05/04/2011

4.407.(5Abril2011. 9h9') Cerâmica vai ser alvo de exposição e conferência de 2 dias: 6 e 7 Abril 2011.

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2, 3 e 4 jun2017
O Município de Alcobaça organiza nos dias 2, 3 e 4 de junho, o “Bom Dia Cerâmica”.
Originalmente promovido em Faenza (Itália) e que nesta edição piloto será alargado a Portugal, integrado na iniciativa da Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica (AptCC).
A iniciativa irá contemplar múltiplas atividades que incluem exposições de cerâmica artística, demonstrações de “cerâmica viva”, atividades lúdicas para as escolas, e uma visita pelos “terrenos” da cerâmica do concelho.
O “Bom Dia Cerâmica” contempla ainda um encontro nacional dedicado ao tema com investigadores, artistas, industriais e empresários. O Mercado Municipal, por estes dias, transforma-se num autêntico centro de cultura cerâmica onde irão ocorrer mesas-redondas, projeções de filmes, exposições artísticas, showroom de peças industriais das fábricas de Alcobaça, demonstrações e espaços de lazer.
A AptCC é uma entidade constituída para a defesa, valorização e divulgação do património cultural e histórico cerâmico, bem como o intercâmbio de experiências entre os associados, nomeadamente a nível da conservação do património, o estabelecimento de parcerias entre cidades e vilas com vínculos tradicionais à cerâmica. Foi fundada pelos municípios de Alcobaça, Aveiro, Barcelos, Caldas da Rainha, Ílhavo, Mafra, Montemor-o-Novo, Óbidos, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Tondela, Viana do Alentejo, Viana do Castelo e Vila Nova de Poiares.

BOM DIA CERÂMICA | 2, 3 E 4 DE JUNHO DE 2017 | ALCOBAÇA
Mercado Municipal de Alcobaça | 09h30-19h00
Entrada livre

Iniciativas:
· Apontamentos arqueológicos de cerâmica: achados pertencentes às coleções do Castelo de Alcobaça (Município de Alcobaça), de Jorge Pereira de Sampaio e de Luís Peres Pereira

· Exposição de cerâmica industrial do concelho de Alcobaça

· Dias abertos nos museus municipais da Cidade
· Museu Raul da Bernarda
· Museu do Vinho
· Central da Confluência dos Rios

· Mostra de Cerâmica Criativa Contemporânea – “Cerâmica Viva, Didática e Eclética”*
Participantes:
· Liliana Sousa
· Sérgio Amaral
· Atelier Todd-Ferrari
· Heitor Figueiredo
· Adosinda Pereira
· Nadine Guéniou
· Mário Reis
· Vítor Reis
· Ana Sobral
· João Quitéria
· Deborah Manson
· Ana Vilela
· Spot Design
· José Luís Ramos
· Carla Soares
· Paula Theresa
*Prémio do Público para o melhor ceramista (melhor conjunto de peças e melhor apresentação)


PROGRAMA
SEXTA-FEIRA | 2 DE JUNHO
Visitas guiadas gratuitas às empresas de cerâmica de Alcobaça (para grupos ou escolas):

  • S. Bernardo: Inscrição prévia obrigatória até dia 1/06 | Tel. 262590650 | e-mail: geral@s-bernardo.pt
  • Arfai Ceramics Portugal: Inscrição prévia obrigatória até dia 19/05 | Tel. 262505290 | Responsável: Sandra Coutinho | e-mail: turicer@arfaiceramics.com | N.º de Participantes: máximo 30 / mínimo 10 | Visitas entre as 10h e as 12h
  • António Rosa: | Inscrição prévia obrigatória até dia 1/06 | para adultos ou formandos na área da cerâmica | Tel. 262595184 | e-mail: carlos@antoniorosa.pt | N.º de Participantes: máximo 40 / mínimo 10
  • SPAL: Inscrição prévia obrigatória até dia 26/05 | Tel. 262 580 400

9h30 / 12h30
Ateliers:
Roda: Nadine Guéniou e Sérgio Amaral
Trabalho Lastra: Ana Sobral e Carla Soares
Modelação Escultura: Liliana Sousa e Vitor Reis

14h00
Sessão oficial de abertura do Bom Dia Cerâmica
Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça
Presidente da AptCC (Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica)
Presidente NERLEI (Associação Empresarial da Região de Leiria)
Presidente da Câmara Municipal de Mafra
Presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha

14h30 / 17h30
Encontro Nacional de Cerâmica em Alcobaça (1º parte)
A cerâmica impõe-se pelo seu legado económico e social como um segmento histórico essencial ao compósito identitário nacional. Em Alcobaça, este legado constitui um elemento naturalmente potenciador do desenvolvimento local e regional, sabendo que permanece hoje como um fator vivificante da dimensão tanto cultural, como socioeconómica da região.
Este I Encontro Nacional de Cerâmica em Alcobaça tem como objetivo estabelecer uma reflexão sobre a realidade inerente ao património material e imaterial da cerâmica. Partindo do legado histórico mas assente no levantamento da realidade presente, pretende sobretudo lançar um debate alargado sobre o futuro a partir de quatro temas propostos em mesa redonda a oradores convidados (investigadores, empreendedores e artistas):

14h30
CONFERÊNCIA DE ABERTURA – Uma Cronologia do Tempo da Olaria Portuguesa
Moderadora – Inês Silva (Vereadora da Cultura do Município de Alcobaça)
Rosa Varela Gomes (IHC – FCSH/Universidade Nova de Lisboa)
Jorge Pereira de Sampaio (DGPC/Museu de Cerâmica de Alcobaça)

16h00
VISITA COMENTADA aos achados arqueológicos de cerâmica pertencentes às coleções do Castelo de Alcobaça (Município de Alcobaça), de Jorge Pereira de Sampaio e de Luís Peres Pereira.

16h30
CICLO DE MESAS REDONDAS
Mesa-Redonda I – Comércio e Indústria: da Formação à Ação Prática
Moderador – Amílcar Coelho (Docente e Sindicalista)
José Luís de Almeida Silva / Vera Fortes (CENCAL)
Carla Moreira (Arfai/NERLEI)
Elsa Almeida (PP&A – São Bernardo)
Fernando Carradas (ESAD-CR)*

17h30
Ciclo internacional de Filmes de Cerâmica “Les Printemps des Potiers”(visionamento e debate)
“LA FAïANCE” / A FAIANÇA (com trabalhos de: Agnès His, Françoise Chaussy, Jêrome Galvin, Jacques Peiffer)

18h30
Lançamento do livro “A Fábrica do Juncal na Coleção Pereira de Sampaio” de Jorge Pereira de Sampaio

19h00 – Encerramento


SÁBADO | 3 DE JUNHO
9h30 / 12h30
Ateliers:
Roda: Nadine Guéniou e Sérgio Amaral
Trabalho Lastra: Ana Sobral e Carla Soares
Modelação Escultura: Liliana Sousa e Vitor Reis

14h00 / 17h00
Encontro Nacional de Cerâmica em Alcobaça (2º parte)

14h00
PALESTRA DE ABERTURA – A Iconografia de São Bernardo na Azulejaria Portuguesa
Apresentação – Maria Augusta Trindade Ferreira
Alexandre Pais (DGPC/Museu Nacional do Azulejo)

15H00
Mesa Redonda II – Arte: Moldar a Forma e o Conteúdo do Moderno ao Contemporâneo
Moderador – Alberto Guerreiro (Museólogo | CMA – Museu Raul da Bernarda)
Manuel da Bernarda (PP&A – São Bernardo)
Andreia Tocha (Artista Plástica)
Diana Gomes (Designer da Vista Alegre)
Jean Ferrari (Colectivo 3 C’s)
António Rosa (Ceramista e Industrial da Cerâmica)

16h30
Mesa Redonda III – Património e Turismo: Coleção, Conservação, Exposição, Promoção.
Moderador – Rui Rasquilho (Historiador)
João Serra (ESAD-CR/Programador da Molda)
Carlos Coutinho (Diretor do Museu José Malhoa e Museu de Cerâmica - CR)
Helena da Bernarda (Gestora de Indústria Cerâmica) *
Rita Gomes Ferrão (Blog Cerâmica Modernista)

18h00
Ciclo internacional de Filmes de Cerâmica “Les Printemps des Potiers”(visionamento e debate)
“CÉRAMIQUE CONTEMPORAINE ITALIENNE” / CERÂMICA CONTEMPORANEA ITALIANA (com trabalhos de: Adriano Leveronne, Rita de Nigris, Dominique Bajard)
“SCULPTURE ET VOLUME D’ARGILE” / ESCULTURA E VOLUMES DE ARGILA (com trabalhos de: Jean-Pierre Larocque, Jindra Vikova, Paul Day)
“PRATIQUES ET TECHNIQUES DE TOURNAGE” / PRÁTICAS E TÉCNICAS DE OLARIA DE RODA (com trabalhos de: Michael Gardelle, Jean-François Thierion, Claude Varlan)

19h00 - Encerramento


DOMINGO | 4 DE JUNHO
9h00
Visita pelos “terrenos” da cerâmica de Alcobaça
Partida junto aos Paços de Concelho - Capuchos (barreiros) – Villa Romana de Parreitas - Praia do Salgado (atelier Jean Ferrari) – almoço livre em São Martinho do Porto – Museu Raul da Bernarda – Coleção Pereira Sampaio – Atelier Paula Teresa – Mosteiro de Alcobaça
Gratuito com Inscrição prévia obrigatória até dia 1/06
Tel. 262 580 080 | E-mail: servico.educativo@cm-alcobaca.pt
Participantes: máximo 25 / mínimo 10

10h00
Demonstração de cozedura com técnica “obvara” por Nadine Guéniou
A técnica «Obvara» surgiu na Europa de Leste há mais de seis séculos sendo utilizada para impermeabilizar peças sem ter que recorrer à aplicação de vidrados. Técnica aliciante para o ceramista contemporâneo na sua busca de novas vivências que ligam tradição e criatividade.

15h00
Ciclo internacional de Filmes de Cerâmica “Les Printemps des Potiers”(visionamento e debate)
“S’APPROPRIER UNE TECHNIQUE POUR UN LANGAGE ARTISTIQUE” / APROPRIAÇÃO DE UMA TÉCNICA PARA UMA EXPRESSÃO ARTÍSTICA (com trabalhos de: Marc Albert, Karin Bablok, Nicholas Homoky)
“TECHNIQUE ET TRANSMISSION” / TÉCNICAS E TRANSMISSÃO – CERÂMICA E ARTE CONTEMPORÂNEA (com trabalhos de: Guy Honore, Jêrome Galvin, Jean-Nicolas Gerard, Elke Sada)
“BIJOU, CÉRAMIQUE CONTEMPORAIN” / BIJUTERIA E CERÂMICA CONTEMPORÂNEA (com trabalhos de: Claire Marfisi, Martha Rodriguez, Núria Soley, Violaine Ulmer, Laurent André, Jacques Peiffer)

19h – Encerramento
*Presença por confirmar
https://www.facebook.com/notes/munic%C3%ADpio-de-alcoba%C3%A7a/bom-dia-cer%C3%A2mica-dedica-tr%C3%AAs-dias-a-um-dos-principais-setores-industriais-do-con/1367967113285846/
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18mar2011
Cerâmica em destaque
via site do município http://www.cm-alcobaca.pt/page.php?ID=13248

Projecto CeRamICa


De 6 e 7 de Abril de 2011, Alcobaça recebe o Projecto Europeu CeRamiCa, um projecto financiado pelo Programa de Cooperação Territorial Europeia INTERREG IVC, e tem como objectivo preservar e revitalizar a indústria cerâmica e as pequenas actividades artesanais enquanto elementos relevantes do património europeu.

A parceria do projecto CeRamICa pretende disseminar os resultados alcançados durante os três anos de cooperação, tal como partilhar e debater em conferências abertas ao público as recomendações políticas e boas práticas que poderão ser replicadas em projectos semelhantes.

Mais sobre o projecto
CeRamICa é um projecto de iniciativa comunitária, integrado no programa da União Europeia (UE) INTERREG IVC (Cooperação Interregional).Este projecto é composto por 12 parceiros, sendo eles oriundos dos mais diversos Estados-Membros: Hungria (líder de projecto), França, Portugal (nomeadamente o Município de Alcobaça), Espanha, Eslovénia, Roménia e Grécia, sendo o mesmo financiado pela UE.

A sua duração é de 36 meses (início: Outubro 2008, fim: Outubro 2011) e tem como principais objectivos a realização de um diagnóstico do sector cerâmico, junto dos actores locais (a fim de saber quais suas as ameaças e oportunidades); a promoção do turismo industrial associado à cerâmica; acções de benchmarking, ou seja, identificação e avaliação das melhores práticas neste contexto e sua divulgação; realização de intercâmbios de experiências e boas práticas.

Com esta iniciativa pretende-se também reforçar a parceria e o envolvimento dos vários actores locais, no sentido de uma maior promoção da cerâmica de Alcobaça e sua revitalização, tornando-o num sector mais dinâmico e competitivo, com maior projecção internacional.
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http://www.cm-alcobaca.pt/page.php?ID=13248

De 6 e 7 de Abril de 2011, Alcobaça recebe o Projecto Europeu CeRamiCa, um projecto financiado pelo Programa de Cooperação Territorial Europeia INTERREG IVC, e tem como objectivo preservar e revitalizar a indústria cerâmica e as pequenas actividades artesanais enquanto elementos relevantes do património europeu. 


A parceria do projecto CeRamICa pretende disseminar os resultados alcançados durante os três anos de cooperação, tal como partilhar e debater em conferências abertas ao público as recomendações políticas e boas práticas que poderão ser replicadas em projectos semelhantes.



Durante dois dias, representantes nacionais e internacionais pretendem disseminar os resultados alcançados ao longo de três anos de cooperação, tal como partilhar e debater em conferências as recomendações políticas e boas práticas que poderão ser replicadas em projectos semelhantes, através da apresentação dos seguintes painéis:
  • A competitividade no Sector da Cerâmica na Europa;
  • Os Desafios e as Oportunidades
  • As Experiências e as Boas Práticas
  • O Design, Marketing & Inovação
  • O Conhecimento, Educação e Formação
  • A Cooperação, Clustering e as Parcerias
  • Património, Cultura e Turismo
A marcar o início do ciclo das Jornadas, 6 de Abril, está agendada uma Conferência de Imprensa à qual se seguirá o Painel Plenário, a ter lugar no Grande Auditório do Cine-Teatro de Alcobaça. A restante agenda das conferências irá decorrer no auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça. Uma organização do Município de Alcobaça, parceiro do projecto, em colaboração com o Município de Hódmezővásárhely, Hungria. O evento conta ainda com a parceria do Mosteiro de Alcobaça.


Exposição InterRegional


Simultaneamente à abertura oficial das conferências será inaugurada,também no dia 6, pelas 14h30, a exposição: “Cerâmica em Alcobaça: 1875 até ao presente - CeRaMIca Plus”, a acontecer na Galeria de Exposições Temporárias, do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.
Uma exposição que tem como finalidade mostrar ao público a evolução da arte de trabalhar o barro em Alcobaça. Tendo como ponto de partida os Monges Barristas do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, onde será possível,  apreciar algumas das suas obras, o público fará ainda uma viagem pelas centenas de peças que marcam a produção da faiança de Alcobaça, desde a sua primeira fábrica de faiança – fundada em 1875 por José dos Reis dos Santos – até às actuais criações das empresas que actualmente produzem. A mostra contará ainda com peças dos diversos parceiros do projecto.
Concepção museológica da exposição: Jorge Pereira de Sampaio, Director do Mosteiro de Alcobaça e Alberto Guerreiro, Museológo da Câmara
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(8Abril12h10') via tintafresca.net

“Cerâmica em Alcobaça: 1875 até ao Presente”
    Mosteiro recebe exposição retrospectiva
    de 135 anos de cerâmica em Alcobaça
        

    Paulo Inácio, Luís Peres Pereira e Jorge Sampaio
    A exposição “Cerâmica em Alcobaça: 1875 até ao Presente” terá lugar no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Património Mundial e Maravilha de Portugal, de 6 de Abril a 6 de Maio de 2011. Uma exposição que tem como finalidade mostrar ao público a evolução da arte de trabalhar o barro em Alcobaça, tendo como ponto de partida os Monges Barristas do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.

       Aqui será possível apreciar algumas das suas obras e o público fará uma viagem pelas centenas de peças que marcam a produção de faiança de Alcobaça, desde a sua primeira fábrica, fundada em 1875 por José dos Reis Santos, até às criações das empresas que actualmente produzem. Poderão ser apreciadas cerca de 320 peças de cerâmica, oriundas na sua maioria de Portugal mas também da França, Roménia, Itália, Eslovénia, Espanha, Grécia e Roménia.

       Estiveram presentes na cerimónia inaugural, Paulo Inácio, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça; Istvan Almas, vice-presidente do Município de Hódmezővásárhely, Hungria; Luís Filipe Coelho, Sub-director do IGESPAR; Jorge Pereira de Sampaio, director do Mosteiro de Alcobaça; Duarte Garcia, presidente da APICER – Associação Portuguesa da Indústria de Cerâmica; Luís Peres Pereira, comissário da exposição, além de vários representantes das fábricas de cerâmica do concelho.

       

    Cerâmica de Alcobaça
     Jorge Pereira de Sampaio referiu na ocasião que a exposição percorre a história da cerâmica no concelho desde o tempo de José dos Reis Santos, passando pela louça artística do concelho até à actualidade do que se faz hoje nas cerâmicas. Por sua vez Luís Filipe Coelho referiu que esta será “uma exposição de qualidade, de relevo para Portugal e nomeadamente para a região”. Segundo aquele responsável o resultado da experiência que se está a viver em Alcobaça com a 2.ª Conferência InterRegional do Projecto de Cooperação do Fundo de Desenvolvimento Europeu será “o início de relações fortes entre parceiros das quais resultará o ressurgir da indústria da cerâmica”.

       Por seu turno Istvan Almas, vice-presidente do município de Hódmezővásárhely, Hungria, referiu que se sentia “comovido por estar neste belo e magnífico monumento” e por “poder estar em contacto com a história da cerâmica e o que se faz nos países que participam nestas jornadas”.

       Já Paulo Inácio referiu que “estamos a fazer a reflexão do sector da cerâmica”, e que esta exposição serve para “mostrar o nosso legado” e é “a forma mais correcta de homenagearmos os homens e as mulheres que trabalharam e trabalham neste sector, gerador de riqueza”, acrescentando que “vale a pena trabalhar pela cerâmica porque estamos a trabalhar por Alcobaça.”
    07-04-2011
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    (8Abril.14h37') via blogue da artesã Lúcia Duarte
    http://alcobacacomentaranossaterra.blogspot.com/2011/04/ceramica-plus-2011-um-evento-que-ajuda.html
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    (19Abril.12h12') via região de cister de 14.4.2011:

    Alcobaça discute soluções para o sector da cerâmica


    Durante dois dias, Alcobaça foi a capital da cerâmica, relembrando velhos tempos. Na cidade, no âmbito da segunda ‘Conferência interregional CeRamICa PLUS’, juntaram-se especialistas nacionais e internacionais para discutir um sector que já teve melhores dias.

    A crise europeia, que caminha de mãos dadas com a mundial, deixou muitos empresários ‘descalços’ ao ponto de terem de encerrar as suas empresas. Outros conseguem sobreviver, apesar de todos os obstáculos que surgem diariamente, procurando manter os negócios e os postos de trabalho.
    Das cerca de quatro centenas de unidades de produção que chegaram a laborar no concelho de Alcobaça, são menos de 40 as que se encontram em funcionamento. Hoje em dia, as fábricas concentram-se, na sua grande maioria, nas freguesias de Cós, São Vicente e Prazeres de Aljubarrota e Évora de Alcobaça.
    A união dos empresários da cerâmica e a partilha de conhecimentos devem ser encaradas como pontapés de saída desta crise, que atinge pequenas, médias e grandes empresas. Esta foi uma das principais conclusões das jornadas.
    O facto de se isolarem contribui, ainda mais, para o desaparecimento do sector, que já foi rei no concelho. A nível nacional, as cerâmicas continuam com uma preponderância relevante, visto que as unidades exportam grande parte dos seus produtos.
    A concorrência do mercado chinês também foi um dos temas mais debatidos. No entanto, a imagem que fica é a de uma China cada vez mais frágil e, conquentemente, menos perigosa com o passar dos anos.
    Contudo, existe um tema que parece reunir a preocupação dos empresários do sector: as tarifas do gás. Isto porque a matéria-prima representa cerca de 10% das despesas das empresas. Um aumento, significaria um aperto financeiro ainda maior para um sector que vive com problemas de liquidez.
    Durante os dois dias, o encontro ajudou o comércio tradicional. Com centenas de pessoas envolvidas, o evento proporcionou a restaurantes e hotéis mais alguns visitantes do que o habitual nesta época do ano.
    Com o objectivo de partilhar e trocar experiências e conhecimentos reuniram-se, em Alcobaça, portugueses, húngaros, romenos, franceses, eslovenos, espanhóis, italianos e gregos. Em comum partilham o projecto CeRamICa, financiado pelo Programa de Cooperação Territorial Europeia INTERREG IVC, que visa preservar e revitalizar a indústria cerâmica e as pequenas actividades artesanais, enquanto elementos relevantes do património europeu.
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    10dez2009
    a notícia da cister.fm


    2009dez10
    amanhã há leilão do espólio da Raul da Bernarda...
    Recheio da Cerâmica Raul da Bernarda vai a leilão
    .
    A Câmara Municipal de Alcobaça poderá participar no leilão da massa falida da Raul da Bernarda, marcado para esta sexta-feira.
    .
    Os valores do leilão reverterão para os credores da antiga fábrica de cerâmica, que declarou a insolvência há poucos meses, entre os quais, os bancos e os trabalhadores.
    .
    A empresa é proprietária de um Museu com um valioso espólio de cerâmica que retrata a história da fabricação da Raul da Bernarda ao longo de mais de cem anos. O espólio, que despertou desde há algum tempo o interesse da Câmara Municipal de Alcobaça, não faz parte da hasta pública.
















    O novo presidente da autarquia, Paulo Inácio, foi alertado pelo vereador da CDU, Rogério Raimundo, para a realização do leilão, esta sexta-feira. O autarca afirmou querer «conhecer melhor todo o processo» e marcou uma reunião com a família proprietária da empresa.
    ***
    21jul2009
    Presidente vai estar atento ao leilão de bens da Raúl da Bernarda
    Clarifiquei ontem em reunião de câmara que o vai ser leiloado são bens que estão na massa falida e pelo que vi no site da avaliberica não constam os bens do Museu "Raúl da Bernarda".

    no dia 10.8.2009 a Rádio Cister, em cister.fm publicou:

    2009-08-10 09:47:00
    Peças da Raul da Bernarda podem ter valor para Museu da cerâmica

    Peças da falida Raul da Bernarda postas a leilão podem ter valor para Museu da cerâmica.

    A CDU aconselhou a maioria PSD do executivo camarário de Alcobaça a estar atenta ao leilão de equipamentos da falida Raul da Bernarda.

    O vereador da CDU, Rogério Raimundo, considera que é necessário estar muito atento a ao espólio, que faz parte do recheio da Fábrica de Faiança, pois aí «podem existir peças que poderão enriquecer um futuro Museu da Cerâmica».

    A Câmara de Alcobaça já assegurou que irá ficar atenta ao Leilão, tendo, entretanto, já garantido a exclusão do espólio do Museu da venda extra-judicial que tem em vista satisfazer pagamentos a credores.
    ***
    16jul2009
    O espólio da Raul da Bernarda vai a leilão em breve!!!
    Já escrevi ao Presidente da Câmara a alertar!

    Recebi via Anabela:
    "O ficheiro é muito grande,
    está neste site,
    a Raul da Bernarda aparece o canto inferior direito -


    04/04/2011

    4.405.(4Abril 4h44') PCP reuniu o Comité Central ao domingo e...UM GOVERNO PARA SALVAR O PAÍS

    http://www.pcp.pt/reuni%C3%A3o-do-comit%C3%A9-central-do-pcp-17

    Conferência de Imprensa, Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP

    Reunião do Comité Central do PCP


    ARTIGOS RELACIONADOS

    O Comité Central na sua reunião de hoje analisou a situação económica e social do país e os recentes desenvolvimentos decorrentes da demissão do Primeiro-Ministro e da dissolução da Assembleia da República, debateu e definiu, entre outros aspectos, as principais orientações com vista à intervenção do Partido nas eleições legislativas antecipadas de 5 de Junho e deliberou concorrer no quadro da CDU.
    Considerou que a presente crise política é expressão e consequência directa da crise económica e social a que PS, PSD e CDS-PP com o patrocínio do Presidente da República conduziram o país e é inseparável do rumo de integração capitalista da União Europeia e da própria crise do sistema capitalista.
    Crise política que é, antes de mais, o resultado de uma deliberada construção por parte daqueles que, sendo responsáveis pela grave situação criada no país, procuram alijar responsabilidades e disfarçar a identidade de posições quanto ao que de mais essencial tem determinado o rumo de declínio nacional. Uma situação que não pode ser também desligada da agudização das contradições resultantes da natureza anti-popular das políticas em curso e do crescente isolamento social do governo em resultado da ampliação da luta dos trabalhadores e das populações.
    O Comité Central considera que a convocação de eleições legislativas antecipadas para 5 de Junho constitui, neste quadro, uma oportunidade, mas também uma responsabilidade para os trabalhadores e o povo português. Uma oportunidade para fazerem ouvir a sua voz e para afirmarem, com o seu voto na CDU, a exigência da necessária e indispensável ruptura com o rumo de declínio, injustiça e empobrecimento do país.
    A gravidade e dimensão dos problemas que o país hoje enfrenta tem causas e responsáveis. Não são apenas fruto de uma conjuntura ou fatalidade, são o resultado de anos consecutivos de política de direita que avolumaram injustiças, definharam as capacidades produtivas, alienaram recursos e activos estratégicos, hipotecaram a soberania nacional, empobreceram o regime democrático.
    O resultado está à vista: o país subordinado à dominação do capital nacional e estrangeiro que, pressionando e chantageando, saqueia a riqueza produzida no país num processo assente na subordinação do poder político aos seus interesses de classe. O país está mais pobre, menos desenvolvido e mais dependente num rumo em que, ano após ano, se avolumam e agravam problemas, em que a cada imposição de sacrifícios e injustiças se somam menos perspectivas de saída e solução.
    O início do ano de 2011 aí está para o testemunhar: os PEC e Orçamentos de Estado, apresentados e justificados como males necessários para vencer dificuldades, a traduzirem-se, de facto, em factores de acentuação de crise e recessão, de aumento do desemprego, de agravamento da dependência externa, em que a dívida privada é superior à dívida pública e a dilatação do próprio défice das contas públicas que dizem querer combater.
    De PEC em PEC, de Orçamento em Orçamento, o inaceitável dilema em que PS, PSD e CDS-PP querem colocar o País é ficar refém dos juros incomportáveis da especulação do capital financeiro nos “mercados” ou ficar estrangulado por décadas com os juros especulativos a favor desse mesmo capital financeiro, definidos pela União Europeia e o FMI e associados a inaceitáveis e ruinosas imposições.
    O PEC IV proposto pelo Governo prosseguia e aprofundava este caminho. Não incluía nenhuma medida visando o crescimento económico, o aumento da produção nacional, uma mais justa distribuição da riqueza a diminuição do desemprego ou o combate às desigualdades.
    Mantendo metas absurdas para a diminuição do défice, consagrava um pacote de medidas brutalmente gravosas para os trabalhadores, o povo e o desenvolvimento do país e, ao mesmo tempo, apontava para a atribuição de maiores apoios financeiros à banca e sector financeiro.
    Recusando a chantagem política do Governo e do PS, o PCP propôs e viu aprovada a rejeição deste PEC IV, salientando a gravidade dos seus conteúdos, denunciando os seus propósitos e a sua chantagem e apresentando um caminho de propostas e orientações alternativas. De facto, o Governo PS e José Sócrates acenando com a ameaça da sua própria demissão, procuraram desviar atenções do conteúdo das políticas e medidas concretas.
    Provou-se que a natureza e conteúdos do novo pacote anti-social e de austeridade estavam articulados com os novos e intoleráveis passos dados no recente Conselho Europeu com a aprovação do Pacto do Euro e as decisões sobre a chamada Governância Europeia; passos que constituem um novo patamar no processo de dominação política por parte do grande capital internacional e das potências e instituições ao seu serviço e que constituem uma nova agenda de ataque aos direitos dos trabalhadores, exploração, de retrocesso social e de usurpação da soberania nacional a que, quer PS, PSD e CDS-PP, quer o Presidente da República, se submetem.
    O Comité Central do PCP afirma que o caminho para a solução dos problemas nacionais só é possível com uma alternativa baseada numa política patriótica e de esquerda que assuma uma corajosa ruptura com a política de dominação do grande capital e de abdicação dos interesses nacionais.
    A adopção de uma política patriótica e de esquerda e de um Governo que a concretize, não só é cada vez mais necessária, como constitui um imperativo inadiável. Existe e é possível concretizar uma política alternativa que tenha como eixos e objectivos centrais: o desenvolvimento económico, a elevação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, a defesa e promoção do interesses público e dos direitos dos cidadãos e a recuperação e afirmação da soberania – quatro eixos e objectivos centrais de uma política patriótica e de esquerda capaz de abrir caminho ao desenvolvimento económico, ao progresso social e à afirmação soberana do interesse nacional.
    Uma política capaz de dar também resposta no imediato ao saque aos recursos nacionais por via do crescente endividamento externo, da espiral especulativa que se desenvolve por via dos juros da dívida pública e da ameaça a uma entrada (directa ou indirecta) do FMI.
    Uma outra política que procure a convergência de posições com outros países que são vítimas de uma ofensiva comum. Uma outra política que garanta a resposta ao financiamento do Estado português em condições que não sejam um factor de estrangulamento da economia nacional e de agravamento das condições de vida do povo, promova a diversificação de fontes de financiamento e das relações económicas, mutuamente vantajosas.
    O PCP afirma que a concretização da política necessária à resolução dos problemas nacionais exige a formação de um governo patriótico e de esquerda, capaz de assegurar uma nova fase da vida do País, marcada pelo desenvolvimento, a justiça e o progresso social.
    Um governo para salvar o País e não um governo dito de salvação nacional mas que visa prosseguir a política de direita, juntando, duma forma ou de outra, o PS, o PSD e o CDS-PP, precisamente aqueles que têm enterrado e querem continuar a enterrar o País.
    Um governo constituído com base nas forças e sectores políticos, democratas e personalidades independentes, que se identificam com a política patriótica e de esquerda, apoiado pelas organizações e movimentos de massas dos sectores sociais anti-monopolistas.
    Um governo cuja viabilidade e apoio político e institucional está nas mãos do povo português com a sua posição, a sua luta e o seu voto. Uma solução política necessária e urgente, que tem de ser inscrita como um objectivo incontornável para o futuro do país e cuja concretização só é possível com o significativo reforço da influência do PCP e dos seus aliados na CDU.
    Tendo em conta o próximo acto eleitoral o Comité Central decidiu marcar para 17 de Abril do Encontro Nacional do PCP sobre as Eleições Legislativas e lançar uma grande acção nacional de contacto directo com os trabalhadores e o povo sob o lema «um milhão de contactos pela alternativa patriótica e de esquerda».
    Com a convicção que é no PCP e na luta dos trabalhadores e das populações que reside a força para impor uma mudança de rumo na política nacional, o Comité Central apela a uma ampla participação nas comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio, que devem constituir momentos de exigência de um outro rumo na vida nacional.

    03/04/2011

    4.404.(3Abril.12h) Ontem foi em Coimbra. Hoje é na sala do Capítulo na Abadia Cisterciense de Alcobaça

    Sofia Borges interpretando "Por um verde menos escuro", no Mosteiro de Santa Clara - Coimbra.
    Foto do Sr. Director do Mosteiro, Dr. Jorge Pereira Sampaio.

    4.403.(3Abril.11h55') Ontem foi Dia Mundial do Livro Infantil. Vanda Marques, grande escritora para a infância, estve na Biblioteca das Caldas

    2 de Abril  Mensagem difundida pelo IBBY
    O LIVRO RECORDA*
    “Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já tinham começado.”
    No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953).
    Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século xix. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice.
    Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época.
    Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos.
    Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então.
    O livro recorda o tempo em que foi escrito.
    A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século xix, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava.

    São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século xix, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas.

    Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia.
    O livro recorda.
    *Tradução: José António Gomes

    02/04/2011

    4.402.(2Abril.18h18') Manif da Juventude contra a precariedade organizada pela CGTP...Porque os jornais e as TV's ignoraram???Nós sabemos a razaão!!!

    Daí que temos de ir
    aos sites que têm informação da Luta, da combatividade do querer mudar, transformar!!!

    http://cgtp.pt//index.php?option=com_content&task=view&id=2024&Itemid=1

    Vindos de todos os distritos, milhares de jovens desfilaram hoje na baixa de Lisboa, contra a política de direita, que gera desemprego, precariedade e baixos salários. A luta por uma nova política, por contratos efectivos e melhores condições de vida e de trabalho, vai continuar no 25 de Abril, no 1.º de Maio e nas eleições de 5 de Junho.




    A manifestação foi convocada pela Interjovem/CGTP-IN e na sua preparação foram realizados contactos com mais de 150 mil jovens em empresas e serviços. De acordo com os distritos de origem, os jovens trabalhadores começaram por se reunirem em dois pontos: junto ao Metro do Intendente e no interface do Cais do Sodré. Pouco depois das 15 horas, partiram em desfile, tomando como destino comum a Praça da Figueira. Jovens de diferentes sectores de actividade, tanto de empresas como da Administração Pública, tomaram as ruas da baixa durante quase duas horas.
    Depois de descerem a Rua do Ouro - que ficou totalmente preenchida -seguiram pela Rua da Conceição e subiram a Rua Nova do Almada, num percurso animado por carros de som, megafones e milhares de vozes, gritando as reivindicações dos jovens e da CGTP-IN e assegurando que «a juventude não desarma, a luta é a nossa arma».
    Quando a manifestação começou a descer a Rua do Carmo - que também acabou por ser pequena para todos os participantes -, a expressão do protesto foi completada com uma grande faixa, dependurada no passadiço do elevador de Santa Justa, exigindo nova política.
    A garantia de que, «com confiança e esperança num futuro melhor, continuamos a exigir e a lutar para mudar de rumo, por uma nova política, por um País mais justo, solidário e soberano», ficou reafirmada na aprovação do Manifesto, após as intervenções de Valter Lóios, coordenador nacional da Interjovem, e Manuel Carvalho da Silva, Secretário-geral da CGTP-IN.
    Uma delegação do PCP, que integrou o Secretário-geral do Partido, Jerónimo de Sousa, saudou os manifestantes e reafirmou o apoio activo dos comunistas às reivindicações dos jovens trabalhadores.

    01/04/2011

    4.401.(1Abril7h7') Não é mentira: temos eleições a 5 de Junho de 2011. e...saraMAGO

    Vamos votar CDU.PCP!!!
    http://www.pcp.pt/videos/elei%C3%A7%C3%B5es-uma-oportunidade-para-ruptura-e-mudan%C3%A7




    saraMAGO:
    Quando dizemos que é um resultado importante o viver em democracia, dizemos também que é um resultado mínimo, porque a partir daí começa a crescer o que verdadeiramente falta, que é a capacidade de intervenção do cidadão em todas as circunstâncias da vida pública. Ou seja, fazer de cada cidadão um político. A liberdade de imprensa, a liberdade de organização política é o mínimo que podemos ter, porque a partir daí começa a riqueza espiritual e cívica do cidadão autêntico.
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    O que temos chamado de “poder político” converteu-se em mero “comissário político” do poder económico.
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    Não há nenhum caminho tranquilizador à nossa espera. Se o queremos, teremos de construí-lo com as nossas mãos.
    .....................
    Somos o que pensamos, e dizemos aquilo que pensamos com palavras. Se as palavras são tão mal usadas, deturpadas, mal pronunciadas muitas vezes, que pensamento podem expressar? Isso é frustrante.
    ...............
    O grande mal que pode acontecer às democracias — e penso que todas elas sofrem em maior ou menor grau dessa doença — é viverem da aparência. Isto é, desde que funcionem os partidos, a liberdade de expressão, no seu sentido mais directo e imediato, o Governo, os tribunais, a chefia do Estado, desde que tudo isto pareça funcionar harmonicamente, e haja eleições e toda a gente vote, as pessoas preocupam-se pouco com procedimentos gravemente antidemocráticos.
    .....
    Na falsa democracia mundial, o cidadão está à deriva, sem a oportunidade de intervir politicamente e mudar o mundo. Actualmente, somos seres impotentes diante de instituições democráticas das quais não conseguimos nem chegar perto.
    .....
    Quando digo que a democracia se suicida diariamente, perde espessura e se desgasta, diminuindo a sua densidade, estou a falar de um sentimento que nos afecta, a nós, cidadãos. Sentimos, e sofremos com isso, que não temos importância no modo como funciona a sociedade.
    .........
    Tenho uma visão bastante céptica do que chamamos de democracia. Na verdade, vivemos sob uma plutocracia, sob o governo dos ricos. Com o neoliberalismo económico, certas alavancas que o Estado detinha para agir em função da sociedade praticamente desapareceram. Não se discute hoje a democracia com seriedade. Foram impostos tantos limites à democracia que se impede o desenvolvimento de outras áreas da vida humana. Veja o exemplo do Fundo Monetário Internacional. Trata-se de um organismo que não foi eleito pela população, mas que controla boa parte da economia internacional.
    ...............
    O que é curioso é que, ao mesmo tempo que nos ampliaram o conceito de cidadania, transformando-nos em cidadãos europeus, reduziram a quase nada o carácter participativo e efectivo que justifica que cada um diga de si próprio que é um cidadão.