Batalhas da Fundação de Portugal
Ver a postagem especial da Batalha de Aljubarrota...
https://uniralcobaca.blogspot.com/2014/07/843515jul20141738-14-17.html
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Ver as postagens:
https://uniralcobaca.blogspot.com/2014/12/920510dez20141344-mosteiro-de-alcobaca.html
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A CDU bateu-se sempre por colocar Alcobaça
no centro de Portugal
e no centro de mundo de Cister...
Daí ser fundamental saber a história de todas as batalhas...
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RTP
Foi a 25 de julho de 1139, o dia consagrado a Santiago que, segundo a tradição, as tropas de D. Afonso Henriques alcançaram uma grande vitória sobre um exército muçulmano que viria a ter consequências profundas na emancipação de Portugal como reino independente.
É uma das batalhas mais célebres de toda a História de Portugal, apesar da existência de grandes dúvidas e incertezas acerca do confronto. A primeira prende-se com o próprio local onde terá ocorrido. A tradição indica que teve lugar no Baixo Alentejo, algures nas imediações da vila com esse nome, mas há quem sugira outros locais, no Ribatejo ou na Beira Litoral. Também nada se conhece acerca do número de forças envolvidas ou das próprias circunstâncias da batalha.Um cenário plausível sugere que D. Afonso Henriques fez uma incursão no Baixo Alentejo e que obteve uma vitória improvável sobre as forças inimigas, muito superiores em número, que pretendiam cortar-lhe a retirada, possivelmente lideradas pelo governador muçulmano de Santarém.
- Por que subsistem essas dúvidas?
Esta imagem providencialista foi difundida e ampliada ao longo dos séculos, constituindo-se como um alicerce ideológico importante sobre a fundação de Portugal e um instrumento da propaganda política da monarquia portuguesa. É, aliás, a origem dos escudetes dispostos em cruz que estão no brasão de armas da bandeira portuguesa.
- Mas teve algum impacto histórico além desse aproveitamento ideológico?
De facto, pouco depois da batalha, D. Afonso Henriques alterou o seu título, passando a designar-se, pela primeira vez, “rei dos portugueses”, algo que é habitualmente explicado como um efeito da vitória que obteve em Ourique. Quer tenha sido por este ou por outro motivo, a verdade é que tratou-se do primeiro passo para a emancipação de Portugal como reino independente.
Assim, três anos mais tarde o rei de Leão aceitava esse título, pelo Tratado de Zamora, e D. Afonso Henriques dava início a um longo processo de negociações com a Santa Sé para o pleno reconhecimento e consagração desse estatuto, o que obteve, finalmente, em 1179, com a bula Manifestis Probatum.
http://ensina.rtp.pt/artigo/a-batalha-de-ourique/
***
A chamada “batalha de Campo de Ourique”, em
que se incrementou o mito do “herói fundador”, tão ao gosto da cultura grega e
dos nossos historiadores dos últimos séculos, tem servido para louvar os feitos
heroicos do nosso primeiro rei. Contudo, das lendas que ficaram na voz do povo desses
tempos distantes, pouco há de fiável.
Sei no entanto que o povo nessa época falava
uma língua pouco latinizada (muito menos latinizada que o português que falamos
hoje), mas que paradoxalmente se escrevia em latim. Há portanto informação que
nos chega pelos escritos latinos que reproduzem o falar popular ainda muito “fenício”.
Esta lenda da “Batalha do Campo de Ourique” chega até nós como um caso
interessante desta dicotomia linguística. 
Batalha de Ourique por Jorge Colaço noCentro Cultural Rodrigues de Faria.
O pouco que se sabe de objetivo sobre a
batalha de Campo de Ourique é que “…durante o Verão de 1139, Afonso Henriques
dirigiu um fossado constituído por forças bastante mais numerosas que o
habitual e que, apesar de ter sido atacado ou de atacar ele próprio um exército
considerável, regressou cheio de glória ao território cristão.”[1]
Fala-se igualmente de um “rei” Esmar
e de seu sobrinho Homar Atagor
(nunca identificados), e refere-se uma aparição que terá acontecido a D. Afonso
Henriques.
Gastaram-se rios de tinta a escrever sobre
a localização do referido confronto, já que há vários “Ourique” em Portugal, e
nada de seguro se determinou. Nem se determinou, nem se poderá certamente
determinar, porque a expressão “Campo de Ourique” provavelmente não se referia
a um lugar. Vejamos o que significava no falar fenício do povo:
Qm – adversário,
inimigo
Pdh – comprar
a liberdade, resgatar, libertar
Ør – cidade
Yqy – render
preito, temer, obedecer
Genericamente, a sequência QMPDØRYQY significa “o
inimigo resgatou a cidade do poder”. A dita batalha de “Campo de
Ourique” terá sido basicamente um confronto em que os adversários de D. Afonso
Henriques, derrotados em batalha ou antecipando a derrota, resgataram a
liberdade da sua cidade de origem. Por isso ninguém consegue perceber onde se
realizou a batalha, porque “Campo de Ourique” não se refere certamente ao local
onde decorreu a batalha, mas antes ao desfecho da mesma. De resto, existem em
Portugal 14 topónimos que incluem a palavra “Ourique”, em locais que vão desde
as margens do Douro até ao Baixo Alentejo, pelo que pode haver localizações da
batalha para todos os gostos.
Como se sabe as lendas ampliam-se e sofrem
metamorfoses como qualquer história popular (quem conta um conto…), e o mesmo
aconteceu por certo com a lenda desta batalha. Como em muitos outros casos “inventou-se”
uma história a partir da fonética da palavra. Se a mesma sequência fonética for
agrupada em unidades diferentes, e sofrer pequenas alterações proporciona
leituras que estão na base de outro aspeto da lenda:
Kh – aqui,
assim, de sorte que…
Môpt – símbolo,
sinal; maravilha, agouro
Dêrêke – caminho,
viajem, empreendimento…
O som “KHMÔPT
DÊRÊKE” (foneticamente próximo de QMPD
ØRYQY) deve ter dado origem ao “milagre/aparição” que a lenda refere, já
que pode significar algo como “de sorte que agouro maravilhoso”.
Quanto ao “rei” Esmar, é
fácil de perceber porque nunca foi identificado. Veja-se o que significa “esmar”
em fenício:
ØZ – ser forte
MHR – guerreiro
Portanto
“Esmar” (ØZ MHR) não é o nome de um rei árabe, mas apenas o nome que o povo
dava a um líder muçulmano da época: “GUERREIRO
FORTE”.
Quanto ao seu sobrinho, Homar Atagor,
que
seria certamente um nobre aliado do rei, também não parece
difícil compreender a origem do nome:
ØM – familiar,
parente, companheiro de clã ou de tribo
MHR - guerreiro
AT – junto
com, com auxílio; ao lado de…
GWR – atacar,
hostilizar…
Homar
Atagor poderá ser apenas “parente
do guerreiro que vem com auxílio atacar”.
Por
último e para rematar estas linhas, parece-me claro o povo falou uma língua
diferente da língua escrita (e se bem calhar falada) pelas elites políticas e
religiosas, e que essa língua era muito próxima das antigas línguas do Próximo
Oriente. Também me parece que os nossos investigadores da História deverão
aceitar este facto, porque só assim poderão evoluir na análise e interpretação
dos escritos do passado.
http://fernando-outroladodahistoria.blogspot.com/2014/12/a-batalha-de-campo-de-ourique.html
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16aGOSTO2018
O mistério persiste: Onde é que a história de Portugal virou a esquina e se deu a batalha de Ourique?
Quase nove séculos passados do evento histórico, permanece o enigma sobre o local da batalha que adquiriu contornos míticos e ideológicos a que nem Camões, nem Marcelo Rebelo de Sousa, ficaram imunes.No concelho vizinho de Castro Verde, um monumento evocativo simboliza o local da batalha em S. Pedro das Cabeças e um obelisco na sede do concelho reforçam a convicção que o confronto entre cristãos e muçulmanos teve ali lugar. Em 2014, a Escola de Belas Artes do Porto e duas jovens de Castro Verde pintaram um painel com 12 metros de comprimento em S. Pedro das Cabeças que simboliza o confronto guerreiro.
Passados que estão, há poucos dias, 879 anos
do conflito que terá oposto a cruz de Cristo aos seguidores do Islão, as
conjecturas, hipóteses ou meras suposições persistem em manter a famosa
batalha de Ourique como “um dos pontos mais incertos e falíveis da
História de Portugal”, realça Jorge Alarcão, no ensaio Ourique – O Lugar Controverso.
A história regista que o confronto militar entre os cristãos
liderados por Afonso Henriques e os muçulmanos, que alguns
investigadores referem terem sido comandadas por Esmar, governador de
Córdova, Granada e de todo o al-Andaluz, terá ocorrido no dia 25 de
Julho de 1139 mas subsistem, nos dias de hoje, dúvidas sobre o sítio
exacto onde decorreu o combate. Poderá ter tido lugar em Castro Verde no
distrito de Beja, em Campo de Ourique perto de Leiria, Chão de Ourique
em Penela, Vila Chã de Ourique no Cartaxo ou ainda Campo de Ourique
junto a Campolide, Lisboa. O concelho de Ourique, no Baixo Alentejo, é a
localização tradicionalmente aceite, mas o documento mais antigo que se
reporta a esta localidade do distrito de Beja, a sua carta de foral,
concedida por D. Dinis em 1290, nada refere sobre a batalha.A maioria dos historiadores, a começar em Alexandre Herculano, sempre defendeu que a batalha teria ocorrido na povoação de Ourique, no Baixo Alentejo, mas também há os que insistem em realçar a incoerência e os factos não provados na referida localização.Mais recentemente, o historiador José Mattoso reconheceu que o tema continua a alimentar “acaloradas discussões acerca do lugar onde a batalha se realizou”. O investigador medievalista “apenas” admite que “Ourique parece ser, de facto, a primeira grande batalha de Afonso Henriques com os Almorávidas, e que o confronto terá ocorrido em Julho de 1139”, sublinha.
Colocado perante um conjunto de associações que fazem referência ao local da batalha, José Mattoso também não avança certezas. “Podemos apenas admitir que, durante o Verão de 1139, Afonso Henriques dirigiu um fossado (incursão rápida em terras ocupadas pelo inimigo) constituído por forças bastante mais numerosas do que o habitual e que, apesar de ter sido atacado ou de atacar ele próprio um exército considerável, regressou cheio de glória ao território cristão. Ourique foi a sua primeira grande vitória contra os Mouros”, assinala o historiador.
Os indícios históricos e arqueológicos mais plausíveis sugerem que a batalha terá sido travada no concelho vizinho, Castro Verde, no lugar de S. Pedro das Cabeças, numa pequena elevação de terreno com 245 metros de altura. Conta uma das lendas, provavelmente inspirada na tradição oral, que o confronto militar decorreu nos dias 24 e 25 de Julho, do ano de 1139, e que “a mortandade foi tanta que as águas da Ribeira de Cobres (que atravessa o local da refrega) se tingiram de vermelho”.
No entanto, o ensaio publicado pelo professor Jorge de Alarcão pretende “mostrar, contra a tendência maioritária, que talvez a batalha se não tenha travado no Baixo Alentejo”, considerando que, tendo em conta "a situação político-militar de cristãos e muçulmanos em 1139", lhe parece “mais verosímil” que o cenário do confronto se deva localizar “na região de Leiria”.
Alarcão procura demonstrar que, tendo sido a cidade de Leiria reconquistada pelos muçulmanos em 1137, “não parece despropositado” que Afonso Henriques tenha “de imediato encarado a hipótese de vingar essa tomada” encarando a batalha (de Campo de Ourique) como “um episódio da reconquista de Leiria”. E reforça esta hipótese com a referência a um “achamento”, no local, “por volta de 1870, de numerosos esqueletos de indivíduos que teriam sido enterrados verticalmente e sem armas”, as quais terão ficado na posse dos cristãos.
Mesmo assim, a controvérsia subsiste: “Se vamos aqui sustentar que há argumentos fortes contra a localização da batalha no Baixo Alentejo e restaurar (ou retomar) a hipótese de o combate se ter travado no Campo de Ourique perto de Leiria, não concluiremos que este último é o local exacto sem contradição que se possa pôr”, acrescenta o historiador.Deixando de lado o significado ideológico que alimenta as discussões acerca do lugar onde a batalha se realizou, sabe-se, hoje, que o evento bélico foi revestido - sobretudo a partir do século XV - de elementos simbólicos com destaque para o mito fundacional da nação portuguesa, a sua origem.
José Mattoso faz referência à necessidade de “imaginar uma intervenção divina que demonstrasse o seu sentido transcendente e que sublimasse a função de Afonso Henriques como enviado por Deus para esmagar os inimigos da fé”. O aparecimento de Cristo a Afonso Henriques na véspera da batalha revelavam a propensão para mitificar o acontecimento ligando-o à fundação da nacionalidade e à aclamação de Afonso Henriques como rei, depois de ter derrotado cinco reis mouros, outra das lendas associada à batalha de Ourique. No entanto sobre a batalha real não há qualquer alusão tanto na historiografia peninsular não portuguesa como nas fontes árabes.
Outras versões trazidas a reboque de lendas e narrativas são reveladoras da desproporção numérica das forças cristãs, sempre em muito menor número que o dos combatentes do Islão: 1000 cavaleiros e 10.000 peões cristãos contra 400.000 ou mesmo 900.000 muçulmanos.
Camões não esqueceu o feito heróico dos cristãos e exaltou-o no Canto III: "Cinco reis mouros são os inimigos,/ dos quais o principal Ismar se chama/ todos experimentados nos perigos / da guerra, onde se alcança a ilustre fama".
A lenda sobre a fundação que subordinava Portugal à protecção divina, assim como os contornos míticos da batalha foi posta em causa, a partir de meados do século XIX, pelo historiador Alexandre Herculano. O escrutínio sobre o acontecimento de Ourique levantou forte “polémica sobre a historicidade e a validade da tradição da aparição de Cristo a Afonso Henriques nos alvores da nacionalidade”, analisa a historiadora Ana Isabel Buescu. A crítica “dissolvente” com que Herculano se envolveu no combate à “questão da tradição fundadora” veio alimentar um “violento antagonismo entre o historiador e parte do clero”. Mas não é “apenas” a questão do clero que alimentava a polémica: ela veio também demonstrar que “a tradição fundadora, longe de se apresentar meramente como pretexto de controvérsia, correspondia ainda a uma representação das origens” e surgia “fortemente ideologizada”, sintetiza Isabel Buescu.
Incisivo, Alexandre Herculano argumentava: "A grande religiosidade da Idade Média foi um dos factores para o desenvolvimento do carácter místico atribuído à batalha de Ourique - na crença que havia na existência de milagres interventivos na vida dos povos e neste caso colocando Portugal como país amparado pela vontade de Deus”.
Para lá do Tejo, na freguesia de Vila Chã de Ourique no concelho do Cartaxo, foi inaugurado em 1932 um monumento alusivo à Batalha de Ourique. Convicta, a comunidade afirma que, “apesar de existirem opiniões divergentes, se acredita que tenha acontecido nas terras desta freguesia, entre D. Afonso Henriques e os Muçulmanos, em 1139”.
https://www.publico.pt/2018/08/16/local/noticia/o-misterio-persiste-onde-e-que-cristaos-e-muculmanos-esgrimiram-armas-na-chamada-batalha-de-ourique-1841033
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1128
- D. Afonso Henriques vence as forças de D. Teresa, na Batalha de S.
Mamede. A data assinala a fundação da nacionalidade portuguesa. ALCOBAÇA
tem que voltar a ter a importância que teve na fundAÇÃO DE PORTUGAL!!!
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**
A
Batalha de São Mamede foi uma batalha travada a 24 de Junho de 1128,
entre D. Afonso Henriques e as tropas dos barões portucalenses contra as
tropas do Conde galego
Fernão Peres de Trava, que se tentava apoderar do governo do Condado
Portucalense. As duas facções confrontaram-se no campo de São Mamede,
perto de Guimarães.
Antecedentes
Quando o conde D. Henrique morreu, em 1 de Novembro de 1112, fica D. Teresa a governar o condado, pois achava que este lhe pertencia por direito, mais do que a outrem, porque o seu pai lhe teria dado o território na altura do casamento. Associou ao governo o conde galego Bermudo Peres de Trava e o seu irmão Fernão Peres de Trava. A crescente influência dos condes galegos no governo do condado Portucalense levou à revolta verificada em 1128. Os revoltosos escolheram para seu líder D. Afonso Henriques, filho de D. Henrique e de D. Teresa.
Quando o conde D. Henrique morreu, em 1 de Novembro de 1112, fica D. Teresa a governar o condado, pois achava que este lhe pertencia por direito, mais do que a outrem, porque o seu pai lhe teria dado o território na altura do casamento. Associou ao governo o conde galego Bermudo Peres de Trava e o seu irmão Fernão Peres de Trava. A crescente influência dos condes galegos no governo do condado Portucalense levou à revolta verificada em 1128. Os revoltosos escolheram para seu líder D. Afonso Henriques, filho de D. Henrique e de D. Teresa.
Resultado
Com a derrota, D. Teresa e Fernão Peres abandonaram o governo condal, que ficou então nas mãos do infante e dos seus partidários, o que desagradou ao Bispo de Santiago de Compostela, Diogo Gelmires, que cobiçava o domínio das terras. D. Teresa desistia assim da ambição de ser senhora de Portugal. Há rumores não confirmados que ela teria sido aprisionada no Castelo de Lanhoso. Há até quem relate as maldições que D. Teresa rogou ao seu filho D. Afonso Henriques.
Com a derrota, D. Teresa e Fernão Peres abandonaram o governo condal, que ficou então nas mãos do infante e dos seus partidários, o que desagradou ao Bispo de Santiago de Compostela, Diogo Gelmires, que cobiçava o domínio das terras. D. Teresa desistia assim da ambição de ser senhora de Portugal. Há rumores não confirmados que ela teria sido aprisionada no Castelo de Lanhoso. Há até quem relate as maldições que D. Teresa rogou ao seu filho D. Afonso Henriques.
25jul2019
Há 880 anos D. Afonso Henriques derrotou cinco reis mouros da Península, na Batalha de Ourique
A
batalha de Ourique, ocorrida em 1139, reveste-se da maior importância
para a independência e afirmação de Portugal como nação independente.
Ela determina não o momento de afirmação da independência, mas o momento
da justificação divina para a existência de um país independente,
reconhecido pelo próprio Deus dos cristãos.
A batalha está envolvida em mistério, havendo mesmo quem afirme que efectivamente nunca ocorreu, pelo menos da forma como se julga.
A batalha ocorreu a 25 de Julho de 1139, num local que as fontes denominam de Ourique (Aulic, Oric, Ouric), que na altura estaria no território controlado pelos muçulmanos. Na batalha, D. Afonso Henriques terá defrontado os exércitos de cinco taifas, ou reinos muçulmanos, vindos de Sevilha, Badajoz, Elvas, Beja e Évora. A batalha terá ocorrido durante uma das muitas «correrias» que tinham lugar naquele tempo durante a Primavera e o Verão, durante as quais se aproveitava para atacar os muito divididos reinos muçulmanos da península.
Segundo a lenda - que viria a condicionar a História - as forças muçulmanas eram claramente superiores às forças portuguesas e a certeza da derrota tinha-se apoderado do pequeno exército comandado por D. Afonso Henriques.
O futuro rei, terá tido uma visão na véspera da esperada batalha, em que um eremita e depois o próprio Jesus Cristo terá aparecido e profetizado que D. Afonso Henriques sob o sinal da cruz, seria Rei, e que o seu reino se expandiria pelos lugares mais estranhos e recônditos do mundo, para espalhar a fé cristã e a palavra de Cristo.
A batalha foi ganha pelas forças portuguesas, e é a partir de aí, que embora não reconhecido, D. Afonso Henriques se proclama «Rex», e já não «Princeps».
A batalha de Ourique, tenha ou não ocorrido conforme as lendas e tradições indicam, tem no entanto a maior importância histórica porque ela marca o início de uma lenda que suporta e justifica mais tarde o direito de D. Afonso Henriques a declarar-se Rei de Portugal, garantindo assim definitivamente a separação de Portugal do Reino de Leão.
«IN HOC SIGNO VINCES»
A importância da batalha, ficou marcada ainda pela referência à frase que Cristo terá proferido perante Constantino o Imperador de Roma e que é comum em várias culturas europeias em que Cristo promete a vitória àqueles que defenderem a Cruz: IN HOC SIGNO VINCES», ou Com este sinal vencerás.
Por causa dessa referência, as armas e escudo armorial de Portugal, mantêm desde então e até hoje, cinco escudetes posicionados em forma de cruz, representando cada um dos cinco reinos derrotados na batalha. Sobre esses cinco escudetes, estão inscritos besantes em número variável (inicialmente onze em cada escudete), que significavam, que por direito divino D. Afonso Henriques era Rei, e que por isso tinha direito a cunhar a sua própria moeda.
Posteriormente, foi estabelecido o número de cinco besantes (em vez de onze) sobre cada um dos escudetes, passando a contar-se segundo a tradição duas vezes os besantes do escudete central, totalizando assim o número de trinta, que significará as trinta moedas pelas quais Judas vendeu Cristo. Essa simbologia foi continuamente mantida durante os quase novecentos anos de existência do país.
Extremamente importante do ponto de vista histórico, a batalha não tem porém qualquer relevância do ponto de vista militar, porque não há qualquer referência a que tenha alterado nenhum equilíbrio estratégico na região.
A batalha está envolvida em mistério, havendo mesmo quem afirme que efectivamente nunca ocorreu, pelo menos da forma como se julga.
A batalha ocorreu a 25 de Julho de 1139, num local que as fontes denominam de Ourique (Aulic, Oric, Ouric), que na altura estaria no território controlado pelos muçulmanos. Na batalha, D. Afonso Henriques terá defrontado os exércitos de cinco taifas, ou reinos muçulmanos, vindos de Sevilha, Badajoz, Elvas, Beja e Évora. A batalha terá ocorrido durante uma das muitas «correrias» que tinham lugar naquele tempo durante a Primavera e o Verão, durante as quais se aproveitava para atacar os muito divididos reinos muçulmanos da península.
Segundo a lenda - que viria a condicionar a História - as forças muçulmanas eram claramente superiores às forças portuguesas e a certeza da derrota tinha-se apoderado do pequeno exército comandado por D. Afonso Henriques.
O futuro rei, terá tido uma visão na véspera da esperada batalha, em que um eremita e depois o próprio Jesus Cristo terá aparecido e profetizado que D. Afonso Henriques sob o sinal da cruz, seria Rei, e que o seu reino se expandiria pelos lugares mais estranhos e recônditos do mundo, para espalhar a fé cristã e a palavra de Cristo.
A batalha foi ganha pelas forças portuguesas, e é a partir de aí, que embora não reconhecido, D. Afonso Henriques se proclama «Rex», e já não «Princeps».
A batalha de Ourique, tenha ou não ocorrido conforme as lendas e tradições indicam, tem no entanto a maior importância histórica porque ela marca o início de uma lenda que suporta e justifica mais tarde o direito de D. Afonso Henriques a declarar-se Rei de Portugal, garantindo assim definitivamente a separação de Portugal do Reino de Leão.
«IN HOC SIGNO VINCES»
A importância da batalha, ficou marcada ainda pela referência à frase que Cristo terá proferido perante Constantino o Imperador de Roma e que é comum em várias culturas europeias em que Cristo promete a vitória àqueles que defenderem a Cruz: IN HOC SIGNO VINCES», ou Com este sinal vencerás.
Por causa dessa referência, as armas e escudo armorial de Portugal, mantêm desde então e até hoje, cinco escudetes posicionados em forma de cruz, representando cada um dos cinco reinos derrotados na batalha. Sobre esses cinco escudetes, estão inscritos besantes em número variável (inicialmente onze em cada escudete), que significavam, que por direito divino D. Afonso Henriques era Rei, e que por isso tinha direito a cunhar a sua própria moeda.
Posteriormente, foi estabelecido o número de cinco besantes (em vez de onze) sobre cada um dos escudetes, passando a contar-se segundo a tradição duas vezes os besantes do escudete central, totalizando assim o número de trinta, que significará as trinta moedas pelas quais Judas vendeu Cristo. Essa simbologia foi continuamente mantida durante os quase novecentos anos de existência do país.
Extremamente importante do ponto de vista histórico, a batalha não tem porém qualquer relevância do ponto de vista militar, porque não há qualquer referência a que tenha alterado nenhum equilíbrio estratégico na região.
Fontes:www.areamilitar.net/HIST
História de Portugal - A.H. Oliveira Marques
wikipedia (imagens)

Batalha de Ourique - Domingos Sequeira
Batalha de Ourique por Jorge Colaço

A visão de D. Afonso Henriques - Frei Manuel dos Reis
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/07/ha-880-anos-d-afonso-henriques-derrotou.html?spref=fb&fbclid=IwAR1B5uQKg5RpVg4Wo9FPnRhMIWxJ765OOga3tV_4IPBxkU_outuvAlJM8HM*
24 de Junho de 1128: Batalha de São Mamede, D. Afonso Henriques vence as tropas da sua mãe, D.ª Teresa.
Batalha
travada a
24 de junho
de 1128 "in campo Sancte Mametis quod est prope castellum de Vimaranes". Desde
1112, ano
da morte do
seu esposo, D.
Teresa detinha
o governo do
condado Portucalense
tendo a
seu lado fidalgos
castelhanos, nomeadamente
Fernão Peres
de Trava, com
quem, pensa-se,
terá mantido uma
relação marital.
Já desde 1127
o infante Afonso
Henriques mantinha
discórdias importantes
com sua mãe;
tentou por
este motivo apoderar-se
do governo do
Condado.
As tropas
do infante e
dos barões portucalenses
enfrentaram as
de Fernão Peres
de Trava e
dos seus partidários
portugueses e
fidalgos galegos
no dia de
S. João Batista
do já referido
ano de 1128.
A vitória foi
para D. Afonso
Henriques.
O cronista do
mosteiro de
Santa Cruz
aproveitou a
coincidência da
data da
batalha com
a festa religiosa
para exaltar
o acontecimento, conseguindo
colocá-lo ao
nível das
intervenções divinas.
S. João Batista
tinha sido
o anunciador de Jesus
Cristo pelo
facto de
a batalha se
ter dado na
data em
que se venera
esse santo
e a vitória
ter sorrido a
D. Afonso Henriques.
Tal facto é,
para o
cronista, prova
de que o
infante era,
também ele,
o anunciador do
aparecimento de
um novo reinado.Efetivamente, esta
batalha foi
decisiva, pois
com ela mudaram
os detentores do
poder no
condado (expulsão
de D. Teresa
e do "seu
conde") e
mudaram ainda
as relações das
forças sociais
para com
o próprio poder.
Os barões portucalenses,
ao escolherem
D. Afonso
Henriques para
seu chefe, recusavam-se
a aceitar a
política da
alta nobreza galega e
do arcebispo de
Compostela; por
esta via
estavam a
inviabilizar um
reino que
englobasse Portugal e
a Galiza. Desencadearam
uma corrente independentista
capaz de
subsistir por
si só e
capaz de resistir a
todas as
tentativas posteriores
de reabsorção. A localização
exata do
campo de
batalha é
ainda pouco
precisa; sabe-se,
no entanto, que
a refrega se
deu, sem
qualquer dúvida,
perto de Guimarães.
Batalha de S. Mamede. In Infopédia [Em
linha]. Porto: Porto Editora,
2003-2012.
wikipedia
(Imagens)
A Batalha de S.
Mamede

Miniatura medieval
que representa Teresa de Leão, condessa de Portugal (à direita), sua
irmã Urraca I de Leão e Castela (centro)
e Fernão Peres de Trava (à esquerda).
Manuscrito gótico do mosteiro de Toxosoutos
D. Afonso Henriques
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/06/24-de-junho-de-1128-batalha-de-sao.html
