25/10/2018

7.431.(25ouTUbro2018.11.11') João de Barros, pedagogo republicano

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Nasceu 4feVER1881...Figueira da Foz
e morreu a 25ouTUbro1960
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 Seu pai, Visconde da Marinha Grande...
Enquanto escritor, publicou obras relevantes em diferentes vertentes, tais como:
poética, educacional, crítica literária, relações Portugal
-
Brasil, dentre outras. No campoda poesia destacam-se:
Versos (1897), Algas (1898),Terra Florida (1909), Anteu (1912) e
Sísifo (1924). No debate sobre a questão educacional: A Escola e o Futuro (1908), A Reforma da Instrução Pública (1911), A
República e a Escola (1914), Educação Republicana e Educação e Democracia (1916).
Sobre a literatura: O Povo na Literatura Portuguesa (1931), Pequena História da Poesia Portuguesa: esboço da sua
evolução (1941) e Presenças Eternas (1943). Contribuiu, ainda, ao fazer adaptações de clássicos da literatura para
crianças, tais como: Os Lusíadas Contados às Crianças e Lembrados ao Povo (1930), A Odisseia de Homero (1933); Viriato
Trágico (1940), A Eneida de Virgílio...
  Rogério Fernandes teceu as seguintes considerações:
“João de Barros foi uma das figuras de maior projecção durante a
Primeira República, na esfera das questões educacionais, sobretudo
nos sectores do ensino primário e secundário. Os livros que publicou
sobre a matéria e as responsabilidades públicas que assumiu nesse
domínio, devido aos cargos oficiais que ocupou no respectivo
Ministério, tornaram a sua obra e a sua acção num documento
significativo de uma das épocas mais importantes e decisivas da
História da Instrução Pública no nosso País” (idem: 12).
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Após assumir o cargo, o pedagogo tomou algumas medidas importantes, dentre as quais: a abolição do ensino religioso nas escolas primárias e normais primárias, o apoio à ação alfabetizadora das escolas móveis
 e a criação de estações escolares ao ar livre
http://www.uniube.br/eventos/epeduc/2015/completos/73.pdf
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João de Barros, pedagogo republicano




Amanhã, ocorre o 50.º aniversário da morte de João de Barros, pedagogo republicano, poeta e pioneiro da aproximação luso-brasileira.

Nascido na Figueira da Foz em 1881, formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Cedo enveredou pela carreira docente, sendo professor de Português e Francês em vários liceus: Coimbra, Porto e Lisboa.

Distinguiu-se, sobretudo, como pedagogo associado ao movimento da Escola Nova e às reformas republicanas da Educação.

Afastado da vida política pela Ditadura, instituída na sequência do golpe militar de 1926, e pelo Estado Novo, ardilmente edificado por Oliveira Salazar, manteve-se, no entanto, toda a vida fiel aos princípios republicanos e democráticos.

Participou em várias manifestações da Oposição. Em 1945, aderiu ao Movimento de Unidade Democrática. Apoiou as candidaturas à Presidência da República de Norton de Matos e Humberto Delgado. A partir de 1952, no Diário de Lisboa, tanto quanto lhe foi permitido pela Censura, continuou a sua doutrinação pedagógica em prol da educação como factor de progresso social e civilizacional.

Morreu em Lisboa a 25 de Outubro de 1960. O Diário de Notícias da Madeira noticiou o seu falecimento na primeira página, apresentando breve resenha da sua vida e obra e exaltando a sua qualidade de «grande democrata».



Um homem novo

Em 1907, como bolseiro, João de Barros, acompanhado por João de Deus Ramos, empreendeu, durante quase um ano, uma viagem de estudo com fins pedagógicos a Espanha, França, Inglaterra e Bélgica. A visita a reputados estabelecimentos de diversos graus de ensino permitiu-lhe conhecer experiências pedagógicas inovadoras. De salientar a sua presença na Institución Libre de Enseñanza, onde leccionava Alice Pestana (1860-1929), de ascendência madeirense, com quem manteve relações de amizade.

Do relatório desta missão nasceu o livro A Escola e o Futuro: notas sobre Educação, publicado em 1908. Nesta obra, deu conta das impressões e ensinamentos da viagem pedagógica que realizou. Igualmente, desenvolveu a ideia de futuro, com novos homens, novos cidadãos: uma humanidade mais perfeita, «capaz de viver no futuro, sem o peso dos nossos preconceitos, dos nossos sentimentos, das nossas ideias».

O educador, por conseguinte, não deveria «dar ao Futuro almas do passado, almas como as nossas, vivendo do que já viveu, tremendo do que já não existe: – mas energias livres, indomadas, virgens – e aptas a tornar mais belas, e mais intensas e mais complexas as ideias, as lutas, as ambições desse Futuro, que há-de ser o seu presente.»

João de Barros preconizava uma educação integral – uma educação nova – que possibilitasse o desenvolvimento harmonioso de todas as faculdades e todas as energias da criança.

Condenava o jesuitismo, que ainda dominava o ensino, originando meninos prodígios que depois se transformavam em «homens sem inteligência, sem iniciativa, sem amor ao estudo e ao trabalho».

Defendia, portanto, a escola laica com uma educação capaz de criar um homem novo, com bom desenvolvimento físico e moral (moral laica), com competências para o exercício da cidadania, orientada pelos princípios republicanos da Liberdade, Igualdade e Solidariedade.

Para João de Barros, o homem novo era o cidadão republicano que havia beneficiado da educação integral: um cidadão trabalhador, feliz, patriota, de carácter progressista, bom, solidário, altruísta, ou seja, dotado de um conjunto de elevadas virtudes, que a utopia do seu ideário pedagógico comportava.

Em 1909, publicou o folheto João de Deus, o único educador nacional que apresentara como comunicação no II Congresso Pedagógico, promovido pela Liga Nacional de Instrução em Abril desse ano. Neste estudo, sustentava que a Cartilha Maternal constituía uma base para a remodelação geral do sistema de ensino, acentuando a forte relação entre o professor e o método: «se não há bons métodos sem bons professores, não há também bons professores sem métodos bons».

Estes dois trabalhos colocaram João de Barros «no âmago da batalha republicana pela escola», segundo a feliz expressão do saudoso Professor Rogério Fernandes (1933-2010).



João de Barros e a República

Dez dias depois da implantação da República em Portugal, João de Barros foi chamado a integrar uma comissão que haveria de elaborar o Regulamento para a instrução militar preparatória. Esta seria uma das várias missões, no domínio da Educação, que desempenhou em diferentes governos da I República, desde chefe de repartição, a secretário-geral ou director-geral do Ministério da Instrução Pública.  

Contudo, o seu nome e o de João de Deus Ramos ficaram, sobretudo, ligados à Reforma da Instrução Primária de 29 de Março de 1911, arquitectada de forma ideal, mas longe de ser cumprida.

No Preâmbulo deste diploma, pode ler-se:

Educar uma sociedade é fazê-la progredir, torná-la um conjunto harmónico e conjugado das forças individuais, por seu turno desenvolvidas em toda a plenitude. E só se pode fazer progredir e desenvolver uma sociedade fazendo com que a acção contínua, incessante e persistente da educação, atinja o ser humano sob o tríplice aspecto: físico, intelectual e moral.
Portugal precisa de fazer cidadãos, essa matéria-prima de todas as pátrias e, por mais alto que se afirme a sua consciência colectiva, Portugal só pode ser forte e altivo no dia em que, por todos os pontos do seu território, pulule uma colmeia humana, laboriosa e pacífica, no equilíbrio conjugado da força dos seus músculos, da seiva do seu cérebro e dos preceitos da sua moral.

Apesar de João de Barros e João de Deus Ramos terem acusado o ministro António José de Almeida de publicar no Diário do Governo um decreto diferente da sua proposta, e que havia sido já discutida e aceite, verdade é que, na sua essência, este preâmbulo tal como as disposições legais revelam o pensamento dos seus autores, no que diz respeito à instrução primária.

O Decreto de Março de 1911 regulava ainda os ensinos infantil e normal. Para o ensino primário, foram definidos três escalões, sendo o elementar, com a duração de três anos e sujeito a exame final, obrigatório e gratuito para ambos os sexos, o que constitui uma medida notável na implementação da instrução pública no nosso país.
Na bibliografia do nosso autor, é de salientar A Nacionalização do Ensino (1911), A República e a Escola (1914), Educação Republicana (1916) e Educação e Democracia (1916), obras fundamentais para a compreensão da pedagogia democrática e republicana. Mas igualmente, há que ter em conta a sua colaboração na revista A Escola Nova, da qual foi redactor, e Atlântida, que fundou com João do Rio (Paulo Barreto), bem como a sua ligação ao movimento Renascença Portuguesa (jornal Vida Portuguesa e revista A Águia) e ao grupo da Seara Nova.
De acordo com João de Barros, a República tomou a educação e a instrução como «duas bandeiras de batalha», porque tinha consciência de que «sem instruir as novas gerações, dentro dum critério republicano, que seja ao mesmo tempo um critério pedagógico, ninguém poderá garantir o futuro da República e da Pátria.»



Para as crianças e o povo

Finalmente, e no âmbito das suas preocupações pedagógicas, em especial a promoção da leitura e o combate ao analfabetismo, é justo mencionar o empenho de João de Barros na divulgação de obras clássicas, em adaptações para a infância, a juventude e o povo, como Os Lusíadas, A Odisseia, A Ilíada e A Eneida, com sucessivas edições desde a década de 1930 até à actualidade. Com idênticas preocupações, publicou também uma adaptação livre das Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.



Diário de Notícias, Revista Mais,

Funchal, 24-30 de Outubro de 2010, pp. 20-21
 https://passosnacalcada.wordpress.com/2010/10/24/joao-de-barros-pedagogo-republicano/
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24/10/2018

5.049.(24ouTUbro2018.9.9') Arqueologia Marítima...Achados Submersos

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24seTEMbro2018
 Câmara de Cascais apresenta esta segunda-feira os vestígios da Nau da Carreira da Índia que terá naufragado na foz do Tejo nos finais do século XVI.
 
 
Os responsáveis pela descoberta da Nau da Carreira da Índia ao largo de Cascais consideram que este é "um dos mais importantes achados das últimas décadas em Portugal".
A equipa de arqueólogos da Câmara de Cascais localizou a Nau junto ao ilhéu do Bugio, no Rio Tejo, "em perfeito estado de conservação", como explica à TSF o diretor científico do Projeto da Carta Arqueológica Subaquática de Cascais.
"É um achado importantíssimo para a arqueologia subaquática nacional. Estamos a falar de uma Nau da Carreira da Índia porque tem restos de pimenta e tem canhões em bronze", disse Jorge Freire que espera que o achado fique em Cascais.
Sobre essa possibilidade, a autarquia vai trabalhar em conjunto com os especialistas, como garante o presidente da Câmara.
Na TSF, Carlos Carreiras revela ainda a criação de uma escola de arqueologia subaquática, que terá como objetivo formar os novos especialistas na área.
https://www.tsf.pt/sociedade/interior/descoberta-da-nau-em-cascais-e-um-dos-achados-mais-importantes-das-ultimas-decadas-9898698.html
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Descoberta Nau da Carreira da Índia naufragada ao largo de Cascais

Uma equipa de arqueólogos da Câmara Municipal de Cascais, do Projeto Municipal da Carta Arqueológica Subaquática do Litoral, descobriu uma nau que terá naufragado entre 1575 e 1625, e que é considerada a "descoberta do século", segundo o município.

 

Uma nau que terá naufragado entre 1575 e 1625 foi agora descoberta por uma equipa de arqueólogos da Câmara Municipal de Cascais. A descoberta, feita num mergulho junto ao ilhéu do Bugio, no rio Tejo, no passado dia 3 de Setembro, resultou do Projecto da Carta Arqueológica Subaquática de Cascais (ProCASC), aprovado pelo município em 2005, e que tem por objectivo recolher todo o tipo de informação histórica, numa campanha de investigação subaquática. Em declarações à agência Lusa, o director científico do ProCASC, Jorge Freire, explicou que os vestígios da nau foram encontrados a uma profundidade média de 12 metros, junto ao Bugio, e abrangem uma área aproximada de 100 metros de comprimento por 50 metros de largura.



“Vê-se o escudo de Portugal, a esfera armilar, portanto, por aí, estamos seguramente a falar de um achado de desígnio nacional muito semelhante àquilo que foi a Nossa Senhora dos Mártires [uma nau portuguesa também do Caminho das Índias, descoberta em 1994], utilizada como motivo da Expo98, só com uma diferença, porque esta está em melhor estado de conservação, daquilo que nos é possível ver à superfície. A área também é muito maior do que foi exumado na Nossa Senhora dos Mártires”, afirmou o director e mergulhador do projecto.

Alguns dos artefactos, que estavam em perigo de ser perdidos, foram recolhidos e colocados em água nas reservas municipais, informou a autarquia. Entre eles é possível encontrar faiança, pimenta da Índia e uma tampa em bronze.
Segundo Jorge Freire, esta descoberta é “diferente das outras”, uma vez que foi feita em “ambiente científico”.
“A maior parte das descobertas no país foram feitas por achado fortuito. A maior parte das descobertas em Cascais, e esta em particular, foram feitas em ambiente científico. O que estamos a fazer neste momento é mapear todos os achados que estão à superfície, para termos um diagnóstico daquilo que está visível, para ver qual a evolução do sítio em termos de sedimentação, e perceber a própria dinâmica do sítio”, esclareceu.

Para o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras (PSD), em declarações à agência Lusa, esta é “uma das descobertas arqueológicas mais significativas da última década”: “O reconhecimento feito pela própria comunidade científica de que se trata da descoberta da década, do século, em termos de arqueologia marítima, é para nós uma grande satisfação. [Assim como] a possibilidade de a termos feito também em conjunto, num programa que não envolve só a Marinha Portuguesa como a Direcção-Geral do Património Cultural, a Câmara Municipal de Cascais e os técnicos da Câmara Municipal de Cascais, assim como a Universidade Nova de Lisboa”, afirmou Carlos Carreiras.

Segundo o director do ProCASC “brevemente” a nau irá transformar-se num campo-escola, para a formação académica de alunos das universidades. “Temos uma ausência de campos para formar arqueólogos e ela [nau] vai ser transformada, nesse sentido [num campo-escola], porque está lá a nau e um conjunto de navios de outras cronologias muito perto deste sítio, que também necessitam de ser intervencionados, e vamos juntar-nos num planeamento. Temos um programa pré-definido para isto, que terá subjacente este campus universitário. Em breve estará em funcionamento”, acrescentou.
De acordo com Jorge Freire, o campo-escola será criado através da Cátedra UNESCO “O Património Cultural dos Oceanos”, tutelada pelo Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, em parceria com a Marinha Portuguesa e a Direcção-Geral do Património Cultural.
FONTE LUSA/PUBLICO.PT
https://aggm.pt/descoberta-nau-da-carreira-da-india-naufragada-ao-largo-de-cascais/
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23ouTUbro2018

Navio mais antigo do mundo descoberto intacto no fundo do Mar Negro

Uma equipa de investigadores encontrou o navio intacto mais antigo do mundo, protegido do tempo a dois quilómetros da superfície da água. A embarcação, que parece ser de comércio e grega, permaneceu intocada durante mais de 2.400 anos.

Tem 23 metros de comprimento e conserva o mastro, o leme e os bancos em que sentavam os remadores. Estava a 1,6 quilómetros do nível do mar, e a falta de oxigénio a essa profundidade impediu que se deteriorasse. A descoberta foi feita ao largo da costa da Bulgária.
"Um navio do mundo clássico que sobreviveu intacto, protegido a dois quilómetros do nível da água, é algo que eu nunca pensei que fosse possível", afirmou Jon Adams, o investigador principal do Projecto de Arqueologia Marítima do Mar Negro (Black Sea Maritime Archaeology Project), que permitiu a descoberta. "Isto vai mudar o nosso entendimento da construção de navios e da navegação no mundo antigo."
Antes desta descoberta, só se tinha visto um navio destes em "cerâmica antiga grega como o Vaso das Sereias no Museu Britânico". Nesse objecto, vê-se Ulisses numa embarcação a passar pelas sereias, a que só consegue resistir por estar preso ao mastro.

Vaso de Ulisses
Os investigadores tencionam deixar o navio onde foi encontrado, mas retiraram-lhe um pequeno pedaço que foi sujeito a datação por carbono pela Universidade de Southampton. Os resultados revelaram que é "o mais antigo navio intacto conhecido pela Humanidade".
Todos os dados acerca da descoberta serão revelados numa conferência em Londres ainda esta semana. A embarcação é uma entre 60 encontradas pela equipa internacional de arqueólogos marítimos, cientistas e investigadores do Projecto de Arqueologia Marítima do Mar Negro, que há três anos investigam as profundezas do Mar Negro.



http://www.sabado.pt/vida/detalhe/navio-mais-antigo-do-mundo-descoberto-intacto-no-fundo-do-mar-negro?fbclid=IwAR0rEXYGLvSVOUVJdpSNIqB5-cRgR1hTLSpHtQkqkx2ajT26ZQOhIpQ_xpc
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22/10/2018

7.303.(22ouTUbro2018.11.11') Peter Francisco

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Pedro Francisco Machado
Nasceu a 9jul1760...Porto Judeu...Ilha Terceira
e morreu a 16jan1831...
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Ver filme que vai ser rodado...

O filme sobre Peter Francisco o Açoriano Herói na Guerra da Independência dos Estados Unidos, já está em Produção !



Está em fase de pré-produção um filme sobre Pedro Francisco, herói da Guerra da Independência dos Estados Unidos da América, que hoje se considera ter nascido no Porto Judeu, na ilha Terceira. No dia dois do próximo mês, Travis Bowman, descendente em sétima geração de Pedro Francisco e produtor, apresenta o ator Brian P Wade como protagonista do filme, numa conferência de imprensa que decorrerá na freguesia. Segundo Francisco Cardoso, que tem acompanhado este processo, a História prova que esta figura existiu. Pedro de Merelim escreveu sobre o caso.

Os registos batem certo. “O filme está todo planeado, vão agora apurar o que se pode ou não filmar cá”, resumiu. Pedro Francisco terá sido raptado da sua casa no Porto Judeu, não se sabe bem por que motivo. Os relatos oscilam desde uma vingança pessoal, ligada a negócios, até à própria família o ter enviado para os Estados Unidos, para garantir a sua segurança.

Teria havido uma ofensa ao Rei, que mereceria uma retaliação. Outra versão conta que o rapaz foi raptado, no dia de bodo de 1765, por piratas. O certo, avança Francisco Cardoso, é que Pedro Francisco, então com cinco anos, terá sido encontrado num cais na Virgínia. Depois de dormir por lá alguns dias, foi leva- do para casa de fazendeiros, onde se tornou ferreiro. Com 17 anos e uma estatura física impressionante, alistou-se no exército. Tornou-se um dos maiores heróis de guerra celebrados pelos americanos.

Uma curiosidade é ter recebido uma espada, mandada fazer por George Washington, com 1,80 metros de comprimento total e uma lâmina que se estendia por 1,50 metros. O terceirense e a sua espada ganha- ram estatuto de lenda na batalha de Guilford Court House. História ignorada Para Francisco Cardoso, o mais contraditório em todo este processo de preparação do filme é os terceirenses não terem acarinhado a iniciativa.

A maioria da população desconhece Pedro Francisco e as entidades oficiais, diz, também se têm colocado de parte. Não tem dúvida, porém, de que o filme se fará. Primeiro, porque a história é apaixonante. Depois, “por- que os americanos vão longe” pelos seus heróis. “É pena que ninguém perceba isto, mesmo em termos de potencial turístico”, lamenta.

in DI
 http://www.iloveazores.net/2018/10/o-filme-sobre-peter-francisco-o.html
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 Pedro Francisco Machado, conhecido como Peter Francisco nos Estados Unidos da América, nasceu no dia 9 de julho de 1760, na freguesia do Porto Judeu, ilha Terceira. Foi um dos heróis da Guerra da Independência dos Estados Unidos.

Conhecido como “O Gigante da Virgínia”, “Gigante da Revolução” ou “Hércules da Revolução”, lutou ao lado de George Washington e do Marquês de Lafayette, tendo sofrido vários ferimentos em combate, na defesa da independência dos Estados Unidos da América.

A lenda de Peter Francisco tem início nas docas de City Point, Virgínia, a 23 de Junho de 1765. Na tarde desse dia, Peter Francisco, ainda criança, é encontrado sozinho e a chorar. Sem nada que o identificasse (apenas uma fivela do cinto com as iniciais P.F.) e após se acalmar, conseguiu contar de que forma tinha ali chegado. Supostamente a criança encontrava-se a brincar com a sua irmã quando foram raptados por dois homens (piratas). A sua irmã conseguiria escapar, mas Peter Francisco
seria levado para um barco, que o transportaria até City Point.

Peter Francisco foi acolhido pelo juiz Anthony Wiston, de Buckingham County. Quando atingiu a idade suficiente para trabalhar aprendeu o ofício de ferreiro, devido ao seu tamanho e força – cerca de 2 metros de altura e 120 kg de peso.

Com apenas 16 anos, alistou-se no 10.º Regimento da Virgínia. Em setembro de 1777, serviu sob o comando do General George Washington em Brandywine Creek, Pensilvânia, ande as forças dos colonos tentaram deter o avanço de 12.550 soldados britânicos. Muitos historiadores afirmam que foi nesta batalha que Peter Francisco salvou a vida do General Washington.

Embora não se saiba se passou a ser guarda-costas de George Washington ou continuou como mero soldado que lutava ao seu lado, foi o próprio General que determinou a confeção de uma espada especial para Peter, adequada ao seu tamanho. Esta espada aterrorizava os britânicos. Washington afirmou, referindo-se a Peter Francisco: "Sem ele teríamos perdido duas batalhas cruciais, provavelmente a guerra e, com ela, a nossa liberdade. Ele era verdadeiramente um Exército de um Homem Só."
Após terminar a sua comissão de três anos, voltou a alistar-se. Existem várias lendas sobre os seus feitos em batalha, situações que lhe valeram inúmeras homenagens, entre elas, a criação de um selo dos correios, um parque em New Bedford, Massachusetts, e um monumento em Greensboro, na Carolina do Norte.

Peter Francisco faleceu no dia 16 de janeiro de 1831.


http://www.iloveazores.net/2016/10/peter-francisco-o-acoriano-que-foi.htmlhttp://www.iloveazores.net/2016/10/peter-francisco-o-acoriano-que-foi.html
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21ouTUbro2018
 Nasceu nos Açores mas aos 5 anos foi para os EUA. Tornou-se um homem enorme e foi herói da Revolução Americana. O filme que conta a vida de Peter Francisco vai ser rodado em 2019 também na ilha Terceira


https://www.dn.pt/edicao-do-dia/21-out-2018/interior/peter-francisco-acoriano-que-e-heroi-americano-agora-em-filme-10044609.html?fbclid=IwAR0Br7kTlucvjTqXjCc5_ZCNSWRZE1SXUy8LWjWGlv9kgvwVgLQXMk_xHeY
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7.266.(22ouTUbro2018.10.10') Sarah Bernhardt

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Henriette-Rosine Bernard
Nome à nascença...
22ouTUbro1844...Paris
e morreu a 26mar1923...Paris
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 sarah-bernhardt

" Vida produz vida. Energia cria energia. É gastando a si mesmo que o homem torna-se rico."

"Quem deseja estudar o amor sempre será discípulo."

"A vida gera vida. A energia cria energia. É se dando que a pessoa enriquece."

 https://quemdisse.com.br/especial/faleceu-em-2603-frases-de-sarah-bernhardt/WCY1PDYMK36U6IFTDZ96/
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Outros nomes:Sarah Bernhardtová Henriette Rosine Bernardt , conhecida mundialmente por Sarah Bernhardt, foi uma atriz francesa, considerada por alguns como "a mais famosa atriz da história". Bernhardt fez sua reputação nos palcos da Europa na década de 1870, e logo passou a ser exigida pelos principais palcos do continente e dos Estados Unidos. Conquistou uma fama de atriz dramática, em papéis sérios, ganhando o epíteto de "A Divina Sarah". Seu papel mais marcante foi o da peça A Dama das Camélias de Alexandre Dumas. Visitou o Brasil quatro vezes, as duas primeiras ainda durante o reinado de D. Pedro II. Na última visita, durante uma encenação, sofreu um acidente que lhe gerou sérios problemas em sua perna e que culminou, anos depois, em sua morte. Sarah Bernhardt foi representada em dois filmes brasileiros, O Xangô de Baker Street e Amélia.

Referência: https://citacoes.in/autores/sarah-bernhardt/
Outros nomes:Sarah Bernhardtová Henriette Rosine Bernardt , conhecida mundialmente por Sarah Bernhardt, foi uma atriz francesa, considerada por alguns como "a mais famosa atriz da história". Bernhardt fez sua reputação nos palcos da Europa na década de 1870, e logo passou a ser exigida pelos principais palcos do continente e dos Estados Unidos. Conquistou uma fama de atriz dramática, em papéis sérios, ganhando o epíteto de "A Divina Sarah". Seu papel mais marcante foi o da peça A Dama das Camélias de Alexandre Dumas. Visitou o Brasil quatro vezes, as duas primeiras ainda durante o reinado de D. Pedro II. Na última visita, durante uma encenação, sofreu um acidente que lhe gerou sérios problemas em sua perna e que culminou, anos depois, em sua morte. Sarah Bernhardt foi representada em dois filmes brasileiros, O Xangô de Baker Street e Amélia.

Referência: https://citacoes.in/autores/sarah-bernhardt/
 Sarah Bernhardt foto
 https://citacoes.in/autores/sarah-bernhardt/
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 “Quando a cortina é levantada, o actor deixa de pertencer a si próprio. Ele pertence ao seu carácter, ao seu autor, ao seu público.
 https://kdfrases.com/autor/sarah-bernhardt
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 http://zubavicius.blogspot.com/2010/09/sarah-bernhardt-nasceu-em-paris-na.html
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Uma das mais conhecidas actrizes de teatro de sempre.

Nasceu em Paris, França, a 22 ou 23 de Outubro de 1844;
morreu em Paris, a 26 de Março de 1923.

 
Filha natural de uma famosa cortesã holandesa de origem judia, Judith van Hard e de um estudante de direito francês, Edouard Bernard, que se tornará notário no porto do Havre, foi-lhe dado o nome de Henriette-Rosine Bernard. Como a presença de uma criança interferia com a vida da mãe, foi enviada para uma pensão para raparigas de Auteil e mais tarde deu entrada num convento de Versalhes. Criança difícil e de saúde frágil, converteu-se ao catolicismo, sendo baptizada e fazendo a primeira comunhão em 1856, querendo mais tarde professar e tornar-se freira. Um dos amantes da mãe, o duque de Morny, meio-irmão materno do imperador Napoleão III, decidiu que a rapariga deveria ser actriz, e quando completou 16 anos conseguiu que fosse admitida no Conservatório de Paris.
Não sendo considerada uma estudante muito promissora, Sarah, que admirava alguns dos seus professores, achou que os métodos de ensino da instituição eram antiquados e muito tradicionalistas. Deixou o Conservatório em 1862, com 18 anos, sendo aceite, devido ao empenho do duc de Morny, na Comédie Française, como discípula. Nas três diferentes peças em que teve de entrar, a primeira das quais foi a Iphigénie et Aulide de Racine, em 11 de Agosto de 1862, necessárias para poder passar a  actriz residente, não foi notada pelos críticos. O seu contrato foi cancelado no ano seguinte, devido a ter esbofeteado uma das principais actrizes, que tinha sido um pouco rude com a sua irmã mais nova, Régine.
Passou então a fazer parte do elenco do Thêatre du Gymnase-Dramatique. O período foi de reflexão, devido aos pequenos papéis que lhe atribuíam em peças de pouco interesse, tendo pensado mesmo em abandonar os palcos. É também um período onde os amantes se sucedem, entre os quais o príncipe de Ligne, pai segundo parece do seu único filho, Maurice.
Em 1866, foi contratada pelo Teatro Ódeon, e com a competente companhia residente do teatro e muito trabalho começou a sua ascensão. O seu primeiro sucesso foi no papel de Anna Damby na peça Kean de Alexandre Dumas pai, mas a sua interpretação de Cordélia no Rei Lear, de Shakespeare, já tinha sido notada. Já conhecida como a actriz favorita dos estudantes parisienses, a sua interpretação, em 1869, do trovador Zanetto na peça em um acto e em verso de François Coppée Le Passant, o seu primeiro papel em travesti, teve um imenso sucesso, que a levou a uma representação privada para Napoleão III.
Durante a guerra franco-prussiana de 1870-1871 organizou um pequeno hospital militar nas instalações do teatro. Com o fim da guerra, a deposição de Napoleão III, e a proclamação da República, a actriz, mal vista pelos republicanos, devido às suas conhecidas relações e defesa de personagens do anterior regime, conseguiu o principal papel feminino, o da Rainha Maria, na peça de Victor Hugo Ruy Blas, que tinha acabado de chegar do exílio. A sua actuação encantou as audiências, devido sobretudo ao lirismo da sua voz. Foi a razão da célebre frase de Victor Hugo, que afirmou que a actriz tinha uma «voz de oiro», caracterização que perdurou apesar dos críticos já descreverem a voz de Sarah Bernhardt como sendo prateada, devido à sua parecença com o tom de uma flauta.
Em 1872 deixou o Ódeon e regressou à Comédie-Française, possivelmente devido à intervenção de Hugo. Participou com sucesso na Zaire de Voltaire, mas normalmente os seus papéis eram secundários, até ao momento em que interpretou o papel de Vénus na Phèdre de Racine, substituindo a actriz principal, temporariamente doente. As críticas foram entusiásticas, ainda por cima porque se pensava que Sarah não tinha capacidade de interpretar papéis apaixonados. Mais tarde interpretou a Doña Sol no Hernani de Victor Hugo, de uma maneira que terá levado o autor às lágrimas.
Tendo começado a esculpir e a pintar, exibiu as suas obras de escultura de 1876 a 1881 no Salon de Paris, tendo-lhe sido atribuída uma menção honrosa no primeiro ano. Em 1880 exibiu também uma pintura.
Em 1879, Londres rendeu-se à interpretação de Sarah Bernhardt no segundo acto da Phédre, produzido no Gaiety, durante a exibição da Comédie em Inglaterra. Uma carreira internacional estava à sua disposição, a partir desse momento. Por isso, o regresso às instalações da companhia trouxeram de novo os já famosos ataques de má disposição. O corte com a Comédie deu-se rapidamente, e em 1880 Sarah Bernhardt abandonou a companhia oficial francesa, indo representar em Londres e depois na Dinamarca.
Tendo criado a sua própria companhia, com a ajuda do empresário londrino Jarrett, partiu para os Estados Unidos, acompanhada de uma secretária, um mordomo, dois cozinheiros, duas criadas de quarto e um empregado. Durante dois meses percorrerão cinquenta cidades americanas. Nova Iorque é a primeira cidade americana a vê-la, em 8 de Novembro de 1880. Regressará ao Novo Mundo mais oito vezes. De regresso à Europa actua em todo o lado, tirando a Alemanha. Em Odessa, na terra dos czares, ia sendo cachinada por anti-semitas russos. Mas o czar presta-lhe homenagem pública.
Na década de 80 aparece na sua vida o dramaturgo Victorien Sardou, que escreve para a actriz Fédora (1882), Théodora (1884), La Tosca (1887) e Cléopâtre (1890), dirigindo-a nas suas próprias peças e levando-a a actuar de uma maneira extrovertida, em cenários exóticos e com guarda-roupas riquíssimos, no Teatro de La Porte Saint-Martin, de que a actriz se tinha tornado proprietária. Entretanto casara, em 1882 em Londres, com Jacques Damala, um jovem grego amante da sua irmã mais velha, actor sem talento e drogado notário. O casamento não dura devido à morte do marido.
De 1891a 1893 fez uma digressão mundial que incluiu a Austrália e a América do Sul, para além da América do Norte e as principais capitais europeias. O seus papéis mais populares, para além da Phèdre, são o de Marguérite Gautier na Dama das Camélias de Alexandre Dumas filho e no papel principal na Adrienne Lecouvreur de Eugène Scribe. No fim da digressão, de regresso a Paris, compra o Teatro La Renaissance, que inaugura com a peça de Jules Lemaitre, Les Rois. Em 1896 fez um sucesso com uma adaptação do Lorenzaccio de Alfred de Musset, sendo homenageada oficialmente em Paris, com a realização de uma grande festa e envio de felicitações dos quatro cantos do mundo.
Em 1899 vende o La Renaissance e muda-se para o Théâtre des Nations, que inaugura com La Tosca. Em 1900 inaugura o Thêatre Sarah Bernhardt com a peça de Edmond de Rostand L'Aiglon. Nesse palco representa o bom e o muito mau. As peças medíocres são apresentadas por necessidade financeira ou para retribuição a amigos.
Uma ferida mal curada no joelho direito, provocada por uma queda na última cena da Tosca, durante uma digressão pela América do Sul em 1905, que apanha gangrena obrigou à amputação da perna em 1915. O facto não a impediu de visitar os soldados na frente ocidental durante a Primeira Guerra Mundial, e de, no ano seguinte, voltar aos Estados Unidos para uma extenuante digressão de 18 meses. Em Novembro de 1918 regressou a França, aproveitando o fim da guerra para realizar uma digressão pela Europa.
Em 1920 publicou um romance, Petite Idole, obra com algum interesse, já que a heroína é uma idealização da carreira e das ambições da actriz.
Durante os ensaios finais da peça de Sacha Guitry Un sujet de Roman, desmaiou, recuperando de forma a participar no filme do mesmo autor La Voyante, produzido por Hollywood, e filmado na sua própria casa em Paris, mas durante o qual foi acometida de várias síncopes. Acabou por morrer em Março de 1923. 


Sarah Bernhardt, actriz, dramaturga e escultora, visitou quatro vezes os nossos teatros para representar algumas das peças de maior êxito da sua carreira artística. A imprensa portuguesa deu, então, a conhecer a actriz que se permitia todas as excentricidades: era ousada nas atitudes, foi sustentada por amantes, indignou e fascinou dóceis respeitadores das leis. Não esqueceu, também, a ‘face’ da Sarah que militou contra a pena de morte, foi enfermeira no cerco de Paris, pugnou pela inocência do capitão Dreyfus e defendeu Zola. Depois disso, em 1916, e com os seus presumíveis 72 anos, doente e sem uma perna, foi à frente de batalha recitar Le Vol de la Marseillaise para levantar o moral das tropas. Quando lhe foram pedir para assinar um documento a favor dos direitos das mulheres, lembrou que tinha feito tudo quanto lhe tinha apetecido e não assinou porque “preferia os actos às declarações”.
 http://asreceitasdaavohelena.blogspot.com/2014/04/sarah-bernard-na-realidade-bernhardt.html
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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Sarah_Bernhardt
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22 de Outubro de 1844: Nasce Henriette Rosine, a actriz Sarah Bernhardt.

Sarah Bernhardt nasceu em Paris a 22 de Outubro de 1844. A sua mãe era uma famosa cortesã holandesa de origem judia, Judith van Hard e o seu pai, provavelmente, um estudante de direito francês, Edouard Bernard. Foi-lhe dado à nascença nome de Henriette-Rosine Bernard. Como a presença de uma criança interferia com a vida da mãe, foi enviada para uma pensão para raparigas em Auteil e mais tarde deu entrada num convento em Versalhes. Um dos amantes da mãe, o duque de Morny, meio-irmão materno do imperador Napoleão III, decidiu que a rapariga deveria ser actriz, e quando completou 16 anos conseguiu que fosse admitida no Conservatório de Paris.

Não sendo considerada uma estudante muito promissora, Sarah achou que os métodos de ensino da instituição eram antiquados e muito tradicionais. Deixou o Conservatório em 1862, com 18 anos, sendo aceite, devido ao empenho do duc de Morny, na Comédie Française, como discípula. 

Em 1866, foi contratada pelo Teatro Ódeon, e começou a sua ascensão. O seu primeiro sucesso foi no papel de Anna Damby na peça Kean de Alexandre Dumas pai, mas a sua interpretação de Cordélia no Rei Lear, de Shakespeare, já tinha sido notada. Já conhecida como a actriz favorita dos estudantes parisienses, a sua interpretação, em 1869, do trovador Zanetto na peça em um acto e em verso de François Coppée Le Passant, o seu primeiro papel em travesti, teve um imenso sucesso, que a levou a uma representação privada para Napoleão III.

Durante a guerra franco-prussiana de 1870-1871 organizou um pequeno hospital militar nas instalações do teatro. Com o fim da guerra, a deposição de Napoleão III, e a proclamação da República, a actriz, mal vista pelos republicanos, devido às suas conhecidas relações e defesa de personagens do anterior regime, conseguiu o principal papel feminino, o da Rainha Maria, na peça de Victor Hugo Ruy Blas, que tinha acabado de chegar do exílio. A sua actuação encantou as audiências, devido sobretudo ao lirismo da sua voz. Foi a razão da célebre frase de Victor Hugo, que afirmou que a actriz tinha uma «voz de ouro», caracterização que perdurou apesar dos críticos já descreverem a voz de Sarah Bernhardt como sendo prateada, devido à sua parecença com o tom de uma flauta.

Em 1872 deixou o Ódeon e regressou à Comédie-Française, possivelmente devido à intervenção de Hugo. Participou com sucesso na Zaire de Voltaire, mas normalmente os seus papéis eram secundários, até ao momento em que interpretou o papel de Vénus na Phèdre de Racine, substituindo a actriz principal, temporariamente doente. As críticas foram entusiásticas. 

Tendo começado a esculpir e a pintar, exibiu as suas obras de escultura de 1876 a 1881 no Salon de Paris, tendo-lhe sido atribuída uma menção honrosa no primeiro ano. Em 1880 exibiu também uma pintura. 

Em 1879, Londres rendeu-se à interpretação de Sarah Bernhardt no segundo acto da Phédre, produzido no Gaiety, durante a exibição da Comédie em Inglaterra. Uma carreira internacional estava à sua disposição, a partir desse momento.  

Sarah  criou a sua própria companhia, com a ajuda do empresário londrino Jarrett, partiu para os Estados Unidos, acompanhada de uma secretária, um mordomo, dois cozinheiros, duas criadas de quarto e um empregado. Durante dois meses percorreram cinquenta cidades americanas. Nova Iorque é a primeira cidade americana a vê-la, em 8 de Novembro de 1880. Regressou ao Novo Mundo mais oito vezes. 

Na década de 80 aparece na sua vida o dramaturgo Victorien Sardou, que escreve para a actriz Fédora(1882), Théodora (1884), La Tosca (1887) e Cléopâtre (1890). Entretanto Sarah casa, em 1882 em Londres, com Jacques Damala, um jovem grego amante da sua irmã mais velha.

De 1891 a 1893 fez uma digressão mundial que incluiu a Austrália e a América do Sul, para além da América do Norte e as principais capitais europeias. O seus papéis mais populares, para além da Phèdre, são o de Marguérite Gautier na Dama das Camélias de Alexandre Dumas filho e no papel principal na Adrienne Lecouvreur de Eugène Scribe. No fim da digressão, de regresso a Paris, compra o Teatro La Renaissance, que inaugura com a peça de Jules Lemaitre, Les Rois

Em 1899 vende o La Renaissance e muda-se para o Théâtre des Nations, que inaugura com La Tosca. Em 1900 inaugura o Thêatre Sarah Bernhardt com a peça de Edmond de Rostand L'Aiglon

Uma ferida mal curada no joelho direito, provocada por uma queda na última cena da Tosca, durante uma digressão pela América do Sul em 1905, que apanha gangrena obrigou à amputação da perna em 1915. O facto não a impediu de visitar os soldados na frente ocidental durante a Primeira Guerra Mundial, e de, no ano seguinte, voltar aos Estados Unidos para uma extenuante digressão de 18 meses. Em Novembro de 1918 regressou a França, aproveitando o fim da guerra para realizar uma digressão pela Europa.

Em 1920 publicou um romance, Petite Idole, em que a heroína é uma idealização da carreira e das ambições da actriz.

Durante os ensaios finais da peça de Sacha Guitry Un sujet de Roman, desmaiou, recuperando de forma a participar no filme do mesmo autor La Voyante, produzido por Hollywood, e filmado na sua própria casa em Paris, mas durante o qual foi acometida de várias síncopes. Acabou por falecer a 26 de Março de 1923.
wikipedia (Imagens)
Arquivo: Nadar, Félix (1820-1910) - Sarah Bernhardt (1844-1923) jpg.
Sarah Bernhardt  por Félix Nadar

Arquivo: Bernhardt-1.jpg
Sarah Bernhardt no papel de rainha em "Ruy Blas"
Arquivo: § § Bernhardt, Sarah (1844-1923) par Jules Bastien-Lepage (1848-1884) - 1879.jpg
Sarah Bernhardt  - Jules Bastien - Lepage

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/22-de-outubro-de-1844-nasce-henriette.html?fbclid=IwAR16G4chY0iGAjjUFpnniT9eoH7ekYibFXv7VKLVwtJPzti78oi2L_D187c
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6.998.(22ouTUbro2018.9.9') Paul Cézanne

Nasceu a 19jan1839...Aix-en- Provence
e morreu a 22ouTUbro1906...Aix-en-Provence
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vários anos postei:
Paul Cézanne
https://www.youtube.com/watch?v=F_6_DnDHl1s
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https://www.youtube.com/watch?v=PRmqLsbN6Sw
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"A arte é uma harmonia paralela à natureza." 
"Não se trata de pintar a vida, trata-se de fazer viva a pintura."
"Como pintor, torno-me mais lúcido quando confrontado com a Natureza."
"Pinto porque vejo, porque sinto - tenho fortes sensações. Também você sente e vê como eu, mas não se atreve."
"A cor é o lugar onde nosso cérebro e o universo se encontram."
"Quando a cor tem a maior riqueza, a forma atinge a plenitude."
"Quando eu preciso julgar uma arte, eu levo minhas pinturas e as deixo próximas a um objecto feito por Deus, como uma árvore ou uma flor. Se os dois lados combatem, elas não são arte."
 https://www.pensador.com/autor/paul_cezanne/
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https://www.youtube.com/watch?v=iJfcABWWYp4
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19 de Janeiro de 1839: Nasce o pintor francês Paul Cézanne, nome determinante para as novas correntes do século XX.

Paul Cézanne, pintor pós-impressionista francês, cuja obra forneceu as bases para a transição das artes plásticas do século XIX para o século XX, pode ser considerado como a ponte entre o impressionismo e o cubismo, nasceu no dia 19 de Janeiro de 1839 em Aix-en-Provence. A frase atribuída a Matisse e Picasso de que Cézanne é “o paí de todos nós”, consagrou-o como um dos mais importantes e influentes mestres da pintura.
Paul Cézanne nasceu no seio de uma família burguesa da província. O seu pai, era proprietário em Aix-en-Provence de uma próspera fábrica de chapéu. Paul, filho ilegítimo com uma das trabalhadoras da fábrica, nasceu em 19 de Janeiro de 1839 e teve o seu registo legalizado somente 5 anos depois. Fez todos os seus estudos em Aix, adquirindo uma sólida cultura clássica, tornando-se amigo de Émile Zola, seu confidente mais íntimo.
A vocação artística já estava definida quando decide estudar pintura em Paris. Frequenta a Academia Suíça na Pimavera e Verão de 1861, onde conhece Pissarro e Guillaumin. Fracassa, porém, no concurso para ingresso na Escola de Belas Artes.
Nos anos seguintes, alterna estadias em Paris, retornos a Aix e viagens pela Provence. Trabalha com modelos na Academia Suíça, frequenta o Louvre e obtém autorização para copiar numerosos quadros dos grandes mestres.  Continua a encontrar-se com Zola, que o apoia intelectual, moral e até financeiramente e conhece Bazille, Renoir, Monet, Sisley e Manet.
As primeiras telas de Cézanne não tinham muito a ver com as dos seus amigos impressionistas. Ele não partilhava do desejo de novidade nem da revolta contra as normas académicas. A violência dramática dos seus temas é marcada por cores sombrias como em "L'enlèvement" (O Rapto- 1867). Pinta também numerosas paisagens e retratos num estilo realista inspirado em Courbet.
A partir de 1863, Cézanne envia regularmente os seus quadros ao júri do Salão Oficial de Paris. As obras seriam invariavelmente recusadas, com excepção de um retrato em 1882, embora já denotassem uma grande diversidade temática: retratos, cenas históricas ou religiosas, naturezas mortas, paisagens.
Em 1869, o artista conhece Hortense Fiquet, uma modelo, que seria sua companheira. O casal passa a guerra de 1870-1871 na Provence. Dessa união, nasce um filho em 1872. Pai de família e não recebendo mais a ajuda do pai, ele instala-se em Paris em 1872, às instâncias de Pissarro.
Cézanne só havia trabalhado em atelier e resolve seguir o exemplo de Pissarro e dedicar-se às paisagens como motivo. É fortemente influenciado pelo estilo impressionista do amigo de uma composição espacial mais elaborada. As obras de Cézanne na primeira participação na colectiva dos impressionistas em 1874 foram mal recebidas pela crítica. Recusa-se a enviar as suas telas à segunda exposição em 1876. Volta atrás na terceira exposição em 1877, quando os seus quadros são de novo mal acolhidos pelo público, que os julga pesados e grosseiramente acabados. A crítica, por sua vez, volta-se com uma virulência particular contra as suas telas. 
Desgostoso e mortificado, Cézanne cessaria qualquer participação nas exposições impressionistas e tomaria distância dos amigos.  No final dos anos 1870, ele  encontraria o seu estilo pessoal. Não queria  fixar-se somente na impressão. “Eu quero fazer do impressionismo algo sólido e duradouro como a arte dos museus”, dizia. "A Ponte de Maincy" (1882) encontra-se entre as primeiras obras-primas desse estilo pessoal. O tratamento das cores das árvores, um verde profundo aplicado ligeiramente, sem separação nítida entre as pequenas partículas de cores vizinhas, é parte da visão do conjunto. A organização pictórica do quadro resulta bem marcada.
Ao lado dos retratos, das naturezas mortas, Cézanne vai interessar-se pelo nu . Os anos 1880 marcariam uma viragem na sua vida pessoal. Rompe com Zola em 1886, aquando da aprsentação de “A Obra” em que se viu reconhecido no personagem do pintor fracassado Claude Lantier. A morte do pai no mesmo ano deixa-o numa situação financeira folgada.
As suas pinturas seriam raramente mostradas ao público: em 1889 na Exposição Universal; em 1890 com o grupo dos 20 em Bruxelas. Em 1895, uma retrospectiva onde 150 das suas obras são expostas assinala uma viragem para Cézanne, até então recusado nos Salões e pouco apreciado nas exposições impressionistas. Havia sido descoberto, pelos seus antigos amigos que desconheciam a sua evolução, mas também pelos jovens artistas para quem Cézanne era uma referência imediata.


Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
 (Imagens)

Ficheiro:Paul cezanne 1861.jpg
Les Joueurs de Cartes
Ficheiro:Paul Cézanne - Les Joueurs de cartes.jpg
Baigneuses (1874-1875)
Ficheiro:Paul Cézanne 004.jpg
Baigneuses  (1906)
 https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=D25zQsfNPYY
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https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/19-de-janeiro-de-1839-nasce-o-pintor.html?fbclid=IwAR3BonfHdd6pEpY1Otfqgp-x-yQiQZ-KfcljJbGr_g6lIt7tlGZ1_CtEyRg
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22 de Outubro de 1906: Morre o pintor francês Paul Cézanne, nome determinante no pós-impressionismo.

Paul Cézanne, pintor pós-impressionista francês, cuja obra forneceu as bases para a transição das artes plásticas do século XIX para o século XX, pode ser considerado como a ponte entre o impressionismo e o cubismo, morreu em 22 de outubro de 1906 em Aix-en-Provence. A frase atribuída a Matisse e Picasso de que Cézanne é “o paí de todos nós”, consagrou-o como um dos mais importantes e influentes mestres da pintura.



Paul Cézanne nasceu no seio de uma família burguesa da província. O seu pai, era proprietário em Aix-en-Provence de uma próspera fábrica de chapéu. Paul, filho ilegítimo com uma das trabalhadoras da fábrica, nasceu em 19 de Janeiro de 1839 e teve o seu registo legalizado somente 5 anos depois. Fez todos os seus estudos em Aix, adquirindo uma sólida cultura clássica, tornando-se amigo de Émile Zola, seu confidente mais íntimo.

A vocação artística já estava definida quando decide estudar pintura em Paris. Frequenta a Academia Suíça na Pimavera e Verão de 1861, onde conhece Pissarro e Guillaumin. Fracassa, porém, no concurso para ingresso na Escola de Belas Artes.

Nos anos seguintes, alterna estadias em Paris, retornos a Aix e viagens pela Provence. Trabalha com modelos na Academia Suíça, frequenta o Louvre e obtém autorização para copiar numerosos quadros dos grandes mestres.  Continua a encontrar-se com Zola, que o apoia intelectual, moral e até financeiramente e conhece Bazille, Renoir, Monet, Sisley e Manet.

As primeiras telas de Cézanne não tinham muito a ver com as dos seus amigos impressionistas. Ele não partilhava do desejo de novidade nem da revolta contra as normas académicas. A violência dramática dos seus temas é marcada por cores sombrias como em "L'enlèvement" (O Rapto- 1867). Pinta também numerosas paisagens e retratos num estilo realista inspirado em Courbet.

A partir de 1863, Cézanne envia regularmente os seus quadros ao júri do Salão Oficial de Paris. As obras seriam invariavelmente recusadas, com excepção de um retrato em 1882, embora já denotassem uma grande diversidade temática: retratos, cenas históricas ou religiosas, naturezas mortas, paisagens.

Em 1869, o artista conhece Hortense Fiquet, uma modelo, que seria sua companheira. O casal passa a guerra de 1870-1871 na Provence. Dessa união, nasce um filho em 1872. Pai de família e não recebendo mais a ajuda do pai, ele instala-se em Paris em 1872, às instâncias de Pissarro.

Cézanne só havia trabalhado em atelier e resolve seguir o exemplo de Pissarro e dedicar-se às paisagens como motivo. É fortemente influenciado pelo estilo impressionista do amigo de uma composição espacial mais elaborada. As obras de Cézanne na primeira participação na colectiva dos impressionistas em 1874 foram mal recebidas pela crítica. Recusa-se a enviar as suas telas à segunda exposição em 1876. Volta atrás na terceira exposição em 1877, quando os seus quadros são de novo mal acolhidos pelo público, que os julga pesados e grosseiramente acabados. A crítica, por sua vez, volta-se com uma virulência particular contra as suas telas. 

Desgostoso e mortificado, Cézanne cessaria qualquer participação nas exposições impressionistas e tomaria distância dos amigos.  No final dos anos 1870, ele  encontraria o seu estilo pessoal. Não queria  fixar-se somente na impressão. “Eu quero fazer do impressionismo algo sólido e duradouro como a arte dos museus”, dizia. "A Ponte de Maincy" (1882) encontra-se entre as primeiras obras-primas desse estilo pessoal. O tratamento das cores das árvores, um verde profundo aplicado ligeiramente, sem separação nítida entre as pequenas partículas de cores vizinhas, é parte da visão do conjunto. A organização pictórica do quadro resulta bem marcada.

Ao lado dos retratos, das naturezas mortas, Cézanne vai interessar-se pelo nu . Os anos 1880 marcariam uma viragem na sua vida pessoal. Rompe com Zola em 1886, aquando da aprsentação de “A Obra” em que se viu reconhecido no personagem do pintor fracassado Claude Lantier. A morte do pai no mesmo ano deixa-o numa situação financeira folgada.

As suas pinturas seriam raramente mostradas ao público: em 1889 na Exposição Universal; em 1890 com o grupo dos 20 em Bruxelas. Em 1895, uma retrospectiva onde 150 das suas obras são expostas assinala uma viragem para Cézanne, até então recusado nos Salões e pouco apreciado nas exposições impressionistas. Havia sido descoberto, pelos seus antigos amigos que desconheciam a sua evolução, mas também pelos jovens artistas para quem Cézanne era uma referência imediata.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
 (Imagens)
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/22-de-outubro-de-1906-morre-o-pintor.html?fbclid=IwAR0fYvDvj55Oc_LHYpzeYPUNOvfpHBt2n09yLkuzmlOoPTJhzXLFc8pxtU0
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18/10/2018

7.171.(18ouTubro2018.9.9') bandeiras monárquicas portuguesas

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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o_da_bandeira_de_Portugal
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A derradeira Bandeira do Reino de Portugal entrou em vigor pelo decreto de 18 de Outubro de 1830, exarado pelo Conselho de Regência em nome da Rainha Dona Maria II de Portugal, Conselho esse remetido ao exílio na Ilha Terceira, no panorama da guerra civil de 1832-1834.
O Decreto Real determinava que a Bandeira Nacional passasse a ser verticalmente bipartida de branco e azul, ficando o azul à tralha; sobre o conjunto, ao centro, deveria assentar as Armas Nacionais, metade sobre cada cor. O escudo português desde o reinado de D. Sancho I está presente em cada bandeira histórica, de uma forma ou de outra. É o principal símbolo português, bem como um dos mais antigos.
O branco e o azul tinham sido adoptados como cores nacionais por decreto das Cortes Gerais da Nação de 22 de Agosto de 1821, pois segundo o Decreto de D. João VI, “o azul e branco foram escolhidas por serem aquelas que formaram a divisa da Nação Portuguesa desde o princípio da monarquia em mui gloriosas épocas da sua história. (…) a escolha resultou do desejo de glorificação do espírito católico e profundamente mariano do povo português, referenciando-se o azul à cor do manto da Padroeira do Reino.”
De facto, Duarte Nunes de Leão, na ‘Crónica Brandão na Monarquia’ (3.part.lib.10.cap.17), escreveu: “as cores com que era pintado o escudo de D. Afonso Henriques eram branco assentando nele uma cruz azul daquele feitio que se chama potentea, por ter a haste mais comprida que os braços.”
 
 Depois, El-Rei Dom João IV de Portugal, por decreto de 25 de Março de 1646, declara Padroeira do Reino Nossa Senhora da Conceição, pelo que nessa altura agregou à bandeira nacional uma orla azul. Também teria usado uma bandeira com o campo totalmente azul.
 
Voltando, então, à descrição da última bandeira da Monarquia, existe alguma celeuma acerca das proporções do branco e do azul nesta bandeira; ora, esclarecendo, a bandeira para uso terrestre era igualmente bipartida de branco e azul; a para uso naval, essa sim, apresentava o azul e o branco na proporção de 1:2, um pouco à semelhança da actual bandeira nacional da república portuguesa.
 
 

De igual forma, pelo mesmo decreto de Dona Maria II, foi introduzido um novo Jaque Nacional para os navios de guerra. Era branco, com uma orla azul e as Armas Nacionais ao centro. Foi, também, introduzida uma nova Flâmula Nacional, azul e branca.
 
Com a revolução do 5 de Outubro de 1910 a conjugação do novo domínio de cores não era tradicional na composição da Bandeira Nacional Portuguesa e representou uma mudança radical de inspiração republicana, que rompeu o vínculo com a bandeira monárquica. Nessa nova bandeira nacional existiu uma mudança dramática na evolução da norma portuguesa, que foi sempre estreitamente associada com as armas reais, e que desde a fundação de Portugal em 1139, evoluiu da cruz azul sobre fundo branco (cor de Portugal) ao brasão de armas da Monarquia sobre um rectângulo azul e branco.
https://plataformacidadaniamonarquica.wordpress.com/2017/03/20/a-ultima-bandeira-1830-1910-do-reino-de-portugal/
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18 de Outubro de 1830: É estabelecida a última bandeira do regime monárquico

A última bandeira da Monarquia entrou em vigência pelo decreto de 18 de Outubro de 1830, emitido pelo Conselho de Regência em nome da rainha Maria II de Portugal, Conselho esse que se achava exilado na Ilha Terceira, no quadro da guerra civil. Este, determinava que a bandeira nacional passasse a ser verticalmente bipartida de branco e azul, ficando o azul à tralha; sobre o conjunto, ao centro, deveria assentar as armas nacionais, metade sobre cada cor.

O branco e o azul tinham sido adoptados como cores nacionais por decreto das Cortes Gerais da Nação de 22 de Agosto de 1821, na sequência da revolução liberal do ano anterior. A bandeira nacional tinha, no entanto, mantido a mesma ordenação, com o campo totalmente em branco.

Reza a tradição que a primeira bandeira constitucionalista teria sido bordada pela própria rainha Maria II de Portugal e trazida para o continente pelos Bravos do Mindelo, quando desembarcaram nas proximidades em Vila do Conde para conquistarem o Porto, onde viriam a ficar situados ao longo de mais de um ano.

Tem-se gerado alguma controvérsia acerca das proporções do branco e do azul nesta bandeira; a bandeira para uso terrestre era igualmente bipartida de branco e azul; a para uso naval, essa sim, apresentava o azul e o branco na proporção de 1:2, um pouco à semelhança do que sucede com o actual pendão nacional português.

Ao mesmo tempo foi introduzido um novo Jaque Nacional para os navios de guerra. Era branco, com uma orla azul e as Armas Nacionais ao centro. Foi também introduzida uma nova Flâmula Nacional, azul e branca.
wikipédia (imagens)
Última Bandeira do Reino Português  
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/18-de-outubro-de-1830-e-estabelecida.html?fbclid=IwAR2EUun7kqnPFVczo0iBxQmu669O3WUray0-nGBaZO-wcfsTBkvOfC6ZisI
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