Sempre desejei ir a Itália
a Toscana
a Florença...
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Toscana
Principais cidades Toscanas
A Toscana é uma das metas mais procuradas da Itália, uma região que oferece um turismo a 360 graus: arte, arquitetura e cultura nas cidades de Florença, Siena e Pisa, gastronomia e vinho nas regiões do Chianti, Montalcino, Montepulciano e Bolgheri, além de muita beleza natural! O Viva Toscana desde 2010 escreve sobre esta maravilhosa região. Para saber mais sobre cada assunto, clique nos links abaixo.
A Itália é dividida em 20 Regiões
(correspondem aos nossos Estados) e cada Região tem a sua capital. A
Região da Toscana está no centro da Itália e tem como capital Florença.
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| Mapa das Regiões da Itália |
Uma segunda divisão territorial são as Províncias que abrangem diversas cidades. A Toscana é dividida em 10 Províncias: Florença, Arezzo,
Siena, Grosseto, Lucca, Pisa, Livorno, Pistoia, Prato e Massa Carrara.
Não confundir a província Florença com a cidade Florença!
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| Mapa das províncias da Região Toscana |
Capital
da Região Toscana, Florença é chamada de “o berço do Renascimento”,
onde viveram as mais brilhantes mentes deste movimento: Leonardo da Vinci, Galileu Galilei, Michelangelo, Dante Alighieri,
Raffaello, Brunelleschi, entre outros. Como não poderia ser diferente, a
cidade respira arte e cultura. Os campeões de visita são a Galeria Uffizi (o museu mais importante e visitado da Itália), Galeria Accademia (onde está o original do David de Michelangelo), o Duomo Santa Maria del Fiore, Ponte Vecchio, Palazzo Vecchio, Piazza della Signoria, Palazzo Pitti, Piazzale Michelangelo e Basílica de Santa Croce, mas Florença tem uma atração artística infinita!
Quem nunca ouviu falar da Torre de Pisa,
um dos símbolos da Itália? O que talvez você não saiba é que a famosa
Torre fica em uma praça chamada Piazza dei Miracoli que abrange um
complexo de três construções religiosas: a Catedral de Santa Maria Assunta,
o Batistério, a Torre, que nada mais é do que o campanário. Além destes
edifícios, tem o Campossanto, o cemitério monumental, e o Museu.
Siena
Cidade sobre
uma colina que ainda preserva os muros medievais ao redor do centro
histórico. Uma delícia passear pela ruas do comércio de Siena! O grande
evento da cidade é o Palio de Siena,
uma corrida de cavalos na praça principal que acontece duas vezes ao
ano. As principais atrações são a Piazza del Campo (onde ocorre o
Palio), Palazzo Pubblico e Museo Civico, Duomo de Siena.
Conhecida por ser a “cidade das 100 igrejas”,
preserva a maior cinta murária renascentista do mundo com seus 4,2 Km
de extensão! Principais atrações: Catedral de San Martino, Igreja de San
Michele, Torre Ginigi e seu jardim suspenso, Palazzo Ducale, Torre
delle Ore e Piazza dell’Anfiteatro
Conhecida como “A cidade das torres” ou ainda “a Manhatan Italiana”
devido às suas 14 torres que resistiram aos séculos. De longe se vê no
topo da colina a cidade murada e as torres que saltam dela. Cidade
produtora do vinho branco Vernaccia e do zafferano (açafrão). Linda
cidade que lhe oferece paisagens maravilhosas, boa gastronomia e
artesanato típico!
Arezzo
A cidade é famosa pelas inúmeras lojas de antiquariado. No primeiro fim de semana do mês a praça principal é ocupada pela Fiera Antiquaria que existe desde 1968. Aqui nasceram nomes famosos como Michelangelo,
Francesco Petrarca, Piero della Francesca, Giorgio Vasari e o mais
contemporâneo deles, Roberto Benigni. Aliás, na sua cidade foram
gravadas algumas cenas da sua obra-prima “La Vita è Bella”.
Principais
atrações: Anfiteatro Romano, Catedral dei Santi Pietro e Donato, Chiesa
di San Francesco, Piazza Grande, Museu de Arte Medieval e Moderna.
Volterra
A cidade já foi apresentada aqui no VivaToscana como “a cidade do alabastro“,
um artesanato típico da região. Volterra é uma cidade medieval, cercada
por muros do século XIII. Principais atrações: Palazzo e Piazza dei
Priori, Catedral de Santa Maria, Fortezza Medicea.
Cortona
A cidade ficou conhecida após ser a locação do filme “Sob o Sol da Toscana”.
Uma cidadezinha medieval encantadora, com suas construções em pedra e
vielas estreitas. Principais atrações: Palazzo Comunale, Duomo di Santa
Maria Assunta, Fortezza di Girifalco, Museo Diocesano, Eremo delle Celle
e Tombas Etruscas.
Montepulciano e Montalcino
Duas cidades conhecidas pelos vinhos que produzem: Brunello e Rosso di Montalcino
e o Nobile e Rosso di Montepulciano. As cidades oferecem inúmeras
enotecas onde degustar e comprar garrafas de um dos melhores vinhos
produzidos na Toscana.
Conheça outras cidades da Toscana, leia também os artigos:
http://www.vivatoscana.com.br/2012/02/principais-cidades-toscanas.html
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FLORENÇA
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26 de Abril de 1478: A família Médici é vítima de um atentado, a chamada Conspiração dos Pazzi
No dia 26 de Abril de 1478, um Domingo, um conflito eclode em Florença,
durante a missa da catedral da cidade, o Duomo. O atentado acarretaria a
morte de Juliano de Médici e abriria espaço para a ascensão do seu
irmão à frente da rica república mercantil.
Esse foi o começo de uma saga familiar inigualável. A vítima de 25 anos
governava, de facto, a República de Florença ao lado de seu irmão,
Lourenço, de 29 anos. Tanto um quanto o outro portavam o título de
principe dello stato (príncipe de Estado). A autoridade dos Médici sobre
a cidade remontava a Cosimo de Médici, avô dos dois, e ao pai, Pedro de
Cosme. Ambos exigiam que as suas magistraturas fossem conservadas, mas
organizavam-se para que fossem confiadas a pessoas leais.
Por meio de generosidades, os Médici tratavam de conservar o apoio do
povo. Porém só dispunham de uma autoridade informal sobre as
instituições da República e ela era contestada. Uma desavença entre o
papa e os Médici abriria a oportunidade para os opositores se
manifestarem.
O papa Sisto IV era um mecenas a quem Roma devia a ponte Sisto e a
capela que leva o seu nome, a Sistina. Praticava também o nepotismo em
grande escala em favor dos seus bastardos e de seus sobrinhos. Desejoso
de oferecer a ‘Signoria’ de Imola ao seu sobrinho, Girolamo Riario,
dirige um pedido de empréstimo aos Médici. Lourenço, que tinha
igualmente intenções sobre Imola, recusa o auxílio.
Inconformado, Girolamo dirige-se aos seus rivais, os Pazzi, uma outra
grande família de banqueiros florentinos. Os Pazzi estavam muito
descontentes por terem sido privados pelos Médici de certos cargos
“apetitosos”. O seu chefe, Francesco Pazzi, aproveita a ocasião para
ajustar contas com os Médici. Organiza a conspiração do ‘Duomo’ com
apoio de Girolamo Riario e do arcebispo de Pisa, Francesco Salviati,
cuja nomeação Lourenço de Médici havia rejeitado.
Juliano morre no atentado, mas Lourenço fica apenas ferido. Escapou da
morte refugiando-se na sacristia com alguns fiéis e conseguiu escapar. À
época, os partidários dos Pazzi tentavam sublevar o povo de Florença
aos gritos de ‘Popolo e libertà’ (Povo e Liberdade). Contudo, o povo
permaneceu fiel aos Médici e Lourenço retoma o comando da situação em
seu proveito.
Os conspiradores são massacrados sem indulgência. Jacopo e Francesco
Pazzi, assim como o arcebispo Francesco Salviati, são enforcados e
dependurados nas janelas do Palácio de la Signoria. Em virtude da morte
do arcebispo de Pisa, o papa proclama o ‘interdito’ de Florença.
Excomunga todos os seus habitantes. De resto, entra em guerra contra a
República de Florença com o apoio de Nápoles e Veneza.
Lourenço de Médici, devido à sua habilidade política e estratégia
militar, derrota a aliança. Ao cabo de uma guerra de dois anos entre as
facções rivais e de uma repressão impiedosa, a sua autoridade surge mais
incontestável que nunca.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Retrato de Juliano de Médici- Sandro Botticelli
Retrato de Lourenço de Médici - Girolamo Macchietti
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/04/26-de-abril-de-1478-familia-medici-e.html?spref=fb&fbclid=IwAR0VMQfAXJsS2cdi-WlQkRn8pCj7QYAG8qyVi0-57q4xJHH-u1MwWAJNpBE*
21 de Setembro de 1452: Nasce Girolamo Savonarola, reformador religioso e governante de Florença
No
dia 23 de Maio de 1498, por ordem do papa Alexandre VI, é executado na
forca e em seguida queimado Girolamo Savonarola. Considerado um dos
espíritos mais complexos e poderosos do século XV italiano, Savonarola
nasceu em Ferrara, em 21 de Setembro de 1452, numa família originária de
Pádua. Intelectual muito talentoso devotou-se aos estudos, em especial à
filosofia e à medicina.
A
sua vida decorreu em grande parte longe da terra natal e muitas das
suas peregrinações permitiram que conhecesse diversas cidades da
Itália, a sua acção e a sua energia de monge reformador e intérprete dos
motivos contrastantes da cultura do Humanismo e do Renascimento,
aconteceu principalmente na Florença de Lourenço o Magnífico e, depois
da morte deste, na cidade em que por breve tempo se tornou república.
Em 1475, é acolhido no Convento dos Dominicanos onde a sua visão teológica e das coisas mundanas se afirmou. Sentindo profundamente a perda de valores trazida pelo ideário do Renascimento começou a escrever os tratados filosóficos baseados em Aristóteles e em São Tomás de Aquino. Em 1481, foi designado pelo seu superior para pregar em Florença. Nesse centro do Renascimento, opôs-se rispidamente à vida pagã e frequentemente contra a imoralidade prevalecente em muitas classes da sociedade, em especial na corte dos Médici. As suas palavras exprimiam o desejo insistente de reforma da sociedade corrupta. Foi tomado ao mesmo tempo por um zelo intenso para com a salvação das almas, e estava pronto a arriscar tudo a fim combater as fraquezas humanas.
Após a derrota dos Médici, em 1494, Savonarola tornou-se o único líder de Florença e organizou uma república definida como "cristã e religiosa". Inimigo do renascimento artístico e cultural, estimulou a destruição de livros e obras-de-arte. Proibiu o jogo, a bebida, as festas e elevou a sodomia, até então punida com multa, a crime capital, punível com a pena de morte.
A sua ortodoxia religiosa não era apoiada pelo papa Alexandre VI, que chegou a emitir várias censuras contra Savonarola. O fanático líder florentino simplesmente ignorou-as e continuou o seu trabalho de limpeza moral, cujo ápice ocorreu em 1497, com a organização da famosa Fogueira das Vaidades: emissários do ditador recolheram por toda a cidade todos os objectos que pudessem caracterizar alguma forma de frouxidão moral, como espelhos, tabuleiros de jogos, cartas, vestidos luxuosos, livros sobre temas pagãos, cosméticos, perfumes, quadros mostrando figuras nuas e objectos semelhantes. De tudo isso resultou uma enorme pilha, incendiada em praça pública no centro de Florença.
A sua missão de intolerante reformador civil e religioso encontrou uma crescente hostilidade que se precipitou em tragédia quando Savonarola conspira para depor o papa Alexandre VI que imediatamente lançou o interdito contra Florença.
Os desmandos de Savonarola foram tantos que em 4 de Maio de 1497 explode a revolta popular, comandada por bandos de jovens. Numa atitude de provocação aberta, o povo reabriu tabernas e promoveu o jogo em locais públicos. A família Médici foi reconduzida ao poder enquanto Savonarola, preso e excomungado pelo papa, acabou sendo executado e queimado na Piazza della Signoria, junto com os seus colaboradores Domenico da Pescia e Silvestro Maruffi.
Erao dia 23 de Maio de 1498. As suas cinzas foram dispersas no rio Arno. A figura de Savonarola foi retratada pelo insigne pintor Fra Bartolomeo e durante longo tempo exerceu um estranho fascínio. Cogita-se que Leonardo da Vinci teria retratado Savonarola na sua famosa obra A Última Ceia no rosto de Judas Iscariotes.
Em 1475, é acolhido no Convento dos Dominicanos onde a sua visão teológica e das coisas mundanas se afirmou. Sentindo profundamente a perda de valores trazida pelo ideário do Renascimento começou a escrever os tratados filosóficos baseados em Aristóteles e em São Tomás de Aquino. Em 1481, foi designado pelo seu superior para pregar em Florença. Nesse centro do Renascimento, opôs-se rispidamente à vida pagã e frequentemente contra a imoralidade prevalecente em muitas classes da sociedade, em especial na corte dos Médici. As suas palavras exprimiam o desejo insistente de reforma da sociedade corrupta. Foi tomado ao mesmo tempo por um zelo intenso para com a salvação das almas, e estava pronto a arriscar tudo a fim combater as fraquezas humanas.
Após a derrota dos Médici, em 1494, Savonarola tornou-se o único líder de Florença e organizou uma república definida como "cristã e religiosa". Inimigo do renascimento artístico e cultural, estimulou a destruição de livros e obras-de-arte. Proibiu o jogo, a bebida, as festas e elevou a sodomia, até então punida com multa, a crime capital, punível com a pena de morte.
A sua ortodoxia religiosa não era apoiada pelo papa Alexandre VI, que chegou a emitir várias censuras contra Savonarola. O fanático líder florentino simplesmente ignorou-as e continuou o seu trabalho de limpeza moral, cujo ápice ocorreu em 1497, com a organização da famosa Fogueira das Vaidades: emissários do ditador recolheram por toda a cidade todos os objectos que pudessem caracterizar alguma forma de frouxidão moral, como espelhos, tabuleiros de jogos, cartas, vestidos luxuosos, livros sobre temas pagãos, cosméticos, perfumes, quadros mostrando figuras nuas e objectos semelhantes. De tudo isso resultou uma enorme pilha, incendiada em praça pública no centro de Florença.
A sua missão de intolerante reformador civil e religioso encontrou uma crescente hostilidade que se precipitou em tragédia quando Savonarola conspira para depor o papa Alexandre VI que imediatamente lançou o interdito contra Florença.
Os desmandos de Savonarola foram tantos que em 4 de Maio de 1497 explode a revolta popular, comandada por bandos de jovens. Numa atitude de provocação aberta, o povo reabriu tabernas e promoveu o jogo em locais públicos. A família Médici foi reconduzida ao poder enquanto Savonarola, preso e excomungado pelo papa, acabou sendo executado e queimado na Piazza della Signoria, junto com os seus colaboradores Domenico da Pescia e Silvestro Maruffi.
Erao dia 23 de Maio de 1498. As suas cinzas foram dispersas no rio Arno. A figura de Savonarola foi retratada pelo insigne pintor Fra Bartolomeo e durante longo tempo exerceu um estranho fascínio. Cogita-se que Leonardo da Vinci teria retratado Savonarola na sua famosa obra A Última Ceia no rosto de Judas Iscariotes.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Enforcamento e incineração do corpo de Savonarola na Piazza della Signoria (Anónimo, 1498, Museu Nacional de São Marcos)
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