e morreu a 12fev1984
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1ª página do Jornal de Letras de 24dez2014
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Abro a página no seu centenário
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4009179361433&set=a.2912669309367.132818.1639690204&type=1&theater
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Uma entrevista com legendas em Português
https://www.youtube.com/watch?v=pEVPcj9f0mM
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Via sentido dos livros
http://sentidodoslivros.blogspot.pt/2014/08/o-centenario-de-julio-cortazar.html
quinta-feira, 21 de Agosto de 2014
O Centenário de Julio Cortázar
“Acreditar que a acção podia preencher ou que o somatório das acções podia realmente equivaler a uma vida digna desse nome era uma visão moralista. Valia mais renunciar, porque a renúncia à acção era o próprio protesto e não a sua máscara.”
Julio Cortázar in "Rayuela"
Em 1914, cerca de um mês depois da 1ª Guerra Mundial ter começado, nascia Julio Cortázar, perto de Bruxelas e longe da sua Argentina. Na verdade passaria parte significativa da sua vida longe do país a que chamava casa, tendo vivido em Paris desde 1951 até ao final da sua vida, em 1984.
Cortázar é um dos nomes cimeiros da literatura internacional do século XX, integrando nas suas obras um paradigma de literatura que sintetiza uma das principais características da sociedade actual: questionar, acima de tudo questionar. Cortázar questiona a forma, questiona o leitor, questiona os limites entre realidade e ficção, questiona os limites entre as diferentes ficções dentro das suas ficções. Ao lê-lo sentimos muitas vezes que vemos uma imagem dentro da imagem, mas não nos é claro qual é a imagem primordial. A obra de Cortázar é uma obra de descoberta, de um inteligente impacto emocional, porque Cortázar não caiu na armadilha de transformar a sua obra em teórica e distante do leitor.
Apesar da sua influência, Cortázar não é um nome devidamente reconhecido pelo grande público e muito menos o é em Portugal. Aproveitando o centenário do seu nascimento, que se comemorará no próximo dia 26, vou fazer uma série de posts sobre este autor, que culminará com uma crítica a “Rayuela”, a obra-prima de Cortázar.
E celebrar Cortázar em Portugal é sinónimo de celebrar o trabalho da Cavalo de Ferro, que se tem empenhado em publicar no nosso país a obra do autor, tendo este ano chegado às livrarias “Gostamos Tanto da Glenda” e “As Armas Secretas”. Até ao momento a Cavalo de Ferro publicou de Cortázar em Portugal:
Deixo-vos uma sugestão: a Fundação José Saramago dedica a edição deste mês da sua revista digital, a Blimunda, a Cortázar. Para terem acesso ao download da revista basta clicarem na imagem.
Espero-vos então nos próximos dias com a minha visão sobre Cortázar. Fiquem para já com as palavras de Pablo Neruda:
“Canta Cortázar su novena de imponente sombra argentina, en su iglesia de desterrado, y es difícil para los muchos el espejo de este lenguaje, que se pasea por los días cargado de besos veloces, escurriéndose como peces para brillar sin fin, sin par, en Cortázar, el pescador que pesca escalofríos”
Via Gisela Mendonça:

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via: http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/centenario-de-julio-cortazar-celebrado-em-todo-o-mundo-1667545
Centenário de Julio Cortázar celebrado em todo o mundo
A grande exposição Los Otros Cielos, que se inaugura nesta terça-feira no Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires, é a mais ambiciosa das muitas iniciativas que estão a assinalar, um pouco por todo o mundo, o centenário do escritor argentino Julio Cortázar, autor de Histórias de Cronópios e de Famas (1962) e do romance experimental Rayuela (1963).
Ponto alto do Ano Cortázar 2014, o programa de comemorações que o Estado argentino está a promover para celebrar o centenário de Julio Cortázar, a exposição Los Otros Cielos – cujo nome ecoa o título de um dos contos do livroTodos os Fogos o Fogo (1966) – atravessa toda a vida de Cortázar através dos arquivos pessoais que o autor deixou, e que incluem documentação vária, correspondência, fotografias, e mesmo filmes domésticos, rodados em super-8 e nunca antes mostrados no país, ou os móveis que o autor possuía na sua casa de Saignon, no Sul de França.
Organizada em 12 núcleos temáticos, a exposição que se inaugura nesta terça-feira no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) de Buenos Aires – no dia em que se cumprem exactamente cem anos sobre o nascimento do escritor em Ixelles, nos arredores de Bruxelas – está organizada de modo a tanto poder ser vista por uma ordem preestabelecida como de forma aleatória. Opção que decerto agradaria ao autor de Rayuela – o monumental romance experimental de Cortázar (edição portuguesa da Cavalo de Ferro, com o títuloO Jogo do Mundo – Rayuela), que também pode ser percorrido de vários modos, cada um deles correspondendo a uma obra diferente. Se se começar na primeira página, há um livro que acaba no capítulo 56, mas também é possível iniciar-se a leitura no capítulo 73 e, a partir daí, seguir-se as indicações deixadas no final de cada capítulo para se saber o que se deve ler a seguir.
O curador de Los Otros Cielos, Juan Becerra, explica que a exposição pretendeu corresponder à versatilidade do próprio Cortázar. “Foi um contista, um romancista, um viajante, um agitador político, um crítico de arte, um poeta”, disse Becerra à agência EFE, explicando que tentou “reconstruir essa figura cheia de matizes e que continua a cativar as novas gerações de leitores”.
Becerra vê em Cortázar “um escritor que se move como um aventureiro, que tem algo de Che Guevara e de Tintin”, e tentou que a exposição reflectisse essa sua característica: “Se há uma ideia geral que possa reunir numa só órbita os planetas que compõem Los Otros Cielos, é a ideia de inquietude.”
Complementando esta exposição, o MNBA inaugura também nesta terça-feira uma segunda mostra, intitulada Los Fotógrafos: Ventanas [janelas] a Julio Cortázar, que dá a ver o escritor através do olhar de fotógrafos profissionais, como o espanhol Antonio Gálvez ou as argentinas Sara Facio e Alicia D’Amico.
O programa de comemorações do centenário daquele a quem o ficcionista mexicano Carlos Fuentes, sublinhando o carácter revolucionário da sua obra, chamou “o Simón Bolívar do romance” incluirá um congresso internacional na Biblioteca Nacional argentina, Lecturas y Relecturas de Julio Cortázar, com núcleos temáticos que não esquecerão as muitas paixões de Cortázar, do cinema ao jazz e ao boxe, e ainda o programa RompeCortázar, no Palais de Glace (um edifício de Buenos Aires que reproduz o estilo francês da Belle Époque), que reúne trabalhos de escritores e artistas visuais a partir de oito histórias breves do autor de Bestiário (1951) e de outros volumes de contos, como As Armas Secretas (1959) ou Queremos Tanto a Glenda (1980). Os dois últimos acabaram de ser lançados em Portugal pela Cavalo de Ferro.
Também a Fundação José Saramago não quis deixar passar em claro o centenário de Cortázar, e dedica-lhe o número de Agosto da revista Blimunda(que pode ser descarregada gratuitamente), publicando um texto de Carlos Fuentes sobre o amigo argentino, um artigo de Dulce María Zuñiga, a coordenadora da cátedra Julio Cortázar na universidade mexicana de Guadalajara, uma entrevista com o catalão Carles Álvarez Garriga, um dos grandes especialistas na obra de Cortázar e organizador do livro póstumoPapéis Inesperados (2009), e um texto do jornalista brasileiro Ricardio Viel sobre os cem anos do “maior cronópio de todos” (os amigos e admiradores de Cortázar chamavam-lhe afectuosamente Cronópio-Mor).
E foi precisamente nas Histórias de Cronópios e de Famas que o cineasta argentino Julio Ludueña se inspirou para o seu filme de animação homónimo, que se estreia na quinta-feira em Buenos Aires.
Julio & Carol
Já em fase de conclusão está também o documentário Julio & Carol, do canadiano Tobin Darlymple, que investigou a história de amor de Cortázar e da sua segunda mulher, a escritora, activista e fotógrafa americana Carol Dunlop, com quem o escritor viveu em Paris. Darlymple recolheu um grande número de testemunhos e teve a sorte de conseguir encontrar a velha furgoneta Volkswagen Kombi em que Cortázar e Carol fizeram a viagem pela auto-estrada Paris-Marselha que está na origem do livro que o casal escreveria a meias: Los Autonautas de la Cosmopista (1982).
Via globo:
Julio Cortazar em Coyoacan, na Cidade do México, em março de 1983 - Renzo Gostoli/ Austral Foto
Nasci em Bruxelas, no dia 26 de agosto de 1914. Signo: Virgem. Meu planeta é Mercúrio e minha cor é o cinza (ainda que, a bem da verdade, eu prefira o verde). As circunstâncias do meu nascimento não foram extraordinárias, mas um tanto quanto pitorescas: nasci em Bruxelas como poderia ter nascido em Helsinque ou na Guatemala.” Com algumas variações, Julio Cortázar, cujo centenário de nascimento se completa na próxima semana, costumava repetir esta resposta sempre que lhe perguntavam sobre suas origens, lembrando a vinda ao mundo em meio à gritaria provocada pelos obuses do Kaiser Guiherme II durante a ocupação alemã, no início da Primeira Guerra Mundial. “Ironicamente, isso resultou em um dos homens mais pacifistas deste planeta”, brincava o escritor argentino, que morreu em fevereiro de 1984.
Virginiano como Jorge Luis Borges — que publicou pela primeira vez, no final da década de 40, o conto “Casa tomada”, do colega argentino, na revista “Sur” —, não raro, ao falar de si, Cortázar reiterava as características marcantes do signo: a personalidade prática, o espírito crítico, a percepção aguda, o grande poder de observação, a disciplina no trabalho e, principalmente, a busca constante. “Agora sei que não é assim, que Johnny persegue em vez de ser perseguido, que tudo que está lhe acontecendo na vida são azares do caçador, e não do animal acossado”, escreve Cortázar em “O perseguidor”, do livro “As armas secretas”, de 1959.
O conto é uma homenagem ao saxofonista Charlie Parker. Cortázar era um grande fã de jazz e costumava dizer que tentava escrever como um músico que executa um tema respeitando uma série de acordes, com fluência e liberdade criativa, atravessando compassos em diferentes pulsações rítmicas, seguindo um fluxo de improviso para evitar a todo custo a repetição. O jazz, com sua linguagem inventiva, era o parâmetro de criação artística, de busca e rebelião, do autor de “O jogo da amarelinha”, como observa Davi Arrigucci Jr. em “O escorpião encalacrado”.
“Acho que o elemento fundamental ao qual sempre obedeci é o ritmo. Não é a beleza das palavras, a melodia, nem as aliterações (embora às vezes tenha me divertido com elas, seguindo um pouco Mallarmé). O que me preocupa é a noção de ritmo. Para empregar um termo de jazz, o músico o envolve pelo lado do swing, do ritmo. É o que sempre tentei fazer nos meus contos. Tentei que a frase não diga apenas o que quer dizer, mas o diga de um modo que potencialize esse dizer, que o introduza em outras vertentes, não só na mente, mas na sensibilidade”, explicava o autor. “O conto tem que chegar fatalmente ao seu fim, como chega ao fim uma grande improvisação de jazz ou uma grande sinfonia de Mozart. Se não se detiver na hora certa, vai tudo para os diabos”
Cortázar em Barcelona, com García Márquez, Vargas Llosa e outros escritores, em 1971 - Divulgação
Quinze anos separam Cortázar de Borges, o outro ícone da literatura argentina do século XX.
— Borges gostava de espelhos, que é onde a gente vê a própria imagem, e de labirintos, onde a gente pode se esconder. Cortázar era a vida — afirma o escritor e tradutor Eric Nepomuceno, que lembra perfeitamente o primeiro contato com a obra do autor. — Foi em 1972. Uma argentina bonita, fotógrafa, me falou de Cortázar. Ela me deu de presente um livro de contos, “Bestiário”. Fiquei fascinado. Ninguém escrevia daquele jeito. Os temas até que podiam ter sido tratados antes, mas não naquela arquitetura. Entendi, de saída, que era um autor excepcional.
Nepomuceno, que traduziu “As armas secretas”, depois de cinco anos está terminando sua versão de “O jogo da amarelinha” — a nova tradução deve ser lançada em 2015 pela Civilização Brasileira, que publica a obra de Cortázar no Brasil.
— É, certamente, das obras mais monumentais da literatura latino-americana da segunda metade do século passado — afirma o tradutor, que conheceu Cortázar em 1973 e manteve, até o fim, contato permanente com o amigo “generoso, solidário e afetuoso”. — Ele nos ensinou uma carpintaria, uma arquitetura literária absolutamente libertária e extremamente rigorosa. Um mestre total.
Comparando a literatura ao boxe, outra de suas paixões — foi assunto no conto “Torito”, do livro “Final de jogo”, de 1956, e é uma fonte recorrente de metáforas em sua obra —, Cortázar ensinava que, enquanto no romance o leitor é vencido por pontos, o conto vence por nocaute. Esta é, sem sombra de dúvidas, uma das mais eficientes definições das características dos dois gêneros literários.
RESISTÊNCIA ÀS DITADURAS
Cortázar manobrava elementos convidando o leitor ao divertimento, ao lúdico, a jogar o jogo, a pular amarelinha, os jogos de armar, ou mesmo perseguir pessoas em jogos subterrâneos, a fim de escapar para outros mundos. “Para mim, a literatura é uma forma de brincar. A literatura é assim — um jogo, mas um jogo no qual a gente pode colocar a própria vida. Pode-se fazer tudo por esse jogo. Esta espécie de constante lúdica explica, se não justifica, muito do que escrevo ou vivo”, dizia o autor de “O jogo da amarelinha”.
Em seus contos e romances, Cortázar leva o leitor a entrar em seu universo atravessando arcos, pontes, jardins, galerias, utilizando o metrô e toda uma sorte de locais de passagem e possíveis vias de acesso, truques que permitem ao leitor permutar-se em personagens como Horácio Oliveira, Bruno ou o Axolote. “Como escrevo de uma fenda, estou sempre pedindo para que outros busquem as suas e espiem por dentro delas o jardim onde as árvores têm frutos que são, certamente, pedras preciosas. O monstrinho segue firme”, escreveu Cortázar no texto “Do sentimento de não estar de todo”.
— Cortázar era muito criativo, preocupado com a linguagem. Gostava de criar ilusões verbais, pensar a literatura. Por isso, foi, também, um bom ensaísta. A realidade para ele era um enigma, um código, uma mensagem cifrada — observa a editora e escritora Maria Amélia Mello, lembrando o impacto de “Bestiário”, seu primeiro Cortázar. — A leitura do conto “Casa tomada” foi uma viagem desconhecida, uma espécie de vertigem. Ainda tenho o exemplar e sempre volto a ele. E me vem sempre a emoção da descoberta.
Cortázar mudou-se com seus pais para a Argentina com quatro anos, e lá viveu até os 38 anos, quando migrou, em 1951, para Paris, descontente com a ditadura peronista que se instalava em seu país. “É famosa a campanha que foi movida contra mim por muitos de meus compatriotas argentinos, ao longo de uma porção de anos, pelo fato de eu não voltar ao país. O que sempre me chateou um pouco foi, isso sim, ver que aqueles que reprovavam a minha ausência da Argentina eram incapazes de perceber até que ponto a experiência europeia era positiva, e não negativa, para mim”, dizia ele. Argumentava que, à distância, podia compreender melhor a América Latina. “De longe, pois todo intelectual é um asilado em seu próprio país.”
Dentro de seu itinerário político, Cuba o fez despertar para a realidade do continente. A primeira viagem à ilha, em 1961, dois anos após a revolução liderada por Fidel Castro, mexeu profundamente com o escritor. “Cuba foi uma experiência catártica para mim. Descobri em Cuba um povo humilhado ao longo de sua história — os espanhóis, o machadismo, Fulgêncio Batista, os ianques e tudo mais — que havia recuperado a dignidade”, explicava.
Depois de Cuba, Cortázar mergulhou de cabeça na solidariedade à resistência contra as ditaduras na América Latina, integrando comissões, participando de congressos e de diversos atos em apoio às vítimas e em defesa dos presos políticos, do Tribunal Bertrand Russell, e viajando pela Bélgica, México, Itália e onde quer que fosse útil a sua participação.
Ele mesmo durante sua vida se transformou em um personagem. Do homem alto, magro, elegante, pernas compridas, bem barbeado e com a eterna cara de jovem, passou ao urso, com a barba espessa dos últimos anos, um pouco calcada na adoração por Che Guevara, pela Revolução Cubana, metamorfoseando-se em escritor engajado, como diziam na época, envolvido na luta de dimensões políticas em países como a Argentina, Chile, Uruguai e Nicarágua. Transmutou-se em hippie atravessando a autoestrada que une Paris a Marselha em uma Kombi, registrando detalhadamente tudo o que no caminho se via: plantas, bichos, erotismo, horizontes bucólicos, gastronomia.
LITERATURA AFETIVA E SOLIDÁRIA
Essas mutações ilustram um ponto fundamental: Cortázar era um homem genuinamente apaixonado pelo seu tempo, buscando participar ativamente de tudo quanto possível. Seu interesse estava ali, no presente, e não no passado ou no futuro, apesar de esses dois tempos serem frequentados eventualmente.
Era, também, apaixonado pelas pessoas. Fato comprovado pelos três tomos de correspondência que reúnem suas cartas aos amigos, o carinho e a nostalgia daqueles que o conheceram, os depoimentos de outros escritores, como Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa. Isso, somado ao fato de ter, de certa forma, desistido do gozo da vida nos dois anos finais, após a morte de seu último amor, Carol Dunlop, forma o registro de um homem demasiadamente humano.
Talvez nessa característica resida a melhor explicação para o fascínio exercido por Cortázar e sua obra.
— Seus livros têm sempre um caráter afetivo, compassivo, solidário e humano que os destacam no meio de literaturas que, num extremo, são frias e distanciadas, e, no outro, são melodramáticas e grandiloquentes — avalia o escritor Bráulio Tavares, destacando ainda outro aspecto. — Suas posições políticas sempre foram muito nítidas e bem argumentadas, e acho que isso somou positivamente ao debate da esquerda no continente. Sua visibilidade na Europa também teve esse lado positivo, de mostrar uma espécie de “Latinoamérica no exílio”. O aspecto lúdico de sua obra, onde a noção de jogo está sempre presente, o aproximou da escrita praticada por grupos como o Oulipo, de experimentadores de literatura combinatória.
Julio Cortázar, o enormíssimo cronópio, morreu no dia 12 de fevereiro de 1984, dois anos após Carol Dunlop, vítima de leucemia. Alguns biógrafos sustentam uma possível contaminação pelo vírus HIV após uma transfusão de sangue, algo que nunca foi provado. “Estou farto do meu corpo. A morte me golpeou no que mais amava e não tenho sido capaz de levantar-me e devolver-lhe o golpe com a simples atitude de voltar a viver. Há momentos em que a única realidade para mim é a tumba de Carol, para onde vou observar a passagem das nuvens e o tempo, sem ânimo para mais nada”, escreveu ele a um amigo.
Cassiano Viana, jornalista e editor da revista “Minotauro”, pesquisa desde 2004 a obra de Julio Cortázar, de quem escreveu uma biografia, ainda sem editora
Read more: http://oglobo.globo.com/cultura/livros/no-ano-do-centenario-julio-cortazar-celebrado-por-obra-inovadora-engajamento-politico-13696703#ixzz3BSlACMLi
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José Saramago:
Epígrafe da Blimunda #27, dedicada a Julio Cortázar, que pode ser descarregada de forma gratuita em:http://

https://www.facebook.com/fjsaramago/photos/a.113164772088281.17197.112209585517133/723572247714194/?type=1&theater
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“Ser valente é muito mais fácil do que ser homem.”
Frases - http://kdfrases.com
“Até agora, nunca tinha amado as suas amantes; havia algo nele que o levava a tomá-las demasiado depressa para ter tempo de criar a aura, a zona necessária de mistério e desejo que lhe permitisse organizar mentalmente aquilo que poderia um dia chamar-se amor.”
“No combate entre um texto apaixonante e seu leitor, o romance ganha sempre por pontos, enquanto o conto deve ganhar por nocaute.”
“Escrever é uma luta contínua com a palavra. Um combate que tem algo de aliança secreta.”
“Acostumaram-se a comparar as colchas, as portas, os abajures, as cortinas; os quartos dos hotéis.”
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Via pensador:
"Até agora, nunca tinha amado as suas amantes; havia algo nele que o levava a tomá-las demasiado depressa para ter tempo de criar a aura, a zona necessária de mistério e desejo que lhe permitisse organizar mentalmente aquilo que poderia um dia chamar-se amor."
"Cada vez irei sentindo menos,
e,
recordando mais."
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Editora Cavalo de Ferro:
1.
Papéis Inesperados
http://www.cavalodeferro.com/index.php?action=product_info&products_id=203
2.
sobre O jogo do Mundo - Rayuela
http://www.cavalodeferro.com/index.php?action=product_info&products_id=144
3.
Gostamos tanto da Glenda
http://www.cavalodeferro.com/index.php?action=product_info&products_id=247
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Via Citador:
"Até agora, nunca tinha amado as suas amantes; havia algo nele que o levava a tomá-las demasiado depressa para ter tempo de criar a aura, a zona necessária de mistério e desejo que lhe permitisse organizar mentalmente aquilo que poderia um dia chamar-se amor."






