19/09/2018

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O que foi

A Guerra Franco-Prussiana foi um conflito militar, ocorrido entre 1870 e 1871, entre o Reino da Prússia (atual Alemanha) e o Império Francês. Esta guerra deve ser entendida no contexto da disputa de poder entre estas duas potências, militares e econômicas, pelo domínio da Europa na segunda metade do século XIX.

Principais causas:

- Rivalidade e tensão entre França e Prússia desde as Guerra Napoleônicas.

- Oposição da França ao processo de unificação da Alemanha, principalmente com relação a integração no sul do território alemão. Napoleão III acreditava que uma Alemanha forte e unificada iria ameaçar a França.

- A França se opôs a subida de um príncipe alemão ao trono da Espanha. O fato fortaleceu a posição dos alemães na Europa, desfavorecendo a França

Principais dados da guerra:

- Principais líderes franceses: Napoleão III e François Achille Bazaine.

- Principais líderes alemães: Guilherme I e Otto von Bismarck.

- Forças de combate: Império Francês (cerca de 920 mil homens), Reino da Prússia (cerca de 1,2 milhão de homens).

- Mortes: Império Francês (cerca de 138 mil combatentes), Reino da Prússia (cerca de 28 mil combatentes).

Fim da guerra e o Tratado de Frankfurt

A Guerra Franco-Prussiano terminou em 10 de maio de 1871, alguns meses após a decisiva derrota francesa para os alemães na Batalha de Sedan. Nesta batalha, o imperador francês Napoleão III foi capturado pelos alemães.

A guerra terminou oficialmente somente em 10 de maio de 1871, com a assinatura do Tratado de Frankfurt. Este tratado definiu a fronteira entre França e Alemanha, sendo que os franceses perderam grande parte do território da Alsácia-Lorena. Os franceses tiveram que pagar uma elevada indenização de guerra aos alemães. Os franceses tiveram também que aceitar a presença de tropas alemãs em seu território até o pagamento da indenização.


Consequências:

- Resultou na finalização do processo de Unificação da Alemanha.

- Fim da monarquia na França e queda do imperador francês Napoleão III. Com o fim da monarquia, teve início na França a Terceira República.

- O Reino da Prússia anexou o território da Alsácia-Lorena.

- Formação do Império Alemão.

- Surgimento do sentimento de revanche dos franceses com relação aos alemães, gerado principalmente pelas imposições do Tratado de Frankfurt. Este fato foi uma das causas que deu início à Primeira Guerra Mundial em 1914.
 https://www.suapesquisa.com/historia/guerra_franco_prussiana.htm
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 https://www.youtube.com/watch?v=GAHjCH_UyUQ
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Franco-Prussiana
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19 de Setembro de 1870: Guerra Franco-Prussiana, Paris é cercada pelos alemães

Em 19 de Setembro de 1870, o cerco das tropas alemãs a Paris marcou o início do fim da guerra de Bismarck contra Napoleão III.

O facto que conduziu directamente ao irrompimento da Guerra Franco-Prussiana de 1870 foi a candidatura do príncipe Leopoldo von Hohenzollern-Sigmaringen, um parente distante do rei prussiano Guilherme I, ao trono espanhol, que havia ficado vago após a revolução de 1868.

Embora sem o consentimento de Guilherme I, o então chefe de governo da Prússia, Otto von Bismarck, convenceu Leopoldo de que o trono espanhol deveria ser ocupado por alguém da dinastia Hohenzollern. Já a França, governada por Napoleão III, sobrinho de Napoleão Bonaparte, foi contra, por temer um desequilíbrio de poder na Europa em favor dos alemães.

Num gesto extremo, Paris ameaçou a Prússia com guerra, caso não retirasse o apoio ao candidato ao trono espanhol. A pressão de Guilherme I cresceu, a ponto de Leopoldo desistir oficialmente. Mas Napoleão III, que pretendia ver a Prússia humilhada, exigiu do soberano alemão um pedido oficial de desculpas e, acima de tudo, a garantia de que também no futuro a dinastia Hohenzollern não ambicionaria o trono espanhol.

Esta exigência foi manipulada por Bismarck para ser entendida como um ultimato da França. Ele não só acreditava que o seu país estava preparado para um conflito armado; apostava, também, no efeito psicológico que uma declaração de guerra contra a Prússia teria nos países vizinhos. Contando com a solidariedade dos países de idioma alemão, estaria praticamente atingida a meta da unificação.

A guerra foi declarada pela França a 19 de Julho de 1870 e, imediatamente, a Alemanha e os seus vizinhos uniram-se numa frente contra Napoleão III e as suas tropas. O Império Áustro-Húngaro, a Rússia, a Itália e a Inglaterra preferiram manter a neutralidade. Enquanto as tropas alemãs, do comandante-em-chefe conde Helmuth von Moltke, dispunham de 400 mil soldados, os franceses conseguiram mobilizar apenas 200 mil.

A primeira batalha, a 2 de Agosto, em Saarbrücken, foi vencida pela França. Quatro dias depois, entretanto, o país sofria a primeira derrota. As seguintes seriam em Vionville (15 de Agosto), Gravelotte (18) e Beaumont (30 de Agosto).

A batalha decisiva foi iniciada na manhã de 1 de Setembro, em Sedan. Napoleão chegou ao campo de batalha na tarde do mesmo dia e assumiu o comando militar. Ao conscientizar-se da situação desoladora, ordenou que fosse içada a bandeira branca. Na mesma noite, foi negociada a capitulação e a prisão de Napoleão e 83 mil soldados franceses.

Quando esta notícia chegou a Paris, houve uma rápida rebelião, a Assembleia Constituinte foi dissolvida e, a 4 de Setembro, proclamada a República Francesa. No dia 19 de Setembro de 1870, as tropas alemãs cercaram Paris. Nos conflitos que se seguiram, comandados pelo governo da resistência, em Tours, os franceses foram derrotados pelos prussianos. Os sérios problemas de abastecimento e a forma rudimentar com que a população civil tentava evitar a tomada da capital apressaram a capitulação, a 19 de Janeiro de 1871.

Um dia antes, Guilherme  I havia sido coroado imperador alemão no Palácio de Versalhes, selando o objectivo de Bismarck, de uma grande potência alemã. A capitulação formal de Paris e o armistício aconteceram a 28 de Janeiro de 1871. Seguiram-se a composição da Assembleia Nacional francesa e a constituição da Terceira República. O acordo de paz foi selado em Frankfurt, a 10 de Maio de 1871. Como reparação de guerra, a França abdicou da Alsácia e foi forçada a pagar uma elevada soma em dinheiro.
 Fontes: DW
 wikipedia (imagens)


Bismarck (figura central, de branco) proclama o Império Alemão no Palácio de Versalhes, óleo de Anton von Werne
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/19-de-setembro-de-1870-guerra-franco.html
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Prússia
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31 de Maio de 1740 : Coroação de Frederico II da Prússia

No dia 31 de Maio de 1740, o príncipe herdeiro Frederico da Prússia, então com 28 anos, subiu ao trono prussiano. Monarca absolutista e quase omnipotente, governou o país com firmeza.
Uma mensagem urgente foi recebida pelo príncipe Frederico a 31 de Maio de 1740. O seu pai estava no leito de morte e ele deveria dirigir-se imediatamente a Potsdam.
A morte de Frederico Guilherme I e a ascensão do seu filho simbolizou o início de uma nova era na Prússia. Foi o florescimento das artes, o surgimento do "rococó de Frederico", como ficou conhecida esta época na Alemanha. Ao mesmo tempo, o novo monarca iniciou três guerras europeias.
O pai havia-lhe deixado um país dividido, politicamente insignificante, mas cofres cheios e um exército exemplar para a época. Frederico II soube tirar proveito de ambos para conquistar posição entre as potências da Europa.
Já em Dezembro de 1740, poucos meses após subir ao poder, ordenou a invasão da Silésia e incorporou uma importante região económica. Depois disso, dedicou-se ao desenvolvimento interno, iniciando a construção dos seus esplêndidos castelos em Potsdam e Berlim.
Ao mesmo tempo, atraiu conhecidos artistas para a sua corte, atenuou a censura e promoveu reformas no sistema de ensino e na Justiça. A tortura foi banida e qualquer ser humano, fosse nobre ou mendigo, passava a ter direitos iguais.
Inspirado pelo Iluminismo, o soberano transformou a Prússia num dos países mais progressistas do seu tempo. Em primeiro lugar, ele valorizava o princípio da tolerância religiosa, o que é admirável numa época de grande influência da Igreja Católica.
Ao aceitar os "refugiados" religiosos de outros países, como os huguenotes, Frederico II conscientemente estava a promover a "colonização" da Prússia, pois a mão-de-obra era necessária para o seu desenvolvimento económico.
Visando facilitar a colonização, o soberano incentivou e financiou grandes projectos em que regiões pantanosas foram drenadas, florestas derrubadas e até rios desviados do seu leito.
Esta fase de crescimento económico da Prússia sofreu uma interrupção repentina em 1756: Frederico II envolveu-se numa guerra que duraria sete anos e deixaria metade da Europa em ruínas. O rei prussiano havia iniciado a guerra com a invasão da Saxónia, que se tinha aliado ao Império Austríaco e à Rússia para desmantelar a Prússia. A guerra acabou sem vitoriosos. Por se impor bravamente frente aos inimigos mais fortes, Frederico recebeu do seu povo o respeitoso epíteto "o Grande".
Frederico II governou a Prússia durante 25 anos. Ao falecer, em 1786, deixou, da mesma forma como o pai, os cofres cheios e um exército imbatível. O seu império, entretanto, havia- se expandido e tinha-se tornado uma potência europeia. Ainda hoje, o soberano é chamado, com um certo carinho, de Alter Fritz(velho Fritz) pelos alemães.

Fontes: DW
wikipedia (imagens)

Frederico, o Grande

 Mesa-redonda, o Rei Frederico II (centro) em Sanssouci com Voltaire (esquerda) e os principais cientistas da Academia de Ciências de Berlim, em 1850, obra de Adolph Menzel
File:Adolph Menzel - Flötenkonzert Friedrichs des Großen in Sanssouci - Google Art Project.jpg
Concerto de Flauta em Sanssouci  de Adolph Menzel. Frederico II toca flauta acompanhado por Bach no Cravo
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/05/31-de-maio-de-1740-coroacao-de.html?spref=fb&fbclid=IwAR35_GaTsyRwvyu8fbrCYA21LtViHOaMzTa5ncW0Ynks3EEP7p4HbX67sCk
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