03/03/2019

6.841./3mar2019.7.7') Bulhão Pato

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Nasceu a 3mar1829...Bilbau
e morreu em 24aGOSTO1912...Monte Caparica
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Disponível provisoriamente em "Google Drive", no link abaixo:




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Feliz de amor!

Não sabes que ao ver-te triste,
E pensativa a meu lado,
O rosto na mão firmado.
E os olhos postos no chão,
Calado, ansioso, anelante,
Quero ler no teu semblante
A causa da dor constante
Que te oprime o coração?

Pois não basta o meu amor
Para te dar a ventura?
Responde: quando a luz pura
Do sol vem beijar a flor,
Não lhe acende mais a cor?
Não lhe dá mais formosura?

Agora, quando se inflama
Em teu peito aquela chama,
À qual tudo se ilumina
De viva, encantada luz,
Dize: é quando, minha vida,
Pálida, triste, abatida,
A tua fronte se inclina,
E melancólica sombra,
De mal contida amargura
Nos teus olhos se traduz?!

Certeza de que és amada
Com quanto poder na terra
Em peito de homem se encerra,
Tem-la em tua alma gravada!
Então de fundo desgosto
Porque vem nuvem pesada
Carregar teu belo rosto?

Pois se ao vívido calor
Do sol a rosa fulgura
E redobra aroma e cor,
Não te há de dar a ventura
A chama do meu amor?!

Maio de 1859.http://www.bibliologista.com/2016/06/versos-poesiade-bulhao-pato.html
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 LAGRIMA

  Eu perguntei o que era amor à rosa,
«É como nós: corolla avelludada,
«De uma  côr attrahente, voluptuosa
«Porém, toda de espinhos circundada»:

  Os malmequeres brancos consultei
Sobre se sim ou não era eu amado;
Uma por uma as folhas arranquei
E d´um malmequer branco desfolhado.

  A derradeira respondeu-me : «Não!»
Banhou-se-me de pranto o coração...
Se é fraqueza chorar nos meus amores,

  Lagrimas verte o monte, que é granito,
E o céu, o próprio céu, que é infinito,
Chora também no calice das flores!

  (Bulhão Pato - no livro - Poesias escolhidas - 1932)
 http://olhaioliriodocampo.blogspot.com/2019/02/lagrima-um-poema-de-bulhao-pato.html
***
CARTA
Quando partiste ainda havia
Um sol como de verão.
Partiste, e logo a invernia
— Triste do meu coração —
Rompeu de cara sombria.
Mar que vias da janela,
Tão sereno e tão azul,
Torvo ao largo se encapela
Com as lufadas do sul,
Dando núncios da procela.
Uma avesita arribada,
Que à tarde poisou aqui,
Soltou um pio magoada;
Como eu as tenho de ti
Teve saudades, coitada!
Saudades… se breve espero
Ver-te, que estás a dois passos?
Sempre a um pai é desespero
Não ter a filha nos braços,
E eu como a filha te quero.
De passagem te direi
Que ontem, descendo o valado,
Com a casa defrontei,
E, vendo tudo fechado,
Por vergonha não chorei.
Quando do alto do casal
Me avistavam da janela,
Que alegria triunfal! …
Eras tu, e a Filomela,
E os lenços num vendaval!
— «Depressa, que o tio espera,
Jantar na mesa, são horas.»
E a tentar cara severa,
E rindo como as auroras
Dos dias da primavera!
Agora vêm da invernia
As cordas d’água puxadas
Na força da ventania,
E essas janelas cerradas,
E eu sem a vossa alegria!…
Já nem sei o que escrevi…
Vou fechar a carta. Adeus!
Guarda um beijo para ti,
Dá-me um abraço nos teus,
Y nó te olvides de mi!
1899.
 https://viciodapoesia.com/2017/09/10/carta-poema-de-bulhao-pato/
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terça-feira, 22 de abril de 2008


Raimundo António de Bulhão Pato

Raimundo Antonio de Bulhao Pato
Raimundo António de Bulhão Pato (Bilbau, 3 de Março de 1828 — Monte da Caparica, 24 de Agosto de 1912), conhecido por Bulhão Pato, foi um poeta, ensaísta e memorialista, sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa. As Memórias de Bulhão Pato são uma interessante fonte para o conhecimento da política portuguesa na última metade do século XIX.


Biografia

Nasceu a 3 de Março de 1829 em Bilbau, foi criado em Deusto. Era filho de Francisco de Bulhão Pato, poeta e fidalgo português, e de D. Maria da Piedade Brandy. Na sua infância estava Espanha entregue aos horrores da guerra civil, deram-se os três cercos de Bilbau, e a família Bulhão Pato depois de sofrer grandes transtornos e inclemências, decidiu abandonar a casa onde vivia, e em 1837 retirou-se para Portugal.

Frequentou o colégio da rua do Quelhas, matriculou-se na Escola Politécnica em 1845. Desde então, contando apenas 15 anos, começou a conviver com as primeiras capacidades literárias e políticas daquela época. Os seus versos eram tão espontâneos e tão naturais, que o consagraram verdadeiro poeta.

Publicou o seu primeiro livro em 1850, com o título de Poesias de Raimundo António de Bulhão Pato; em 1862 apareceu o seu segundo livro, Versos de Bulhão Pato, e em 1866 o poema Paquita.

Publicaram-se depois, em 1867 as Canções da Tarde; em 1870 as Flôres agrestes; em 1871 as Paizagens, em prosa; em 1873 os Canticos e satyras; em 1881 o Mercador de Veneza; em 1879 Hamlet, traduções das tragédias de William Shakespeare, de Ruy Blas e de Victor Hugo. Em 1881 seguindo-se outras publicações: Satyras, Canções e Idyllios; o Livro do Monte, em 1896.

Para o teatro, parece que escreveu apenas uma comédia em um acto, Amor virgem n'uma peccadora, que se representou no teatro de D. Maria em 1858, sendo publicada nesse mesmo ano.

Bulhão Pato foi colaborador em diferentes jornais: Pamphletos, 1858; a Semana, Revista Peninsular, Revista Contemporanea e Revista Universal,entre outros.

Duas vezes foi convidado para deputado, mas sempre se recusou.
 http://poemas-poestas.blogspot.com/2008/04/raimundo-antnio-de-bulho-pato.html
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03 de Março de 1829: Nasce o poeta português Bulhão Pato

Poeta português, Raimundo António de Bulhão Pato nasceu a 3 de Março de 1829, em Bilbau, Espanha, e faleceu em 1912.
Filho de portugueses (o seu pai era fidalgo e poeta), teve uma infância difícil, vivendo constantemente rodeado de dificuldades decorrentes da guerra carlista. Já na adolescência, a guerra civil espanhola obriga a família a vir para Lisboa, onde Bulhão Pato frequenta a Escola Politécnica. Por essa altura começou a conviver também com algumas das personalidades literárias mais importantes da época, como Latino Coelho, Andrade Corvo, Rebelo da Silva, Almeida Garrett, Gomes de Amorim e Alexandre Herculano, entre outros. Essa convivência viria a ser de extrema importância para o consolidar dos seus conhecimentos. Colaborou em periódicos como O Panorama, a Revista Universal Lisbonense, a Revista Peninsular e A Semana. Traduz Shakespeare, Bernardin de Saint-Pierre e Vítor Hugo.
Considerado um poeta apaixonado, influenciado pelos valores do Ultrarromantismo que o envolveu durante a sua infância e adolescência (sobretudo em Poesias e Versos, de 1850 e 1862), influenciado por Lamartine e Byron, torna-se célebre com o poema narrativo Paquita, sucessivamente reeditado até 1894, e amplamente reconhecido por Alexandre Herculano e Rebelo da Silva.
É também autor de quatro livros de memórias, escritos num tom íntimo e nostálgico, interessantes pelas informações biográficas e históricas que fornecem. O seu estatuto de derradeiro representante de um Romantismo sentimental ultrapassado, a que as facetas de caçador e de gastrónomo (é seu o livro de receitas O cozinheiro dos cozinheiros, de 1870) conferiam contornos de certa forma castiços, teria, ao que parece, servido de inspiração a Eça de Queirós na composição da figura do poeta Tomás de Alencar, em Os Maias (1888).

Bulhão Pato foi um grande apreciador dos prazeres da mesa e  terá sido num restaurante da Rua da Bela da Rainha (actualmente Rua da Prata), mais precisamente no "Estrela de Ouro", que nasceu a receita com o nome do escritor. Não foi invenção sua, mas sim de um cozinheiro que aproveitou para o homenagear enquanto bom apreciador deste prato, provavelmente como forma de agradecimento aos elogios que Bulhão Pato proferia às suas confecções culinárias. Estes bivalves eram na época muito apreciados, constituindo uma iguaria bastante requintada para as mesas dos lisboetas.O prato é confeccionado com amêijoas, azeite, alho, coentros, sal, pimenta e limão (para temperar antes de servir). Algumas receitas podem adicionar uma pequena porção de vinho branco.
Fontes: Infopédia
wikipédia (imagens)
Retrato de Bulhão Pato - Columbano Bordalo Pinheiro


https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/03/03-de-marco-de-1829-nasce-o-poeta.html?fbclid=IwAR1ZY7XUHFj3m8Ny8WLq1Qypofl1kb7P7DONyZmDi7sp2uV4wHr2Sgw_g5o
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02/03/2019

6.548.(2mar2019.9.9') Nina Simone

Nasceu a21feVER1933...Tryon...Carolina do Norte
e morreu a 21abril2003...Carry-le-Rouet...Bouches-du-Rhône...França
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fiz várias postagens no dia 21 de abril
 https://www.youtube.com/watch?v=Av3NfeXyPrw&list=RDAv3NfeXyPrw#t=0
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Nina Simone - Ain´t Got No - Legendado Português

Publicado a 21/10/2015

Nina Simone foi literalmente a voz do movimento negro americano pelos direitos civis, nas reuniões e nos encontros, era sua música a responsável por acalmar os corações dos que tudo perdiam naquela lógica violenta e separatista intensificadas nas décadas de 50 e 60. Nina sempre sonhou em ser a primeira pianista clássica negra, mas fora reprovada na universidade, mesmo sabendo ter realizado um bom teste. Tal fato desencadeou uma mudança de planos na vida de Nina que foi ganhar a vida cantando blues em barzinhos e quanto mais crescia seu ativismo pelo movimento anti segregação, mas eram lhe fechadas as portas, as rádios, os palcos. Depois de ter vivido altos e baixos e ter aberto seu coração e sua genialidade para o mundo, Nina declarou a uma entrevista para uma rádio europeia: "Se eu fosse uma pianista clássica eu teria sofrido menos". pouco antes de morrer Nina recebera uma carta de pedido de desculpas da universidade de música Curtis por sua reprovação no teste. A voz de quem não se calou.
 https://www.youtube.com/watch?v=hxdGQd-xb20
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https://www.youtube.com/watch?v=wYhE0ItNZIc
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7feVER2019...Avante...Nuno Gomes dos Santos (escreveu)

Nina Simone, uma «voz com alma, talentosa e negra»
Há vozes e posturas que, juntas, nos dão a alegria de que precisamos para continuar a luta do lado melhor da vida. Com tropeções, é certo (quem não os tiver dado que atire a primeira pedra...), mas com uma inabalável força e uma inquebrantável vontade, Nina Simone (1933-2003), que agora revejo e volto a ouvir, numa peregrinação cíclica à música e às palavras que interpretou numa voz de contralto cheia e poderosa, é um exemplo disso.

Filha de uma empregada doméstica que era ministra metodista e de um pai marceneiro, começou por enfrentar os pais mudando de nome (nasceu Eunice Kathleen Waymon e escolheu ser Nina, de «niña» e Simone, já que Simone Signoret era a sua acrtiz preferida) para cantar blues às escondidas. Depois teve que enfrentar muitas coisas, entre elas a proibição de ingressar no Instituto de Música Curtis, na Filadélfia, apesar de ter cursado piano clássico na Juilliard School de Nova York, ou, aos 12 anos, a ordem para que os seus pais, que estavam na primeira fila do seu concerto de estreia na igreja local, passassem para as últimas filas para dar lugar a brancos. Nina não começou a actuação enquanto não reviu os seus progenitores nos seus lugares iniciais...

Cantou em bares, começou a gravar e, desde logo, se mostrou uma cantora empenhada («Gostava de saber como seria sentirmo-nos livres», Billy Taylor) e de um bom gosto diversificado, cantando o já citado Billy Taylor, George Harrison (o «beatle» que escreveu, por exemplo, Here Comes The Sun e My Sweet Lord, que Nina interpretou) e Lorraine Hansberry, que compôs To Be Young, Gifted and Black («ser jovem, talentosa e negra»). Foi amiga de Miriam Makeba, Aretha Franklin e Donny Hathaway (cantor de topo – soul, blues, gospel – e de vida breve mas de carreira muito aplaudida).

Nina foi protagonista de vários episódios de impaciência e brusquidão, coisas menores se atentarmos ao que fez pelos direitos cívicos dos negros. Cantou Mississipi Goddam, que se tornou um hino activista dos negros norte-americanos, denunciando o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham, Alabama, e afirmando, na letra: «Eu já não pertenço aqui1 (…). Eu só quero igualdade para a minha irmã, o meu irmão, para o meu povo e para mim.» Actuou em concertos contra a guerra do Vietname. Não foi por acaso que cantou no funeral de Martin Luther King.

São muitas as razões para ouvirmos, ou re-ouvirmos, na sua voz com alma, canções como Don’t Let Me Be Misunderstood, To Be Young, Gifted and Black, I Put a Spell On You, Here Comes The Sun, Mississipi Goddam, Little Girl Blue ou I Wish I Know It Would Feel To Be Free. Para além da actualidade temática das suas canções, Nina Simone é uma prenda para os nossos ouvidos!

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1Nina Simone sentiu-se compelida a sair dos EUA depois de ter cantado To Be Young, Gifted an Black. Regressou aos Estados Unidos e foi, depois de algumas complicações, aconselhada por Miriam Makeba a ir para a Libéria. Viveu ainda na Suécia e na Holanda, antes de se fixar em França, onde faleceu, aos 70 anos. http://www.avante.pt/pt/2358//153230/
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6.308.(1mar2019.22.22') Sandro Botticelli

Nasceu a 1mar1445...Florença
e morreu a 17mAIo1510...Florença
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postei durante vários anos:
 https://www.youtube.com/watch?v=5Ww5ZU0Edvg
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17 de Maio de 1510: Morre em Florença, o pintor Sandro Botticelli

No dia 17 de Maio de 1510 falece em Florença o primeiro pintor humanista, Sandro Botticelli.
Alessandro Filipepi nasceu em Florença em 1445, na família de um curtidor de couro. Como um dos seus irmãos, rechonchudo, havia sido apelidado de "botticelli", que significa em italiano "pequeno tonel", o epíteto substitui o sobrenome de família, passando a identificar o futuro pintor.

Sandro Botticelli fez o seu aprendizado no atelier de um grande pintor florentino do Quattrocento (o século XV italiano), Filippo Lippi (1406-1469). Como todos os artistas da Renascença, Lippi, tal qual um chefe de cozinha moderno, dirigia uma equipa de ajudantes e aprendizes, cada um especializado em um detalhe, nas roupas, nos filamentos de ouro, etc.

Com a colaboração da sua equipa, o mestre atendia aos pedidos da burguesia e produzia pequenos quadros em quantidade. Nessa ocasião é também muito solicitado por abades, bispos e príncipes para levar a cabo obras mais ambiciosas.

Botticelli passa para o atelier de Verrochio embora frequentando o atelier de Leonardo da Vinci, um rival. Em 1470, abre o seu próprio atelier. O seu talento vale ao jovem artista a possibilidade de frequentar as mais influentes famílias da cidade, entre as quais os Vespucci, um deles, Amerigo (ou Américo Vespúcio, o navegador), que viria a emprestar o seu nome a um continente, e sobre tudo os Médicis. O poderoso Lourenço, o Magnífico, concorda em dar-lhe protecção. O pintor, de resto, frequenta os grandes espíritos do humanismo da época, como Pico de la Mirandola e Marsílio Ficino, tradutor de Platão.
 
Os seus amigos iniciam-no na filosofia neoplatónica que via o mundo sensorial como reflexo do mundo das ideias. Essa filosofia vê-se reflectida nas suas célebres alegorias inspiradas na Antiguidade pagã.

A sua obra-prima "A Primavera", destinada a uma ‘villa’ dos Médicis, expõe toda a graça e o optimismo da Renascença italiana, com um toque de inquietação da ninfa da direita, quase agarrada pela divindade Zéfiro. Trata-se possivelmente da primeira pintura europeia que colhe inspiração na Antiguidade pagã.

Em 1481, o papa Sisto IV encomenda a Botticelli alguns frescos de temas religiosos para a capela à qual emprestaria o seu nome: a Capela Sistina. Pode-se admirar esses painéis ao lado dos monumentais frescos de Miguel Ângelo.

Após a sua viagem a Roma, que não lhe trouxe qualquer recompensa financeira, o artista empreende “O Nascimento de Vénus”. Esta nova alegoria neoplatónica ilustraria, segundo certos comentadores, os quatro elementos – terra, água, ar e fogo – e o Amor que sela a sua harmonia.

Depois da morte de Lourenço, seu protector, em 1492, o pintor sofre como muitos dos seus concidadãos florentinos a influência do pregador Jerónimo Savonarola.

O optimismo próprio do humanismo é atacado, à época, violenta e sistematicamente pelo fundamentalismo religioso. A pintura de Botticelli torna-se mais austera. Todavia, não se pode deixar à margem das suas célebres alegorias alguns retratos comoventes de realismo e as pinturas de madonas maternais e recatadas.
Fontes: Opera Mundi
Estórias da História
wikipedia (Imagens)
  https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=l7cDJ31QbwE
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/05/17-de-maio-de-1510-morre-em-florenca-o.html?spref=fb&fbclid=IwAR2upUV1GsFAcNeD3WbpGcoZeL2zufOBfwx2-2o_mOivE-9jtX0crtCqJ2U
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A Primavera" de Sandro Botticelli - Análise da obra

A Primavera, obra também conhecida como Alegoria da Primavera é um quadro de Sandro Botticelli que utiliza a técnica de têmpera sobre madeira. Pintado cerca de 1482, mede 205 cm x 314 cm.
A história da obra não é muito conhecida; parece ter sido encomendada por um membro da família Médicis. É provável que Botticelli se tenha inspirado nas odes de Ângelo Poliziano para realizar esta obra. As outras fontes são da Antiguidade: os "Faustos" de Ovidio e "De rerum natura" de  Tito Lucrécio. Desde 1919 a pintura faz parte da colecção da Galeria Uffizi, em Florença, Itália.
  
O quadro representa e festeja a chegada da Primavera. No meio do bosque de laranjeiras Vénus, a deusa do Amor, surge num prado, por cima do qual o seu filho Eros atira as  flechas de amor, com os olhos vendados. Soberana do bosque, Vénus encontra-se um pouco atrás. A atitude e o movimento das personagens demonstram uma harmoniosa unidade entre o homem e a natureza. Por cima de Vénus, as laranjeiras fecham-se em semicírculo, como uma auréola que circunda a deusa, principal personagem do quadro.
O lirismo também terá servido de inspiração a Botticelli e assim, surge a divindade de Zéfiro, brisa que banha as planícies de orvalho, as cobre de doces perfumes e veste a terra de inúmeras flores. Esta personagem está representada à direita do quadro sob a forma de um ser alado, azul esverdeado. É Zéfiro que persegue uma ninfa com vestes transparentes (Clóris) que olha para o deus com horror. Da sua boca caem flores e misturam-se com as que decoram o vestido de uma outra personagem que avança ao lado dela. Esta nova personagem tira do regaço um punhado de rosas que coloca no jardim.
Do lado esquerdo, vemos as Três Graças (Aglaia, Tália e Eufrósina), que representam a beleza, a castidade e a sensualidade, dançando numa roda cheia de encanto. A seguir está Mercúrio, o mensageiro dos deuses, que fecha o quadro à esquerda. É reconhecido pelas suas sandálias aladas e o caduceu que tem na mão direita. A presença do sabre que Mercúrio transporta, demonstra a sua função de guardião do bosque.
Esta obra destaca-se tanto pelo seu  realismo que encontramos nas figuras e também no estudo  detalhado da anatomia, como pelo seu naturalismo; é também um claro exemplo de retrato. No quadro poderão estar representandas algumas figuras importantes da época: a Graça da direita é Catarina Sforza, a  Graça do meio poderá ser Semiramide Appiani, esposa  de Lourenço o Popolano que está representado como Mercúrio, (alguns autores referem que é Juliano de Médicis quem aparece representado como Mercúrio) esta Graça olha fixamente para o seu  marido (Mercúrio). Tem sido proposto que o modelo de Vénus foi Simonetta Vespucci, musa de Sandro Botticelli.
Fontes: www.uffizi.org
wikipedia (Imagens)
 Ficheiro:Botticelli-primavera.jpg
File:Sandro Botticelli 041.jpg
Lourenço O Popolano ou Juliano de Médicis, representado como Mercúrio
Ficheiro:Primavera 04.jpg
Flora
Ficheiro:Sandro Botticelli 039.jpg
As Graças
 File:Primavera 05.jpg
Zéfiro e Clóris
  https://www.youtube.com/watch?v=l7cDJ31QbwE
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2013/06/a-primavera-de-sandro-botticelli.html?spref=fb&fbclid=IwAR0huq1rpY4ua4g9bVp9J19RfZcfo4O2qISBQBuy9tuCCgLZsk95RsBdsh4
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O Nascimento de Vénus, de Sandro Botticelli

O quadro O nascimento de Vénus, pintado por Sandro Botticelli em 1482, faz parte, em conjunto com a tela A Alegoria da primavera realizada entre 1477 e 1478, de uma encomenda de Lorenzo di Pier Francesco, primo do influente Lourenço de Medicis, o Magnífico, que as queria colocar numa das Villas da família. Estas pinturas constituem os trabalhos mais conhecidos e paradigmáticos deste pintor, de nome Alessandro di Mariano Filipepi (1445-1510), que foi discípulo do pintor Fra Filippo Lippi e recebeu fortes influências de Antonio del Pollaiuolo e de Andrea del Verrocchio.


Executadas num período cultural de transição, as duas pinturas apoiam-se em temáticas da Antiguidade clássica, filtradas por um neoplatonismo de raíz cristã o que lhes imprimem fortes significados simbólicos e alegóricos. Esta recuperação da filosofia de Platão, que teve como protagonista o humanista Ficino, encontrou o necessário impulso na corte dos Medicis. Em termos gramaticais estes trabalhos integram-se nos ideais estéticos que marcaram a requintada e ilustrada escola pictórica florentina do primeiro renascimento.A pintura procura captar, com requintado lirismo, a altura do nascimento da deusa, momento que simboliza igualmente o surgir dos ideiais platónicos de beleza e de verdade. Colocada no centro da composição, a Deusa ergue-se sobre uma concha que se aproxima da costa, empurrada pelo doce movimento das ondas e acompanhada por dois personagens, tradicionalmente associados aos deuses do vento que tentam imprimir a Vénus a sua essência divina. Do lado oposto encontra-se a figura de Flora que procura cobrir a deusa com um longo manto florido.A serenidade da imagem e a luminosidade da paisagem traduzem um duplo sentido, por um lado apontam para gramáticas claramente renascentistas de derivação clássica (note-se a influência da escultura grega na definição do perfil da figura central), associadas à temática mitológica da pintura; por outro, o tratamento do episódio e a composição formal da tela recordam as representações cristãs do batismo de Cristo, com referências à concha, à água e às figuras dos anjos, aqui incarnadas pelos dois ventos. A própria Vénus não deixa de recordar, pelo movimento sinuoso, uma madona medieval. A nudez de Vénus encontra-se alheia a qualquer ideia de erotismo, como o comprova o longo cabelo que lhe cobre o sexo ou a mão que esconde os seios.Recorrendo a uma gama cromática assente em tons intermédios e escolhendo uma luz fria e neutralizante, Botticelli recusou a imitação direta e naturalista do mundo real, criando, dentro da tradição tardo-medieval, um espaço e um conjunto de figuras idealizados.


Apesar de ter também realizado pinturas a óleo sobre tela e murais a fresco, Botticelli utilizou essencialmente a têmpera, aplicada sobre madeira, técnica que empregou na execução da pintura "O nascimento de Vénus".


O quadro, de reduzidas dimensões, encontra-se exposto na Galeria dos Uffizi em Florença.

O nascimento de Vénus (pintura). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 



Sandro Botticelli - The Birth of Venus (detail) - WGA2772.jpg
https://www.youtube.com/watch?v=-HNpTy0SeGM

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01 de Março de 1445: Nasce o pintor renascentista Sandro Botticelli, autor de "A Primavera" e "O Nascimento de Vénus"

No dia 1 de Março de 1445  nasceu em Florença o primeiro pintor humanista, Alessandro Filipepi, na família de um curtidor de couro. Como um dos seus irmãos, rechonchudo, havia sido apelidado de "botticelli", que significa em italiano "pequeno tonel", o epíteto substitui o sobrenome de família, passando a identificar o futuro pintor.

Sandro Botticelli fez o seu aprendizado no atelier de um grande pintor florentino do Quattrocento (o século XV italiano), Filippo Lippi (1406-1469). Como todos os artistas da Renascença, Lippi, tal qual um chefe de cozinha moderno, dirigia uma equipa de ajudantes e aprendizes, cada um especializado em um detalhe, nas roupas, nos filamentos de ouro, etc.

Com a colaboração da sua equipa, o mestre atendia aos pedidos da burguesia e produzia pequenos quadros em quantidade. Nessa ocasião é também muito solicitado por abades, bispos e príncipes para levar a cabo obras mais ambiciosas.

Botticelli passa para o atelier de Verrochio embora frequentando o atelier de Leonardo da Vinci, um rival. Em 1470, abre o seu próprio atelier. O seu talento vale ao jovem artista a possibilidade de frequentar as mais influentes famílias da cidade, entre as quais os Vespucci, um deles, Amerigo (ou Américo Vespúcio, o navegador), que viria a emprestar o seu nome a um continente, e sobre tudo os Médicis. O poderoso Lourenço, o Magnífico, concorda em dar-lhe protecção. O pintor, de resto, frequenta os grandes espíritos do humanismo da época, como Pico de la Mirandola e Marsílio Ficino, tradutor de Platão.

Os seus amigos iniciam-no na filosofia neoplatónica que via o mundo sensorial como reflexo do mundo das ideias. Essa filosofia vê-se reflectida nas suas célebres alegorias inspiradas na Antiguidade pagã.

A sua obra-prima "A Primavera", destinada a uma ‘villa’ dos Médicis, expõe toda a graça e o optimismo da Renascença italiana, com um toque de inquietação da ninfa da direita, quase agarrada pela divindade Zéfiro. Trata-se possivelmente da primeira pintura europeia que colhe inspiração na Antiguidade pagã.

Em 1481, o papa Sisto IV encomenda a Botticelli alguns frescos de temas religiosos para a capela à qual emprestaria o seu nome: a Capela Sistina. Pode-se admirar esses painéis ao lado dos monumentais frescos de Miguel Ângelo.

Após a sua viagem a Roma, que não lhe trouxe qualquer recompensa financeira, o artista empreende “O Nascimento de Vénus”. Esta nova alegoria neoplatónica ilustraria, segundo certos comentadores, os quatro elementos – terra, água, ar e fogo – e o Amor que sela a sua harmonia.

Depois da morte de Lourenço, seu protector, em 1492, o pintor sofre como muitos dos seus concidadãos florentinos a influência do pregador Jerónimo Savonarola.

O optimismo próprio do humanismo é atacado, à época, violenta e sistematicamente pelo fundamentalismo religioso. A pintura de Botticelli torna-se mais austera. Todavia, não se pode deixar à margem das suas 
célebres alegorias alguns retratos comoventes de realismo e as pinturas de madonas maternais e recatadas.
Fontes: Opera Mundi
Estórias da História
wikipedia (Imagens)
 
 Provável auto retrato de Sandro Botticelli

O Nascimento de Vénus  (análise da obra) - Sandro Botticelli

A Primavera  (análise da obra) - Sandro Botticelli
 https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=l7cDJ31QbwE

https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/03/01-de-marco-de-1445-nasce-o-pintor.html?fbclid=IwAR0n6Ecu9YCKDOUscYPctHv0blIlxF5sdNLsUaOiZ6GihZTSgCUdN5Al4nY
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5.040.(1mar2019.21.21´) José Luís Machado - Zito...

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Nasceu a 15abril1933...Benedita
e morreu a 1mar1994...Benedita
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16mAIo2019
Nos "Carmos"
Terra Mágica das lendas evoca Zito...
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Na tertúlia sobre Ary dos Santos, a Presidente da Terra Mágica rELEVOU o Zito...Têm iniciativas projectadas.
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Foi sócio fundador nº1 e Presidente do ABCD
em 1962 e 1964
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_Beneditense_de_Cultura_e_Desporto
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1mar2019
Via Silvino Lopes:
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Para que não se esqueçam os valores desta terra
- 01-03-1994 -
Faz hoje 25 anos que faleceu José Luís Machado - Zito -
Nasceu a 15-04-1933, na Benedita onde sempre viveu. Desde cedo aprendeu a sua primeira profissão – carpinteiro – na oficina do Sr. José Delgado.
Autodidata, muito dedicado à Benedita, à cultura e à escrita, que iniciou aos 17 anos como correspondente de vários jornais regionais, diários nacionais e revistas.
Homem de grande dinamismo intelectual que ao longo dos anos sempre esteve ligado às instituições sociais e culturais da Benedita, deixando como legado, entre outras atividades:
- Poeta, com a obra Voz no Tempo, publicada em 1979
- Historiador e investigador com a obra Tempo Imemorial – História da Benedita, publicada em 1980, (Tempo de Sempre – usos e costumes, Tempo Presente – 25 anos de progresso, não publicados)
- Ilusionista amador
- Empreendedor, sócio fundador da Fapocal Lda.
- Dirigente desportivo e futebolista. Iniciou como jogador no União Desportiva Beneditense. Em 1956 fundou a Associação de Desporto e Recreio Beneditense (ADRB) onde também jogou. Estas duas associações vieram em 1962 a dar origem à Associação Beneditense de Desporto e Cultura, mais tarde Associação Beneditense de Cultura e Desporto, atual ABCD, onde foi o Sócio fundador Nº.1 e o seu Presidente.
Fica a homenagem - OBRIGADO ZITO
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do blogue de Fleming de Oliveira:

Machado, José Luís, com o pseudónimo de Zito, nasceu na Benedita em 15 de abril de 1933.
Personalidade muito ativa e eclética, carpinteiro e industrial de profissão, exerceu ainda ocupações e cargos como correspondente dos jornais Distrito de Leiria, Gazeta da Nazaré, O Alcoa, A Voz de Alcobaça, O Século, Diário de Noticias, Diário Ilustrado, Correio da Manhã, Notícias das Caldas, Região de Leiria, Jornal Poetas e Trovadores, Diário do Ribatejo, Região de Rio Maior, Chefe da redação do Jornal de Alcobaça, Secretário da Junta Cadastral da Benedita, funcionário da Junta de Freguesia da Benedita, Presidente da Direção da ABCD, Secretário do Ginásio Clube de Alcobaça e correspondente bancário.
Pertenceu a Comissão de Rapazes para a Construção da Nova Igreja Paroquial da Benedita, à Comissão do Salão Paroquial, foi Secretário do Conselho Paroquial, Animador de Teatro e Cinema, Criador do projeto para o Brasão da Vila de Benedita, sócio fundador do Externato da Benedita, sócio nº. 1 da Associação Portuguesa de Ilusionismo de Lisboa, sócio do Clube Ilusionista Fenianos do Porto, sócio protetor do Clube Artes Mágicas/Barcelona, sócio do Grupo Cultural e Filantrópico os José, repórter de corridas de bicicleta, sócio fundador e nº1 da ABCD, sócio nº. 1 Fundador da ADESO, sócio fundador da Rádio Voz da Benedita, fundador da Associação de Damas de Leiria (sediada então na Benedita) e Seccionista de damas da ABCD.
Foi autor da monografia regional Tempo Imemorial, do livro de poemas Voz do tempo e do opúsculo Tempo de Ser Vila. Compilou Tempo de Sempre e Tempo de Progresso, versando, além de outros, temas de cariz religioso.
-José Luís Machado, contou que em 1983, aconteceu um caso invulgar, senão único no País, um avião de treino, por avaria no motor, depois de sobrevoar a zona, viu-se forçado a aterrar na EN 1, próximo de Cadeeiros/Benedita. E foi vê-lo ao local.
Mas eis como o Diário de Notícias, relatou o acontecimento:
Um piloto da Força Aérea Portuguesa, fez o milagre de descer com o seu avião na principal estrada do território do continente, num local onde os desastres de viação são constantes e mortais, sem sofrer uma beliscadura, mantendo o aparelho incólume e sem esbarrar em nenhuma das viaturas que percorriam naquele momento a via rápida. Um avião de treino da FAP – um shipmunk da Base da Ota - perdera o motor, o que na gíria da Força Aérea significa que o motor deixou de funcionar, ao sobrevoar a zona da Venda das Raparigas, da EN nº1, nas imediações de Rio Maior. A manhã chegava ao fim. O trânsito era nessa altura menos intenso do que o normal. O piloto não hesitou entre aterrar num campo lavrado, em que o aparelho muito sofreria, e a pista que a estrada Lisboa-Porto lhe oferecia: escolheu esta. Aproveitou uma clareira no trânsito e oi poisar, suavemente, num local a cerca de três quilómetros do entroncamento para Alcobaça.
Testemunhas oculares disseram que o piloto mostrou grande coragem e sangue-frio ao aterrar na estrada e desviar o avião para a erma, como se estivesse a arrumar um automóvel na Avenida da Liberdade.
Alguns condutores que no momento se aproximavam do local, surpreendidos por um objeto desconhecido que rolava na estrada e faiscava reflexos do sol do meio-dia, pisaram o acelerador e afastaram-se. E quando o avião se imobilizou e o piloto saiu lesto da carlinga para se pôr de pé sobre uma das asas, tentando identificar a paisagem que o cercava, poucos se afoitaram a acercar-se dele.
Centenas de pessoas, entre as quais José Luís Machado, acorreram ao local, além das muitas outras que durante a tarde ali circularam em automóveis, cada um comentando o caso a seu modo.
O avião seguiu depois num camião próprio da Base de Ota, após desmontadas as asas. -Machado, pôs termo à vida, em 1 de março de 1994.
 http://flemingdeoliveira.blogspot.com/2019/01/notempo-de-pessoas-importantes-como-nos_975.html***
do blogue da Terra Mágica das Lendas
Tiago dos Santos
Rota Cultural Fonte da Senhora - Benedita

Três versões da lenda

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A lenda para uma rota

Na a preparação da Rota da Fonte da Senhora (Benedita), a investigação foi baseada na recolha de registos escritos e orais sobre a lenda associada à freguesia. Os textos que se seguem foram revistos durante uma série de três tertúlias participadas pela comunidade em 2017.

Leia aqui as três versões: 

A Lenda de Frei Agostinho de Santa Maria  
[…] Junto de Santa Catarina, uma das treze vilas dos Coutos de Alcobaça, está uma freguesia chamada “nossa Senhora a Benedicta” (1).
Nesta Igreja venera-se uma milagrosa Imagem da Mãe de Deus, que apareceu naquele sítio há trezentos anos, pouco mais ou menos, segundo a tradição dos moradores.
Conta-se que, vindo uma menina de uma fonte ali perto, com a sua bilha de água à cabeça, acompanhada por dois rapazes que seriam seus irmãos ou parentes, lhe apareceu nossa Senhora e lhe mandou que dissesse a seu pai e à gente daquele lugar que lhe edificassem ali uma Casa.
Este acontecimento é atestado por uma pedra, onde ficaram estampadas três pegadas da Senhora.
E diz-se também que, quando esta amorosa Mãe dos pecadores apareceu à menina, a cercou uma nuvem ou névoa, que a encobriu dos rapazes que vinham na sua companhia.
A menina foi andando para casa com a sua bilha e, no caminho, dirigiu-se ao pai que andava a lavrar com dois bois e disse-lhe o que a Senhora mandara.
O pai deu tão pouco crédito ao que a filha lhe disse, que a repreendeu! E no fim da repreensão, acrescentou que tanto era verdade o que a filha lhe dizia, como estarem os dois bois com que lavrava… deitados.
Caso maravilhoso! No mesmo instante caíram os dois bois em terra. E o lavrador, vendo o sucedido, acreditou logo sem dificuldade no recado e fez voto à Senhora de carregar toda a pedra que fosse necessária para a sua Ermida.
Espalhando-se este milagre, acorreram todos os aldeões, que trataram logo de edificar à Senhora a Casa que Ela pediu. Começaram a construir no lugar onde hoje se vê uma Cruz, junto à estrada que vai de Alcobaça para Lisboa.
Porém, tudo quanto os aldeões faziam de dia, amanhecia pela manhã lançado por terra. Com isso entenderam que não era aquele o lugar que a Senhora queria. E por isso resolveram construí-la onde hoje está, que é perto do local onde a Senhora apareceu à menina…
E junto à fonte afirmam que está a pedra em que a Senhora deixou estampadas as pegadas.
Também referem que enquanto durou a obra, deu nosso Senhor água milagrosamente, para que não tivessem o trabalho de a carregar.
«Mandaram logo fazer uma Imagem da Senhora, que se faria segundo a informação da menina. É de pedra, e terá quatro para cinco palmos, porém é formosíssima e tanto que todos os que a veem ficam suspensos à sua vista. Está sentada numa cadeira; tem o menino reclinado no regaço, e com a mão direita está tirando o seu virginal peito, e o está dando ao belo infante, o qual com a sua mãozinha direita lhe pega com aquele jeito, que os meninos costumam, quando pegam o peito às mães; e a esquerda tem estendida sobre o joelho esquerdo: e a senhora está com a mão esquerda acompanhando ao Menino pelas costas, para com mais descanso possa tomar o peito. Admiravelmente estão feitas e trabalhadas estas Imagens quanto à escultura e na pintura estão tao ricamente encarnadas, que parecem vivas: as mãos da Senhora, parece que se estão movendo. A túnica da Senhora é branca e toda semeada de estrelas de ouro. Está cingida com uma correia preta, com uma laçada da maneira como a costumam trazer os filhos de Santo Agostinho meu pai, junto à fivela de que pende a metade que desce da pintura para baixo. Vê-se também estar calçada com uns sapatinhos pretos, cujas pontas de veem semeadas também de rosinhas de ouro. Os olhos vêem-se e com uma modéstia toda soberana inclinados para a terra. Todos pasmam à vista da formosura e perfeição desta Santa Imagem, e da viveza da sua encarnação e que sendo pintada há tantos anos, não se vê nela a menor imperfeição na cor, parece antes que se vê em cada instante de cor mais viva e mais formosa. Referia um homem daquele lugar (no ano de 1691 que foi quem nos deu esta relação) morador no casal dos Guerras e dos mais antigos dele de idade de 90 anos (porém ainda com perfeito entendimento, e com grandes notícias de coisas antigas) que seu pai vivera 128 anos e seu avô 130 e que a um e a outros ouvira que nunca aquela Senhora fora pintada depois que se fizera. E muitos pintores examinaram aquela encarnação e pasmam dizendo que tudo naquela Santa Imagem parecia divinamente executado (2). »
Tanto rouba os afetos dos corações aquela Imagem Santíssima, que vendo-a tão linda os monges de São Bernardo do Convento de Alcobaça, a quem aquelas Vilas estão sujeitas, se resolveram a levá-la (logo nos princípios) para o seu Convento de Alcobaça, e para isso mandaram fazer outra, que em tudo fosse igual ao original, e com efeito o puseram em execução.
Porém a Rainha dos Anjos, e a Bendita mãe dos pecadores, fugiu para a companhia dos seus aldeões, voltando invisivelmente nas mãos dos Anjos para o primeiro lugar, que havia escolhido. Mostrou que com eles queria estar e se pagava da sua singeleza. Há naquela freguesia muito boas almas, e eu creio assim que todas hão-de ser almas benditas, pois tem uma tão querida mãe, que não cessa de rogar por elas àquele Senhor soberano e Filho Santíssimo que tudo lhe concede.
O título de Benedicta não pude alcançar a causa por que lhe foi posto. Faz muitos milagres, sem embargo de não fazerem muita memória deles, aqueles que o deviam fazer.
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In Santuário Mariano, Tomo Segundo, livro primeiro, titulo XLIX, p.194 a 198 (1707) de Frei Agostinho de Santa Maria.
Notas:
  1. Utilizámos nesta pesquisa o livro de José Luís Machado, mais conhecido por Zito: Tempo Imemorial Benedita e a sua história e o Tomo Segundo do Santuário Mariano de Frei Agostinho de Santa Maria (1707).Esta versão foi aligeirada para português corrente por Mónica, Vanessa e Lúcia em 21/09/2017, sobre uma já adaptada pela professora A. Gonzaga na sessão de preparação da Tertúlia de 24 de setembro de 2017.
  2. Terra Mágica das Lendas - Em itálico o texto lido na visita ao Museu de Arte Sacra da Benedita em 7 de setembro de 2017. Visita guiada pelo senhor diácono Freire.


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Curiosa versão da lenda (1)
Sobre a fundação da igreja da Benedicta, conta-se a seguinte lenda: Em tempo distante, a aldeia da Benedicta era um pequeno lugarejo, cujos fogos estavam divididos em três freguesias; Turquel, Alvorninha e Santa Catarina; estas duas últimas do concelho de Caldas da Rainha; aquela integrada no concelho de Alcobaça. O lugar não tinha templo onde o povo pudesse orar e, por isso, os habitantes resolveram mandar fazer uma capela que ficaria sob o patrocínio de Nossa Senhora da Encarnação. Reuniram-se, quotizaram-se, e mandaram fazer a capela no centro do lugarejo, no local onde hoje se ergue um cruzeiro.
Foi a obra dada de empreitada a um homem de apelido Aleixo, (2) residente no casal dos Solões, e deu-se começo à capela, mas todas as manhãs apareciam as paredes aluídas e erguidas no lugar onde hoje está a pequena igreja, mas aumentadas sempre de mais um cunhal (3). Começava a circular entre o povo a versão de que era milagre. Nossa Senhora não queria a capela no centro do lugar, mas sim onde todas as manhãs apareciam os materiais. Uns eram crentes no milagre, outros, não, sendo o mais obstinado contraditor do milagre o próprio empreiteiro.
Perto do local, há uma fonte, e o aludido Aleixo, que tinha uma fazenda contígua, costumava mandar duas filhitas buscar água à fonte. Um dia, as pequenas vão encher os cântaros, e Nossa Senhora, envolta em branca nuvem, desce até ao pé da pequenita mais nova, envolvendo-a de forma a ocultá-la aos olhos da irmã e revela-lhe que transmita ao pai os seus desejos de que a capela seja feita no sítio onde eram encontrados os materiais. A pequena, de volta a casa, conta ao pai o sucedido. Interrogada a mais velhita, que nada vira, negou a Aparição e a mais novinha é admoestada pela suposta mentira.
No dia seguinte, vai o homem lavrar para perto da fonte e as petizas voltam uma vez mais à água. Nova Aparição da Senhora à mais nova, e, de novo, lhe recomenda que diga ao pai para lhe fazer a capela no sítio onde Ela pretendia. A criança diz à Virgem que o pai está descrente. Nossa Senhora, para o convencer, faz-lhe anunciar pela filha que um boi lhe irá cair repentinamente morto no rego da lavrada, o que sucede, mal acabou a pequenita de transmitir ao pai esta previsão sinistra.
Cheio de temor, o homem ordena então à filha que torne à fonte e que peça à Senhora que lhe reanime o boi que ele lhe faria a capela no lugar onde Ela a queria.
A pequena vai: Nossa Senhora aparece-lhe de novo e ela é intérprete do pedido do pai. A Senhora, sorrindo, disse-lhe que fosse descansada que já iria encontrar o boi a trabalhar. Assim sucedeu.
O empreiteiro cumpriu a palavra, a igreja foi erigida onde hoje se encontra e a fonte, onde a Senhora havia aparecido, ficou a chamar-se a “Fonte da Senhora”.
A Virgem, para que ficasse perpetuada a lembrança da sua Aparição, deixou a sua imagem gravada numa pedra broeira que, anos depois, alguém, bem intencionadamente, colocou junto do fontanário, para memorar o facto.
Há anos, sendo pároco desta freguesia um virtuoso sacerdote mandou remover a pedra para a igrejinha, mas esta desapareceu com o rodar dos anos”.
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In José Luís Machado, Tempo Imemorial (1980) p. 41-43. Transcrição do artigo de Guilherme Felgueiras, revista Boletim Cultural - Junta Distrital de Lisboa, 1967, série III, n.ºs 67/68 pp. 300-301 “ O estudo da Literatura Popular e das Tradições Orais Estremenhas – Lendas da Fundação da Igreja da Benedita”.
Notas
  1. Embora deturpada esta versão, é curiosa a referência feita a um empreiteiro de nome Aleixo do Casal dos Solões. Em uma escritura de doação de uma propriedade, deixada à igreja, existe efetivamente referência a um “Casal do Aleixo, no Sellão. ”
  2. José Luís Machado colocou esta expressão em negrito e assinalou que o fez pelo curioso pormenor.  

 http://aterramagicadaslendas.blogspot.com/2017/10/rota-cultural-fonte-da-senhora-benedita.html
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do blogue do João Maurício

"segunda-feira, 11 de abril de 2011


Ordenação/Missa Nova do Padre Fernando Mauricio

O Padre Fernando Maurício foi ordenado sacerdote a 29 de Junho de 1952, na Sé Patriarcal de Lisboa, por Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca, D. Manuel Gonçalves Cerejeira.
    «A Benedita viveu horas inesquecíveis na Festa da Missa Nova do Rev.º Padre Fernando Maurício.
    Várias comissões estão a trabalhar entusiasticamente nos preparativos para a sua Missa Nova, que se realiza no dia 13 de Julho.
    Se todas as festas religiosas, numa paróquia, marcam sempre um dia festivo e memorável, estamos certos que a festa da Missa Nova do Rev.º Pe. Maurício ficará inesquecível, e marcará na história da nossa paróquia umas páginas de glória.
    Benedita receberá de braços abertos o novo embaixador de Cristo, e prestar-lhe-á a mais justa homenagem, e no dia da sua Missa Nova, todos ali estarão presentes, para darem Graças ao Senhor, por Ele nos ter concedido um novo sacerdote, que levará a verdade, a luz e o caminho da salvação a muitas almas».
    O dia 13 de Julho constituiu uma data memorável para a Benedita pela imponência das cerimónias religiosas que decorreram em ambiente fervoroso. Convictos da sua fé, estes milhares de verdadeiros cristãos, são a garantia da defesa dos princípios que firmaram a nossa independência e engrandeceram a Nação, com os olhos erguidos para Deus.
    Já no decorrer da semana de preparação o povo acorria em massa à igreja paroquial e às capelas da freguesia, ansioso por ouvir a palavra de Cristo, louvá-Lo com as suas orações e cantos, para regressar confortado com a bênção do Senhor.
    Cerca das vinte e uma e trinta horas, (do dia 12 de Julho) chegou à Benedita o Rev.º Pe. Maurício que era aguardado pelo clero da região e por todo o povo desta freguesia. Não nos é possível descrever as vibrantes salvas de palmas, sempre crescentes de entusiasmo, nem os intermináveis vivas que aclamavam o novo sacerdote.
    Após a recepção todos o acompanharam à residência paroquial, onde o Rev.º Pe. Inácio o saudou com palavras repassadas daquele amor fraterno que une todos os cristãos a Cristo e sua Igreja. Bastante comovido, o Pe. Maurício agradeceu com humildade a grande manifestação prestada pela sua terra à mais alta e digna profissão humana: o sacerdócio.
    À noite, efectuou-se uma majestosa procissão de velas que, aos milhares, iluminavam a imagem de Nossa Senhora de Fátima que, tal como na Cova da Iria, à mesma hora, era alvo das esperanças de todos os peregrinos, na mesma atmosfera de fé e amor. Seguiu-se a Hora Santa, rezada no altar preparado para a missa campal e que terminou com a bênção do Santíssimo Sacramento».
    Nota: Este excerto foi retirado da Edição de 3 de Julho de 1952, do Jornal “O Alcoa”, e é da autoria de José Luís Machado.
 http://apontamentoshistoriadabenedita.blogspot.com/2011/04/ordenacaomissa-nova.html
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01/03/2019

8.073.(1mar2019.8.8') Rio de Janeiro

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Belas imagens do Rio de Janeiro ao som de Jobim
 https://www.youtube.com/watch?v=WgXcHwnfGOs
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 https://www.youtube.com/watch?v=ueuEF5kQFPM
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01 de Março de 1565: Estácio de Sá funda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro

A região que ocupa actualmente a cidade do Rio de Janeiro foi descoberta em Janeiro de 1502 por uma expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos, que acreditou ter chegado à desembocadura de um grande rio, assim, baptizou a baía com o nome de Rio de Janeiro. Contudo, foram os franceses que primeiro se estabeleceram na região e competiam com os portugueses no comércio madeireiro. Os franceses trouxeram colonos para habitar e explorar o lugar, em 1555, pretendiam fundar uma colónia – a França Antártica – e uma cidade – Henriville . Como resposta às intenções dos franceses que pretendiam ficar a título definitivo no local, no dia 1 de Março de 1565, Estácio de Sá funda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, na várzea existente entre os morros do Pão de Açúcar e Cara de Cão. Foi a segunda cidade fundada no Brasil, depois de Salvador.
Devido à posição estratégica da cidade na Baía de Guanabara, desenvolveu-se ali uma zona portuária e comercial (madeira, pesca e cana-de-açúcar), desta forma, a população também aumentou. Em 1660, a população da cidade contava com 6000 índios, 750 portugueses e 100 negros.
No fim do século XVII e início do século XVIII, a descoberta de metais, especialmente ouro, em Minas Gerais, fez com que o Rio de Janeiro se transformasse numa ponte entre as minas e a Europa.
No final do século XVIII, a cidade foi abalada por uma crise económica, as minas já não produziam tanto e havia outros países sul-americanos que competiam com o Brasil na produção de cana-de-açúcar. Contudo, o cultivo do café e a chegada da família real, em 1808, deram um novo alento à economia da cidade. Nessa época, a realeza construiu igrejas e palácios. Na segunda metade do século XIX, a instalação de vias férreas trouxe um novo impulso à produção agrícola e de café, começavam a aparecer as primeiras indústrias no centro da cidade, a iluminação a gás e circulavam transportes com tracção animal.
A cidade havia crescido bastante, no final do século XIX, contava com 800.000 habitantes e os problemas sanitários, de emprego, habitacionais e as constantes epidemias de varíola, tuberculose e febre amarela castigavam a então capital do Brasil. Em 1903, Francisco Pereira Passos tornou-se prefeito da cidade. Durante a sua administração foram criadas avenidas e parques e também um novo porto, casas sem condições adequadas de higiene foram demolidas levando a população pobre a viver nos subúrbios.
 O Rio de Janeiro foi a capital do Brasil de 1763 a 1960, quando o governo foi transferido para Brasília.
wikipedia (imagens)

 Ficheiro:Fundação do Rio de Janeiro.JPG
Gravura  que representa a fundação da cidade do Rio de Janeiro por Estácio de Sá, em 1565
Ficheiro:Rio 1555 França Antártica.jpg
Mapa da baía de Guanabara em 1555
"Partida de Estácio de Sá" (Benedito Calixto(1853-1927) mostra o padre Manuel da Nóbrega a benzer a esquadra que vai combater os franceses na baía de Guanabara
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/03/01-de-marco-de-1565-estacio-de-sa-funda.html?fbclid=IwAR06eGFG884naMjPsJ1yf5HsKSWeu_pAoE9vtKmW9jidQsydS5ufqLtdCNk
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