11/01/2019

4.501.(11jan2019.9.9') Mapa cor-de-rosa...Rodésia...Zimbabwe...

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Zimbabwe
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zimbabwe
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Rodésia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rod%C3%A9sia
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11 de Janeiro de 1890: A Inglaterra apresenta o ultimato a Portugal sobre os direitos territoriais do Mapa Cor-de-rosa, área entre Angola e Moçambique.

O Ultimato consistiu num telegrama enviado ao governo português pelo governo inglêschefiado pelo primeiro ministro, Lord Salisbury, entregue  a 11 de janeiro de 1890. A missiva exigia a retirada imediata das forças militares portuguesas mobilizadas nos territórios entre Angola e Moçambique. Esses territórios correspondem aos atuais Zimbabwe e Malawi. Caso a exigência não fosse acarretada por Portugal, a Inglaterra avançaria com uma intervenção militar.Na segunda metade do século XIX, a Europa conheceu um elevado crescimento económico. Esta situação exigiria novos mercados e novas fontes de matéria-prima. Daí o forte expansionismo europeu em África durante este período. A Conferência de Berlim (1884-85) criara um novo ordenamento jurídico baseado na ocupação efetiva; ou seja, as pretensões portuguesas baseadas no direito histórico se tornariam válidas se Portugal se apoiasse numa autoridade que fizesse respeitar os direitos adquiridos e a liberdade de comércio e trânsito.Para Portugal, as colónias africanas tinham, sob o ponto de vista económico, um papel quase irrelevante. Porém, convinha salvaguardar os direitos históricos de Portugal. Portugal tinha pretensões a criar um novo Brasil, um autêntico império colonial africano, e esta era a sua última oportunidade para o conseguir. Multiplicam-se então as expedições científicas ao continente africano e redobram-se os esforços diplomáticos.Assim, em 1886, Portugal a conhecer as suas pretensões coloniais sob a forma do "Mapa cor-de-rosa"; tratava-se de um projeto de ligação da costa angolana à costa moçambicana. O governo português início a várias tentativas de ocupação efetiva, numa disputa colonial com a Inglaterra, nomeadamente com o plano de Cecil Rhodes, que pretendia ligar o Cabo ao Cairo, sempre por solo britânico.A uma dessas tentativas a Inglaterra responde com o Ultimato. A notícia do mesmo e o posterior acatamento por parte das autoridades portuguesas provocariam em todo o reino uma gigantesca onda de indignação popular. Este sentimento é habilmente explorado pelas hostes republicanas; prova disso é a tentativa de derrube da monarquia e instauração da república um ano depois, no Porto, na revolta de 31 de janeiro de 1891.Em termos estritamente coloniais, o ultimato não teve consequências muito negativas, pois, se é um facto que Portugal foi obrigado a desistir do "Mapa cor-de-rosa", não é menos verdade que o tratado assinado em 1891 confere a Portugal a soberania sobre extensos territórios, alguns dos quais até então nunca haviam sido reivindicados.
Fontes: Ultimato inglês. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. 
Cores da História
wikipedia (imagens)




Caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro
Mapa mostrando o controlo britânico quase completo da rota do Cabo ao Cairo, 1914

https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/11-de-janeiro-de-1890-inglaterra.html?fbclid=IwAR2eAJIaliR45Aoh-HJr_vQEMBmdIFmBnbz_rpfxqBMqn9QpnlQJZmSOqEI
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04/01/2019

5.182.(4jan2019.9.9') irmãos Grimm

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Jacob
Nasceu a 4jan1785...Hanau...Alemanha
e morreu a
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Wilhelm
Nasceuem 1786
e morreu a 16dez1859
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Cultura

Contos dos Irmãos Grimm: 200 anos de popularidade

Eles têm nomes como "A Bela Adormecida" ou "O Rei Sapo" e falam de mundos maravilhosos, do direito à felicidade e da vitória do bem sobre o mal. E levam crianças de todo o mundo às lágrimas há dois séculos.
A atriz Marlies Ludwig abaixa seu tom de voz e dá uma olhada para a plateia, composta por 20 alunos dos primeiros anos do ensino fundamental, sentados confortavelmente a seus pés sobre almofadas coloridas. Acompanhados da professora, eles participam do evento Berliner Märchentage, um festival de contos de fadas que acontece na capital alemã.
De início, as crianças ainda permanecem um pouco inquietas, mas na medida em que a atriz começa a contar a história de Chapeuzinho Vermelho, elas concentram a atenção no que ela tem a dizer. E assim ficam durante uma hora.
Histórias que prendem a atenção
Marlies Ludwig encarna diversos personagens: ela coaxa como um sapo, esconjura como a mulher ranzinza do pescador e dança como a Gata Borralheira no dia do baile. De vez em quando ela recorre, para continuar contando a história, ao auxílio das crianças, que às vezes a corrigem em alto e bom som. Isso quando ela conta algum dos contos de fadas de maneira diferente daquela escrita pelos Irmãos Grimm.
Festival de Contos de Fadas em Berlim: atenção garantida
"As fábulas dos Irmãos Grimm são um fenômeno", diz Carola Pohlmann, diretora do Departamento Juvenil da Biblioteca Pública de Berlim e curadora da mostra Chapeuzinho Vermelho vem de Berlim. A exposição, aberta desde o início de novembro último, rastreia os 200 anos dos contos de fadas dos Irmãos Grimm em sua trajetória única de sucesso.
De fato, os Contos de Grimm são a obra alemã mais disseminada em todo o mundo, depois da Bíblia de Martinho Lutero. Eles foram traduzidos para mais de 160 línguas e são até hoje frequentemente narrados, seja em forma de histórias em quadrinhos, livros ilustrados, desenhos animados ou filmes de ficção, mas também em videoclipes, audiolivros ou encenações.
Exímios colecionadores
De início, nada levava a crer que esses contos iriam alcançar tamanho sucesso. Principalmente porque as fábulas coletadas pelos Irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, a partir de uma ideia de Clemens Brentano, poeta do Romantismo alemão, no início do século 19, soavam em sua primeira edição muito duras e pouco adequadas às crianças.
Os Grimm propuseram a si próprios na época executar uma tarefa científica, guiados pelo desejo de coletar a literatura popular e assegurar suas fontes sem manipulá-las. O primeiro volume da primeira edição de sua coleção de contos de fadas foi publicado em 1812, com apenas 900 exemplares. Seu título original era Kinder- und Hausmärchen (Contos Infantis e Domésticos).
Ausstellung Rotkäppchen kommt aus Berlin! Tom Seidmann-Freud: Der süße Brei. Ilustração de Tom Seidmann-Freud: 'O mingau doce', de 1923, faz parte da exposição em Berlim
O sucesso viria depois, com modificações essenciais no texto e através de incrementos em determinadas cenas, inclusive por meio da famosa frase inicial: "Era uma vez...". E do fim recorrente: "E viveram felizes para sempre". A partir de 1830, as fábulas passaram a ser apreciadas por um público cada vez maior, também em função das ilustrações que passaram a acompanhá-las. Dentro de poucas décadas, já eram conhecidas em todo o mundo.
Tom de contos de fadas
Os Irmãos Grimm, diz Carola Pohlmann, encontraram evidentemente um tom e uma forma que o mundo todo associa a contos de fadas. E já que os temas sobre os quais versam as fábulas são também encontrados em outras formas na literatura popular, os Contos de Grimm acabam sendo compreendidos em qualquer lugar do mundo.
As fábulas dos Grimm, completa Pohlmann, "estão em casa em diversas culturas". Crianças com raízes em países do Leste Europeu, na África, na América do Sul ou na Ásia têm com esses contos muitas vezes uma empatia imediata.
Märchenland Deutsches Zentrum für Märchenkultur O mundo maravilhoso dos contos de fadas como peça teatral
As diversas edições que foram sendo publicadas no decorrer dos anos refletem não apenas as predileções de cada cultura, mas também a mudança nos padrões de gosto. Se em meados do século 19 os livros ainda eram coloridos à mão, há ainda nas bibliotecas alemãs edições rebuscadas e kitsch datadas do pós-guerra, impressas sob condições precárias em papel de má qualidade. Hoje, o mercado editorial de língua alemã oferece interpretações contemporâneas das fábulas, com ilustrações espirituosas, como, por exemplo, as de Rotraut Susanne Berner ou de Tomi Ungerer.
Novas formas de contar histórias
Mas, diz Pohlmann, a grande mágica destes contos está na própria história. E no fato de que eles podem ser maravilhosamente narrados por alguém que acaba sempre "acrescentando um ponto". Como a leitura para as crianças é algo que caiu em desuso em muitas famílias, os organizadores do festival berlinense resolveram trazer, com o Berliner Märchentage, um substituto para essa leitura doméstica em voz alta.
A programação inclui mais de 800 eventos por ano. Na última edição, o evento contabilizou mais de 150 mil visitantes. No festival, percebe-se que ouvir histórias é sempre um deleite. E que não apenas atores e atrizes conseguem fazer isso, mas também atletas, empresários ou políticos. Os mentores do projeto estão sempre tendo ideias novas, a fim de atrair as crianças ao mundo das fábulas. E fazer com que elas fiquem atentas e pacientes, quando tudo promissoramente começa com um "era uma vez...".
Autora: Silke Bartlick (sv)
Revisão: Mariana Santos
 https://www.dw.com/pt-br/contos-dos-irm%C3%A3os-grimm-200-anos-de-popularidade/a-16452540
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? verificar se tem a ver com estes irmãos Grimm
 https://www.youtube.com/watch?v=1Y5ElKixGNU
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„Quando se aproximaram, eles viram que a casa era feita de pão, e o telhado foi feito de bolo e as janelas de espumante açúcar.“

Referência: https://citacoes.in/autores/irmaos-grimm/
Os irmãos Grimm , Jacob e Wilhelm , foram dois irmãos, ambos acadêmicos, linguistas, poetas e escritores que nasceram no então Condado de Hesse-Darmstadt, atual Alemanha. Os dois dedicaram-se ao registro de várias fábulas infantis, ganhando assim grande notoriedade, notoriedade essa que, gradativamente, tomou proporções globais. Também deram grandes contribuições à língua alemã, tendo os dois trabalhado na criação e divulgação, a partir de 1838, do Dicionário Definitivo da Língua Alemã , que não chegaram a completar, devido a morte de ambos entre as décadas de 1850 e 1860.

Referência: https://citacoes.in/autores/irmaos-grimm/
Os irmãos Grimm , Jacob e Wilhelm , foram dois irmãos, ambos acadêmicos, linguistas, poetas e escritores que nasceram no então Condado de Hesse-Darmstadt, atual Alemanha. Os dois dedicaram-se ao registro de várias fábulas infantis, ganhando assim grande notoriedade, notoriedade essa que, gradativamente, tomou proporções globais. Também deram grandes contribuições à língua alemã, tendo os dois trabalhado na criação e divulgação, a partir de 1838, do Dicionário Definitivo da Língua Alemã , que não chegaram a completar, devido a morte de ambos entre as décadas de 1850 e 1860.

Referência: https://citacoes.in/autores/irmaos-grimm/
 https://citacoes.in/autores/irmaos-grimm/
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04 de Janeiro de 1785: Nasce Jacob, o mais velho dos irmãos Grimm

No dia 4 de Janeiro de 1785, nasce o mais velho dos irmãos Grimm, Jacob, em Hanau, Alemanha. O irmão, William, nasceria no ano seguinte. Os dois  tornaram-se famosos pelas belas fábulas que criaram e que persistem no imaginário colectivo até hoje. 
Na tradição oral, as histórias compiladas não eram destinadas ao público infantil e sim aos adultos. Foram os Grimm quem as dedicaram às crianças pela sua temática mágica e maravilhosa. Fundiram, assim, esses dois universos: o popular e o infantil. 
Surge então uma grande literatura infantil para encantar crianças de todo o mundo. São contos que atravessam os séculos, ultrapassam todas as fronteiras, ganham todos os idiomas vivos, surgem em palcos de teatro e telas de cinema e televisão. Conquistam corações de crianças e adultos. São contos que dão vida a bruxas e fadas, a ogros, anões, duendes, poções mágicas, dragões, feras e animais domésticos, a pessoas malvadas e bondosas, a personagens lindos e outros feios. Tudo num contexto sobrenatural, mágico, misterioso, maravilhoso.
A violência presente nos contos de Charles Perrault, escritor e poeta francês, o primeiro a dar acabamento literário aos contos de fadas, cede lugar a um humanismo, onde se destaca o sentido do maravilhoso da vida. Perpassam pelas histórias, de forma suave, duas temáticas em especial: a solidariedade e o amor ao próximo. A despeito dos aspectos "negativos" que continuam presentes nessas histórias, o que predomina, sempre, são a esperança e a confiança na vida. 
É possível observar essa diferença, confrontando-se os finais da história de Chapuchinho Vermelho em Perrault, que termina com o lobo a devorar a menina e a avó, e em Grimm, onde o caçador abre a barriga do lobo, deixando que as duas fiquem vivas e felizes enquanto o lobo morria com a barriga cheia de pedras que o caçador ali colocou. 
Jovens, os dois irmãos ajudaram alguns amigos nas pesquisas para uma importante colecção de contos folclóricos. Um dos autores, impressionado com o trabalho dos irmãos, sugeriu que publicassem alguns dos contos folclóricos orais que haviam reunido. A colecção veio à luz sob o título Contos para Crianças e Famílias, mais tarde conhecida como Contos de Fadas dos Irmãos Grimm, publicada em diversos volumes entre 1812 e 1822. 
A colecção dos irmãos Grimm inclui alguns dos mais célebres contos de fadas: Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela ou A Gata Borralheira, João e Maria, Rapunzel, A Bela Adormecida, Músicos de Bremen e O Ganso de Ouro. Os irmãos desenvolveram os contos ao ouvir os contadores de histórias tentando reproduzir as suas palavras e técnicas de contar tão fielmente quanto possível. O seu método contribuiu para uma abordagem científica para a documentação do folclore. 
Jacob continuou a pesquisar histórias e linguagem, tendo publicado um influente volume de gramática alemã. Em 1829, Jacob e William tornaram-se bibliotecários e professores na Universidade de Gottingen. Jacob publicou outra importante obra, Mitologias Germânicas, explorando as crenças dos teutónicos anteriores à era Cristã. Em 1840, o rei Frederico Guilherme IV da Prússia convidou-os a irem a Berlim, onde se tornaram membros da Real Academia de Ciências. Começaram a trabalhar na realização de um enorme dicionário, mas William morreu em 1859, antes que os verbetes da letra D estivessem completos. 
William Grimm morreu no dia 16 de Dezembro de 1859. A Academia de Berlim escreveu: "No dia 16 do último mês faleceu William Grimm, membro da Academia, que fez brilhar o seu nome como linguista alemão e colector de lendas e poemas. O povo alemão está habituado a associá-lo ao seu irmão mais velho Jacob. Poucos homens são honrados e amados como  os irmãos Grimm, que no espaço de meio século ampararam-se reciprocamente e fizeram-se conhecidos por um trabalho comum". Jacob morreu em 20 de Setembro de 1863. Os dois irmãos descansam juntos no cemitério de Matthäus em Berlim-Schöneberg. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Jacob e Wilhelm Grimm em 1843 

Jacob (direita) e Wilhelm Grimm (esquerda) numa pintura feita em 1855 por Elisabeth Jerichau-Baumann

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/04-de-janeiro-de-1875-nasce-jacob-o.html?fbclid=IwAR0Le4H0GevaEr_QuR5yfGkUDC-g8nLtIDBBSCa9qMxiaEG6D1SndRTGmqI
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03/01/2019

7.042.(3jan2019.9.9') .J.R.R. Tolkien...John Ronald Reuel Tolkien...

Nasceu a 3jan1892...África do Sul
e morreu a 2seTEMbro1973
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In "O Senhor dos Anéis"
"Chorar por uma pessoa que esta morta não é tão triste quanto chorar por uma uma pessoa que ainda vive mas que a perdemos para sempre."
 "Não existe triunfo sem perda, não há vitória sem sofrimento, não há liberdade sem sacrifício."
"Chorar por uma pessoa que esta morta não é tão triste quanto chorar por uma uma pessoa que ainda vive mas que a perdemos para sempre."
"A mão queimada ensina melhor. Depois disso o conselho sobre o fogo chega ao coração.
(Gandalf )"
 "Você pode encontrar as coisas que perdeu, mas nunca as que abandonou."
(Gandalf)
"O elogio que vem daquele que merece o elogio está acima de todas as recompensas.
(Faramir)"
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"Encontra-se a coragem em lugares improváveis."
"O sofrimento é uma pedra de afiar para uma mente forte."
"Que haja uma luz nos lugares mais escuros, quando todas as outras luzes se apagarem."
"É o trabalho que nunca se começa que mais tempo leva a terminar."
"Um único sonho é mais poderoso do que mil realidades." 
"A desgraça de uns é a sorte de outros."
"Nem todos que procuram estão perdidos."
"Virando a esquina podem estar nos esperando um novo caminho ou uma porta secreta."
"Porque um homem que foge do seu medo pode descobrir que, afinal, apenas enveredou por um atalho para ir ao seu encontro."
"Eu não conheço metade de vocês como gostaria; e gosto de menos da metade de vocês a metade do que vocês merecem"
"Não pode imaginar o que se passará com o teu coração, mas raramente e a poucos mostrarás o que nele se passa."
"Não é sensato deixar um dragão fora dos teus cálculos se vives perto dele."
"Nunca ria de dragões vivos."
"Aquele que quebra uma coisa para descobrir o que ela é, deixou o caminho da sabedoria."
"É sempre assim o curso dos factos que movem as rodas do mundo: as mãos pequenas os realizam porque precisam, enquanto os olhos dos grandes estão voltados para outros lugares." 
"Não é nossa função controlar todas as marés do mundo, mas sim fazer o que pudermos para socorrer os tempos em que estamos inseridos, erradicando o mal dos campos que conhecemos, para que aqueles que viverem depois tenham terra limpa para cultivar. Que tempo encontrarão não é nossa função determinar." 
"Nada como procurar quando se quer achar alguma coisa. Quando se procura geralmente se encontra alguma coisa, sem dúvida, mas nem sempre o que estávamos procurando."
"A guerra deve acontecer, enquanto estivermos defendendo nossas vidas contra um destruidor que poderia devorar tudo; mas não amo a espada brilhante por sua agudeza, nem a flecha por sua rapidez, nem o guerreiro por sua glória. Só amo aquilo que eles defendem."
"Não se adquire um bom vocabulário com a leitura de livros escritos conforme uma ideia do que seja o vocabulário da faixa etária do leitor. Ele vem da leitura de livros acima da sua capacidade".
"Realmente, o mundo está cheio de perigos, mas ainda há muita coisa bonita, e embora actualmente o amor e a tristeza estejam misturados em todas as terras, talvez o primeiro ainda cresça com mais força." 
"A Fantasia é escapista, e essa é a sua glória. Se um soldado é aprisionado pelo inimigo, não consideramos que é seu dever escapar?… Se valorizamos a liberdade da mente e da alma, se somos partidários da liberdade, então é nosso óbvio dever escapar, e levar connosco tantas pessoas quanto conseguirmos!"
"Se mais de nós valorizássemos comida e bebida e música acima do ouro acumulado, seria um mundo mais alegre."
"Nem tudo o que reluz é ouro,
Nem todos os que vagueiam estão perdidos;
O velho que é forte não murcha,
Raízes profundas não são atingidas pela geada.

Das cinzas um fogo deve ser acordado,
Uma luz das sombras brotará;
Renovada será a lâmina que estava quebrada,
O sem coroa novamente será rei." 

"A estrada segue sempre em frente
Deixando a porta onde começa
Agora distante a estrada continua
E eu devo segui-la, se eu puder

Conquistando-a com meus pés ávidos
Até que ela se junte a um grande caminho
Onde muitas trilhas e tarefas se encontram
E para onde depois? Não sei dizer."

 https://www.pensador.com/autor/j_r_r_tolkien/
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02 de Setembro de 1973: Morre o escritor J.R.R. Tolkien, autor de "O Senhor dos Anéis"

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/09/02-de-setembro-de-1973-morre-o-escritor.html?spref=fb&fbclid=IwAR0YteYoSK_lSiLEo8S5BDybDL1vvVCBdnTrnEfqHJmbmkW2P1jmL6yy03A
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03 de Janeiro de 1892: Nasce o escritor J.R.R. Tolkien, autor de "O Senhor dos Anéis"

O seu destino não foi estabelecido no berço. O escritor John Ronald Reuel Tolkien, nascido a 3 de janeiro de 1892 na África do Sul, perdeu o pai com a idade de 4 anos. A sua mãe voltou então à Inglaterra com os dois filhos. Ela igualmente morreu cedo e deixou os filhos sem recursos para sobreviver.

O talento e bolsas permitiram que Tolkien estudasse Língua e Literatura Inglesa em Oxford. Logo em seguida, começou a trabalhar em  Lost Tales (Contos Perdidos), dos quais mais tarde surgiria O Silmarillion. Tolkien falava de acontecimentos da chamada Primeira Era – alguma época distante na Terra Média, sobre a qual os heróis de O Senhor dos Anéis faziam  referência com veneração.

O Silmarillion só foi publicado após a morte do escritor. Tolkien deve a fama às aventuras de pequenos seres engraçados, com pés grandes  os hobbits. Assim descrevia o autor a sua relação com eles:

"Eu próprio sou um hobbit, em tudo até no tamanho. Eu amo jardins, árvores e o campo sem máquinas. Gosto de fumar cachimbo, de comer modestamente, ir para a cama tarde e acordar igualmente tarde. Não viajo muito."

Conta-se que enquanto corrigia provas em 1930, Tolkien, já professor de Oxford, deparou-se com uma folha em branco e escreveu no verso: "Numa toca no chão, vivia um hobbit". Desta ideia repentina, surgia o livro infantil O Pequeno Hobbit.

Hobbits são seres pacíficos, habitantes do continente Terra Média. Eles não possuem poderes mágicos, mas são rápidos e sabem desaparecer sem deixar sinal. Por isto, dificilmente se consegue ver um deles. Eles não gostam muito de gente grande – quer dizer, os seres humanos.

Esta história sobre a grande aventura do pequeno hobbit Bilbo Beutlin e um anel dourado com poderes mágicos foi escrita originalmente por Tolkien para os seus quatro filhos. Entretanto, a sua publicação em 1937 obteve grande sucesso. O público queria ouvir mais da Terra Média e dos seus habitantes. E assim foi.

Tolkien criava um novo género: a literatura fantástica. E das suas histórias sobre os moradores da Terra Média nasceu, com o decorrer dos anos, todo um universo.

As aventuras do hobbit Bilbo, em luta contra o poderoso Mordor, constituíram apenas o preâmbulo de uma aventura ainda maior, apresentada na trilogia O Senhor dos Anéis.

Conhecedor das lendas celtas e nórdicas, Tolkien criou um mito. Com uma aventura enigmática, que atravessa mais de mil páginas, o autor conquistou milhões de leitores em todo o mundo.

Para que o leitor não perca o contexto e o fio da meada da sua narrativa, Tolkien fez dos seus livros quase uma enciclopédia, com um quadro de letras para ajudar na tradução dos idiomas criados para a história, com comentários sobre os mitos que inspiraram as personagens criadas, com complicadas árvores genealógicas, linha do tempo da Terra Média e vários mapas de todo esse mundo fantástico.

Uma capacidade intelectual da qual milhões de leitoras e leitores não teriam  dado conta, caso a aventura do hobbit Frodo, que deve destruir o anel mágico propagador de desgraça, não tivesse por base uma história consistente e fabulosa, que claramente explora os pólos bem e mal.

Nela estão os agradáveis, despenteados, pequenos hobbits, os elfos dançantes, anões, árvores falantes e Gandalf, o amável mago. O mal está representado pelos assustadores orcs, trolls e Sauron, o soberano das trevas.

Frodo Beutlin, o simpático hobbit, consegue no fim a grande vitória. O anel mágico é destruído. E com isto, Sauron perde o seu terrível poder, que dependia de outro anel.

Pela sua obra completa, Tolkien foi homenageado pela rainha Isabel II em 1972, um ano antes de seu falecimento. Com a trilogia O Senhor dos Anéis nos cinemas, o seu imortal universo de mitos, lendas e seres mágicos, no qual o bem vence o mal após batalhas infindáveis, está mais vivo e presente do que nunca.
Fontes: DW
wikipedia(imagens)

 Ficheiro:Tolkien 1916.jpg
Tolkien em uniforme militar, quando serviu o exército britânico na Primeira Guerra Mundial
Ficheiro:The one ring animated.gif
O Anel de Sauron
https://www.youtube.com/watch?v=rCZ3SN65kIs
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https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/03-de-janeiro-de-1892-nasce-o-escritor.html?fbclid=IwAR0oZ3w5yn3cExZ46VgowAeEmVSCknNeLa9TM3DeFPgeEgskwMNajdQV4o8
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02/01/2019

7.453.(2jan2019.20.00') Católicos progressistas... Frei Bento Domingues...

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 13abril2015
Em 24 de Março, uma delegação do Partido, que integrou o Secretário-geral, encontrou-se com o Cardeal D. Manuel Clemente. O encontro visou a troca de opiniões sobre a situação do País e resultou de uma convergência de vontades e acerto de agendas.
O encontro foi positivo. Jerónimo de Sousa situou-o nas «… relações normais e institucionais com a Igreja …», lembrou que «… não há um partido de católicos, todos os partidos têm católicos nas suas fileiras …», valorizou «… a convergência de opiniões em relação à necessidade de alterar o rumo desta política, que produz e reproduz tanta injustiça epobreza e, com as naturais diferenças que existem entre o Partidoe a hierarquia católica, foi possível encontrarpontos de vista comuns, formas de intervenção, a valorização do sentimento de confiança e esperança numa mudança de rumo, o valor da solidariedade, particularmente com os que menos têm e menos podem …(e) a identificação do quea Igreja e o Partidoprocuramum País melhor, com mais justiça social, com menos pobreza e desemprego, não ficando apenas na contemplação dos problemas, mas com intervenção concreta juntodos cidadãos ….».
Estes são elementos importantes, no quadro da orientação geral do Partido para a construção de uma política e de uma alternativa patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril. Por isso, não se estranha a sua ocultação pelos media dominantes, nem as mistificações que traduzem o «incómodo» com o eventual crescimento da influência do PCP entre trabalhadores e sectores católicos. Para uns o PCP entrou na «caça ao voto», para outros deixou cair a «denuncia da opção capitalista da hierarquia». Mas a verdade é que essas questões estão discutidas há muito, em posições que são a base da nossa intervenção.
Em 1943, no auge da barbárie nazi-fascista, Álvaro Cunhal escreveu: «… a Igrejatem apoiadoas atrocidades fascistaspor isso combatemos… (a sua política) e os sacerdotes fascistas… Mas não os combatemos pela actividade religiosa… (mas) sim pela actividade contra o povo e o País…». E «… não esquecemos que muitos … são inimigos da Alemanha nazi … (e que) centenas de milhares de trabalhadores… são… influenciados pelo catolicismo, não podemos separar-nos dos nossos irmãos, operários e camponeses católicos…, ou (os) atraímos… para a luta contra o fascismo, ou deixamos que… se constituam em (sua) reserva… não fazemos a «guerra à religião» e não pretendemos atingir a liberdade de crença e de prática de culto…. Estendemos lealmente a mão aos católicos… para que participem no movimento nacional contra o fascismo…».
Em 1946, o IV Congresso do PCP apontou: «… Lutamos contra o sectarismo e incompreensão de muitos dos nossos militantes e …antifascistas republicanos. Houve erros de intolerância em 1910 que não devem… repetir-se...». Em «O Partido Comunista, os Católicos e a Igreja», de 1947, Álvaro Cunhal escreveu: «... As convicções religiosas, por si só, não são susceptíveis de afastar os homens na realização de um programa social e político,… comunistas e católicos podem e devem unir-se em defesa dos seus anseios comuns…».
O VI Congresso, em 1965, consolidou a orientação na relação com os católicos e outros crentes. A vida comprovou a sua justeza – com o papel de padres e católicos progressistas na unidade antifascista, na Revolução, no Portugal de Abril e na sua defesa.
Em 1974, com milhares de católicos militantes do PCP, Álvaro Cunhal afirmou: «…os comunistas defendem… boas relações do Estado com a Igreja. Esta… política não se baseia em critérios de oportunidade, mas numa posição de princípio.… O mundo evolui e a Igreja Católica… mostra também indícios de… evolução positiva…. Confiamos em que os homens mais esclarecidos da Igreja… compreendam… a sinceridade (e) as profundas implicações, para o presente e para o futuro, desta posição do Partido…».
logo-pcp2.jpg
Nos dias de hoje, o PCP continua a considerar que as convicções religiosas não mudam a posição de classe de cada um, nem alteram um programa social e político progressista.
A Igreja Católica registou mudanças. Cresceu a fusão do Estado do Vaticano com o capital financeiro, que factos recentes não parecem ainda ter superado, mas avançou a secularização e emergiram novas realidades e dinâmicas. Alargou-se o fosso entre o novo diagnóstico do actual Papa, da «economia de exclusão e desigualdade», da «economia que mata» e a indefinição ou ocultação de uma resposta de facto transformadora.
Não existe uma «questão religiosa» em Portugal e o PCP intervirá para que assim continue. Mas a verdade é que há estruturas da Igreja cuja actividade serve os interesses do grande capital. Neste quadro o PCP não pode abdicar do direito de resposta, se isso for impreterível.
A Igreja deve ser respeitada na acção religiosa e ouvida com atenção no plano institucional. Nada move os comunistas contra a Igreja, não acompanhamos posições anticlericais, de génese anarco-maçónica. A experiência mostra que é positivo o relacionamento regular entre o PCP e a Igreja, apesar dos preconceitos.
Hoje, o relacionamento dos comunistas com amplos sectores sociais e de massas, sejam ou não crentes, tem de aprofundar-se, na defesa dos trabalhadores, nas instituições, na CDU, na luta por um Portugal soberano e desenvolvido.
A experiência prova que não é difícil a convergência. O humanismo, a proximidade aos pobres e oprimidos, os valores de paz, justiça e igualdade do «cristianismo primitivo», que resistiu à assimilação pelo Império Romano, e o acervo cultural dos trabalhadores e das massas católicas não estão longe dos ideais comunistas.
No caminho para uma alternativa patriótica e de esquerda há passos a consolidar, com os católicos mais próximos da «Teologia de Libertação» e da «Igreja dos Pobres», com sacerdotes e crentes que não militem na política de direita, que não manipulem a religião como «ópio do povo», que se comprometam com a sua fé por um Portugal com futuro.

Via: O CASTENDO http://ocastendo.blogs.sapo.pt/o-partido-os-catolicos-e-a-igreja-1888390
 https://abrildenovomagazine.wordpress.com/2015/04/13/o-partido-os-catolicos-e-a-igreja-questoes-de-actualidade/
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CuRIOso esta postagem no blogue mafarrico...Com muita informação das posições do PCP sobre os católicos:

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014


O PCP, os católicos e a Igreja- Contributo de Álvaro Cunhal e breves notas da actualidade

PCP, os católicos e a Igreja- Contributo de Álvaro Cunhal e breves notas da actualidade Carlos Gonçalves
"A Igreja Católica, num processo irregular, registou algumas mudanças. Acentuou-se a fusão do Estado do Vaticano e das super-estruturas da Igreja com o capital financeiro supranacional, o que implica a consolidação das respectivas opções de classe na alta hierarquia. Mas, simultaneamente, avançou a secularização da vida social, alargou-se o fosso entre o diagnóstico oficial da «economia de exclusão e desigualdade» e a ocultação e mistificação de respostas progressistas efetivas, emergiram novos questionamentos de dogmas e orgânicas e novas dinâmicas associativas e de Acção Católica.

Em Portugal, neste final de 2013, e isso é ainda uma conquista de Abril, não existe uma «questão religiosa», e no que depender do PCP nunca existirá; o que não significa que não haja matéria a merecer atenção, relativamente à laicidade do Estado e à sua garantia, à igualdade das confissões minoritárias e a múltiplos fenómenos sociais conexos. Este é um quadro em que a relação dos comunistas com a Igreja, os católicos e os outros crentes, assume novas complexidades."
No quadro das comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal, os seus textos sobre o Partido, os católicos e a Igreja e a reflexão que têm suscitado, fez crescer a atenção do colectivo partidário a esta matéria e contribuiu para o debate entre trabalhadores e democratas de diferentes convicções e para novas sínteses de intervenção e proposta, no caminho da ruptura com a política de direita e o Pacto de Agressão e da construção de uma alternativa e de uma política patrióticas e de esquerda para Portugal.

«A mão estendida aos católicos»

Há setenta anos, em Novembro de 1943, o III Congresso do Partido aprovou o Informe do Secretariado do Comité Central, redigido por Álvaro Cunhal, sobre «A unidade da nação portuguesa na luta pelo pão, pela liberdade e pela independência». Desse documento consta um texto, mais tarde republicado com o título «A mão estendida aos católicos» (1), que sintetiza os princípios e orientações para a ação dos comunistas com os católicos e na relação com a Igreja.


Nesse texto, dizia Álvaro Cunhal: «Não esquecemos que a Igreja Católica [...] tem apoiado a exploração, a opressão e as atrocidades fascistas […] por isso, combatemos […] [a sua política] e os sacerdotes fascistas. [...] Mas não os combatemos pela sua actividade religiosa. [...] [Mas] sim pela sua actividade contra o povo e o país, […] de traição nacional.» E «também não esquecemos que muitos sacerdotes [...] são inimigos da Alemanha nazi. [...] Que muitas centenas de milhar de trabalhadores, explorados e oprimidos [...], são ainda influenciados pelo catolicismo [...,] não podemos separar-nos, por razões religiosas, dos [...] operários e camponeses católicos [...] Ou [os] atraímos […] para a luta contra o fascismo; ou deixamos que eles constituam uma […] reserva do fascismo.». E concluía: «Não fazemos a "guerra à religião" e não pretendemos atingir a liberdade de crença e de prática de culto [...]. Estendemos lealmente a mão aos católicos (bem como aos que professam qualquer outra religião) para que participem no movimento nacional contra o fascismo, pelo Pão, pela Liberdade e pela Independência»1.

O III Congresso do Partido também clarificou, e assim se mantém até hoje, que um crente pode ser militante do PCP, desde que, como qualquer outro, intervenha no quadro dos respectivos Programa e Estatutos. Aliás, a esse respeito Álvaro Cunhal citava Lénine: «devemos não só admitir como atrair sem falta para o Partido […] todos os operários que conservam a fé em Deus, somos absolutamente contra a menor afronta às suas convicções religiosas.»2
Em O Caminho para o Derrubamento do Fascismo, informe do Comité Central ao IV Congresso 3, em 1946, Álvaro Cunhal escreveu: «Estendemos lealmente a mão aos trabalhadores católicos; a todos os católicos patriotas e progressistas. Lutámos contra o sectarismo e incompreensão de muitos dos nossos militantes e da generalidade dos antifascistas [...]. Houve erros de intolerância em 1910 que não devem […] repetir-se. Conquistaremos para a causa da Democracia a massa católica na medida em que saibamos respeitar as suas crenças [e] [...] mostremos […] [ser] os melhores defensores da liberdade de consciência.» 4
Álvaro Cunhal identificava «importantes factores prejudiciais à unidade com os católicos, à [sua] participação […] no Movimento de Unidade Nacional Anti-fascista, [...] a política reaccionária do Vaticano 5 [e o] apoio a Salazar […] [e a] política em defesa do fascismo levada a cabo pela Igreja portuguesa [...,] verdadeiro abuso que a hierarquia eclesiástica faz das convicções religiosas dos católicos [...]». E referia também como «factores favoráveis à unidade», «a participação de milhares de católicos nos movimentos populares [, os] numerosos católicos que se separam da acção reaccionária e fascista do Vaticano e da Igreja e anseiam liberdade e democracia no nosso país [e que] «a grande massa dos trabalhadores católicos não é fascista, acredita em Deus e vai mesmo à Igreja, mas não está de acordo com […] Salazar». E sintetizava: «para ganharmos os católicos para a causa antifascista, não devemos poupar esforços e devemos saber eliminar as deficiências na nossa actuação», chamar [...] os trabalhadores católicos à luta, [...] atrair à [unidade] católicos, incluindo sacerdotes, e procurar mesmo a adesão e participação activa de católicos destacados». 4
No texto «O Partido Comunista, os Católicos e a Igreja» 6, em 1947, Álvaro Cunhal escreveu: «as convicções religiosas, por si só, não são susceptíveis de afastar os homens na realização de um programa social e político», «comunistas e católicos podem e devem unir-se em defesa dos seus anseios comuns [...]». E afirmou: «o Cardeal Cerejeira [e] altos dignitários [da Igreja] […] têm tomado uma posição política clara, pregando o ódio aos comunistas e outros democratas e o apoio ao salazarismo, [mas] isso não altera «a nossa posição», continuamos desejando sinceramente a unidade com os católicos progressistas na luta pela realização das nossas comuns aspirações». 6
Nesse texto, após o estudo aprofundado da política da Igreja portuguesa, às ordens do Estado do Vaticano e em apoio ao fascismo, Álvaro Cunhal concluiu: «[...] os dirigentes católicos reaccionários insistem constantemente no que separa os católicos dos comunistas e outros democratas […], procurando mostrar que a barreira é tal que torna impossível qualquer entendimento ou acção comum», mas «a verdade é que "aquilo que nos separa nada é comparado com o que nos une”.» 6
No Rumo à Vitória – As tarefas do Partido na Revolução Democrática e Nacional 7 notável base teórica do Programa do PCP, aprovado em 1965 no VI Congresso, escreveu Álvaro Cunhal: «Salazar (e as classes monopolistas que representa) serve-se da Igreja e do catolicismo. Os católicos têm a "liberdade" de fazer política fascista: não têm liberdade para fazer qualquer outra política. [...] Quando [...] nenhuma corrente de católicos antifascistas tinha ganhado vulto […] insistiam no dever dos sacerdotes intervirem na vida política. Mas, quando em 1958 tal corrente se manifestou no documento assinado pelo Bispo do Porto e por dezenas de sacerdotes, o Cardeal [Cerejeira] apressou-se a ordenar que "não é missão dos sacerdotes fazer política.» 8
E pouco depois, no relatório ao VI Congresso 9 escreveu Álvaro Cunhal: «vastos círculos católicos têm-se separado do regime fascista […]. Os fascistas ameaçam tais católicos no plano político e religioso e chegam a proclamar que, por cooperarem com os comunistas […], deixam de ser católicos […,] se por hipótese a Igreja, se o próprio Papa, em tal ou tal momento [...] ou questão, negam o seu apoio à política fascista, logo passam "ao campo do inimigo"». 10 Foi exactamente o que se veio a verificar em Julho de 1970, quando Paulo VI recebeu os movimentos de libertação das colónias portuguesas.

Na crise geral do regime fascista e na Revolução de Abril, na construção do regime democrático e na sua defesa face à contra-ofensiva monopolista e imperialista, o acervo de orientações do Partido relativamente aos católicos e à Igreja confirmou-se na vida como verdadeiramente justo e adequado. Em Novembro de 1974 Álvaro Cunhal afirmou: «os comunistas defendem […] boas relações do Estado com a Igreja. Esta [...] política não se baseia em critérios de oportunidade, mas numa posição de princípio», «o mundo evolui e a Igreja Católica [...] mostra também indícios de [...] evolução positiva. [...] Confiamos em que os homens mais esclarecidos da Igreja […] compreendam […] a sinceridade [e] as profundas implicações [...], para o presente e para o futuro, desta posição do Partido Comunista».
11

Numa fase difícil da Revolução de Abril, quando, para travar e inverter as mudanças progressistas e tentar impedir a acção do Partido, as forças reaccionárias, com a cumplicidade do PS, não hesitaram no recurso ao terrorismo bombista e assassino, confirmou-se a responsabilidade criminosa de altos dignitários da Igreja Católica, mas o PCP, ao mesmo tempo que combatia os conspiradores, insistiu que «não existe um problema religioso em Portugal» e não deixou cair a consigna da «mão estendida aos católicos» na construção da democracia no nosso país.

A convergência com os católicos nos dias de hoje

Hoje, a situação do país é de uma enorme gravidade e complexidade. Vivemos as consequências de mais de 37 anos de política de direita e contra-ofensiva monopolista, da integração e da moeda única da União Europeia, do capitalismo e da sua crise estrutural e sistémica e do pacto de agressão e saque nacional – o que resulta é mais exploração, pobreza, destruição da economia, regressão social e dependência externa.

Prossegue a subversão da Constituição e dos avanços civilizacionais que consagra. Degrada-se o regime democrático, «politicamente empobrecido e desfigurado, amputado da dimensão social e económica original, crescentemente asfixiado pelos interesses do grande capital».
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Verifica-se uma arrumação de forças sociais complexa, cuja polarização se vai acentuando. E regista-se uma correlação de forças no plano político que tem vindo a melhorar, mas que não atingiu o patamar de ruptura com a política de direita, por responsabilidade do PS.

Por outro lado, a democracia formal tornou possível algum avanço na laicização do Estado e contribuiu para que mais católicos e crentes assumam a pluralidade dos seus interesses de classe e das suas opções político-ideológicas, em todas as organizações sociais e partidos políticos.

A Igreja Católica, num processo irregular, registou algumas mudanças. Acentuou-se a fusão do Estado do Vaticano e das super-estruturas da Igreja com o capital financeiro supranacional, o que implica a consolidação das respectivas opções de classe na alta hierarquia. Mas, simultaneamente, avançou a secularização da vida social, alargou-se o fosso entre o diagnóstico oficial da «economia de exclusão e desigualdade» e a ocultação e mistificação de respostas progressistas efectivas, emergiram novos questionamentos de dogmas e orgânicas e novas dinâmicas associativas e de Acção Católica.

Em Portugal, neste final de 2013, e isso é ainda uma conquista de Abril, não existe uma «questão religiosa», e no que depender do PCP nunca existirá; o que não significa que não haja matéria a merecer atenção, relativamente à laicidade do Estado e à sua garantia, à igualdade das confissões minoritárias e a múltiplos fenómenos sociais conexos. Este é um quadro em que a relação dos comunistas com a Igreja, os católicos e os outros crentes, assume novas complexidades.

A Igreja Católica e todas as outras, devem ser respeitadas na sua acção religiosa e ouvidas com atenção no plano institucional. Nada move os comunistas contra a Igreja e não acompanhamos posições anticlericais, de génese maçónica ou anarquista. Aliás, a experiência mostra que é positivo o relacionamento regular entre o Partido e a Igreja Católica, apesar dos preconceitos de certos dignitários. E como no passado, o PCP não abdicará do direito de resposta a posições de natureza política, algumas bem alinhadas à direita, de certos responsáveis religiosos, se e quando isso for impreterível.

Mas o relacionamento dos comunistas com as massas católicas tem de prosseguir sobretudo nos caminhos que trilham em comum, na defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo, no movimento sindical unitário, nas organizações de classe, nos movimentos associativo e de defesa das populações, na luta contra a exploração, o empobrecimento e o declínio nacional, no quadro da CDU e na construção de uma nova política patriótica e de esquerda.

A experiência prova que não é difícil a convergência nestes caminhos. O humanismo, a proximidade aos pobres e oprimidos, os valores de paz, justiça e igualdade do «cristianismo primitivo» e do acervo cultural das massas católicas, não estão longe de ideais e propostas dos comunistas. Escreveu Álvaro Cunhal: «Quem são aqueles que estão mais perto dos pobres, [...] que sempre […] defendem os humilhados e ofendidos, as vítimas da exploração, da tirania e do mal? Quem […] é animado pelo amor do próximo e capaz de sacrificar [...] a própria vida? [...] qualquer pessoa de sentimentos honrados encontra resposta fácil […]» e «se a anima o ideal cristão, sentir-se-á mais próxima dos comunistas, que não são católicos, do que daqueles que se dizem cristãos, sem alguma vez o terem sido.»
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Hoje, o problema político mais complexo da situação nacional reside na fase mais adiantada do caminho comum dos trabalhadores e outros sectores sociais não monopolistas, dos católicos progressistas, dos comunistas, de todos os democratas e patriotas; a dificuldade é a construção da verdadeira alternativa e de um governo patrióticos e de esquerda, que não se confundam com um governo PS de alternância ao PSD, para fazer no essencial a mesma política.

O desenvolvimento vigoroso da luta de massas, o reforço do PCP e a alteração da correlação de forças no plano político são determinantes para uma verdadeira alternativa, cuja construção pode «constituir um processo complexo e eventualmente prolongado»
14, um caminho muito exigente, que impõe a cooperação de forças, sectores e personalidades democráticas e obriga os democratas e patriotas a um grande esforço de convergências e soluções.

Neste caminho difícil, há muitos passos a dar, muitas posições e acção a construir e consolidar, com as organizações católicas mais avançadas, a JOC, a LOC e vários movimentos de leigos, porventura próximos do Vaticano II e da Teologia de Libertação, com sacerdotes e personalidades da hierarquia da Igreja, de outras organizações cristãs e de outras religiões, que não militem pela política de direita e pelo Pacto de Agressão, que não manipulem a religião como «ópio do povo», que se comprometam com a sua fé no caminho da mudança, para um mundo e um Portugal mais humano e mais justo.

O legado de Álvaro Cunhal, a história e a luta do PCP e a realidade do mundo de hoje não deixam espaço a hesitações. É preciso, imperioso e urgente estar do lado das massas católicas, dos trabalhadores e do povo e «estender a mão» aos cristãos e aos crentes, porque é impreterível juntar ainda mais forças, inteligências e vontades, na luta contra a exploração e o roubo, contra o capital financeiro, o «bezerro de ouro», o obscurantismo e a destruição do país, no caminho em comum para firmar os valores de Abril no futuro de Portugal.



Notas
(1) Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, Edições «Avante!», Lisboa, t. I, 2007, pp. 204-208.

(2) V. I. Lénine, Obras Escolhidas em 6 tomos, Edições «Avante!», Lisboa, Tomo I, 1984, «Sobre a atitude do Partido Operário em relação à Religião», p. 375.
(3) Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, t. I, ed. cit., pp. 369-536.
(4) Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, t. I, ed. cit., «A unidade com os católicos», pp. 479-483.
(5) O Caminho para o Derrubamento do Fascismo inclui um texto sobre «A política reaccionária do Vaticano» – Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, t. I, ed. cit., pp. 429-431.
(6) Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, t. I, ed. cit., pp. 789-814.
(7) Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, Edições «Avante!», Lisboa, t. III, 2010, pp. 1-246.
(8) Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, t. III, ed. cit., pp. 128 e 129, citação do texto «A Igreja e os católicos» do Capítulo IX do Rumo à Vitória – «Unidade das forças democráticas e patrióticas imperativo da situação nacional».
(9) Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, t. III, ed. cit., pp. 279-415.
(10) O Relatório do Comité Central ao VI Congresso inclui um texto com o título: «Estreitar a cooperação com os católicos antifascistas» – Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, t. III, ed. cit., pp. 364-368.
(11) Cadernos do PCP, Comunistas e Católicos, Edições «Avante!», Lisboa, 1975, pp. 81-85, excertos do texto «Ser católico ou não católico não é motivo de separação ou divisão entre portugueses», que integra o discurso de Álvaro Cunhal num comício em Braga em 30 de Novembro de 1974.
(12) Avaliação do XVIII Congresso, reiterada no XIX Congresso do PCP, Edições «Avante!», Lisboa, 2013, Resolução Política, p. 367.
(13) Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, t. III, ed. cit., p. 368.
(14) XIX Congresso do PCP, ed. cit., Resolução Política, p. 394.
 
 
 
 
Fonte: O Militante
http://mafarricovermelho.blogspot.com/2014/01/o-pcp-os-catolicos-e-igreja-contributo.html
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2jan2019
Postei novamente:

PCP diverge do PS (que tem ministro das finanças premiado por servir os agiotas europeus) em relação à dívida... atingiu um novo máximo: 251 mil milhões!!! E o PCP já não está sozinho nesta luta...Por exemplo o Frei Bento Domingues:
"A DÍVIDA É ILEGÍTIMA!"
"Esta carga não pode cair assim sobre as pessoas!"
"As pessoas não vêem não olham
mas temos uma palavra a dizer!"
"TODAS AS COISAS QUE FORAM NEGOCIADAS PODEM SER RENEGOCIADAS!!"
"A TROIKA são os bancos alemães a 1% e nós a pagarmos a 5%..."
"O inevitável quando não há alternativa
é uma ditadura"
"o ser indignado não é um movimento
é uma reacção moral"
"A riqueza está muito concentrada
e isso não é discutível?"
"Como é que os mais fracos é que vão pagar uma dívida que não produziram?"
"O Aristóteles disse que o dinheiro não tem filhos"
"A EDP foi vendida e afinal dava lucro ao país
querem privatizar tudo aos estrangeiros
depois ficam cá alguns a mandar..."
"quem manda são os mercados
é o capitalismo mais liberal mais rasca"
"a economia de mercado não pode ser tão bárbara"
"Os ricos dão uma esmolinhas aos pobres..."
"A Igreja católica tem que fazer esse ato de solidariedade"
"mas tem também que fazer o mais importante: devem todos mobilizar-se para ajudar a exigir ao renegociar da dívida
que é uma violência sobre o povo português.."
"Os católicos deviam exigir a renegociação da dívida!"
"Na minha opinião os padres deviam dizer isso na missa!"
"O Arcebispo Ortiga também disse que os cristãos têm de começar a levantar a voz..."
"É um problema religioso o PRIMADO DA PESSOA HUMANA
E também O DESTINO UNIVERSAL DOS BENS!"
"Jesus olhava para os que estavam na valeta
e para as causas que os lançam para a valeta e ele denunciou..."
"Tantos universitários e sábios e não resolvem!"
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Sobre o 1º ministro dizer que emigrem:
"NÃO É CONSELHO QUE SE POSSA DAR. NÃO SE PODE DIZER O QUE LHE APETECE."
"Vão emigrar para o Luxemburgo e ficam no desemprego...

A Europa toda tem de rever as suas bases!"


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