06/10/2013

7.065.(5out2013.23.44') Hj é dia da República (1910)...! 1viva à Confederação das Colectividades...Do Tratado de Zamora (1143)...

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5ouTUbro2018
POSTEI:
1910... Dia da República com democracia a sério...Bem sabemos a diferença...Se o PSD.CDS continuasse no governo hj era dia de trabalho!!!
1143 - Tratado de Zamora

1 vivaaaaaa à Confederação das Colectividades
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VANDA FURTADO MARQUES comentou:
"Fico com o coração despedaçado...como se retira este feriado do nosso calendário.
As memórias são os fios que tecem a nossa História. Que tristeza de governantes que querem fazer esquecer o nosso passado Histórico
Pois ...um povo inculto e sem memoria é bem mais fácil de dominar."

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JAlves comentou:
"Estes (des)governantes incultos, com a complacência de um individuo, que é eleito em sufrágio direto e universal,  pelo povo português, como seu representante para presidir à suprema magistratura da república “mora” lá para as bandas de Belém, resolveram de uma cajadada, eliminar a comemoração com dignidade, de uma das datas mais importantes da história de Portugal, eliminando este dia do calendário, como feriado civil.
Existe um falso argumento, que alguns utilizam para justificar esta aberração, é que o povo ligava mais ao feriado (dia de descanso), do que a valorizar o sentido da comemoração.
Até posso aceitar que seja verdade, no entanto competia ao poder institucionalizado (GOVERNO), através desde logo, pelo do seu Ministério da Educação, esclarecer, sensibilizar, elucidar e ensinar  os estudantes  deste país,  para a importância da data do 5 de Outubro nas duas variantes.
A primeira prende-se com a fundação de Portugal (tratado de Zamora) em 5 de Outubro de 1143, sem a qual a independência de Portugal em relação a Castela não seria possível.
Esta é portanto a data (mãe), que dá origem à comemoração de todas as datas, que ainda hoje do ponto de vista civil se comemoram. Sem a fundação não haveria a Nação Portuguesa, logo não existiria Pátria Portuguesa e muito menos Estado Português, que não é mais do que a nação politicamente organizada.
A segunda prende-se com o derrube da monarquia, em 5 de Outubro de 1910, sem esta revolução não haveria representantes da República no Palácio de Belém e provavelmente o Palácio Nacional da Ajuda não estaria ocupado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros."

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05 de Outubro de 1910: A República Portuguesa é proclamada da varanda da Câmara de Lisboa, por José Relvas




A República Portuguesa foi proclamada em Lisboa a 5 de outubro de 1910. Nesse dia foi organizado um governo provisório, que tomou o controlo da administração do país, chefiado por Teófilo Braga, um dos teorizadores do movimento republicano nacional. Iniciava-se um processo que culminou na implantação de um regime republicano, que definitivamente afastou a monarquia.
Este governo, pelos decretos de 14 de março, 5, 20 e 28 de abril de 1911, impôs as novas regras da eleição dos deputados da Assembleia Constituinte, reunida pela primeira vez a 19 de junho desse ano, numa sessão onde foi sancionada a revolução republicana; foi abolido o direito da monarquia; e foi decretada uma república democrática, que veio a ser dotada de uma nova Constituição, ainda em 1911.
A implantação da República é resultante de um longo processo de mutação política, social e mental, onde merecem um lugar de destaque os defensores da ideologia republicana, que conduziram à formação do Partido Republicano Português (PRP), no final do século XIX.
Ultimato inglês, de 11 de janeiro de 1890, e a atitude da monarquia portuguesa perante este ato precipitaram o desenvolvimento deste partido no nosso país. De 3 de abril de 1876, quando foi eleito o Directório Republicano Democrático, até 1890, altura em que se sentia a reação contra o Ultimato e a crítica da posição da monarquia, a oposição ao regime monárquico era heterogénea e desorganizada. Contudo a "massa eleitoral" deste partido conseguiu uma representação no Parlamento em 1879, apesar de pouco significativa, numa altura em que a oposição ao regime era partilhada nomeadamente com os socialistas, também eles pouco influentes entre a população.
Em 1890, o partido surgiu quase do vazio, para um ano depois do Ultimato publicar um manifesto, elaborado pelo Diretório, em que colaboraram: Azevedo e Silva; Bernardino Pinheiro; Francisco Homem Cristo; Jacinto Nunes; Manuel de Arriaga e Teófilo Braga. Este manifesto saiu a 11 de janeiro de 1891, umas semanas antes da tentativa falhada de implantar a República de 31 de janeiro.
Após o desaire desta tentativa, o partido enfrentou grandes dificuldades; no entanto, a 13 de outubro de 1878, fora eleito o primeiro representante republicano, o deputado José Joaquim Rodrigues de Freitas.
Os representantes republicanos, no primeiro período da sessão legislativa de 1884, eram José Elias Garcia e Manuel de Arriaga. No segundo período foi a vez de Elias Garcia e Zéfimo Consiglieri Pedroso. Estes dois últimos estiveram também nas sessões de 1885 a 1889.
Para o primeiro período da sessão legislativa de 1890 foram eleitos os deputados Rodrigues de Freitas e José Maria Latino Coelho, e para o segundo período dessa sessão Bernardino Pereira Pinheiro, Elias Garcia, Latino Coelho e Manuel de Arriaga.
Na sessão de 1891, ano em que faleceram Elias Garcia (22 de abril) e Latino Coelho (29 de agosto) pontificavam os quatro deputados da sessão anterior; na de 1892 foram Bernardino Pinheiro, Manuel de Arriaga e Eduardo de Abreu; na de 1893 Eduardo Abreu, Francisco Teixeira de Queirós e José Jacinto Nunes; e passado um ano, em 1894, o mesmo Eduardo de Abreu e Francisco Gomes da Silva. Desta data e até 1900 não houve mais representação republicana. Nesta fase, em que esteve afastado do Parlamento, o partido empenhou-se na sua organização interna.
Nos últimos quinze anos de vida da monarquia portuguesa o Directório do Porto e o P.R.P., apesar de algumas divergências, trabalharam em conjunto. Na cidade do Porto o periódico A Voz Pública desempenhou um papel importante em prol da propagação dos ideais republicanos, tal como os de Duarte Leite, lente da Academia Politécnica. Em Lisboa circulavam O Mundo, desde 1900, e A Luta, desde 1906.
Após um período de grande repressão, o movimento republicano entrou de novo na corrida das legislativas em 1900, conseguindo quatro deputados: Afonso Costa, Alexandre Braga, António José de Almeida e João Meneses.
Nas eleições de 5 de abril de 1908, a última legislativa na vigência da monarquia, foram eleitos, além dos quatro deputados das eleições transatas, Estêvão Vasconcelos, José Maria de Moura Barata e Manuel de Brito Camacho. A implantação do republicanismo entre o eleitorado crescia de forma evidente.
Nas eleições de 28 de agosto de 1910 o partido teve um resultado arrasador, elegendo dez deputados por Lisboa. E a 5 de outubro desse ano era proclamada a República Portuguesa.
Fontes:Implantação da República. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
Wikipedia (Imagens) 



Ficheiro:Estremoz13.jpg




Ficheiro:Proclamação República Portuguesa.jpg

Proclamação da República por José Relvas

Ficheiro:Portuguese Provisional Government, 1910.jpg
Governo provisório da República portuguesa em 1910 
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/05-de-outubro-de-1910-republica.html
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TRATADO DE ZAMORA
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O TRATADO DE ZAMORA EM OUTUBRO DE 1143

O Tratado de Zamora foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina.
Em Zamora, revogou-se o anterior Tratado de Tui datado de 1137.
Vitorioso na batalha de Ourique, em 1139, D. Afonso Henriques beneficiou da acção desenvolvida, em favor da constituição do novo Reino de Portugal, pelo arcebispo de Braga, Dom João Peculiar. Este procurara conciliar os dois primeiros e fez com que eles se encontrassem em Zamora nos dias 4 e 5 de Outubro de 1143 na presença do cardeal Guido de Vico.
Pelos termos do tratado, Afonso VII concordou em que o Condado Portucalense passasse a ser Reino, tendo D. Afonso Henriques como seu "rex" (rei). Embora reconhecesse a independência, D. Afonso Henriques continuava a ser vassalo, pois D. Afonso VII para além de ser rei de Leão e Castela se considerava imperador de toda a Hispânia. Contudo nunca D. Afonso Henriques prestou vassalagem a ele, sendo caso único de entre todos os reis existentes na península Ibérica.
A soberania portuguesa, reconhecida por Afonso VII em Zamora, veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III só em 1179, mas o título de "rex", que D. Afonso Henriques usava desde 1140, foi confirmado em Zamora, comprometendo-se então o monarca português, ante o cardeal, a considerar-se vassalo da Santa Sé, obrigando-se, por si e pelos seus descendentes, ao pagamento de um censo anual.
A partir de 1143 D. Afonso Henriques vai enviar ao Papa remissórias declarando-se seu vassalo lígio e comprometendo-se a enviar anualmente uma determinada quantia de ouro.

As negociações vão durar vários anos, de 1143 a 1179.

Em 1179 o Papa Alexandre III envia a D. Afonso Henriques a "Bula Manifestis probatum"; neste documento o Papa aceita que D. Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece-se definitivamente a independência do Reino de Portugal sem vassalagem em relação a D. Afonso VII de Leão e Castela (pois nenhum vassalo podia ter dois senhores directos) e D. Afonso Henriques como primeiro rei de Portugal, ou seja, Afonso I de Portugal.



 https://www.facebook.com/notes/rui-barandas/o-tratado-de-zamora-em-outubro-de-1143/211986252264569/
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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Zamora
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05 de Outubro de 1143: Conferência de Zamora, Afonso VII reconhece o título de rei a seu primo, D. Afonso Henriques

Vitorioso em Ourique (1139), afastadas, assim, as preocupações suscitadas pelos desastres de Leiria e Tomar, Afonso Henriques  renovou os seus ataques ao norte e, mais uma vez, invadiu a Galiza. Por seu turno, Afonso VII, parando o golpe, entrou em Portugal. Todavia, após o recontro de Arcos de Valdevez (1140) e mediante intervenção do arcebispo de Braga, D. João Peculiar, os dois primos assentaram na cessação das hostilidades, com vista ao estudo das condições definitivas de paz, tudo parecendo indicar que o duelo militar entre os dois chefes se aproximava de um desfecho político. E, com efeito, três anos volvidos, a trégua tornou-se paz na Conferência de Zamora, reunida a 4 e 5 de Outubro de 1143, com directa ingerência do cardeal Guido de Vico, legado do papa Inocêncio II. Quais tenham sido as condições de paz em que se assentou é ponto que hoje se ignora, dado que nenhum documento especial que no-lo diga chegou até nós. "Mas o que se pode asseverar", escreveu Alexandre Herculano, "é que o imperador reconheceu o título de rei que seu primo tomara, e que este recebeu dele o senhorio de Astorga, considerando-se por essa tenência seu vassalo. Não é menos provável que, ainda como rei de Portugal, ficasse numa especie de dependência política de Afonso VII, o imperador das Espanhas ou de toda a  Espanha, como ele se intitulava nos seus diplomas." Refira-se, no entanto, que o Prof. Damião Peres, afastando-se neste ponto, do parecer de Herculano, manifestou a opinião de que, "Ao contrário do geralmente suposto, não constituiu, segundo creio, matéria litigiosa  a tratar na reunião o título de rei dos portugueses. Havia três anos que Afonso Henriques assim se proclamava, e os textos oficiais leoneses lavrados enquanto decorria a conferência já assim lhe chamavam também. Mas se esse título não constituiu então matéria litigiosa, constituíam-na certamente as relações pessoais do rei de Portugal com Afonso VII, como senhor de Astorga, e sobretudo os limites do reino português. Isso ali se resolveu. Tudo mostra que Afonso Henriques desistiu de qualquer reivindicação territorial para além dos limites da terra propriamente portuguesa, cujo governo seu avô Afonso VI, avô por igual do imperador Afonso VII, doara ao conde Henrique meio século antes, e que Afonso VII, por seu lado, aceitou a anulação doas obrigações assumidas para com ele por Afonso Henriques no Tratado de Tui." Firmada a tranquilidade dos dois Estados, Afonso I voltou aos seus domínios, deixando por governador de Astorga o seu alferes, Fernando Captivo.
Fontes: Dicionário de História de Portugal
wikipedia (Imagens)

D. Afonso Henriques

Afonso VII de Leão e Castela e a rainha Leonor
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/05-de-outubro-de-1143-conferencia-de.html
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O Tratado de Zamora-(1143)


(Catedral de Zamora)

O Tratado de Zamora foi o resultado da conferência de paz entre Afonso Henriques e o rei Afonso VII de Castela e Leão , a 5 de Outubro de 1143.

Tratado de paz celebrado na presença do legado papal Guido de Vico onde é reconhecido ao infante português o título de rei.

Após cerca de três anos sem hostilidades entre os dois territórios vizinhos, o encontro de Zamora serviu para definir as cláusulas da paz e, possivelmente, os limites de cada Reino.

Recorde-se porém que os três anos de paz, aconteceram não porque o rebelde rei português, tenha a acatado a paz que havia sido estabelecida em Tui em 1137, mas por consequência de uma nova paz ajustada em Valdevez em 1140.

Efectivamente Afonso Henriques, pela 5ª vez em 10 anos, voltara a invadir a Galiza, cercando e tomando Tui em Agosto de 1140.Enorme paciência teve Afonso VII, para com o seu irrequieto primo, para de novo o forçar a voltar à Galiza, retomando com as suas hostes, locais que haviam sido tomados pelos portugueses.

Como era então costume na Idade Média, ajustou-se então a realização de um torneio, entre um número limitado de cavaleiros portugueses e leoneses.

Consta-se que o resultado da refrega foi favorável ás forças portuguesas e que na sequência se teria ajustado em "cessar-fogo", por alguns anos até que "depois com mais sossego, se pudesse assentar uma paz definitiva e duradoira" (Alexandre Herculano)

Ao mesmo tempo,nessa Conferência, foi reconhecido o título de rei a D. Afonso Henriques, reafirmando-se os seus laços de vassalagem em relação a Leão.

Será muito interessante notar-se que a data da conferência de Zamora aconteceu em 4 e 5 de Outubro de 1143 e que a implantação da Republica igualmente aconteceu em 5 de Outubro de 1910, concluindo-se que aconteceram 767 anos de monarquia em Portugal, se se considerar a data de Zamora como a da fundação da nacionalidade.

Teoria discutível dado que, o que aconteceu em Zamora foi apenas o reconhecimento por Afonso VII da condição de rei a D.Afonso Henriques, que servia perfeitamente os seu interesses dado que pretendia lhe fosse reconhecido o título de Imperador e portanto aumentava o seu prestígio ter reis como vassalos.

Certo é que após esta data , não tenha acontecido mais nenhum conflito grave entre Afonso Henriques e Afonso VII.
 http://gaibeus.blogspot.com/2007/03/o-tratado-de-zamora-1143.html
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28/01/2010


Viva a República e a Confederação das Colectividades!!!





SAUDAÇÃO AO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA E APELO ÀS COMEMORAÇÕES NACIONAIS ASSOCIATIVAS
Em plena Primeira República, a 31 de Maio de 1924, fundou­se a Federação das Sociedades de Instrução e Recreio, actual Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, simbolizando a aspiração de muitos progressistas e democratas em se organizarem e implementarem um modelo de mudança social abrangente a todos os cidadãos. Esta ideia rompeu o modelo classicista vigente no regime monárquico, trazendo a esperança ao povo português, ao mesmo tempo que criou as sementes para o desenvolvimento de um amplo e participado movimento associativo popular.
Com o objectivo de comemorar o Centenário da República, a Confederação constitui e apresentou publicamente a 31 de Maio de 2009 a Comissão Nacional para as Comemorações Associativas do Centenário da República com o objectivo de se associar a esta importante efeméride.
As comemorações associativas do Centenário da República, ao mesmo tempo que pretendem realçar o seu significado e valores, visam evocar de uma forma descentralizada, abrangente a todas as associações, a memória de todos os homens e mulheres, amigos e associados, que contribuíram decisivamente para a sua realização e que nele participaram, num claro acto de coragem pessoal, colectiva e vontade de forçar a mudança do rumo político do país.
As associações nascidas no seio da República assumiram um papel pioneiro, na instrução, educação, formação de valores, cultura e recreio que fizeram da nossa sociedade, uma sociedade mais solidária com a capacidade de organizar, debater e realizar em prol do bem comum. Por isso pretendemos realizar a nível nacional comemorações dignas destes feitos.
Porque a memória faz­-se construindo o dia de amanhã, não poderíamos deixar de evocar o feito do dia 31 de Janeiro de 1891, pelo que as comemorações Associativas Nacionais terão o seu início nos dias 30 e 31 de Janeiro em Gondomar e Vila Nova de Gaia, respectivamente. As Comemorações Associativas Nacionais com Debates, Conferências e Espectáculos, decorrerão ao longo do ano em Aveiro, Marinha Grande, Coruche, Loures, Lisboa, Oeiras, Almada e Faro. Será editada uma Exposição e um DVD. Apoiamos também a iniciativa da Comissão Oficial das Comemorações dedicada às Bandas Filarmónicas.
Estas comemorações afirmam­se de uma forma clara como o substrato fundador da nossa modernidade política, social e cultural e do insubstituível papel das colectividades de cultura, recreio e desporto, pelo que se apela a todas as Colectividades e Associações de Cultura, Recreio, Desporto e Social que se associem a estas comemorações, dedicando ­ao longo deste ano ­um momento da vida associativa, a comemorar o Centenário da República.
Viva o Movimento Associativo Popular! Viva a República!
A Direcção da Confederação
e a Comissão Nacional Associativa para as Comemorações do Centenário da República
Lisboa, 25 de Janeiro de 2010
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