01/12/2014

9.149.(1dez2014.14.14') João de Deus. VIVAaaaaaaaaaa o centenário do Jardim Escola João de Deus d' ALCOBAÇA que vos abRRaça

20jan2015
Jantar do centenário
Cantar dos parabéns...
Via JERO:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10202782057227116&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=1&theater
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Via tintafresca.net
ACSIA apoia decoração das montras da cidade
    Jardim- Escola João de Deus de Alcobaça comemora o 100º aniversário
       
                Crianças do Jardim Escola João de Deus
    O Jardim- Escola João de Deus de Alcobaça comemora este ano o seu 100º aniversário.

       A ACSIA, em apoio ao Jardim-Escola João de Deus de Alcobaça, propõe aos comerciantes da Cidade e do concelho de Alcobaça, com o objetivo de comemorar os seus 100 anos de relevante serviços no Ensino, a participação na decoração das montras ou espaços comerciais, com motivos e materiais alusivos a esta Escola e à sua tão longa permanência na cidade. A decoração das montras deverá decorrer entre os dias 2 e 7 de março de 2015.

       O Jardim Escola João de Deus de Alcobaça, disponibiliza material decorativo, caso os comerciantes não tenham. Alguns dos adereços podem ser de familiares que passaram por esta escola ou algo que simbolize a escola.

      No dia 7 de março, pelas 17h30, decorrerá uma cerimónia comemorativa do Centenário, nas instalações da Escola.

        Para mais informações, os contactos podem ser direcionados para Ana Luísa Silva, do Jardim Escola João de Deus (262582452) ou para a ACSIA (262598449).
    24-02-201
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    10mar2015 ficou assim

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1617223221826135&set=pcb.1617223815159409&type=1&theater
    via foto do Carlos Amado
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    26jan2015
    Estamos em plenas comemorações do centenário do jardim João de Deus
    em Alcobaça
    mas a Av. João de Deus é 1 festival de buracos...Há que pavimentar!
    Ali tão perto da sala de visitas!!!
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    Via face do Rúben da Luz

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205574413580920&set=a.4803645130263.189055.1270166273&type=1&theater
    Não, não é Sarajevo nem Trípoli. Avenida João de Deus, em Alcobaça. Passar aqui faz doer as costas.
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    https://www.facebook.com/502118593150275/photos/a.502250306470437.122270.502118593150275/502250316470436/?type=1&theater
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    Via Carlos Gil Moreira
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205256176433328&set=a.1240637705442.2036762.1514292934&type=1&fref=nf
    Recordar é viver - CENTENÁRIO DO JARDIM-ESCOLA JOÃO DE DEUS de ALCOBAÇA
    Faz hoje 100 anos que foi inaugurado no Rossio, o nosso Jardim-Escola, com projecto do Arq. Raul Lino.
    Quando do lançamento da primeira pedra, o alcobacense Augusto Rodolfo Jorge (1847-1920), que veio a ser Presidente da Comissão Administrativa desta instituição, pronunciou um discurso, do qual realço estas palavras: "Está lançada a primeira pedra para o edifício do Jardim-Escola de Alcobaça. Fica sendo o terceiro do país. Junto do nosso grandioso Mosteiro, ele ficará demonstrando aos seus visitantes nacionais e estrangeiros que Alcobaça acordou enfim do seu sono letárgico, e que deseja colocar-se a par das terras mais civilizadas elevando-se e engrandecendo-se moral e materialmente, e produzindo tudo quanto possa concorrer para o supremo bem, que é a ansiosa aspiração dos modernos povos."
    O edifício e o ajardinamento murado e gradeado que o cercava, foram destruídos com o propósito de implementar no Rossio a solução de ajardinamento do Arq. João Vaz Martins, a qual não estava ainda totalmente finalizada quando da visita da Rainha Isabel II, em 20 de Fevereiro de 1957.
    As novas instalações do Jardim-Escola foram reconstruídas utilizando o mesmo projecto do Arq. Lino em 1956, nos terrenos da Gafa.

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    Via BOM DIA ALCOBAÇA ( do JERO)
     (A fotografia que ilustra o texto pertence ao espólio do antigo Grupo de Fotografia da ADEPA, por reprodução dum original cedido em 1979, por Virgínia M. da Silva Oliveira. A sua autoria é alegadamente dum fotógrafo A. Dias, de Alcobaça, sendo coletânea da inauguração do edifício. Foi uma das muitas mostradas na Exposição "Alcobaça, as Pedras e as Gentes", no Refeitório do Mosteiro, em Abril de 1980)
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    página do face:
    https://www.facebook.com/pages/Jardim-Escola-Joao-de-Deus-de-Alcobaça
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    blogue:
    http://joaodeusalcobaca.blogspot.pt/
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    Foto respigada, do face, da Inês Arinto
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    João de Deus nasceu a 1830
    e morreu a 11jan1896
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    11 de Janeiro de 1896: Morre o poeta João de Deus, autor de "Campo de Flores" e criador do método de leitura "Cartilha Maternal".

    Poeta e pedagogo, João de Deus de Nogueira Ramos nasceu a 8 de março de 1830, no Algarve, e morreu a 11 de janeiro de 1896, em Lisboa.
    Depois de ter frequentado, durante dez anos, o curso de Direito em Coimbra (onde foi uma das figuras mais destacadas da boémia estudantil da época e se relacionou com alguns elementos da Geração de 70, sobretudo Antero de Quental e Teófilo Braga), de ter dirigido em Beja, entre 1862 e 1864, o jornal O Bejense (onde publicou muitas das suas primeiras poesias), e de ter iniciado a prática de jurisconsulto, foi eleito deputado, em 1868, por Sines. Mudou-se para Lisboa, onde continuou a frequentar ambientes de boémia literária. Colaborou em vários jornais e revistas, como O Académico, Anátema, O Ateneu, Ciências, Artes e Letras, O Fósforo, Gazeta de Portugal, A Grinalda, Herculano, Prelúdios Literários e Revista de Coimbra. Por volta de 1868-1869, coligiu as suas poesias no volume Flores do Campo, a que se seguiram Ramo de Flores (1869), Folhas Soltas (1876), Despedidas do verão (1880) e Campo de Flores (1893). No seguimento da sua nomeação para o cargo de comissário-geral do ensino da leitura, viria a desempenhar um papel social e cultural da maior distinção, revelando-se decisivos os seus esforços para a alfabetização de camadas cada vez mais alargadas da população portuguesa. A publicação, em 1876, da célebre Cartilha Maternal, método de ensino da leitura verdadeiramente revolucionário no panorama pedagógico nacional, constituiu um marco importante desse processo. Devido, em parte, à sua ação de pedagogo, em 1895 foi agraciado com várias homenagens à escala nacional, entre as quais a de sócio-honorário da Academia Real das Ciências e do Instituto de Coimbra.
    Como poeta, João de Deus situou-se num momento em que a via ultrarromântica estava já a esgotar-se, mas, apesar do apreço que lhe manifestavam autores como Antero de Quental, não se identificou com as preocupações filosóficas e sociais da Geração de 70. De facto, a temática dominante da sua obra poética afastou-o da nova corrente. O seu lirismo intimista versa constantemente sobre o amor, e por vezes perpassa um sentido de plácida religiosidade, exprimindo-se sempre num estilo simples. A sua obra abrange vários géneros, da ode à elegia, do epigrama à fábula, passando pelo soneto. João de Deus, que Antero considerava, já em 1860, "o poeta mais original do seu tempo", defendeu e praticou um lirismo depurado, inspirado, a exemplo de Garrett, na lírica tradicional portuguesa e na obra camoniana, de onde recuperaria o soneto como um dos seus géneros de eleição.
    Fontes: Infopédia
    wikipedia (imagens)



    Cartilha Maternal

     https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/11-de-janeiro-de-1896-morre-o-poeta.html?fbclid=IwAR1DGtCVSbVYX84XmqvWu_WoYbeT2hZ4xO2XTSt5DIFgL73spXklJQTn_QU
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    Via Citador

    http://www.citador.pt/poemas/amote-muito-muito-joao-de-deus

    Beijo

    Beijo na face
    Pede-se e dá-se:
                 Dá?
    Que custa um beijo?
    Não tenha pejo:
                 Vá!

    Um beijo é culpa,
    Que se desculpa:
                 Dá?
    A borboleta
    Beija a violeta:
                 Vá!

    Um beijo é graça,
    Que a mais não passa:
                 Dá?
    Teme que a tente?
    É inocente...
                 Vá!

    Guardo segredo,
    Não tenha medo...
                 Vê?
    Dê-me um beijinho,
    Dê de mansinho,
                 Dê!

    *

    Como ele é doce!
    Como ele trouxe,
                 Flor,
    Paz a meu seio!
    Saciar-me veio,
                 Amor!

    Saciar-me? louco...
    Um é tão pouco,
                 Flor!
    Deixa, concede
    Que eu mate a sede,
                 Amor!

    Talvez te leve
    O vento em breve,
                 Flor!
    A vida foge,
    A vida é hoje,
                 Amor!

    Guardo segredo,
    Não tenhas medo
                 Pois!
    Um mais na face,
    E a mais não passe!
                 Dois...

    *

    Oh! dois? piedade!
    Coisas tão boas...
                 Vês?
    Quantas pessoas
    Tem a Trindade?
                 Três!

    Três é a conta
    Certinho, e justa...
                 Vês?
    E que te custa?
    Não sejas tonta!
                 Três!

    Três, sim: não cuides
    Que te desgraças:
                 Vês?
    Três são as Graças,
    Três as Virtudes;
                 Três.

    As folhas santas
    Que o lírio fecham,
                 Vês?
    E não o deixam
    Manchar, são... quantas?
                 Três!

     in 'Campo de Flores' 
    *

    O Dinheiro

    O dinheiro é tão bonito,
    Tão bonito, o maganão!
    Tem tanta graça, o maldito,
    Tem tanto chiste, o ladrão!
    O falar, fala de um modo...
    Todo ele, aquele todo...
    E elas acham-no tão guapo!
    Velhinha ou moça que veja,
    Por mais esquiva que seja,
                                Tlim!
                                Papo.

    E a cegueira da justiça
    Como ele a tira num ai!
    Sem lhe tocar com a pinça;
    E só dizer-lhe: «Aí vai...»
    Operação melindrosa,
    Que não é lá qualquer coisa;
    Catarata, tome conta!
    Pois não faz mais do que isto,
    Diz-me um juiz que o tem visto:
                                Tlim!
                                Pronta.

    Nessas espécies de exames
    Que a gente faz em rapaz,
    São milagres aos enxames
    O que aquele demo faz!
    Sem saber nem patavina
    De gramática latina,
    Quer-se um rapaz dali fora?
    Vai ele com tais falinhas,
    Tais gaifonas, tais coisinhas...
                                Tlim!
                                Ora...

    Aquela fisionomia
    É lábia que o demo tem!
    Mas numa secretaria
    Aí é que é vê-lo bem!
    Quando ele de grande gala,
    Entra o ministro na sala,
    Aproveita a ocasião:
    «Conhece este amigo antigo?»
    — Oh, meu tão antigo amigo!
                                (Tlim!)
                                Pois não!

    in 'Campo de Flores' 
    *

    Mãe e Filho

    Primícias do meu amor!
    Meu filhinho do meu seio
    Tenro fruto que à luz veio
    Como à luz da aurora a flor!

    Na tua face inocente,
    De teu pai a face beijo,
    E em teus olhos, filho, vejo
    Como Deus é providente;

    Via em lâmina dourada
    O meu rosto todo o dia,
    E a minha alma não havia
    De a ver nunca retratada?

    Quando o pai me unia à face
    E em seus braços me apertava,
    Pomba ou anjo nos faltava
    Que ambos juntos abraçasse!

    Felizmente Deus que o centro
    Vê da Terra e vê do abismo,
    Que bem sabe no que eu cismo,
    Na minha alma um altar viu dentro:

    Mas com lâmpada sem brilho,
    Sem o deus a que era feito...
    Bafeja-me um dia o peito,
    E eis feito o meu gosto, filho!

    Como em lágrimas se espalma
    Dor íntima e se esvaece
    De alma o resto quem pudesse
    Vazar todo na tua alma!

    Mas em ti minha alma habita!
    Mas teu riso a vida furta...
    Mas que importa! (morte curta!)
    Se um teu beijo ressuscita!

    in 'Campo de Flores' 
    *

    Amo-te Muito, Muito!

    Amo-te muito, muito!
    Reluz-me o paraíso
    Num teu olhar fortuito,
    Num teu fugaz sorriso!

    Quando em silêncio finges
    Que um beijo foi furtado
    E o rosto desmaiado
    De cor-de-rosa tinges,

    Dir-se-á que a rosa deve
    Assim ficar com pejo
    Quando a furtar-lhe um beijo
    O zéfiro se atreve!

    E às vezes que te assalta
    Não sei que idem, jovem,
    Que o rosto se te esmalta
    De lágrimas que chovem;

    Que fogo é que em ti lavra
    E as forças te aniquila,
    Que choras, mas tranquila,
    E nem uma palavra?...

    Oh! se essa mudez tua
    É como a que eu conservo
    Lá quando à noite observo
    O que no céu flutua;

    Ou quando à luz que adoro
    Às horas do infinito,
    Nas rochas de granito
    Os braços cruzo e choro;

    Amamo-nos! Não cabe
    Em nossa pobre língua
    O que a alma sente, à mingua
    De voz... que só Deus sabe!

    in 'Campo de Flores'