29/06/2018

6.506.(29jun2018.9.22') guerra civil da Patuleia...Convenção do Gramido

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Convenção do Gramido
 Realizada a 29 de junho de 1847, a Convenção do Gramido (Valbom, Gondomar) foi imposta por forças militares estrangeiras - espanholas e inglesas -, para que os princípios de manutenção da monarquia defendidos pela Quádrupla Aliança de 1834 se mantivessem em Portugal. Assim, esta convenção entre os estrangeiros da Quádrupla Aliança e a Junta do Porto teve como objetivo a finalização da guerra civil ou revolta da Maria da Fonte e da Patuleia que em Portugal tinha oposto os Cartistas (defensores da Carta Constitucional outorgada em 1826 por D. Pedro IV) aos Setembristas (liberais radicais) entre 1846 e 1847. Como reação da parte vencida às perseguições subsequentes à Convenção do Gramido surgiram em 1848 jornais contestatários ao regime cabralista e a Carbonária Portuguesa, situação que culminaria com a insurreição militar da Regeneração, em 1851. Os representantes das diferentes partes na Convenção do Gramido foram o general César de Vasconcelos (Junta do Porto), o marquês de Loulé (par do Reino), o tenente general D. Manuel de la Concha, conde de Cancellada e o coronel Buenaga (Espanha) e o coronel Wilde (Inglaterra). D. Manuel de la Concha, general das forças espanholas, tinha sido obrigado a defrontar o exército popular dirigido pelo conde das Antas para conseguir entrar no Porto e levar a cabo a pacificação materializada na Convenção de Gramido. As ações convencionadas foram as de ocupação da cidade do Porto e de Vila Nova de Gaia a partir do dia 30 de junho desse ano pelas forças armadas espanholas - que tinham entrado pelo Alentejo e por Trás-os-Montes - para pacificar o território, a rendição e entrega pacífica das armas por parte do exército da Junta do Porto sem exercício de represálias, com direito a conservarem os seus pertences e de circulação livre, o compromisso por parte das forças de intervenção em reforçar a condição dos oficiais do antigo exército Real e o zelar pela segurança dos habitantes portuenses e da sua propriedade por parte das forças Aliadas.
 https://abaciente.blogspot.com/2011/06/convencao-de-gramido-realizou-se-29-de.html
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CRONOLOGIA DO LIBERALISMO - DE 1777 A 1926

A Patuleia e o Acto Adicional à Carta,
de Maio de 1846 a  Dezembro de 1852.
A Maria da Fonte
A Maria da Fonte, por Bordalo Pinheiro

1846
Maio, 26 - Nomeação do Ministério Palmela, que mandou desarmar as juntas. Os emigrados de 44,  devido à Revolta de Torres Vedras, como José Estevão, poderam regressar ao país. As notas do Banco de Lisboa passam a ter curso forçado.

Maio, 27 - Revalidação do decreto de10 de Fevereiro de 1842, convocando Cortes com poderes de revisão da Carta Constitucional.

Junho, 22 - Lei que conclui a extinção dos forais.

Junho, 23 - Saldanha regressa a Portugal, vindo de Bruxelas, onde tinha passado o Inverno de 1845-46. Tinha sido embaixador em Viena de 1841 a 1845.

Julho, 19 - Recomposição governamental, com entrada de Sá da Bandeira e Joaquim António de Aguiar para o ministério.

Julho, 27 - Decreto regulando o modo prático da realização das eleições, convocadas para 1 de Setembro seguinte, pelo método directo, mas que não se realizaram.

Agosto, 21 - Decreto impondo segunda décima às inscrições. O decreto que impunha o curso forçado das notas é prorrogado, sendo novamente prorrogado em 1 de Outubro.

Setembro, 23 - Organização da «Comissão Central do Partido Cartista» (cabralista).

Outubro, 5-6 - Golpe palaciano, conhecido pelo nome de Emboscada, organizado por Costa Cabral, de Madrid, posto em prática por Saldanha com o apoio de D. Maria II, e que provocou a demissão do governo de Palmela e à constituição de um ministério cabralista presidido pelo marechal.

Outubro, 6 - Proclamação ao exército do novo governo, em que o marechal Saldanha prometia manter as demissões dos ministros afastados pela Maria da Fonte, os «Cabrais» fundamentalmente, e a abolição dos impostos reclamados pela revolta.

Outubro, 7 - Decreto de suspensão das garantias constitucionais, por 30 dias. Será prorrogado em 5 de Novembro e 6 de Dezembro.

Outubro, 9 a 29 de Junho de 1847 - Guerra Civil da Patuleia. Segunda fase das sublevações começadas com a Maria da Fonte. A Guerra Civil acabou devido à intervenção da Espanha, da França e da Grã-Bretanha ao abrigo da Quádrupla Aliança.

Outubro, 9 - Dissolução das câmaras, convocadas para 2 de Fevereiro de 1848. Os decretos de 27 de Julho são declarados sem efeito, porque considerados contrários à Carta, restabelecendo-se assim a antiga lei eleitoral.

 - José Passos constitui no Porto a «Junta Provisória do Supremo Governo do Reino», que é presidida pelo conde das Antas, seguida pela formação de outras juntas em todo o país, que se declaram em rebelião contra o governo de Lisboa.

Outubro, 10 - O duque da Terceira, mandado ao Porto como lugar-tenente da Rainha, é preso.

Outubro, 11 - O conde das Antas assume o comando militar da revolta, presidindo à Junta de Governo, de que José Passos era vice-presidente..

Outubro, 16 - O governo português pede a intervenção estrangeira para acabar com a revolução, defendendo que era uma revolta miguelista. Os espanhóis mandarão forças para a fronteira, mas o governo britânico não aceita que haja uma revolta miguelista.

Outubro, 25 - Pronunciamento em São Miguel, Acores.

Outubro, 26 - O exército da Junta dirige-se para Santarém.

Outubro, 27 - A rainha assume plenos poderes extraordinários, suspendendo-se a legalidade constitucional.

Novembro, 4 - Santarém é ocupado pelas forças revoltosas.

Novembro, 6 - Costa Cabral, no exílio em Espanha, é nomeado embaixador nesse país.

Novembro, 7 - Saldanha sai de Lisboa comandando forças fiéis do exército, após a passagem em revista das tropas pela rainha e pelo seu marido.

Novembro, 14 - Promulgação do decreto que impõe o curso forçado permanente das notas do Banco de Lisboa, impondo pesadas punições a quem se tentar eximir.

Novembro, 16 - Acção de Valpaços, em que as forças governamentais do conde de Casal venceram as de Sá da Bandeira, comandante das forças da Junta.

Novembro, 19 - Decreto de fusão do Banco de Lisboa com a Companhia Confiança, prevendo-se a criação de um Banco de Portugal.

Novembro, 20 - O que resta das forças de Sá da Bandeira, de regresso ao Porto, são atacadas pelas forças miguelistas de MacDonell.

Novembro, 25 - Forças miguelistas entram em Guimarães.

Dezembro, 3 - Tomada de Valença pelas forças governamentais.

Dezembro, 4 - Ataque a Viana pelos miguelistas. As forças governamentais conseguirão manter o castelo em seu poder.

- Publicação do Manifesto da Junta do Porto.

- Acção de Ourém.

Dezembro, 22 - Acção de Torres Vedras, com vitória do exército governamental comandado por Saldanha sobre o exército da Junta, comandado pelo conde de Bonfim.

Dezembro, 26 - Criação do Banco de Portugal.

Dezembro, 31 - Os miguelistas são completamente derrotados em Braga, tendo o seu comandante, Macdonell sido preso e morto em 30 de Janeiro de 1847.



1847

Janeiro, 3 - Álvaro Xavier Coutinho e Póvoas, antigo oficial da Legião Portuguesa ao serviço da França,  e figura carismática do miguelismo, é nomeado tenente-general do exército da Junta, e comandante militar das duas Beiras.

Janeiro, 6 - As garantias constitucionais continuam a ser suspensas por decreto, por 30 dias. Serão promulgados novos decretos em 27 de Janeiro, 6 de Fevereiro, 6 de Março, 6 de Abril, 6 de Maio e 6 de Junho.

Janeiro, 10 - Saldanha propõe secretamente à Junta do Porto um acordo de paz com base na convenção de Chaves de 1837, que tinha acabado com a Revolta dos Marechais.

Janeiro, 12 - Assinatura das bases da «União dos realistas insurgentes com a Junta do Porto», isto é, da aliança dos miguelistas com os setembristas.

Janeiro, finais de - Saldanha encontra-se perto do Porto, comandando as forças militares leais ao governo. A esquadra governamental, comandada por Soares Franco, bloqueia o Douro.

Fevereiro, 2 - Degredo dos prisioneiros patuleias de Torres Vedras para Angola, a bordo do Audaz.

Fevereiro, 20 - Remodelação governamental, desfavorável aos cabralistas.

Fevereiro, 27 - Ataque a Estremoz por forças patuleias comandadas pelo conde de Melo.

Março, 15 - Cartas de Saldanha fazendo um ultimatum ao governo e à Rainha, para que houvesse uma remodelação governamental, que impusesse contribuições forçadas de artigos e material de guerra,  e que a rainha vendesse as jóias para angariar fundos suplementares para a conclusão da guerra

Março, 19 - Pedido oficial do governo português de execução do auxílio estrangeiro a prestar pela Grã-Bretanha, Espanha e França de acordo com o Tratado da Quádrupla Aliança.

Março, 26- 28 - Embarque e partida da expedição comandada por Sá da Bandeira, por mar, do Porto para Lagos, e marcha subsequente em direcção a Lisboa.

Março, 28 - Mudança governamental em Espanha. O novo governo dirigido por Pacheco dispõem-se a cooperar com a Grã-Bretanha na tentativa de encontrar uma solução para a Guerra Civil portuguesa.

Abril, 1 - A expedição de Sá da Bandeira desembarca em Lagos, no Algarve.

Abril, 11 - Tentativa de sedição em Lisboa, que foi malograda.

- São recebidas em Lisboa as condições do governo britânico para realizar uma mediação entre as duas facções, e que tinham sido enviadas no dia 5 de Abril, por Palmerston, ministro dos negócios estrangeiros no gabinete Whig de Lord John Russell.

Abril, 12 - O embaixador espanhol oferece ao governo português a ajuda de uma força militar totalizando 12.000 homens.

Abril, 16 - Sá da Bandeira chega a Setúbal onde se reúne às forças do conde de Melo. 

Abril, 17 - José Bernardo da Silva Cabral chega a Lisboa.

- Costa Cabral tenta forçar a intervenção espanhola, escrevendo ao primeiro ministro a pedir auxílio militar urgente.

Abril, 25 - D. Fernando II, comandante-chefe do exército, tendo-se deslocado à margem sul do rio Tejo, escreve À rainha pressionando-a a remodelar o governo e a aceitar as condições de mediação de Palmerston de 5 de Abril.

Abril, 28 - Remodelação ministerial, com entrada de políticos favoráveis à mediação britânica.

- O governo aceita oficialmente a mediação britânica, aprovando uma amnistia para todos os revoltosos.

Abril, 29 - Tumultos em Lisboa, com abertura das cadeias e fuga de 600 presos. Devido ao problema das subsistências, começam a ser distribuídas sopas económicas, que se manterão até Junho.

 - Pronunciamento na Madeira.

Abril, 30 - O coronel Wylde, enviado pessoal da rainha Vitória a Portugal, desloca-se a Setúbal e consegue estabelecer um armistício entre as forças de Vinhais e de Sá da Bandeira.

Maio, 1 - Acção do Alto do Viso. Sá da Bandeira confronta-se com as forças do conde de Vinhais, perdendo cerca de 500 homens, assinando um armistício.

Maio, 12 - A Junta do Porto rejeita a mediação britânica e anuncia o fim do armistício.

Maio, 21 - É assinado em Londres um protocolo fixando as condições da intervenção estrangeira em Portugal.

Maio, 22 - Pronunciamento na ilha Terceira, Açores.

Maio, 25-27-31  - Intervenção britânica no Porto. A Junta do Porto é informada que a barra do Douro se encontra bloqueada, o que impede a saída da expedição do conde das Antas, enviada pela Junta ao Sul do país, e o seu apresamento quando tenta forçar o bloqueio.

Junho, 1 - Proclamação da Junta do Porto em que declara ser forçada a aceitar o armistício devido à intervenção estrangeira.

Junho, 15 - Sá da Bandeira e Melo entregam-se aos aliados em Setúbal. A Patuleia desaparece a Sul do Tejo.

Junho, 19 - Intervenção espanhola. Uma divisão espanhola entra em Portugal, por Mirandela, em Trás-os-Montes, e dirige-se para o Porto, acampando dia 25, a uma légua da cidade. Forças britânicas ocupam o Forte de São João da Foz

Junho, 10 - Proclamação de D. Maria II anunciando uma amnistia geral e prometendo cumprir com as outras três condições da mediação.

Junho, 13 - Organização em Lisboa de um «Centro Eleitoral Cartista» (cabralista).

Junho, 24 - Assinatura da Convenção do Gramido que pôs fim à Guerra Civil, vencida pelos cartistas.

Julho, 7 - Saldanha entra no Porto.

Agosto, 22  - Remodelação governamental. Saldanha continua na presidência.

Outubro, princípios de  - José Estevão redige o programa da Associação Eleitoral Setembrista..

Outubro, 17  - Vitória cabralista nas eleições municipais de Lisboa.

Novembro, 28 - Dezembro, 14  - Eleições primárias e reunião dos colégios eleitorais para apuramento dos deputados eleitos. Vitória dos cabralistas.

Dezembro, 9-14 - Decretos abolindo o curso forçado das notas, retirando-lhes a garantia do Estado.

Dezembro, 18 - Remodelação ministerial, que reforça a presença dos cabralistas. Saldanha continua na Presidência.

  - Criação da Sociedade Secreta de S. Miguel de Ala, que reuniu defensores do absolutismo interessados em derrubar o liberalismo.



1848

Janeiro, 2 - Abertura da primeira sessão parlamentar da 7.ª Legislatura, que começou a funcionar a 11.

Março, 29 - Remodelação governamental. Gorjão Henriques, cabralista puro, é exonerado da pasta do Reino, sendo substituído por Saldanha. Os irmãos Cabral divergem politicamente já que Costa Cabral apoiou Saldanha e Silva Cabral apoiou Gorjão.

Maio, 17 - Criação de uma comissão revolucionária de Lisboa por Oliveira Marreca, Rodrigues Sampaio e José Estevão, a que aderiram Casal Ribeiro, Henriques Nogueira, Anselmo Braamcamp, Luís Augusto Palmeirim e Lobo de Ávila. 

Maio, 29 - Criação da Carbonária Lusitana, sociedade secreta coimbrã, próxima do republicanismo.

Julho, 30  - Inauguração da iluminação a gás na Baixa de Lisboa, com vinte e seis candeeiros.

  - Acordo com a Santa Sé para a reintrodução das ordens religiosas em Portugal.

Agosto, 15 - As câmaras fecharam até 2 de Janeiro do ano seguinte. Costa Cabral retirou-se para Tomar onde foi visitado pelo rei consorte D. Fernando II.



1849

Junho, 18 - Costa Cabral regressa ao poder, presidindo um ministério apoiado por Saldanha, com o conde do Tojal nos estrangeiros e António José de Ávila, na Fazenda.

Julho, 17-18 - Criação do Grande Oriente de Portugal, em ruptura com o Grande Oriente Lusitano.

Outubro, 24 - Publicação de um manifesto de um partido nacional unindo cartistas e setembristas

Dezembro,  26 - A antiga maçonaria do Sul torna-se a Confederação Maçónica Portuguesa, tendo como grão-mestre Pina Cabral.

  - Reorganização militar.

  - Chegada a Moçamedes, Angola, dos primeiros colonos.

  - Constituição da Comissão Geológica, sob a alçada da Academia das Ciências, com o intuito de realizar o cadastro geológico do país.

  - Inauguração da primeira estrada em macadame em Portugal.



1850

Janeiro, 12 - O Morning Post, jornal londrino apoiado por miguelistas, fala da riqueza de Costa Cabral e insinua que o presidente do conselho é amante da rainha D. Maria II.

Fevereiro, 1 - Apresentação da proposta sobre a nova Lei da Liberdade de Imprensa.

Fevereiro, 7 - Saldanha foi demitido do cargo de mordomo-mor do Paço, tendo pedido a demissão de conselheiro de estado, passando a estar em oposição clara ao governo de Costa Cabral.

Fevereiro, 18 - Manifesto público contra a nova lei de imprensa, subscrito por Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Latino Coelho e Lopes de Mendonça.

  - O conde do Lavradio acusa Costa Cabral de ser um criminoso de lesa majestade, na Câmara dos Pares, e tendo o apoio de Saldanha.

Abril, 16 - Confirmação da criação do Banco de Portugal, por Carta de Lei, referendada por António José de Ávila.

Agosto, 3 - A nova lei da liberdade de imprensa, que ficou conhecida como a Lei das Rolhas é aprovada.

Agosto, 8 - O Dr. António Luís de Seabra foi incumbido de elaborar o Código Civil.

Setembro, 4 - É promulgada no Brasil, uma lei de repressão do tráfico de escravos, que levou muitos negreiros a regressar a Portugal, trazendo avultadas somas de dinheiro, que servirão, nalguns casos, para criação de sociedades bancárias.

  - Promulgação da Lei das Rolhas.  

Junho, 27 - Fundação da Associação dos Operários, primeira organização deste tipo em Portugal, e do jornal O Eco dos Operários.

Dezembro, 15 - Nova fornada de Pares. A terceira de Costa Cabral. O governo passa a ter 53 em cerca de 100 membros.



1851

Janeiro, 29 - Nova Lei Eleitoral.

  - A Casa Real é acusada de ter arrendado a Costa Cabral uma propriedade por 99 anos por uma renda irrisória. Ficou conhecido pelo Escândalo do Alfeite

Abril, 7 - Maio, 1  - Golpe de Estado de Saldanha, preparado em casa de Alexandre Herculano, que levará à formação do primeiro ministério regenerador. Saldanha sai de Lisboa em direcção a Sintra com o batalhão de caçadores 1, para sublevar infantaria 7, o que não conseguiu. Partiu em direcção ao Porto, mas não tendo tido apoio explícito vagueia pelo País com algumas tropas, internando-se na Galiza. O apoio do Porto aparece finalmente em 29 de Abril, realizado por infantaria 18, com o apoio dos irmãos Passos,  trazendo-lhe a vitória e a queda de Costa Cabral.

Abril, 9 - A reunião das cortes é adiada até 2 de Junho.

Abril, 29 - Costa Cabral embarca para Vigo e reocupa o lugar de embaixador em Madrid.

Maio, 1 - Saldanha é nomeado presidente do Conselho de Ministros.

Maio, 4 - Tumultos patuleias em Lisboa reprimidos pela Guarda Municipal, comandada por D. Carlos de Mascarenhas, irmão mais novo do marquês de Fronteira, defensores de Costa Cabral.

Maio, 15 - Saldanha chega a Lisboa, vindo de vapor do Porto. Governará quase sempre em ditadura até 31 de Dezembro de 1852.

Maio, 18 - Tentativa de pronunciamento cabralista, que foi sufocado.

Maio, 25 - As Cortes são dissolvidas.

Junho, 12 - Rebelo da Silva emite uma carta-circular como secretário do centro eleitoral de apoio à situação política vigente.

Junho, 20 - Reforma da Lei Eleitoral, com alargamento do sufrágio.

Junho, 26 - Criação de um centro eleitoral cabralista, tendo o duque da Terceira como como chefe e José Castilho como redactor do jornal, e o apoio do marquês de Fronteira e António José de Ávila. José Bernardo da Silva Cabral escreve a Saldanha anunciando a sua oposição ao governo devido à promulgação da nova lei eleitoral.

Julho, 7 - Início do Movimento da Regeneração, com a formação de um governo presidido por Saldanha, com a participação de Rodrigo da Fonseca Magalhães e António Maria Fontes Pereira de Melo, tendo como lema fundamental o desenvolvimento de benefícios materiais.

 - O governador Lopes da Silva cedeu a parte oriental da ilha de Timor à Holanda, sem ter consultado o governo de Lisboa. Lopes da Silva foi preso, tendo morrido na viagem de regresso a Portugal.

Julho, 20 - Silva Carvalho critica a acção de Fontes Pereira de Melo e Rodrigo da Fonseca.

Julho, 26 - Nova Lei Eleitoral, criticada por Alexandre Herculano, que rompe com a situação.

Agosto - Marino Miguel Franzini, ministro da fazenda, propôs a realização de um empréstimo a que se opôs Fontes Pereira de Melo, o que o levou a pedir a demissão. Foi substituído dia 5 por Silva Ferrão, próximo dos contratadores do Tabaco e da Companhia de Obras Públicas, mas que se manterá no cargo pouco mais de quinze dias, até 21, sendo de facto substituído por Fontes Pereira de Melo. O conde do Lavradio, importante apoio dos regeneradores, sugere haver corrupção e é nomeado, dia 29, embaixador em Londres, onde se manterá durante 20 anos.

Setembro, 23 - O Conselho Ultramarino é restaurado, em moldes diferentes do existente no regime absoluto, por Fontes Pereira de Melo. Sá da Bandeira, proponente da restauração do Conselho durante o Setembrismo, e Almeida Garrett contribuíram para a decisão.

Novembro, 2-16 - Realização das primeiras eleições do período da Regeneração. Os regeneradores históricos apoiantes da situação política estabelecida ganham as eleições aos cartistas, que só conseguiram 34 deputados em 159.

Dezembro, 15 - Abertura das Cortes. Estarão reunidas até 24 de Julho de 1852.



1852

Janeiro, 23 - É apresentada na Câmara dos Deputados uma proposta de reforma da Carta.

Abril, 3 - Nomeação de uma comissão, composto por oficiais do corpo de estado-maior da engenharia, para estudar a localização de um porto artificial ao norte do rio Douro.

Março, 4 - Remodelação governamental. Almeida Garrett é nomeado secretário de estados dos negócios estrangeiros, mantendo-se em funções até 17 de Agosto de 1852.

Março, 30 - As Cortes são adiadas até 20 de Maio de 1852.

  - O duque de Loulé é eleito grão-mestre da Maçonaria.

Abril - Viagem de D. Maria II ao Minho, acompanhada de Saldanha.

Maio, 6 - O governo decide realizar uma linha de caminho-de-ferro de Lisboa à fronteira espanhola, «atendendo a que no geral e progressivo desenvolvimento, que as vias férreas vão tendo em diversos países, é de absoluta e instante necessidade que Portugal siga o mesmo exemplo, a fim de colher os imensos benefícios, que somente por tal meio se podem hoje alcançar».

Maio, 20 - As Cortes reabrem, começando a discussão sobre a proposta de reforma da Carta.

Junho, 4 - A discussão sobre a reforma da Carta termina na Câmara dos Deputados.

Julho, 1 - Concluí-se a discussão sobre a reforma da Carta na Câmara dos Pares.

Julho, 5 - Promulgação do Acto Adicional à Carta Constitucional de 1826, com intenção de pôr termo à divisão entre cartistas e setembristas (constitucionalistas), tornando a carta aceitável por todos os grupos políticos.

Julho, 17 - Colocação na Praça do Rossio, em Lisboa, da primeira pedra do monumento de D. Pedro IV.

Julho, 24 - Dissolução das câmaras. O governo entra novamente em «ditadura».

Agosto, 15 - Reforma da Pauta Aduaneira.

Agosto, 30 - Criação do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, integrando uma Secretaria-Geral, a Direcção das Minas e Obras Públicas, a da Agricultura, Comércio e Manufacturas e a Repartição de Contabilidade. Fontes Pereira de Melo é o ministro nomeado para este novo departamento do estado, mantendo estas funções até 6 de Junho de 1856, tirando um pequeno período de 2 meses em finais de 1855 e princípios de 1856.

 - Criação do Conselho Geral do Comércio, Agricultura e Manufacturas, órgão consultivo da apoio ao novo Ministério das Obras Públicas.

Setembro, 1 - Criação da Companhia Geral do Comércio, Agricultura e Manufacturas.

Setembro, 11 - Reforma das Alfândegas de Lisboa.

Setembro, 30 - É criado o Imposto Predial.

 - A comissão para a elaboração do Código Penal, criada em Dezembro de 1845, entregou ao governo a proposta de texto.

 - O decreto regulador do acto eleitoral, a realizar em Dezembro, impõe aos párocos a leitura do nome dos eleitores e das pessoas elegíveis durante a missa. O decreto será modificado a pedido da hierarquia eclesiástica, que demonstrara a intromissão do poder civil na esfera religiosa, passando a ser afixado à porta das igrejas as listas de recenseamento e os editais para o escrutínio das eleições.

Novembro, 16 - Novo regulamento para os celeiros comuns, montepios agrícolas e Montes da Piedade.

Dezembro, 10 - O Código Penal foi aprovado, permitindo «abrir uma nova época de moralidade e justiça.»

Dezembro, 12-19 - Eleições com vitória das listas governamentais, onde se incluíam os ordeiros, setembristas moderados, sobre uma coligação que agrupava históricos (setembristas), cartistas e miguelistas. O regime regenerador institucionaliza-se definitivamente.

Dezembro, 13 - O sistema Métrico Decimal é adoptado por decreto.

 - Cisão dos constitucionalistas em duas facções: o Partido Progressista Dissidente, ou Histórico, e o Partido Progressista Regenerador. O primeiro defendia uma organização política mais democrática, o segundo era centralista e defensor do regime censitário.

 - Criação do Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas.

 - Organização da primeira exposição agrícola portuguesa.

 - Silva Porto inicia em Benguela a sua viagem que o levará à contra-costa.
 http://arqnet.pt/portal/portugal/liberalismo/lib1846.html
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29 de Junho de 1847: Assinatura da Convenção do Gramido que põe fim à guerra civil da Patuleia. É consagrada a vitória do Governo cartista.

Realizada a 29 de junho de 1847, a Convenção do Gramido (Valbom, Gondomar) foi imposta por forças militares estrangeiras - espanholas e inglesas -, para que os princípios de manutenção da monarquia defendidos pela Quádrupla Aliança de 1834 se mantivessem em Portugal. Assim, esta convenção entre os estrangeiros da Quádrupla Aliança e a Junta do Porto teve como objetivo a finalização da guerra civil ou revolta da Maria da Fonte e da Patuleia que em Portugal tinha oposto os Cartistas (defensores da Carta Constitucional outorgada em 1826 por D. Pedro IV) aos Setembristas (liberais radicais) entre 1846 e 1847.

Como reação da parte vencida às perseguições subsequentes à Convenção do Gramido surgiram em 1848 jornais contestatários ao regime cabralista e a Carbonária Portuguesa, situação que culminaria com a insurreição militar da Regeneração, em 1851. Os representantes das diferentes partes na Convenção do Gramido foram o general César de Vasconcelos (Junta do Porto), o marquês de Loulé (par do Reino), o tenente general D. Manuel de la Concha, conde de Cancellada e o coronel Buenaga (Espanha) e o coronel Wilde (Inglaterra). D. Manuel de la Concha, general das forças espanholas, tinha sido obrigado a defrontar o exército popular dirigido pelo conde das Antas para conseguir entrar no Porto e levar a cabo a pacificação materializada na Convenção de Gramido. As ações convencionadas foram as de ocupação da cidade do Porto e de Vila Nova de Gaia a partir do dia 30 de junho desse ano pelas forças armadas espanholas - que tinham entrado pelo Alentejo e por Trás-os-Montes - para pacificar o território, a rendição e entrega pacífica das armas por parte do exército da Junta do Porto sem exercício de represálias, com direito a conservarem os seus pertences e de circulação livre, o compromisso por parte das forças de intervenção em reforçar a condição dos oficiais do antigo exército Real e o zelar pela segurança dos habitantes portuenses e da sua propriedade por parte das forças Aliadas.
Fontes:http://www.infopedia.pt$convencao-de-gramido
wikipedia (imagens)


Revolta da Maria da Fonte


Tropas aplicam vergastadas a um popular durante a Patuleia.
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/06/29-de-junho-de-1847-assinatura-da.html
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28/06/2018

6.489.(27jun2018.15.15') Fernanda da Bernarda

morreu a 27jun2018
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 27jun2018...morreu Fernanda da Bernarda...1 vivaaaaaa à sua luta contra o fascismo...d’ Alcobaça que vos abRRaça

Morreu a dirigente estudantil na crise de 1969 em Coimbra Fernanda da Bernarda

A advogada e dirigente estudantil na crise académica de 1969 em Coimbra morreu hoje, em Setúbal, aos 73 anos de idade, disse à agência Lusa um amigo da família.
Morreu a dirigente estudantil na crise de 1969 em Coimbra Fernanda da Bernarda

Distinguida pelo Presidente da República Jorge Sampaio com Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, Maria Fernanda Vieira da Bernarda nasceu, em dezembro de 1944, em Alcobaça e estudou em Coimbra, onde foi fundadora de uma das primeiras repúblicas de estudantes feminina.
Destacada dirigente do movimento estudantil que, no final da década de 1960, ficou conhecido por ‘crise académica de 69’ (e que levou à substituição do ministro da Educação, José Hermano Saraiva, por Veiga Simão e à aceitação prévia do novo reitor da Universidade de Coimbra, Gouveia Monteiro), Fernanda da Bernarda foi, então, secretária-geral da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra.
Antes de 1974, Fernanda da Bernarda militou durante algum tempo no Partido Comunista Português (PCP) e, depois do 25 de Abril, no Movimento de Esquerda Socialistas (MES) e pertenceu à Loja Humanidade da Ordem Maçónica Mista Internacional Le Droit Humain.
Advogada de sindicatos no Porto e em Lisboa, nos TLP (Telefones de Lisboa e Porto) e na PT (Portugal Telecom), Fernanda da Bernarda terminou a carreira como adjunta do Provedor do Cliente de Telecomunicações do Grupo PT.
Fernanda da Bernarda padeceu durante mais de três décadas de esclerose múltipla que, na última década, a manteve acamada, disse ainda à agência Lusa, José Matos Pereira, amigo e seu colega, designadamente na direção da AAC em 1969 e quando foi Provedor do Cliente de Telecomunicações do Grupo PT.
 https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/morreu-a-dirigente-estudantil-na-crise-de-1969-em-coimbra-fernanda-da-bernarda
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 MORREU FERNANDA DA BERNARDA, DIRIGENTE ESTUDANTIL EM COIMBRA

A advogada morreu em Setúbal, aos 73 anos

A advogada e dirigente estudantil na crise académica de 1969 em Coimbra morreu, em Setúbal, aos 73 anos de idade, disse à agência Lusa um amigo da família.


Distinguida pelo Presidente da República Jorge Sampaio com Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, Maria Fernanda Vieira da Bernarda nasceu, em Dezembro de 1944, em Alcobaça e estudou em Coimbra, onde foi fundadora de uma das primeiras repúblicas de estudantes feminina.

Destacada dirigente do movimento estudantil que, no final da década de 1960, ficou conhecido por 'crise académica de 69' (e que levou à substituição do ministro da Educação, José Hermano Saraiva, por Veiga Simão e à aceitação prévia do novo reitor da Universidade de Coimbra, Gouveia Monteiro), Fernanda da Bernarda foi, então, secretária-geral da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra.

Antes de 1974, Fernanda da Bernarda militou durante algum tempo no Partido Comunista Português (PCP) e, depois do 25 de Abril, no Movimento de Esquerda Socialistas (MES) e pertenceu à Loja Humanidade da Ordem Maçónica Mista Internacional Le Droit Humain.

Advogada de sindicatos no Porto e em Lisboa, nos TLP (Telefones de Lisboa e Porto) e na PT (Portugal Telecom), Fernanda da Bernarda terminou a carreira como adjunta do Provedor do Cliente de Telecomunicações do Grupo PT.

Fernanda da Bernarda padeceu durante mais de três décadas de esclerose múltipla que, na última década, a manteve acamada, disse ainda à agência Lusa, José Matos Pereira, amigo e seu colega, designadamente na direcção da AAC em 1969 e quando foi Provedor do Cliente de Telecomunicações do Grupo PT.


Fonte: Lusa

 Foto de CAFÉ CENTRAL.
 https://www.facebook.com/960198530674380/photos/a.960209104006656.1073741828.960198530674380/2143681008992787/?type=3&theater
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Via Ana Nazário:
 Foto de Ana Nazario.
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2155171207831273&set=a.2155171051164622.1073742041.100000152439363&type=3&theater
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VER 5.673. Morte do 1.º Presidente da Câmara
após 25 de abril
Jorge Silvestre

5.673.(4maio2012.8.18')Fazer voto de condolências JORGE SILVESTRE para a r.Câmara de 14.5

ver voto da CDU na AM de 27.4.2012
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região de cister 3maio2012
Faleceu o primeiro presidente da Câmara após o 25 de Abril

O dia 25 de Abril de 1974 era uma data memorável para Jorge Silvestre, que presidiu a Comissão Administrativa de Alcobaça após a revolução. Foi nesse mesmo dia, mas passados 38 anos, que a sua vida chegou ao fim.

Jorge Silvestre foi o primeiro presidente da Câmara de Alcobaça, eleito em plenário popular, após o 25 de Abril. Militou o MDP/CDE (Movimento Democrático Português/Centro Democrático Eleitoral).
Partiu aos 67 anos. Era casado com Fernanda da Bernarda. Deixa dois filhos do primeiro casamento.
Vivia em Setúbal, estudou no Externato Alcobacense e no Colégio de Porto de Mós. Seguiu agronomia, profissão que exerceu ao longo da sua vida, tendo trabalhado muitos anos ao serviço do Ministério da Agricultura.
A Assembleia Municipal de Alcobaça, que decorreu na passada sexta-feira, relembrou-o e deixou votos de pesar.
"Jorge Silvestre foi um combatente pela liberdade", afirmou o deputado da CDU João Paulo Raimundo. Também José Canha (PS) relembrou o ex-presidente da Comissão Administrativa.
 https://uniralcobaca.blogspot.com/2012/05/56634maio2012818fazer-voto-de.html
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26/06/2018

6.249.(26jun2018.11h.1') Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas

26jun
Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas
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Pela Resolução 42/112, de 7 de dezembro de 1987, a Assembleia Geral decidiu observar 26 de Junho como o Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito como uma expressão da sua determinação em reforçar a ação e a cooperação para atingir a meta de uma sociedade internacional livre dos abusos das drogas. Esta resolução recomenda medidas adicionais em relação ao relatório e as conclusões da Conferência Internacional de 1987 sobre o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas.
O fim do primeiro século de controle de drogas (tudo começou em Xangai, em 1909) coincidiu com o fechamento da década UNGASS (lançado em 1998 por uma SessãoEspecial da Assembléia Geral sobre Drogas). Estes aniversários estimularam a reflexão sobre a eficácia e as limitações, da política de drogas. A revisão resultou na reafirmação de que as drogas ilícitas continuam a representar um perigo de saúde para a humanidade. É por isso que as drogas são e devem permanecer controladas.Com esta sanção em mente, os Estados-Membros confirmaram apoio inequívoco para as Convenções da ONU que estabeleceram o mundo do sistema de controle de drogas.
A Assembleia Geral reconheceu que, apesar de esforços contínuos e aumentados da comunidade internacional, o problema mundial da droga continua a constituir uma séria ameaça à saúde pública, a segurança e o bem-estar da humanidade, em especial aos jovens, e para a segurança nacional e soberania de estados, o que mina a estabilidade socio-econômica e política e o desenvolvimento sustentável. Incentivou a Comissão e Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para continuar seu trabalho de controle de drogas internacional e exortou todos os Governos a prestar o apoio mais completo possível – financeiros e políticos -de permitir ao UNODC para continuar, ampliar e reforçar a sua técnica operacionala e tividades de cooperação, dentro de seus mandatos.
Mensagem do Secretário-Geral para o Dia Internacional 2011
“O tráfico de drogas, uma vez visto em grande parte como um problema social e criminal, se transformou nos últimos anos em uma grande ameaça para a saúde e a segurança das pessoas e regiões. O mercado de $61 bilhões anual de opiáceos afegãos está financiando a insurgência, o terrorismo internacional e uma maior desestabilização. Na África Ocidental, o comércio de $85 bilhões de dólares de cocaína global está a agravar o vício e a lavagem de dinheiro, enquanto alimenta a instabilidade política e as ameaças à segurança. A cada $1 bilhão de cocaína pura traficadas através da África Ocidental ganha-se mais do que dez vezes mais quando são vendidas nas ruas na Europa.
Porque a ameaça é tão urgente, recentemente criei uma Força Tarefa para desenvolver uma estratégia para todo o sistema das Nações Unidas para coordenar e reforçar as nossas respostas às drogas ilícitas e ao crime organizado através da construção em todas as atividades da ONU de manutenção da paz, consolidação da paz, desenvolvimento, segurança e desarmamento. Desta forma, as Nações Unidas podem integrar a luta contra o tráfico de drogas e outras formas de crime organizado na agenda da segurança e do desenvolvimento global.
O Dia Internacional deste ano contra o Abuso e o Tráfico Ilícito é uma oportunidade para destacar a importância de abordar essas ameaças gêmeas por meio do Estado de Direito e da prestação de serviços de saúde. Nossa comemoração coincide com o 50 º aniversário da Convenção Única de 1961 sobre Entorpecentes.
A presente Convenção e os outros grandes tratados de controle internacional de drogas faz mais do que ajudar-nos na luta contra o tráfico de drogas, pois eles protegem as pessoas vulneráveis ​​através de uma vasta gama de atividades a que os Estados Partes comprometem-se, incluindo educação e prevenção, tratamento da toxicodependência, cuidados e reabilitação para usuários de drogas, e apoio social.
Essas medidas são fundamentais, porque o uso de drogas, em sua essência, é uma questão de saúde. A toxicodependência é uma doença, não um crime. Os verdadeiros criminosos são os traficantes de drogas.
Mas do lado da oferta está apenas metade da equação. A menos que reduza a demanda por drogas ilícitas, nunca podemos resolver totalmente o cultivo, a produção ou tráfico.
Os governos têm a responsabilidade de neutralizar ambos tráfico de drogas e abuso de drogas, mas as comunidades podem também dar um contributo importante. Famílias, escolas, sociedade civil e organizações religiosas podem fazer a sua parte para livrar suas comunidades das drogas. As empresas podem ajudar a proporcionar meios de vida legítimo. A mídia pode aumentar a conscientização sobre os perigos dos narcóticos.
Nós podemos ter sucesso se reforçamos o nosso compromisso com os princípios básicos de saúde e de direitos humanos, responsabilidade compartilhada, uma abordagem equilibrada para redução da oferta e demanda e acesso universal à prevenção, tratamento e apoio. Isso vai dinamizar as comunidades livres de criminalidade associada à droga e à violência, indivíduos livres da dependência de drogas que podem contribuir para o nosso futuro comum, e um mundo mais seguro para todos.”
Ban Ki-moon
Página Oficial:
https://ajonu.org/2012/10/17/dia-internacional-contra-o-abuso-de-drogas-e-o-trafico-ilicito-2606/
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2017
PCP apresenta soluções
ERRADICAR FLAGELOS SOCIAIS
No Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, que hoje se celebra, o PCP entrega na Assembleia da República um Projecto de Resolução que recomenda ao Governo que tome medidas imediatas que garantam o reforço da capacidade de resposta na área da toxicodependência e alcoolismo. 
Desta forma, o Partido defende a manutenção «do actual estatuto de autonomia dos Centros de Respostas Integradas, das Unidades de Desabituação e das Unidades de Alcoologia, rejeitando a sua integração nos Agrupamentos de Centros de Saúde ou nas Unidades Hospitalares» e das «actuais equipas de profissionais de Saúde que se dedicam exclusivamente à intervenção no âmbito do combate à toxicodependência e alcoolismo», bem como a «concretização de um levantamento dos constrangimentos no acesso ao sistema de prestação de cuidados de Saúde».
No Projecto de Resolução, os comunistas reclamam ainda o «reforço da dotação financeira destinada às políticas de combate à toxicodependência e alcoolismo», a «reavaliação e redimensionamento dos territórios prioritários», a «promoção do alargamento das equipas de rua», a «reposição do apoio para as deslocações dos utentes às unidades públicas de tratamento na área da toxicodependência e alcoolismo» e a «retoma do programa de troca de seringas nas farmácias».

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2008
deputado Bruno Dias do PCP

Dia Internacional Contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas


 
Dia Internacional Contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas
Intervenção de Bruno Dias na  AR




Sr. Presidente,
Srs. Deputados,
Sr.ª Deputada Antónia Almeida Santos,
A matéria que abordou na sua intervenção é, de facto, de uma enorme importância e merece a maior atenção por parte do poder político, merece, aliás, uma atenção efectiva e uma acção política muito diferente da parte do Governo.
Relativamente à avaliação e às conclusões que aqui avançou sobre a situação do País em matéria de droga e toxicodependência, o mínimo que poderíamos recomendar era um pouco mais de prudência e de adequação à realidade do discurso político.
É que por trás das tendências de médio prazo, das comparações favoráveis face ao início da década que mencionou e que fazem parte dos estudos que têm vindo a público recentemente, há seguramente uma opção estratégica, uma filosofia de acção, um avanço civilizacional de facto, que resulta de decisões justas tomadas na década anterior e para as quais o PCP contribuiu activamente, como é conhecido, ao contrário da perspectiva retrógrada, obscurantista, antiquada e desumana que alguns sectores da direita, como acabámos de ouvir, têm vindo a defender. Porém, há também uma realidade concreta, actual, que não pode ser ignorada pelo Governo desta maneira e que é da directa responsabilidade dos sucessivos governos, dos anteriores governos de direita mas também do actual Governo. Não podemos esquecer o ataque aos profissionais, a precarização das suas condições de trabalho, a «sangria» que aconteceu nos últimos anos relativamente a quadros qualificados de primeira linha no tratamento, na prevenção, nas diversas vertentes de intervenção nesta matéria.
Não podemos esquecer o rombo (a palavra foi da Sr.ª Deputada) que resultou da decisão do governo anterior de fundir todos os serviços de combate à droga e toxicodependência. Mas, Sr.ª Deputada, que dizer do rombo que se mantém e que é aprofundado, nessa lógica, com esta nova fusão com o combate ao alcoolismo e a situação gravosa que se mantém ao nível do sistema prisional, com exigências que vão muito além da questão das seringas?!
Aliás, nesse sentido, pergunto qual é a sua posição e a do seu partido sobre o projecto de resolução que apresentámos, com medidas concretas, para uma efectiva resposta no combate à droga e toxicodependência em meio prisional.
Por outro lado e para terminar, quanto à Lei n.º 30/2000, sobre a descriminalização do consumo, que a Sr.ª Deputada mencionou, já dissemos o que temos a dizer sobre essa matéria, isto é, o avanço civilizacional que ela representa. Mas a descriminalização não pode ser torpedeada por uma política que inviabiliza a aplicação da própria lei.
Hoje, de seguida, o Grupo Parlamentar do PCP vai apresentar um projecto de lei que define o regime jurídico aplicável a este consumo de estupefacientes. A lei que está em vigor não está a ser seguida. O próprio relatório do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) refere que 40% de processos não tiveram seguimento nas Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência por falta de condições nestas comissões.
É urgente dar uma resposta tanto ao nível político, como ao nível das medidas, como ao nível da lei.
O projecto de lei que vamos apresentar de seguida é uma resposta nossa. Precisamos de saber qual é a resposta do Grupo Parlamentar do Partido Socialista.

25/06/2018

4.721.(25jun2018.15.44') Antoni Gaudí

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Nasceu a  25jun1852...Reus
e morreu a 10jun1926...Barcelona
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 “Não se deve fazer monumentos aos artistas porque eles já o fizeram com suas obras...
 "Nada é inventado, já que está escrito primeiro na natureza. A originalidade consiste em contar à origem." 
https://www.pensador.com/autor/antoni_gaudi/
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https://www.youtube.com/watch?v=qZiCa_kpFfU
legendado em Português
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https://www.youtube.com/watch?v=SVJUvoZBWEw
Barcelona e Gaudí
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https://www.youtube.com/watch?v=qqpNka5BDHc
Sagrada Família
filme com Gaudí a explicar a obra
https://www.youtube.com/watch?v=ykU9OvmOS1M
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10 de Junho de 1926: Morre o arquitecto catalão Antoni Gaudí

Arquitecto, urbanista, escultor e pintor espanhol, nascido a 25 de Junho de 1852, em Reus, e falecido a 10 de Junho de 1926, em Barcelona. Filho de um caldeireiro, Antoni Gaudí y Cornet estudou e trabalhou em Barcelona onde se encontra toda a sua obra de arquitecto e urbanista. As suas realizações insólitas revelam uma personalidade fora do comum, provocando a admiração de muitos e gerando continuadas controvérsias. Recusou os princípios académicos da arquitectura neoclássica, usou livremente as formas e as técnicas da arte bizantina, muçulmana, mudéjar e gótica, criando um estilo eclético e eminentemente pessoal. 

O estilo de Gaudí atravessou diversas fases. Quando saiu da escola provincial de arquitectura de Barcelona, em 1878, começou a projectar de acordo com um estilo Vitoriano bastante florido, que já era evidente nos seus projectos escolares, mas desenvolveu rapidamente uma maneira de compor por meio de justaposições de massas geométricas, até aí nunca usadas, cujas superfícies eram animadas com pedra ou tijolo modelado, painéis cerâmicos de cores vivas, e estruturas de metal utilizando motivos florais ou repteis. O efeito geral, embora os detalhes não o sejam, é Mourisco - ou Mudéjar, como a mistura especial da arte muçulmana com a cristã é conhecida em Espanha. Os exemplos de seu estilo Mudéjar são a Casa Vicens, de 1878-80, e El Capricho construída entre 1883 e 1885, assim como a Propriedade e o Palácio de Güell, de finais dos anos 80 do século XIX. Todas as obras, excepto o El Capricho estão localizadas em Barcelona. Mais tarde, Gaudí experimentou as possibilidades dinâmicas de vários estilos arquitectónicos: o gótico no Palácio Episcopal de Astorga, obra realizada entre 1887 e 1893, e na Casa de los Botines em Leão, construída entre 1892 e 1894; o barroco na Casa Calvet em Barcelona (1898-1904). Mas após 1902 os seus projectos deixam de poder ser atribuídos a um estilo arquitectónico convencional. 

Desde cedo manifestou um interesse particular pelas formas procedentes da Natureza - geologia, botânica, zoologia e anatomia - e pelos recursos e soluções próprios dos ofícios artesanais. No Parque Guell, construído entre 1900 e 1914, afirmam-se as suas preocupações urbanísticas audaciosas, uma concepção nova do espaço e uma imaginação delirante na decoração dos bancos dos abrigos, feita de mosaicos informais: "colagens" de cacos provenientes dos mais variados objetos. 


Arquitecto admirado, mesmo que considerado um pouco excêntrico, Gaudí foi um participante importante na Renaixensa catalã, um movimento artístico revivalista das artes e dos ofícios que se combinou com um movimento político de feições nacionalistas que se baseava num fervoroso  anti-castelhanismo. Ambos os movimentos procuraram restabelecer um tipo de vida na Catalunha que tinha sido suprimido pelo governo centralista de Madrid, ao longo do século XVIII e XIX. O símbolo religioso da Renaixensa em Barcelona era a igreja da Sagrada Família, um projecto que ocupou Gaudí durante toda a sua carreira. 

Contratado para construir a igreja desde 1883, não viveu para a ver terminada. Ao trabalhar nela tornou-se cada vez mais religioso, e após 1910 passou a trabalhar quase exclusivamente na construção da Igreja, tendo mesmo passado a residir nos estaleiros. Aos 75 anos, foi atropelado por um trolley-car, tendo morrido dos ferimentos. 

Ignorado durante os anos 20 e 30 do século XX, quando o estilo internacional era o estilo arquitectónico  dominante, foi redescoberto nos anos 60, sendo reverenciado tanto por profissionais como pelo público em geral, devido à sua imaginação transbordante. A avaliação do trabalho arquitectónico de Gaudí é notável pela sua escala de formas, texturas, e policromia, e pela maneira livre e expressiva como estes elementos da sua arte se conjugam. A geometria complexa de um edifício de Gaudí coincide com a sua estrutura arquitectónica em que o todo, incluindo a sua fachada, dá à aparência de ser um objecto natural conformando-se completamente com as leis da natureza. Tal sentido da unidade total informou também a vida de Gaudí, já que a sua vida pessoal e  profissional  eram indistinguíveis.
Fontes: Antoni Gaudí. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
www.arqnet.pt
wikipedia (Imagens)
Ficheiro:Antoni Gaudi 1878.jpg
Antoni Placid Gaudí i Cornet, em foto de 15 de Março de 1878, Barcelona, Espanha, por Pau Audouard

Gaudí mostra as obras da Sagrada Familia ao núncio do  VaticanoFrancesco Ragonesi (1915)
Arquivo: Sagrada Familia (maqueta) jpg.
Maquete da Sagrada Família
Arquivo: Casa mila ag1.jpg
Casa Milà

Arquivo: Vicens03.jpg
Casa Vicens
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/06/10-de-junho-de-1926-morre-o-arquitecto.html?spref=fb&fbclid=IwAR1ImFU39A0fA-T19K7OXuAAjFkTYZXpxMwYqdnzu177T_7ErIOJ3J4WoEM
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19 de Março de 1882: É colocada a primeira pedra na igreja da Sagrada Família de Barcelona

O propósito de construir um templo expiatório dedicado à Sagrada Família em uns novos terrenos do Eixample barcelonês foi do livreiro Josep Maria Bocabella, para o que fundou a Associação de Devotos de São José. Para isso foi adquirido um quarteirão inteiro do Eixample num lugar conhecido como El Poblet, perto do Camp de l'Arpa, em Sant Martí de Provençals, entre as ruas Provença, Maiorca, Marina e Sardenya.

O projeto foi entregue em primeiro lugar a Francisco de Paula del Villar y Lozano, que propôs um conjunto neogótico, recusando a sugestão de Bocabella de fazer uma réplica do Santuário da Santa Casa de Loreto . O projeto de Villar consistia numa igreja de três naves, com os elementos típicos do gótico, como os vitrais alveolados, os contrafortes exteriores e um alto campanário em forma de agulha. A primeira pedra foi colocada a 19 de Março de 1882, dia de São José, com a presença do então bispo de Barcelona José María Urquinaona. Gaudí assistiu à cerimónia, já que tinha trabalhado como ajudante de Villar em vários projetos. As obras não se iniciaram até 25 de Agosto de 1883, sendo adjudicadas ao empreiteiro Macari Planella i Roura.

 O risco deste templo deve-se pois ao génio criativo do arquiteto catalão Antoni Gaudí, que aplica os ideias da Arte Nova à arquitetura religiosa. O artista está ligado a uma vertente mais arquitetónica e orgânica da Arte Nova, procurando captar todos os elementos naturais de uma forma muito precisa. Aqui todos os pormenores são imbuídos de simbolismo. A decoração inspira-se em elementos neogóticos (agulhas das torres em forma de espigas de milho, rendilhado nas bandeiras dos vãos), elementos barrocos (as estruturas funcionais passam a ser meramente decorativas) e elementos mouriscos (utilização da cor e do tijolo vidrado). Mas a grande contribuição de Gaudí foi no campo da estática com a supressão dos contrafortes através de um hábil sistema de descarga de forças. Assim, o peso da abóbada central (de forma hiperbólica côncava) já não se distribui sob forma de pressão descendente e lateral, como acontecia na arquitetura gótica. A utilização de superfícies parabólicas e hiperbólicas resulta no escoramento quase vertical das colunas, que, por estarem levemente inclinadas, recebem a restante pressão lateral. Para termos uma ideia da grandeza do projeto da Sagrada Família, basta referir que tem 12 campanários de 100 m de altura cada, 5 cúpulas e um coro de 14 m de altura para 2200 cantores, que podem ser ouvidos no interior e no exterior.             
 Sagrada Família (Barcelona). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. 
 wikipedia(imagens)




Resultado de imagem para sagrada familia

Ficheiro:Sagrada Familia (Villar).jpg
Projeto neogótico de Francisco de Paula del Villar y Lozano
Ficheiro:Sagrada Familia (maqueta).jpg
Maquete da Sagrada Família
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25 de Junho de 1852: Nasce o arquitecto catalão Antoni Gaudí

Arquitecto, urbanista, escultor e pintor espanhol, nascido a 25 de Junho de 1852, em Reus, e falecido a 10 de Junho de 1926, em Barcelona. Filho de um caldeireiro, Antoni Gaudí y Cornet estudou e trabalhou em Barcelona onde se encontra toda a sua obra de arquitecto e urbanista. As suas realizações insólitas revelam uma personalidade fora do comum, provocando a admiração de muitos e gerando continuadas controvérsias. Recusou os princípios académicos da arquitectura neoclássica, usou livremente as formas e as técnicas da arte bizantina, muçulmana, mudéjar e gótica, criando um estilo eclético e eminentemente pessoal. 
O estilo de Gaudí atravessou diversas fases. Quando saiu da escola provincial de arquitectura de Barcelona, em 1878, começou a projectar de acordo com um estilo Vitoriano bastante florido, que já era evidente nos seus projectos escolares, mas desenvolveu rapidamente uma maneira de compor por meio de justaposições de massas geométricas, até aí nunca usadas, cujas superfícies eram animadas com pedra ou tijolo modelado, painéis cerâmicos de cores vivas, e estruturas de metal utilizando motivos florais ou repteis. O efeito geral, embora os detalhes não o sejam, é Mourisco - ou Mudéjar, como a mistura especial da arte muçulmana com a cristã é conhecida em Espanha. Os exemplos de seu estilo Mudéjar são a Casa Vicens, de 1878-80, e El Capricho construída entre 1883 e 1885, assim como a Propriedade e o Palácio de Güell, de finais dos anos 80 do século XIX. Todas as obras, excepto o El Capricho estão localizadas em Barcelona. Mais tarde, Gaudí experimentou as possibilidades dinâmicas de vários estilos arquitectónicos: o gótico no Palácio Episcopal de Astorga, obra realizada entre 1887 e 1893, e na Casa de los Botines em Leão, construída entre 1892 e 1894; o barroco na Casa Calvet em Barcelona (1898-1904). Mas após 1902 os seus projectos deixam de poder ser atribuídos a um estilo arquitectónico convencional. 
Desde cedo manifestou um interesse particular pelas formas procedentes da Natureza - geologia, botânica, zoologia e anatomia - e pelos recursos e soluções próprios dos ofícios artesanais. No Parque Guell, construído entre 1900 e 1914, afirmam-se as suas preocupações urbanísticas audaciosas, uma concepção nova do espaço e uma imaginação delirante na decoração dos bancos dos abrigos, feita de mosaicos informais: "colagens" de cacos provenientes dos mais variados objetos. 
Arquitecto admirado, mesmo que considerado um pouco excêntrico, Gaudí foi um participante importante na Renaixensa catalã, um movimento artístico revivalista das artes e dos ofícios que se combinou com um movimento político de feições nacionalistas que se baseava num fervoroso  anti-castelhanismo. Ambos os movimentos procuraram restabelecer um tipo de vida na Catalunha que tinha sido suprimido pelo governo centralista de Madrid, ao longo do século XVIII e XIX. O símbolo religioso da Renaixensa em Barcelona era a igreja da Sagrada Família, um projecto que ocupou Gaudí durante toda a sua carreira. 

Contratado para construir a igreja desde 1883, não viveu para a ver terminada. Ao trabalhar nela tornou-se cada vez mais religioso, e após 1910 passou a trabalhar quase exclusivamente na construção da Igreja, tendo mesmo passado a residir nos estaleiros. Aos 75 anos, foi atropelado por um trolley-car, tendo morrido dos ferimentos. 

Ignorado durante os anos 20 e 30 do século XX, quando o estilo internacional era o estilo arquitectónico  dominante, foi redescoberto nos anos 60, sendo reverenciado tanto por profissionais como pelo público em geral, devido à sua imaginação transbordante. A avaliação do trabalho arquitectónico de Gaudí é notável pela sua escala de formas, texturas, e policromia, e pela maneira livre e expressiva como estes elementos da sua arte se conjugam. A geometria complexa de um edifício de Gaudí coincide com a sua estrutura arquitectónica em que o todo, incluindo a sua fachada, dá à aparência de ser um objecto natural conformando-se completamente com as leis da natureza. Tal sentido da unidade total informou também a vida de Gaudí, já que a sua vida pessoal e  profissional  eram indistinguíveis.
Fontes: Antoni Gaudí. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
www.arqnet.pt
wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Antoni Gaudi 1878.jpg
Antoni Placid Gaudí i Cornet, em foto de 15 de Março de 1878, Barcelona, Espanha, por Pau Audouard

Gaudí mostra as obras da Sagrada Familia ao núncio do  VaticanoFrancesco Ragonesi (1915)
Arquivo: Sagrada Familia (maqueta) jpg.
Maquete da Sagrada Família
Arquivo: Casa mila ag1.jpg
Casa Milà

Arquivo: Vicens03.jpg
Casa Vicens
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