NÃO ESQUECEMOS!!!...os "democráticos" POLÍTICOS que apoiam os exploradores dos recursos naturais...fomentam as guerras...República Democrática do Congo...
https://www.facebook.com/teleSUR/videos/10155350943846179/?hc_ref=ARSJ2XtybIa3JMh-x1hBu0N_fD0dXWVqev8W_wi5hhAW8cvUi4fruUA4SreHzHx960E
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Vários dias...
dia da RESISTÊNCIA INDÍGENA...a violência em nome da civilização continua a massacrar...
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Massacres na Palestina
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/05/79675maio20141730-palestina5-criancas.html
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12noVEMbro1991
Massacre de Santa Cruz, em Timor.
http://www.youtube.com/watch?v=RkPVbhScpPM
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16jun1960
terrível massacre de Mueda- guerra colonial-norte de Moçambique
Jaime Neves...1 dos heróis do 25 de novembro...
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No livro "Guerra Colonial", de Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes (Ed. Diário de Notícias), afirma-se que "no dia 16 de Junho de 1960 (....) reuniram-se em Mueda milhares de agricultores da região para exigirem do Governador, presente no local, a melhoria das condições de vida e a possibilidade de criação de cooperativas. Depois de mais de quatro horas de reunião sem qualquer acordo, as autoridades acabaram por dispersar a multidão com recurso às armas, o que se traduziu por verdadeiro massacre, julgando-se que possam ter morrido cerca de meio milhar de pessoas" (pág. 106).
http://assimvaiomundo.blogspot.com/2012/02/mueda-mocimboa-do-rovuma.html
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16jun1976...+1 terrível massacre: Soweto-África do Sul
revolta estudantil do Soweto que
Constitui um marco importante no declínio e derrube do sistema de apartheid que então existia na África do Sul e mediante o qual a lei legalizava e institucionalizava a descriminação racial para com as pessoas de cor negra, ainda que estas fossem a esmagadora maioria da população.
Em 16 de junho de 1976, milhares de jovens sul-africanos revoltaram-se no município de Soweto, África do Sul, contra a decisão do governo branco da altura em impor a língua afrikaans como língua obrigatória do ensino, juntamente com o inglês.. Tratava-se de uma medida humilhante e cruel porque o afrikaans não era vista como a língua do opressor", mas ainda porque os estudantes negros falavam pouco ou mal este idioma, surgido do holandês.
"Os alunos não conseguiam aprender em afrikaans e os professores não podiam ensinar nesta língua", explicou Pandor, que vivia no exílio na época da rebelião. "Era uma política estúpida", mediante a qual o governo do apartheid esperava "impor a sua ideologia", acrescentou. Na manhã de 16 de junho de 1976, milhares de estudantes invadiram as ruas de Soweto, em protesto.
A manifestação começou em calma, mas a dada altura a polícia abriu fogo. O primeiro a cair foi Hector Pieterson, de 13 anos. A foto de seu corpo, carregado por um amigo com o rosto coberto de lágrimas, deu a volta ao mundo.
Os estudantes responderam atirando pedras. A polícia e as autoridades responderam então com um verdadeiro massacre de que resultou a morte de mais 500 jovens estudantes negros.
Aquele dia deu origem a uma onda de indignação no exterior e marcou na África do Sul o ponto de partida de uma rebelião que se espalhou por todo o país e em poucas semanas deixou centenas de mortos.
"Os acontecimentos deste dia tiveram repercussões em todos os municípios da África do Sul. Os funerais das vítimas das violências do Estado se tornaram locais de motins nacionais. Subitamente, os jovens sul-africanos assumiram um espírito de protesto e rebelião", escreveu nas suas memórias o ex-presidente sul-africano e Prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela.
Embora esta decisão de impor o afrikaans tenha sido um detonador, esta revolta traduziu também um agudo sentimento de frustração e uma profunda cólera. Foi a conseqüência de uma segregação racial sistemática, acentuada por um contexto econômico difícil depois da euforia dos anos 60, cujas conseqüências foram pagas em primeiro lugar pelos negros.
O massacre de Soweto, perpetrado pelo regime racista da África Sul nos subúrbios de Joanesburgo – na cidade-dormitório de Soweto, verdadeira reserva de força de trabalho negro para as minas de ouro foi a resposta do regime racista para a revolta contra as condições infra-humanas em que vivia a sua população, contra a falta de direitos, contra o racismo. Na África do Sul de então a vida de um negro nada significava para o poder político.
O Soweto ficou como símbolo da resistência ao appartheid e tornou-se um estigma que levou ao isolamento dos racistas, à sua condenação, e ao princípio do fim de um regime execrável.
https://abaciente.blogspot.com/2010/06/16-de-junho-de-1976-deu-se-o-massacre.html
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17abril1996 - el dorado dos Carajás - Brasil
efeméride, em homenagem aos 19 trabalhadores do MST assassinados pela polícia

O Dia Internacional da Luta Camponesa é assinalado hoje, por iniciativa da Via Campesina Internacional, organização na qual participa a CNA, em homenagem às vítimas da repressão da polícia militar que provocou a morte de 19 trabalhadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O que viria a ser conhecido como o «Massacre de Eldorado» ocorreu em Eldorado dos Carajás, no estado do Pará, Brasil, quando mais de mil trabalhadores do MST, numa marcha de protesto contra a demora da desapropriação de terras na rodovia PA-150, foram brutalmente reprimidos pela polícia militar, que disparou e matou 19 pessoas.
Em comunicado, a CNA diz que associou-se às iniciativas que hoje decorrem um pouco por todo o mundo em homenagem às vítimas, tendo ainda realizado ontem um debate, em Coimbra, com vários convidados.
No âmbito das comemorações, a CNA salienta ainda que este ano deverá ser votada no plenário das Nações Unidas a Declaração dos Direitos dos Camponeses e Camponesas, que considera ser «uma ferramenta estratégica no sistema legal internacional para a defesa dos camponeses/as de todo mundo, nomeadamente da agricultura familiar e, ao mesmo tempo, para a sustentabilidade da humanidade e do planeta».
https://www.abrilabril.pt/internacional/cna-assinala-massacre-de-eldorado***
4maio1978
Massacre de Cassinga
A
4 de Maio de 1978, tropas especiais do regime racista sul-africano,
helitransportadas e com o apoio da força aérea, atacaram o campo de
refugiados namibianos em Cassinga, no Sul de Angola, a cerca de 250
quilómetros da fronteira com a Namíbia. Massacraram centenas de pessoas –
houve pelo menos 600 mortos e 350 feridos graves –, mulheres, crianças e
velhos indefesos, antes de se retirarem, forçadas pela chegada de
forças internacionalistas cubanas, que lutavam ao lado do exército
angolano.
Estacionados
a cerca de 15 quilómetros de Cassinga, os cubanos acudiram em defesa do
acampamento, tendo sido flagelados pelos aviões inimigos e sofrido 16
mortos e 76 feridos. A intervenção «impediu o extermínio total dos
refugiados, já que os sul-africanos se retiraram sem combater»,
descrevem, hoje, intervenientes. Na operação «participaram 12 aviões
Mirage, quatro C-130 e oito helicópteros da força aérea sul-africana,
que bombardearam e metralharam quem estava no acampamento». As forças
cubanas resgataram os sobreviventes, cerca de três mil refugiados.
Os
sul-africanos atacaram, na mesma altura, em Chetequera, no Cunene
angolano, uma base da SWAPO (Organização do Povo do Sudoeste Africano), o
movimento de libertação nacional namibiano dirigido por Sam Nujoma, que
haveria de ser, a partir de 1990, o primeiro presidente do país
libertado.
O
40.º aniversário do Massacre de Cassinga foi agora comemorado em
Angola, na Namíbia e em Cuba, tendo merecido destaque na imprensa dos
três países.
O
presidente angolano, João Lourenço, deslocou-se a Windhoek para
assinalar a efeméride e homenagear as vítimas. Foi distinguido pelo seu
homólogo namibiano, Hage Geingob, com a mais alta condecoração do país.
«Os
namibianos mantiveram o ímpeto da sua luta de libertação, apesar do
massacre no campo de refugiados de Cassinga pelos racistas
sul-africanos», lembrou João Lourenço durante a cerimónia. «Foi um facto
trágico na sua história, insuficiente para impedir a vitória namibiana
contra a ocupação colonial do regime do apartheid», considerou.
Já
o presidente Hage Geingob reafirmou que Angola e a Namíbia são vizinhos
fraternos e unidos por laços históricos, de cultura e de sangue.
O
4 de Maio é feriado nacional na Namíbia, que partilha com o seu vizinho
do Norte mais de 1300 quilómetros de fronteira. Como escreveu o Jornal de Angola, em Luanda, «a
data reveste-se de um grande simbolismo, não apenas para Angola e para a
Namíbia, mas para o continente». O diário sublinha que além de «um hino
à resistência contra o regime segregacionista do apartheid», o 4 de Maio «entrou para a história da África Austral» como símbolo da solidariedade entre os povos.
Luanda
e Windhoek anunciaram que vão construir memoriais para homenagear as
vítimas do massacre sul-africano, um em Cassinga e outro em Chetequera.
Os
40 anos do massacre foram, nestes dias, também assinalados em Havana.
Foram enaltecidos os laços de amizade que unem os povos de Cuba e da
Namíbia, bem como as actuais relações de cooperação entre os dois
estados. E recordado que crianças e jovens sobreviventes de Cassinga
foram para Cuba receber formação gratuita, na primeira escola criada na
Ilha da Juventude para apoiar a SWAPO.
http://www.avante.pt/pt/2319/internacional/149891/O-Massacre--de-Cassinga.htm*** 1948
70 ANOS DO MASSACRE DE DEIR YASSIN
Por Lúcia Rodrigues
Por Lúcia Rodrigues
O massacre de Deir Yassin, como ficou conhecida a primeira carnificina promovida por Israel contra palestinos, completou 70 anos na passada segunda-feira (9). Na mesma data, em 1948, a aldeia de Deir Yassin, localizada a oeste de Jerusalém, foi dizimada por 120 sionistas que invadiram todas as casas e abriram fogo contra os seus moradores.
O vilarejo contava à época com 610 habitantes, mas servia de refúgio para outros palestinos. Os terroristas israelitas não pouparam nem crianças nem idosos. Como a aldeia estava localizada na área determinada pela ONU (Organização das Nações Unidas), para abrigar o Estado da Palestina, os seus moradores julgavam-se a salvo de ataques israelitas.
Em 29 de Novembro de 1947, as Nações Unidas haviam decidido criar dois Estados, um palestino e outro israelita. E Jerusalém seria uma espécie de território internacional. O massacre de Deir Yassin, assim como todos os demais, provou que Israel nunca respeitou essa decisão.
A limpeza étnica promovida por Israel a partir do massacre de Deir Yassin não cessou até hoje, mas teve o seu ápice durante a Nakba (catástrofe em árabe), que ocorreu em 15 de Maio de 1948, quando aproximadamente 15 mil palestinos foram mortos e 800 mil foram expulsos de suas casas pelas forças de repressão israelita.
Dois grupos judeus arquitectaram o massacre de Deir Yassin: o Irgun, do qual faria parte o posterior primeiro-ministro Menachem Begin, e o Lehi. Um terceiro grupo judeu, chamado Hagana, condenou o ataque, mas ninguém foi responsabilizado pela carnificina.
Fonte: Ibraspal
https://www.facebook.com/960198530674380/photos/a.960209104006656.1073741828.960198530674380/2053389058021983/?type=3&theater
Massacres na Guatemala
245 mil pessoas foram assassinadas ou desaparecidas
3abril2018
Morre impune o ditador José Efraim rios montt, processado pela matança de milhares de indígenas na Guatemala.
Por que é considerado o ditador mais sangrento da América Latina?
https://www.facebook.com/teleSUR/videos/10155347233546179/
***Massacres no México
*
1abril2017
Os esquadrões da morte femininos conhecidos como "As Meninas Magras" estão silenciosamente se infiltrando nas brutais guerras de drogas do México e usando o encanto, apelo sexual, charme e beleza para matar seus rivais. As informações são do Daily Mail
https://noticias.r7.com/internacional/fotos/mulheres-assassinas-cometem-massacres-no-mexico-apos-atrairem-as-vitimas-com-charme-e-beleza-01042017#!/foto/1*
9ouTubro2016
Um relatório divulgado no dia 9-10-2016 sobre dois massacresperpetrados por membros do cartel Los Zetas no México, entre 2010 e 2011, revelou a escala da violência associada ao narcotráfico nesse país e a incapacidade do Estadomexicano de lidar com ela. Coordenada por Sergio Aguayo, acadêmico do Colegio de México, a pesquisa investiga o massacre de San Fernando, em 2010, e o de Allende, em 2011. O relatório conclui que “o Estado não fez seu trabalho” no esclarecimento dos crimes e no atendimento às vítimas.
Em 2010, 72 imigrantes foram assassinados pelo cartel em San Fernando, no estado de Tamaulipas, no nordeste do país, que faz fronteira com o Texas. Quatro brasileiros estavam entre as vítimas, que buscavam chegar aos Estados Unidos. Essas pessoas foram mortas porque havia rumores à época de que o cartel do Golfo, rival dos Zetas, estava recrutando imigrantes.
No ano seguinte, também por ação do cartel, um número indeterminado de pessoas desapareceu na cidade de Allende, no estado de Coahuila. Oficialmente, foram 42 – embora haja testemunhos de que teriam sido 300 pessoas. O crime contou com a cumplicidade da polícia municipal, que permitiu a ação dos membros do cartel, e foi uma represália à deserção de três integrantes da organização criminosa que eram da região.
A execução em massa dos imigrantes em San Fernando e os desaparecimentos de dezenas de pessoas em Allende são episódios que pertencem ao cotidiano de um país marcado pela violência extrema e pela incapacidade do Estado de oferecer segurança a seus cidadãos. Segundo o relatório, “os governos municipais foram cúmplices de graves violações aos direitos humanos, o governo de Tamaulipas foi indiferente e o de Coahuila, insuficiente”.
https://www.youtube.com/watch?v=vLBA1jXMeM4
Intitulado “No desamparo. Los Zetas, o Estado, a sociedade e as vítimas de San Fernando, Tamaulipas (2010), e Allende, Coahuila (2011)”, o relatório se constituiu como uma tentativa de esclarecer esses crimes, que não foram investigados pelo Estado. A pesquisa contou com o apoio da Comissão Executiva de Atenção às Vítimas (CEAV), órgão ligado ao governo.
Ativista de direitos humanos, Sergio Aguayo faz parte do Centro de Estudos Internacionais do Colegio de Mexico, uma universidade pública. “O México vive assediado pela violência criminosa”, declarou ele.
O cartel Los Zetas, que começou a atuar em 1999, foi formado por soldados que desertaram do Exército mexicano. Tem sua base no estado de Tamaulipas, e é considerado o mais violento do país. No México, os cartéis exercem controleefetivo sobre parte do território e têm influência, mediante propina, sobre políticos e sobre as forças de segurança.
http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/561146-relatorio-sobre-massacres-expoe-violencia-e-impunidade-no-mexico*
21maio2011
Desde que assumiu a Presidência do México, em 2006, Felipe Calderón tem travado uma luta sangrenta (e ainda sem avanços sociais significativos) contra os cartéis de tráfico de drogas no país, considerados uns dos maiores responsáveis pela gritante violência que assola o território mexicano.
Desde que Calderón assumiu o comando do país, foram registradas mais de 30 mil mortes ligadas ao tráfico no país. O ano que marcou o multiplicação das chacinas, promovidas pelos chamados "barões da droga", foi 2008. Veja abaixo os maiores massacres dos últimos cinco anos no país.
2011
A cidade de San Fernando, no estado de Tameulipas, foi palco da maior chacina já comandada pelo narcotráfico no México: 183 mortos. No ano passado, a cidade já havia sido palco de outro sangrento massacre, no qual quatro brasileiros morreram.
Os primeiros corpos foram encontrados em San Fernando no último dia primeiro de abril. Segundo a Secretaria de Governo do estado de Tameulipas, as vítimas teriam sido sequestradas enquanto viajavam de ônibus no final do mês de março. O assassinato em massa foi atribuído ao cartel de drogas "Los Zetas", um dos três maiores do país. Para a polícia há três hipóteses para o crime: os passageiros podem ter sido raptados para serem usados como mão de obra forçada da organização ou para servir de meio de extorsão de suas respectivas famílias ou eles ainda poderiam ser imigrantes ilegais que haviam pago para cruzar a fronteira com os Estados Unidos
2010
No dia 24 de agosto, autoridades mexicanas encontraram o corpo de 72 vítimas em um rancho na mesma cidade de San Fernando, no estado mexicano de Tamaulipas. O grupo de imigrantes foi assassinado por membros pelo grupo Los Zetas, um dos maiores cartéis de drogas do país.
Entre as vítimas, haviam quatro brasileiros e apenas um equatoriano conseguiu sobreviver ao ataque. Luis Fredy Lala, de 19 anos, foi atingido na garganta, mas conseguiu escapar dos criminosos se fingindo de morto. Segundo Lala, os imigrantes era do Brasil, Equador, El Salvador e Honduras e pretendiam cruzar a fronteira com os EUA, quando foram interceptados pelos Zetas.
2009
Em setembro, dezoito pessoas foram encontradas mortas em uma clínica de reabilitação em Ciudad de Juarez, uma cidade que também convive com altos índices de dependentes químicos. Homens invadiram o local e obrigaram os pacientes a se organizar em filas antes da execução.
A cidade se transformou em um dos piores cenários da violência no México. Na semana que antecedeu o massacre no centro, foram registradas 75 assassinatos em Ciudad de Juarez. Entre o final de 2008 e setembro de 2009, a cidade registrou mais de três mil mortos violentas.
2008
2008
O ano de 2008 marcou o crescimento da violência envolvendo o tráfico de drogas no México. O número de chacinas aumentou no país e casos de decapitação chocaram o país, como a morte de 12 pessoas degoladas na periferia de Yucatán, capital do estado de Mérida. No mesmo ano, nove pessoas decapitadas foram encontradas em Guerrero, capital de Chilpancingo.
Os estados mais afetados pela chamada "guerra da droga" foram Chihuahua, com 1.649 mortes, e Baixa Califórnia do Norte, com 604 mortes, ambos norte do país, fronteiriços com os EUA; além de Sinaloa, que registrou 680 assassinatos. No total foram 5.376 mortes no país todo no período de janeiro até 2 de dezembro de 2008, um aumento de 117% em relação ao ano anterior.
2007
No ano de 2007, cerca 2.500 mortes foram associadas ao narcotráfico. As regiões mais afetadas foram as que fazem fronteira com os EUA, como os estados de Chihuahua, Baixa Califórnia do Norte, além de Sinaloa e Guerrero, no sudoeste do país. Muitos dos crimes relacionados aos cartéis de tráfico de drogas também estão associados à própria imigração ilegal para o vizinho EUA e muitas das vítimas são imigrantes (até de outros países latinos) que pagam para organizações clandestinas para atravessar a fronteira mexicana.
Leia mais: https://oglobo.globo.com/mundo/os-maiores-massacres-promovidos-pelo-narcotrafico-no-mexico-2766807#ixzz5BcO5lN51
stest
https://oglobo.globo.com/mundo/os-maiores-massacres-promovidos-pelo-narcotrafico-no-mexico-2766807
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7abril1994
DIA INTERNACIONAL da Memória do Genocídio no Ruanda
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=125449&tm=7&layout=121&visual=49
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16março1968
massacre de My Lai - Vietnam...+1 tenebroso crime dos EUA...Urge ter memória...
O massacre de My Lay foi abafado pelos oficiais da companhia por quase um ano, estima-se que as tropas americanas mataram entre 347 e 504 vietnamitas, sendo homens, mulheres, crianças, idosos e até bebês, um verdadeiro extermínio de toda a aldeia. Apenas 26 soldados foram acusados e houve uma retratação pública, depois de 41 anos.
Tudo isso aconteceu no dia 16 março do agitado ano de 1968. Logo nas primeiras horas daquela manhã, os 120 soldados da Companhia Charlie receberam uma missão: “limpar” a aldeia de My Lai. Suspeitava-se que ali, no humilde vilarejo, estivessem escondidos alguns gooks – ou lodos, como os americanos chamavam os soldados inimigos. Pouco depois das 8 horas, dois pelotões invadiram o povoado, enquanto um terceiro ficou na retaguarda.
TRAGÉDIA
Em quatro horas, estava consumada uma enorme tragédia. Os combatentes dos Estados Unidos vasculharam as choupanas, onde se encontravam apenas mulheres, crianças e idosos. Centenas de tiros foram disparados sem alvo certo. As mulheres eram estupradas e mortas. Os homens, torturados e mutilados antes de serem assassinados a sangue-frio. A soldadesca ainda usou baionetas para inscrever “Companhia C” no peito das vítimas. No fim do espetáculo sangrento, o saldo: 504 aldeões abatidos de uma só vez sob a liderança do tenente William Calley.O genocídio só veio a público em 1969, provocando reações de repúdio mundo afora. Durante as horas de atrocidades, não houve sequer um tiro que não tivesse saído das armas dos soldados americanos. Ou seja, a suspeita de que My Lai era esconderijo de combatentes do Vietnã do Norte era falsa.
“Pressões psicológicas, medo, raiva e fraca liderança são elementos chave para explicar tal comportamento brutal”, afirma, David L. Anderson, autor de Facing My Lai (“Encarando My Lai”) e ex-combatente da Guerra do Vietnã. “Quando o massacre foi divulgado, mostrou o que o conflito estava causando a americanos e vietnamitas. Revelou também os rumos que a guerra tinha tomado em termos de objetivos e custos, e como era urgente um desfecho.” Segundo o professor, o pelotão responsável pelo massacre estava há apenas três meses no Vietnã.
FARSA
Jovens e sem experiência de guerra, muitos soldados da Companhia Charlie entraram em pânico durante a carnificina. O único americano ferido foi um soldado que deu um tiro no pé para não ser obrigado a participar do show de horror que se descortinava à sua frente. Um piloto de um helicóptero que dava cobertura à operação, Hugh Thompson, pousou na frente de um dos pelotões pedindo para que parassem de atirar. Mesmo tendo causado asco em muitos dos combatentes da própria companhia, a verdade sobre o massacre demorou a aparecer.Ao reportar-se a seus superiores, o capitão Ernest Medina disse que haviam morrido apenas 20 civis na ação. De acordo com Anderson, os oficiais também deram ordem de silêncio à tropa. Mas, um ano depois, o recém-chegado Ronald Ridenhour ouviu o relato contado pelos colegas da Companhia Charlie. E, chocado, escreveu às autoridades revelando os bastidores de My Lai. A imprensa publicou a história. Chegava ao fim a terrível farsa.
De todos os oficiais que foram à corte marcial, apenas Calley saiu condenado. Ele teria de cumprir prisão perpétua. Mas não chegou sequer a ficar em uma cela. Durante três anos permaneceu em prisão domiciliar em um forte do exército, no Estado da Geórgia. Em 1974, sua pena acabou comutada para dez anos. E, no mesmo ano, foi perdoado pelo presidente Richard Nixon e libertado. “Era impossível para um tribunal determinar se houve ordens superiores para matar os aldeões. Mas é verdade que os comandantes responsáveis pelo planejamento e a liderança da operação deveriam ter evitado o massacre”, diz Anderson.
O piloto Hugh Thompson, por outro lado, foi considerado um traidor durante anos, recebendo até ameaças de morte. O reconhecimento pelo ato de heroísmo só aconteceu quando seu nome entrou para o Hall da Fama da Aeronáutica norte-americana.
http://www.vivamais.com.br/noticias/reportagem/horror-em-my-lai.phtml
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https://otempodascerejas2.blogspot.pt/2015/03/ha-47-anos.html
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29dez1890
+1 massacre de índios por tropas americanas: 400 Sioux...Batalha de Wounded Knee.Dakota Sul
A Batalha de Little Bighorn
A Batalha:
A
batalha de Little Bighorn aconteceu em 25 de junho de 1876, no ano do
Centenário da Independência dos Estados Unidos da América, nas
proximidades do rio Little Bighorn (afluente do Bighorn, por sua vez um
afluente do Yellowstone), no estado de Montana.
Ela opôs o sétimo regimento de cavalaria do exército dos Estados Unidos da América do famoso General Custer a uma coalizão de Cheyennes e de Sioux, unidos sob a influência dos também famosos lideres indígenas Touro Sentado (Sitting Bull) e Cavalo Louco (Crazy Horse).
Esquema gráfico da batalha de Little Big Horn:
Ela opôs o sétimo regimento de cavalaria do exército dos Estados Unidos da América do famoso General Custer a uma coalizão de Cheyennes e de Sioux, unidos sob a influência dos também famosos lideres indígenas Touro Sentado (Sitting Bull) e Cavalo Louco (Crazy Horse).
A batalha foi o mais famoso incidente das Guerras indígenas nos EUA e resultou na vitória dos Lakota e Cheyennes do Norte. Um destacamento da cavalaria dos EUA comandado pelo General Custer foi aniquilado, foi a maior derrota do exército estadunidense durante as chamadas «Guerras Indias».
Esta
batalha foi o mais famoso incidente das Guerras indígenas nos EUA e
resultou na vitória dos Lakota e Cheyennes do Norte. Um destacamento do
7º Regimento da cavalaria comandado pelo Tenente-coronel George
Armstrong Custer foi aniquilado.
A batalha é retratada no filme "Pequeno Grande Homem", estrelado por Dustin Hoffman. Neste filme, o hábito do General Custer e seus soldados de atacar acampamentos indígenas quando os guerreiros estavam ausentes e então assassinar mulheres e crianças é demonstrado.
Anteriormente,
em 18 de setembro de 1862, os sioux eram derrotados e depunham as armas
em Wood Lake pelo general Sibley. Desde o verão daquele ano os sioux do
estado de Minnesota se haviam lançado numa guerra sem misericórdia
contra os brancos norte-americanos. Sob o comando do chefe Little Crow (Pequeno Corvo), perpetraram numerosos massacres de soldados mas também de civis.
Várias centenas deles, inclusive mulheres e crianças, morreram sob as armas sioux.
Alguns anos depois da batalha de Little Bighorn, em 15 de dezembro de 1890, no ato de sua prisão e da intensa luta que se seguiu, Sitting Bull e seu filho Crow Foot (Pé de Corço) são abatidos. O chefe dos sioux, Touro Sentado, era o símbolo da resistência aos brancos que usurpavam o ouro de suas terras.
Ele havia comandado especialmente a batalha de Little Bighorn, onde o general Custer e o 7º Regimento de Cavalaria foram massacrados.
Os
brancos declararam então que a conquista dos territórios do oeste havia
terminado ao preço da matança da grande maioria da população autóctone.
Fonte: Opera Mundi https://historiaespetacular.blogspot.com/2011/08/batalha-de-little-bighorn.html
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27aGOSTO2019
Gravíssimooo evoca este terrível acontecimento
postei no face: 27aGOSTO2019...21.11.12”...Gravíssimoooo...Mosteiro d’ Alcobaça que vos abRRaaaaaaAÇA...1 serão memorável com muito piano, tuba e eufónio (com mulher:Hélène Escriva)...e dança...e história: 29dez1890
+1 massacre de índios por tropas americanas: 400 Sioux...Batalha de Wounded Knee.Dakota Sul!!...e compositoras: Anne Victorino d' Almeida, Elizabeth Raum...e tuba electrónico...
No programa escreveu-se: "Na noite do Massacre de Wounded Knee, houve um nevão e tudo teve de ser interrompido até à manhã seguinte. Os corpos congelaram nas posições em que estavam. O de Big Foot (também conhecido como Spotted Elk) congelou debruçado sobre o chão com a espingarda e ainda estava nessa posição quando o viraram."...
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avante 22ouTU2015
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205492559054899&set=a.1301232652431.2040115.1278878524&type=3&theater
NÃO PODEMOS ESQUECER! NÃO PODEMOS IGNORAR!
Outubro de 1965
– O genocídio indonésio
– O genocídio indonésio
O terror abateu-se sobre a Indonésia em Outubro de 1965 e durou longos meses. Um grupo de oficiais golpistas, com o apoio activo e directo do imperialismo norte-americano, massacrou cerca de um milhão de comunistas, sindicalistas e membros dos então poderosos movimentos de massas indonésios. «Os rios em muitas partes do país estiveram entupidos durante semanas com cadáveres», escreveu o jornal inglês The Guardian. A própria CIA, num relatório de 1968, classificou os acontecimentos como «uma das piores chacinas em massa do Século XX». Motivo: a pretensão da Indonésia, então sob a presidência de Sukarno, de decidir do seu próprio destino sem se submeter aos ditames do imperialismo e de controlar os seus imensos recursos naturais. Saudado pelas «democracias ocidentais», o genocídio levou ao poder o ditador Suharto, que se manteve três décadas na presidência.
22OUtu2015
VIA FACE DE Vitor Dias
MASSACRE DE CENTENAS DE MILHARES DE COMUNISTAS
NA INDOCHINA
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=765884830187698&set=a.108839462558908.15619.100002985630891&type=3&theater
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29ag2014

http://otempodascerejas2.blogspot.pt/2014/08/joshua-oppenheimer-volta-a.html

Em boa hora, o Público de hoje dá hoje uma página inteira
a uma peça de Vasco Câmara sobre a apresentação no
Festival de Veneza do documentário de Joshua Oppenheimer
(na foto) The Look of Silencecom o qual, depois de Act of Killing, volta à matança de comunistas e outros progressistas na Indonésia em 1965. Quanto ao mais, permito-me reeditar a minha crónica sobre este tema no Avante! de 19.8.2001.
Indonésia, 1965
Acredite-se que não é por preguiça de Agosto que esta crónica quase se limitará a citar matéria publicada no «Le Monde» de 30/7 e no «Público» de 2/8. É antes porque, às vezes, alargar a circulação de informação e o correspondente conhecimento de certos factos é mais útil do que carradas de comentários.
Para quem não leu aqueles jornais, diga-se então que se trata de arrasadoras confirmações do consciente envolvimento dos EUA no massacre de centenas de milhares de comunistas indonésios na sequência do golpe reaccionário de 30 de Setembro de 1965 que viria a depor o Presidente Sukarno e a instaurar a ditadura de Suharto.
Essas revelações são extraídas de documentação da CIA e do Departamento de Estado que, embora com a enervada oposição destas duas entidades, acabou por ser publicado pelo GPO (algo semelhante à nossa Imprensa Nacional) num volume que se encontra disponível na Net (em www.nsarchive.org) graças à meritória actividade do National Security Archive da Universidade George Washington.
E, nesse âmbito, registe-se então que, em telegrama de 15.4.1966, Marshall Green, embaixador dos EUA na Indonésia, declarava que « nós não sabemos francamente se o número exacto (de comunistas assassinados) está mais próximo dos 100 mil ou do milhão, mas achamos que é mais sensato admitir o número mais baixo, sobretudo face à imprensa».
Registe-se então que a embaixada norte-americana forneceu aos generais indonésios promotores do golpe listas de dirigentes e quadros comunistas que na sua maioria foram executados.
Registe-se que, segundo esta documentação mantida secreta durante 35 anos, a própria CIA considerou que «em termos de número de mortos, os massacres anti-PKI figuram entre os piores assassinatos em massa do século XX», embora na altura a «Time» lhes chamasse «as melhores notícias da Ásia para o Ocidente dos últimos anos».
Registe-se que, em nota de 2.12.65, William Bundy, vice-secretário de Estado para o Extremo Oriente, escrevia que «serve esta para confirmar que fornecemos a Malik 50 milhões de rupias que ele pediu para financiar o movimento Kap-Gestapu» ( apropriado nome de um dos mais eficazes grupos de assassinos).
Prestada a informação essencial, só nos resta registar que este horrível banho de sangue patrocinado pelos EUA nunca é evocado anualmente pelas televisões, ao contrário do que sucede com alguns outros dramas e tragédias do século XX.
E registar que, ao contrário do que injustamente aplicam aos comunistas portugueses, as personalidades e forças políticas nacionais amigas da política norte-americana e defensoras do capitalismo nunca aceitam responder e considerar-se ideologicamente corresponsáveis por esta generalizada matança de comunistas.
aqui
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Via avante
9ag2001
Indonésia, 1965
ACTUAL • Vítor Dias
Acredite-se que não é por preguiça de Agosto que esta crónica quase se limitará a citar matéria publicada no «Le Monde» de 30/7 e no «Público» de 2/8. É antes porque, às vezes, alargar a circulação de informação e o correspondente conhecimento de certos factos é mais útil do que carradas de comentários.
Para quem não leu aqueles jornais, diga-se então que se trata de arrasadoras confirmações do consciente envolvimento dos EUA no massacre de centenas de milhares de comunistas indonésios na sequência do golpe reaccionário de 30 de Setembro de 1965 que viria a depor o Presidente Sukarno e a instaurar a ditadura de Suharto.
Essas revelações são extraídas de documentação da CIA e do Departamento de Estado que, embora com a enervada oposição destas duas entidades, acabou por ser publicado pelo GPO (algo semelhante à nossa Imprensa Nacional) num volume que se encontra disponível na Net (emwww.nsarchive.org ) graças à meritória actividade do National Security Archive da Universidade George Washington.
E, nesse âmbito, registe-se então que, em telegrama de 15.4.1966, Marshall Green, embaixador dos EUA na Indonésia, declarava que « nós não sabemos francamente se o número exacto (de comunistas assassinados) está mais próximo dos 100 mil ou do milhão, mas achamos que é mais sensato admitir o número mais baixo, sobretudo face à imprensa».
Registe-se então que a embaixada norte-americana forneceu aos generais indonésios promotores do golpe listas de dirigentes e quadros comunistas que na sua maioria foram executados.
Registe-se que, segundo esta documentação mantida secreta durante 35 anos, a própria CIA considerou que «em termos de número de mortos, os massacres anti-PKI figuram entre os piores assassinatos em massa do século XX», embora na altura a «Time» lhes chamasse «as melhores notícias da Ásia para o Ocidente dos últimos anos».
Registe-se que, em nota de 2.12.65, William Bundy, vice-secretário de Estado para o Extremo Oriente, escrevia que «serve esta para confirmar que fornecemos a Malik 50 milhões de rupias que ele pediu para financiar o movimento Kap-Gestapu» ( apropriado nome de um dos mais eficazes grupos de assassinos).
Prestada a informação essencial, só nos resta registar que este horrível banho de sangue patrocinado pelos EUA nunca é evocado anualmente pelas televisões, ao contrário do que sucede com alguns outros dramas e tragédias do século XX.
E registar que, ao contrário do que injustamente aplicam aos comunistas portugueses, as personalidades e forças políticas nacionais amigas da política norte-americana e defensoras do capitalismo nunca aceitam responder e considerar-se ideologicamente corresponsáveis por esta generalizada matança de comunistas.
***7.jul1957
massacre do Colmeal
O massacre do Colmeal
...Os que resistiram foram passados pelo fogo da metralha, mortos e as casas incendiadas...
| Escombros da antiga aldeia do Colmeal |
Figueira de Castelo Rodrigo, no sopé da Serra da Marofa, fundada por imemoriais povos,
tão distantes quanto a medida em milénios antes de Cristo pode atestar e que a recente
descoberta de pinturas rupestres confirma-, pode ser vista como uma metáfora terrível
sobre o mecanismo da “dívida” e logo da “culpa”, temas de total e absoluta actualidade.
Ao termo "massacre" utilizado no título do post cabe todo o significado literal.
É da História que as sucessivas invasões provocam a reacção dos invadidos, a resistência
à ocupação das terras que lhes pertencem, confrontos violentos e massacres dos vencidos.
à ocupação das terras que lhes pertencem, confrontos violentos e massacres dos vencidos.
Por diversas vezes foi a aldeia do Colmeal assim como as outras aldeias trespassada pelas
hordas. Já em período de ocupação nacional, conheceu “doações” sucessiva a ordens e nobres,
obrigando assim os que consideravam as terras suas, a ter que pagar tributos aos
“senhores das terras”. As sucessivas deambulações de títulos de propriedade passaram
pelas mãos dos ilustres Cabrais, família do descobridor oficial do Brasil, Pedro Álvares Cabral
que teria inclusivamente nascido na aldeia. Em 1540 D. Afonso V deu-lhe carta de Couto
e já era então senhor da povoação João Gouveia.
hordas. Já em período de ocupação nacional, conheceu “doações” sucessiva a ordens e nobres,
obrigando assim os que consideravam as terras suas, a ter que pagar tributos aos
“senhores das terras”. As sucessivas deambulações de títulos de propriedade passaram
pelas mãos dos ilustres Cabrais, família do descobridor oficial do Brasil, Pedro Álvares Cabral
que teria inclusivamente nascido na aldeia. Em 1540 D. Afonso V deu-lhe carta de Couto
e já era então senhor da povoação João Gouveia.
As sucessivas mudanças ao longo dos séculos- e que seria fastidioso enumerar- culminam
na situação que de forma particular nos interessa e que tem no ano de 1957 o palco dos
acontecimentos dramáticos.
na situação que de forma particular nos interessa e que tem no ano de 1957 o palco dos
acontecimentos dramáticos.
Estava-se em pleno Estado Novo sob o regime político do fascismo nacional. Há muito que
se tinha abolido o sistema feudal, não havia senhores da terra. Agora havia proprietários e
arrendatários intermediados por feitores e rendeiros.
se tinha abolido o sistema feudal, não havia senhores da terra. Agora havia proprietários e
arrendatários intermediados por feitores e rendeiros.
Mas no dia sete de Julho, pelas dez da manhã, um destacamento de vinte e cinco militares da GNR comandados por três oficiais, fortemente armado, fez cumprir uma ordem judicial e despejou pela
força os habitantes das casas que há séculos lhes pertenciam. Os mais prevenidos fugiram para
os montes e povoações nos arredores. Os que resistiram foram passados pelo fogo da metralha,
mortos e as casas incendiadas. Uma pequena comunidade com pouco mais do que sessenta pessoas,
mas com milénios de existência, foi num espaço de horas reduzida a nada.
força os habitantes das casas que há séculos lhes pertenciam. Os mais prevenidos fugiram para
os montes e povoações nos arredores. Os que resistiram foram passados pelo fogo da metralha,
mortos e as casas incendiadas. Uma pequena comunidade com pouco mais do que sessenta pessoas,
mas com milénios de existência, foi num espaço de horas reduzida a nada.
Como foi possível isto acontecer?
Em 1912, findos os foros, as terras passaram a pertencer por escritura a uma herdeira dos
Condes de Belmonte. Quis a desgraça que nos anos cinquenta desse Século a então proprietária
tivesse conseguido
modificar, com a ajuda de um ardiloso advogado sem escrúpulos, de nome Manuel Vilhena,
o estatuto da povoação que passou assim pelos seus artifícios, de aldeia para quinta privada.
As casas da aldeia, secularmente propriedade dos seus habitantes, passaram a pertencer a Rosa
Cunha e Silva a qual cedeu a exploração da sua "propriedade" a um rendeiro que passou a
cobrar ao aldeões segundo as velhas regras dos antigos forais e sesmarias, exigindo rendas e
impostos sobre todos os bens, casas, vacas, galinhas, burros etc. que os aldeões possuiam.
Não será necessário insistir em que dos parcos rendimentos que das suas posses provinham,
pouco mais do que a subsistência básica poderiam garantir, mas os aldeões postos perante as
constantes subidas exigidas pelo rendeiro, passaram a ter que solucionar o grave problema de
não terem rendimentos para fazer face a uma repentina "dívida", espoletando as desavenças
que culminariam na desgraça.
Condes de Belmonte. Quis a desgraça que nos anos cinquenta desse Século a então proprietária
tivesse conseguido
![]() |
| Igreja do Colmeal. |
o estatuto da povoação que passou assim pelos seus artifícios, de aldeia para quinta privada.
As casas da aldeia, secularmente propriedade dos seus habitantes, passaram a pertencer a Rosa
Cunha e Silva a qual cedeu a exploração da sua "propriedade" a um rendeiro que passou a
cobrar ao aldeões segundo as velhas regras dos antigos forais e sesmarias, exigindo rendas e
impostos sobre todos os bens, casas, vacas, galinhas, burros etc. que os aldeões possuiam.
Não será necessário insistir em que dos parcos rendimentos que das suas posses provinham,
pouco mais do que a subsistência básica poderiam garantir, mas os aldeões postos perante as
constantes subidas exigidas pelo rendeiro, passaram a ter que solucionar o grave problema de
não terem rendimentos para fazer face a uma repentina "dívida", espoletando as desavenças
que culminariam na desgraça.
Sob o pretexto de que estariam em anos de atraso pelo facto de um subarrendatário estar em
incumprimento, a proprietária levantou um processo judicial o qual, perante a ignorância e
ingenuidade dos aldeões, crentes nos seus óbvios e ancestrais direitos, foi decidido a favor da
exequente sob forma da sentença de acção de despejo colectivo....
incumprimento, a proprietária levantou um processo judicial o qual, perante a ignorância e
ingenuidade dos aldeões, crentes nos seus óbvios e ancestrais direitos, foi decidido a favor da
exequente sob forma da sentença de acção de despejo colectivo....
Cabe aqui um aparte e uma conclusão. Não adianta acomodarmo-nos com a distância no tempo
nem desenterrar o chavão ora de indignação ora de muleta de conforto e que consiste em dizer "...
como é possivel em pleno Séc. X ou Y..." ou "...tal facto só foi possível por estar-se em pleno
Sec.N..., ou em plena Idade Média ..." ou " ...em pleno Fascismo..." etc. etc. etc.
nem desenterrar o chavão ora de indignação ora de muleta de conforto e que consiste em dizer "...
como é possivel em pleno Séc. X ou Y..." ou "...tal facto só foi possível por estar-se em pleno
Sec.N..., ou em plena Idade Média ..." ou " ...em pleno Fascismo..." etc. etc. etc.
As injustiças acontecem sempre e em qualquer tipo de regimes, o Poder é sempre rodeado de
corruptos, de idiotas úteis, e de oportunistas sem escrúpulos, e a indignação pega sempre na
espuma dos tempos que se vivem.
corruptos, de idiotas úteis, e de oportunistas sem escrúpulos, e a indignação pega sempre na
espuma dos tempos que se vivem.
No caso supra-citado, podemos dizer que a idiota útil foi a proprietária que teve de vender as propriedades para pagar ao oportunista, o advogado, o qual terá certamente corrompido determinado funcionário no Conservatório de Registo Predial.
Se serve para alguma coisa o relato deste drama, não sei, mas estableço um rápido paralelo entre ela e esta dívida que de repente temos que pagar sem que nunca se tenha auditado as suas origens, negociado as condições e observado a dignidade mínima dos caídos em desgraça. Os que são despejados todos os dias das suas casas, que resistem e são postos na rua pela força, os que se suicidam e os outros que fogem do país, replicam em escala geral em "pleno Sec XXI" o pequeno grande drama acontecido " em pleno Séc XX"...
Também aqui, hoje, neste preciso instante, em pleno Séc XXI, somos rodeados e
governados pelos mesmos de sempre, os oportunistas que fazendo uso dos idiotas
úteis, corrompem todo o sistema, não se coibindo de - tal como na tragédia do Colmeal-
ir até ao mais íntimo: a dignidade.
governados pelos mesmos de sempre, os oportunistas que fazendo uso dos idiotas
úteis, corrompem todo o sistema, não se coibindo de - tal como na tragédia do Colmeal-
ir até ao mais íntimo: a dignidade.
A Justiça, essa é sempre cega, surda e muda....
concelho de Figueira de Castelo Rodrigo
http://www.vortexmag.net/historia-desconhecida-de-portugal-o-massacre-de-colmeal/
JULHO de 1957 - O MASSACRE DO COMEAL
Foi a primeira vez que tal sucedeu em Portugal: uma população ser expulsa coletivamente de uma localidade inteira...
"Muitos resistiram contra a injustiça de lhes quererem roubar a sua aldeia, as suas terras, as suas casas, a sua história , as suas vidas. E pagaram por isso. Foram assassinados e esquecidos pelo poder instalado em Portugal".
Em 1956, um tribunal concordou com um pedido de expulsão dos habitantes e a Aldeia do Colmeal é, ainda hoje, uma aldeia desabitada do município de Figueira de Castelo Rodrigo. Na teoria é a sede, mas na prática não o é, visto que não tem habitantes...
Massacre de Dili
***
outros massacres escondidos:
650 MIL MORTOS na Invasão do Iraque...
*
segundo a UNICEF
1 milhão de mortos devido às políticas de privatização em massa nos países da ex- União Soviética e na Europa de Leste...e + grave ainda:
«A agência da ONU para o desenvolvimento, a UNDP, em 1999 contabilizou em 10 milhões as pessoas desaparecidas na telúrica mudança de regime, e a própria UNICEF falou em mais de 3 milhões de vítimas».
*
“Gulag” de prisões secretas dos EUA espalhadas por todo o mundo, no qual desaparecem milhares de pessoas raptadas e torturadas por um sistema de repressão acima de qualquer controlo. Os dirigentes do “mundo livre” que se juntaram, ufanos, em Berlim, são todos responsáveis por este banho de sangue e repressão.
E É MELHOR LER:
Via:
«O adeus ao comunismo? Provocou um milhão de mortos». O título não é duma publicação comunista. É dum jornal do grande capital italiano, o Corriere della Sera (9.11.09), que noticia um estudo de professores de Oxford e Cambridge, publicado na conceituada revista médica britânica The Lancet.
«Baseados nos dados da UNICEF, de 1989 a 2002» os autores afirmam que «as políticas de privatização em massa nos países da União Soviética e na Europa de Leste aumentaram a mortalidade em 12,8% […] ou seja, causaram a morte prematura a um milhão de pessoas».
«Morreu-se mais lá onde se adoptaram as “terapias de choque”: na Rússia, entre 1991 e 1994, a esperança de vida diminuiu em 5 anos». Conclusões de estudos anteriores foram ainda mais gravosas.
Como escreve o Corriere della Sera, «A agência da ONU para o desenvolvimento, a UNDP, em 1999 contabilizou em 10 milhões as pessoas desaparecidas na telúrica mudança de regime, e a própria UNICEF falou em mais de 3 milhões de vítimas».
Foi para celebrar estes magníficos resultados que o estado-maior do imperialismo se reuniu em Berlim, com pompa, circunstância e transmissões televisivas infindáveis, numa comemoração de regime dos 20 anos da contra-revolução a Leste.
O balanço da restauração do capitalismo é ainda mais grave. Mesmo sem falar no sofrimento dos vivos a Leste – o alastrar de pobreza extrema, dos sem-abrigo, da prostituição, da tóxico-dependência ou a emigração em massa para sobreviver – os efeitos das contra-revoluções de 1989-91 fizeram-se sentir em todo o planeta. As “terapias de choque” dum imperialismo triunfante e ávido de reconquistar as posições perdidas ao longo do Século XX tornaram-se uma mortífera realidade global, e tiveram em 2008 o seu corolário inevitável: a maior crise do capitalismo desde os anos 30. Uma escalada de mortíferas guerras foram ao mesmo tempo desencadeadas pelo imperialismo, liberto do contrapeso dos países socialistas.
Muitas centenas de milhares de mortos (mais de 650 mil só no Iraque, segundo outro estudo publicado em 2006 na Lancet) são o fruto da “queda do Muro” no Golfo, na Jugoslávia, no Afeganistão, no Iraque, no Líbano, na Palestina, e agora no Paquistão – para não falar das agressões “menores”. E foram acompanhadas pelo “Gulag” de prisões secretas dos EUA espalhadas por todo o mundo, no qual desaparecem milhares de pessoas raptadas e torturadas por um sistema de repressão acima de qualquer controlo. Os dirigentes do “mundo livre” que se juntaram, ufanos, em Berlim, são todos responsáveis por este banho de sangue e repressão.
Podem mostrar-se de cara simpática e tratarem-se amigavelmente por Hillary, Angela, Nicolas, Bill, Tony ou «porreiro, pá». Mas das suas mãos escorre o sangue e sofrimento de milhões de pessoas em todo o planeta – de Peshawar a Guantánamo (que continua aberta), de Abu Ghraib às Honduras (que continua sob controlo dos golpistas e a indiferença da comunicação social “democrática”), das maquiladoras mexicanas aos campos de refugiados palestinos (que continuam – há 60 anos – à espera do seu Estado).
Pelo “Gulag” democrático-ocidental passou Khalid Shaikh Mohammed, que vai agora a julgamento nos EUA, acusado de ser o responsável primeiro do 11 de Setembro (mas não era o Bin Laden?). Segundo oNew York Times (15.11.09) «foi submetido 183 vezes à técnica de quase afogamento chamada waterboarding». O jornal afirma que ele também se diz responsável «por uma série de conspirações» como «tentativas de assassinato do Presidente Bill Clinton, do Papa João Paulo II e as bombas de 1993 no World Trade Center». Mais um afogamento simulado e confessaria também ser responsável pelo aquecimento global e o sumiço de D. Sebastião em Alcácer-Quibir. Mas atente-se na vida do acusado: paquistanês, criado no Kuwait e diplomado por uma universidade americana viajou, após os estudos, «para o Paquistão e o Afeganistão, a fim de se juntar aos combatentes mujahedines que, nessa altura, recebiam milhões de dólares da CIA para lutar contra as tropas soviéticas» (NYT, 15.11.09). Afeganistão hoje ocupado e onde «segundo responsáveis da NATO […] um terço dos polícias afegãos são toxicodependentes» (Sunday Times, 8.11.09). Admirável mundo novo que a “queda do Muro” pariu!
***
Um texto revelador
do embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México
em Maio de 2002:
***
Um texto revelador
do embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México
em Maio de 2002:
"Abandonemos, ainda que por momentos, o preconceito que se instalou nas nossas cabaças em consequência da maneira como nos foi ensinada a História e apreciemos livremente este assombroso discurso."
Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia.
A Conferência dos Chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em Madrid, em Maio de 2002, viveu um momento revelador e surpreendente: os Chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e historicamente exato.
Eis o discurso:
"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse.
Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento.
Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!
Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.
Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização européia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.
Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indenização por perdas e danos.
Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.
Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
Não. No aspecto estratégico, dilapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo.
No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar.
Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.
Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bônus.
Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, concluímos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?
Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.
Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica..."
"Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa...."
P.S. "Quando a Bolívia se tornou independente em 1825 (Simon Bolivar) foi calculado que até aquela data tinham sido tirados 35 milhões de quilos de prata"
***
Apesar de uma certa liberdade de consciência (não poderiam ser interrogados acerca da sua crença) e de alguma protecção régia, a situação assumiu contornos dramáticos na fatídica Páscoa de 1506. Levantaram-se motins populares contra os cristãos-novos, tendo a população sido instigada pelos frades dominicanos. São perseguidos e exterminados cerca de 2000, acabando nas fogueiras do Rossio. A desconfiança e a insegurança dos cristãos-novos, se nunca desaparecera, antes aumentava agora, obrigando-os a procurar outras paragens. O que desencadeou os motins populares?
Em 1536, D. João III manda instalar o Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) em Portugal, dentro de uma atmosfera de fanatismo religioso que reconhecia nos cristãos-novos a causa de todos os males de que padecia o País. D. João III, de certa forma, orquestrou todo este ambiente de fundamentalismo cristão, temendo os ventos da Reforma que varriam a Europa. Também houve instigações de grandes famílias terratenentes, interessadas em derrubar a burguesia mercantil através da Inquisição e da perseguição aos cristãos-novos (conotados com os grupos de mercadores e financeiros), no intuito de refazerem as suas grandes fortunas gastas em aventuras militares em Marrocos e de reconquistar as hierarquias da nação.Sob o espetro da Inquisição, nunca mais os cristãos-novos, maioritariamente judeus, tiveram no reino tranquilidade. Continuaram, clandestinamente, a fugir para os Países Baixos, Constantinopla, Norte de África, Salónica (Grécia), Itália e Brasil, mantendo laços secretos e apoiando os cristãos-novos portugueses. A maioria das 1500 vítimas da Inquisição portuguesa eram também cristãos-novos, tal como uma boa parte dos seus 25 000 processos até à sua extinção. No nosso País, o Santo Ofício, por exemplo, influirá no desaparecimento dos ofícios nas regiões de Trás-os-Montes e Beiras, onde os judeus eram os dinamizadores da produção de têxteis, sedas e lanifícios. Para além do confisco de bens, os cristãos-novos serão também vítimas dos atestados de "limpeza de sangue" nas candidaturas a cargos públicos, militares ou da Igreja, o que os afastava por possuírem confirmação inquisitorial.O século XVII pouco traz de melhor aos cristãos-novos apesar da "primavera" de D. João IV e do apoio do Pe. António Vieira. O apoio financeiro e político dos cristãos-novos à Restauração (através das conexões judaicas de origem portuguesa na Europa) ter-lhes-á permitido uma certa ascensão social e algumas liberdades e garantias, iniciando-se o ressurgimento dos grupos mercantis onde aqueles prosperavam. Com a morte de D. João IV, porém, recomeça o pesadelo inquisitorial e as perseguições contra os cristãos-novos. O Marquês de Pombal, em 1773, porá fim a este clima de instabilidade entre os cristãos-novos, acabando com as perseguições e cerceando duramente as atividades do Santo Ofício, desde logo ao eliminar os atestados de "limpeza de sangue". Os cristãos-novos perdem o estigma da culpabilização pela ruindade do mundo, a par do domínio da burguesia, eliminando-se as estruturas do Antigo Regime. Assim, transforma-se a Inquisição em tribunal de Estado, acabando com a encenação daquela instituição clerical contra os cristãos-novos que lentamente assumirão o seu Judaísmo.Pedro Nunes (matemático), Abraão Usque (editor e tradutor), Garcia de Orta (médico e naturalista), António José da Silva (dramaturgo que morreu na fogueira inquisitorial um pouco antes das medidas de Pombal), Ribeiro Sanches (médico), Baruch Espinosa (filósofo) e Rodrigues Lobo (poeta) são alguns dos cristãos-novos portugueses com dimensão histórica e cultural, herdeiros de um potencial intelectual e científico avançado em relação àquilo que o nosso país produzia em termos de pensamento, técnicas, artes e letras. Muitas obras e indivíduos se perderam nas teias da Inquisição, apenas por terem nascido cristãos-novos. Calcula-se hoje, por outro lado, que boa parte das vítimas do Holocausto nazi descendiam de cristãos-novos portugueses fugidos nos séculos XVI e XVII.
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/04/19-de-abril-de-1506-inicio-do-massacre.html?spref=fb&fbclid=IwAR3037O_b2qlwvsddD25vg0vrpVLWuaefZm3SRqPGo1vTH-XoaFlTATabsg***
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19 de Abril de 1506: Início do massacre dos cristãos-novos de Lisboa
Desde os alvores da nacionalidade, sempre existiram minorias étnicas e religiosas em Portugal. Judeus e mouros e, mais tarde, ciganos, constituem os contingentes mais expressivos. Os primeiros antecedem provavelmente as invasões dos segundos, tendo gozado muitas vezes de proteção e favorecimento régios, mercê das suas fortunas e atividades mercantis, e até da sua preponderância cultural. Inseridos num Portugal agropecuário e piscatório, dedicar-se-ão aos ofícios ou a actividades liberais (ciência, medicina, farmácia...) e gradualmente ao comércio e à finança, onde não conheciam grande concorrência.Ao longo da Idade Média, habitaram preferencialmente - de acordo com as suas ocupações profissionais - nas maiores aglomerações urbanas do País, em bairros próprios (judiarias; mourarias no caso dos árabes ou mouros, menos numerosos), praticando o seu culto, falando o seu idioma e mantendo as suas tradições ancestrais. Diplomaticamente, mantinham fidelidade à Coroa, a ela se subordinando. À parte alguns incidentes, principalmente motivados por questões religiosas, a sua vida no Reino não correu nunca grandes riscos de ser posta em causa.Tal acontecerá somente em finais do século XV, quando a sua posição social, económica e política está consolidada, mantendo uma relação quase simbiótica com o Portugal das Descobertas.
Na verdade, após a sua expulsão de Espanha por parte dos Reis Católicos (Isabel de Castela e Fernando de Aragão) em 1492, muitos dos judeus que aí não se quiseram converter à força atravessaram a fronteira e instalaram-se no nosso País. Terão sido cerca de 60 000. D. João II, influenciado por judeus influentes na Corte (Mestre Vizinho, por exemplo, e talvez pelo rabi-mor peninsular, Isaac Aboab), acolhe-os, tanto mais que aqueles preferiram refugiar-se em Portugal a serem escravizados em Marrocos, para onde teriam de ir de barco, o que não conseguiam obter. D. João II impõe-lhes o pagamento de 8 cruzados para cá permanecerem, a pagar sob pena da servilidade ou da expulsão. Pretendia-se a fixação de operários especializados que faltavam em Portugal. Falecido D. João II, sucede-lhe D. Manuel, monarca que se revelou tolerante para os judeus que não podiam pagar.Este monarca está, todavia, conotado com as páginas mais tristes do Judaísmo em Portugal. Em Março de 1497, em troca da mão da princesa D. Isabel, filha dos Reis Católicos, como cláusula contratual de casamento, é imposta a expulsão de Portugal da comunidade judaica através de uma lei que entra em vigor nesse mesmo ano. Mas, habilmente, D. Manuel, para impedir uma saída tão numerosa de gentes do nosso País, envolvido na gesta ultramarina, decreta o batismo forçado de mouros e judeus no prazo de dez meses. Caso não o aceitassem, teriam que abandonar o País. Os menores de 14 anos seriam entregues a cristãos.Esta medida visava o reforço do poder real. Os judeus eram um bloco fechado detentor de certos privilégios e leis favoráveis no seio da sociedade civil. Torná-los legalmente iguais era uma medida que agradava à maioria da população. Há também a demonstração de uma útil tolerância por parte do monarca. Este, porém, mandará fechar os portos do País para impedir a sangria judaica: muitos, não querendo ser cristãos, suicidam-se, por vezes com as suas famílias. Perto de 20 000 ficaram retidos em Lisboa.A partir desta conversão forçada, passarão a chamar-se cristãos-novos, tendo um prazo de 20 anos para abandonar os costumes judaicos e se cristianizarem exemplarmente. Mas, clandestinamente ou não, grande parte dos cristãos-novos mantiveram os seus hábitos ancestrais. Em 1499 um alvará régio proíbe a saída do País aos cristãos-novos. Todavia, não lhes era limitada a ascensão a cargos políticos ou administrativos. Ao mesmo tempo, poder-se-iam casar com cristãos-velhos.
Apesar de uma certa liberdade de consciência (não poderiam ser interrogados acerca da sua crença) e de alguma protecção régia, a situação assumiu contornos dramáticos na fatídica Páscoa de 1506. Levantaram-se motins populares contra os cristãos-novos, tendo a população sido instigada pelos frades dominicanos. São perseguidos e exterminados cerca de 2000, acabando nas fogueiras do Rossio. A desconfiança e a insegurança dos cristãos-novos, se nunca desaparecera, antes aumentava agora, obrigando-os a procurar outras paragens. O que desencadeou os motins populares?
A historiografia situa o início da matança no Convento de São
Domingos de Lisboa, no dia 19 de Abril de 1506, um domingo, quando os fiéis
rezavam pelo fim da seca e da peste que tomavam Portugal, e alguém jurou ter
visto no altar o rosto de Cristo iluminado — fenómeno que, para os católicos
presentes, só poderia ser interpretado como uma mensagem de misericórdia do
Messias - um milagre.
Um cristão-novo que também
participava da missa tentou explicar que esse milagre era apenas o reflexo de
uma luz, mas foi calado pela multidão, que o espancou até a morte.
A partir daí, os judeus da cidade
que anteriormente já eram vistos com desconfiança tornaram-se o bode expiatório
da seca, da fome e da peste: três dias de massacre se sucederam, incitados por
frades dominicanos que prometiam absolvição dos pecados dos últimos 100 dias
para quem matasse os "hereges".
A corte encontrava-se em Abrantes - onde se
instalara para fugir à peste - quando o massacre começou. D. Manuel I tinha-se
posto a caminho de Beja, para visitar a mãe. Terá sido avisado dos
acontecimentos em Avis, logo mandando magistrados para tentar pôr fim ao banho
de sangue. Entretanto, mesmo as poucas autoridades presentes foram postas em
causa e, em alguns casos, obrigadas a fugir. Manuel I penalizou os envolvidos,
confiscando-lhes os bens, e os dominicanos instigadores foram condenados à morte
por enforcamento. Há também indícios de que o referido Convento de São Domingos
(da Baixa) teria sido fechado durante oito anos e sabe-se que os representantes
da cidade de Lisboa foram expulsos do Conselho da Coroa (equivalente ao actual
Conselho de Estado), onde tinham assento desde 1385, quando o rei D. João I lhes
concedeu esse privilégio pelo seu apoio à sua campanha pela conquista do Trono
português.
Em 1536, D. João III manda instalar o Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) em Portugal, dentro de uma atmosfera de fanatismo religioso que reconhecia nos cristãos-novos a causa de todos os males de que padecia o País. D. João III, de certa forma, orquestrou todo este ambiente de fundamentalismo cristão, temendo os ventos da Reforma que varriam a Europa. Também houve instigações de grandes famílias terratenentes, interessadas em derrubar a burguesia mercantil através da Inquisição e da perseguição aos cristãos-novos (conotados com os grupos de mercadores e financeiros), no intuito de refazerem as suas grandes fortunas gastas em aventuras militares em Marrocos e de reconquistar as hierarquias da nação.Sob o espetro da Inquisição, nunca mais os cristãos-novos, maioritariamente judeus, tiveram no reino tranquilidade. Continuaram, clandestinamente, a fugir para os Países Baixos, Constantinopla, Norte de África, Salónica (Grécia), Itália e Brasil, mantendo laços secretos e apoiando os cristãos-novos portugueses. A maioria das 1500 vítimas da Inquisição portuguesa eram também cristãos-novos, tal como uma boa parte dos seus 25 000 processos até à sua extinção. No nosso País, o Santo Ofício, por exemplo, influirá no desaparecimento dos ofícios nas regiões de Trás-os-Montes e Beiras, onde os judeus eram os dinamizadores da produção de têxteis, sedas e lanifícios. Para além do confisco de bens, os cristãos-novos serão também vítimas dos atestados de "limpeza de sangue" nas candidaturas a cargos públicos, militares ou da Igreja, o que os afastava por possuírem confirmação inquisitorial.O século XVII pouco traz de melhor aos cristãos-novos apesar da "primavera" de D. João IV e do apoio do Pe. António Vieira. O apoio financeiro e político dos cristãos-novos à Restauração (através das conexões judaicas de origem portuguesa na Europa) ter-lhes-á permitido uma certa ascensão social e algumas liberdades e garantias, iniciando-se o ressurgimento dos grupos mercantis onde aqueles prosperavam. Com a morte de D. João IV, porém, recomeça o pesadelo inquisitorial e as perseguições contra os cristãos-novos. O Marquês de Pombal, em 1773, porá fim a este clima de instabilidade entre os cristãos-novos, acabando com as perseguições e cerceando duramente as atividades do Santo Ofício, desde logo ao eliminar os atestados de "limpeza de sangue". Os cristãos-novos perdem o estigma da culpabilização pela ruindade do mundo, a par do domínio da burguesia, eliminando-se as estruturas do Antigo Regime. Assim, transforma-se a Inquisição em tribunal de Estado, acabando com a encenação daquela instituição clerical contra os cristãos-novos que lentamente assumirão o seu Judaísmo.Pedro Nunes (matemático), Abraão Usque (editor e tradutor), Garcia de Orta (médico e naturalista), António José da Silva (dramaturgo que morreu na fogueira inquisitorial um pouco antes das medidas de Pombal), Ribeiro Sanches (médico), Baruch Espinosa (filósofo) e Rodrigues Lobo (poeta) são alguns dos cristãos-novos portugueses com dimensão histórica e cultural, herdeiros de um potencial intelectual e científico avançado em relação àquilo que o nosso país produzia em termos de pensamento, técnicas, artes e letras. Muitas obras e indivíduos se perderam nas teias da Inquisição, apenas por terem nascido cristãos-novos. Calcula-se hoje, por outro lado, que boa parte das vítimas do Holocausto nazi descendiam de cristãos-novos portugueses fugidos nos séculos XVI e XVII.
cristão-novo. In Infopédia [Em
linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia
Uma das
duas únicas gravuras sobreviventes ao Terramoto de Lisboa 1755 e ao incêndio da
Torre do Tombo
Uma das duas únicas gravuras sobreviventes ao Terramoto de Lisboa1755 e ao incêndio da Torre do Tombo: “Von
dem Christeliche – Streyt, kürtzlich geschehe – jm. M.CCCCC.vj Jar zu
Lissbona – ein haubt stat in Portigal zwischen en christen und newen
chri – sten oder juden, von wegen des gecreutzigisten [sic] got.”
(Da Contenda Cristã, que recentemente teve lugar em Lisboa, capital de
Portugal, entre cristãos e cristãos-novos ou judeus, por causa do Deus
Crucificado”).
Monumento em Lisboa em homenagem aos Judeus mortos no massacre de 1506
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/04/19-de-abril-de-1506-inicio-do-massacre.html?spref=fb&fbclid=IwAR3037O_b2qlwvsddD25vg0vrpVLWuaefZm3SRqPGo1vTH-XoaFlTATabsg***






