24/08/2018

5.461.(24aGOSTO2018.18.18') Arzila...Conquista de Arzila

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Arzila actual
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24 de Agosto de 1471: Conquista de Arzila

Arzila é uma vila norte-africana voltada para o oceano e actualmente situada no Reino de Marrocos. O seu nome deriva do castelhano, que por seu lado assenta na forma árabe de Acila ou Azila. Já num portulano de 1318 surge o nome Arzila. 

Afigura-se difícil descortinar os primeiros tempos de existência de Arzila, uma vez que não é certo que a área da actual vila tenha sido habitada de forma contínua desde o período do Império Romano. É possível que as referências clássicas a uma Julia Constantina Zilil ou Zilis sejam, de facto, referências à vila que mais tarde viria a ser apodada de Arzila, mas tal não é certo. 

Do século IX datam os primeiros vestígios concretos de ocupação da área de Arzila em questão. Tudo indica que as tribos berberes autóctones ali terão erguido um ribat (torre de vigia) por forma a garantir o controlo das aproximações de navios à costa, uma vez que os desembarques de Normandos – envoltos eles mesmos em lendas – eram uma ameaça real à segurança da povoação. No século X Arzila surge já descrita pelos cronistas árabes como uma pequena cidade amuralhada, com a existência na área de poços de boas águas e de campos cerealíferos, condições que levaram ao proliferar de mercados e bazares no interior do perímetro amuralhado. 

Até ao séc. XIII Arzila viveria um período de declínio, uma vez que as dinastias árabes Almorávida e Almôada pouco uso fizeram do porto natural que a vila oferecia. No entanto, é neste século, com a ascensão dos Merínidas, que a vila volta a ganhar importância, desta feita a nível comercial, aproveitando as boas condições naturais do seu porto de mar para levar a cabo trocas comerciais com vários pontos da Europa, nela circulando comerciantes genoveses, catalães, castelhanos e maiorquinos, justamente até ao dealbar do século XV. 

Em meados do século XV a vila viria a atrair as atenções da Coroa portuguesa, que desde 1415, com a conquista de Ceuta, vinha intervindo na região. Em 1464, após o fracasso de nova tentativa de conquista de Tânger, D. Afonso V decidiria tentar a conquista de Arzila. Por forma a prevenir um ataque os governantes da vila decidiram render-se, mas as forças portuguesas acabaram por não se conseguir aproximar da mesma devido a fortes chuvadas que aumentaram o caudal do rio Doce, ficando sem efeito a rendição. 

Contudo em 1471 D. Afonso V voltaria a África, e desta feita conquistaria Arzila pela força. Começou por enviar à vila enquanto espiões Vicente Simões e Pêro de Alcáçova, disfarçados precisamente de mercadores, para que estes avaliassem o alvo e a melhor forma de o atacar. A 20 de Agosto de 1471 a armada portuguesa aportaria ao largo de Arzila, começando nesse mesmo dia o cerco, tendo desde logo perecido mais de 200 combatentes nos vários naufrágios provocados por uma tempestade. No segundo dia de cerco uma bombarda conseguiria abrir uma brecha nos muros da vila, cuja construção de taipa e tijolo se revelava insuficiente para conter o disparo da artilharia. A 24 de Agosto a vila seria conquistada, justamente na altura em que se negociava a rendição da mesma. Conta-nos Rui de Pina que pelo arraial português terá corrido o rumor de que a vila já havia sido penetrada pelas forças sitiantes. Este rumor motivaria o derradeiro ataque da hoste portuguesa, que seria lançado sem para tal ser dada ordem pelo rei. Nenhum combatente queria perder a entrada na vila, pois tal significava a perda do saque, objectivo que motivaria a grande maioria dos guerreiros portugueses. Como tal, na ânsia do saque – a que podemos, certamente, acrescentar o desejo da fidalguia de mostrar o seu valor marcial perante o rei e deste obter por isso uma mercê – Arzila seria atacada, não conseguindo resistir ao ímpeto do avanço dos sitiadores. Entrada a vila, o ataque ao castelo e à mesquita resultariam num banho de sangue, e no cômputo total terão perecido cerca de 2000 muçulmanos e sido aprisionados 5000, sendo que do lado português apenas se revela o nome dos mortos de maior nomeada, o conde de Monsanto, D. Álvaro de Castro e o conde de Marialva, D. João Coutinho. Conquistada Arzila começou então a reeorganização do espaço de acordo com os modelos administrativos portugueses de então. Antes, porém, D. Afonso V rezou no interior da mesquita, e aí armou cavaleiro o príncipe D. João, futuro D. João II, junto dos corpos dos condes defuntos, num acto de profunda simbologia cavaleiresca. No dia 25 a mesquita seria convertida em igreja, ostentando a partir de então o nome de Nossa Senhora da Assunção. Mais tarde o nome seria alterado para São Bartolomeu. D. Henrique de Meneses, conde de Valença e capitão de Alcácer Ceguer, seria nomeado primeiro capitão de Arzila – um ofício que de resto se manteria até ao abandono da vila no século XVI, sendo que no exercício do mesmo se tenham celebrizado sobretudo membros da linhagem dos Coutinho. Muhammad al-Shayk, governante de Arzila e aspirante ao trono de Fez, ainda tentou recuperar a vila – na altura do cerco encontrava-se com o seu exército a cercar Fez, situação aproveitada pelos Portugueses – mas acabou por chegar a acordo com D. Afonso V, reconhecendo o rei de Portugal enquanto senhor das vilas que possuía na região, além de se estabelecerem tréguas por 20 anos. 

D. Afonso V fora entretanto avisado de que Tânger se havia despovoado como consequência directa da conquista de Arzila, pelo que, após alguma hesitação, para lá enviou o filho do duque de Bragança e futuro marquês de Montemor ao comando de uma força de cavaleiros e peões, chegando à cidade a 28 ou 29 de Agosto. Seguir-se-lhe-ia o próprio rei, que na cidade entraria em inícios de Setembro, feliz por finalmente pisar o solo de Tânger, mas de alguma forma desapontado por não a ter conquistado. A conquista de Arzila acabaria ainda por valer a Portugal o retorno das ossadas de D. Fernando, o Infante Santo, por troca com a família de Muhammad al-Shayk, aprisionada no seguimento da conquista. 

A vida em Arzila era em tudo semelhante à das restantes praças norte-africanas em mãos portuguesas. A sobrevivência de Arzila dependia dos abastecimentos marítimos vindos do reino e da Andaluzia, além dos saques e pilhagens que pautavam um quotidiano marcado por cavalgadas contra aldeias próximas. A situação de encravamento em território inimigo atingia pontos extremos em determinadas alturas, como foi o caso do cerco de 1508, em que as forças do reino de Fez conquistaram a vila, mantendo-se a resistência, liderada pelo capitão de Arzila e conde de Borba D. Vasco Coutinho, no castelo. Apenas armadas de socorro vindas do reino e de Castela permitiriam a manutenção da praça. Este cerco levaria mesmo a uma série de obras de modernização das defesas da mesma, ordenada por D. Manuel I, e nas quais trabalharam alguns dos melhores arquitectos do período, caso de Diogo Boytac. De resto no século XVI seriam várias as campanhas de modernização das defesas, face à crescente ameaça que constituía a modernização dos exércitos do reino de Fez. Ainda no século XV se abandonara boa parte da vila que fora conquistada, uma vez que os moradores e fronteiros portugueses ali residentes eram em muito menor número, sendo por volta de 500 em 1495. Como tal erguera-se um atalho – um muro – que passava a separar a vila nova da vila velha, sendo esta última abandonada. 

O domínio português de Arzila duraria, continuamente, até 1549-1550, altura em que a vila seria despovoada no seguimento da pragmática política de D. João III de abandono das praças norte-africanas face às crescentes dificuldades que resultavam da conquista do reino de Fez por parte do reino de Marrocos, finalizada precisamente em 1549. Em 1577 Arzila voltaria a mãos portuguesas, entregue a D. Sebastião quando este partira para a jornada de Alcácer Quibir, sendo que se manteve em mãos portuguesas até 1589, altura em que Felipe I de Portugal, pressionado por problemas em várias frentes no seu vasto império, a entregou ao reino de Marrocos. 
Fontes: Universidade Nova de Lisboa, artigo de Paulo Dias
wikipedia (imagens)
Tapeçarias de Pastrana: detalhe da série da tomada de Arzila (desembarque)
"Arzilla" na obra Civitates Orbis Terrarum de Braun e Hogenberg, 1572
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/08/24-de-agosto-de-1471-conquista-de-arzila.html
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8.355.(24aGOSTO2018.10.10') Pompeia...Plínio...Vesúvio...

22aGOSTO2018
acabei de reVER filme Pompeia
Cássia e Milo
Ática
 https://www.youtube.com/watch?time_continue=11&v=QFlMvH7qWW8
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filme completo e dobrado
 https://www.youtube.com/watch?v=afqhjrfdnsE
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24aGOSTO79 d.C...Vulvão Vesúvio destrói Pompeia
a estância balnear de Roma...No tempo do Imperador Tito...
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desenhos animados
 https://www.youtube.com/watch?v=dY_3ggKg0Bc
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Documentários

Prostituição Em Pompeia

 https://www.youtube.com/watch?v=_IdAZWL58H8
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Pompeia à Sombra do Vesúvio - Grandes Tesouros da Arqueologia [Falado PT]

 https://www.youtube.com/watch?v=dsktvcddnTc
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12ouTUbro2018

Sangue ferveu e cabeças explodiram. Assim morreram as vítimas do Vesúvio

 
  Vesúvio entrou em erupção numa noite do ano 79 d.C. e espalhou lava e cinza ao longo de 20 quilómetros pelas suas encostas. As populações mais próximas ficaram sepultadas num manto de lava que entretanto solidificou.
Grande parte das mortes aconteceu porque as pessoas - apanhadas desprevenidas durante a noite - não tiveram tempo de fugir. Agora, mais de 1500 anos depois, os cientistas conseguiram perceber como morreram as vítimas do vulcão.
A investigação feita por cientistas italianos e publicada na revista PLOS One, revela que as temperaturas da nuvem de cinza e os gases venenosos que cobriram a área fizeram com que o sangue fervesse e os seus crânios explodissem. As análises das ossadas mostram "um padrão generalizado de hemorragia induzida pelo calor, aumento da pressão intracraniana e rutura do crânio".
Ao todo, a erupção matou 2000 pessoas. Os efeitos devastadores no corpo (o sangue ter fervido e as cabeças explodido) terão acontecido depois das vítimas já terem morrido. "Morreram muito depressa, sem sofrer, foi uma morte instantânea, ficaram petrificados no último instante de vida", descreve Pietro Paolo Petrone, do departamento de medicina legal da Universidade Frederico II de Nápoles, um dos autores do estudo.
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/sangue-ferveu-e-cabecas-explodiram-assim-morreram-as-vitimas-do-vesuvio-9993867.html
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Pompeia ...RTP
Somos todos Pompeia
(Opinião de Teresa Nicolau)

Andando por uma semana que aponta futuros, entre tragédias políticas e novas Lisboas cheias de gente, calha-nos a morte como poesia. Leonard Cohen que se refugia no infinito e nós que nos mantemos tão violentos com o planeta.

São alturas de desgraças, impotências humanas perante a violência de fumo e de fogo que, quando acorda, não perdoa. Subir ao topo, olhar em distâncias o mundo por baixo e perceber que os vasos e os sangues não sobrevivem ao sopro do Vesúvio.

Numa viagem ao sul de Itália, tornou-se imprevista a visita ao vulcão e a subida à cratera por mais de uma hora, de apoios nas mãos, para que o esforço ainda ditasse da sua grandeza. Lá de cima, os campos e as vilas, de mar ao longe e um resto de movimentos subtis, a anunciar vida. A experiência pessoal é mais do que um ponto nas rotas turísticas. É uma caminhada que se faz em peregrinação mental, sem palavras porque nos confrontamos com tamanhos silêncios.

A intensidade de Vesúvio está nas ruínas de Pompeia. Ao descer o monte e aí sim, marcar o ponto nas rotas turísticas, percebe-se como pó, fogo e cinzas são muito mais poderosos que todas as nossas arrogâncias. Há dias, a RTP emitiu o documentário “Before the Flood”, em que Leonardo Di Caprio nos alerta para o que aí vem, se continuarmos a usar o automóvel a gasolina, se a carne se mantiver nos nossos menus, se a água potável não for poupada. Vamos todos morrer. E será como em Pompeia: de repente e de aviso feito, por uma Natureza sábia e cautelosa que anda a enviar sinais de fumo.

“Somos todos Pompeia” porque vamos morrer. Como Cohen, em profunda melancolia, por não nos conseguirmos salvar.

Entretanto, Susan Sontag, a escritora e ensaísta norte-americana, que se fosse viva, tinha morrido com a vitória de Trump, escreveu o maravilhoso “O Amante do Vulcão”. Livro que para além de extraordinário relato histórico do século XVIII napolitano, tem por lá a força das erupções vulcânicas e como isso é também fator de mudança humana. Ainda vamos a tempo.

Ah, e por lá há uma Leonor. Personagem real que a escritora resgata para a lembrar assim:
(…)ardente, veemente, que não compreendia o cinismo, queria que as coisas fossem melhores para mais do que uns poucos.”

Também conheço uma assim. Cheia de vontade de fazer deste mundo um sítio melhor. E não é que os avisos estão já à vista? Género, fumo de Vesúvios.

Before the Flood, documentário da televisão National Geografic, numa produção de Leonardo Di Caprio

O Amante do Vulcão, livro de Susan Sontag, Editora Quetzal

https://www.rtp.pt/noticias/opiniao/teresa-nicolau/somos-todos-pompeia_961398
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...ensina
 Documentário de Adriano Nazareth com texto de Correia Alves sobre Pompeia, antiga cidade do Império Romano, situada perto de Nápoles na Itália, que foi destruída devido à erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C.
 https://www.rtp.pt/programa/tv/p32460/e2
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Curiosidades

Em 79 dC, a antiga cidade romana de Pompéia foi enterrada sob as cinzas vulcânicas do Monte Vesúvio, um vulcão perto da baía de Nápoles, na Itália.
Pelo menos 2.000 pessoas ficaram presas e não tiveram escolha senão aceitar seu destino iminente.
1699 anos após a erupção, no ano de 1748 aC, Pompeia foi redescoberta! Sob a espessa camada de poeira e detritos, descobriram que Pompéia estava aparentemente intacta.
Aqui estão alguns fatos interessantes sobre Pompéia.

Os habitantes da Pompéia não sabiam que o Monte Vesúvio era um vulcão

O Monte Vesúvio estava inativo por mais de 1.800 anos. Antes da erupção de 79 dC, não existia nem a palavra “Vulcão” no linguajar dos romanos, que foi criada depois. Vulcão deriva da palavra vulcano - o deus romano do fogo e da forja.

Os corpos das vítimas foram recriados com gesso

Em 1860, Giuseppe Fiorelli se encarregou das escavações de Pompéia. Durante as escavações iniciais foram observados certos vazios que continham restos humanos.
Foi Fiorelli que percebeu o motivo por trás desses vazios: o material vulcânico cobriu os corpos dos mortos, fazendo uma camada de revestimento sólida em torno deles.
À medida que o corpo e a roupa iam se deteriorando, um espaço vazio era deixado.
Este espaço vazio representava a forma exata do cadáver na hora de sua morte. Então, Fiorelli desenvolveu a técnica de injetar gesso nesses espaços para recriar as formas das vítimas da tragédia.

Os últimos gestos ficaram gravados




Gestos
Os últimos gestos das vítimas ficaram gravadas
No total, mais de 1.000 moldes foram feitos dos cadáveres encontrados em Pompéia, incluindo famílias inteiras, grupos de amigos ou casais que morreram se abraçando em seus últimos gestos antes de serem atingidos pelo vulcão.

O cão da Pompéia

A recriação das vítimas da erupção do Monte Vesúvio é uma das principais razões para a popularidade da Pompéia.
Muitos se emocionam ao ver as recriações de gesso das pessoas se agarrando umas às outras à medida que a catástrofe se aproximava.
E não apenas os seres humanos - um das recriações mais famosas é de um cãozinho em uma tentativa de se proteger.


Cão
Cão de Pompéia


A erupção do Monte Vesúvio não teve lava 

A erupção do Monte Vesúvio foi incomum, ela não teve lava e outras características associadas aos vulcões, mas envolveu um gás superaquecido que se estendeu pelo ar. Ela teve cem mil vezes mais energia térmica do que foi lançada no bombardeio de Hiroshima!
A erupção durou dois dias. A manhã do primeiro dia foi considerada normal pela única testemunha a deixar registros escritos: Plínio, o Jovem.  Ele estava em Nápoles, do lado oposto da Pompéia, e testemunhou a erupção de uma distância segura, deixando um relato valioso sobre os aspectos da erupção.
No segundo dia uma gigantesca coluna de magma e cinzas de 27 quilômetros de altura se formou. Horas depois, uma chuva de pedras superaquecidas começou a cair sobre a cidade.
 rupções similares são chamadas de 'Plinianas' pelos vulcanólogos como reconhecimento dos registros deixados por Plínio, o Jovem.

Pompéia só foi atingida por culpa do vento




Pompeia
Erupção do Vesúvio
Se a erupção tivesse ocorrido em qualquer outro dia, o povo de Pompéia teria sobrevivido!
Geralmente, o vento soprava na direção sudoeste, que teria levado o ar e as pedras superaquecidas em direção a Baía de Nápoles. Mas naquele dia fatídico o vento soprava na direção noroeste, em direção a Pompéia.

Pompéia foi descoberta antes, mas foi enterrada novamente!




Pinturas
As pinturas de Pompéia foram descobertas, e novamente escondidas.
Algumas partes de Pompéia foram de fato descobertas antes das eventuais escavações que começaram em 1748.
Em 1599, durante a escavação de um canal subterrâneo, foram descobertas e desenterradas algumas paredes cobertas com pinturas e inscrições. Porém, o arquiteto Domênico Fontana as cobriu novamente e Pompeia permaneceu desconhecida.
Existem algumas teorias sobre o fato de Fontana ter enterrado as pinturas. A mais relevante é a de que ele achou alguns dos frescos eróticos e os cobriu como um ato de censura, ou para preservação para os tempos posteriores.
Depois disso, a cidade teve que esperar mais 150 para ser descoberta pela segunda vez.

As “duas donzelas”, na verdade eram dois jovens que poderiam ser amantes

Os dois corpos entrelaçados permaneceram intactos sob as escombros de Pompéia durante anos. O “abraço das donzelas”, como era chamada, foi uma das recriações de gesso mais conhecidas.


Porém, recentemente  uma tomografia digital e testes de DNA revelaram que se tratam de dois homens e não duas mulheres. Foi constatado também que não há nenhum grau de parentesco entre os dois rapazes. O fato de serem amantes é apenas uma especulação.

O Monte Vesúvio continua ativo até os dias de hoje!




Monte vesúvio
Vista do Monte Vesúvio
Com uma idade estimada de 17.000 anos, o Monte Vesúvio continua sendo o único vulcão ativo na Europa continental. Mais de 3 milhões de pessoas vivem nas redondezas do Monte Vesúvio, o que faz dele o vulcão mais perigoso do mundo!
Os cientistas sugerem que o vulcão entrou em erupção cerca de 100 vezes até agora, mas apenas algumas das erupções foram maiores do que a de 79 dC.
A última erupção do Monte Vesúvio ocorreu em 1944, durante o auge da Segunda Guerra Mundial, destruindo os aviões de bombardeiros dos EUA a poucos quilômetros de distância.  
Desde então o vulcão tem dormido, porém, um longo período de calma geralmente significa que uma erupção pode acontecer em breve…

A cidade de Pompéia hoje é um grande ponto turístico

Ocupando uma área total de 150 acres, a cidade de Pompéia é o maior sítio arqueológico do mundo aberto para visitações. Ele fica próximo de Nápoles, na Itália, e é de fácil acesso para turistas.
As ruínas de Pompéia são visitadas por 2,5 milhões de pessoas por ano, o que faz dessa antiga cidade romana um dos 10 pontos turísticos mais visitados da Itália.
 https://www.hipercultura.com/curiosidades-cidade-de-pompeia/
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Fotos de Pompeia
 Ruinas en Pompeya
 https://www.minube.com.mx/fotos/pompeya-c297004
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https://www.tripadvisor.pt/LocationPhotos-g187786-Pompeii_Province_of_Naples_Campania.html
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Plínio escreveu Pompeia
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Vesúvio continua activo

O Monte Vesúvio continua ativo até os dias de hoje!




Monte vesúvio
Vista do Monte Vesúvio
Com uma idade estimada de 17.000 anos, o Monte Vesúvio continua sendo o único vulcão ativo na Europa continental. Mais de 3 milhões de pessoas vivem nas redondezas do Monte Vesúvio, o que faz dele o vulcão mais perigoso do mundo!
Os cientistas sugerem que o vulcão entrou em erupção cerca de 100 vezes até agora, mas apenas algumas das erupções foram maiores do que a de 79 dC.
A última erupção do Monte Vesúvio ocorreu em 1944, durante o auge da Segunda Guerra Mundial, destruindo os aviões de bombardeiros dos EUA a poucos quilômetros de distância.  
Desde então o vulcão tem dormido, porém, um longo período de calma geralmente significa que uma erupção pode acontecer em breve…

 https://www.hipercultura.com/curiosidades-cidade-de-pompeia/
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as vítimas do Vesúvio (promoção de viagem....)
 https://www.youtube.com/watch?v=pmuSSIYEfo0
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 O Amante do Vulcão, livro de Susan Sontag, Editora Quetzal
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Before the Flood, documentário da televisão National Geografic, numa produção de Leonardo Di Caprio
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Cidade Herculano
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Cidade Estábia
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 "Pompeia, Herculano e Estábia floresciam perto do sopé do Monte Vesúvio na Baía de Nápoles."

24 de Agosto de 79: Pompeia e Herculano são destruídas pela erupção do vulcão Vesúvio

As cidades de Pompeia, Herculano e Estábia, no Sul da Itália, foram cobertas pelas cinzas em 24 de Agosto de 79, na decorrência da erupção do vulcão Vesúvio. A partir do século XVIII, escavações permitiram redescobrir estas antigas cidades, num achado arqueológico sem precedentes. Elas foram mantidas intactas sob uma espessa camada de lava, além das suas incríveis riquezas: templos, edifícios, quarteirões de habitações, residências de patrícios, pinturas murais.


Pompeia, Herculano e Estábia floresciam perto do sopé do Monte Vesúvio na Baía de Nápoles. No início do Império Romano, 20 mil pessoas viviam em Pompeia. Eram mercadores, artesãos e agricultores, que exploravam o rico solo da região com inúmeros vinhedos e hortas. Ninguém suspeitava que a fértil terra negra fosse o legado de erupções do Vesúvio. Herculano tinha cinco mil habitantes e era destino de veraneio dos ricos patrícios romanos. Nomeada em homenagem ao mítico heroi Hércules, abrigava opulentas mansões e grandes balneários. Artefactos de jogos de azar encontrados em Herculano e um bordel desenterrado em Pompeia atestavam o outro lado da natureza das cidades. Havia outras pequenas comunidades na área, concentradas na pacata cidadezinha de Estábia. 


Naquele fatídico dia, o Vesúvio explodiu, propelindo uma nuvem em forma de cogumelo a 15 mil metros de altura na estratosfera. Nas 12 horas seguintes, a cinza vulcânica e uma chuva de pedras com mais de sete centímetros de diâmetro cobriram Pompeia, obrigando os habitantes a fugir aterrorizados. Cerca de duas mil pessoas que permaneceram na cidade refugiaram-se em porões ou debaixo de estruturas de pedra, esperando cessar a erupção. Acabaram por morrer na manhã do dia seguinte quando uma nuvem de gás tóxico cobriu a localidade, sufocando todos. Uma chuva de pedras e cinzas fez ruir telhados e paredes, cobrindo os mortos. 


Um forte vento oeste protegeu Herculano na fase inicial do desastre, porém uma gigantesca nuvem de cinza e gás surgiu do flanco ocidental do Vesúvio, engolfando a cidade e queimando ou asfixiando os remanescentes. A nuvem letal foi acompanhada de um mar de lava que soterrou a cidade. 


Muito do que se conhece desta erupção vem do relato de Plínio o Jovem, que estava na Baía de Nápoles quando o vulcão explodiu. Em duas cartas ao historiador Tácito, ele contou como “as pessoas cobriam a cabeça com travesseiros, a única defesa contra a chuva de pedras” e de como “uma nuvem negra carregada de material incandescente de repente cobriu tudo. Alguns lamentavam seu destino. Outros rezavam." 


De acordo com Plínio, a erupção durou 18 horas. Pompeia ficou soterrada debaixo de uma camada de cinco metros de cinza e pedra e Herculano debaixo de uma camada de lava e material vulcânico de mais de 18 metros. 


No século XVIII, foi desenterrada uma estátua de mármore onde se situava Herculano. Em 1748, um agricultor encontrou traços de Pompeia na sua  vinha. Em 1927, o governo italiano retomou a escavação de Herculano, recuperando numerosos tesouros artísticos. 

Os restos de 2 mil pessoas foram encontrados em Pompeia. Os seus corpos tinham sido cobertos de cinza que endureceu e preservou o contorno dos seus corpos. Mais tarde, os corpos  decompuseram-se em restos de esqueleto, deixando uma espécie de molde de gesso. Os arqueólogos que descobriram esses moldes, preencheram os vazios com gesso, revelando em detalhes tétricos a pose das vítimas no momento do desastre. Só em 1982 os primeiros restos humanos foram encontrados em Herculano e as centenas de esqueletos tinham marcas espantosas que testemunhavam as suas horríveis mortes. 


A  última erupção foi em 1944 e sua última grande erupção ocorreu em 1631. 

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


O último dia de Pompeia, de Karl Bryullov

Retrato de casal encontrado em uma casa de Pompeia
"Jardim dos Fugitivos", com os moldes em gesso das vítimas do Vesúvio
Ficheiro:Pompeii Forum.JPG
Visão panorâmica actual do fórum de Pompeia, com o Vesúvio ao fundo
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/08/24-de-agosto-de-79-pompeia-e-herculano.html
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22/08/2018

6.475.(22aGOSTO2018...10.44') Paul McCartney

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Nasceu a 19jun1942
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Site Oficial
 https://www.paulmccartney.com/
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The best
 https://www.youtube.com/watch?v=YITvydg8lCk
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 https://blitz.sapo.pt/principal/update/2018-02-13-The-Beatles-Portugal-1968
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Biografia

Paul McCartney (1942) é um cantor inglês. Ex-Beatles, integrava a banda de rock inglesa que fez grande sucesso nos anos 60. É compositor, guitarrista, pianista e empresário inglês. A banda de rock "os Beatles", era formada por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Com a dissolução da banda em 1970, Paul McCartney seguiu sua carreira solo.
Paul McCartney (1942) nasceu em Liverpool, Inglaterra, no dia 18 de junho de 1942. Estudou no Instituto Liverpool. Com 11 anos conheceu George Harrison. Escreveu sua primeira canção com 14 anos. Em 1957 conheceu John Lennon, quando este se apresentava com a banda Quarrymen, em Woolton, Liverpool. John Lennon convidou Paul para entrar na banda, quando o viu tocar a canção Twenty Flight Rock.
Em 1962 estava formado os Beatles, grupo que transformou a juventude dos anos 60. Paul McCartney foi o compositor e co-autor de várias músicas de sucesso do conjunto como, Yesterdey, Another Day, Miclelle, And I Love Her, entre outras.
Os Beatles fizeram grande sucesso no mundo todo, vários discos foram lançados, mas em 1966 o grupo parou de fazer shows. Nesse mesmo ano Paul lançou a trilha sonora para o filme The Family Way. O empresário do grupo morreu e os desentendimentos foram surgindo. Em 10 de abril de 1970 foi anunciado o fim do grupo e nesse mesmo ano Paul lançou seu disco solo.
Paul McCartney namorou a atriz Jane Asher durante 5 anos. Em 1967 ficaram noivos, mas em 1968 Jane Asher, sentindo-se traída, terminou o noivado. Em 12 de março de 1969 Paul casou-se com a fotografa americana Linda Eastman. O casal teve três filhos, Mary, Stella e James. Em 1975 Paul fundou a MPL Comunication, empresa que cuida de seus direitos autorais. Em 1990 faz sua primeira apresentação no Brasil, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Em 1993 voltou ao Brasil e se apresentou em São Paulo e Curitiba. Em 1998, Linda faleceu vítima de um câncer, na cidade de Tucson, no Arizona.
Em 2001 Paul lançou o livro Blackbird Singing, com os poemas das letras de suas canções. Em 11 de julho de 2002 casou-se com a modelo Heather Mills, na Catedral do Castelo Leslie, na Irlanda. Em 2003 nasceu Beatrice. Em 2006 o casal  se separou. Em 2008 depois de uma batalha judicial, ficou determinado que Paul McCartney pagaria 24,3 milhões de libras para Heather.
No ano de 2010, Paul se apresentou na Casa Branca para o Presidente Barack Obama e várias personalidades. Nesse mesmo ano fez show no Brasil, nas cidades de Porto Alegre e São Paulo, com a turnê Up and Coming. Voltou ao Brasil em maio de 2011, quando se apresentou no Estádio do Engenhão no Rio de Janeiro. Em 9 de outubro de 2011 Paul casou-se com Nancy Shevell, empresária americana.
No dia 9 de fevereiro de 2012 ganhou uma estrela na Calçada da Fama. Em abril de 2012 fez sua turnê pela América do Sul com o show "On The Run". Nos dia 21 e 22 se apresentou na cidade do Recife, no Estádio do Arruda e no dia 25 fez show em Florianópolis, no Estádio da Ressacada.
 https://www.ebiografia.com/paul_mccartney/
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Paul McCartney teve o primeiro contato com a música através de seu pai, que liderava uma banda de Jazz em Liverpool. Aos 14 anos, Paul perdeu a mãe devido a um câncer no seio. Nessa época ganhou seu primeiro violão. No ônibus que ... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/biografias/paul-mccartney.htm?cmpid=copiaecola
Paul McCartney teve o primeiro contato com a música através de seu pai, que liderava uma banda de Jazz em Liverpool. Aos 14 anos, Paul perdeu a mãe devido a um câncer no seio. Nessa época ganhou seu primeiro violão. No ônibus que ... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/biografias/paul-mccartney.htm?cmpid=copiaecola
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Hey Jude
 https://www.youtube.com/watch?v=A_MjCqQoLLA&list=RDA_MjCqQoLLA&t=55

“Hey Jude” tem 50 anos: a história da música que Paul McCartney escreveu para o filho de John Lennon


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Em 1968, Paul McCartney foi visitar a mulher e a criança que John Lennon tinha deixado para ir viver com Yoko Ono. Durante o caminho compôs "Hey Jude", uma das músicas mais populares dos Beatles.



Os Beatles em 1968, ano em que McCartney escreveu "Hey Jude": dois anos depois, a banda separava-se
Getty Images

Autor
  • Mariana Fernandes
Os Queen têm Bohemian Rhapsody. Os Pink Floyd têm Wish You Were Here. Elvis tem Can’t Help Falling In Love e os Rolling Stones têm Satisfaction. Se são ou não as melhores músicas de cada um, é altamente discutível. São, ainda assim, as músicas mais populares de cada um. Seja pela mensagem, pela altura em que foram escritas, pelos acordes contagiantes ou pela conotação de hino que adquiriram. O mesmo não acontece com os Beatles. Não por não existir uma música mais popular: mas por existirem muitas músicas que poderiam ser consideradas a mais popular.
Tudo depende se os cabelos estavam mais curtos ou mais compridos, se os fatos escuros já tinham dado lugar às flores e ao pé descalço, se os rapazes de Liverpool já eram os homens do mundo e se Brian Epstein já tinha dado lugar a George Martin. Tudo depende do gosto de quem ouve. Ainda assim, existe uma música que agrada normalmente aos que preferem She Loves You, aos que adoram Come Together ou até aos fãs de I Am The Walrus. Hey Jude, provavelmente a mais consensual de todas as canções originais dos Beatles, faz este mês 50 anos.
Hey Jude, na verdade, começou como “Hey Jules”. A explicação é simples: em junho de 1968, Paul McCartney visitou Cynthia e Julian Lennon, a primeira mulher e o filho mais velho de John, que este deixou quando foi viver com Yoko Ono. A caminho de Weybridge, em Surrey, onde os dois viviam, McCartney começou a compôr dentro da cabeça uma música que era mais como um braço à volta de Julian, então com apenas cinco anos. O facto da coluna vertebral da canção ter sido pensada e construída enquanto o inglês estava ao volante – sem papéis, sem instrumentos – explica a simplicidade da composição. Paul McCartney foi para Julian um tio quase pai depois de Lennon se apaixonar por Yoko e deixar Cynthia; mais tarde, o próprio Lennon admitiu que nunca soube brincar com o filho e que delegava muitas vezes essa função para Paul.
O The Guardian conta que Jules passou a Jude pelo motivo mais musical possível: “Soava melhor”, contou McCartney anos depois. A verdade é que a base empírica da música se alterou quando o britânico percebeu que estava também a escrever sobre a sua própria vida, tal como se percebe quando a letra muda o azimute de discurso encorajador paternal para discurso encorajador romântico (Hey Jude, don’t be afraid, you were made to go out and get her, “Hey Jude, não tenhas medo, tu foste feito para ir lá e ficar com ela”, em português). Na altura, em 1968, McCartney tinha acabado de ser deixado pela noiva, Jane Asher, que o apanhou a traí-la com outra mulher. Ao mesmo tempo, o rapaz de Liverpool namorava secretamente com Maggie McGivern e tinha acabado de conhecer Linda Eastman, com quem esteve casado durante quase 30 anos. Mas talvez seja a ambiguidade da letra, o facto de se aplicar a tantas outras histórias de amor dos anos 60 e de agora, que tornou Hey Jude o hino de tantas outras vidas que não a de McCartney.

A chegar à Grécia, em 1967: Julian Lennon, então com quatro anos, de mão dada com McCartney e não com o pai
E foi por isso que quando Paul McCartney, já regressado a Londres, mostrou pela primeira vez a nova música aos outros três membros dos Beatles, Lennon gritou: “Sou eu!”. Mas Paul, ainda longe de perceber a real abrangência da canção, ripostou: “Não, sou eu!”. Nas semanas que se seguiram, o músico lutou pela visão que tinha para Hey Jude como nunca tinha feito com qualquer outra composição sua. Bateu o pé pela duração da gravação, que chegou aos sete minutos, mesmo depois de George Martin lhe ter dito que nenhuma rádio passaria uma música com tanto tempo; recusou um riff de guitarra que George Harrison tinha composto para responder aos na, na, na; e conseguiu convencer os produtores a contratar uma orquestra para a segunda parte da canção.
A primeira parte foi gravada em Abbey Road. A segunda teve de ser tocada noutro estúdio, o Trident, este já com espaço para os 36 músicos clássicos que se juntaram aos Beatles naquele dia. De repente, Hey Jude já não era uma música composta por um homem solitário a caminho de casa da ex-mulher do melhor amigo; mas sim uma composição com pés e cabeça tocada por 40 músicos.
Até ao final dos anos 60, foi gravada por Elvis Presley, Smokey Robinson, Diana Ross e Ella Fitzgerald. Tornou-se um hino também no futebol, cantado pelos adeptos do Manchester City quando o clube ganhou a Premier League pela primeira vez, em 2012, e utilizado pela claque do Arsenal para evocar Olivier Giroud, o francês que entretanto se mudou para Chelsea. Mas acima de tudo, Hey Jude é o elo que permanece entre Paul McCartney e John Lennon. “É a melhor música do Paul”, disse John em 1972, já depois do fim dos Beatles.
https://observador.pt/2018/08/21/hey-jude-tem-50-anos-a-historia-da-musica-que-paul-mccartney-escreveu-para-o-filho-de-john-lennon/
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4.280.(22aGOSTO2018.11.11') Macau

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Rocha Vieira
e a última cerimónia com bandeira portuguesa
 
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In Avante
 Documentos de Macau na Memória do Mundo
Edição: 2219, 09-06-2016

 Mais de 3600 documentos oriundos de Macau passaram a integrar o Programa Memória do Mundo da UNESCO.
A decisão, divulgada dia 1, refere-se a mais de 3600 documentos que integram a coleção «Chapas Sínicas», do acervo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
A colecção documenta e ilustra as relações luso-chinesas desenvolvidas entre o procurador do Leal Senado de Macau e as diversas autoridades chinesas, abrangendo cronologicamente um período entre 1693 e 1886.
A candidatura resultou de um protocolo assinado entre o Instituto Cultural de Macau e a direcção-geral do Livro e Arquivo e das Bibliotecas de Portugal.

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Macau a China Portuguesa
 https://www.youtube.com/watch?v=BYcZXgwNYjU
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14dez2015
A extraordinária obra do aeroporto internacional
...representou uma das maiores obras de engenharia da Ásia na década de 1990 e foi a mais importante infra-estrutura a ser construída pela Administração portuguesa em Macau. Há 20 anos o aeroporto era oficialmente inaugurado, depois de quase oito décadas falhadas da conquista de uma terceira ‘fronteira’

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Texto Patrícia Cruz
A 18 de Janeiro de 1891, centenas de pessoas concentravam-se junto ao cemitério protestante para um momento marcante na história de Macau: ver as acrobacias em balão dos irmãos Baldwin, naquele que foi o primeiro voo efectuado em Macau. Já quatro décadas depois, precisamente em 1920, surgiu a primeira tentativa para a criação de uma companhia aérea local. Charles Ricou, cidadão francês de espírito empreendedor, natural de Hong Kong e radicado em Macau, pretendia criar uma companhia com uma frota de 12 hidroaviões, que fariam a ligação até Hong Kong, às principais cidades do Interior do País e da região.
Os planos de Ricou, no entanto, eram vistos como inverosímeis e de pouca confiança, levando as autoridades de Hong Kong a proibi-lo de sobrevoar o território a uma cota superior a 150 pés. Macau, por seu lado, ameaçava-o de expulsão. Perante tantos obstáculos, o empresário desistiu da empreitada e vendeu dois dos seus quatro aviões ao Governo de Macau – uma escola de aviação foi então criada pelas autoridades, em 1922, mas não chegou a vingar.
Depois de 16.380 quilómetros e 115 horas de voo, o aparelho ‘Pátria’, no qual seguiam a bordo os pilotos Brito Pais e Sarmento de Beires e ainda o mecânico Manuel Gouveia, sobrevoou Macau a 25 de Junho de 1924, naquela que seria a primeira travessia aérea Lisboa-Macau. Uma tempestade forçou a tripulação a desviar-se de Macau e a fazer uma aterragem de emergência a uma povoação chinesa junto a Hong Kong.
MNL.04.13.006.F
Os feitos aéreos continuam a se desenvolver a alta velocidade nos anos seguintes. Exemplo disso é o aparecimento, em 1927, de um Centro de Aviação Militar, quando existiam apenas dois em Portugal, ou a aterragem, a 18 de Novembro de 1934, do aviador Humberto Cruz e do mecânico António Lobato, durante o voo Lisboa-Índia. Dois anos mais tarde, a 23 de Outubro, chegava a Macau o primeiro hidroavião da companhia americana Pan Am, iniciando-se voos regulares entre Manila e a Califórnia. Contudo, Hong Kong nunca perdoará a Macau esta vitória, acabando por convencer o presidente da companhia a mudar a escala para a então colónia britânica.
Mas nem só de boas notícias se fez a história aérea da região. No dia 26 de Junho de 1942, por exemplo, um dos aviões do Centro de Aviação Naval que se dedicava ao lançamento de panfletos pela cidade despenhou-se na zona do Tap Seac. Os dois ocupantes do aparelho morreram, para além de uma mulher que foi atingida em terra. Cinco prédios também foram destruídos. Nesse ano, Portugal encerrou o Centro de Aviação Naval, numa demonstração da sua neutralidade na Guerra do Pacífico.
Em 1948 Pedro José Lobo, de Macau, alia-se a Roy Farrell e Sydney de Kantzow, os fundadores da Cathay Pacific Airways, a fim de efectuar viagens entre Macau e Hong Kong com aparelhos DC 3. No entanto, a aterragem do primeiro aparelho revela-se um fiasco, indo imobilizar-se a poucos metros da tribuna de honra. Assim, a solução era mais uma vez os hidroaviões. Estes foram alugados à Cathay Pacific e os voos tornaram-se conhecidos por cigarette flights, visto demorarem menos de 20 minutos entre as duas regiões, o tempo de fumar um cigarro. Todavia, a bordo dos aviões da Macao Aerial Transport Company (MATCO) não seguiam apenas passageiros, mas também ouro. Sabendo deste facto, uma quadrilha executa o primeiro desvio de aviões da história, no dia 16 de Julho de 1948. Apesar de bem planeado, os assaltantes não contaram com a resistência do piloto, que se envolveu numa luta corpo a corpo. O avião despenhou-se no mar e dos 27 passageiros e tripulantes nenhum sobreviveu. O único sobrevivente foi um dos membros da quadrilha. A empresa suspendeu a actividade no início dos anos de 1960, e os aviões desapareceram dos céus de Macau.
MNL.04.13.008.F
Uma antiga aspiração
A construção de um aeroporto em Macau era uma aspiração comum a vários governadores que ocuparam os seus cargos a partir da década de 1950. Joaquim Marques Esparteiro, Jaime Silvério Marques, Nobre de Carvalho, Garcia Leandro, Melo Egídio, Almeida e Costa, todos eles alimentaram a esperança da população, ao incluir a construção do aeroporto no programa de acção do Governo ou encomendar estudos sobre o mesmo. Mas as prioridades eram outras e os projectos nunca passavam da intenção.
Até que em 1987 Carlos Melancia assegura no seu discurso de tomada de posse como governador de que desta vez o aeroporto era para valer. O Governo elabora então um estudo de viabilidade no pressuposto da construção do Aeroporto Internacional de Macau (AIM) e, face aos resultados obtidos, solicita aos Aeroportos de Frankfurt a actualização do estudo que haviam realizado em 1983. A 23 de Novembro de 1987 é criado o Gabinete do Aeroporto de Macau (GAIM) e no ano seguinte Carlos Melancia consegue autorização legislativa para definir as bases gerais da concessão de construção e exploração da nova infra-estrutura.
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Em Janeiro de 1989 é constituída a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, S.A.R.L. (CAM), que assume a responsabilidade pela construção e exploração do AIM em regime de concessão, por um período de 25 anos. Três meses mais tarde, era assinado o contrato de concessão entre a Administração e a CAM, na mesma altura em que o Governo aprova o Plano Director do Aeroporto e o GAIM passa a ter apenas funções de assessoria. Em 1991, este órgão é extinto aquando da criação da Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM).
O dia 8 de Dezembro de 1989 torna-se um marco histórico, com a detonação das primeiras cargas de dinamite para o desmonte da Ponta da Cabrita. Era o início das obras do AIM. Mas o ano de 1990 revela-se crítico para o projecto. Dentre os vários problemas, destacam-se as dúvidas relativas à solução técnica a adoptar para a plataforma de suporte para a pista – aterros em ilha artificial ou solução do tipo ponte em estacas de betão; e ao impacto ambiental na região vizinha de Zhuhai (um estudo encomendado aos Aeroportos de Paris acaba com os receios de poluição sonora). A isto, junta-se a falta de fornecimento de areia proveniente do Interior da China, que contribui para atrasos significativos das obras.
A confiança na viabilidade do AIM é reposta em Maio de 1991 pelo novo governador Rocha Vieira. No final desse ano e no início de 1992 são tomadas várias decisões importantes para o desenvolvimento da obra. Com a aprovação do Governo de Macau, a CAM decide reduzir a apenas três a dezena e meia de contratos inicialmente previstos, resolve ainda construir a pista em ilha artificial e e determina que os diferentes empreendimentos passem a ter um preço final fixo em vez de preço variável.
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A obra e a inauguração
Sendo Macau um território pequeno e acidentado, a solução encontrada foi a da construção de uma ilha artificial, entre as ilhas da Taipa e de Coloane. Durante largos meses, cerca de 4000 trabalhadores a bordo de 400 embarcações trabalharam 24 horas por dia, em condições de mar muitas vezes adversas, como as que se registaram durante as épocas de tufões de 1992 e 1993. Apesar de todas as dificuldades, a obra foi entregue quatro meses antes do prazo previsto. No total, foram removidos mais de 24 milhões de metros cúbicos de lodos e transportados até ao local da construção 34 milhões de metros cúbicos de areia.
Na ilha artificial, que constitui 95 por cento da área do AIM, foi construída a pista, com 3360 metros de comprimento e 60 de largura, à medida do maior avião daquela época – o Boeing 747-400. A restante área foi obtida a partir do desmonte da Ponta da Cabrita. Foram gastos no total cerca de 8000 milhões de patacas.
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Inserido num reduzido e saturado espaço aéreo, devido à proximidade dos aeroportos de Hong Kong, Zhuhai, Shenzhen e Cantão, o AIM enfrentava uma forte concorrência. Havia, ainda assim, duas vantagens: a possibilidade de operar 24 horas por dia (o de Hong Kong só o podia fazer até às 23h30) e a de ter uma maior diversificação de destinos internacionais, já que o de Zhuhai é apenas doméstico. A inauguração oficial deu-se a 8 de Dezembro de 1995, mas a abertura comercial aconteceu, na verdade, a 9 de Novembro, com a aterragem de um aparelho da companhia Malaysia Airlines. Naquela data iniciaram-se também as operações comerciais da Air Macau, a companhia local criada em 1994. No primeiro avião a descolar, o Cidade de Macau, um A321, rumo a Pequim, seguia uma delegação oficial e muitos passageiros que queriam fazer parte daquele momento histórico.
A inauguração foi presidida por Mário Soares, então presidente da República Portuguesa, e contou com a presença do governador Rocha Vieira e do vice-presidente da República Popular da China Rong Yiren. Mais de 3000 convidados, 600 jornalistas e 300 fotógrafos de todo o mundo também estiveram presentes. Houve a tradicional dança do leão, bênçãos católica e budista, e espectáculos protagonizados por 1200 crianças das escolas portuguesas e chinesas. Vanessa Cruz, hoje com 27 anos, foi uma das participantes e lembra com carinho do espectáculo: “Estávamos todos vestidos com as fardas das escolas e cantámos o Hino da Alegria, enquanto abanávamos umas bandeirinhas”. O aeroporto foi ainda sobrevoado por um Hércules C-130 da Força Aérea Portuguesa.
Mário Soares salientou na altura que o aeroporto “representa o bom entendimento entre a China e Portugal” e, a seu ver, teria “enormes consequências no desenvolvimento do território, nos planos económico, social e até cultural”. O vice-presidente da China enfatizou a sua confiança de que a infra-estrutura criaria um “melhor ambiente de investimento em Macau, dando um novo impulso ao desenvolvimento da sua economia”. Rong Yiren apostava que o aeroporto não iria apenas “promover o desenvolvimento económico e o progresso social, como irá favorecer a transição pacífica da soberania”. Já Rocha Vieira apontou que a obra era “uma condição fundamental para que a autonomia [de Macau] possa ser uma realidade assente em bases objectivas”.
O Aeroporto Internacional de Macau fechou 2014 com o registo de 5,48 milhões de passageiros, mais nove por cento face ao ano anterior. O número de movimentos atingiu os 52 mil e os voos executivos totalizaram 2791, ou mais 29,15 por cento do que em 2013. Para este ano, os responsáveis querem ampliar em três por cento o número de passageiros, para 5,65 milhões de pessoas, atingir os 54.500 movimentos (mais quatro por cento) e operar 29.343 toneladas de carga (mais dois por cento). Dos mais de 31 milhões de turistas que visitaram Macau no ano passado, mais de dois milhões serviram-se do Aeroporto Internacional. A capacidade máxima de seis milhões de passageiros por ano ainda está longe de ser alcançada e por isso o aeroporto continua a diversificar o leque de companhias e destinos. Neste momento, 25 companhias aéreas operam na região, servindo mais de 50 ligações a destinos de curto e médio curso.
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A curta ligação Macau-Lisboa
A TAP Portugal iniciou a chamada Rota do Oriente, a ligação aérea entre Lisboa e Macau, a 2 de Abril de 1996, disponibilizando para tal dois aviões – o Wenceslau de Moraes e o Fernão Mendes Pinto. As viagens faziam-se duas vezes por semana. Inicialmente, a escala era feita em Bruxelas, numa parceria com a companhia belga Sabena. Todavia, os maus resultados obtidos fizeram com que a companhia belga desistisse do acordo. A TAP passou então a assegurar sozinha a ligação, com uma escala em Banguecoque. Depois de avultados prejuízos financeiros, a companhia decidiu encerrar a rota a 31 de Outubro de 1998, o que significa também o fim da única ligação aérea com a Europa. Durante os 30 meses de operação, foram feitos 536 voos, e transportados 120 mil passageiros e mais de 4600 toneladas de carga. Vanessa Cruz regressou a Portugal com a família em 1998 e apanhou um dos últimos voos da TAP. Também Belinda Ferreira, residente local de 56 anos, chegou a fazer essa rota. “Lá se foi o tempo. Mas apesar de terem acabado com essa ligação, o aeroporto de Macau continua a ter um papel importante”, aponta ela. “É uma mais-valia para o turismo, facilitando a deslocação não só de turistas mas também a dos residentes para destinos de férias, tais como Tailândia, Filipinas, Malásia, Singapura ou interior da China.”

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 17jun2018
 https://www.dn.pt/portugal/interior/consolidar-macau-como-ponte-entre-a-china-e-portugal-9477003.html
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Conheça a China que fala português
Macau é, certamente, um dos destinos mais interessantes e inusitados em toda a China!
Enquanto muitos visitantes equiparam automaticamente ‘Macau’ ao ‘jogo’, a histórica península é muito mais sobre história do que sobre apostas. A península é o núcleo ocupado da cidade, com bairros de trabalho denso, edifícios coloniais encantadores (e, sim, alguns casinos – na maior parte pequenos e antigos). É aqui que você virá para ver as principais atrações históricas da cidade e vestígios do seu passado como uma colônia portuguesa. É também o cerne da cena artística florescente de Macau, com um número crescente de cafés e galerias interessantes. Nesse artigo, listaremos dicas de viagem para a região.


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Apesar de apenas 5% da população de Macau falar português, placas como essa são de fácil encontro
Habitantes que falem de fato o português são raros de encontrar, e, hoje, estima-se que apenas cerca de 5% da população saiba falar o idioma. No entanto, na parte escrita, o português é algo bem comum. Essa influência portuguesa se reflete em muita coisa na cidade, seja nas placas de sinalização (a maioria escrita em português também), na comida com influência ocidental, na arquitetura do centro histórico, que parece muito europeia, e até nas muitas igrejas (católicas) espalhadas pelo local, o que seria bem incomum… afinal estamos falando da China, onde o catolicismo está longe de ser a principal religião.


Pastel de Belém, famosa iguaria portuguesa, é facilmente encontrada em Macau


Macau fica pertinho de Hong Kong, outra parte da China que não tem tanta “cara de China”, por causa da colonização inglesa/britânica. Inclusive para esses exatos 2 locais na China, não precisa tirar visto de entrada, pois são considerados zonas administrativas especiais, com algumas leis e moeda diferente do resto da China. A maioria vai até Macau como um “bate-e-volta” de um dia, partindo de Hong Kong.


Centro Histórico de Macau




Ruínas de São Paulo, Macau


O Centro Histórico de Macau foi declarado pela UNESCO em 2006 como Patrimônio Mundial. Essa área se localiza no sudoeste da península de Macau, e pode ser facilmente percorrida a pé, pois os trechos não são muito longos, e o passeio é bem agradável e bem sinalizado.
Esse centro histórico é considerado como “intercâmbio cultural” entre o Oriente e Ocidente, ao longo dos seus 400 anos de colonização portuguesa, sendo atualmente o mais antigo, completo e consolidado conjunto arquitetônico intacto e de raiz europeia em solo chinês.


Os Cassinos: a Las Vegas Chinesa



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Macau é também conhecida por ser um dos maiores mercados de cassinos do mundo


A cidade é hoje um dos maiores mercados globais dos “jogos de azar”. Suas dezenas de cassinos faturam tanto quanto seus equivalentes de Las Vegas, com a vantagem de possuir uma lucratividade muito maior. Com sua arquitetura inusitada, o casino Gran Lisboa é um dos ícones da cidade.


Hotelaria

A cidade tem poucos hotéis, sendo a maioria deles de alto padrão, de 4 ou até 5 estrelas, e tem poucas opções de hostels, albergues e afins. Os hotéis são caros para o padrão do sudeste asiático, porém com preço igual ao de um quarto com mais de 6m² em Hong Kong, ou similar a um hotel 2-3 estrelas na Europa. A diária por lá fica em torno de 80 a 100 dólares americanos (ou mais, dependendo do local).


Placa bilíngue nas ruas de Macau
Placa bilíngue nas ruas de Macau


Vistos e Cuidados com Saúde

Não é necessária a obtenção de visto prévio para a entrada no território de Macau, quer para cidadãos portugueses, quer para brasileiros. É apenas necessário passaporte com data de validade de pelo menos 6 meses. O visto é obtido, gratuitamente, em qualquer das fronteiras terrestre, marítima ou aérea e tem uma validade de 90 dias.
Além das vacinas normais que todos devem ter em dia, não são necessárias vacinas especiais para viajar para Macau. Também não é necessária qualquer tratamento de profilaxia da malária. No entanto, deve-se ter especial cuidado durante o verão e época das chuvas, tomando precauções especiais contra a picada de mosquitos, uma vez que por vezes são declarados casos de dengue no território.


Segurança e Dinheiro



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A cidade é considerada muito segura


Macau é uma cidade muito pacata e bastante segura, praticamente sem registo de crimes violentos. Deve-se, como é normal em zonas de muito movimento e turismo, ter especial atenção com potenciais crimes “menores”, como o roubo de carteiras, máquinas fotográficas, etc. Em todo o caso, é um destino bastante seguro para saídas a qualquer hora do dia ou da noite, sozinho ou acompanhado, e também para mulheres que viajam sozinhas.
A moeda local de Macau é a Pataca (MOP$), que vale cerca de 0,1 euro. Também se pode usar sem dificuldades dólares de Hong Kong (HKD, $) ou Renminbi Chineses (CNY, ¥).
Trocar dinheiro em Macau é muito fácil, quer seja em bancos ou casas de câmbio que se encontram espalhadas um pouco por toda a cidade. As cotações são mais ou menos iguais, mas as casas de câmbio encontram-se normalmente abertas ate às 23h, enquanto que os bancos, só até as 16h.
Também é muito fácil fazer levantamentos com cartões de débito. Há milhares de caixas espalhados por todo o território e aceitam todos os cartões a nível mundial. O mesmo se passa com pagamento com cartões de crédito Visa, MaterCard, AmericanExpress ou outros, pois são aceitos em quase todos os estabelecimentos, e a maioria deles não cobra qualquer taxa extra.
Em Macau, existe o hábito de dar gorjeta em restaurantes e afins, mas não existe um valor pré-estabelecido. Isso já depende de cada um.


Clima e quando visitar



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Catedral de Santo Agostinho, Macau


O clima em Macau é subtropical úmido. A temperatura média anual é de 22°C, sendo no verão de 30°C e no inverno 15°C. A região está localizada numa zona de monções que causam alterações significativas no tempo. Por esta razão, a chuva é muito frequente e muitas vezes intensa, atingindo o seu auge no verão.
O melhor período para visitar o território é entre março e abril ou entre outubro e novembro, quando as temperaturas são mais amenas e não há grandes fluxos de turistas. Em todo caso, com o turismo e o jogo crescendo tão rapidamente, hoje em dia já é difícil evitar grandes movimentações de pessoas.
Apesar de ser uma época muito movimentada, o Ano Novo Chinês é uma época interessante para visitar o território. Mas conte com preços mais elevados, hotéis cheios, transportes e atrações turísticas lotadas, etc. Esta é a maior festividade do país e a principal época do ano em que a maioria dos chineses tira férias.


E aí, preparado para visitar Macau?


Por Ariel Oliveira, diretamente de Garça, SP, Brasil
Fonte: Lonely Planet
 http://www.chinalinktrading.com/blog/macau-china-que-fala-portugues/
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Os holandeses tentaram tomar Macau a 22 junho de 1622, mas apesar da superioridade em homens e navios foram derrotados pela guarnição portuguesa. Não voltaram a tentar conquistar este reduto e foram obrigados a mudar a sua política expansionista no oriente.

O aparecimento de uma armada holandesa ao largo de Macau, no dia 21 de junho de 1622, confirmou os receios portugueses de que os inimigos holandeses tentariam, mais cedo ou mais tarde, apoderar-se da cidade. Era uma poderosa armada de 14 navios, a que se juntaram 2 embarcações inglesas, que tinha partido de Batávia, atual Jakarta, com esse objetivo. O primeiro desembarque teve lugar no dia 22 e destinou-se a fazer o reconhecimento do terreno.
O ataque direto ocorreu apenas no dia 24, com o bombardeamento dos baluartes de Macau e o desembarque de cerca de 800 soldados. Os defensores eram cerca de duas centenas, entre mosqueteiros, moradores da cidade e escravos. O momento decisivo ocorreu quando explodiram os barris de pólvora do campo dos invasores, quando estes marchavam em direção à cidade.
A desorganização e desorientação provocadas pelo incidente motivaram os portugueses à ofensiva, tendo desbaratado os holandeses nos combates que se seguiram. Os invasores recuaram e retiraram-se para os navios, deixando mais de uma centena de mortos.

  • Qual era o interesse dos holandeses em tomar Macau?
A viragem do século XVII assinalou a chegada das armadas holandeses à Ásia, passando a competir com os interesses e as rotas exploradas pelos portugueses em todo o Índico. Essa competição rapidamente se transformou em hostilidade e conflito aberto, com o assalto às armadas e fortalezas portuguesas.
A rota comercial mais rica e importante explorada pelos portugueses era a ligação entre Macau e Nagasaki, no Japão, que permitia lucros fabulosos e suscitava, naturalmente, o interesse e a cobiça holandesas.
A VOC, a poderosa companhia neerlandesa das Índias Orientais, estava solidamente instalada em diversos pontos do Índico, mas faltava-lhe uma posição que permitisse o acesso direto aos mercados chineses. Em 1619, o novo diretor geral da companhia, Jan Pieterzoon Coen, decidiu avançar com a decisão de conquistar Macau, que considerava fácil de tomar por a cidade não dispor de fortificações ou forças defensivas substanciais. O fracasso do ataque de junho de 1622 constituiu, portanto, uma derrota especialmente pesada.

  • Que consequências teve esta derrota?
O fracasso do assalto a Macau obrigou a VOC holandesa a alterar os seus planos de expansão naquela zona do Extremo Oriente. Os projetos de fixação na costa chinesa foram abandonados e os holandeses procuraram alternativas, acabando por se fixar no arquipélago das ilhas Pescadores e, mais tarde, em Taiwan. Macau não voltaria a ser atacada.
Do lado português, a vitória foi celebrada como um enorme feito de armas, tanto mais que o Estado da Índia sofreu uma importante perda nesse mesmo ano, com a queda de Ormuz, no Golfo Pérsico. Um dos efeitos mais importantes do ataque de 1622 foi a integração definitiva de Macau na rede oficial de fortalezas portuguesas.
Depois da retirada holandesa, o Senado da cidade aceitou a nomeação de um governador enviado por Goa, algo que sempre tinha recusado, o que revela a gravidade da ameaça holandesa para a sobrevivência de Macau.

 http://ensina.rtp.pt/artigo/o-ataque-holandes-a-macau/
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22 de Agosto de 1849: É assassinado pelos chineses o governador de Macau, João Ferreira do Amaral

João Maria Ferreira do Amaral nasceu em Lisboa,  no dia 4 de Março de 1803 , foi oficial da Marinha Portuguesa e governador de Macau.
Em 1821, Ferreira do Amaral era aspirante de Marinha e iniciou a sua carreira servindo na esquadra do Brasil. 
Durante o período da Guerra Civil, foi um dos poucos oficiais da Marinha que se apresentou na Ilha Terceira ao serviço do partido constitucionalista. Fez parte do desembarque no Mindelo e teve outras missões importantes durante as Lutas Liberais, com especial relevo para a defesa de Lisboa pelo lado oeste, em 1833. No final da guerra era já oficial superior.
Serviu em Angola, onde dirigiu a estação naval e distinguiu-se no combate ao tráfico de escravos.  Era deputado por Angola, em 1846 , quando foi nomeado governador de Macau.
Como consequência da Primeira Guerra do Ópio, a Inglaterra fundou uma colónia na ilha de Hong Kong, que se tornou o porto ocidental de maior relevo na China. Na sequência destes acontecimentos, em 1845, Macau foi declarada um porto franco e tornada independente do governo da Índia, ao qual estava sujeita até  à data.
Macau tinha até então duas alfândegas: a portuguesa, que cobrava impostos sobre o comando dos navios nacionais e a chinesa (o Ho-pu), cujos impostos eram cobrados pelos mandarins do Império Chinês. O Governador Ferreira do Amaral expulsou os mandarins de Macau, aboliu a alfândega chinesa, pôs fim ao pagamento de vários tributos e impostos (de entre os quais o aluguer de Macau) às autoridades chinesas, abriu os portos, construiu estradas nos campos anteriormente vedados pelos chineses, ocupou oficialmente a ilha da Taipa, lançou tributos e reorganizou os serviços públicos.
O seu governo enérgico, em defesa dos interesses de Portugal e pelo domínio do território, desagradou aos chineses, que acabaram por eliminar  aquele que consideravam inimigo. Na tarde do dia 22 de Agosto de 1849, Ferreira do Amaral saiu para um passeio a cavalo, acompanhado pelo seu ajudante de ordens Jerónimo Pereira Leite, passou as Portas do Cerco e foi atacado por um grupo de chineses que o mataram à cutilada, cortaram-lhe a cabeça e o braço direito.
Após a este acontecimento travou-se a Batalha do Passaleão, considerada o único verdadeiro "conflito" bélico entre as forças militares portuguesas e chinesas.
Fontes: CGD
wikipedia
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João Maria Ferreira do Amaral
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20 de Dezembro de 1999: Devolução de Macau à China

Em 1974, na sequência da Revolução do 25 de abril, o governo português alterou o estatuto de Macau para "território chinês sob administração portuguesa". Lisboa sugeriu mesmo a Pequim a devolução do território, mas o governo chinês adiou a resolução da questão, justificando com a prioridade de resolver primeiramente o problema de Hong Kong, que era uma colónia, ao contrário de Macau. O estatuto de Território Especial de Macau foi definido em 1976, com larga independência económica e administrativa para a cidade do delta do Rio da Pérola. Só em 1987 se firmou o acordo de devolução de Macau à China, o qual se cumpriu a 20 de dezembro de 1999. Foi então fundada a Região Administrativa Especial (RAE) de Macau, com um sistema de governo com grande autonomia e possibilidade de manter a economia de mercado no território. A transição foi aprazada para um período de 50 anos a partir de 1999. Apenas a defesa e as relações externas do território passaram a ser asseguradas por Pequim. 
O processo de transição iniciou-se dois anos depois do de Hong Kong (1 de julho de 1997). Os habitantes do território puderam assim verificar que na antiga colónia britânica tudo estava tranquilo, a transição estava a ser efetuada em bom sentido. Macau tinha problemas de segurança maiores, no entanto, além de um governo menos "democrático" durante a administração portuguesa. Destino turístico (jogo, principalmente), a "Las Vegas" do Oriente viu, com a chegada do Exército do Povo (China), os índices de segurança subirem exponencialmente. Os maiores problemas da transição prendem-se com os "filhos da terra", designação dada aos macaenses, os mestiços ou descendentes de portugueses do território, bilingues e biculturais, com dificuldades de integração no novo sistema chinês, cuja língua não dominam na sua forma escrita. 
O presidente escolhido para a Região Administrativa de Macau em 1999, foi Edmund Ho, que ficou à frente de um conselho executivo. O órgão legislativo do território é a Assembleia Legislativa. Judicialmente, o sistema legal de Macau tem uma grande influência da Lei portuguesa, apesar de existir no território um sistema judicial próprio.
Hong Kong passou a integrar a República Popular da China a 1 de julho de 1997, na sequência da instalação no território de uma Região Administrativa Especial, em tudo idêntica à de Macau, presidida até 16 de junho de 2005 por Tung Chee-Hwa, a quem sucedeu Donald Tsang. Colónia da coroa britânica desde 1843, Hong incorporou no seu território, a 1 de julho de 1898, por um prazo de 99 anos, várias ilhas adjacentes, os Novos Territórios. Este acordo, prestes a caducar em finais do século XX, com a pressão da doutrina de "Um País, Dois Sistemas" e a vontade política de ambas as partes (principalmente chinesa) de resolver a questão do território, desencadeou a elaboração, em 1984, da Declaração Conjunta Sino-Britânica, firmada por Deng Xiaoping e Margaret Thatcher, a 19 de dezembro desse ano. Definiu-se que todo o território sob administração colonial britânica passaria a designar-se Região Administrativa Especial de Hong Kong a partir de 1 de julho de 1997. A passagem do poder decorreu, nessa data, de forma pacífica, como mais tarde em Macau. Em Hong Kong não existiam precedentes de criminalidade (por não haver tríades ligadas ao jogo) como na vizinha Macau.
A Declaração Conjunta previu que Hong Kong não integrasse, no período de transição (até 2047), o sistema de economia socialista de Pequim, dada a vigência do sistema "Um País, Dois Sistemas". Como em Macau, autonomia em tudo menos em matérias de defesa e relações internacionais. Ambas as RAE's pertencem, como entidades económicas distintas de Pequim, à Organização Mundial de Comércio, bem como a outras estruturas económicas "capitalistas" internacionais, ao contrário da RPChina. Mas se em Macau a transição tem corrido bem, principalmente em termos económicos, em Hong Kong a governação de Tung Chee-Hwa não foi a melhor, com os valores dos preços do solo a diminuírem e a afluência turística a baixar drasticamente. Algumas liberdades (imprensa) foram também postas em causa e instalou-se em certa media a corrupção, o que fez com que, desde 2003, o modelo de gestão do território fosse posto em causa por Pequim. O carácter tranquilo da transição de Hong Kong não foi abalado, no entanto, pois, com toda a "naturalidade" chinesa, Donald Tsang foi chamado pelo governo de Pequim a dirigir a RAE da antiga colónia britânica. Mas o princípio "Um País, Dois Sistemas" e a integração de Macau e Hong Kong como aplicação dessa doutrina têm sido implementados com sucesso e garantias de futuro, sem grandes problemas e com indicadores de desenvolvimento que fazem o governo de Pequim apontar aqueles dois territórios como exemplo para um projeto de reunificação há muito almejado pelos chineses mas com processos e soluções bem mais complicados e sem fim à vista: Taiwan, onde mais de 80% dos habitantes deste território nacionalista se manifestam contra integração na China comunista.

Integração de Hong Kong e Macau na China. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011
wikipedia (Imagens)

Imagem relacionada
As bandeiras da China e de Macau foram hasteadas no momento da devolução

Ficheiro:Saopaulo Chinnery.jpg
Ruínas de São Paulo (Macau)George Chinnery(17741852).  A catedral foi construída em1602 e destruída por um incêndio em 1835. Somente a fachada sul chegou aos dias de hoje.

Ficheiro:Pearl River Delta Area.png
Localização de Macau no Delta do Rio das Pérolas (Pearl River) e em relação a Hong Kong e a Cantão (que se situa na prefeitura de Guangzhou e na província de Guangdong).
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