16/05/2013

6.570.(16maio2013.16.36') Eugène Ionesco

Nasceu a 26noVEM1909
e morreu a 28mar1994
***
Via Citador

http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/eugene-ionesco
Não é a resposta que nos ilumina, mas sim a pergunta.
*
Devemos escrever para nós mesmos, é assim que poderemos chegar aos outros.
*
Pensar contra o nosso tempo é um acto de heroísmo. Mas dizê-lo é um acto de loucura.
*
O facto de sermos habitados por uma nostalgia incompreensível seria mesmo assim o sinal de que existe um além.
*
Sendo o cómico a intuição do absurdo, ele afigura-se-me mais desesperante do que o trágico.
*
Querermos ser do nosso tempo é estarmos já ultrapassados.
*
Ninguém é dono da multidão, ainda que creia tê-la dominada.
*
Mergulha, sem limites, no espanto e na estupefacção; deste modo podes ser sem limites, assim podes ser infinitamente.
*
Só as palavras contam; o resto é tagarelice.
**
IN Notas e Contranotas
São os inimigos da história que acabam por fazê-la.
***
http://educacao.uol.com.br/biografias/eugene-ionesco.htm
Eugene Ionesco era filho de um advogado e foi batizado na religião ortodoxa, à qual pertenceu durante toda a vida. Ainda criança mudou-se com a família para Paris, onde seu pai tornou-se catedrático em leis. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, seu pai voltou para a Romênia, deixando Eugene e sua irmã aos cuidados da mãe. Entre 1917 e 1919, Eugene Ionesco morou em La Chapelle Anthenaise, cuidando de sua saúde frágil.

Em 1922, voltou a Bucareste para viver com seu pai. Lá fez seus estudos e começou a trabalhar num banco, em 1926. Ionesco cursou a faculdade de francês na Universidade de Bucareste e colaborou com diversos revistas literárias romenas. Em 1934 publicou "Nu!" ("Não!"), uma coletânea de artigos e textos que provocou escândalo no meio literário oficial.

Em 1936, Eugene Ionesco casou-se com Rodica Burileano. Passou a trabalhar como professor de francês e como instrutor no Seminário Ortodoxo de Curtea de Argis e depois no Seminário Central de Bucareste. Também foi editor das páginas literárias de diversas revistas e jornais diários.

Dois anos mais tarde, recebeu uma bolsa do governo romeno para estudar literatura francesa em Paris. Durante a Segunda Guerra Mundial, Ionesco passou por dificuldades financeiras, mas conseguiu alguns trabalhos eventuais, trabalhou como revisor e traduziu as obras do poeta romeno Urmoz.

Em 1948 começou a escrever a peça "A Cantora Careca", que estreou em 1950. Esta anti-comédia, plena de surrealismo verbal, foi uma das principais peças do chamado "teatro do absurdo". Seguiram-se várias outras peças, que marcaram o teatro do século 20, como "A Lição", "As Cadeiras" e "O Novo Inquilino".

Em 1960 estreou sua obra mais conhecida, "O Rinoceronte". Ionesco tornou-se um escritor de prestígio e em 1971 foi admitido na Academia Francesa. Morreu aos 81 anos, em sua residência, e foi enterrado no cemitério de Montparnasse, em Paris.
***
Via JERO.Lusa:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10204030388714623&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=3&theater
"Existe a tentação de classificar as pessoas pela profissão, como nas sociedades totalitárias. Mas perturbador e desumano, é o oficial que dorme com o uniforme vestido". 
Eugène Ionesco (1909-94), escritor francês de origem romena.
(Slatina, Roménia, 26 de Novembro de 1909 — Paris, 28 de Março de 1994) foi um dos maiores patafísicos e dramaturgos do teatro do absurdo. Para lá de ridicularizar as situações mais banais, as peças de Ionesco retratam de uma forma tangível a solidão do ser humano e a insignificância da sua existência.
Filho de pai romeno e mãe francesa, Ionesco passou a maior parte da infância na França, mas no princípio da adolescência regressou à Roménia onde se formou como professor de francês e casou em 1936. Em 1928, na Universidade de Bucareste, conheceu Emile Cioran e Mircea Eliade, e os três tornaram-se amigos de toda a vida.
 Regressou à França em 1938 para concluir a sua tese de doutoramento. Apanhado pela eclosão da guerra, em 1939, Ionesco permaneceu em França, acabando por revelar-se escritor de talento. Foi eleito membro da Académie Française em 1970.

Morreu aos 81 anos e está sepultado no Cemitério do Montparnasse, em Paris.

***
25mAIO2013
+1 produção teatral a não perder dos GAMBUZINOS-Benedita: A CANTORA CARECA de Ionesco...estreia a 25maio2013.21.30'
de Eugène Ionesco
P'los GAMBUZINOS

"Atrevemo-nos a afirmar que Eugène Ionesco é o mestre do teatro do absurdo e “A Cantora Careca”, escrita em 1948, a sua obra prima.

A obra procura ilustrar o absurdo da existência humana de forma cómica, assim como o distanciamento e a frieza na comunicação entre as pessoas, observado no diálogo sem sentido entre as personagens. Para lá de ridicularizar as situações mais banais, a peça de Ionesco retrata de uma forma tangível a solidão do ser humano e a insignificância da sua existência. A história passa-se no interior da Inglaterra e mostra o quotidiano de dois casais, os Smith e os Martim, e da empregada Mary. Entre conversas banais e com pouco sentido até palavras desarticuladas que se limitam a sons e um crescente clima de violência, a peça vai-se desenvolvendo.

A comicidade, baseada mais no absurdo do que no significado, é uma constante do teatro de Ionesco. Com A Cantora Careca, em cuja cena memorável dois estranhos dialogam sobre banalidades como o tempo, o lugar onde vivem, quantos filhos têm para, surpreendentemente, descobrirem que são marido e mulher, Ionesco inspirou uma revolução importante nas técnicas dramáticas e consagrou o "teatro do absurdo" ou o "anti-teatro". Esse teatro era realmente um teatro despojado de convenções, cruelmente poético, arbitrário e imaginativo. Ionesco, influenciado por Kafka e Jarry, caricaturou o real e o "absurdo" juntos, exteriorizou fantasias secretas, geralmente obtendo uma relevância social profunda."


SESSÕES:
25 Maio - 21h30 . ESTREIA
1 | 8 | 22 Junho - 21h30

BILHETE
Brevemente mais informações

***
http://www.youtube.com/watch?v=cWWy_JH4ER0&feature=youtu.be