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Nasceu a 6SEtemBRO1926
e morreu a 11abRIl1995
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DA PÁGINA DO FACE https://www.facebook.com/pintora.menez/ * https://www.facebook.com/pintora.menez/photos/rpp.166436246857916/876970562471144/?type=3&theater https://www.facebook.com/pintora.menez/photos/a.166438356857705/166453946856146/?type=1&theater
*** Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico
Menez GOSE (Lisboa, 6 de Setembro de 1926 — 11 de Abril de 1995), foi
uma pintora portuguesa.
Neta materna do general Óscar Carmona e de sua mulher Maria do Carmo
Ferreira da Silva Carmona, teve uma infância cosmopolita, tendo vivido
em Buenos Aires, Estocolmo, Paris, Suíça, Roma, Washington, DC e Lisboa,
acompanhando as deambulações diplomáticas da família. Regressa a
Portugal em 1951.
Menez nunca frequentou qualquer escola de arte. "Se o desenho fazia
parte dos afazeres de uma menina prendada que nunca foi à escola («tive
umas vagas lições de pintura»), é como autodidacta que descobre e se
dedica à pintura" . SEM TÍTULO
HENRIQUE VIII
https://www.wikiart.org/pt/menez
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06 de Setembro de 1926: Nasce a artista plástica portuguesa Menez, Maria Inês Ribeiro da Fonseca
Menez,
de seu nome Maria Inês Ribeiro da Fonseca, foi uma artista portuguesa,
natural de Lisboa. Autodidacta, chega a pintura pelo impulso de uma
vocação pessoal amadurecida ao contacto com as artes visuais e com as
numerosas viagens que realizou, produzindo os primeiros quadros em 1952.
Em
1954, trava conhecimento com José-Augusto França, na época, empenhado
na dinamização da Galeria de Março, com um projecto de divulgação das
modernas correntes da arte europeia e portuguesa, em particular, as
tendências do abstraccionismo. Menez irá expor pela primeira vez nesta
galeria, nesse mesmo ano, sendo os seus guaches apresentados pela
poetisa Sophia de Melo Breyner Andresen. As obras deste período, de
pequena ou média dimensão, sofrem o influxo da tendência não figurativa
na qual Menez, grande e sensível colorista, se coloca com facilidade.
Com
uma obra logo aclamada pela crítica, Menez participa nas principais
exposições colectivas de artistas novos da década de 1950, como aExposição de Pintura Moderna Portuguesa, em 1955 (Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências, Lisboa), o1º Salão dos Artistas de Hoje, 1956, ouCinquenta Artistas Independentes, em 1959.
Menez
foi bolseira da Fundação Gulbenkian, em duas temporadas distintas,
entre 1964-65 e 1969, durante a sua estadia em Londres, tendo
participado nas três edições das Exposições de Artes Plásticas da FCG
(1957; 1961, com um Segundo Prémio de Pintura; 1986). Ao longo da década
de 1960 e 1970, a sua obra teve presença regular nalgumas grandes
mostras internacionais de arte portuguesa (Bienal de Tóquio, 1966;Art Portugais – Du Naturalisme à nos jours, Bruxelas, Paris, Madrid, 1967;Pintura portuguesa de Hoy – Abstractos y neofigurativos, Madrid, Salamanca, Barcelona, 1973;Portuguese Art since 1910, Londres, 1978.).
Por volta de 1965, o estilo da artista acusa uma inflexão na direcçãoinformalistae
expressionista lírica – aérea e dinâmica – que vinha experimentando
para uma nova concepção e tratamento da forma colorida no plano,
circunscrita agora por linhas fechadas e estabelecendo com o plano de
fundo novas relações de ritmo e contraste, as informações visuais
inscrevendo-se predominantemente sobre fundos brancos ou claros. As
formas ganham uma consistência e ponderabilidade de signos gráficos,
padrões ou volumes compactados e amalgamados, figuras humanas, por
vezes, embora sem a clareza necessária a uma interpretação explícita ou
inequívoca da mensagem, evoluindo na primeira metade dos anos de 1970,
no sentido de um fechamento tímbrico da cor, com uma preferência por
tonalidades pardacentas com matizes azulados ou esverdeados.
Nos
anos de 1980, o percurso criador de Menez denuncia uma nova mudança,
após um período de inactividade gravemente precipitado pelo falecimento
dos filhos. A partir de então, as suas obras apresentam marcas de uma
teatralidade cifrada e enigmática, sugerida na organização do espaço
pictórico como simulacro a partir do qual se multiplicam outros espaços
entreabertos, desdobrando-se uns a partir dos outros, cenários povoados
de objectos e figuras algumas das quais evocando, pela cor pálida como
pelos figurinos anacrónicos, os tempos pretéritos da arte antiga ou da
Renascença.
Menez
deixou-nos assim também trabalhos para azulejo, alguns dos quais bem
conhecidos dos lisboetas, como os que realizou para o Metropolitano de
Lisboa (Estação Marquês de Pombal, 1995), ou para a Faculdade de
Psicologia da Universidade de Lisboa (1990; Menção Honrosa no Prémio
Municipal de Azulejaria Jorge Colaço em 1991 – com um padrão figurativo
composto por sequências alternadas de anjos dançantes). Dentro de uma
linguagem semelhante, merecem igualmente ser lembrados os painéis que
realizou para a Universidade de Coimbra (Polo de Ciências da Saúde,
aplicados em 2007), ou para a Universidade do Minho (Associação para a
Investigação Biomédica, 1989), sempre em parceria com a Galeria Ratton.
Em 1990, Menez foi agraciada com o Prémio Pessoa pelo conjunto da sua
obra que nesse mesmo ano seria revista numa importante exposição
antológica no Centro de Arte Moderna. Em 2007, a sua obra foi novamente
apresentada numa mostra antológica organizada pelo Centro de Artes
Manuel de Brito, em Algés, assinalando-se assim a relação de amizade que
perdurou entre a pintora e o coleccionador e proprietário da Galeria
111, desde os anos de 1960.
The Sea of Ice (German: Das Eismeer), also
called The Wreck of Hope (German: Die gescheiterte Hoffnung) is an oil
painting of 1823–1824 by the German Romantic artist Caspar David
Friedrich. The landscape depicts a shipwreck in the middle of a
broken ice-sheet, whose shards have piled up after the impact. The ice
has become like a monolithic tomb, or dolmen, whose edges jut into the
sky. The stern of the wreck is just visible on the right. As an
inscription on it confirms, this is HMS Griper, one of two ships that
took part in William Edward Parry's 1819–1820 and 1824 expeditions to
the North Pole. The two titles originally referred to the present
work and another older work by Friedrich, now missing. The lost painting
was shown in 1822 at the Dresden Academy exhibition under the title A
Wrecked Ship off the Coast of Greenland in the Moonlight. Own Invention.
The present painting was first shown in 1824 at the Prague Academy
exhibition under the title An Idealized Scene of an Arctic Sea, with a
Wrecked Ship on the Heaped Masses of Ice. In Friedrich's estate
this work was described as Ice Picture. The Disaster-stricken North Pole
Expedition. The collector Johann Gottlob von Quandt commissioned two
pictures that were to symbolize the south and the north. Johann Martin
von Rohden received the commission to paintSouthern Nature in her
Abundant and Majestic Splendor, while the commission for Northern Nature
in the whole of her Terrifying Beauty fell to Friedrich. However, as
Schukowski in a letter dated 1821 reported, Friedrich - himself does not
even know what he will paint; he waits for the moment of inspiration,
which (in his own words) occasionally comes in a dream. Accounts of
expeditions to the North Pole were occasionally published during those
years which is likely how Friedrich became familiar with William Edward
Parry's 1819–1820 expedition to find the Northwest Passage. In the
winter of 1820–21, Friedrich made extensive oil studies of ice floes on
the river Elbe, near Dresden. http://wikioo.org/paintings.php?refarticle=7YXQM8&artistname=Caspar%20David%20Friedrich
*
This is the third version of one of this
artist's most famous paintings, of which the first (1819) is in the
Gemäldegalerie, Dresden, and the second (ca. 1824) is in the Alte
Nationalgalerie, Berlin. The two men contemplating the sinking moon have
been identified as Friedrich himself, on the right, and his talented
young colleague August Heinrich (1794-1822). The mood of pious
contemplation relates to fascination with the moon as expressed in
contemporary poetry, literature, philosophy, and music. Both figures are
seen from the back so that the viewer can participate in their
communion with nature, which the Romantics saw as a manifestation of the
Sublime. Although the landscape is imaginary, it is based on studies
after nature that Friedrich had made in various regions at different
times. Both men wear Old German dress, which had been adopted in 1815 by
radical students as an expression of opposition to the
ultraconservative policies then being enforced in the wake of the
Napoleonic Wars. The staunchly patriotic Friedrich deliberately ignored
the 1819 royal decree forbidding this practice and depicted figures in
traditional costume until his death.
http://wikioo.org/paintings.php?refarticle=7YXQKS&titlepainting=Man%20and%20Woman%20Contemplating%20the%20Moon&artistname=Caspar%20David%20Friedrich
*** (Greifswald, 1774-Dresden, 1840) Pintor alemão. Foi o paisagista mais
notável do romantismo alemão. Em suas pinturas encontra-se um sentimento
de profundo pânico perante a natureza (Dolmen en la nieve, 1807) e o
conhecimento atônito e quase doloroso da insuficiência do homem frente a
sua grandeza. (El viajero frente al mar de niebla, 1818).
O significado de suas obras é enriquecida por frequentes referências à
mitologia alemã. Nas pinturas tardias, o valor simbólico se faz mais
evidente na eleição do tema e na simplificação das formas. O artista
preferiu a paisagem em determinadas horas do dia, quando se presta a
correlações psicológicas mais diretas, como nas obras onde aparecem,
isoladas e quase perdidas, pequenas figuras humanas.(Dos hombres
contemplando la luna). https://www.youtube.com/watch?time_continue=13&v=02ng5KGQOd4
*** A história nem sempre está sob nosso controle.
A obra do artista alemão Casper David Friedrich nos ajuda a encarar de
frente o quão pequenos somos perante o mundo e o quão impotentes somos
perante a História. https://www.youtube.com/watch?v=kiCtWHdhNs8 * Referências:
https://www.youtube.com/watch?v=1PLBm... https://www.youtube.com/watch?v=go87a... https://www.youtube.com/watch?v=UPggk... http://www.businessinsider.com/geneti... http://www.telegraph.co.uk/news/scien... http://www.npr.org/sections/krulwich/... https://en.wikipedia.org/wiki/Caspar_... https://www.youtube.com/watch?v=mnYSM... https://www.youtube.com/watch?v=giIoq...
*** Caspar David Friedrich made brooding sublime pictures that speak
directly to our times and to the melancholy sides of us. Please
subscribe here: http://tinyurl.com/o28mut7
If you like our films take a look at our shop (we ship worldwide): http://www.theschooloflife.com/shop/all/
Brought to you by http://www.theschooloflife.com
Produced in collaboration with Khyan Mansley
http://www.youtube.com/khyan1#TheSchoolOfLife https://www.youtube.com/watch?v=go87azXN5Ms *** Caspar David Friedrich, Abbey among Oak Trees, 1809 or 1810, oil on
canvas, 110.4 x 171 cm (Alte Nationalgalerie, Berlin). Created by Beth
Harris and Steven Zucker. https://www.youtube.com/watch?v=_DgeQ7rpIHI *** Caspar David Friedrich, Woman at a Window, 1822, oil on canvas, 44 x 73
cm (Alte Nationalgalerie, Berlin). In the Google Art Project: http://www.googleartproject.com/colle.... Created by Beth Harris and Steven Zucker. https://www.youtube.com/watch?v=eE7BR9HCffk *** Caspar David Friedrich, Solitary Tree (or Lone Tree), 1822, oil on
canvas, 55 x 71 cm (Alte Nationalgalerie, Berlin). Created by Beth
Harris and Steven Zucker. https://www.youtube.com/watch?v=YlhDUSntCI4 *** Caspar David Friedrich, Monk by the Sea, 1808 or 1810, oil on canvas,
110 x 171.5 cm (Alte Nationalgalerie, Staatliche Museen zu Berlin).
Created by Beth Harris and Steven Zucker. https://www.youtube.com/watch?v=XkcHktjqI1s ***
Caspar
David Friedrich’s "Stages of Life" is one of the most famous artworks
of the Romanticist painter. The journeys of human lives are symbolized
by ships sailing on the ocean. When the ship approaches the harbour, the
life of the person comes to its end. Friedrich’s pictures express the
loss of human centrality in the artistic discourse of the 19th century.
Landscape is no more a mere background, and the humans depicted in it
turn their back towards the viewer. This displacement favours the
dispossessing twist of the anthropocentric dissolution: Man loses his
central place and becomes an observer; his presence is merely the trace
of a lost authority.
In the Germanic experience of nature, a very mystical and personal
sentiment, the painter found the method to bring one of romanticisms
fundamental aspirations to its perfection: the merging of inner and
outer realities, the vision of the landscape as a suggestive reflection
of the soul. Minimizing human presence, as already anticipated by Far
Eastern Taoist landscape painters, introduced a new approach into the
European cultural context, and its after-effects are still noticeable to
our days in Conceptual Art and Land Art. In our film Christof Metzger, chief curator at the Albertina Museum
in Vienna, talks about this artwork by Romanticist painter Caspar David
Friedrich. The exhibition "Worlds of Romanticism" is on display at
Albertina Museum in Vienna till 21st of February 2016. (written by Cem
Angeli) Albertina | albertina.at
Ein Filmbeitrag von CastYourArt | castyourart.com
05 de Setembro de 1774: Nasce o pintor romântico Caspar David Friedrich
Caspar
David Friedrich nasceu no dia 5 de Setembro de 1774 em Greifswald ,
cidade alemã que na época fazia parte da Suécia e estudou na Academia de
Copenhaga. Em 1798,
instalou-se em Desden, onde se tornou membro de um circulo artístico e
literário, imbuído de ideais do movimento romântico.
Os
seus primeiros desenhos, delineados com lápis ou com sépia, exploravam
motivos recorrentes no seu trabalho: praias rochosas, planícies áridas,
cadeias infinitas de montanhas e árvores que se agigantavam em direcção
ao céu. Mais tarde, o seu trabalho passou a reflectir uma resposta
emocional ao cenário real e visível.
Friedrich começou a pintar óleos em 1807. Uma das suas primeira telas,A cruz nas montanhas,
é bem representativa do amadurecimento do seu estilo. Nela, há um
ousado rompimento com a pintura religiosa tradicional e um destaque
especial para a paisagem. A figura do Cristo crucificado reproduz-se em
silhueta, criada pelo pôr-do-sol na montanha, dominando o ambiente. Como
escreveu o próprio pintor, todos os elementos da composição tem um
significado simbólico. As montanhas são alegorias da fé; os raios de sol
simbolizam o fim do mundo pré-cristão; e os pinheiros marcam o
surgimento da esperança. As cores frias mas ácidas de Friedrich, com
brilhante luminosidade, e a variedade de contornos, aumentam o
sentimento de melancolia, de isolamento, trazendo a sensação de
impotência humana diante das forças da natureza expressas em suas
pinturas.
Como
membro efectivo da Academia de Dresden, Friedrich acabou por
influenciar muitos pintores românticos alemães que vieram após ele.
Ainda que a sua projecção tenha diminuído após a morte, é certo que os
observadores do século XXI permanecem fascinados com sua imaginação.
Tudo o que você precisa saber sobre os deuses da mitologia grega
Por Ana Laura Cruz
Os
deuses da mitologia grega são as divindades da religião praticada na
Grécia Antiga. Sendo uma religião politeísta, os gregos acreditavam na
existência de diversos deuses e deusas. Cada um com poderes de
influenciar um diferente aspecto da natureza. Os principais deuses da mitologia grega são Zeus (Rei dos Deuses), Hera, Poseidon, Hades, Apolo, Ártemis, Afrodite, Ares, Dioniso, Hefesto, Atena, Hermes, Deméter e Héstia. Apesar
de serem imortais, os deuses não eram onipotentes, sendo obrigados a
obedecer as forças do destino. Eles também apresentam vícios e
sentimentos humanos, sendo muito comum que andassem entre os mortais e
até desenvolvessem relacionamentos com eles.
Batalha entre os Deuses do Olimpo e os Gigantes
Os Reis: Zeus, Hades e Poseidon
Antes
da Era dos Deuses ter início na Mitologia Grega, houveram duas gerações
que reinaram no mundo. Primeiro foram as Divindades Primordiais, que
surgiram no momento da criação. Na sequência foram os seus filhos, os
Titãs. O Rei dos Titãs era Cronos. Com a esposa Reia teve 6
filhos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus. Devido a uma
profecia, Cronos tinha medo de ser destronado por um de seus filhos e,
por isso, engolia-os assim que nasciam. Reia conseguiu salvar o
filho mais novo Zeus e, quando este cresceu, libertou os irmãos da
barriga do pai. Assim teve início a guerra entre os Titãs e os
Deuses. Após 10 anos de luta, os Deuses foram vitoriosos e Zeus se
tornou o Rei dos Deuses, enquanto Poseidon se tornou o Rei dos Mares e
Hades, o Rei do Mundo Inferior.
Zeus
Também
chamado o Pai dos Deuses, Zeus é a autoridade suprema entre os deuses,
definia as regras e era quem mantinha a ordem e a justiça no mundo. Zeus
era casado com Hera, porém era conhecido pelas aventuras amorosas que
lhe renderam muitos filhos. Entre seus filhos deuses estão os gêmeos
Apolo e Ártemis e, entre seus filhos semi-deuses está o herói Hércules. O
deus do raio e do trovão tem ainda a águia, o touro e o carvalho como
símbolo. Entre os seus poderes está o controle do tempo, alterar a sua
aparência como de outras pessoas ou de animais e também a própria voz.
Poseidon
O
Deus dos Mares, Poseidon detém poder sobre as águas, suas ondas,
correntes marítimas, tempestades e terremotos. Cultuado pelos
navegantes, o deus é conhecido pelo temperamento difícil e vingativo.
Casado com Anfitrite, tiveram um filho chamado Tritão. Poseidon
teve outros filhos fora do casamento, mas seus filhos sempre
desenvolveram o gosto pelo terror e ficaram conhecidos pela crueldade. O
deus utilizava um tridente como arma e tem ainda como símbolo o
golfinho.
Hades
Hades é o deus do Mundo Inferior e dos mortos, o único de
seus irmãos que não vive no Monte Olimpo. Como é o deus da morte, Hades é
infértil e não teve filhos. Entretanto, casou com a deusa Perséfone,
após raptá-la e levá-la para o submundo. Era o deus mais temido pelos
humanos, sendo costume durante os rituais fúnebres ser posta uma moeda
de oferenda na boca do morto para pagamento do barqueiro à entrada do
Mundo Inferior. Hades costuma ser representado junto ao cão de três
cabeças Cérbero. Segundo alguns autores, os três irmãos deuses
representam, na verdade, a trindade de um deus único. Para René Menard,
Hades e Poseidon são apenas desdobramentos da personalidade de Zeus. Ele
afirma que nas obras de artistas antigos, os três são sempre
representados com o mesmo rosto, podendo ser distinguidos apenas pelos
símbolos que carregam: o raio para Zeus, o Tridente para Poseidon e o
cão Cérbero para Hades.
Os Deuses do Olimpo
Olimpo, de Giuseppe Maria CrespiOs
principais deuses da mitologia grega viviam reunidos no Monte Olimpo em
um grandioso palácio, onde se alimentavam de néctar e ambrósia e
passavam os dias a ouvir os cantos das musas. Além de Zeus e Poseidon, os outros deuses do Olimpo eram: Afrodite – Deusa do Amor, da Beleza e da fecundidade. Casada com Hefesto. Apolo - Deus do Sol, da Profecia e símbolo de inspiração artística. Filho de Zeus e Leto. Ártemis – Deusa da Lua, irmã gêmea de Apolo, deusa da caça, da pureza e da virgindade. Ares – Deus da Guerra. Filho de Zeus e Hera. Atena – Deusa da Sabedoria, da Guerra estratégica e da Justiça. Filha de Zeus. Deméter – Deusa da Agricultura, irmã de Zeus, Poseidon e Hades. Dioniso – Deus do Vinho e das Festas. Filho de Zeus e da mortal Sémele. Hefesto – Deus dos Ferreiros, Escultores e da Tecnologia. Filho de Zeus e Hera. Hermes – o mensageiro dos Deuses, deus do comércio e protetor das viagens. Filho de Zeus e da ninfa Maia. Hera – Deusa da Maternidade e Protetora das Esposas. Irmã e esposa de Zeus. Héstia - Deusa do Lar, da Vida Doméstica e da Arquitetura. Irmã de Zeus, Poseidon e Hades.
Práticas religiosas
O
culto aos deuses teve grande força entre os gregos antigos, tendo sido
criados templos e nomeadas cidades em sua homenagem, como no caso de
Atenas, uma reverência à deusa Atena. Apolo e Afrodite foram dos deuses
mais cultuados. Os dois maiores santuários em nome de Apolo foram
erguidos em Delos e em Delfos, onde eram praticadas procissões,
celebrações musicais e rituais de sacrifício e purificação.
Templo de Apolo em PompeiaEm
homenagem a Afrodite existia um festival chamado Afrodisia que decorria
durante um mês inteiro em toda a Grécia, sendo bastante intenso em
Corinto e Atenas.Para cada deus, havia uma forma diferente de
culto, sendo possível que uma mesma pessoa adorasse mais de uma
divindade. Em nome de Poseidon, eram afogados cavalos no mar como forma
de sacrífico, havia um festival de 12 dias em fevereiro em honra a Hades
e realizavam-se jogos e festividades de atletismo em homenagem a
Hermes.
Presença nas Artes
A mitologia grega inspirou
diferentes artistas. Na Antiguidade, foram esculpidas estátuas e
escritas inúmeras poesias. Os textos mais influentes foram as epopeias Ilíada e Odisseia, escritas por Homero retratando os acontecimentos decorrentes da Guerra de Troia. Na Ilíada pode-se perceber como os deuses estiveram bastante envolvidos na guerra, que teve origem quando
os gregos atacaram Troia com o intuito de vingar o rapto de Helena,
esposa do Rei de Esparta. Helena havia se apaixonado e fugido com o
príncipe de Troia, Páris.
Hera e Atena em batalha na Guerra de TroiaApoiando
os gregos estavam Hera, Atena, Poseidon, Hefesto e Tétis; já ao lado
dos troianos ficaram Apolo, Afrodite, Ártemis, Ares e Leto. As
personagens e fatos descritos nos mitos gregos também estão retratados
em vários quadros de artistas famosos, principalmente do período
Renascentista, como Botticelli, Michelangelo e Leonardo da Vinci.
O “fim” da mitologia
O
grego antigo acreditava que a mitologia era parte de sua história e o
culto aos deuses fazia parte do seu cotidiano. Porém com a evolução da
sociedade e dos conhecimentos sobre a natureza, os próprios gregos
passaram a questionar a veracidade dos mitos. Por exemplo, com a criação
do calendário, puderam perceber que o clima não mudava conforme a
vontade dos deuses e, sim, devido às estações do ano. Ao se questionarem
sobre estes assuntos, os gregos criaram a filosofia, surgindo
justamente em oposição à crença dos mitos. Com a chegada do
domínio Romano após a Batalha de Corinto (146 a.C.) em que a Grécia foi
derrotada, adotou-se um forma de sincretismo religioso, tendo os deuses
assumido versões romanas. Zeus passa a ser também Júpiter, Hera a ser
Juno, Poseidon a ser Netuno e os demais deuses também receberam uma
outra versão romana. Mais tarde em 476 d.C., o Império Romano tem o seu fim e o cristianismo passa a ser a religião adotada pelo povo grego. Nos
dias atuais, apesar de já não ser vista como religião, a Mitologia
Grega continua a provocar a curiosidade das pessoas. Os deuses gregos e
suas histórias inspiram obras literárias, como a série de livros juvenis
Percy Jackson, filmes e desenhos animados, como Troia, Mulher Maravilha e A Pequena Sereia.
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Comité olímpico de Portugal http://comiteolimpicoportugal.pt/http://comiteolimpicoportugal.pt/
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Pentatlo moderno
Os pentatletas, quer homens, quer mulheres, têm de
desenvolver força, resistência, reflexos rápidos e concentração para
responderem à exigência desta modalidade cuja origem remonta ao período
clássico. Na Grécia antiga, competia-se com o lançamento do disco e do
dardo, o salto em comprimento, a corrida e luta livre. Acredita-se que Pierre de Coubertain introduziu o pentatlo nos Jogos
Olímpicos modernos, inspirado na lenda de um guerreiro que, para
completar uma missão difícil, recorreu a todas as disciplinas que hoje
fazem parte do Pentatlo Moderno. Este conteúdo é cedido ao Ensina RTP pelo Comité Olímpico de Portugal.
http://ensina.rtp.pt/atualidade/o-que-e-o-pentatlo-moderno/
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História
História das Olimpíadas
A história das Olimpíadas remonta à Antiguidade, apesar de tais jogos terem se popularizado mesmo na Idade Contemporânea.
Os jogos olímpicos tiveram origem na Grécia Antiga e eram celebrados na cidade de Olímpia
As Olimpíadas, ou JogosOlímpicos,
constituem nos dias de hoje um dos eventos mais populares e
prestigiados em todo o mundo. Essa popularidade e esse prestígio
devem-se à grande conexão que as Olimpíadas têm com a massa de
espectadores que acompanham as competições tanto presencialmente nos
estádios e arenas quanto pela televisão. Entretanto, a história dos
Jogos Olímpicos é um tanto complexa. A imagem que deles temos hoje em
dia foi construída a partir do fim do século XIX, mas suas origens
remontam à GréciaAntiga.
Origem das Olimpíadas
As Olimpíadas originaram-se por volta do século VIII a.C., no contexto da antiga Hélade, isto é, o conjunto das cidades-estado da Grécia Clássica. A realização dos jogos ocorria na cidade de Olímpia –
por isso o nome “Olimpíadas” –, para onde os cidadãos das outras
cidades peregrinavam a fim de participarem das competições. O primeiro
atleta a vencer uma prova em Olímpia teria sido Corobeu, em 776 a.C. – a prova era de corrida.
Dentro da tradição mitológica, os jogos de Olímpia foram criados pelo herói Hércules, filho do deus Zeus com uma mortal. Hércules foi obrigado pela deusa Hera a realizar doze trabalhos considerados impossíveis. O quinto desses trabalhos consistia em limpar os currais do rei Áugias,
que continha milhares de animais e não era limpo há mais de 30 anos.
Após conseguir realizar o feito, Hércules decidiu inaugurar um festival
esportivo em Olímpia, em homenagem a seu pai, Zeus.
Essa explicação mitológica organizava o
entendimento que se tinha sobre o esporte olímpico à época. Sempre que
os jogos eram abertos, havia todo um rito de sacrifício de animais a
Zeus e cada competição tinha em dada medida alguma relação com o culto a
essa divindade.
Modalidades esportivas antigas
Entre os esportes praticados nas antigas olimpíadas, estavam as corridas, chamadas de drómos, e suas modalidades. Em algumas delas, o atleta devia correr por cerca de 190 metros vestido com a armadura e as armas de um hoplita (soldado da linha de frente dos combates). Em termos de corridas, havia também as bigas e quadrigas. As primeiras eram carros de combate tracionados por dois cavalos; as segundas, por quatro cavalos. Havia ainda o péntatlhon(semelhante ao pentatlo atual), que reunia cinco esportes: 1) salto, 2) lançamento de disco,3) lançamento de dardo, 4) corrida e 5) luta.
É interessante destacar que as modalidades de lutas também eram bastante peculiares. Havia, por exemplo, a palé, que era algo próximo da atual luta greco-romana, isto é, sem socos e pontapés. Além da palé, o pýgme, comparado ao pugilato (boxe) contemporâneo, mas mais agressivo. Destaca-se ainda o mais devastador de todos, o pancrácio, que consistia em uma espécie de “vale-tudo”, que incluía cotoveladas, joelhadas, torções, cabeçadas etc.
Restauração dos Jogos Olímpicos na modernidade
Após o fim da Hélade, no mundo antigo,
as Olimpíadas caíram no esquecimento durante séculos. Outros esportes
foram se desenvolvendo no interior de cada civilização, mas não havia
algo que tivesse a envergadura da celebração dos jogos de Olímpia. A
restauração das práticas esportivas em um festival como as antigas
Olimpíadas só foi feito na década de 1890 por um aristocrata e pedagogo
suíço chamado Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin.
O Barão de Coubertin acreditava que a
prática do esporte devia ser estimulada na sociedade contemporânea,
sobretudo entre os jovens. Além disso, era interessante que houvesse uma
organização internacional de jogos esportivos que ajudasse a promover a
“paz entre as nações”, já que aquele contexto (de transição do século
XX para o século XXI) estava carregado de rivalidades entre as potências imperialistas.
Como bem ressalta a pesquisadora Kátia Rubio: “O
projeto de restauração dos Jogos Olímpicos como na Grécia Helênica foi
apresentado em 25 de novembro de 1892 quando da ocasião do 5º
aniversário da União das Sociedades Francesa de Esportes Atléticos, que
teve como paraninfo o Barão de Coubertin. Naquela ocasião ele
manifestaria seu desejo e intenções com relação aos Jogos: 'É preciso
internacionalizador o esporte. É necessário organizar novos Jogos
Olímpicos”. [1]
Dois anos depois, continua Katia Rubio: “[…]
na Sorbonne, em Paris, diante de uma plateia que reunia aproximadamente
duas mil pessoas, das quais 79 representavam sociedades esportivas e
universitárias de 13 nações, teve início o congresso esportivo-cultural,
no qual Coubertin apresentou a proposta de recriação dos Jogos
Olímpicos.”[2]
O projeto de Coubertin previa também o
resgate dos símbolos das Olimpíadas antigas, como o acendimento da chama
olímpica etc. Para que tudo fosse feito da melhor forma, a realização
da primeira edição deveria ser na Grécia. Com a ajuda de DemetriusVikelas,
Coubertin e os demais membros do comitê geral conseguiram organizar os
primeiros Jogos Olímpicos modernos no verão de 1896, na cidade de
Atenas, capital da Grécia.
NOTAS
[1] RUBIO, Katia. Jogos Olímpicos da Era Moderna: uma proposta de periodização.ev. bras. educ. fís. esporte (Impr.), São Paulo, v. 24, n.1, p. 55-68.
[2] Idem.
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/educacao-fisica/historia-das-olimpiadas.htm
* Os Jogos Olímpicos se originaram na Grécia antiga há cerca de 3.000
anos, e foram revividos no final do século 19, se tornando a competição
esportiva mais importante do mundo. A história das Olimpíadas
mistura mitos, fatos históricos e tradições, onde algumas mudaram com o
tempo, e outras permanecem como os antigos jogos em Olímpia.
Antiga cidade de OlimpoSegundo a lenda grega, Hércules, filho de Zeus, criou os Jogos
Olímpicos no final do século 6. Esses jogos acabaram se tornando o mais
famoso de todos os festivais esportivos gregos. As Olimpíadas
antigas eram realizadas a cada quatro anos, entre 6 de agosto a 19 de
setembro, durante um festival religioso em homenagem a Zeus. Os Jogos receberam esse nome em homenagem a Olímpia, cidade sagrada para os gregos, localizado no sul da Grécia. A
influência desses jogos foi tão grande que os historiadores antigos
começaram a medir o tempo pelo intervalo de quatro anos, que ficaram
conhecidos como Olimpíadas. O primeiro registro confiável de uma
Olimpíada é datado de 776 A.C., embora praticamente todos os
historiadores presumem que os Jogos começaram bem antes disso.
O declínio e o renascimento da tradição Olímpica
Primeiros Jogos Olímpicos modernos, em 1896Os
jogos originais gregos aconteceram a cada quatro anos ao longo de
vários séculos. Em meados do século 2 AC, o Império Romano conquistou a
Grécia mas a tradição dos Jogos foi mantida no país. Porém seus padrões e
qualidade declinaram. Em um exemplo disso, em 67 AC, o imperador
Nero entrou em uma corrida de carros olímpicos, caiu de sua carruagem
durante a prova, e ainda declarou-se o vencedor ao final do evento. Em
393 DC, o Imperador Teodósio I, ordenou a proibição de todos os
festivais "pagãos", terminando então com a antiga tradição olímpica,
após quase 12 séculos de existência. O renascimento dos Jogos
Olímpicos ocorreu em 1896, graças aos esforços do Barão Pierre de
Coubertin, da França, que conseguiu reviver as Olimpíadas como uma
competição internacional de atletismo. A
tradição de realizar as Olimpíadas a cada 4 anos permaneceu, e ela
somente não ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra
Mundial, nos anos de 1916, 1940 e 1944. Porém, mesmo os anos em
que os Jogos foram cancelados contam como uma Olimpíada, pois Olimpíada é
o nome dado ao período de quatro anos consecutivos, celebrado pelos
Jogos Olímpicos.
A chama olímpica: da Grécia antiga aos jogos atuais
O ritual para acender a tocha olímpicaA tradição da chama olímpica remonta aos primeiros Jogos Olímpicos, na Grécia antiga. Segundo
sua história, uma chama foi incendiada pelo sol, em Olímpia, e ficou em
chamas até o encerramento dos Jogos Olímpicos. Essa chama Olímpica está
também relacionada com o mito de Prometeu, onde ele teria roubado o
fogo de Zeus para dar aos mortais. A chama apareceu pela primeira
vez nas Olimpíadas modernas nos Jogos de 1928, em Amsterdã, e ela
representa a pureza e esforço para a perfeição. Em 1936, o presidente do
Comitê Olímpico Internacional de 1936 sugeriu o ritual do transporte da
tocha olímpica, representando a continuação dos antigos Jogos Olímpicos
para as Olimpíadas modernas. A chama é acendida na cidade de
Olímpia, por mulheres usando vestes que remetem à Grécia antiga, e
com um espelho para refletir o sol. A tocha olímpica é então passada de
corredor para corredor, de Olímpia até o estádio da cidade anfitriã, e
essa chama é mantida acesa até que os Jogos terminem.
A bandeira olímpica representa todos os países do mundo
Criada
por Pierre de Coubertin em 1914, a bandeira olímpica contém cinco anéis
interligados, que simbolizam os cinco continentes. Eles estão
interligados para simbolizar a amizade obtida por meio dessas
competições internacionais. As cores escolhidas para os anéis
foram azul, amarelo, preto, verde e vermelha, pois pelo menos uma dessas
cores aparece nas bandeiras de todos os países do mundo, e assim ela
poderia representar a todos. A bandeira olímpica foi erguida pela primeira vez durante os Jogos Olímpicos de 1920.
Citius, Altius, Fortius
Em 1921, Pierre de Coubertin escolheu a frase latina de seu amigo, padre Henri Didon, para se tornar o lema das Olimpíadas: Citius, Altius, Fortius. A frase significa "mais rápido, mais alto, mais forte". O
juramento, que deveria ser recitado em todos os jogos olímpicos, também
foi escrito por Pierre de Coubertin. Ele foi feito pela primeira vez
durante os Jogos Olímpicos de 1920, pelo esgrimista belga Victor Boin.
As medalhas ouro não são feitas de ouro, mas já foram!
As
últimas medalhas de ouro olímpicas que foram feitas inteiramente de
ouro foram premiadas em 1912. Atualmente as medalhas são feitas com
92,5% de prata, e apenas cobertas com 6g de ouro. Cada medalha deve ter
pelo menos 3 milímetros de espessura e 60 milímetros de diâmetro. Essas
medalhas também são diferentes a cada olimpíada, e são projetadas
especialmente para cada jogo pelo comitê organizador da cidade anfitriã.
A ordem na abertura dos jogos
Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016 A
primeira cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos modernos
foi realizada durante os Jogos de 1908, em Londres. Desde essa cerimônia
que a ordem de a entrada é sempre a mesma. A primeira a entrar é a
equipe grega, seguida de todas as outras equipes em ordem alfabética (na
língua do país anfitrião), com exceção do país anfitrião, que é
o último a entrar.
A sede dos jogos é a cidade, e não o país
Ao
escolher os locais para os Jogos Olímpicos, o COI (Comitê Olímpico
Internacional) concede a honra de sediar os Jogos à uma cidade e não ao
país. Para garantir a independência do COI, seus membros não são
considerados diplomatas de seus países para o comitê, mas sim diplomatas
do comitê para seus respectivos países.
A primeira maratona foi em homenagem a um soldado
Fidípides chegando à AtenasEm
490 AC, um soldado grego chamado Fidípes, correu da cidade de Maratona
até Atenas, para informar os atenienses do resultado da batalha contra
os invasores persas. A distância percorrida, de cerca de 40 quilômetros,
era cheia de colinas e outros obstáculos. Assim,
Fidípides chegou a Atenas exausto e com os pés sangrando. Depois de
dizer aos habitantes da cidade que os gregos tiveram sucesso na batalha,
Fidípides caiu no chão morto. Em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos
modernos, foi realizada uma corrida de aproximadamente a mesma
distância, em homenagem a Fidípides.
A distância da maratona foi alterada por causa da família real britânica
Castelo de Windsor, na InglaterraEm
1908, a família real britânica pediu que a maratona começasse no
Castelo de Windsor, para que os filhos reais pudessem presenciar seu
início. A distância do Castelo de Windsor ao Estádio Olímpico era de
42.195 metros. Em 1924, essa distância tornou-se o comprimento
padronizado de uma maratona.
As mulheres estão ocupando cada vez mais espaço nos Jogos Olímpicos
45% dos atletas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foram mulheresAs
mulheres só puderam participar dos Jogos Olímpicos modernos a partir de
1900. Nesta edição participaram 1225 atletas, porém apenas 19 eram
mulheres. Entretanto, esse cenário está mudando, e na Olimpíada de
2016, que ocorreu no Rio de Janeiro, houve a maior participação
feminina da história, com 45% de atletas mulheres.
Os antigos Jogos Olímpicos eram praticados nus
Na
Grécia antiga, os atletas não tinham que se preocupar com as marcas de
seu patrocinadores em suas roupas, porque eles não usavam
nenhuma. A palavra "ginásio", onde ocorriam as provas, vem do grego
"gymnos" que significa nu. O seu significado literal era
"escola para exercícios nus", e os atletas nos antigos Jogos Olímpicos
participavam deles pelados.
A primeira Olimpíada moderna teve 9 esportes
Jogos Olímpicos de 1896Os
primeiros Jogos Olímpicos da era moderna em 1896 já incluíam ciclismo,
esgrima, ginástica, tênis, tiro, natação, atletismo, levantamento de
peso e luta livre. E apenas 13 países competiram. Já na última
Olimpíada, realizada no Rio de Janeiro em 2016, havia 41 esportes, com
306 provas diferentes e 206 países participaram desses jogoshttps://www.hipercultura.com/historia-dos-jogos-olimpicos/
* https://www.youtube.com/watch?v=FkjnNKHkNVc
***
05 de Setembro de 1972: O grupo "Setembro Negro" ataca a Aldeia Olímpica
de Munique, fazendo refém a delegação israelita. Morrem 11 atletas.
Às 4 horas da madrugada do dia 5 de Setembro de 1972, dois funcionários
dos correios haviam observado várias pessoas vestidas de forma
desportiva a saltarem a vedação da Vila Olímpica em Munique. No entanto,
não deram atenção especial ao facto, pensando serem atletas que
voltavam de uma "escapadela".
Tratava-se, na realidade, de um grupo de terroristas palestinianos. Eles
invadiram o alojamento da delegação israelita durante os Jogos
Olímpicos em Munique, mataram um deles imediatamente e outro horas mais
tarde.
Três membros da delegação conseguiram escapar, mas nove foram tomados
como reféns dos terroristas, que se identificaram como membros do grupo Setembro Negro.
O nome lembra o mês dos sangrentos conflitos entre o Exército da
Jordânia e membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP),
em 1970.
Os membros do grupo Setembro Negro exigiam um avião e a
libertação de 200 palestinianos das prisões em Israel, reivindicação
rejeitada pela primeira ministra de Israel, Golda Meir.
As forças alemãs de segurança tentaram várias saídas, tanto financeiras
como diplomáticas. Os palestinianos não aceitaram o pagamento de um
resgate, nem a proposta do secretário do Interior da Baviera, que se
ofereceu como refém em troca dos atletas. Eles insistiram na libertação
dos presos.
A opinião pública e os representantes de outras 120 nações presentes em
Munique tomaram conhecimento da situação apenas várias horas depois. Num
esforço admirável, a República Federal da Alemanha havia tentado fazer
desta a festa olímpica mais impressionante de todos os tempos, 36 anos
após os Jogos organizados pela Berlim nazi.
A organização dos Jogos dera pouco relevo às tensões internacionais –
não só no Médio Oriente – e falhara ao não incrementar a segurança com
câmaras de vídeo, patrulhamento armado e vedações mais altas.
Após várias tentativas fracassadas de negociação, na noite do mesmo dia,
os terroristas e os reféns chegaram ao aeroporto de Fürstenfeldbruck,
nos arredores da capital bávara, de onde acreditavam que levantariam
voo.
Na realidade, era uma armadilha da polícia. Foram ouvidos tiros,
explosões e um helicóptero incendiou-se. O então porta-voz do governo,
Konrad Ahlers, divulgou erradamente a notícia de que todos os reféns
tinham sido libertados.
Apenas na madrugada do dia 6 de Setembro se ficou a saber que os nove
reféns israelitas, cinco palestinianos e um polícia haviam sido mortos. O
facto gerou uma crise de credibilidade em relação ao governo alemão. A
opinião pública passou a duvidar da versão oficial, de que as vítimas
haviam sido mortas pelos terroristas, quando vieram à tona indicações de
que poderiam ter sido atingidas por balas da polícia.
Com o passar dos anos, nem essa questão pode ser esclarecida – pois
alguns arquivos desapareceram –, nem os pedidos de indemnização chegaram
a ser completamente atendidos.
Em Munique, as competições ficaram interrompidas por 34 horas, e a
Olimpíada acabou prorrogada por um dia, após uma cerimónia em memória
das vítimas.
Por iniciativa de Pierre de Coubertin, é fundado em Paris o Comité Olímpico Internacional
No dia 23 de
Junho de 1894, na Sorbonne, no coração de Paris, delegados de nove
países: Bélgica, França, Reino Unido, Grécia, Itália, Rússia, Espanha,
Suécia e Estados Unidos, fundam o Comité Olímpico Internacional (COI).
Nascia, neste dia, os Jogos Olímpicos da Era Moderna.
Os primeiros
Jogos Olímpicos, que na Antiguidade reuniam a cada quatro anos os gregos
em torno de grandes competições atléticas pacíficas, tinham
desaparecido catorze séculos antes, depois de mais de mil anos de
existência. Porém, a sua lembrança mantinha-se bem viva na juventude
ocidental, moldada pela cultura clássica. Foi um jovem de família
abastada, o barão Pierre de Coubertin, quem teve a ideia de
ressuscitá-los, conferindo-lhes uma dimensão planetária. Nascido em
Paris, em 1863, numa família burguesa, católica e monárquica, Coubertin
estava predestinado ao ofício das armas, mas preferiu a pedagogia.
Desportista, praticou o boxe, equitação, remo e esgrima.
Ele descobriu
em Inglaterra a prática de desportos em conjunto com os estudos e a
formação das elites, e ficou maravilhado. Logo apresenta um projecto de
renovação do sistema francês de ensino : A Reforma Social. A
ideia de que o desporto tinha o condão de contribuir para o
florescimento da personalidade e a formação do carácter era evidente. No
entanto, muitos médicos e educadores a ele se opunham em nome da saúde e
da disciplina. Numa primeira conferência na Sorbonne, Coubertin
adianta a decisão de "internacionalizar o desporto" a partir de 25 de
Novembro de 1892. Tinha então somente 29 anos. Promoveu o seu projecto a
ferro e fogo até à criação oficial do COI. Atribuiu a si próprio a
missão de recriar os jogos antigos, evitando os excessos do
profissionalismo que acabou por distorcer a sua finalidade original.
O comité elegeu
simbolicamente um primeiro presidente grego na pessoa de Demetriou
Vikelas e decidiu organizar os primeiros jogos em Atenas. A partir de
1896, Coubertin assumiria a presidência e esteve na mesma até 1925,
antes de se tornar presidente de honra do COI.
Ele
conseguiu ver aceite a sua ideia de que os Jogos se desenrolassem cada
vez numa cidade distinta. Após Atenas deveria vir Paris em 1900. O barão
esperava que os Jogos fossem estimulados pela realização concomitante
da Exposição Universal, mas as suas esperanças foram vãs.
Os primeiros
Jogos Olímpicos da Era Moderna tiveram lugar em Atenas de 6 a 15 de
Abril de 1896. Reuniram 241 atletas representando 14 nações e 43 provas
em 9 disciplinas. As delegações mais numerosas foram as da Grécia,
França, Alemanha e Grã-Bretanha. A cerimónia de abertura teve a
assistência de mais de 50 mil pessoas. Os participantes deveriam ser
amadores, salvo os praticantes de esgrima, atraídos pela "beleza do
desporto" e de modo algum pelo dinheiro. Para o barão Coubertin, como
para a maioria dos seus contemporâneos, era evidente também que as
mulheres não teriam lugar nas competições : "Uma olimpíada feminina
seria impraticável, desinteressante, anti-estética e incorrecta (...) ,
Os Jogos devem estar reservados aos homens, o papel das mulheres é
sobretudo o de coroar os vencedores", disse. Todavia, a partir de 1900,
em Paris, elas obteriam o direito de participar de algumas provas, como
ténis, golf.
A
interdição de profissionais estava inscrita na Carta Olímpica. Em 1913, o
norte-americano Jim Thorpe viu-se obrigado a restituir as suas
medalhas de ouro do pentatlo e do decatlo conquistadas no ano precedente
em Estocolmo. Só em 1981 foi votada a supressão da referência ao
amadorismo na Carta Olímpica.
Aos poucos, o barão impôs a sua
concepção de desporto como meio de desenvolvimento individual e
instrumento de coesão social. E conseguiu, acima de qualquer
expectativa. O desporto e os próprios Jogos Olímpicos viriam a ser
estimulados pelos governantes ávidos de preparar a juventude para os
seus deveres cívicos e militares, de tal sorte que nos Jogos de Berlim
em 1936, sob o patrocínio do Führer, os valores dos jogos conviveram com
o culto do super-homem tal como praticavam os nazis.
Os Jogos
Olímpicos conheceriam ainda numerosas afrontas ligadas ao contexto
político do momento – México, Munique, Moscovo, Los Angeles – mas
conseguiram superar os obstáculos por força da esperança que persiste em
todos os homens de boa vontade, que defendem a paz, a fraternidade e o
fairplay.