06/09/2018

7.969.(6seTEMbro2018.9.9') Menez GOSE...Maria Inês Ribeiro da Fonseca

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Nasceu a 6SEtemBRO1926
e morreu a 11abRIl1995
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DA PÁGINA DO FACE
  https://www.facebook.com/pintora.menez/
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 Menez
 Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi uma pintora portuguesa.
Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa, acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a Portugal em 1951.

Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se dedica à pintura" . 

SEM TÍTULO

Sem título, 1988 - Menez
HENRIQUE VIII


 https://www.wikiart.org/pt/menez
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06 de Setembro de 1926: Nasce a artista plástica portuguesa Menez, Maria Inês Ribeiro da Fonseca

Menez, de seu nome Maria Inês Ribeiro da Fonseca, foi uma artista portuguesa, natural de Lisboa. Autodidacta, chega a pintura pelo impulso de uma vocação pessoal amadurecida ao contacto com as artes visuais e com as numerosas viagens que realizou, produzindo os primeiros quadros em 1952.



Em 1954, trava conhecimento com José-Augusto França, na época, empenhado na dinamização da Galeria de Março, com um projecto de divulgação das modernas correntes da arte europeia e portuguesa, em particular, as tendências do abstraccionismo. Menez irá expor pela primeira vez nesta galeria, nesse mesmo ano, sendo os seus guaches apresentados pela poetisa Sophia de Melo Breyner Andresen. As obras deste período, de pequena ou média dimensão, sofrem o influxo da tendência não figurativa na qual Menez, grande e sensível colorista, se coloca com facilidade.

Com uma obra logo aclamada pela crítica, Menez participa nas principais exposições colectivas de artistas novos da década de 1950, como a Exposição de Pintura Moderna Portuguesa, em 1955 (Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências, Lisboa), o 1º Salão dos Artistas de Hoje, 1956, ou Cinquenta Artistas Independentes, em 1959.



Menez foi bolseira da Fundação Gulbenkian, em duas temporadas distintas, entre 1964-65 e 1969, durante a sua estadia em Londres, tendo participado nas três edições das Exposições de Artes Plásticas da FCG (1957; 1961, com um Segundo Prémio de Pintura; 1986). Ao longo da década de 1960 e 1970, a sua obra teve presença regular nalgumas grandes mostras internacionais de arte portuguesa (Bienal de Tóquio, 1966; Art Portugais – Du Naturalisme à nos jours, Bruxelas, Paris, Madrid, 1967; Pintura portuguesa de Hoy – Abstractos y neofigurativos, Madrid, Salamanca, Barcelona, 1973; Portuguese Art since 1910, Londres, 1978.).



Por volta de 1965, o estilo da artista acusa uma inflexão na direcção informalista e expressionista lírica – aérea e dinâmica – que vinha experimentando para uma nova concepção e tratamento da forma colorida no plano, circunscrita agora por linhas fechadas e estabelecendo com o plano de fundo novas relações de ritmo e contraste, as informações visuais inscrevendo-se predominantemente sobre fundos brancos ou claros. As formas ganham uma consistência e ponderabilidade de signos gráficos, padrões ou volumes compactados e amalgamados, figuras humanas, por vezes, embora sem a clareza necessária a uma interpretação explícita ou inequívoca da mensagem, evoluindo na primeira metade dos anos de 1970, no sentido de um fechamento tímbrico da cor, com uma preferência por tonalidades pardacentas com matizes azulados ou esverdeados.



Nos anos de 1980, o percurso criador de Menez denuncia uma nova mudança, após um período de inactividade gravemente precipitado pelo falecimento dos filhos. A partir de então, as suas obras apresentam marcas de uma teatralidade cifrada e enigmática, sugerida na organização do espaço pictórico como simulacro a partir do qual se multiplicam outros espaços entreabertos, desdobrando-se uns a partir dos outros, cenários povoados de objectos e figuras algumas das quais evocando, pela cor pálida como pelos figurinos anacrónicos, os tempos pretéritos da arte antiga ou da Renascença. 

Menez deixou-nos assim também trabalhos para azulejo, alguns dos quais bem conhecidos dos lisboetas, como os que realizou para o Metropolitano de Lisboa (Estação Marquês de Pombal, 1995), ou para a Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (1990; Menção Honrosa no Prémio Municipal de Azulejaria Jorge Colaço em 1991 – com um padrão figurativo composto por sequências alternadas de anjos dançantes). Dentro de uma linguagem semelhante, merecem igualmente ser lembrados os painéis que realizou para a Universidade de Coimbra (Polo de Ciências da Saúde, aplicados em 2007), ou para a Universidade do Minho (Associação para a Investigação Biomédica, 1989), sempre em parceria com a Galeria Ratton. Em 1990, Menez foi agraciada com o Prémio Pessoa pelo conjunto da sua obra que nesse mesmo ano seria revista numa importante exposição antológica no Centro de Arte Moderna. Em 2007, a sua obra foi novamente apresentada numa mostra antológica organizada pelo Centro de Artes Manuel de Brito, em Algés, assinalando-se assim a relação de amizade que perdurou entre a pintora e o coleccionador e proprietário da Galeria 111, desde os anos de 1960.
wikipedia (imagens)
 
Menez, sem título, 1987, acrílico sobre tela
Menez, sem título, 1990, guache sobre papel
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/06-de-setembro-de-1926-nasce-artista.html
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 https://www.pinterest.pt/ananunesdaponte/artistas-portugueses/
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05/09/2018

7.985.(5seTEMbro2018.11.11') Caspar David Friedrich

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Nasce a 5seTEMbro1774...Greifswald (então da Suécia)
e morre em 1840...Dresden
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 Wikioo.org - The Encyclopedia of Fine Arts - Painting, Artwork by Caspar David Friedrich - The Sea of Ice

Style: Romanticism

Topics: Beach

Date: 1800

Size: 97 x 127 cm

Museum: Kunsthalle (Hamburg, Germany)

Technique: Oil On Canvas
The Sea of Ice (German: Das Eismeer), also called The Wreck of Hope (German: Die gescheiterte Hoffnung) is an oil painting of 1823–1824 by the German Romantic artist Caspar David Friedrich.
The landscape depicts a shipwreck in the middle of a broken ice-sheet, whose shards have piled up after the impact. The ice has become like a monolithic tomb, or dolmen, whose edges jut into the sky. The stern of the wreck is just visible on the right. As an inscription on it confirms, this is HMS Griper, one of two ships that took part in William Edward Parry's 1819–1820 and 1824 expeditions to the North Pole.
The two titles originally referred to the present work and another older work by Friedrich, now missing. The lost painting was shown in 1822 at the Dresden Academy exhibition under the title A Wrecked Ship off the Coast of Greenland in the Moonlight. Own Invention. The present painting was first shown in 1824 at the Prague Academy exhibition under the title An Idealized Scene of an Arctic Sea, with a Wrecked Ship on the Heaped Masses of Ice.
In Friedrich's estate this work was described as Ice Picture. The Disaster-stricken North Pole Expedition. The collector Johann Gottlob von Quandt commissioned two pictures that were to symbolize the south and the north. Johann Martin von Rohden received the commission to paintSouthern Nature in her Abundant and Majestic Splendor, while the commission for Northern Nature in the whole of her Terrifying Beauty fell to Friedrich. However, as Schukowski in a letter dated 1821 reported, Friedrich - himself does not even know what he will paint; he waits for the moment of inspiration, which (in his own words) occasionally comes in a dream.
Accounts of expeditions to the North Pole were occasionally published during those years which is likely how Friedrich became familiar with William Edward Parry's 1819–1820 expedition to find the Northwest Passage. In the winter of 1820–21, Friedrich made extensive oil studies of ice floes on the river Elbe, near Dresden.
http://wikioo.org/paintings.php?refarticle=7YXQM8&artistname=Caspar%20David%20Friedrich
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 Wikioo.org - The Encyclopedia of Fine Arts - Painting, Artwork by Caspar David Friedrich - Man and Woman Contemplating the Moon
Topics: Men
Date: 1800
Size: 34 x 44 cm
Museum: Nationalgalerie (Berlin, Germany)
Technique: Oil On Canvas
This is the third version of one of this artist's most famous paintings, of which the first (1819) is in the Gemäldegalerie, Dresden, and the second (ca. 1824) is in the Alte Nationalgalerie, Berlin. The two men contemplating the sinking moon have been identified as Friedrich himself, on the right, and his talented young colleague August Heinrich (1794-1822). The mood of pious contemplation relates to fascination with the moon as expressed in contemporary poetry, literature, philosophy, and music. Both figures are seen from the back so that the viewer can participate in their communion with nature, which the Romantics saw as a manifestation of the Sublime. Although the landscape is imaginary, it is based on studies after nature that Friedrich had made in various regions at different times. Both men wear Old German dress, which had been adopted in 1815 by radical students as an expression of opposition to the ultraconservative policies then being enforced in the wake of the Napoleonic Wars. The staunchly patriotic Friedrich deliberately ignored the 1819 royal decree forbidding this practice and depicted figures in traditional costume until his death.
http://wikioo.org/paintings.php?refarticle=7YXQKS&titlepainting=Man%20and%20Woman%20Contemplating%20the%20Moon&artistname=Caspar%20David%20Friedrich
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 (Greifswald, 1774-Dresden, 1840) Pintor alemão. Foi o paisagista mais notável do romantismo alemão. Em suas pinturas encontra-se um sentimento de profundo pânico perante a natureza (Dolmen en la nieve, 1807) e o conhecimento atônito e quase doloroso da insuficiência do homem frente a sua grandeza. (El viajero frente al mar de niebla, 1818). O significado de suas obras é enriquecida por frequentes referências à mitologia alemã. Nas pinturas tardias, o valor simbólico se faz mais evidente na eleição do tema e na simplificação das formas. O artista preferiu a paisagem em determinadas horas do dia, quando se presta a correlações psicológicas mais diretas, como nas obras onde aparecem, isoladas e quase perdidas, pequenas figuras humanas.(Dos hombres contemplando la luna).
 https://www.youtube.com/watch?time_continue=13&v=02ng5KGQOd4
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 A história nem sempre está sob nosso controle. A obra do artista alemão Casper David Friedrich nos ajuda a encarar de frente 
o quão pequenos somos perante o mundo e o quão impotentes somos perante a História. 
 https://www.youtube.com/watch?v=kiCtWHdhNs8
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Referências: https://www.youtube.com/watch?v=1PLBm...  
https://www.youtube.com/watch?v=go87a...  
https://www.youtube.com/watch?v=UPggk...  
http://www.businessinsider.com/geneti...  
http://www.telegraph.co.uk/news/scien...  
http://www.npr.org/sections/krulwich/...  
https://en.wikipedia.org/wiki/Caspar_... 
 https://www.youtube.com/watch?v=mnYSM...  
https://www.youtube.com/watch?v=giIoq...
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 Caspar David Friedrich made brooding sublime pictures that speak directly to our times and to the melancholy sides of us. Please subscribe here: http://tinyurl.com/o28mut7 If you like our films take a look at our shop (we ship worldwide): http://www.theschooloflife.com/shop/all/ Brought to you by http://www.theschooloflife.com Produced in collaboration with Khyan Mansley http://www.youtube.com/khyan1 #TheSchoolOfLife
 https://www.youtube.com/watch?v=go87azXN5Ms
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Caspar David Friedrich, Abbey among Oak Trees, 1809 or 1810, oil on canvas, 110.4 x 171 cm (Alte Nationalgalerie, Berlin). Created by Beth Harris and Steven Zucker.
 https://www.youtube.com/watch?v=_DgeQ7rpIHI
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 Caspar David Friedrich, Woman at a Window, 1822, oil on canvas, 44 x 73 cm (Alte Nationalgalerie, Berlin). In the Google Art Project: http://www.googleartproject.com/colle.... Created by Beth Harris and Steven Zucker.
 https://www.youtube.com/watch?v=eE7BR9HCffk 
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 Caspar David Friedrich, Solitary Tree (or Lone Tree), 1822, oil on canvas, 55 x 71 cm (Alte Nationalgalerie, Berlin). Created by Beth Harris and Steven Zucker.
https://www.youtube.com/watch?v=YlhDUSntCI4 
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 Caspar David Friedrich, Monk by the Sea, 1808 or 1810, oil on canvas, 110 x 171.5 cm (Alte Nationalgalerie, Staatliche Museen zu Berlin). Created by Beth Harris and Steven Zucker.
https://www.youtube.com/watch?v=XkcHktjqI1s 
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Caspar David Friedrich’s "Stages of Life" is one of the most famous artworks of the Romanticist painter. The journeys of human lives are symbolized by ships sailing on the ocean. When the ship approaches the harbour, the life of the person comes to its end. Friedrich’s pictures express the loss of human centrality in the artistic discourse of the 19th century. Landscape is no more a mere background, and the humans depicted in it turn their back towards the viewer. This displacement favours the dispossessing twist of the anthropocentric dissolution: Man loses his central place and becomes an observer; his presence is merely the trace of a lost authority.
In the Germanic experience of nature, a very mystical and personal sentiment, the painter found the method to bring one of romanticisms fundamental aspirations to its perfection: the merging of inner and outer realities, the vision of the landscape as a suggestive reflection of the soul. Minimizing human presence, as already anticipated by Far Eastern Taoist landscape painters, introduced a new approach into the European cultural context, and its after-effects are still noticeable to our days in Conceptual Art and Land Art.
In our film Christof Metzger, chief curator at the Albertina Museum in Vienna, talks about this artwork by Romanticist painter Caspar David Friedrich. The exhibition "Worlds of Romanticism" is on display at Albertina Museum in Vienna till 21st of February 2016. (written by Cem Angeli)
Albertina | albertina.at
Ein Filmbeitrag von CastYourArt | castyourart.com
https://vimeo.com/146662574
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Wikipédia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caspar_David_Friedrich
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05 de Setembro de 1774: Nasce o pintor romântico Caspar David Friedrich

Caspar David Friedrich nasceu no dia 5 de Setembro de 1774 em Greifswald , cidade alemã que na época fazia parte da Suécia e estudou na Academia de Copenhaga. Em 1798, instalou-se em Desden, onde se tornou membro de um circulo artístico e literário, imbuído de ideais do movimento romântico.

Os seus primeiros desenhos, delineados com lápis ou com sépia, exploravam motivos recorrentes no seu trabalho: praias rochosas, planícies áridas, cadeias infinitas de montanhas e árvores que se agigantavam em direcção ao céu. Mais tarde, o seu trabalho passou a reflectir uma resposta emocional ao cenário real e visível.

Friedrich começou a pintar óleos em 1807. Uma das suas primeira telas, A cruz nas montanhas, é bem representativa do amadurecimento do seu estilo. Nela, há um ousado rompimento com a pintura religiosa tradicional e um destaque especial para a paisagem. A figura do Cristo crucificado  reproduz-se em silhueta, criada pelo pôr-do-sol na montanha, dominando o ambiente. Como escreveu o próprio pintor, todos os elementos da composição tem um significado simbólico. As montanhas são alegorias da fé; os raios de sol simbolizam o fim do mundo pré-cristão; e os pinheiros marcam o surgimento da esperança. As cores frias mas ácidas de Friedrich, com brilhante luminosidade, e a variedade de contornos, aumentam o sentimento de melancolia, de isolamento, trazendo a sensação de impotência humana diante das forças da natureza expressas em suas pinturas.

Como membro efectivo da Academia de Dresden, Friedrich acabou por influenciar muitos pintores românticos alemães que vieram após ele. Ainda que a sua projecção tenha diminuído após a morte, é certo que os observadores do século XXI permanecem fascinados com sua imaginação.
wikipedia (imagens)
Retrato de Caspar David Friedrich por Gerhard von Kügelgen 

Viajante sobre o Mar de Névoa Caspar David Friedrich

Os Penhascos de Rügen -  Caspar David Friedrich
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/05-de-setembro-de-1774-nasce-o-pintor.html
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3.058.(5seTEMbro2018.10.10') Mitologia Grega

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Tudo o que você precisa saber sobre os deuses da mitologia grega





Os deuses da mitologia grega são as divindades da religião praticada na Grécia Antiga. Sendo uma religião politeísta, os gregos acreditavam na existência de diversos deuses e deusas. Cada um com poderes de influenciar um diferente aspecto da natureza.
Os principais deuses da mitologia grega são Zeus (Rei dos Deuses), Hera, Poseidon, Hades, Apolo, Ártemis, Afrodite, Ares, Dioniso, Hefesto, Atena, Hermes, Deméter e Héstia.
Apesar de serem imortais, os deuses não eram onipotentes, sendo obrigados a obedecer as forças do destino. Eles também apresentam vícios e sentimentos humanos, sendo muito comum que andassem entre os mortais e até desenvolvessem relacionamentos com eles.

Olimpo_batalha_gigantes
Batalha entre os Deuses do Olimpo e os Gigantes

Os Reis: Zeus, Hades e Poseidon

Antes da Era dos Deuses ter início na Mitologia Grega, houveram duas gerações que reinaram no mundo. Primeiro foram as Divindades Primordiais, que surgiram no momento da criação. Na sequência foram os seus filhos, os Titãs.
O Rei dos Titãs era Cronos. Com a esposa Reia teve 6 filhos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus. Devido a uma profecia, Cronos tinha medo de ser destronado por um de seus filhos e, por isso, engolia-os assim que nasciam.
Reia conseguiu salvar o filho mais novo Zeus e, quando este cresceu, libertou os irmãos da barriga do pai. Assim teve início a guerra entre os Titãs e os Deuses. Após 10 anos de luta, os Deuses foram vitoriosos e Zeus se tornou o Rei dos Deuses, enquanto Poseidon se tornou o Rei dos Mares e Hades, o Rei do Mundo Inferior.

Zeus

Zeus, Rei dos Deuses
Também chamado o Pai dos Deuses, Zeus é a autoridade suprema entre os deuses, definia as regras e era quem mantinha a ordem e a justiça no mundo. Zeus era casado com Hera, porém era conhecido pelas aventuras amorosas que lhe renderam muitos filhos. Entre seus filhos deuses estão os gêmeos Apolo e Ártemis e, entre seus filhos semi-deuses está o herói Hércules.
O deus do raio e do trovão tem ainda a águia, o touro e o carvalho como símbolo. Entre os seus poderes está o controle do tempo, alterar a sua aparência como de outras pessoas ou de animais e também a própria voz.

Poseidon

Poseidon, Rei dos Mares
O Deus dos Mares, Poseidon detém poder sobre as águas, suas ondas, correntes marítimas, tempestades e terremotos. Cultuado pelos navegantes, o deus é conhecido pelo temperamento difícil e vingativo. Casado com Anfitrite, tiveram um filho chamado Tritão.
Poseidon teve outros filhos fora do casamento, mas seus filhos sempre desenvolveram o gosto pelo terror e ficaram conhecidos pela crueldade. O deus utilizava um tridente como arma e tem ainda como símbolo o golfinho.

Hades

Hades Rei do Mundo Inferior



Hades é o deus do Mundo Inferior e dos mortos, o único de seus irmãos que não vive no Monte Olimpo. Como é o deus da morte, Hades é infértil e não teve filhos. Entretanto, casou com a deusa Perséfone, após raptá-la e levá-la para o submundo. Era o deus mais temido pelos humanos, sendo costume durante os rituais fúnebres ser posta uma moeda de oferenda na boca do morto para pagamento do barqueiro à entrada do Mundo Inferior. Hades costuma ser representado junto ao cão de três cabeças Cérbero.
Segundo alguns autores, os três irmãos deuses representam, na verdade, a trindade de um deus único. Para René Menard, Hades e Poseidon são apenas desdobramentos da personalidade de Zeus. Ele afirma que nas obras de artistas antigos, os três são sempre representados com o mesmo rosto, podendo ser distinguidos apenas pelos símbolos que carregam: o raio para Zeus, o Tridente para Poseidon e o cão Cérbero para Hades.

Os Deuses do Olimpo


Olimpo
Olimpo, de Giuseppe Maria Crespi
Os principais deuses da mitologia grega viviam reunidos no Monte Olimpo em um grandioso palácio, onde se alimentavam de néctar e ambrósia e passavam os dias a ouvir os cantos das musas.
Além de Zeus e Poseidon, os outros deuses do Olimpo eram:
Afrodite – Deusa do Amor, da Beleza e da fecundidade. Casada com Hefesto.
Apolo - Deus do Sol, da Profecia e símbolo de inspiração artística. Filho de Zeus e Leto.
Ártemis – Deusa da Lua, irmã gêmea de Apolo, deusa da caça, da pureza e da virgindade.
Ares – Deus da Guerra. Filho de Zeus e Hera.
Atena – Deusa da Sabedoria, da Guerra estratégica e da Justiça. Filha de Zeus.
Deméter – Deusa da Agricultura, irmã de Zeus, Poseidon e Hades.
Dioniso – Deus do Vinho e das Festas. Filho de Zeus e da mortal Sémele.
Hefesto – Deus dos Ferreiros, Escultores e da Tecnologia. Filho de Zeus e Hera.
Hermes – o mensageiro dos Deuses, deus do comércio e protetor das viagens. Filho de Zeus e da ninfa Maia.
Hera – Deusa da Maternidade e Protetora das Esposas. Irmã e esposa de Zeus.
Héstia - Deusa do Lar, da Vida Doméstica e da Arquitetura. Irmã de Zeus, Poseidon e Hades.

Práticas religiosas

O culto aos deuses teve grande força entre os gregos antigos, tendo sido criados templos e nomeadas cidades em sua homenagem, como no caso de Atenas, uma reverência à deusa Atena. Apolo e Afrodite foram dos deuses mais cultuados. Os dois maiores santuários em nome de Apolo foram erguidos em Delos e em Delfos, onde eram praticadas procissões, celebrações musicais e rituais de sacrifício e purificação.

Templo_Apolo_Pompeia
Templo de Apolo em Pompeia
Em homenagem a Afrodite existia um festival chamado Afrodisia que decorria durante um mês inteiro em toda a Grécia, sendo bastante intenso em Corinto e Atenas.Para cada deus, havia uma forma diferente de culto, sendo possível que uma mesma pessoa adorasse mais de uma divindade. Em nome de Poseidon, eram afogados cavalos no mar como forma de sacrífico, havia um festival de 12 dias em fevereiro em honra a Hades e realizavam-se jogos e festividades de atletismo em homenagem a Hermes.

Presença nas Artes

A mitologia grega inspirou diferentes artistas. Na Antiguidade, foram esculpidas estátuas e escritas inúmeras poesias. Os textos mais influentes foram as epopeias Ilíada e Odisseia, escritas por Homero retratando os acontecimentos decorrentes da Guerra de Troia.
Na Ilíada pode-se perceber como os deuses estiveram bastante envolvidos na guerra, que teve origem quando os gregos atacaram Troia com o intuito de vingar o rapto de Helena, esposa do Rei de Esparta. Helena havia se apaixonado e fugido com o príncipe de Troia, Páris.

Hera e Atena_Guerra de Troia
Hera e Atena em batalha na Guerra de Troia
Apoiando os gregos estavam Hera, Atena, Poseidon, Hefesto e Tétis; já ao lado dos troianos ficaram Apolo, Afrodite, Ártemis, Ares e Leto.
As personagens e fatos descritos nos mitos gregos também estão retratados em vários quadros de artistas famosos, principalmente do período Renascentista, como Botticelli, Michelangelo e Leonardo da Vinci.

O “fim” da mitologia

O grego antigo acreditava que a mitologia era parte de sua história e o culto aos deuses fazia parte do seu cotidiano. Porém com a evolução da sociedade e dos conhecimentos sobre a natureza, os próprios gregos passaram a questionar a veracidade dos mitos. Por exemplo, com a criação do calendário, puderam perceber que o clima não mudava conforme a vontade dos deuses e, sim, devido às estações do ano. Ao se questionarem sobre estes assuntos, os gregos criaram a filosofia, surgindo justamente em oposição à crença dos mitos.
Com a chegada do domínio Romano após a Batalha de Corinto (146 a.C.) em que a Grécia foi derrotada, adotou-se um forma de sincretismo religioso, tendo os deuses assumido versões romanas. Zeus passa a ser também Júpiter, Hera a ser Juno, Poseidon a ser Netuno e os demais deuses também receberam uma outra versão romana.
Mais tarde em 476 d.C., o Império Romano tem o seu fim e o cristianismo passa a ser a religião adotada pelo povo grego.
Nos dias atuais, apesar de já não ser vista como religião, a Mitologia Grega continua a provocar a curiosidade das pessoas. Os deuses gregos e suas histórias inspiram obras literárias, como a série de livros juvenis Percy Jackson, filmes e desenhos animados, como Troia, Mulher Maravilha e A Pequena Sereia.
https://www.hipercultura.com/deuses-mitologia-grega/
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2.877.(5seTEMbro2018.9.9') História dos Jogos Olímpicos

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Comité olímpico de Portugal
 
 http://comiteolimpicoportugal.pt/http://comiteolimpicoportugal.pt/
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Pentatlo moderno
Os pentatletas, quer homens, quer mulheres, têm de desenvolver força, resistência, reflexos rápidos e concentração para responderem à exigência desta modalidade cuja origem remonta ao período clássico. Na Grécia antiga, competia-se com o lançamento do disco e do dardo, o salto em comprimento, a corrida e luta livre.
Acredita-se que Pierre de Coubertain introduziu o pentatlo nos Jogos Olímpicos modernos, inspirado na lenda de um guerreiro que, para completar uma missão difícil, recorreu a todas as disciplinas que hoje fazem parte do Pentatlo Moderno.
Este conteúdo é cedido ao Ensina RTP pelo Comité Olímpico de Portugal.
 http://ensina.rtp.pt/atualidade/o-que-e-o-pentatlo-moderno/
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História

História das Olimpíadas


A história das Olimpíadas remonta à Antiguidade, apesar de tais jogos terem se popularizado mesmo na Idade Contemporânea.


História das Olimpíadas
Os jogos olímpicos tiveram origem na Grécia Antiga e eram celebrados na cidade de Olímpia
As Olimpíadas, ou Jogos Olímpicos, constituem nos dias de hoje um dos eventos mais populares e prestigiados em todo o mundo. Essa popularidade e esse prestígio devem-se à grande conexão que as Olimpíadas têm com a massa de espectadores que acompanham as competições tanto presencialmente nos estádios e arenas quanto pela televisão. Entretanto, a história dos Jogos Olímpicos é um tanto complexa. A imagem que deles temos hoje em dia foi construída a partir do fim do século XIX, mas suas origens remontam à Grécia Antiga.

  • Origem das Olimpíadas

As Olimpíadas originaram-se por volta do século VIII a.C., no contexto da antiga Hélade, isto é, o conjunto das cidades-estado da Grécia Clássica. A realização dos jogos ocorria na cidade de Olímpia – por isso o nome “Olimpíadas” –, para onde os cidadãos das outras cidades peregrinavam a fim de participarem das competições. O primeiro atleta a vencer uma prova em Olímpia teria sido Corobeu, em 776 a.C. – a prova era de corrida.

Dentro da tradição mitológica, os jogos de Olímpia foram criados pelo herói Hércules, filho do deus Zeus com uma mortal. Hércules foi obrigado pela deusa Hera a realizar doze trabalhos considerados impossíveis. O quinto desses trabalhos consistia em limpar os currais do rei Áugias, que continha milhares de animais e não era limpo há mais de 30 anos. Após conseguir realizar o feito, Hércules decidiu inaugurar um festival esportivo em Olímpia, em homenagem a seu pai, Zeus.

Essa explicação mitológica organizava o entendimento que se tinha sobre o esporte olímpico à época. Sempre que os jogos eram abertos, havia todo um rito de sacrifício de animais a Zeus e cada competição tinha em dada medida alguma relação com o culto a essa divindade.

  • Modalidades esportivas antigas

    Entre os esportes praticados nas antigas olimpíadas, estavam as corridas, chamadas de drómos, e suas modalidades. Em algumas delas, o atleta devia correr por cerca de 190 metros vestido com a armadura e as armas de um hoplita (soldado da linha de frente dos combates). Em termos de corridas, havia também as bigas e quadrigas. As primeiras eram carros de combate tracionados por dois cavalos; as segundas, por quatro cavalos. Havia ainda o péntatlhon (semelhante ao pentatlo atual), que reunia cinco esportes: 1) salto, 2) lançamento de disco, 3) lançamento de dardo, 4) corrida e 5) luta.
    É interessante destacar que as modalidades de lutas também eram bastante peculiares. Havia, por exemplo, a palé, que era algo próximo da atual luta greco-romana, isto é, sem socos e pontapés. Além da palé, o pýgme, comparado ao pugilato (boxe) contemporâneo, mas mais agressivo. Destaca-se ainda o mais devastador de todos, o pancrácio, que consistia em uma espécie de “vale-tudo”, que incluía cotoveladas, joelhadas, torções, cabeçadas etc.
  • Restauração dos Jogos Olímpicos na modernidade

Após o fim da Hélade, no mundo antigo, as Olimpíadas caíram no esquecimento durante séculos. Outros esportes foram se desenvolvendo no interior de cada civilização, mas não havia algo que tivesse a envergadura da celebração dos jogos de Olímpia. A restauração das práticas esportivas em um festival como as antigas Olimpíadas só foi feito na década de 1890 por um aristocrata e pedagogo suíço chamado Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin.

O Barão de Coubertin acreditava que a prática do esporte devia ser estimulada na sociedade contemporânea, sobretudo entre os jovens. Além disso, era interessante que houvesse uma organização internacional de jogos esportivos que ajudasse a promover a “paz entre as nações”, já que aquele contexto (de transição do século XX para o século XXI) estava carregado de rivalidades entre as potências imperialistas.

Como bem ressalta a pesquisadora Kátia Rubio: “O projeto de restauração dos Jogos Olímpicos como na Grécia Helênica foi apresentado em 25 de novembro de 1892 quando da ocasião do 5º aniversário da União das Sociedades Francesa de Esportes Atléticos, que teve como paraninfo o Barão de Coubertin. Naquela ocasião ele manifestaria seu desejo e intenções com relação aos Jogos: 'É preciso internacionalizador o esporte. É necessário organizar novos Jogos Olímpicos”. [1]

Dois anos depois, continua Katia Rubio: “[…] na Sorbonne, em Paris, diante de uma plateia que reunia aproximadamente duas mil pessoas, das quais 79 representavam sociedades esportivas e universitárias de 13 nações, teve início o congresso esportivo-cultural, no qual Coubertin apresentou a proposta de recriação dos Jogos Olímpicos.”[2]

O projeto de Coubertin previa também o resgate dos símbolos das Olimpíadas antigas, como o acendimento da chama olímpica etc. Para que tudo fosse feito da melhor forma, a realização da primeira edição deveria ser na Grécia. Com a ajuda de Demetrius Vikelas, Coubertin e os demais membros do comitê geral conseguiram organizar os primeiros Jogos Olímpicos modernos no verão de 1896, na cidade de Atenas, capital da Grécia.

NOTAS

[1] RUBIO, Katia. Jogos Olímpicos da Era Moderna: uma proposta de periodização.ev. bras. educ. fís. esporte (Impr.), São Paulo, v. 24, n.1, p. 55-68.

[2] Idem.
 https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/educacao-fisica/historia-das-olimpiadas.htm
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Os Jogos Olímpicos se originaram na Grécia antiga há cerca de 3.000 anos, e foram revividos no final do século 19, se tornando a competição esportiva mais importante do mundo.
A história das Olimpíadas mistura mitos, fatos históricos e tradições, onde algumas mudaram com o tempo, e outras permanecem como os antigos jogos em Olímpia.
 Cidade de Olimpo

Antiga cidade de Olimpo
Segundo a lenda grega, Hércules, filho de Zeus, criou os Jogos Olímpicos no final do século 6. Esses jogos acabaram se tornando o mais famoso de todos os festivais esportivos gregos.
As Olimpíadas antigas eram realizadas a cada quatro anos, entre 6 de agosto a 19 de setembro, durante um festival religioso em homenagem a Zeus. Os Jogos receberam esse nome em homenagem a Olímpia, cidade sagrada para os gregos, localizado no sul da Grécia.
A influência desses jogos foi tão grande que os historiadores antigos começaram a medir o tempo pelo intervalo de quatro anos, que ficaram conhecidos como Olimpíadas. O primeiro registro confiável de uma Olimpíada é datado de 776 A.C., embora praticamente todos os historiadores presumem que os Jogos começaram bem antes disso.

O declínio e o renascimento da tradição Olímpica


Cerimônia de abertura
Primeiros Jogos Olímpicos modernos, em 1896
Os jogos originais gregos aconteceram a cada quatro anos ao longo de vários séculos. Em meados do século 2 AC, o Império Romano conquistou a Grécia mas a tradição dos Jogos foi mantida no país. Porém seus padrões e qualidade declinaram.
Em um exemplo disso, em 67 AC, o imperador Nero entrou em uma corrida de carros olímpicos, caiu de sua carruagem durante a prova, e ainda declarou-se o vencedor ao final do evento. Em 393 DC, o Imperador Teodósio I, ordenou a proibição de todos os festivais "pagãos", terminando então com a antiga tradição olímpica, após quase 12 séculos de existência.
O renascimento dos Jogos Olímpicos ocorreu em 1896, graças aos esforços do Barão Pierre de Coubertin, da França, que conseguiu reviver as Olimpíadas como uma competição internacional de atletismo.
A tradição de realizar as Olimpíadas a cada 4 anos permaneceu, e ela somente não ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial, nos anos de 1916, 1940 e 1944.
Porém, mesmo os anos em que os Jogos foram cancelados contam como uma Olimpíada, pois Olimpíada é o nome dado ao período de quatro anos consecutivos, celebrado pelos Jogos Olímpicos.

A chama olímpica: da Grécia antiga aos jogos atuais


A tocha olimpica
O ritual para acender a tocha olímpica
A tradição da chama olímpica remonta aos primeiros Jogos Olímpicos, na Grécia antiga.
Segundo sua história, uma chama foi incendiada pelo sol, em Olímpia, e ficou em chamas até o encerramento dos Jogos Olímpicos. Essa chama Olímpica está também relacionada com o mito de Prometeu, onde ele teria roubado o fogo de Zeus para dar aos mortais.
A chama apareceu pela primeira vez nas Olimpíadas modernas nos Jogos de 1928, em Amsterdã, e ela representa a pureza e esforço para a perfeição. Em 1936, o presidente do Comitê Olímpico Internacional de 1936 sugeriu o ritual do transporte da tocha olímpica, representando a continuação dos antigos Jogos Olímpicos para as Olimpíadas modernas.
A chama é acendida na cidade de Olímpia, por mulheres usando vestes que remetem à Grécia antiga, e com um espelho para refletir o sol. A tocha olímpica é então passada de corredor para corredor, de Olímpia até o estádio da cidade anfitriã, e essa chama é mantida acesa até que os Jogos terminem.

A bandeira olímpica representa todos os países do mundo

Bandeira
Criada por Pierre de Coubertin em 1914, a bandeira olímpica contém cinco anéis interligados, que simbolizam os cinco continentes. Eles estão interligados para simbolizar a amizade obtida por meio dessas competições internacionais.
As cores escolhidas para os anéis foram azul, amarelo, preto, verde e vermelha, pois pelo menos uma dessas cores aparece nas bandeiras de todos os países do mundo, e assim ela poderia representar a todos.
A bandeira olímpica foi erguida pela primeira vez durante os Jogos Olímpicos de 1920.

Citius, Altius, Fortius

Em 1921, Pierre de Coubertin escolheu a frase latina de seu amigo, padre Henri Didon, para se tornar o lema das Olimpíadas: Citius, Altius, Fortius. A frase significa "mais rápido, mais alto, mais forte".
O juramento, que deveria ser recitado em todos os jogos olímpicos, também foi escrito por Pierre de Coubertin. Ele foi feito pela primeira vez durante os Jogos Olímpicos de 1920, pelo esgrimista belga Victor Boin.

As medalhas ouro não são feitas de ouro, mas já foram!

medalha olímpica

As últimas medalhas de ouro olímpicas que foram feitas inteiramente de ouro foram premiadas em 1912. Atualmente as medalhas são feitas com 92,5% de prata, e apenas cobertas com 6g de ouro. Cada medalha deve ter pelo menos 3 milímetros de espessura e 60 milímetros de diâmetro.
Essas medalhas também são diferentes a cada olimpíada, e são projetadas especialmente para cada jogo pelo comitê organizador da cidade anfitriã.

A ordem na abertura dos jogos



Jogos Olímpicos Rio 2016
Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016 
A primeira cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos modernos foi realizada durante os Jogos de 1908, em Londres. Desde essa cerimônia que a ordem de a entrada é sempre a mesma. A primeira a entrar é a equipe grega, seguida de todas as outras equipes em ordem alfabética (na língua do país anfitrião), com exceção do país anfitrião, que é o último a entrar.

A sede dos jogos é a cidade, e não o país

Ao escolher os locais para os Jogos Olímpicos, o COI (Comitê Olímpico Internacional) concede a honra de sediar os Jogos à uma cidade e não ao país. Para garantir a independência do COI, seus membros não são considerados diplomatas de seus países para o comitê, mas sim diplomatas do comitê para seus respectivos países.

A primeira maratona foi em homenagem a um soldado


Fidipedes
Fidípides chegando à Atenas
Em 490 AC, um soldado grego chamado Fidípes, correu da cidade de Maratona até Atenas, para informar os atenienses do resultado da batalha contra os invasores persas. A distância percorrida, de cerca de 40 quilômetros, era cheia de colinas e outros obstáculos.
Assim, Fidípides chegou a Atenas exausto e com os pés sangrando. Depois de dizer aos habitantes da cidade que os gregos tiveram sucesso na batalha, Fidípides caiu no chão morto. Em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos modernos, foi realizada uma corrida de aproximadamente a mesma distância, em homenagem a Fidípides.

A distância da maratona foi alterada por causa da família real britânica

Castelo de Windsor

Castelo de Windsor, na Inglaterra
Em 1908, a família real britânica pediu que a maratona começasse no Castelo de Windsor, para que os filhos reais pudessem presenciar seu início. A distância do Castelo de Windsor ao Estádio Olímpico era de 42.195 metros. Em 1924, essa distância tornou-se o comprimento padronizado de uma maratona.

As mulheres estão ocupando cada vez mais espaço nos Jogos Olímpicos


Mulheres nas Olimpiadas
45% dos atletas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foram mulheres
As mulheres só puderam participar dos Jogos Olímpicos modernos a partir de 1900. Nesta edição participaram 1225 atletas, porém apenas 19 eram mulheres.
Entretanto, esse cenário está mudando, e na Olimpíada de 2016, que ocorreu no Rio de Janeiro, houve a maior participação feminina da história, com 45% de atletas mulheres.

Os antigos Jogos Olímpicos eram praticados nus

Jogos Olímpicos antigos
Na Grécia antiga, os atletas não tinham que se preocupar com as marcas de seu patrocinadores em suas roupas, porque eles não usavam nenhuma. A palavra "ginásio", onde ocorriam as provas, vem do grego "gymnos" que significa nu. O seu significado literal era "escola para exercícios nus", e os atletas nos antigos Jogos Olímpicos participavam deles pelados.

A primeira Olimpíada moderna teve 9 esportes






Jogos Olímpicos de 1896
Jogos Olímpicos de 1896
Os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna em 1896 já incluíam ciclismo, esgrima, ginástica, tênis, tiro, natação, atletismo, levantamento de peso e luta livre. E apenas 13 países competiram.
Já na última Olimpíada, realizada no Rio de Janeiro em 2016, havia 41 esportes, com 306 provas diferentes e 206 países participaram desses jogoshttps://www.hipercultura.com/historia-dos-jogos-olimpicos/
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 https://www.youtube.com/watch?v=FkjnNKHkNVc
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05 de Setembro de 1972: O grupo "Setembro Negro" ataca a Aldeia Olímpica de Munique, fazendo refém a delegação israelita. Morrem 11 atletas.

Às 4 horas da madrugada do dia  5 de Setembro de 1972, dois funcionários dos correios haviam observado várias pessoas vestidas de forma desportiva a saltarem a vedação da Vila Olímpica em Munique. No entanto, não deram atenção especial ao facto, pensando serem atletas que voltavam de uma "escapadela".

Tratava-se, na realidade, de um grupo de terroristas palestinianos. Eles invadiram o alojamento da delegação israelita durante os Jogos Olímpicos em Munique, mataram um deles imediatamente e outro horas mais tarde.

Três membros da delegação conseguiram escapar, mas nove foram tomados como reféns dos terroristas, que se identificaram como membros do grupo Setembro Negro. O nome lembra o mês dos sangrentos conflitos entre o Exército da Jordânia e membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1970.

Os membros do grupo Setembro Negro exigiam um avião e a libertação de 200 palestinianos das prisões em Israel, reivindicação rejeitada pela primeira ministra  de Israel, Golda Meir.

As forças alemãs de segurança tentaram várias saídas, tanto financeiras como diplomáticas. Os palestinianos não aceitaram o pagamento de um resgate, nem a proposta do secretário do Interior da Baviera, que se ofereceu como refém em troca dos atletas. Eles insistiram na libertação dos presos.

A opinião pública e os representantes de outras 120 nações presentes em Munique tomaram conhecimento da situação apenas várias horas depois. Num esforço admirável, a República Federal da Alemanha havia tentado fazer desta a festa olímpica mais impressionante de todos os tempos, 36 anos após os Jogos organizados pela Berlim nazi.

A organização dos Jogos dera pouco relevo às tensões internacionais – não só no Médio Oriente – e falhara ao não incrementar a segurança com câmaras de vídeo, patrulhamento armado e vedações  mais altas.


Após várias tentativas fracassadas de negociação, na noite do mesmo dia, os terroristas e os reféns chegaram ao aeroporto de Fürstenfeldbruck, nos arredores da capital bávara, de onde acreditavam que levantariam voo.

Na realidade, era uma armadilha da polícia. Foram ouvidos tiros, explosões e um helicóptero incendiou-se. O então porta-voz do governo, Konrad Ahlers, divulgou erradamente a notícia de que todos os reféns tinham sido libertados.

Apenas na madrugada do dia 6 de Setembro se ficou a saber que os nove reféns israelitas, cinco palestinianos e um polícia haviam sido mortos. O facto gerou uma crise de credibilidade em relação ao governo alemão. A opinião pública passou a duvidar da versão oficial, de que as vítimas haviam sido mortas pelos terroristas, quando vieram à tona indicações de que poderiam ter sido atingidas por balas da polícia.

Com o passar dos anos, nem essa questão pode ser esclarecida – pois alguns arquivos desapareceram –, nem os pedidos de indemnização chegaram a ser completamente atendidos.

Em Munique, as competições ficaram interrompidas por 34 horas, e a Olimpíada acabou prorrogada por um dia, após uma cerimónia em memória das vítimas.
wikipedia (Imagens)

Arquivo: Ap munich905 T.jpg
Um dos membros do grupo Setembro Negro
Ficheiro:MunichMassacrePlaque.jpg
Placa em homenagem às vítimas do massacre
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/05-de-setembro-de-1972-o-grupo-setembro.html
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23 de Junho de 1894

durante vários anos postei: 

 http://www.esporteessencial.com.br/memoria-olimpica/dia-olimpico/

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 Por iniciativa de Pierre de Coubertin, é fundado em Paris o Comité Olímpico Internacional

No dia 23 de Junho de 1894, na Sorbonne, no coração de Paris, delegados de nove países: Bélgica, França, Reino Unido, Grécia, Itália, Rússia, Espanha, Suécia e Estados Unidos, fundam o Comité Olímpico Internacional (COI). Nascia, neste dia, os Jogos Olímpicos da Era Moderna.
Os primeiros Jogos Olímpicos, que na Antiguidade reuniam a cada quatro anos os gregos em torno de grandes competições atléticas pacíficas, tinham desaparecido catorze séculos antes, depois de mais de mil anos de existência. Porém, a sua lembrança mantinha-se bem viva na juventude ocidental, moldada pela cultura clássica.
Foi um jovem de família abastada, o barão Pierre de Coubertin, quem teve a ideia de ressuscitá-los, conferindo-lhes uma dimensão planetária. Nascido em Paris, em 1863, numa família burguesa, católica e monárquica, Coubertin estava predestinado ao ofício das armas, mas preferiu a pedagogia. Desportista, praticou o boxe, equitação, remo e esgrima.
Ele descobriu em Inglaterra a prática de desportos em conjunto com os estudos e a formação das elites, e ficou maravilhado. Logo apresenta um projecto de renovação do sistema francês de ensino : A Reforma Social. A ideia de que o desporto tinha o condão de contribuir para o florescimento da personalidade e a formação do carácter era evidente. No entanto, muitos médicos e educadores a ele se opunham em nome da saúde e da disciplina.
Numa primeira conferência na Sorbonne, Coubertin adianta a decisão de "internacionalizar o desporto" a partir de 25 de Novembro de 1892. Tinha então somente 29 anos. Promoveu o seu projecto a ferro e fogo até à criação oficial do COI. Atribuiu a si próprio a missão de recriar os jogos antigos, evitando os excessos do profissionalismo que acabou por distorcer a sua finalidade original.
O comité elegeu simbolicamente um primeiro presidente grego na pessoa de Demetriou Vikelas e decidiu organizar os primeiros jogos em Atenas. A partir de 1896, Coubertin assumiria a presidência e esteve na mesma até 1925, antes de se tornar presidente de honra do COI.
Ele conseguiu ver aceite a sua ideia de que os Jogos se desenrolassem cada vez numa cidade distinta. Após Atenas deveria vir Paris em 1900. O barão esperava que os Jogos fossem estimulados pela realização concomitante da Exposição Universal, mas as suas esperanças foram vãs.
Os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna tiveram lugar em Atenas de 6 a 15 de Abril de 1896.  Reuniram 241 atletas representando 14 nações e 43 provas em 9 disciplinas. As delegações mais numerosas foram as da Grécia, França, Alemanha e Grã-Bretanha. A cerimónia de abertura teve a assistência de mais de 50 mil pessoas. Os participantes deveriam ser amadores, salvo os praticantes de esgrima, atraídos pela "beleza do desporto" e de modo algum pelo dinheiro.
Para o barão Coubertin, como para a maioria dos seus contemporâneos, era evidente também que as mulheres não teriam lugar nas competições : "Uma olimpíada feminina seria impraticável, desinteressante, anti-estética e incorrecta (...) , Os Jogos devem estar reservados aos homens, o papel das mulheres é sobretudo o de coroar os vencedores", disse. Todavia, a partir de 1900, em Paris, elas obteriam o direito de participar de algumas provas, como ténis, golf.

A interdição de profissionais estava inscrita na Carta Olímpica. Em 1913, o norte-americano Jim Thorpe viu-se obrigado a restituir as  suas medalhas de ouro do pentatlo e do decatlo conquistadas no ano precedente em Estocolmo. Só em 1981 foi votada a supressão da referência ao amadorismo na Carta Olímpica.

Aos poucos, o barão impôs a sua concepção de desporto como meio de desenvolvimento individual e instrumento de coesão social. E conseguiu, acima de qualquer expectativa. O desporto e os próprios Jogos Olímpicos viriam a ser estimulados pelos governantes ávidos de preparar a juventude para os seus deveres cívicos e militares, de tal sorte que nos Jogos de Berlim em 1936, sob o patrocínio do Führer, os valores dos jogos conviveram com o culto do super-homem tal como praticavam os nazis.

Os Jogos Olímpicos conheceriam ainda numerosas afrontas ligadas ao contexto político do momento – México, Munique, Moscovo, Los Angeles – mas conseguiram superar os obstáculos por força da esperança que persiste em todos os homens de boa vontade, que defendem a paz, a fraternidade e o fairplay.

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Barão Pierre de Coubertin
Cartaz dos Jogos da I Olimpíada da Era moderna, Atenas , 1896
Os membros do Comité Olímpico Internacional
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/06/23-de-junho-de-1894-por-iniciativa-de.html?spref=fb&fbclid=IwAR1sm_ebJXDa8Yg4TXjmnYp5nXwrIIOGOleNKpB3H_PbDNdIM4-puD9swyg
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