16/08/2018

9.307.(16aGOSTO2018.9.9') Batalhas de Ourique e de São Mamede...

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Batalhas da Fundação de Portugal
Ver a postagem especial da Batalha de Aljubarrota...
 https://uniralcobaca.blogspot.com/2014/07/843515jul20141738-14-17.html
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A CDU bateu-se sempre por colocar Alcobaça
no centro de Portugal
e no centro de mundo de Cister...
Daí ser fundamental saber a história de todas as batalhas...
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RTP

Foi a 25 de julho de 1139, o dia consagrado a Santiago que, segundo a tradição, as tropas de D. Afonso Henriques alcançaram uma grande vitória sobre um exército muçulmano que viria a ter consequências profundas na emancipação de Portugal como reino independente.

É uma das batalhas mais célebres de toda a História de Portugal, apesar da existência de grandes dúvidas e incertezas acerca do confronto. A primeira prende-se com o próprio local onde terá ocorrido. A tradição indica que teve lugar no Baixo Alentejo, algures nas imediações da vila com esse nome, mas há quem sugira outros locais, no Ribatejo ou na Beira Litoral. Também nada se conhece acerca do número de forças envolvidas ou das próprias circunstâncias da batalha.
Um cenário plausível sugere que D. Afonso Henriques fez uma incursão no Baixo Alentejo e que obteve uma vitória improvável sobre as forças inimigas, muito superiores em número, que pretendiam cortar-lhe a retirada, possivelmente lideradas pelo governador muçulmano de Santarém.


  • Por que subsistem essas dúvidas?
As fontes históricas que mencionam a batalha de Ourique são muito lacónicas ou tardias. Os registos mais próximos da data do evento apenas referem uma vitória sobre o inimigo e as crónicas castelhanas e árabes são omissas. O que se conhece da batalha provém de um conjunto de crónicas portuguesas dos séculos XV e XVI que glorificam a ação de D. Afonso Henriques e que descrevem a intervenção divina a favor das suas armas. Daqui emergiu a lenda que fala dos 5 reis mouros derrotados pelos portugueses e da visão mística de Cristo que o rei terá tido pouco antes da batalha.
Esta imagem providencialista foi difundida e ampliada ao longo dos séculos, constituindo-se como um alicerce ideológico importante sobre a fundação de Portugal e um instrumento da propaganda política da monarquia portuguesa. É, aliás, a origem dos escudetes dispostos em cruz que estão no brasão de armas da bandeira portuguesa.


  • Mas teve algum impacto histórico além desse aproveitamento ideológico?
Conhece-se muito pouco do que aconteceu na batalha de Ourique e há até quem duvide que tenha ocorrido uma batalha. No entanto, embora os acontecimentos continuem envoltos em dúvidas e incertezas, os seus efeitos foram da maior importância.
De facto, pouco depois da batalha, D. Afonso Henriques alterou o seu título, passando a designar-se, pela primeira vez, “rei dos portugueses”, algo que é habitualmente explicado como um efeito da vitória que obteve em Ourique. Quer tenha sido por este ou por outro motivo, a verdade é que tratou-se do primeiro passo para a emancipação de Portugal como reino independente.
Assim, três anos mais tarde o rei de Leão aceitava esse título, pelo Tratado de Zamora, e D. Afonso Henriques dava início a um longo processo de negociações com a Santa Sé para o pleno reconhecimento e consagração desse estatuto, o que obteve, finalmente, em 1179, com a bula Manifestis Probatum.
http://ensina.rtp.pt/artigo/a-batalha-de-ourique/
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A chamada “batalha de Campo de Ourique”, em que se incrementou o mito do “herói fundador”, tão ao gosto da cultura grega e dos nossos historiadores dos últimos séculos, tem servido para louvar os feitos heroicos do nosso primeiro rei. Contudo, das lendas que ficaram na voz do povo desses tempos distantes, pouco há de fiável.
Sei no entanto que o povo nessa época falava uma língua pouco latinizada (muito menos latinizada que o português que falamos hoje), mas que paradoxalmente se escrevia em latim. Há portanto informação que nos chega pelos escritos latinos que reproduzem o falar popular ainda muito “fenício”. Esta lenda da “Batalha do Campo de Ourique” chega até nós como um caso interessante desta dicotomia linguística.  



O pouco que se sabe de objetivo sobre a batalha de Campo de Ourique é que “…durante o Verão de 1139, Afonso Henriques dirigiu um fossado constituído por forças bastante mais numerosas que o habitual e que, apesar de ter sido atacado ou de atacar ele próprio um exército considerável, regressou cheio de glória ao território cristão.”[1] Fala-se igualmente de um “rei” Esmar e de seu sobrinho Homar Atagor (nunca identificados), e refere-se uma aparição que terá acontecido a D. Afonso Henriques.
Gastaram-se rios de tinta a escrever sobre a localização do referido confronto, já que há vários “Ourique” em Portugal, e nada de seguro se determinou. Nem se determinou, nem se poderá certamente determinar, porque a expressão “Campo de Ourique” provavelmente não se referia a um lugar. Vejamos o que significava no falar fenício do povo:
Qmadversário, inimigo
Pdhcomprar a liberdade, resgatar, libertar
Ør  – cidade
Yqyrender preito, temer, obedecer
Genericamente, a sequência QMPDØRYQY significa “o inimigo resgatou a cidade do poder”. A dita batalha de “Campo de Ourique” terá sido basicamente um confronto em que os adversários de D. Afonso Henriques, derrotados em batalha ou antecipando a derrota, resgataram a liberdade da sua cidade de origem. Por isso ninguém consegue perceber onde se realizou a batalha, porque “Campo de Ourique” não se refere certamente ao local onde decorreu a batalha, mas antes ao desfecho da mesma. De resto, existem em Portugal 14 topónimos que incluem a palavra “Ourique”, em locais que vão desde as margens do Douro até ao Baixo Alentejo, pelo que pode haver localizações da batalha para todos os gostos.
Como se sabe as lendas ampliam-se e sofrem metamorfoses como qualquer história popular (quem conta um conto…), e o mesmo aconteceu por certo com a lenda desta batalha. Como em muitos outros casos “inventou-se” uma história a partir da fonética da palavra. Se a mesma sequência fonética for agrupada em unidades diferentes, e sofrer pequenas alterações proporciona leituras que estão na base de outro aspeto da lenda:
Khaqui, assim, de sorte que
Môptsímbolo, sinal; maravilha, agouro
Dêrêkecaminho, viajem, empreendimento…        
O som “KHMÔPT DÊRÊKE” (foneticamente próximo de QMPD ØRYQY) deve ter dado origem ao “milagre/aparição” que a lenda refere, já que pode significar algo como “de sorte que agouro maravilhoso”.
Quanto ao “rei” Esmar, é fácil de perceber porque nunca foi identificado. Veja-se o que significa “esmar” em fenício:
ØZ – ser forte
MHR – guerreiro
Portanto “Esmar” (ØZ MHR) não é o nome de um rei árabe, mas apenas o nome que o povo dava a um líder muçulmano da época: “GUERREIRO FORTE”.
Quanto ao seu sobrinho, Homar Atagor, que seria certamente um nobre aliado do rei, também não parece difícil compreender a origem do nome:
ØM familiar, parente, companheiro de clã ou de tribo
MHR - guerreiro
ATjunto com, com auxílio; ao lado de
GWRatacar, hostilizar…
Homar Atagor poderá ser apenas “parente do guerreiro que vem com auxílio atacar”.
Por último e para rematar estas linhas, parece-me claro o povo falou uma língua diferente da língua escrita (e se bem calhar falada) pelas elites políticas e religiosas, e que essa língua era muito próxima das antigas línguas do Próximo Oriente. Também me parece que os nossos investigadores da História deverão aceitar este facto, porque só assim poderão evoluir na análise e interpretação dos escritos do passado.







[1] Mattoso, J. – História de Portugal, Círculo de Leitores, 1993, p. 70
http://fernando-outroladodahistoria.blogspot.com/2014/12/a-batalha-de-campo-de-ourique.html
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16aGOSTO2018


O mistério persiste: Onde é que a história de Portugal virou a esquina e se deu a batalha de Ourique?

 Quase nove séculos passados do evento histórico, permanece o enigma sobre o local da batalha que adquiriu contornos míticos e ideológicos a que nem Camões, nem Marcelo Rebelo de Sousa, ficaram imunes.
No concelho vizinho de Castro Verde, um monumento evocativo simboliza o local da batalha em S. Pedro das Cabeças e um obelisco na sede do concelho reforçam a convicção que o confronto entre cristãos e muçulmanos teve ali lugar. Em 2014, a Escola de Belas Artes do Porto e duas jovens de Castro Verde pintaram um painel com 12 metros de comprimento em S. Pedro das Cabeças que simboliza o confronto guerreiro.
 
Passados que estão, há poucos dias, 879 anos do conflito que terá oposto a cruz de Cristo aos seguidores do Islão, as conjecturas, hipóteses ou meras suposições persistem em manter a famosa batalha de Ourique como “um dos pontos mais incertos e falíveis da História de Portugal”, realça Jorge Alarcão, no ensaio Ourique – O Lugar Controverso.
A história regista que o confronto militar entre os cristãos liderados por Afonso Henriques e os muçulmanos, que alguns investigadores referem terem sido comandadas por Esmar, governador de Córdova, Granada e de todo o al-Andaluz, terá ocorrido no dia 25 de Julho de 1139 mas subsistem, nos dias de hoje, dúvidas sobre o sítio exacto onde decorreu o combate. Poderá ter tido lugar em Castro Verde no distrito de Beja, em Campo de Ourique perto de Leiria, Chão de Ourique em Penela, Vila Chã de Ourique no Cartaxo ou ainda Campo de Ourique junto a Campolide, Lisboa. O concelho de Ourique, no Baixo Alentejo, é a localização tradicionalmente aceite, mas o documento mais antigo que se reporta a esta localidade do distrito de Beja, a sua carta de foral, concedida por D. Dinis em 1290, nada refere sobre a batalha.








A maioria dos historiadores, a começar em Alexandre Herculano, sempre defendeu que a batalha teria ocorrido na povoação de Ourique, no Baixo Alentejo, mas também há os que insistem em realçar a incoerência e os factos não provados na referida localização.Mais recentemente, o historiador José Mattoso reconheceu que o tema continua a alimentar “acaloradas discussões acerca do lugar onde a batalha se realizou”. O investigador medievalista “apenas” admite que “Ourique parece ser, de facto, a primeira grande batalha de Afonso Henriques com os Almorávidas, e que o confronto terá ocorrido em Julho de 1139”, sublinha.
Colocado perante um conjunto de associações que fazem referência ao local da batalha, José Mattoso também não avança certezas. “Podemos apenas admitir que, durante o Verão de 1139, Afonso Henriques dirigiu um fossado (incursão rápida em terras ocupadas pelo inimigo) constituído por forças bastante mais numerosas do que o habitual e que, apesar de ter sido atacado ou de atacar ele próprio um exército considerável, regressou cheio de glória ao território cristão. Ourique foi a sua primeira grande vitória contra os Mouros”, assinala o historiador.
Os indícios históricos e arqueológicos mais plausíveis sugerem que a batalha terá sido travada no concelho vizinho, Castro Verde, no lugar de S. Pedro das Cabeças, numa pequena elevação de terreno com 245 metros de altura. Conta uma das lendas, provavelmente inspirada na tradição oral, que o confronto militar decorreu nos dias 24 e 25 de Julho, do ano de 1139, e que “a mortandade foi tanta que as águas da Ribeira de Cobres (que atravessa o local da refrega) se tingiram de vermelho”.
No entanto, o ensaio publicado pelo professor Jorge de Alarcão pretende “mostrar, contra a tendência maioritária, que talvez a batalha se não tenha travado no Baixo Alentejo”, considerando que, tendo em conta "a situação político-militar de cristãos e muçulmanos em 1139", lhe parece “mais verosímil” que o cenário do confronto se deva localizar “na região de Leiria”.
Alarcão procura demonstrar que, tendo sido a cidade de Leiria reconquistada pelos muçulmanos em 1137, “não parece despropositado” que Afonso Henriques tenha “de imediato encarado a hipótese de vingar essa tomada” encarando a batalha (de Campo de Ourique) como “um episódio da reconquista de Leiria”. E reforça esta hipótese com a referência a um “achamento”, no local, “por volta de 1870, de numerosos esqueletos de indivíduos que teriam sido enterrados verticalmente e sem armas”, as quais terão ficado na posse dos cristãos.









Mesmo assim, a controvérsia subsiste: “Se vamos aqui sustentar que há argumentos fortes contra a localização da batalha no Baixo Alentejo e restaurar (ou retomar) a hipótese de o combate se ter travado no Campo de Ourique perto de Leiria, não concluiremos que este último é o local exacto sem contradição que se possa pôr”, acrescenta o historiador.Deixando de lado o significado ideológico que alimenta as discussões acerca do lugar onde a batalha se realizou, sabe-se, hoje, que o evento bélico foi revestido - sobretudo a partir do século XV - de elementos simbólicos com destaque para o mito fundacional da nação portuguesa, a sua origem.
José Mattoso faz referência à necessidade de “imaginar uma intervenção divina que demonstrasse o seu sentido transcendente e que sublimasse a função de Afonso Henriques como enviado por Deus para esmagar os inimigos da fé”. O aparecimento de Cristo a Afonso Henriques na véspera da batalha revelavam a propensão para mitificar o acontecimento ligando-o à fundação da nacionalidade e à aclamação de Afonso Henriques como rei, depois de ter derrotado cinco reis mouros, outra das lendas associada à batalha de Ourique. No entanto sobre a batalha real não há qualquer alusão tanto na historiografia peninsular não portuguesa como nas fontes árabes.
Outras versões trazidas a reboque de lendas e narrativas são reveladoras da desproporção numérica das forças cristãs, sempre em muito menor número que o dos combatentes do Islão: 1000 cavaleiros e 10.000 peões cristãos contra 400.000 ou mesmo 900.000 muçulmanos.
Camões não esqueceu o feito heróico dos cristãos e exaltou-o no Canto III: "Cinco reis mouros são os inimigos,/ dos quais o principal Ismar se chama/ todos experimentados nos perigos / da guerra, onde se alcança a ilustre fama".
A lenda sobre a fundação que subordinava Portugal à protecção divina, assim como os contornos míticos da batalha foi posta em causa, a partir de meados do século XIX, pelo historiador Alexandre Herculano. O escrutínio sobre o acontecimento de Ourique levantou forte “polémica sobre a historicidade e a validade da tradição da aparição de Cristo a Afonso Henriques nos alvores da nacionalidade”, analisa a historiadora Ana Isabel Buescu. A crítica “dissolvente” com que Herculano se envolveu no combate à “questão da tradição fundadora” veio alimentar um “violento antagonismo entre o historiador e parte do clero”. Mas não é “apenas” a questão do clero que alimentava a polémica: ela veio também demonstrar que “a tradição fundadora, longe de se apresentar meramente como pretexto de controvérsia, correspondia ainda a uma representação das origens” e surgia “fortemente ideologizada”, sintetiza Isabel Buescu.
Incisivo, Alexandre Herculano argumentava: "A grande religiosidade da Idade Média foi um dos factores para o desenvolvimento do carácter místico atribuído à batalha de Ourique - na crença que havia na existência de milagres interventivos na vida dos povos e neste caso colocando Portugal como país amparado pela vontade de Deus”.









 “A chamada Batalha de Ourique, pelo significado que encerra e pelas características simbólicas a que está associada, é a principal lenda épica da história portuguesa” assinala o município de Castro Verde
Para lá do Tejo, na freguesia de Vila Chã de Ourique no concelho do Cartaxo, foi inaugurado em 1932 um monumento alusivo à Batalha de Ourique. Convicta, a comunidade afirma que, “apesar de existirem opiniões divergentes, se acredita que tenha acontecido nas terras desta freguesia, entre D. Afonso Henriques e os Muçulmanos, em 1139”.

https://www.publico.pt/2018/08/16/local/noticia/o-misterio-persiste-onde-e-que-cristaos-e-muculmanos-esgrimiram-armas-na-chamada-batalha-de-ourique-1841033
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1128 - D. Afonso Henriques vence as forças de D. Teresa, na Batalha de S. Mamede. A data assinala a fundação da nacionalidade portuguesa. ALCOBAÇA tem que voltar a ter a importância que teve na fundAÇÃO DE PORTUGAL!!!
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A Batalha de São Mamede foi uma batalha travada a 24 de Junho de 1128, entre D. Afonso Henriques e as tropas dos barões portucalenses contra as tropas do Conde galego Fernão Peres de Trava, que se tentava apoderar do governo do Condado Portucalense. As duas facções confrontaram-se no campo de São Mamede, perto de Guimarães.
Antecedentes
Quando o conde D. Henrique morreu, em 1 de Novembro de 1112, fica D. Teresa a governar o condado, pois achava que este lhe pertencia por direito, mais do que a outrem, porque o seu pai lhe teria dado o território na altura do casamento. Associou ao governo o conde galego Bermudo Peres de Trava e o seu irmão Fernão Peres de Trava. A crescente influência dos condes galegos no governo do condado Portucalense levou à revolta verificada em 1128. Os revoltosos escolheram para seu líder D. Afonso Henriques, filho de D. Henrique e de D. Teresa.
Resultado
Com a derrota, D. Teresa e Fernão Peres abandonaram o governo condal, que ficou então nas mãos do infante e dos seus partidários, o que desagradou ao Bispo de Santiago de Compostela, Diogo Gelmires, que cobiçava o domínio das terras. D. Teresa desistia assim da ambição de ser senhora de Portugal. Há rumores não confirmados que ela teria sido aprisionada no Castelo de Lanhoso. Há até quem relate as maldições que D. Teresa rogou ao seu filho D. Afonso Henriques.
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 25jul2019

Há 880 anos D. Afonso Henriques derrotou cinco reis mouros da Península, na Batalha de Ourique

A batalha de Ourique, ocorrida em 1139, reveste-se da maior importância para a independência e afirmação de Portugal como nação independente. Ela determina não o momento de afirmação da independência, mas o momento da justificação divina para a existência de um país independente, reconhecido pelo próprio Deus dos cristãos.
A batalha está envolvida em mistério, havendo mesmo quem afirme que efectivamente nunca ocorreu, pelo menos da forma como se julga.
A batalha ocorreu a 25 de Julho de 1139, num local que as fontes denominam de Ourique (Aulic, Oric, Ouric), que na altura estaria no território controlado pelos muçulmanosNa batalha, D. Afonso Henriques terá defrontado os exércitos de cinco taifas, ou reinos muçulmanos, vindos de Sevilha, Badajoz, Elvas, Beja e Évora. A batalha terá ocorrido durante uma das muitas «correrias» que tinham lugar naquele tempo durante a Primavera e o Verão, durante as quais se aproveitava para atacar os muito divididos reinos muçulmanos da península.
Segundo a lenda - que viria a condicionar a História - as forças muçulmanas eram claramente superiores às forças portuguesas e a certeza da derrota tinha-se apoderado do pequeno exército comandado por D. Afonso Henriques.
O futuro rei, terá tido uma visão na véspera da esperada batalha, em que um eremita e depois o próprio Jesus Cristo terá aparecido e profetizado que D. Afonso Henriques sob o sinal da cruz, seria Rei, e que o seu reino se expandiria pelos lugares mais estranhos e recônditos do mundo, para espalhar a fé cristã e a palavra de Cristo.
A batalha foi ganha pelas forças portuguesas, e é a partir de aí, que embora não reconhecido, D. Afonso Henriques se proclama «Rex», e já não «Princeps».
A batalha de Ourique, tenha ou não ocorrido conforme as lendas e tradições indicam, tem no entanto a maior importância histórica porque ela marca o início de uma lenda que suporta e justifica mais tarde o direito de D. Afonso Henriques a declarar-se Rei de Portugal, garantindo assim definitivamente a separação de Portugal do Reino de Leão.
«IN HOC SIGNO VINCES»
A importância da batalha, ficou marcada ainda pela referência à frase que Cristo terá proferido perante Constantino o Imperador de Roma e que é comum em várias culturas europeias em que Cristo promete a vitória àqueles que defenderem a Cruz: IN HOC SIGNO VINCES», ou Com este sinal vencerás.
Por causa dessa referência, as armas e escudo armorial de Portugal, mantêm desde então e até hoje, cinco escudetes posicionados em forma de cruz, representando cada um dos cinco reinos derrotados na batalha. Sobre esses cinco escudetes, estão inscritos besantes em número variável (inicialmente onze em cada escudete), que significavam, que por direito divino D. Afonso Henriques era Rei, e que por isso tinha direito a cunhar a sua própria moeda.
Posteriormente, foi estabelecido o número de cinco besantes (em vez de onze) sobre cada um dos escudetes, passando a contar-se segundo a tradição duas vezes os besantes do escudete central, totalizando assim o número de trinta, que significará as trinta moedas pelas quais Judas vendeu Cristo. Essa simbologia foi continuamente mantida durante os quase novecentos anos de existência do país.
Extremamente importante do ponto de vista histórico, a batalha não tem porém qualquer relevância do ponto de vista militar, porque não há qualquer referência a que tenha alterado nenhum equilíbrio estratégico na região.
Fontes:www.areamilitar.net/HIST
História de Portugal - A.H. Oliveira Marques
wikipedia (imagens)

Batalha de Ourique - Domingos Sequeira
Batalha de Ourique por Jorge Colaço 
A visão de D. Afonso Henriques - Frei Manuel dos Reis
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/07/ha-880-anos-d-afonso-henriques-derrotou.html?spref=fb&fbclid=IwAR1B5uQKg5RpVg4Wo9FPnRhMIWxJ765OOga3tV_4IPBxkU_outuvAlJM8HM
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24 de Junho de 1128: Batalha de São Mamede, D. Afonso Henriques vence as tropas da sua mãe, D.ª Teresa.

Batalha travada a 24 de junho de 1128 "in campo Sancte Mametis quod est prope castellum de Vimaranes". Desde 1112, ano da morte do seu esposo, D. Teresa detinha o governo do condado Portucalense tendo a seu lado fidalgos castelhanos, nomeadamente Fernão Peres de Trava, com quem, pensa-se, terá mantido uma relação marital. desde 1127 o infante Afonso Henriques mantinha discórdias importantes com sua mãe; tentou por este motivo apoderar-se do governo do Condado.

As tropas do infante e dos barões portucalenses enfrentaram as de Fernão Peres de Trava e dos seus partidários portugueses e fidalgos galegos no dia de S. João Batista do referido ano de 1128. A vitória foi para D. Afonso Henriques. O cronista do mosteiro de Santa Cruz aproveitou a coincidência da data da batalha com a festa religiosa para exaltar o acontecimento, conseguindo colocá-lo ao nível das intervenções divinas. S. João Batista tinha sido o anunciador de Jesus Cristo pelo facto de a batalha se ter dado na data em que se venera esse santo e a vitória ter sorrido a D. Afonso Henriques. Tal facto é, para o cronista, prova de que o infante era, também ele, o anunciador do aparecimento de um novo reinado.Efetivamente, esta batalha foi decisiva, pois com ela mudaram os detentores do poder no condado (expulsão de D. Teresa e do "seu conde") e mudaram ainda as relações das forças sociais para com o próprio poder. Os barões portucalenses, ao escolherem D. Afonso Henriques para seu chefe, recusavam-se a aceitar a política da alta nobreza galega e do arcebispo de Compostela; por esta via estavam a inviabilizar um reino que englobasse Portugal e a Galiza. Desencadearam uma corrente independentista capaz de subsistir por si e capaz de resistir a todas as tentativas posteriores de reabsorção. A localização exata do campo de batalha é ainda pouco precisa; sabe-se, no entanto, que a refrega se deu, sem qualquer dúvida, perto de Guimarães.

Batalha de S. Mamede. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 

wikipedia (Imagens)




A Batalha de S. Mamede

Miniatura medieval que representa Teresa de Leão, condessa de Portugal (à direita), sua irmã Urraca I de Leão e Castela (centro) e Fernão Peres de Trava (à esquerda). Manuscrito gótico do mosteiro de Toxosoutos

Ficheiro:AfonsoI-P.jpg
D. Afonso Henriques
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/06/24-de-junho-de-1128-batalha-de-sao.html