É angustiante, frustrante, enlouquece-nos e, acima de tudo, algo em nós morre um bocadinho em cada dia no qual ficou tanto por cuidar...
Para a grande maioria dos utentes, que viveram tanto para este País que hoje lhes vira as costas, é inacreditável como se pode ainda sofrer assim...como se pode ainda morrer assim...
E é isto que temos na Saúde de todos nós...UM ATERRADOR NÓ APERTADO!
E diria muito mais...mas é só! Boa noite

***
15ab2015
Via CGTP

http://www.cgtp.pt/accao-e-luta-geral/8334-isto-nao-e-um-hospital-e-um-matadouro
A reportagem sobre o caos nas urgências de muitos hospitais, de Norte a Sul do país, e o estado do Serviço Nacional de Saúde qua a TVI emitiu, anteontem, (http://www.tvi.iol.pt/videos/1-hora-e-35-minutos/552c25210cf2002a90b87513) e as declarações do secretário de estado adjunto da Saúde, Leal da Costa, afirmando que os doentes estavam comodamente internados, causaram indignação em vários quadrantes da vida nacional, com principal veemência nos profissionais e organizações ligados à Saúde. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e a Federação dos Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas (FNSTFPS) tomaram posiçãos em documentos enviados aos órgãos de comunicação social.

FNSTFPS: "Isto não é um hospital, é um matadouro"(http://www.cgtp.pt/images/images/2015/04/fp_urgencias.pdf)

SEP: "Declarações vergonhosas do secretário de estado adjunto da Saúde"
(
http://www.cgtp.pt/images/images/2015/04/enfermeiros_urgencias.pdf)

***


https://www.youtube.com/watch?t=4798&v=XKZgmhmUGY4

ntervenção de Anita Vilar, Loures, Encontro Nacional do PCP «Não ao declínio nacional. Soluções para o País»

O SNS – Urgência e Necessidade de uma Alternativa de Esquerda


Não vou desfiar aqui todos os males de que padece o SNS, porque são sobejamente conhecidos. A sua criação permitiu a prestação de cuidados de saúde a todos os cidadãos independentemente da sua capacidade económica e, em cerca de vinte anos, fez-nos alcançar níveis de saúde tornando-se um dos melhores serviços públicos de saúde do mundo e, nunca é demais salientar, a custos baixos quando comparados com os de muitos outros países europeus e isto apesar das tentativas constantemente levadas a cabo para a sua destruição.
Conquista de Abril, passou rapidamente a ser alvo dos mais variados ataques dos sucessivos governos PSD, CDS e PS cujo fim último era a sua destruição e a privatização dos cuidados de saúde.
As sucessivas revisões constitucionais, o subfinanciamento sistemático foram ofensivas graves e quase silenciosas ao SNS que levaram à criação de taxas moderadoras hoje insuportáveis para largas camadas da população e se repercutiram de forma negativa na capacidade de resposta dos serviços gerando descontentamento das populações.
O Governo PSD/CDS tudo tem feito para levar a cabo a destruição do SNS numa ofensiva sem precedentes, tendo em vista a privatização dos cuidados de saúde.
Várias são as formas que tem utilizado para alcançar o seu objectivo alardeando que todas elas visam salvar o SNS e melhorar os cuidados prestados às populações.
Os cortes orçamentais das verbas destinadas ao SNS, os aumentos das taxas moderadoras, o corte dos transportes aos mais necessitados ou mais afastados das instituições prestadoras de cuidados, o racionamento nos medicamentos (nomeadamente nos inovadores), o corte nos meios auxiliares de diagnóstico, em produtos usados diariamente e consumidos nos serviços.
Foi também a diminuição da capacidade de internamento num País que já tinha um rácio de camas hospitalares / habitantes inferior à média da União Europeia. Os ataques às carreiras profissionais e aos próprios profissionais que vêem as suas remunerações a diminuir mas ficam obrigados a trabalhar para além dos seus limites, a destruição de equipas, nomeadamente, nos serviços de urgência com recurso a médicos contratados por empresas creditadas pelo Ministério da Saúde cujos processos de actuação “à tarefa” em nada dignifica quem deles faz uso, a emigração por falta de emprego, descontentamento ou o abandono da Função Pública e passagem ao sector privado.
Os resultados de todas essas pseudo-reformas saldam-se por uma diminuição progressiva da acessibilidade, da qualidade e da capacidade de resposta às necessidades da generalidade dos cidadãos, exactamente ao contrário daquilo que são os desígnios constitucionais do SNS.
Só há um tratamento possível para a doença que afecta o SNS: a ruptura com a política de direita e a adopção de uma política de esquerda que salvaguarde o SNS que garanta:
- Um financiamento adequado;
- um investimento garantindo a sua qualidade, capacidade produtiva e nível tecnológico;
- a reorganização e investimento nos cuidados saúde primários de proximidade;
- a revogação das taxas moderadoras e da portaria 82/2014;
- a reorganização da rede hospitalar que contemple as necessidades da população acabando com os hospitais empresa e a reversão para o Estado das PPP;
- a valorização e respeito pelos direitos dos seus profissionais;
- a valorização das carreiras de Saúde Pública e de Medicina Geral e Familiar;
- a criação de um Laboratório Nacional do Medicamento que aposte na produção nacional e possa regular o sector do medicamento.
É necessário e urgente derrotar o Governo e a política de direita também no caso da saúde. A alternativa é não só possível como inevitável, porque as lutas dos profissionais da saúde e dos utentes tem sido um forte travão à ofensiva brutal do Governo PDS/CDS. Não é possível enumerar todas as lutas travadas, mas deverão ser lembradas a greve dos médicos, a dos enfermeiros, a greve nacional da saúde de Outubro, a greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica, lutas em defesa dos seus interesses e direitos, mas também do SNS, pela qualidade de serviços e prestação de cuidados de proximidade.
Têm sido inúmeras as lutas das comissões de utentes exigindo a reabertura de valências e de serviços, a construções de Hospitais e de Centros de Saúde, de mais profissionais a nível de cuidados de saúde primários que acabem com a praga de utentes sem médico de família, pelo alargamento de horários, tal como o fizeram as comissões de utentes de Sintra e Amadora, do Médio Tejo, de Penalva do Castelo, de Aveiro e de Coimbra, de Almada, do Seixal, do Arco Ribeirinho Sul, de Salvaterra e de tantas outras de norte a sul do País.
Está nas mãos dos trabalhadores, das populações, dos profissionais de saúde, dos patriotas e democratas romperem com a política de direita que pretende destruir o SNS e afirmarem a sua vontade e determinação numa política patriótica e de esquerda que o PCP propõe para um Portugal com futuro.