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Ministro do Ambiente
«Preço da água pode aumentar»
O preço da água pode aumentar, já que o Instituto Regulador das Águas e Resíduos tem orientações para «ajustar» os actuais preços a «valores realistas», disse o ministro do Ambiente
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Durante a visita ao Pavilhão de Portugal no 5.º Fórum Mundial da Água, o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Planeamento Regional, Francisco Nunes Correia, admitiu que os preços da água têm de ser corrigidos, faltando apenas saber «quem paga o quê».
«O IRAR [Instituto Regulador das Águas e Resíduos] tem um conjunto de orientações que vamos impulsionar gradualmente no sentido de ajustar os valores a valores realistas» , explicou.
Questionado sobre se essas «orientações» significam um aumento do preço para os consumidores, o governante disse que «não necessariamente, se houver entidades que se continuem a dispor a financiar esse custo, como está a acontecer».
Nunes Correia lembrou que, actualmente, «os municípios, estão a mobilizar parte importante do seu orçamento para custear a água». «Têm o direito de o fazer, mas por essa via há outro tipo de serviços que não podem ser fornecidos ao cidadão», alertou, lembrando que «ou dos impostos dos portugueses ou do património dos municípios, esse custo está a ser suportado por alguém».
«A questão é saber qual é a justa distribuição» , explicou Nunes Correia, defendendo que em «alguns casos» deveria haver aumento do preço ao consumidor.
«Eu acredito que em alguns casos seria muito sensato que houvesse alguns ajustamentos» , afirmou, lembrando que «para o mesmo custo de produção, o custo da água de venda ao destinatário final pode variar de um para cem».
«É preciso encontrar a estrutura correcta equitativa para suportar esse custo, aquilo que deve ser o cliente, destinatário final ou aquilo que devem ser outras fontes de orçamento» .
Para o ministro é «preciso trazer alguma racionalidade, transparência e clareza para saber quem paga o quê».
O 5º Fórum Mundial da Água, o maior encontro mundial sobre água, decorre em Istambul, Turquia, onde são esperados cerca de 200 ministros de todo o mundo e representantes de mais de 300 organizações para debater e propor soluções sustentáveis para o consumo da água.
Lusa / SOL