18/09/2018

4.943.(18seTEMbro2018.9.9') Alice Munro

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Nasceu a 10jul1931
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Prémio Nobel da Literatura...2013
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"A complexidade das coisas – as coisas dentro das coisas – parece ser infinita. Quero dizer que nada é fácil, nada é simples. "
"Eu nunca usei diários. Eu apenas me lembro de imensas coisas e sou mais egocêntrica que a maioria das pessoas. "
"Momentos de ternura e reconciliação valem sempre a pena ser vividos, ainda que a separação tenha que vir, mais tarde ou mais cedo." 
"Porque é que é uma surpresa descobrir que outras pessoas além de nós próprios são capazes de dizerem mentiras? " 
"Eu quero que o leitor sinta alguma coisa de surpreendente. Não «aquilo que aconteceu» mas a forma como tudo aconteceu. Estes longos pequenos contos que escrevo são a melhor forma de o conseguir, para mim. " 
"A riqueza mais profunda e pessoal da segunda metade da sua vida são os seus filhos. Pode escrever sobre os seus pais quando estes tiverem falecido, mas os seus filhos continuarão a estar aí, e vai querer que eles o vão visitar quando estiver num lar. "
"É certamente verdade que quando era mais nova, a escrita pareceu-me tão importante que eu teria sacrificado quase tudo por isso... porque eu pensava no mundo acerca do qual eu escrevia – o mundo que eu criei – como algo muito mais enormemente vivo que o mundo onde na realidade vivia. "
"Um Homem e uma Mulher entre Quatro Paredes
Assim que um homem e uma mulher de quase qualquer idade estão juntos sozinhos, dentro de quatro paredes, assume-se que então qualquer coisa pode acontecer. Combustão espontânea, fornicação imediata, triunfo dos sentidos. Que possibilidades os homens e as mulheres têm que ver um no outro para inferir tais perigos. Ou, acreditando nos perigos, com que frequência eles precisam de pensar sobre as possibilidades." "As pessoas são estranhas. Algumas pessoas são. Elas serão conduzidas a descobrir coisas, mesmo que as mais triviais. Eles começarão a relacioná-las, sabendo contudo que podem estar enganadas. Você vê essas pessoas com blocos de notas, a raspar a sujidade das lápides, a lerem microfilmes, apenas pela esperança de encontrarem o fio à meada, fazendo ligações, resgatando qualquer coisa do lixo. "
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"Agora já não acredito que os segredos das pessoas sejam definidos e comunicáveis, ou os seus sentimentos plenamente amadurecidos e fáceis de reconhecer."
The Moons of Jupiter
 
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«O segredo é ser feliz», disse ele, «Não importa como. Simplesmente tenta. Tu podes. Vai-se tornando cada vez mais fácil. Não tem nada a ver com as circunstâncias. Nem conseguirias acreditar quanto bom isso é. Aceita tudo e então a tragédia desaparece. Ou a tragédia vai aliviando, de qualquer forma, enquanto tu estás ali, sem esperares demasiado do mundo».
"Nós dizemos de algumas coisas que estas não podem ser perdoadas, ou que nunca nos perdoaremos a nós próprios. Mas fazêmo-lo – fazêmo-lo constantemente. " Dear Life: Stories
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 "A conversação dos beijos. Subtil, absorvente, destemida, transformadora."
"Poucas pessoas, mesmo muito poucas, têm um tesouro, e se tu o tiveres deves agarrá-lo com toda a força. Não deves deixar que te apanhem de surpresa, e que o levem de ti."
Runaway
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"O amor deixa-te de fora do mundo, e é tão certo que tal aconteça tanto quando está a correr bem como quando está a correr mal."
The Beggar Maid: Stories of Flo and Rose**
"Ele nunca quis estar longe dela. Ela tinha a chama da vida."
"Porque se ela deixasse de sofrer a sua dor nem que fosse por um minuto, esta iria atingi-la de forma ainda mais forte quando esbarrasse com ela novamente."
Away From Her 
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"Ela estava a aprender, já muito tarde, aquilo que muitas pessoas à sua volta aparentavam já saber desde a infância – que a vida pode ser perfeitamente satisfatória mesmo sem grandes conquistas."
"Lembra-te que quando um homem sai do quarto, deixa lá tudo o que aconteceu... e quando é uma mulher a sair, leva tudo com ela." 
"Na tua vida existem alguns lugares, ou talvez apenas aquele lugar, onde alguma coisa aconteceu, e aí estão todos os outros lugares. "

Too Much Happiness
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http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/alice-munro
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Via Maria Elisa Ribeiro
 "Histórias de Mulheres
As minhas histórias são, naturalmente, sobre mulheres – eu sou uma mulher. Não sei qual é o termo que se usa para os homens que escrevem maioritariamente sobre homens. Não tenho sempre certeza do que se quer dizer com «feminista». Ao princípio costumava dizer, bem, claro que sou uma feminista. Mas se tal significa que sigo uma espécie de teoria feminista, ou que sei alguma coisa sobre isso, então eu não sou. Penso que sou uma feminista tanto quanto penso que a experiência das mulheres é importante. Essa é realmente a base do feminismo"
http://www.citador.pt/textos/historias-de-mulheres-alice-munro
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17/09/2018

3.134.(17seTEMbro2018...9.9') Baixa Pombalina...Manuel da Maia...

Manuel da Maia
nasceu a 5aGOSTO1677
e morreu a 17seTEMbro1768
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 PT-TT-JCS-17-75
 Às 9h30 da manhã do dia 1 de Novembro de 1755, dia de Todos-os-Santos, Portugal foi assolado por uma das maiores catástrofes até hoje sofridas.O forte terramoto, seguido de um maremoto atingiu principalmente a cidade de Lisboa, e a costa marítima a sul. Lisboa ficou praticamente destruída pelo sismo e pelos múltiplos incêndios que se propagaram pela cidade.O trágico acontecimento foi divulgado por todo o mundo conhecido. Naquela data, era guarda-mor da Torre do Tombo Manuel da Maia. Notabilizou-se enquanto responsável pelo êxito de alguns dos mais ambiciosos projectos de engenharia do seu tempo, como a introdução das Águas Livres, a elaboração da planta da cidade de Lisboa e a construção da estátua equestre do rei D. José I.
 Mas o maior legado de Manuel da Maia, porém o mais desconhecido do público em geral, deve-se ao desempenho do cargo de guarda-mor do Real Arquivo da Torre do Tombo, para o qual tinha sido nomeado a 12 de Novembro de 1745. Embora pressionados pelo seu guarda-mor, foi necessário o Terramoto de 1755 para que o Real Arquivo merecesse uma especial atenção dos governantes. Em carta dirigida a Manuel da Maia, datada de 6 de Novembro de 1755, Sebastião José de Carvalho e Mello, marquês de Pombal, referiu o facto da torre do Castelo de São Jorge onde estava guardado o arquivo régio ter ruído durante o terramoto, mas não ter sido atingida pelo flagelo dos incêndios e, deu livre jurisdição para que, em resposta ao solicitado, Manuel da Maia pudesse mandar construir uma barraca de madeira na Praça de Armas do castelo, para nela recolher, provisoriamente, a documentação salva dos escombros.
 http://antt.dglab.gov.pt/exposicoes-virtuais-2/o-terramoto-de-1755-a-torre-do-tombo-e-manuel-da-maia/
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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_da_Maia
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17 de Setembro de 1768: Morre Manuel da Maia,o engenheiro da baixa pombalina que salvou o espólio da torre do tombo

A Baixa pombalina é o principal legado do engenheiro militar que ajudou a reconstruir Lisboa após o terramoto de 1755. Foi, porém, pelos arquivos da Torre do Tombo que Manuel da Maia arriscou a vida para salvar o espólio das chamas que destruíram o Castelo de São Jorge


Manuel da Maia está em toda parte. É nome de rua em Loures, no Seixal, em Portimão, nas Caldas da Rainha, em Sesimbra, Évora ou Amadora. Em Lisboa até lhe atribuíram uma avenida, na fronteira entre as freguesias de Arroios e São João de Deus. Levantar a Baixa da capital das ruínas após o terramoto de 1755, projectar o Aqueduto das Águas Livres, participar na construção do Convento de Mafra ou na reconstrução do Hospital das Caldas da Rainha são motivos mais que suficientes para qualquer município reivindicar o seu nome na toponímia da cidade.

Manuel da Maia, engenheiro militar, deixou um vasto legado para a história da arquitectura portuguesa mas pouco se sabe sobre a sua vida além da obra feita. Nem sequer se conhece o dia em que nasceu, o local de nascimento ou os nomes dos pais. E muito menos é lembrado pelo seu feito mais heróico. Se hoje os arquivos da Torre do Tombo estão intactos muito se deve ao seu guarda-mor. Pouco depois das nove da manhã de 1 de Novembro de 1755, Lisboa sucumbiu ao terramoto e ao maremoto. Enquanto a população fugia apavorada das explosões e dos múltiplos incêndios, Manuel da Maia, deixou a sua casa a arder e correu até ao topo do Castelo de São Jorge, onde estavam as instalações do Arquivo Real.

Tinha 75 anos, mas esqueceu-se das dores da idade e enfrentou as chamas para retirar os documentos. A coragem serviu de exemplo a empregados e populares, que, sob o seu comando, acabaram por resgatar todo o recheio, um património acumulado de 1161 a 1696 na torre do castelo. Os quase 90 mil documentos originais, reunidos em 526 calhamaços, ficaram armazenados num barracão improvisado próximo do castelo.

A solução provisória corria o risco de se tornar definitiva à boa moda portuguesa. Foi a teimosia do engenheiro militar que acabou por ditar mais uma vez os destinos do arquivo. Deu cabo da paciência ao Marquês de Pombal com sucessivas cartas, advertindo para os perigos a que o seu tesouro estava exposto. E foi portanto pela sua insistência que o espólio passou poucos anos depois para o Convento de São Bento.

Recuperado o Real Arquivo, o engenheiro lança-se à obra que o imortalizou. Foi nomeado engenheiro-mor do Reino e encarregado pelo Marquês de Pombal, ministro do rei D. José, de coordenar a reconstrução da Baixa pombalina. Para levar por diante a missão escolheu dois oficiais engenheiros da sua confiança - Eugénio dos Santos e Carlos Mardel. Tirando partido das experiências em digressões pela Europa, Manuel da Maia inspirou-se nas linhas do Convent Garden londrino para projectar o Terreiro do Paço e seguiu os modelos italianos para desenhar as habitações da Baixa com traço que ficou conhecido como pombalino.

A reconstrução da Baixa foi o maior legado de Manuel da Maia, mas o seu orgulho foram os arquivos reais e foi aos livros e papéis que regressou assim que pôde. Fez o levantamento das plantas de Lisboa oriental e ocidental, escreveu obras científicas e literárias, traduziu documentos históricos em latim, francês ou inglês. Aos 88 anos, doente e cansado, pediu para deixar da Torre do Tombo. Cinco dias depois morreu. Foi substituído como guarda-mor do arquivo, mas o cargo de engenheiro-mor do reino não voltou a ser ocupado.
Fontes: ionline
wikipedia (imagens)

Ficheiro:Manuel da Maia.png
Baixa Pombalina, Rua Augusta

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/17-de-setembro-de-1768-morre-manuel-da.html
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Baixa Pombalina
A Baixa de Lisboa é um dos locais mais importantes da cidade.
Um dos lugares mais bonitos para visitar em Lisboa é a zona da Baixa, também chamada da Baixa Pombalina (Baixa de Lisboa ou Baixa Pombalina de Lisboa). Este nome vem porque o homem que mandou construir este bairro lisboeta, foi o Marquês de Pombal.
Nesta página você encontra:
  • Visitar a Baixa Pombalina – o mais importante a saber
  • Monumentos e Locais para visita na Baixa de Lisboa
  • Mapa dos Melhores Monumentos da Baixa de Lisboa
  • Os 10 Museus da Baixa de Lisboa
  • Fotos da Baixa
  • Alojamento na Baixa de Lisboa
Baixa de Lisboa
Baixa de Lisboa

Visitar a Baixa – o mais importante a saber

O Marquês de Pombal mandou construir esta zona de Lisboa em consequência do terrível terremoto de 1755 que destruiu grande parte da cidade. Assim, e com um estilo urbanístico único, ele construiu uma grelha de edifícios à anti-sísmicos.
A Baixa de Lisboa é um local fascinante e muito fotogénico. Aqui encontra imensas lojas e restaurantes. A Baixa Pombalina está na lista de tentativa para se tornar um local UNESCO Património Mundial.
A Baixa de Lisboa fica situada entre o Terreiro do Paço, o Rossio, a Praça da Figueira, e o Cais do Sodré, o Chiado, o Carmo, a Sé e a colina do Castelo de São Jorge. Tudo locais históricos e a não perder para visitar Lisboa.
O majestoso arco triunfal da Rua Augusta situado na baixa de Lisboa, entre duas esplêndidas praças – a Praça do Rossio e a Praça do Comércio, começou por ser construído em 1775 após o grande terramoto de 1755 pelo Marquês de Pombal. Dois anos mais tarde este projecto é desfeito por D. Maria I, chegando à demolição da obra, no entanto foi recomeçada 98 anos mais tarde através do projecto de Veríssimo José da Costa, o qual demorou 32 anos a construir.
Monumentos e Locais para visita na Baixa de Lisboa
  1. Elevador de Santa Justa
  2. Rua Augusta
  3. Praça do Comércio
  4. Arco Triunfal
  5. Praça D. Pedro IV
  6. Igreja de São Domingos
  7. Teatro Nacional D. Maria II
  8. Praça do Município e o Pelourinho de Lisboa
  9. Praça da Figueira
  10. Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
  11. Museu do Design e da Moda
  12. Núcleo museológico do Millenium BCP
  13. Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros
  14. Galerias Romanas da Rua da Prata
  15. Igreja de São Nicolau
  16. Estátua de Dom João I
Os 10 Museus da Baixa de Lisboa
  1. Mude – Museu do Design e da Moda – podem ver-se trabalhos de designers como Russel Wright, Charlotte Perriand, etc e peças dos estilistas Pierre Balmain, Paco Rabanne, Jean Paul Gaultier, etc. Faz parte do acervo a colecção de Francisco Capelo, composta por 2.500 objetos
  2. Museu da Cerveja – exposição pela história da cerveja tradição tradiza para Portugal pela mão dos romanos.
  3. Museu do Dinheiro – tema do dinheiro e a sua história em Portugal através de programação cultural e educativa.
  4. Museu de Lisboa – Torreão Poente do Terreiro do Paço – exposições temporárias relacionadas com a cultura e a História da cidade de Lisboa.
  5. Lisboa Story Centre – espaço interactivo para conhecer a história de Lisboa através dos tempos.
  6. Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros (BCP) – ruínas de estruturas sobrepostas de períodos históricos desde o Púnico ao Medieval até ao Pombalino.
  7. Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado – obras de artes plásticas portuguesas, desde o séc.XIX até ao séc.XX.
  8. Museu Arqueológico do Carmo – peças de valor histórico, arqueológico e artístico, com artefactos e obras desde a Pré-História à contemporaneidade.
  9. Museu de São Roque – dedicado à Arte Sacra, alberga peças do século XVI até ao século XX. Exposição permanente com de mais de 300 peças de ourivesaria, escultura, pintura, têxteis e relicários.
  10. Museu Maçónico Português – objectivo de dar a conhecer ao público a Maçonaria, as suas actividades e a sua história em Portugal.
 http://www.joaoleitao.com/viagens/2013/12/26/baixa-lisboa-portugal/
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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Baixa_de_Lisboa

túneis
arco da Rua Augusta

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15/09/2018

8.510.(15seTEMbro2018.10.10') Papa Português João XXI...Pedro Hispano...

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eleito papa em 16seTEMbro1276
e entronizado em 20seTEMbro1276
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6dez2017
 Pedro Hispano

Foram oito meses apenas, que acabaram de uma forma trágica. Em dois milénios de história da Igreja, apenas por uma vez um português foi eleito Papa. Embarque numa viagem no tempo até Viterbo, cidade que no século XIII foi sede papal, conheça a história do único português que ocupou a cadeira de Pedro, e perceba qual a origem dos conclaves. A notícia terá corrido veloz pelas ruas de Viterbo, cidade que naquele tempo era refúgio dos Papas, que fugiam de uma Roma insegura e insalubre. Um estranho acidente vitimara João XXI, atingido pela derrocada do tecto numa zona em obras no Palácio Pontifício. Chegava tragicamente ao fim um curto pontificado de pouco mais de oito meses. O único de um Papa português.

Dos primeiros anos da vida de Pedro Julião, mais tarde conhecido como Pedro Hispano antes de se tornar João XXI, pouco se sabe. Apenas se pode tomar como certeza que nasceu em Lisboa, algures entre 1205 e 1220, e que era filho de famílias abastadas, o que lhe permitiu, depois do ensino na escola episcopal da Sé, prosseguir os estudos na Universidade de Paris.

“Foi certamente devido ao facto de ser oriundo de uma família importante na sociedade de Lisboa que ele acaba por ter posses para ir para Paris, mas guarda sempre a âncora em Lisboa”, explica Mário Farelo, investigador de História Medieval.

“Percebe-se que ele vai seguir depois uma carreira eclesiástica em Portugal. Faz o seu trajecto cultural e depois volta. Quando o faz, vem já com conhecimentos importantes, o que se revela pelo facto de ser designado como ‘mestre’ nos documentos da época”, acrescenta Mário Farelo.

Quando regressa já “mestre”, Pedro Julião teria granjeado fama, entre outras áreas do conhecimento, como médico. O “Tesouro dos Pobres”, manual que aborda várias doenças e as curas conhecidas à época, e a “Summulae Logicales”, um tratado de lógica que durante três séculos será utilizado nas escolas de toda a Europa, são obras que lhe chegaram a ser atribuídas.

A este propósito, Mário Farelo refere que as investigações têm lançado dúvidas sobre a autoria dessas obras. “A partir do século XVI, assim que víamos uma obra escrita por Pedro Hispano, associávamos quase automaticamente ao Papa. A partir de estudos aprofundados, sobretudo do professor José Meirinhos, da Universidade do Porto, hoje sabemos que na verdade é necessário fazer a distinção entre 5 ou 6 ‘Pedros Hispanos’. Bastava estar fora de Portugal para ser apelidado de ‘Hispano’, proveniente da Hispania, oriundo da Ibéria. Tanto podia ser Castela, Galiza como Portugal. Não temos a certeza se as obras de carácter científico são dele ou de outro Pedro Hispano.”

As dúvidas não impedem que tenha sido uma das figuras mais relevantes do seu tempo. Ocupou vários cargos eclesiásticos em Portugal – desde deão da Sé de Lisboa a Arcebispo de Braga – até ter sido nomeado para a cúria romana no início dos anos 70 do século XII, onde terá sido médico principal do Papa Gregório X. Era a antecâmara para chegar ao cargo máximo na Igreja.

Um pontificado breve

Com os Papas sediados em Viterbo, o ano de 1276 corria agitado. Em pouco mais de meio ano, três Papas já tinham passado pela chefia da Igreja, num período marcado por intrigas e por várias tensões políticas e religiosas.
O Papa Adriano V morre apenas um mês depois de ser eleito e, em Agosto, os cardeais escolhem como sucessor o académico português Pedro Hispano. De acordo com alguns relatos históricos, o novo Papa estaria mais interessado nas suas investigações científicas e teria passado a gestão dos assuntos correntes da Igreja ao poderoso cardeal Giovanni Orsani, que tinha ajudado à sua eleição – e que mais tarde seria o Papa Nicolau III.
Os documentos da época mostram uma outra realidade, diz Mário Farelo. “As crónicas posteriores fazem um relato dele como estando mais interessado nas questões das ciências e das estrelas, que se fecharia no seu gabinete e não queria saber dos assuntos da Cristandade. Mas quando vamos ver o seu bulário, vemos um Pontífice verdadeiramente preocupado com a sua Igreja, com as relações com a Igreja do Oriente, mas também com as relações entre as soberanias cristãs, que também precisavam muitas vezes de um árbitro, de um mediador.”
João XXI acaba por morrer a 20 de Maio de 1277, vítima de um desmoronamento no Palácio Pontifício, que estava em obras. O seu túmulo está hoje em lugar de destaque na Catedral de Viterbo, depois de ter estado esquecido durante anos.
Viterbo, também conhecida como “a cidade dos Papas”, ainda hoje guarda várias memórias da presença dos sucessores de Pedro. Foi aliás aqui que surgiram os conclaves. A história é explicada no local por Domenico, sacristão da catedral local.
“Durante cerca de três anos, não se decidiam a eleger o Papa. Então, os cidadãos de Viterbo fecharam-nos à chave. Daí provém a palavra ‘conclave’. Fecharam à chave a ala onde estavam reunidos, tiraram-lhes o telhado, reduziram os alimentos e, no final, decidiram-se a eleger um Papa, também porque tiveram pressões francesas nesse sentido. Desse conclave saiu o Papa Gregório X.”

Filósofo, médico e alquimista com reputação de mago

A popularidade de que gozou durante a medievalidade, e que se prolongou pelo Renascimento, persistindo até aos dias de hoje, tem, de facto, uma origem bastante diferente. Remete para a sua dimensão de intelectual e para os contributos que lhe são atribuídos no âmbito da história da ciência e história das ideias, em concreto os estudos que dedicou aos ramos da filosofia e da medicina.
O problema é que a vasta produção bibliográfica, a diferente natureza dos assuntos abordados e a própria coerência interna dos textos escritos sob o nome de Pedro Hispano ou que lhe foram creditados, desde o século XIV, pouco depois da sua morte –, tendo como premissa a vasta ciência do Papa, assumida pelo próprio e amiúde asseverada em crónicas, quer contemporâneas quer posteriores –, suscitam várias reservas no que toca à sua assimilação a uma única personagem histórica.
Movendo-se por entre tantas dúvidas, a crítica textual mais recente parece pouco inclinada a creditar ao pontífice todos os tratados que compõem o habitual cânone de manuscritos que lhe são consagrados. Há inclusivamente especialistas que vão mais longe, sustentando que muito poucos desses trabalhos, ou mesmo nenhuns, devem ser atribuídos a João XXI, propondo-os como a produção de um ou vários Pedros Hispanos seus contemporâneos. A polémica não sendo estéril, parece, por enquanto, inconclusiva, mas obriga a distinguir, no conjunto das obras imputadas a Pedro Hispano, entre a produção cuja autoria se encontra suficientemente estabilizada e os escritos cuja catalogação e atribuição suscitam maior discussão.
As dificuldades em estabelecer com rigor as autorias das obras de João XXI são inúmeras, e estão muito longe de ser um exclusivo do Papa português. São muito numerosos os autores e escritos da época medieval que subsistem enredados em polémicas afins, enfrentando problemas insolúveis, ensombrados por propostas contraditórias, baseadas em todo o tipo de argumentos: filológicos, caligráficos, cronológicos, ontológicos, etc.
Em todo o caso, considerando somente o corpo de obras de Pedro Hispano fixado com maior rigor, e descontando os muitos textos em relação aos quais existem reservas, verifica-se, ainda assim, que a sua quantidade, qualidade e impacto foram muito desiguais. Neste particular, as obras sobreviventes de medicina e de lógica sobrepõem-se às restantes: em número, em importância, na repercussão alcançada. Olhando apenas às quantidades produzidas, fica-se com a perceção de que Pedro Hispano se ocupou em especial da redação de tratados médicos. Contam-se neste capítulo cerca de três dezenas de escritos, aos quais se seguem, a larga distância, as obras de filosofia e de alquimia. Só depois vêm as peças de teologia. Quanto aos escritos sobre zoologia que lhe são apontados, afiguram-se residuais no conjunto da sua produção intelectual. Há ainda a assinalar uma obra, em tudo excêntrica ao resto da sua produção, um curioso tratado, em verso, sobre os elementos atmosféricos.
No campo dos saberes médicos, Pedro Hispano comentou praticamente todas as principais autoridades em que assentava a aprendizagem nas escolas medievais de medicina, de acordo com o elenco estabelecido pela famosa escola médica de Salerno, fundada no século X, e que teve um enorme impacto na evolução da história da medicina. Quanto à adesão à alquimia, diga-se que o interesse pela química medieval era, no período, inseparável do mundo do ocultismo e das ciências ocultas, o que lhe valeu, em alguns círculos, a pejorativa e controversa reputação de mago.
Por outro lado, foi num contexto de grande efervescência intelectual, marcado pela recuperação no Ocidente de obras perdidas de Aristóteles, que Pedro Hispano redigiu os manuscritos filosóficos responsáveis por lhe assegurar um lugar na história da Filosofia. Entre os trabalhos que lhe são imputados com mais insistência e segurança, o Tesouro dos Pobres (Thesaurus pauperum), no domínio das ciências médicas, e as Súmulas de Lógica (Summulae logicales), no ramo da lógica, são indiscutivelmente os mais famosos e celebrados.
https://www.vortexmag.net/pedro-hispano-o-portugues-que-foi-papa-durante-8-meses/
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20seTEMbro2008


Pedro Hispano - João XXI, o Papa Português

Pedro Julião, também conhecido como Pedro Hispano, nasceu em data desconhecida, antes de 1226 e faleceu em 20 de Maio de 1277. Foi coroado Papa a 20 de Setembro de 1276, há precisamente 732 anos. Foi também um famoso médico, professor e matemático português do Século XIII.

Pedro Hispano, nasce em Lisboa, muito provavelmente na área da actual freguesia de São Julião, em data não determinada exactamente, mas antes de 1226. É filho de Julião Rebelo, médico, cuja profissão segue, e de Teresa Gil.
Estudou na Escola Episcopal de Lisboa, tendo mais tarde cursado na Universidade de Paris ou Universidade de Montpellier (não está bem definido) com mestres notáveis, como São Alberto Magno, e tendo por amigos e colegas São Tomás de Aquino e São Boaventura.
Estuda medicina e teologia, dialética, lógica e principalmente a física e metafísica de Aristóteles.
Entre 1246 e 1252 ensinou medicina na Universidade de Siena, onde escreveu algumas obras, de entre as quais se destaca o Tratado Summulæ Logicales que foi o manual de referência sobre lógica aristotélica durante mais de trezentos anos, nas universidades europeias, com 260 edições em toda a Europa, traduzido para grego e hebraico.
A sua obra científica De oculo, um tratado de Oftalmologia, tem ampla difusão nas universidades europeias.
Diz-se que quando Miguel Ângelo adoeceu gravemente dos olhos, devido ao muito trabalho na decoração da Capela Sistina, encontrou remédio numa receita de Pedro Hispano.
Também escreveu, o ‘Thesaurus Pauperum’ (Tesouro dos pobres), em que descreve várias doenças e os seus tratamentos, com cerca de uma centena de edições e que foi traduzido para 12 línguas.
Antes de 1261, ano em que é eleito decano da Sé de Lisboa, Pedro Hispano torna-se sacerdote.
Afonso III de Portugal coloca-o como prior da Igreja de Santo André (Mafra) em 1263, e logo a seguir é nomeado para cónego e deão da Sé de Lisboa, Tesoureiro-mor na Sé do Porto e Dom Prior na Colegiada Real de Santa Maria de Guimarães.
Em 1273 Pedro Hispano foi nomeado Arcebispo de Braga pelo Papa Gregório X.
No ano seguinte, participa no XIV Concílio Ecuménico de Lião, onde Gregório X o nomeia Cardeal-Bispo com o título de Tusculum-Frascati, da Diocese suburbicária de Frascati. Isto permitia a Gregório X poder contar com os serviços médicos do português.
Pouco depois Pedro Hispano regressa a Portugal, ao Arcebispado de Braga. Mas por pouco tempo. Volta à corte pontifícia e Gregório X nomeia-o seu médico principal em 1275.
A eleição de Pedro Julião (Pedro Hispano), em conclave realizado em Viterbo, tem lugar a 13 de Setembro e coroado a 20 de Setembro de 1276, e adopta o nome de João XXI.
João XXI irá ver o seu breve pontificado (de pouco mais de 8 meses) caracterizado por vários insucessos. Esforça-se por libertar a Terra Santa em poder dos Turcos, que não consegue ver. Tenta reconciliar grandes nações europeias, como França, Alemanha e Castela, dentro do espírito da unidade cristã. Sem sucesso.
Porém, dotado de grande simplicidade, recebe em audiência tanto os ricos como os pobres.
Dante, na Divina Comédia, coloca a alma de João XXI no Paraíso, entre as almas que rodeiam a alma de São Boaventura, apelidando-o de “aquele que brilha em doze livros”, menção clara a doze tratados escritos pelo erudito pontífice português.
O rei aragonês Afonso X de Leão e Castela, o Sábio, pai de Santa Isabel, esposa de D. Dinis de Portugal, elogia-o em forma de canção no "Paraíso".
Mais interessado no estudo que nas tarefas pontifícias, João XXI delega no Cardeal Orsini, o futuro Papa Nicolau III, os assuntos correntes da Sé Apostólica.
Sentindo-se doente, afasta-se para a cidade de Viterbo, a norte de Roma, onde morre a 20 de Maio de 1277, com 51 anos, soterrado pelo desmoronamento das paredes do seu aposento, quando o palácio apostólico estava em obras.Foi sepultado junto do altar-mor da Catedral de São Lourenço, naquela cidade.
No século XVI, durante os trabalhos de reconstrução do templo, os seus restos mortais foram trasladados para um modesto
túmulo.
Só após o esforço da Câmara Municipal de Lisboa, através de João Soares então seu presidente, o mausoléu foi colocado, a título definitivo, ao lado do Evangelho da Catedral de Viterbo, a 28 de Março de 2000.

Nota final:
Durante a pesquisa para este artigo encontrei uma referência a outro Papa, de nome Dâmaso I, que teria nascido em Guimarães ou Idanha-a-Velha no ano de 305, e que teria sido Sumo Pontífice entre 366 e 384. Assim sendo, embora Portugal não existisse como país nessa altura, e se ele realmente nasceu em Guimarães, é de considerá-lo como português. Um assunto a aprofundar pelos historiadores.
http://www.pontoblogue.com/2008/09/pedro-hispano-joo-xxi-o-papa-portugus.html
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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Jo%C3%A3o_XXI
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Mistério em Viterbo, O Papa Português João XXI

 https://www.youtube.com/watch?v=79drQm0Fqc0
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Pedro Juliano ou Hispano

Pedro Hispano | O Papa Português

 https://www.youtube.com/watch?v=MZfOzZc0aqY
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20 de Maio de 1277: Morre Pedro Hispano (João XXI), o português que foi Papa por oito meses

Único papa de origem portuguesa, nascido entre 1210 e 1220, em Lisboa, e falecido em 1277, em Viterbo. Pedro Julião (ou Pedro Hispano) era médico de formação (escreveu obras científicas como o Tesouro dos Pobres e O Olho). Foi este o cargo que desempenhou na corte papal de Gregório X, tendo sido seu médico particular. Tornou-se também, em 1272, arcebispo de Braga, e no ano seguinte cardeal de Tusculum. Grande erudito, estudou Filosofia, Medicina, Teologia e Matemática em Paris.
Depois da sua nomeação decidiu estabelecer-se em Viterbo, tendo mandado construir as instalações necessárias no palácio pontifical para o prosseguimento das suas investigações no campo da medicina.
Adotou o nome de João XXI por lapso, uma vez que não existiu papa algum com o nome de João XX.
Tendo a sua eleição sido propiciada por Giovanni Gaetano Orsini, um poderoso cardeal da cúria (futuro papa Nicolau III), com o intuito de governar através de Pedro Julião, foi efetivamente o que acabou por acontecer, dada a absorção do pontífice nos assuntos da medicina.
João XXI confirmou a anulação que o seu antecessor, Adriano V, tinha feito do decreto relativo às eleições papais. Em Portugal, o papa advogou também a imunidade eclesiástica, contra o desejo dos senhores temporais.
Neste papado sobressaíram as medidas que visavam a implantação da autoridade do sucessor de São Pedro por toda a Cristandade e a instigação de uma nova cruzada. Assim, foi efetuada uma tentativa de continuar as negociações que Gregório X entabulara com o imperador bizantino Miguel VIII e com o clero oriental. Contudo, a posição flexível de Gregório X não tinha sido tomada pelos pontífices que o sucederam, tendo os ultimatos feitos a Bizâncio antes do papado de João XXI criado uma atmosfera de reticência e frieza.
Pedro Hispano mandou, em 1277, fazer um levantamento da matéria ensinada na Universidade de Paris que poderia ser considerada materialista, uma vez que o estudo de Aristóteles, levado ao extremo, poderia transmitir esta noção. O resultado foi desanimador, uma vez que ascendia ao número de duzentas e dezanove as teses com este cariz.
João XXI faleceu a 20 de Maio de 1277, após ter ficado gravemente ferido num desastre na Catedral de Viterbo, cujas obras acompanhava, não sobrevivendo aos ferimentos sofridos na derrocada dos aposentos em que se encontrava.
Da sua vasta obra escrita merece ser destacado o livro Summulae Logicales (Súmulas de Lógica), uma sistematização da lógica clássica

Fontes: In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)

Ficheiro:B Johannes XXI.jpg

O Papa João XXI
File:Pope John XXI.jpg
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/05/20-de-maio-de-1277-morre-pedro-hispano.html?spref=fb&fbclid=IwAR2wdoOyd99eybeqQiI_OmDHcXff603eRg9gBgjQ93jNgBg5vtFTCdMzhdI
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20 de Setembro de 1276: O português Pedro Julião, ou Pedro Hispano, é entronizado Papa João XXI, em Viterbo, na Catedral de São Lourenço

Único papa de origem portuguesa, nascido entre 1210 e 1220, em Lisboa, e falecido em 1277, em Viterbo. Pedro Julião (ou Pedro Hispano) era médico de formação (escreveu obras científicas como o Tesouro dos Pobres e O Olho). Foi este o cargo que desempenhou na corte papal de Gregório X, tendo sido seu médico particular. Tornou-se também, em 1272, arcebispo de Braga, e no ano seguinte cardeal de Tusculum. Grande erudito, estudou Filosofia, Medicina, Teologia e Matemática em Paris.
Depois da sua nomeação decidiu estabelecer-se em Viterbo, tendo mandado construir as instalações necessárias no palácio pontifical para o prosseguimento das suas investigações no campo da medicina.
Adotou o nome de João XXI por lapso, uma vez que não existiu papa algum com o nome de João XX.
Tendo a sua eleição sido propiciada por Giovanni Gaetano Orsini, um poderoso cardeal da cúria (futuro papa Nicolau III), com o intuito de governar através de Pedro Julião, foi efetivamente o que acabou por acontecer, dada a absorção do pontífice nos assuntos da medicina.
João XXI confirmou a anulação que o seu antecessor, Adriano V, tinha feito do decreto relativo às eleições papais. Em Portugal, o papa advogou também a imunidade eclesiástica, contra o desejo dos senhores temporais.
Neste papado sobressaíram as medidas que visavam a implantação da autoridade do sucessor de São Pedro por toda a Cristandade e a instigação de uma nova cruzada. Assim, foi efetuada uma tentativa de continuar as negociações que Gregório X entabulara com o imperador bizantino Miguel VIII e com o clero oriental. Contudo, a posição flexível de Gregório X não tinha sido tomada pelos pontífices que o sucederam, tendo os ultimatos feitos a Bizâncio antes do papado de João XXI criado uma atmosfera de reticência e frieza.
Pedro Hispano mandou, em 1277, fazer um levantamento da matéria ensinada na Universidade de Paris que poderia ser considerada materialista, uma vez que o estudo de Aristóteles, levado ao extremo, poderia transmitir esta noção. O resultado foi desanimador, uma vez que ascendia ao número de duzentas e dezanove as teses com este cariz.
João XXI faleceu a 20 de Maio de 1277, após ter ficado gravemente ferido num desastre na Catedral de Viterbo, cujas obras acompanhava, não sobrevivendo aos ferimentos sofridos na derrocada dos aposentos em que se encontrava.
Da sua vasta obra escrita merece ser destacado o livro Summulae Logicales (Súmulas de Lógica), uma sistematização da lógica clássica

Fontes: In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/09/20-de-setembro-de-1276-o-portugues.html?spref=fb&fbclid=IwAR3fLVWdrA4IqrN4XCBszUn5jXhZDX-SzhOUE6wk3Wcmlw7WC7Q--0xTd0Y
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6.913.(15seTEMbro2018.9.9') Marco Polo

Nasceu a 15SETE1254...
e morreuem 1324
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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Marco_Polo
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 "Eu não contei a metade do que vi."
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15 de Setembro de 1254: Nasce o explorador veneziano Marco Polo

Marco Polo foi um dos primeiros europeus a viajar para a Ásia na Época Medieval. Durante a sua viagem de 24 anos ao longo da Rota da Seda  atingiu a China e Mongólia, onde se tornou um confidente de Kublai Khan.
A história da sua viagem é contada no livro "Il Milione" ("Um Milhão"), mais conhecido como "As Viagens de Marco Polo". As aventuras de Polo influenciaram cartógrafos europeus e inspiraram Cristóvão Colombo.
Marco Polo nasceu por volta de 1254 numa família rica de comerciantes venezianos, embora a data e a localização exacta do seu nascimento não possam ser confirmados. O seu pai, Niccolo, e o seu tio Maffeo eram comerciantes de jóias de sucesso. Os irmãos Niccolo e Maffeo tinha alcançado a China durante as suas viagens. Eles conheceram o mongol Kublai Khan líder da sua corte, em Pequim. Kublai Khan, neto do grande conquistador Genghis Khan, manifestou interesse no cristianismo e pediu que os irmãos Polo retornassem a Roma para falar com o papa em seu nome. Khan queria que o papa enviasse os irmãos Polo de volta a Pequim com água benta e 100 sacerdotes.
Quando Marco tinha 15 anos, o seu pai e tio voltaram para casa. Embora o papa não tenha atendido ao seu pedido, os irmãos Polo decidiram voltar para a Ásia. Desta vez, eles levaram o jovem Marco de 17 anos de idade com eles.
A viagem levou três a quatro anos e foi repleta de dificuldades e de aventuras. Marco Polo contraiu uma doença e foi forçado a refugiar-se nas montanhas do norte do Afeganistão por um alargado período de tempo.  
Finalmente, os Polo chegaram a Pequim e encontraram Kublai Khan, no seu palácio de verão, Xanadu, uma gloriosa estrutura de mármore e ouro que encantou o jovem Marco. Marco interessou-se pela cultura chinesa, aprendendo rapidamente a língua e tomando nota dos costumes. Kublai Khan ficou impressionado e acabou por nomear Marco para o cargo de enviado especial.
Esta posição permitiu a Marco viajar para os confins da Ásia - regiões como o Tibete, Birmânia e Índia, lugares que os europeus nunca antes tinham visto. Ao longo dos anos, Marco foi promovido a governador de uma grande cidade chinesa, como inspector fiscal em Yaznhou, e teve assento oficial no Conselho Privado de Khan. 
Os Polo ficaram na China durante 17 anos, acumulando riquezas vastas de jóias e ouro. Quando decidiram retornar a Veneza, o Khan infeliz pediu para que eles escoltassem uma princesa mongol para a Pérsia, onde ela iria casar-se com um príncipe. Durante a viagem de regresso de dois anos por mar, através do Oceano Índico, os 600 passageiros e membros da tripulação morreram. 
No momento em que chegaram a Ormuz na Pérsia e deixaram a princesa, apenas 18 pessoas permaneciam vivas a bordo. O príncipe prometido, também foi morto, de modo que os Polo tiveram que permanecer na Pérsia até ser encontrado um pretendente apropriado para a princesa. Eventualmente, os Polo conseguiram voltar para Veneza. Depois de ter estado fora durante 24 anos, as pessoas não os reconheceram e os Polo tiveram que se esforçar para falar italiano.


Três anos depois de voltar a Veneza, Marco Polo assumiu o comando de um navio de Veneza numa guerra contra  Génova. Ele foi capturado e, ao ser mantido numa prisão genovesa, ele conheceu o companheiro de prisão e romancista Rustichello. Ele contou as suas aventuras a Rustichello que realizou a obra "Livros das maravilhas do mundo",  mais conhecidos em português como "As Viagens de Marco Polo".




A obra foi um grande sucesso, embora muitos leitores questionassem a fiabilidade de Marco Polo. Alguns questionaram se Polo foi mesmo para a China ou se tudo era fruto da sua imaginação. Polo ficou com o livro, iniciou um negócio, casou e teve três filhas. Quando estava no seu leito de morte, em 1324, exortaram-no a admitir que o livro era ficção, tendo ele proclamado: "Eu não contei a metade do que vi."




Embora nenhuma versão oficial do livro de Polo exista, pesquisadores e historiadores nos séculos posteriores têm verificado muito do que ele relatou. É geralmente aceite que ele relatou fielmente o que podia, apesar de alguns relatos provavelmente virem de outros que conheceu ao longo do caminho. Independentemente disso, a informação no seu livro provou ser vital para a compreensão geográfica europeia e inspirou inúmeros exploradores - incluindo Cristóvão Colombo, que, diz-se, levou uma cópia do livro de Polo com ele em 1492, quando descobriu a América.
wikipedia (Imagens)
Ficheiro:NoccoloAndMaffeoPoloWithGregoryX.JPG
Niccolò e Maffeo Polo entregam uma carta de Kublai Khan ao papa Gregório X em 1271 - Autor desconhecido 
Ficheiro:Travels of Marco Polo.png
Mapa da viagem de Marco Polo


 Arquivo: Marco Polo portrait.jpg
Marco Polo


Arquivo: Marco Polo - traje tartare.jpg
Marco Polo vestindo a roupa de tártaro - Hermanus van Grevenbroeck

Arquivo: Marco Polo, Il Milione, capítulo CXXIII e CXXIV.jpg
O Livro das Aventuras de Marco Polo https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/15-de-setembro-de-1254-nasce-o.html
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08 de Janeiro de 1324: Morre o viajante e mercador Marco Polo

Marco Polo foi um dos primeiros europeus a viajar para a Ásia na Época Medieval. Durante a sua viagem de 24 anos ao longo da Rota da Seda  atingiu a China e Mongólia, onde se tornou um confidente de Kublai Khan.
A história da sua viagem é contada no livro "Il Milione" ("Um Milhão"), mais conhecido como "As Viagens de Marco Polo". As aventuras de Polo influenciaram cartógrafos europeus e inspiraram Cristóvão Colombo.
Marco Polo nasceu por volta de 1254 numa família rica de comerciantes venezianos, embora a data e a localização exacta do seu nascimento não possam ser confirmados. O seu pai, Niccolo, e o seu tio Maffeo eram comerciantes de jóias de sucesso. Os irmãos Niccolo e Maffeo tinha alcançado a China durante as suas viagens. Eles conheceram o mongol Kublai Khan líder da sua corte, em Pequim. Kublai Khan, neto do grande conquistador Genghis Khan, manifestou interesse no cristianismo e pediu que os irmãos Polo retornassem a Roma para falar com o papa em seu nome. Khan queria que o papa enviasse os irmãos Polo de volta a Pequim com água benta e 100 sacerdotes.
Quando Marco tinha 15 anos, o seu pai e tio voltaram para casa. Embora o papa não tenha atendido ao seu pedido, os irmãos Polo decidiram voltar para a Ásia. Desta vez, eles levaram o jovem Marco de 17 anos de idade com eles.
A viagem levou três a quatro anos e foi repleta de dificuldades e de aventuras. Marco Polo contraiu uma doença e foi forçado a refugiar-se nas montanhas do norte do Afeganistão por um alargado período de tempo.  
Finalmente, os Polo chegaram a Pequim e encontraram Kublai Khan, no seu palácio de verão, Xanadu, uma gloriosa estrutura de mármore e ouro que encantou o jovem Marco. Marco interessou-se pela cultura chinesa, aprendendo rapidamente a língua e tomando nota dos costumes. Kublai Khan ficou impressionado e acabou por nomear Marco para o cargo de enviado especial.
Esta posição permitiu a Marco viajar para os confins da Ásia - regiões como o Tibete, Birmânia e Índia, lugares que os europeus nunca antes tinham visto. Ao longo dos anos, Marco foi promovido a governador de uma grande cidade chinesa, como inspector fiscal em Yaznhou, e teve assento oficial no Conselho Privado de Khan. 
Os Polo ficaram na China durante 17 anos, acumulando riquezas vastas de jóias e ouro. Quando decidiram retornar a Veneza, o Khan infeliz pediu para que eles escoltassem uma princesa mongol para a Pérsia, onde ela iria casar-se com um príncipe. Durante a viagem de regresso de dois anos por mar, através do Oceano Índico, os 600 passageiros e membros da tripulação morreram. 
No momento em que chegaram a Ormuz na Pérsia e deixaram a princesa, apenas 18 pessoas permaneciam vivas a bordo. O príncipe prometido, também foi morto, de modo que os Polo tiveram que permanecer na Pérsia até ser encontrado um pretendente apropriado para a princesa. Eventualmente, os Polo conseguiram voltar para Veneza. Depois de ter estado fora durante 24 anos, as pessoas não os reconheceram e os Polo tiveram que se esforçar para falar italiano.
Três anos depois de voltar a Veneza, Marco Polo assumiu o comando de um navio de Veneza numa guerra contra  Génova. Ele foi capturado e, ao ser mantido numa prisão genovesa, ele conheceu o companheiro de prisão e romancista Rustichello. Ele contou as suas aventuras a Rustichello que realizou a obra "Livros das maravilhas do mundo",  mais conhecidos em português como "As Viagens de Marco Polo".
A obra foi um grande sucesso, embora muitos leitores questionassem a fiabilidade de Marco Polo. Alguns questionaram se Polo foi mesmo para a China ou se tudo era fruto da sua imaginação. Polo ficou com o livro, iniciou um negócio, casou e teve três filhas. Quando estava no seu leito de morte, em 1324, exortaram-no a admitir que o livro era ficção, tendo ele proclamado: "Eu não contei a metade do que vi."
Embora nenhuma versão oficial do livro de Polo exista, pesquisadores e historiadores nos séculos posteriores têm verificado muito do que ele relatou. É geralmente aceite que ele relatou fielmente o que podia, apesar de alguns relatos provavelmente virem de outros que conheceu ao longo do caminho. Independentemente disso, a informação no seu livro provou ser vital para a compreensão geográfica europeia e inspirou inúmeros exploradores - incluindo Cristóvão Colombo, que, diz-se, levou uma cópia do livro de Polo com ele em 1492, quando descobriu a América.


wikipedia (Imagens)
Ficheiro:NoccoloAndMaffeoPoloWithGregoryX.JPG
Niccolò e Maffeo Polo entregam uma carta de Kublai Khan ao papa Gregório X em 1271 - Autor desconhecido 
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Mapa da viagem de Marco Polo


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Marco Polo
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14/09/2018

3.693.(14seTEMbro2018.9.9') Isadora Duncan

Nasceu a
e morreu a
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O filme que vi sobre ela
foi dos mais impressionantes
na minha juventude...Vou tentar encontrá-lo...Aqui está:

Isadora 1968 - Vanessa Redgrave - HD

 https://www.youtube.com/watch?v=yBpROxokGRw
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Biografia
Isadora Duncan era o nome artístico de Dora Angela Duncanon. Precursora da dança moderna, ela propôs uma dança livre de espartilhos, meias e sapatilhas de ponta, apresentando-se com trajes esvoaçantes, cabelos soltos e pés descalç... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/biografias/isadora-duncan.htm?cmpid=copiaecola
 https://educacao.uol.com.br/biografias/isadora-duncan.htm
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14 de Setembro de 1927: A Bailarina Isadora Duncan morre em acidente de carro

 https://www.youtube.com/watch?v=mKtQWU2ifOs
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 Isadora morreu em um acidente de carro conversível, quando a sua echarpe ficou presa a uma das rodas, estrangulando-a. Durante anos uma amiga disse que as últimas palavras proferidas antes de entrar no carro conduzido por um jovem, foram: "Adeus, amigos! Vou para a glória.", tendo anos depois rectificado que eram "Adeus amigos. Vou para o amor". A sua intenção era que Isadora fosse recordada com uma frase mais elegante que aquela que realmente proferiu. Foi sepultada no Cemitério do Père-Lachaise, Paris na França
 https://www.youtube.com/watch?v=n7yIC7I0TJM
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https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/14-de-setembro-de-1927-bailarina.html
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27 de Maio de 1877: Nasce a Bailarina Isadora Duncan

Angela Isadora Duncan foi uma bailarina norte-americana, nascida a 27 de Maio de 1877 e falecida a 14 de Setembro de 1927, era filha de imigrantes irlandeses. Começou a dançar aos 14 anos. Não tendo seguido qualquer curso de dança clássica, rejeitou a técnica académica, que não podia executar por falta de preparação. Assim, deu início a um estilo próprio, a que chamou "dança livre" por não estar sujeita a regras, exprimindo apenas as emoções. Defendeu que na dança tudo o que não fosse natural deveria ser abolido. As suas coreografias eram inspiradas pelas figuras das dançarinas nos vasos gregos vistos por Isadora segundo algumas fontes, no Museu do Louvre, já outras fontes informam que tais vasos foram vistos pela bailarina no museu britânico.
Apresentou-se na Europa na viragem do século, obtendo grande sucesso. A simplicidade das suas danças surgiu como algo de novo no meio artístico saturado do fim do século XIX. É considerada a precursora da dança moderna.
Isadora morreu num acidente de automóvel quando viajava num carro descapotável e a sua echarpe ficou presa a uma das rodas, estrangulando-a. Durante anos uma amiga disse que as últimas palavras proferidas antes de entrar no carro conduzido por um jovem, foram: "Adeus, amigos! Vou para a glória.", tendo anos depois rectificado que eram "Adeus amigos. Vou para o amor". A sua intenção era que Isadora fosse recordada com uma frase mais elegante que aquela que realmente proferiu .
Fontes:Isadora Duncan. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012
wikipedia (Imagens)


Arquivo: Isadora Duncan portrait.jpg

Isadora Duncan

Arquivo: Isadora Duncan 1.jpg
Isadora Duncan numa pose de inspiração grega
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