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Teologia de libertação
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Via Pensador:
http://pensador.uol.com.br/autor/leonardo_boff/biografia/
Leonardo Boff (1938) é um teólogo, professor e escritor brasileiro. É um dos maiores
representantes da teologia da libertação no Brasil.
Leonardo Boff nasceu em Concórdia, Santa Catarina, no dia 14 de dezembro de 1938.
Em 1958, ingressou na Ordem dos Frades Franciscanos, sendo ordenado sacerdote
em 1964. Cursou Filosofia e Teologia. Em 1970 doutorou-se em Filosofia e Teologia pela Universidade de Munique na Alemanha.
Foi redator da Revista Eclesiástica Brasileira e da Revista Cultura Vozes. Foi professor
de Teologia Sistemática e Ecumênica em Petrópolis, no Instituto Teológico Franciscano.
Foi professor de Teologia e Espiritualidade em vários centros de estudo e universidades
do Brasil e do exterior.
Sendo adepto da corrente da Teologia da Libertação, que prega o Evangelho como meio
para a resolução das desigualdades sociais, publicou, em 1981, seus conceitos teológicos
sobre a doutrina católica com relação á hierarquia da Igreja, no seu livro “Igreja, Carisma
e Poder”, resultando em um processo impetrado pela Sagrada Congregação para a
Defesa da Fé.
Em 1985, Leonardo Boff foi condenado a um ano de “silêncio obsequioso” e deposto de
todas as suas funções editoriais e de magistério no campo religioso. A grande pressão
mundial sobre o Vaticano fez a Igreja recuar. Em 1992, sendo ameaçado de uma nova
punição, renunciou às suas atividades de padre, mas continuou exercendo todas as
atividades para propagar a Teologia da Libertação.
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"Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto."
"Nada resiste ao bem e ao amor."
"Amor é um deus exilado nos corações humanos."
"Não dá mais para nos iludir, cobrindo as feridas da Terra com esparadrapos. Ou mudamos de curso, preservando as condições de vitalidade da Terra ou o abismo já nos espera."
"Para aqueles com estômago elitista, lugar de peão é na fábrica produzindo, alimentando a bomba do capitalismo!"
"As tarefas que nos propomos, devem conter exigências que pareçam ir além de nossas forças . Caso contrário , não descobrimos nosso poder ,nem conhecemos nossas energias escondidas e assim deixamos de crescer."
"O cuidado entra na natureza e na constituição do ser humano...Sem o cuidado, ele deixa de ser humano. Se não receber cuidado desde o nascimento até a morte, o ser humano desestrutura-se, definha, perde sentido e morre. Se, ao largo da vida, não fizer com cuidado tudo que empreender, acabará por prejudicar a si mesmo e por destruir o que estiver a sua volta...O cuidado deve ser entendido na linha da essência humana".
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Compreender não consiste em elencar dados. Mas em ver o nexo entre eles e em detectar a estrutura invisível que os suporta. Esta não aparece. Recolhe-se num nível mais profundo. Revela-se através dos fatos. Descer até aí através dos dados e subir novamente para compreender os dados: eis o processo de todo o verdadeiro conhecimento. Em ciência e também em teologia.
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O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro.
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A ternura: a seiva da amor
Mesmo no coração da atual crise social não podemos esquecer da ternura que subjaz a todos os empreendimentos que envolvem valores e afetam o coração humano.
São misteriosos os caminhos que vão do coração de um homem na direção do coração da mulher e do coração da mulher na direção do coração homem. Igualmente misteriosas são as travessias do coração de dois homens e respectivamente de duas mulheres que se encontram e declaram seus mútuos afetos. Desse ir e vir nasce o enamoramento, o amor e por fim o casamento ou a união estável. Como temos a ver com liberdades, os parceiros se encontram inevitavelmente expostos a eventos imponderáveis.
A própria existência nunca é fixada uma vez por todas. Vive em permanente dialogação com o meio. Essa troca não deixa ninguém imune. Cada um vive exposto. Fidelidades mútuas são postas à prova. No matrimônio, passada a paixão, inicia a vida cotidiana com sua rotina cinzenta. Ocorrem desencontros na convivência a dois. irrompem paixões vulcânicas pelo fascínio de outra pessoa. Não raro o êxtase é seguido de decepção. Há voltas, perdões, renovação de promessas e reconciliações. Sempre sobram, no entanto, feridas que, mesmo cicatrizadas, lembram que um dia sangraram.
O amor é uma chama viva que arde mas que pode bruxolear e lentamente se cobrir de cinzas e até se apagar. Não é que as pessoas se odeiam. Elas ficaram indiferentes umas às outras. É a morte do amor. O verso 11 do Cântico Espiritual do místico São João da Cruz, que são canções de amor entre a alma a Deus, diz com fina observação: “a doença de amor não se cura sem a presença e a figura”. Não basta o amor platônico, virtual ou à distância. O amor exige presença. Quer a figura concreta que é mais mais que o pele-a-pele mas o cara-a-cara e o coração sentindo o palpitar do coração do outro.
Bem diz o místico poeta: o amor é uma doença que, nas minhas palavras, só se cura com aqulo que eu chamaria de ternura essencial. A ternura é a seiva do amor. “Se quiseres guardar, fortalecer, dar sustentabilidade ao amor seja terno para com o teu companheiro oua tua companheira”. Sem o azeite da ternura não se alimenta a chama sagrada do amor. Ela se apaga.
Que é a ternura? De saida, descartemos as concepções psicologizantes e superficiais que identificam a ternura como mera emoção e excitação do sentimento face ao outro. A concentração só no sentimento gera o sentimentalismo. O sentimentalismo é um produto da subjetividade mal integrada. É o sujeito que se dobra sobre si mesmo e celebra as suas sensações que o outro provocou nele. Não sái de si mesmo.
Ao contrário, a ternura irrompe quando a pessoa se descentra de si mesma, sái na direção do outro, sente o outro como outro, participa de sua existência, se deixa tocar pela sua história de vida. O outro marca o sujeito. Esse demora-se no outro não pelas sensações que lhe produz, mas por amor, pelo apreço de sua pessoa e pela valorização de sua vida e luta. “Eu te amo não porque és bela; és bela porque te amo”.
A ternura é o afeto que devotamos às pessoas nelas mesmas. É o cuidado sem obsessão. Ternura não é efeminação e renúncia de rigor. É um afeto que, à sua maneira, nos abre ao conhecimento do outro. O Papa Francisco no Rio falando aos bispos latinoamericanos presentes cobrou-lhes “a revolução da ternura” como condição para um encontro pastoral verdadeiro.
Na verdade só conhecemos bem quando nutrimos afeto e nos sentimos envolvidos com a pessoa com quem queremos estabelecer comunhão. A ternura pode e deve conviver com o extremo empenho por uma causa, como foi exemplarmente demonstrado pelo revolucionário absoluto Che Guevara (1928-1968). Dele guardamos a sentença inspiradora: ”hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás”. A ternura inclui a criatividade e a auto-realização da pessoa junto e através da pessoa amada.
A relação de ternura não envolve angústia porque é livre de busca de vantagens e de dominação. O enternecimento é a força própria do coração, é o desejo profundo de compartir caminhos. A angústia do outro é minha angústica, seu sucesso é meu sucesso e sua salvação ou perdição é minha salvação e minha perdição e, no fundo, não só minha mas de todos.
Blaise Pascal(1623-1662), filósofo e matemático francês do século XVII, introduziu uma distinção importante que nos ajuda a entender a ternura: o esprit de finesse e o esprit de géometrie.
O esprit de finesse é o espírito de finura, de sensibilidade, de cuidado e de ternura. O espírito não só pensa e raciocina. Vai além porque acrescenta ao raciocínio sensibilidade, intuição e capacidade de sentir em profundidade. Do espírito de finura nasce o mundo das excelências, das grandes sonhos, dos valores e dos compromissos para os quais vale dispender energias e tempo.
O esprit de géometrie é o espírito calculatório e obreirista, interessado na eficácia e no poder. Mas onde há concentração de poder aí não há ternura nem amor. Por isso pessoas autoritárias são duras e sem ternura e, às vezes, sem piedade. Mas é o modo-de-ser que imperou na modernidade. Ela colocou num canto, sob muitas suspeitas, tudo o que tem a ver com o afeto e a ternura.
Daí se deriva também o vazio aterrador de nossa cultura “geométrica” com sua pletora de sensações mas sem experiências profundas; com um acúmulo fantástico de saber mas com parca sabedoria, com demasiado vigor da musculação, do sexualismo, dos artefatos de destruição mostrados nos serial killer mas sem ternura e cuidado de uns para com os outros, para com a Terra, para com seus filhos e filhas, para com o futuro comum de todos.
O amor é a vida são frágeis. Sua força invencível vem da ternura com a qual os cercamos e sempre os alimentamos.
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Uma frente avançada das ciências, hoje, é constituída pelo estudo do cérebro e de suas múltiplas inteligências. Alcançaram-se resultados relevantes, também para a religião e a espiritualidade. Enfatizam-se três tipos de inteligência. A primeira é a inteligência intelectual, o famoso QI (Quociente de Inteligência), ao qual se deu tanta importância em todo o século XX. É a inteligência analítica pela qual elaboramos conceitos e fazemos ciência. Com ela organizamos o mundo e solucionamos problemas objetivos.
A segunda é a inteligência emocional, popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Harvard David Goleman, com seu conhecido livro A Inteligência emocional (QE = Quociente Emocional). Empiricamente mostrou o que era convicção de toda uma tradição de pensadores, desde Platão, passando por Santo Agostinho e culminando em Freud: a estrutura de
base do ser humano não é razão (logos) mas é emoção (pathos). Somos, primariamente, seres de paixão, empatia e compaixão, e só em seguida, de razão. Quando combinamos QI com QE conseguimos nos mobilizar a nós e a outros.
A terceira é a inteligência espiritual. A prova empírica de sua existência deriva de pesquisas muito recentes, dos últimos 10 anos, feitas por neurólogos, neuropsicólogos, neurolingüistas e técnicos em magnetoencefalografia (que estudam os campos magnéticos e elétricos do cérebro). Segundo esses cientistas, existe em nós, cientificamente verificável, um outro tipo de inteligência, pela qual não só captamos fatos, idéias e emoções, mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas, e nos faz sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensíveis a valores, a questões ligadas a Deus e à transcendência. É chamada de inteligência espiritual (QEs = Quociente espiritual), porque é próprio da espiritualidade captar totalidades
e se orientar por visões transcendentais.
Sua base empírica reside na biologia dos neurônios. Verificou-se cientificamente que a experiência unificadora se origina de oscilações neurais a 40 herz, especialmente localizada nos lobos temporais. Desencadeia-se, então, uma experiência de exaltação e de intensa alegria como se estivéssemos diante de uma Presença viva.
Ou inversamente, sempre que se abordam temas religiosos, Deus ou valores que concernem o sentido profundo das coisas, não superficialmente mas num envolvimento sincero, produz-se igual excitação de 40 herz.
Por essa razão, neurobiólogos como Persinger, Ramachandran e a física quântica Danah Zohar batizaram essa região dos lobos temporais de ''o ponto Deus''.
Se assim é, podemos dizer em termos do processo evolucionário: o universo evoluiu, em bilhões de anos, até produzir no cérebro o instrumento que capacita o ser humano perceber a Presença de Deus, que sempre esteve lá embora não perceptível conscientemente. A existência desse ''ponto Deus'' representa uma vantagem evolutiva de nossa espécie humana. Ela constitui uma referência de sentido para a nossa vida. A espiritualidade pertence ao humano e não é monopólio
das religiões. Antes, as religiões são uma das expressões desse ''ponto Deus''.
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Ética e Ecologia desafios do século XXI
https://www.youtube.com/watch?v=6YFTh2yEPlkO livro, Saber Cuidar. Ética do Humano – Compaixão pela Terra, faz um convite à reflexão sobre o cuidado
e a compaixão. Leva a um despertar do homem para uma reflexão crítica sobre os problemas do mundo,
onde a falta de atitudes de cuidado são os sintomas dos maiores problemas da humanidade.
A degradação ambiental do planeta, as relações entre as pessoas e a falta de conhecimento de
si mesmo, leva a falência da Terra. O autor apresenta através de fábulas e mitos a origem do homem
e o significado do cuidado. Sendo a essência do ser humano, o saber cuidar, sendo preciso em
primeiro lugar, voltar ? se e olhar para si mesmo e respiritualizar ? se. A proposta é uma nova ética
para a conduta humana nas relações com o meio e com o outro, partindo para uma nova ótica.
Apresenta caminhos para a cura e o resgate da essência humana, quando o homem deve passar
por uma alfabetização ecológica, revendo os hábitos de consumo, aprendendo a conviver, a tocar,
a mostrar seu carinho e sua generosidade, alimentar o amor, o contato humano, aumentar a
capacidade de sentir, viver e conviver, aprendendo a cuidar do planeta, sempre envolto em
uma ética de cuidado. Saber cuidar, a essência da vida humana está dentro de cada um,
e todas as respostas estão dentro do ser humano, basta querer achá-las. Neste mundo
tecnológico, com o avanço cada vez maior das produções e conseqüentemente do consumismo
desenfreado, é árduo o trabalho de realizar um cuidado específico para que não aumente e até se
controle o número cada vez maior de excluídos, espoliados, empobrecidos, condenados a uma
vida cega de conhecimentos, solitária de amor e ternura, e praticamente abandonados. O homem
está cada vez mais só e, com certeza, se deixando fechar-se em si mesmo, esquecendo-se de cuidar
de si, das coisas ao seu redor, do outro e do mundo onde vive. O livro ?Saber Cuidar, traz os conceitos
de cuidado, inerentes ao ser humano, como crítica à civilização que, agonizante, pede para superar
os desafios e através do ?cuidado?, como suporte real da criatividade, da liberdade e da inteligência,
precisa urgentemente renascer do fundamental do humano. O cuidado nasce quando se conhece a
essência de todas as coisas, quando se descobre os propósitos e finalidades da vida, quando o homem
se compromete e assume a responsabilidade de zelar, atender e preocupar-se com o outro. O livro
demonstra uma evolução de idéias em um crescente, trazendo a idéia do cuidado em relação às formas
de cuidar; a falta de cuidado no mundo atual; o que seria necessário para amenizar esse mal, resgatando a respiritualização como um dos remédios da humanidade; os caminhos para se encontrar o local de origem da essência do ser humano. Envolve a filosofia como elemento de aprendizado em busca das origens do cuidado com a Terra, com o homem, com o Universo e com os outros homens, trabalhando a sustentabilidade da sociedade. Ao envolver o homem no cuidado, faz renascer diversos modos de cuidado; as ressonâncias do cuidado em diversas atitudes, como o amor a justa medida, a ternura, a carícia, a cordialidade, a convivialidade e a compaixão, resgatando os modos de ser essenciais ao ser humano. Abordando a importância do cuidado com as pessoas, sobretudo com os diferentes culturalmente, com os penalizados pela natureza, com os espoliados, os pobres, os excluídos, as crianças, os velhos, os moribundos. Ressalta, ainda o cuidado com as plantas, os animais, as paisagens e principalmente com a Terra. Resta ao homem a interiorização da complexidade do pensamento do saber cuidar e frente a esse entendimento tomar a atitude de ?cuidar?, como prioridade de vida.
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Via
http://www.portalmetropole.com/2015/03/crise-e-forjada-mentirosa-e-induzida.html?m=1
uarta-feira, 11 de março de 2015
'Crise é forjada, mentirosa e induzida pela mídia', diz Leonardo Boff
mas com os movimentos sociais emergiu uma nova consciência política,
e o outro lado ficou sem condições de dar o golpe
Por Redação, com RBA
A crise econômica e política pela qual o país atravessa neste momento é "em grande
Por Redação, com RBA
A crise econômica e política pela qual o país atravessa neste momento é "em grande
parte forjada, mentirosa, induzida, ela não corresponde aos fatos", afirma o teólogo
Leonardo Boff. Segundo ele, a crise é amplificada por uma dramatização da mídia.
"Essa dramatização que se faz aqui é feita pela mídia conservadora, golpista, que
nunca respeitou um governo popular. Devemos dizer os nomes: é o jornal O Globo,
a TV Globo, a Folha de S. Paulo, o Estadão, a perversa e mentirosa revista Veja."
Em entrevista à Rádio Brasil Atual na segunda-feira (9), o teólogo disse que, no entanto,
Em entrevista à Rádio Brasil Atual na segunda-feira (9), o teólogo disse que, no entanto,
o atual nível de acirramento no cenário político não preocupa porque, para ele,
comparado a outros contextos históricos, a "democracia amadureceu". Ele diz acreditar,
ainda, na emergência de uma "nova consciência política".
Boff também considera que o cenário brasileiro é bastante diferente da Grécia, Espanha
Boff também considera que o cenário brasileiro é bastante diferente da Grécia, Espanha
e Portugal, onde são registradas centenas de suicídios, por conta do fechamento de
pequenas empresas e do desemprego, e até mesmo de países centrais, como os
Estados Unidos, que veem a desigualdade social avançar.
"A situação não é igual a 64, nem igual a 54", compara. "Agora, nós temos uma rede
"A situação não é igual a 64, nem igual a 54", compara. "Agora, nós temos uma rede
imensa de movimentos sociais organizados. A democracia ainda não é totalmente
plena porque há muita injustiça e falta de representatividade, mas o outro lado
não tem condições de dar um golpe."
Para Boff, não interessa aos militares uma nova empreitada golpista. Restaria ao
Para Boff, não interessa aos militares uma nova empreitada golpista. Restaria ao
campo conservador a "judicialização da política": "Tem que passar pelo parlamento
e os movimentos sociais, seguramente, vão encher as ruas e vão querer manter
esse governo que foi legitimamente eleito. Eles têm força de dobrar o Parlamento,
dissuadir os golpistas e botá-los para correr".
Sobre o 'panelaço' ocorrido no domingo (8), durante o discurso da presidenta Dilma
Sobre o 'panelaço' ocorrido no domingo (8), durante o discurso da presidenta Dilma
Rousseff para o Dia Internacional da Mulher, Boff afirma que o protesto é "totalmente
desmoralizado", pois "é feito por aqueles que têm as panelas cheias e são contra um
governo que faz políticas para encher as panelas vazias do povo pobre".
O teólogo afirma que a manifestação expressa "indignação e ódio contra os pobres" e
O teólogo afirma que a manifestação expressa "indignação e ódio contra os pobres" e
são símbolo da "falta de solidariedade": "O panelaço veio exatamente dos mais ricos,
daqueles que são mais beneficiados pelo sistema e que não toleram que haja uma
diminuição da desigualdade e que gostariam que o povo ficasse lá embaixo".
Sobre o ato programado pela CUT e movimentos sociais para sexta-feira (13), Leonardo
Sobre o ato programado pela CUT e movimentos sociais para sexta-feira (13), Leonardo
Boff diz que a importância é reafirmar os valores democráticos e a defesa da soberania
do país: "Aqueles que perderam, as minorias que foram vencidas, cujo projeto
neoliberal foi rejeitado pelo povo, até hoje, não aceitam a derrota. Eles que
tenham a elegância e o respeito de aceitar o jogo democrático".
O teólogo frisa, mais uma vez, não temer o golpe. "É o golpe virtual, que eles fazem
O teólogo frisa, mais uma vez, não temer o golpe. "É o golpe virtual, que eles fazem
pelas redes sociais e pela mídia, inventando e fantasiando, projetando cenários
dramáticos, que são projeções daqueles que estão frustrados e não aceitam a derrota
do projeto que era antipovo."