03/11/2018

7.939.(2noVEMbro2018.9.9') Luchino Visconti

Nasceu a 2noVEMbro1906...Milão
e morreu a 17mar1976...Roma
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O estrangeiro
 Lo Straniero (Luchino Visconti, 1967) Baseado no romance homônimo de Albert Camus, a ação desenrola-se na Argélia na época em que ainda era colônia francesa, país natal de Camus. É a história de Meursault, um homem que vive uma vida que talvez não devesse ser contada. Ele é vazio de emoções, incapaz de sentir amor, saudade, ódio, medo ou qualquer outra emoção. A sua vida vai se desenrolando como se ele fosse um estrangeiro, não em relação a um país, mas em relação à humanidade. No fim, o crime que comete não o leva ao fim da sua vida, o que leva ao seu fim é a falta de qualquer emoção quando da morte de sua mãe. Material obtido no fórum Makingoff, em contribuição do usuário deadmeadow.
 https://www.youtube.com/watch?v=Gh1-YXu23Ok
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Sobre o filme "O leopardo"
Trailer:
 https://www.youtube.com/watch?v=gda46t1OFEE
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Il Gattopardo de Luchino Visconti é a adaptação do romance de Tomasi di Lampedusa sobre a unificação de itália iniciada por Garibaldi na segunda metade do século XIX. O Princípe Fabrízio Salina (Burt Lancaster) é um aristocrata siciliano que tenta manter a sua posição numa Itália em revolução e unificação. Embora Tancredi (Alain Delon), seu sobrinho, esteja do lado dos liberais revolucionários, Fabrízio continua do seu lado e inclusivamente apoia a sua união com Angelica (Claudia Cardinale) filha de Don Calogero (Paolo Stoppa) um rico burguês que vê o seu poder aumentar. É assim um casamento de conviniência, trazendo de volta a riqueza a Salina e o nome a Calogero. Toda esta intriga dá-nos um muito bom retrato do contexto histórico da época, uma história particular (uma de muitas), que nos conta a história geral. Para não falar depois do realismo que é dado durante toda a narrativa, literária e imagética.
A representação é fantástica, com um Burt Lancaster fora de série. Alain Delon está muito bom e Claudia Cardinale além de lindíssima é uma belíssima actriz. E toda a beleza desta última, é exponenciada pela personagem que encarna. Angelica não sendo um anjo, é uma figura quase divina. Uma musa que figura em si a beleza, a sensualidade e o desejo.
Possivelmente o melhor filme do realizador, e também o mais auto-biográfico. Visconti era um aristocrata (para além de comunista e homossexual, uma mistura explosiva, no mínimo). Conta-se que Burt Lancaster, que até então tinha sido actor de um registo de filme totalmente diferente, não sabia exactamente a postura que deveria ter como aristocrata. Visconti simplesmente pediu-lhe para o imitar.
Todo o filme tem patente a temática da morte, desde a primeira cena em que é encontrado um soldado morto no jardim de casa dos Salina. Tendo a sua apoteose na cena em que Lancaster contempla o quadro que ilustra a morte durante o baile, e no final quando o mesmo se ajoelha perante o padre que passa para dar a extrema unção na cena final. Esta ideia de morte é a metáfora do fim de um sistema social, a morte de uma classe social, a aristocracia.
E já agora acrescento o tema do vento. O mesmo vento que no início faz abanarem as cortinas enquanto se reza, apaga as velas que iluminam o papel que Don Calogero lê enquando transmite ao povo o resultado das eleições, nessa cena tão caricata. O vento que faz mexer a bandeira tricolor ou a toalha branca do piquenique (que faz lembrar a bandeira branca aristocrata).
A ideia com que fiquei é que muitos, senão a maioria, dos realizadores de hoje tinham editado o filme numa hora e meia. Metade do que vemos na versão integral. O que se perdia seria criminoso. Todo o ritmo a que o filme se desenvolve, os pormenores que são focados, os planos que em vez de serem apenas um, são talvez dez, fazem deste uma obra prima.
Pegando por exemplo na viagem da família Salina desde a sua casa de férias até ao palácio, aquilo facilmente seria reduzido a menos de 30 segundos de filme, apenas com recurso a um plano. Visconti utiliza talvez 10 planos da caravana a subir a fantástica paisagem da montanha, introduz a cena da estrada barricada, a cena da dormida a meio caminho, e tudo isto com mestria. Dá-nos mais pormenores sobre as personagens, sobre a situação que se vivia, a opinião do clero (neste caso do representante em questão, o padre) sobre os aristocratas como o Príncipe, um pouco mais de indicações da paixão de Concetta por Tancredi. Para não falar na odisseia visual que nos proporciona. Todo filme é exemplo do que falo.
Imperdível.
10/10



Il Gattopardo - Versão Integral
Realização: Luchino Visconti
Itália/França, 1963
Em projecção no cinema Nimas

 http://poucosobremuito.blogspot.com/2006/02/o-leopardo-de-visconti.html
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Filme: "Vaghe stelle dell'Orsa," the 1965
 Italian movie (w/ English subs), featuring Claudia Cardinale, Jean Sorel and Michael Craig, directed by Luchino Visconti, written by Suso Cecchi D'Amico, Enrico Medioli and Visconti, based on the Elektra myth. Synopsis: "Vaghe stelle dell'Orsa" features Claudia Cardinale as a young woman returning to her ancestral home in Volterra, a town in the Tuscany region of Italy. There, on the eve of a ceremony commemorating the death of her Jewish father, she revives an intimate involvement with her brother (Jean Sorel), which troubles her American husband (Michael Craig).
 https://www.youtube.com/watch?v=izaJ3QSZjNI
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sobre o filme Morte em Veneza
 MORTE EM VENEZA, com Dirk Bogarde, Bjorn Andrésen, Silvana Mangano, Marisa Berenson, Nora Ricci... O encontro artístico de Thomas Mann, Luchino Visconti e Gustav Mahler não poderia resultar senão na consagração da genialidade criativa, tal como acontece em "Morte a Venezia", considerada por muitos a obra-prima do diretor italiano. Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, o filme narra a passionalidade de um artista e sua busca obcecada pela beleza.Romance, culpa, decadência, finitude... Uma obra de rara sensibilidade, para poucos, imprescindível !!!
 https://www.youtube.com/watch?v=Df4WWBeqxro&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3WuiPlDftxiQv531r3Ly3QCMFKvrSktKalYoOKdyUkwUedSbM04ILCJCQ
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17mar1976
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/03/17-de-marco-de-1976-morre-o-cineasta.html?spref=fb&fbclid=IwAR0bW8NSobS_GoBzLpnNZTz8qhvthRcDDmcfCx0yCf_GKQhL1LM9lENyR-w

02 de Novembro de 1906: Nasce o cineasta italiano Luchino Visconti, realizador de "O Leopardo".

Realizador italiano, Luchino Visconti nasceu a 2 de novembro de 1906, em Milão, no seio duma família de aristocratas e morreu a 17 de março de 1976, em Roma. Teve uma educação eclética, tendo estudado violoncelo no Conservatório de Milão. Após uma curta carreira militar, decidiu tornar-se cenógrafo e encenador, tendo sido o primeiro a encenar peças de Jean Cocteau em Itália. Jean Renoir convida-o para seu assistente de realização, tendo efetuado uma sólida aprendizagem. Em 1943, decide aventurar-se como realizador, adaptando um romance de James M. Cain: Ossessione (Obsessão, 1943), o primeiro título neorrealista do cinema italiano com uma visão crítica da realidade social através da história duma relação adúltera entre uma jovem esposa de um proprietário de uma estalagem e um jovem vagabundo que planeiam o assassinato do estalajadeiro. O filme foi mal recebido pelo público, não habituado a esta nova visão cinematográfica. Seguiu-se uma ficção rodada em jeito de documentário com uma equipa de atores amadores: La Terra Trema (1948), sobre uma comunidade piscatória do Sul de Itália. Visconti rodeou-se duma equipa de assistentes extremamente jovem, da qual se destacam Franco Zeffirelli e Francesco Rosi que mais tarde seguiriam carreira na realização. Após o sucesso de Bellissima (Belíssima, 1951) onde Anna Magnani deu um show interpretativo como mãe dominadora que tenta empurrar a sua filha para uma carreira artística, Visconti assinou um dos títulos mais emblemáticos da sua carreira: Senso (Sentimento, 1954). Este título, protagonizado por Alida Valli e Farley Granger, é uma brilhante história de amor e de adultério entre uma condessa casada e um tenente do exército que se aproveita do seu amor para lhe extorquir dinheiro para se livrar do serviço militar. O drama psicológico La Notti Bianche (Noites Brancas, 1957) passaria quase despercebido apesar de contar no seu elenco com nomes como Marcello Mastroianni, Jean Marais e Maria Schell. Já Rocco e i Suoi Fratelli (Rocco e os Seus Irmãos, 1960) foi premiado em diversos certames italianos e foi um relato pleno de emotividade sobre uma família rural que parte para Milão e procura a sua adaptação. É também uma história de amor entre dois irmãos (desempenhados por Alain Delon e por Renato Salvatori) por uma prostituta (Anne Girardot). O filme mereceu a censura em diversos países europeus (inclusive Portugal), o que dificultou a sua distribuição internacional. Depois de ter colaborado no filme por segmentos Boccaccio'70 (1962), assinou a sua obra-prima: Il Gattopardo (O Leopardo, 1963), o retrato da decadência duma família aristocrática napolitana em finais do século XIX, protagonizada por Burt Lancaster, Alain Delon e Claudia Cardinale. O êxito retumbante deste título impeliu-o a colocar em prática um projeto de cariz pessoal: a adaptação da tragédia grega Electra. O resultado foi algo dececionante em termos comerciais: Vaghe Stelle Dell'Orsa (1965) não conseguiu convencer o público. Seguiram-se Lo Straniero (1967) e La Caduta Degli Dei (Os Malditos, 1969), uma adaptação do MacBeth de Shakespeare transposto para o ambiente da Alemanha nazi de 1933. Outra obra polémica foi Morte a Venezia (Morte em Veneza, 1972), adaptado da obra homónima de Thomas Mann sobre a obsessão dum homem de meia-idade pela beleza de um jovem rapaz. Até à morte, Visconti ainda assinou obras emblemáticas como Ludwig (1972) e L'Innocente (Os Inocentes, 1976).

Luchino Visconti. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)


Arquivo: Luchino Visconti 5.jpg
Luchino Visconti 

O Leopardo
Arquivo: O Leopardo ballo01.jpg


Morte em Veneza
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/11/02-de-novembro-de-1906-nasce-o-cineasta.html?fbclid=IwAR12WmTdkPErq6-ylcNRvIdFm2c4O-X5Fd-lzfENiCKPkDnOqITfGP0gocs
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