21/09/2018

3.422.(21seTEMbro2018.1010') Toscana...Conhecer Itália...

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Sempre desejei ir a Itália
a Toscana
a Florença...
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Toscana

Principais cidades Toscanas

A Toscana é uma das metas mais procuradas da Itália, uma região que oferece um turismo a 360 graus: arte, arquitetura e cultura nas cidades de Florença, Siena e Pisa, gastronomia e vinho nas regiões do Chianti, Montalcino, Montepulciano e Bolgheri, além de muita beleza natural! O Viva Toscana desde 2010 escreve sobre esta maravilhosa região. Para saber mais sobre cada assunto, clique nos links abaixo.

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A Itália é dividida em 20 Regiões (correspondem aos nossos Estados) e cada Região tem a sua capital. A Região da Toscana está no centro da Itália e tem como capital Florença.
Mapa das Regiões da Itália
Uma segunda divisão territorial são as Províncias que abrangem diversas cidades. A Toscana é dividida em 10 Províncias: Florença, Arezzo, Siena, Grosseto, Lucca, Pisa, Livorno, Pistoia, Prato e Massa Carrara. Não confundir a província Florença com a cidade Florença!
Mapa das províncias da Região Toscana
Agora que entendemos a organização geográfica italiana, vamos às principais cidades da Toscana:
Capital da Região Toscana, Florença é chamada de “o berço do Renascimento”, onde viveram as mais brilhantes mentes deste movimento: Leonardo da Vinci, Galileu Galilei, Michelangelo, Dante Alighieri, Raffaello, Brunelleschi, entre outros. Como não poderia ser diferente, a cidade respira arte e cultura. Os campeões de visita são a Galeria Uffizi (o museu mais importante e visitado da Itália), Galeria Accademia (onde está o original do David de Michelangelo), o Duomo Santa Maria del Fiore, Ponte Vecchio, Palazzo Vecchio, Piazza della Signoria, Palazzo Pitti, Piazzale Michelangelo e Basílica de Santa Croce, mas Florença tem uma atração artística infinita!


Ponte Vecchio, Florença
Ponte Vecchio, Florença
Quem nunca ouviu falar da Torre de Pisa, um dos símbolos da Itália? O que talvez você não saiba é que a famosa Torre fica em uma praça chamada Piazza dei Miracoli que abrange um complexo de três construções religiosas: a Catedral de Santa Maria Assunta, o Batistério, a Torre, que nada mais é do que o campanário. Além destes edifícios, tem o Campossanto, o cemitério monumental, e o Museu.


Piazza dei Miracoli, Pisa
Piazza dei Miracoli, Pisa

Siena

Cidade sobre uma colina que ainda preserva os muros medievais ao redor do centro histórico. Uma delícia passear pela ruas do comércio de Siena! O grande evento da cidade é o Palio de Siena, uma corrida de cavalos na praça principal que acontece duas vezes ao ano. As principais atrações são a Piazza del Campo (onde ocorre o Palio), Palazzo Pubblico e Museo Civico, Duomo de Siena.

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Duomo di Siena

Conhecida por ser a “cidade das 100 igrejas”, preserva a maior cinta murária renascentista do mundo com seus 4,2 Km de extensão! Principais atrações: Catedral de San Martino, Igreja de San Michele, Torre Ginigi e seu jardim suspenso, Palazzo Ducale, Torre delle Ore e Piazza dell’Anfiteatro
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Duomo di Lucca

Conhecida como “A cidade das torres” ou ainda “a Manhatan Italiana” devido às suas 14 torres que resistiram aos séculos. De longe se vê no topo da colina a cidade murada e as torres que saltam dela. Cidade produtora do vinho branco Vernaccia e do zafferano (açafrão). Linda cidade que lhe oferece paisagens maravilhosas, boa gastronomia e artesanato típico!

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Piazza della Cisterna, San Gimignano

Arezzo

A cidade é famosa pelas inúmeras lojas de antiquariado. No primeiro fim de semana do mês a praça principal é ocupada pela Fiera Antiquaria que existe desde 1968. Aqui nasceram nomes famosos como Michelangelo, Francesco Petrarca, Piero della Francesca, Giorgio Vasari e o mais contemporâneo deles, Roberto Benigni. Aliás, na sua cidade foram gravadas algumas cenas da sua obra-prima “La Vita è Bella”.

Principais atrações: Anfiteatro Romano, Catedral dei Santi Pietro e Donato, Chiesa di San Francesco, Piazza Grande, Museu de Arte Medieval e Moderna.

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Piazza Grande, Arezzo

Volterra

A cidade já foi apresentada aqui no VivaToscana como “a cidade do alabastro“, um artesanato típico da região. Volterra é uma cidade medieval, cercada por muros do século XIII. Principais atrações: Palazzo e Piazza dei Priori, Catedral de Santa Maria, Fortezza Medicea.

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Volterra

Cortona

A cidade ficou conhecida após ser a locação do filme “Sob o Sol da Toscana”. Uma cidadezinha medieval encantadora, com suas construções em pedra e vielas estreitas. Principais atrações: Palazzo Comunale, Duomo di Santa Maria Assunta, Fortezza di Girifalco, Museo Diocesano, Eremo delle Celle e Tombas Etruscas.

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Palazzo Comunale de Cortona

Montepulciano e Montalcino

Duas cidades conhecidas pelos vinhos que produzem: Brunello e Rosso di Montalcino e o Nobile e Rosso di Montepulciano. As cidades oferecem inúmeras enotecas onde degustar e comprar garrafas de um dos melhores vinhos produzidos na Toscana.

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La Rocca di Montalcino

Montepulciano
Montepulciano

Conheça outras cidades da Toscana, leia também os artigos:
  






http://www.vivatoscana.com.br/2012/02/principais-cidades-toscanas.html
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FLORENÇA
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26 de Abril de 1478: A família Médici é vítima de um atentado, a chamada Conspiração dos Pazzi

No dia 26 de Abril de 1478, um Domingo, um conflito eclode em Florença, durante a missa da catedral da cidade, o Duomo. O atentado acarretaria a morte de Juliano de Médici e abriria espaço para a ascensão do seu irmão à frente da rica república mercantil.
Esse foi o começo de uma saga familiar inigualável. A vítima de 25 anos governava, de facto, a República de Florença ao lado de seu irmão, Lourenço, de 29 anos. Tanto um quanto o outro portavam o título de principe dello stato (príncipe de Estado). A autoridade dos Médici sobre a cidade remontava a Cosimo de Médici, avô dos dois, e ao pai, Pedro de Cosme. Ambos exigiam que as suas magistraturas fossem conservadas, mas  organizavam-se para que fossem confiadas a pessoas leais.
Por meio de generosidades, os Médici tratavam de conservar o apoio do povo. Porém só dispunham de uma autoridade informal sobre as instituições da República e ela era contestada. Uma desavença entre o papa e os Médici abriria a oportunidade para os opositores se manifestarem.
O papa Sisto IV era um mecenas a quem Roma devia a ponte Sisto e a capela que leva o seu nome, a Sistina. Praticava também o nepotismo em grande escala em favor dos seus bastardos e de seus sobrinhos. Desejoso de oferecer a ‘Signoria’ de Imola ao seu sobrinho, Girolamo Riario, dirige um pedido de empréstimo aos Médici. Lourenço, que tinha igualmente intenções sobre Imola, recusa o auxílio.
Inconformado, Girolamo dirige-se aos seus rivais, os Pazzi, uma outra grande família de banqueiros florentinos. Os Pazzi estavam muito descontentes por terem sido privados pelos Médici de certos cargos “apetitosos”. O seu chefe, Francesco Pazzi, aproveita a ocasião para ajustar contas com os Médici. Organiza a conspiração do ‘Duomo’ com apoio de Girolamo Riario e do arcebispo de Pisa, Francesco Salviati, cuja nomeação Lourenço de Médici havia rejeitado.
Juliano morre no atentado, mas Lourenço fica apenas ferido. Escapou da morte refugiando-se na sacristia com alguns fiéis e conseguiu escapar. À época, os partidários dos Pazzi tentavam sublevar o povo de Florença aos gritos de ‘Popolo e libertà’ (Povo e Liberdade). Contudo, o povo permaneceu fiel aos Médici e Lourenço retoma o comando da situação em seu proveito.
Os conspiradores são massacrados sem indulgência. Jacopo e Francesco Pazzi, assim como o arcebispo Francesco Salviati, são enforcados e dependurados nas janelas do Palácio de la Signoria. Em virtude da morte do arcebispo de Pisa, o papa proclama o ‘interdito’ de Florença. Excomunga todos os seus habitantes. De resto, entra em guerra contra a República de Florença com o apoio de Nápoles e Veneza.
Lourenço de Médici, devido à sua habilidade política e estratégia militar, derrota a aliança. Ao cabo de uma guerra de dois anos entre as facções rivais e de uma repressão impiedosa, a sua autoridade surge mais incontestável que nunca.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


 Arquivo: Giuliano de 'Medici por Sandro Botticelli.jpeg
Retrato de Juliano de Médici- Sandro Botticelli
Ficheiro:Lorenzo de' Medici-ritratto.jpg
Retrato de Lourenço de Médici - Girolamo Macchietti
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/04/26-de-abril-de-1478-familia-medici-e.html?spref=fb&fbclid=IwAR0VMQfAXJsS2cdi-WlQkRn8pCj7QYAG8qyVi0-57q4xJHH-u1MwWAJNpBE
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21 de Setembro de 1452: Nasce Girolamo Savonarola, reformador religioso e governante de Florença

No dia 23 de Maio de 1498, por ordem do papa Alexandre VI, é executado na forca e em seguida queimado Girolamo Savonarola. Considerado um dos espíritos mais complexos e poderosos do século XV italiano, Savonarola nasceu em Ferrara, em 21 de Setembro de 1452, numa família originária de Pádua. Intelectual muito talentoso devotou-se aos estudos, em especial à filosofia e à medicina.


A sua vida decorreu em grande parte longe da terra natal e muitas das suas peregrinações  permitiram que conhecesse diversas cidades da Itália, a sua acção e a sua energia de monge reformador e intérprete dos motivos contrastantes da cultura do Humanismo e do Renascimento, aconteceu principalmente na Florença de Lourenço o Magnífico e, depois da morte deste, na cidade em que por breve tempo se tornou república.
Em 1475, é acolhido no Convento dos Dominicanos onde a  sua visão teológica e das coisas mundanas se afirmou. Sentindo profundamente a perda de valores trazida pelo ideário do Renascimento começou a escrever os tratados filosóficos baseados em Aristóteles e em São Tomás de Aquino. Em 1481, foi designado pelo seu superior para pregar em Florença. Nesse centro do Renascimento, opôs-se rispidamente à vida pagã e frequentemente contra a imoralidade prevalecente em muitas classes da sociedade, em especial na corte dos Médici. As suas palavras exprimiam o desejo insistente de reforma da sociedade corrupta. Foi tomado ao mesmo tempo por um zelo intenso para com a salvação das almas, e estava pronto a arriscar tudo a fim combater as fraquezas humanas.

Após a derrota dos Médici, em 1494, Savonarola tornou-se o único líder de Florença e organizou uma república definida como "cristã e religiosa". Inimigo do renascimento artístico e cultural, estimulou a destruição de livros e obras-de-arte. Proibiu o jogo, a bebida, as festas e elevou a sodomia, até então punida com multa, a crime capital, punível com a pena de morte.

A sua ortodoxia religiosa não era apoiada pelo papa Alexandre VI, que chegou a emitir várias censuras contra Savonarola. O fanático líder florentino simplesmente ignorou-as e continuou o seu trabalho de limpeza moral, cujo ápice ocorreu em 1497, com a organização da famosa Fogueira das Vaidades: emissários do ditador recolheram por toda a cidade todos os objectos que pudessem caracterizar alguma forma de frouxidão moral, como espelhos, tabuleiros de jogos, cartas, vestidos luxuosos, livros sobre temas pagãos, cosméticos, perfumes, quadros mostrando figuras nuas e objectos semelhantes. De tudo isso resultou uma enorme pilha, incendiada em praça pública no centro de Florença.

A sua missão de intolerante reformador civil e religioso encontrou uma crescente hostilidade que se precipitou em tragédia quando Savonarola conspira para depor o papa Alexandre VI que imediatamente lançou o interdito contra Florença.
Os desmandos de Savonarola foram tantos que em 4 de Maio de 1497 explode a revolta popular, comandada por bandos de jovens. Numa atitude de provocação aberta, o povo reabriu tabernas e promoveu o jogo em locais públicos. A família Médici foi reconduzida ao poder enquanto Savonarola, preso e excomungado pelo papa, acabou sendo executado e queimado na Piazza della Signoria, junto com os seus colaboradores Domenico da Pescia e Silvestro Maruffi.

Erao dia  23 de Maio de 1498. As suas cinzas foram dispersas no rio Arno. A figura de Savonarola foi retratada pelo insigne pintor Fra Bartolomeo e durante longo tempo exerceu um estranho fascínio. Cogita-se que Leonardo da Vinci teria retratado Savonarola na sua famosa obra A Última Ceia no rosto de Judas Iscariotes
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Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Enforcamento e incineração do corpo de Savonarola na Piazza della Signoria (Anónimo, 1498, Museu Nacional de São Marcos)
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/21-de-setembro-de-1452-nasce-girolamo.html
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