e morreu a 12set1871
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Joaquim Guilherme Gomes Coelho
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“Há aparências de dureza
que ocultam tesouros de sensibilidade e de afecto.”
© Victor Bauer - Imagem
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12 de Setembro de 1871: Morre o escritor Júlio Diniz, pseudónimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, autor de "A Morgadinha dos Canaviais".
Escritor português, Júlio
Dinis é o pseudónimo literário mais conhecido de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, entre os vários que o autor adotou ao longo da sua carreira literária. Nasceu a 14 de novembro de 1839, no Porto, e morreu a 12 de setembro de 1871, na mesma cidade. Licenciou-se em Medicina, mas dedicou-se sobretudo à literatura, podendo ser considerado como um escritor de transição, situado entre o fim do Romantismo e o início do Realismo. É autor de poesias, peças de teatro, textos de teorização literária, mas destaca-se sobretudo como romancista, deixando em pouco mais de trinta e dois anos de vida uma produção original e inovadora, que contribuiu grandemente para a criação do romance moderno em Portugal.Órfão de mãe aos seis anos, estudou na Academia Politécnica a partir de 1853, onde se relacionou com o poeta portuense Soares de Passos, e ingressou na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, em 1855, ano em que dois irmãos seus morrem, vítimas da tuberculose. Por essa altura, entrou para um grupo de teatro, o "Cenáculo", e escreveu as suas primeiras peças de teatro, que viriam a ser postumamente reunidas nos três volumes do Teatro Inédito, em 1946-1947. Em 1860, ano da morte de Soares de Passos, abandonou o "Cenáculo" e estreou-se na revista A Grinalda com poesias românticas que viriam a fazer parte das Poesias (1870). Em 1861, concluiu o curso de Medicina. Nos dois anos seguintes, publicou em folhetim no Jornal do Porto alguns dos contos que seriam postumamente compilados em Serões da Província, assinando ora Júlio Dinis, ora Diana de Aveleda. Em 1863, passou uma temporada em casa de familiares, em Ovar, para se tratar da tuberculose, declarada um ano antes. Aí, descobre os encantos da vida rural, que estará presente em grande parte das suas obras - Júlio Dinis foi principalmente um escritor de espaços, oferecendo-nos quadros onde revela uma preocupação pela veracidade nas descrições das aldeias, dos ambientes e caracteres, e na evolução da intriga. Em 1865, ingressou na Escola Médico-Cirúrgica, onde se formara, como demonstrador. O seu primeiro romance, As Pupilas do Senhor Reitor, é publicado em folhetins no Jornal do Porto, em 1866, e em volume um ano depois. Seguem-se-lhe, em 1868, Uma Família Inglesa (retrato da vida citadina, dando especial relevo à pequena burguesia nascente) e A Morgadinha dos Canaviais, no mesmo ano em que As Pupilas do Senhor Reitor, adaptadas ao teatro, são representadas no Teatro da Trindade. Em 1869, parte para a Madeira, em busca de uma melhoria do seu estado de saúde, regressando, um ano depois, ao Porto, onde publica os Serões da Província. No mesmo ano, concluiu o seu quarto romance, Os Fidalgos da Casa Mourisca, cujas provas tipográficas já não acabará de rever. Em 1871, no mesmo ano em que as Pupilas do Senhor Reitor são representadas no Rio de Janeiro, assinalando já a celebridade do escritor além fronteiras, morre prematuramente, vítima da tuberculose. Em 1874, surge o volume póstumo das Poesias e, em 1910, a compilação de textos narrativos e teóricos Inéditos e Esparsos.
Júlio Dinis
- cujo conhecimento da língua e da cultura inglesas (a sua mãe era de ascendência irlandesa) lhe possibilitou a leitura de novelistas como Jane Austen, Richardson, Thackeray e Dickens, cujas obras são marcadas pelo realismo psicológico - deixou uma produção romanesca eivada de componentes realistas e românticos. Assim, se a sua conceção do romance, exposta em Inéditos e Esparsos, baseada na lentidão da narrativa, na averiguação da verdade, no tratamento de temas familiares e quotidianos, o aproxima da estética realista, a idealização do campo, da mulher, da família, a tendência para a solução harmoniosa dos conflitos, o pendor moralizador dos desfechos das intrigas, o otimismo do seu ideal social, em que felicidade amorosa e harmonização social são indissociáveis, têm ressonâncias românticas.
Fontes:Júlio Dinis.
In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora,
2003-2013.
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nasce 14noVEMbro1839:
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/11/14-de-novembro-de-1839-nasce-o-escritor.html?fbclid=IwAR3yII7ab6HWBfcGHFPlhpBJyd7Sy8ZKcoOTb70G5c0tJI1Q3mF1QYWzebk
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VIA CITADOR:
"Há poucas coisas tão fatalmente contagiosas como a alegria das pessoas sérias."
"Mais se aprende na leitura meditada de um só livro, de que no folhear, levianamente, milhares de volumes."
"Procura ser tão gentil, tão atraente e tão sedutor na intimidade de tua mulher, como se, de cada vez que te aproximares dela, tivesses de novo de a conquistar."
"O homem dá a vida pelo amor, e julga não ter dado nada."
"A bondade é um rico manancial, que brota lágrimas ao toque da menor comoção."
"O instinto feminino é o mais próprio para descobrir o lado acessível de certos caracteres azedos e para movê-los sem os magoar."
"A mulher sem as fraquezas do coração próprias do sexo não é uma mulher perfeita."
"Há uma idade em que a mulher gosta mais de ser namorada do que amada. Entre um amor recatado e reverente e um galanteio indiscreto e ostensivo, não hesita: prefere o segundo. O que lhe enche o coração não é o amor; é a vaidade."
"As mulheres não podem amar um homem em quem os olhares da mais afectuosa simpatia não insinuam calor ao coração."
"Com o amor dá-se o mesmo que com o vinho. Perdoem-me as leitoras o pouco delicado da confrontação; mas bem vêem que ambos embriagam."
"Se nos dermos de coração a uma quimera, se ela, nas formas vagas e aéreas que reveste, nos sorrir e namorar, em vão julgamos tê-la pelo que verdadeiramente é; há sempre um ou outro momento em que a acreditamos realizável e até realizada."
"A nossa natureza é feita assim. Adquirido o hábito do mal, até o mal, até a dor, lhe é indispensável."
"A publicação de um livro, por muito proveito e glória que traga a um autor, é sempre uma espécie de profanação desses filhos queridos da fantasia, que ele velava e acalentava com um verdadeiro amor de pai."
"Não sei que moda anda agora de se não considerar o choro como a mais eloquente expressão do pesar! Eu por mim, é dos sinais em que deposito mais fé."
"Não tenteis a louca empresa de aniquilar o sentimento, espíritos áridos que infundadamente o temeis, como coisa desconhecida à vossa alma seca e estéril. Quem deveras confia nos destinos da humanidade não tem medo das lágrimas. Pode-se triunfar, com elas nos olhos."
"É um ensino eficaz o do infortúnio."
"Em certa idade as diversões não distraem, afligem. Vive-se do passado, e para que o pensamento o retrate, é mister que o remorso lhe dê a limpidez do lago tranquilo."
"Há uma idade em que a mulher gosta mais de ser namorada do que amada. O que lhe enche o coração não é o amor, é a vaidade."
"Os afectos generosos estendem a sua generosidade aos sentimentos dos outros corações, ainda quando lhes são opostos."
"A aurora do amor é a quadra de devaneios e fantasias, em que a vida do coração principia e exerce sobre nós o seu mágico influxo."
"Saber sacrificar tudo a um dever é a principal e mais difícil ciência que nós temos de aprender na vida."
"O defeito das mulheres é não poder imaginar que haja sobre o carácter e a boa ou má disposição de um homem outra influência que não seja a da mulher."
"A loucura é inseparável do homem; umas vezes toma-lhe a cabeça e deixa-lhe em paz o coração, que nunca se empenha no desvairar a que ela é arrastada; outras vezes há na cabeça a frieza da razão e ao coração desce a loucura para o perturbar com afectos."
"Quando se não chora, parece que as lágrimas nos caem todas cá dentro e queimam; e o padecimento é então de morte."
"Em todas as separações tem mais amargo quinhão de dores o que fica, que o que vai partir."
"Em todos os homens a consciência tem só uma maneira de ser. Reprova sempre o mal, aponta sempre a culpa."
"O amor é um som que reclama um eco."
"Um amor bem verdadeiro, uma vida bem íntima com uma mulher, a quem se queira como amante, que se estime como irmã, que se venere com mãe, que se proteja como filha, é evidentemente o destino mais natural ao homem, o complemento da sua missão na terra."
"Ninguém sabe porque ama ou porque não ama. É uma coisa que se sente, mas que não se explica."
"Há aparências de dureza que ocultam tesouros de sensibilidade e de afecto.
"Às vezes os sentimentos melancólicos trazem consigo algum prazer também, um prazer suave, íntimo, consolador.