30/12/2013

7.295.(30 dez2013.15.52') Recordações do CCCela

memórias...

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Grupo de Folclore Infantil do CCCela no ano de


7.292.(30dez2013.8.38') Eça de Queirós

Nasceu a 25nov1845
e morreu a 16agosto1900
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30noVEMbro2018 (até 18feVER2019)
Fundação Gulbenkian
Inauguração da exposição sobre "os Maias"
(texto de Rita Cipriano)
 "Tudo o que tenho no saco. Eça e 'Os Maias'" vai estar patente na Fundação Calouste Gulbenkian de 30 de novembro a 18 de fevereiro de 2019. A exposição irá incluir fotografias, cartas e até pinturas.

Eça de Queiroz terá começado a trabalhar no romance em 1887. A primeira edição de "Os Maias" saiu no ano seguinte
©D.R.
Foi no verão de 1888, há 130 anos, que a Livraria Chardron (que depois se veio a chamar Livraria Lello) do Porto publicou, em dois volumes, o romance que tornaria Eça de Queiroz célebre: Os Maias. De modo a assinalar a data, têm sido levadas a cabo várias iniciativas, às quais se vai juntar no próximo mês de novembro uma exposição organizada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa — “Tudo o que tenho no saco”. Eça e Os Maias.
O nome foi retirado de uma carta enviada por Eça a Ramalho Ortigão, a 20 de fevereiro de 1881, a partir de Bristol. Nesta, o escritor anunciava que Os Maias estavam praticamente concluídos e que tinha decidido “fazer não só um ‘romance’, mas um romance em que pusesse tudo o que” tinha “no saco”.
Há precisamente 130 anos, a Livraria Chardron publicava a primeira edição do livro "Os Maias" de Eça de Queiroz. Aqui vemos um exemplar deste magnífico livro!
#LivrariaLello #OsMaias #EçadeQueiroz #130anos #LivrariaChardron
130 years ago Livraria Chardron published the first edition of the book "Os Maias" by Eça de Queiroz. Here we can see this magnificent book!
A exposição será composta por sete núcleos, com uma secção principal dedicada à “vasta máquina” que são Os Maias, como lhes chamou o próprio Eça de Queiroz. A mostra, que irá abordar a vida e também as restantes obras do autor, terá um pouco de tudo, desde fotografias a desenhos, passando por gravuras, caricatura, pintura, escultura, fotogramas e excertos de filmes, contos, romances, cartas e documentos bibliográficos, revelou ao Observador fonte oficial da fundação.
“Tudo o que tenho no saco”.
 https://observador.pt/2018/10/24/gulbenkian-assinala-130-anos-da-publicacao-de-os-maias-com-exposicao/?fbclid=IwAR0S62Svw66cQmJkjvNX2AjNLahDBAEea-vYWwBiECgxfnXsDXQNXCA4lvg
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o livro todo
 https://www.luso-livros.net/Livro/os-maias/
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rtp2...oS MAIAS
 https://www.youtube.com/watch?v=fc-L2htDKAY
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 Série "Grandes Livros"
 https://www.youtube.com/watch?v=fc-L2htDKAY&feature=youtu.be&fbclid=IwAR1VeUqFResF7tIz6PB8WCtX8nr43nRnQelcWoHisr7STMzDxxCT6XeaASg
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Serão "mais felizes esses que se dirigiam só pela razão, não se desviando nunca dela, torturando-se para se manter na sua linha inflexível, secos, hirtos, lógicos, sem emoção até ao fim...
- Creio que não - disse Ega. - Por fora, à vista, são desconsoladores. E por dentro, para eles mesmos, são talvez desconsolados..."
" Os Maias"
Via Maria Sobral Velez
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23feVER2018
Via Carmen Jácome
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209297995041288&set=a.1357680996472.48625.1664920033&type=3&theater
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21feVER2018
Via JERO
"O homem (...) acostuma-se a viver sem carácter e sem opinião. Cai na ignorância e na vileza".

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209174133465027&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=3&theater
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https://www.facebook.com/portaldeliteratura/photos/a.139691682721564.20114.114396468584419/689913267699400/?type=3&theater
"As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias."
"O riso é a mais antiga e mais terrível forma de crítica."
"Nos amores deste mundo, desde Eva, há sempre «um que ama e outro que se deixa amar»."
"Não há nada tão ilusório como a extensão de uma celebridade; parece às vezes que uma reputação chega até aos confins de um reino - quando na realidade ela escassamente passa das últimas casas de um bairro."
Ler biografia:
http://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=293

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."A arte é um resumo da natureza feito pela imaginação."
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205370789090869&set=a.4488528452977.186356.1283172016&type=1&theater
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=685185274863743&set=a.103525509696392.2192.100001168312756&type=1&theater
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O JL  de 20ag2014
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https://www.facebook.com/GetUpPortugal/photos/a.1490643691214744.1073741828.1490561804556266/1510912582521188/?type=1&theater
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"O melhor espectáculo para o homem - será sempre o próprio homem."
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"A mais pequenina dor que diante de nós se produz e diante de nós geme,
Põe na nossa alma uma comiseração e na nossa carne um arrepio,
Que lhe não dariam as mais pavorosas catástrofes passadas longe,
Noutro tempo ou sob outros céus."

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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=807825419230541&set=a.462529847093435.111436.462489187097501&type=1&theater
"O Pessimismo é excelente para os inertes, porque lhes atenua o desgracioso delito da inércia."
 in 'A Cidade e as Serras'
(imagem: Paolo Roversi)
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Via facebook:
Alcobaça que vos abRRaça...começa bem o ano...às terças.18h...7janº...há tertúlia no TERTÚLIA...Vamos reler "A cidade e as serras" e vamos às CERejas...Aliás às conVERSAS que são como as...
Tertúlias às terças
Tertúlias às terças vem desejar um bom Ano, com muita disponibilidade para boas leituras e agradáveis discussões sobre o que lê!

E já faltam poucos dias para a primeira reunião do Ano.

Dia 7 de Janeiro de 2014 apareça no Tertúlia Café, às 18 horas.

"A cidade e as serras" de Eça de Queiroz será o primeiro livro a ser discutido.
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=677356749017876&set=a.470347533052133.1073741826.100002306717295&type=1&theater
" A arte é um resumo da natureza feito pela imaginação".
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Nasce a 25noVEMbro1845
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/11/25-de-novembro-de-1845-nasce-na-povoa_25.html?spref=fb&fbclid=IwAR3q3uysh3r-A-i9qLL5sKcKhxcnLy6EhXVpF-GRBf9ixuqcsxPaLvrpZIY
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16 de Agosto de 1900: Morre o escritor e diplomata português José Maria Eça de Queiroz, autor de "Os Maias"

Escritor português, José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de novembro de 1845, na Póvoa de Varzim, filho de um magistrado, também ele escritor, e morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris. É considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70, já então aglutinados em torno da figura carismática de Antero de Quental, e onde acedeu às recentes ou redescobertas correntes ideológicas e literárias europeias: o Positivismo, o Socialismo, o Realismo-Naturalismo, sem, contudo, participar ativamente na que seria a primeira polémica dessa geração, a Questão Coimbrã (1865-1866).
Terminado o curso, iniciou a sua experiência jornalística como redator do jornal O Distrito de Évora (1866) e como colaborador na Gazeta de Portugal, onde publicou muitos dos textos - indiciadores de uma nova estilística imaginativa - postumamente reeditados no volume das Prosas Bárbaras. Em 1867 fundou o jornal O Distrito de Évora. No final desse ano, formou-se o "Cenáculo", de que viriam a fazer parte, nesta primeira fase, além de Eça, Jaime Batalha Reis, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins e Salomão Saragga, entre outros. Após uma viagem pelo Oriente, para assistir à inauguração do canal de Suez como correspondente do Diário Nacional, regressou a Lisboa, onde participou, com Antero de Quental e Jaime Batalha Reis, na criação do poeta satânico Carlos Fradique Mendes e escreveu, em 1870, em parceria com Ramalho Ortigão, o Mistério da Estrada de Sintra. No ano seguinte, proferiu a conferência "O Realismo como nova expressão da Arte", integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola, com influência das doutrinas de Proudhon e Taine. No mesmo ano, iniciou, novamente com Ramalho, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa. Em 1872, iniciou também a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocuparia o cargo de cônsul sucessivamente em Havana (1872), Newcastle (1874), Bristol (1878) e Paris (1888). O afastamento do meio português - aonde só ia muito espaçadamente - não o impediu de colaborar na nossa imprensa, com crónicas e contos, em jornais como A Atualidade, a Gazeta de Notícias, a Revista Moderna, o Diário de Portugal, e de fundar a Revista de Portugal (1889), dando-lhe um critério de observação mais objetivo e crítico da sociedade portuguesa, sobretudo das camadas mais altas. Aliás, foi em Inglaterra que Eça escreveu a parte mais significativa da sua obra, através da qual se revelou um dos mais notáveis artistas da língua portuguesa. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa, de onde se destacam O Primo Basílio (1878), O Crime do Padre Amaro (2.ª edição em livro, 1880), A Relíquia (1887) e Os Maias (1888), este último considerado a sua obra-prima. Parte da restante obra foi publicada já depois da sua morte, cuja comemoração do seu centenário teve lugar no ano 2000.
Na obra deste vulto máximo da literatura portuguesa, criador do romance moderno, distinguem-se usualmente três fases estéticas: a primeira, de influência romântica, que engloba os textos posteriormente incluídos nas Prosas Bárbaras e vai até ao Mistério da Estrada de Sintra; a segunda, de afirmação do Realismo, que se inicia com a participação nas Conferências do Casino Lisbonense e se manifesta plenamente nos romances O Primo Basílio e O Crime do Padre Amaro; e a terceira, de superação do Realismo-Naturalismo, espelhada nos romances Os Maias, A Ilustre Casa de Ramires e A Cidade e as Serras.
Bibliografia: Da imensa bibliografia de Eça de Queirós salientam-se O Mistério da Estrada de Sintra, 1870 (romance); O Primo Basílio, 1878 (romance); O Crime do Padre Amaro, 2.ª ed., 1880 (romance); O Mandarim, 1880 (conto); A Relíquia, 1887 (romance); Os Maias, 1888 (romance); Uma Campanha Alegre, 1890-1891 (crónicas); A Correspondência de Fradique Mendes, 1900 (romance, edição póstuma); A Ilustre Casa de Ramires, 1900 (romance, edição póstuma); Prosas Bárbaras, 1903 (crónicas, edição póstuma); Cartas de Inglaterra, 1905 (folhetins, edição póstuma); Ecos de Paris, 1905 (folhetins, edição póstuma); Notas Contemporâneas, 1909 (crónicas, edição póstuma); Últimas Páginas, 1912 (crónicas, edição póstuma); A Capital (romance, edição póstuma)
Eça de Queirós. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
wikipedia (Imagens)


Eça de Queirós, c.1882

Ficheiro:Os Maias Book Cover.jpg


Capa da primeira edição do volume I, em 1888
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/08/16-de-agosto-de-1900-morre-o-escritor-e.html
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Via Citador:


"É o coração que faz o carácter."
"Pensar e fumar são duas operações idênticas que consistem em atirar pequenas nuvens ao vento."
"O riso é a mais antiga e mais terrível forma de crítica."
"A arte é um resumo da natureza feito pela imaginação."
"Contar histórias é uma das mais belas ocupações humanas: e a Grécia assim o compreendeu, divinizando Homero que não era mais que um sublime contador de contos da carochinha. Todas as outras ocupações humanas tendem mais ou menos a explorar o homem; só essa de contar histórias se dedica amoravelmente a entretê-lo, o que tantas vezes equivale a consolá-lo. Infelizmente, quase sempre, os contistas estragam os seus contos por os encherem de literatura, de tanta literatura que nos sufoca a vida!"
"O trabalho incessante, enorme, irrita e exagera o desejo das riquezas; aferventa o cérebro, sobreexcita a sensibilidade, a população cresce, a concorrência é áspera, as necessidades descomedidas, infinitas as complicações económicas, e aí está sempre entre riscos a vida social. Entre riscos, porque vem a luta dos interesses, a guerra das classes, o assalto das propriedades e por fim as revoluções políticas."
"Os sentimentos mais genuinamente humanos logo se desumanizam na cidade."
"O amor, (...), como tu sabes é feito de muitos sentimentos diferentes. Alguém escreveu, creio que até fui eu - que era uma bela flor com raízes diversas. Ora quando uma dessas raízes é a estima absoluta pode ele ao fim de longos anos secar pelas outras raízes mas permanecer vivo por essa."
"A criança portuguesa é excessivamente viva, inteligente e imaginativa. Em geral, nós outros, os Portugueses, só começamos a ser idiotas - quando chegamos à idade da razão. Em pequenos temos todos uma pontinha de génio."
"Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, a transbordação de uma população que sobra; mas a fuga de uma população que sofre."
 "Não se descuide de ser alegre - só a alegria dá alma e luz à Ironia, à Santa Ironia - que sem ela não é mais que uma amargura vazia."
"Estou tagarelando muito. Acontece-me isto sempre que estou consideravelmente estúpido."
"Em política a caricatura é de boa guerra. É uma arma terrível, mas não desleal, porque, se exagera o falso, é para impedir que haja alguém que caia nele; a caricatura diz de mais para que nós digamos apenas o suficiente."
"Nas nossas democracias a ânsia da maioria dos mortais é alcançar em sete linhas o louvor do jornal. Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as acções - mesmo as boas."
"Reconstruir é sempre inventar."
Nós Estamos num Estado Comparável à GréciaNós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte. 

in 'Farpas (1872)' 
Política de InteresseEm Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. 
A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. 
A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. 
À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade. 

in 'Distrito de Évora (1867)
Portugal Está a Atravessar a Pior CriseQue fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura. 

 in 'Correspondência (1891)'
O Que Verdadeiramente Mata PortugalO que verdadeiramente nos mata, o que torna esta conjuntura inquietadora, cheia de angústia, estrelada de luzes negras, quase lutuosa, é a desconfiança. O povo, simples e bom, não confia nos homens que hoje tão espectaculosamente estão meneando a púrpura de ministros; os ministros não confiam no parlamento, apesar de o trazerem amaciado, acalentado com todas as doces cantigas de empregos, rendosas conezias, pingues sinecuras; os eleitores não confiam nos seus mandatários, porque lhes bradam em vão: «Sede honrados», e vêem-nos apesar disso adormecidos no seio ministerial; os homens da oposição não confiam uns nos outros e vão para o ataque, deitando uns aos outros, combatentes amigos, um turvo olhar de ameaça. Esta desconfiança perpétua leva à confusão e à indiferença. O estado de expectativa e de demora cansa os espíritos. Não se pressentem soluções nem resultados definitivos: grandes torneios de palavras, discussões aparatosas e sonoras; o país, vendo os mesmos homens pisarem o solo político, os mesmos ameaços de fisco, a mesma gradativa decadência. A política, sem actos, sem factos, sem resultados, é estéril e adormecedora. 

Quando numa crise se protraem as discussões, as análises reflectidas, as lentas cogitações, o povo não tem garantias de melhoramento nem o país esperanças de salvação. Nós não somos impacientes. Sabemos que o nosso estado financeiro não se resolve em bem da pátria no espaço de quarenta horas. Sabemos que um deficit arreigado, inoculado, que é um vício nacional, que foi criado em muitos anos, só em muitos anos será destruído. 

O que nos magoa é ver que só há energia e actividade para aqueles actos que nos vão empobrecer e aniquilar; que só há repouso, moleza, sono beatífico, para aquelas medidas fecundas que podiam vir adoçar a aspereza do caminho. 
Trata-se de votar impostos? Todo o mundo se agita, os governos preparam relatórios longos, eruditos e de aprimorada forma; os seus áulicos afiam a lâmina reluzente da sua argumentação para cortar os obstáculos eriçados: as maiorias dispõem-se em concílios para jurar a uniformidade servil do voto. Trata-se dum projecto de reforma económica, duma despesa a eliminar, dum bom melhoramento a consolidar? Começam as discussões, crescendo em sonoridade e em lentidão, começam as argumentações arrastadas, frouxas, que se estendem por meses, que se prendem a todo o incidente e a toda a sorte de explicação frívola, e duram assim uma eternidade ministerial, imensas e diáfanas. 

O país, que tem visto mil vezes a repetição desta dolorosa comédia, está cansado: o poder anda num certo grupo de homens privilegiados, que investiram aquele sacerdócio e que a ninguém mais cedem as insígnias e o segredo dos oráculos. Repetimos as palavras que há pouco Ricasoli dizia no parlamento italiano: «A pátria está fatigada de discussões estéreis, da fraqueza dos governos, da perpétua mudança de pessoas e de programas novos.» 

 in 'Distrito de Évora'
"A Inevitabilidade das Revoluções 

As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regímens, com as tiranias, são maiores ainda. As mulheres assassinadas no estado de prenhez e esmagadas com pedras, quando foi da revolução de 93, é uma coisa horrível; mas as mulheres, as crianças, os velhos morrendo de frio e de fome, aos milhares nas ruas, nos Invernos de 80 a 86, por culpa do Estado, e dos tributos e das finanças perdidas, e da fome e da morte da agricultura, é pior ainda. As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias."

in 'Distrito de Évora'

7.289.(30dez2013.8.8') Caso pioneiro de Associação de Freguesias no Concelho de Alcobaça...Cela.Alfeizerão e Vimeiro estão a associar-se

EM CONSTRUÇÃO
Há que relevar: na última Assembleia de Freguesia da Cela. o .2.Associação de Freguesias Granjas da Maçã.(Cela.Alfeizerão e Vimeiro).
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Ordem de Trabalhos:
Período Antes da Ordem do Dia
Período da Ordem do Dia
1-Intervenção da Junta de Freguesia.
2-Apreciação, discussão, votação dos estatutos e adesão da Freguesia de Cela, à Associação de Freguesias Granjas da Maçã.
3-Apreciação/votação do Plano de Actividades, Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2014.
4-Apreciação/votação do mapa de pessoal dos serviços da Freguesia 2014.
5-Apreciação/votação do regimento da Assembleia de Freguesia.
Período Depois da Ordem do Dia
(Reservado à intervenção do público)
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Síntese do João Paulo Raimundo da CDU.Cela:.

"Pedi a palavra no PAOD em representação da CDU e frisei que a obra de alargamento da estrada até ao cemitério devia ser uma obra rápida, face aos transtornos que provoca no trânsito que atravessa a Cela, por estradas esburacadas e atravessando a curva de 90 graus junto do cemitério.

Ponto 2-
O Presidente informou que o objectivo desta Associação de Freguesias era comprarem em conjunto um cilindro, uma mini-escavadora e outros equipamentos deste tipo. 

Inscreveu-se o Hugo Vieira 
que em representação da CDU perguntou porque não incluíram o Bárrio nesta Associação de Freguesias. 
Apresentou a proposta de rectificação dos estatutos no Artigo 10º na palavra "lavras" que devia ser substituída por "lavrar". A proposta foi aprovada por unanimidade.

Ponto 3-
Critiquei a colocação das mesmas obras no Plano de Actividades: Centro Escolar e Zona de Desporto e Lazer no Sul da Freguesia. Já lá constam quase há 20 anos consecutivos!
No Orçamento critiquei a baixa execução de 71% na Receita e de 64% na Despesa, reportado a 30 de Novembro.
Solicitei também o desdobramento da conta 07.01.04.01 no valor de 95.000€. O Plano de Actividades, Orçamento e Grandes Opções do Plano foram aprovados pela maioria, com 2 abstenções da CDU.
Ponto 4- 
O Mapa de Pessoal foi aprovado por unanimidade.

Ponto 5- 
O regimento da Assembleia de Freguesia foi aprovado por unanimidade, após algumas pequenas alterações propostas pela CDU".
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Via tinta fresca.net

Associação Granjas da Maçã pretende criar mais dinâmica e economia de escala
    Freguesias de Alfeizerão, Cela e Vimeiro criam associação para rentabilizar equipamentos
       
        Daniel Subtil, Paulo Mateus, Paulo Inácio e Leonel Ribeiro 
    Foi assinado no dia 12 de janeiro, na Junta de Freguesia de Alfeizerão o protocolo de parceria entre o Município de Alcobaça e a Associação de Freguesias Granjas da Maçã (Associação que engloba as freguesias de Alfeizerão, Cela e Vimeiro), e que visa promover e desenvolver de forma integrada as áreas socioeconómicas das referidas freguesias, dando-lhes ganhos em termos de economia de escala, reforço de meios e maior capacidade de intervenção junto das suas populações. O protocolo refere ainda que o município atribuirá uma verba mensal de cerca de 5 mil euros, e que a Associação irá prestar auxílio no âmbito da proteção civil.
       Estiveram presentes na assinatura do protocolo, o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio e os vereadores Hermínio Rodrigues, Inês Silva e José Canha, e os presidentes das Juntas de Freguesia de Alfeizerão, Cela e Vimeiro, respetivamente Leonel Ribeiro, Paulo Mateus e Daniel Subtil, além de outras entidades locais.

       Na ocasião, Leonel Ribeiro realçou a importância deste protocolo e da criação da associação que vai “permitir uma maior aproximação dos serviços à população”. Também Daniel Subtil explicou que “os equipamentos são uma mais-valia para as freguesias” e que “agora foram adquiridos equipamentos para a manutenção das vias, mas poderão vir a ser adquiridos equipamentos para outras valências, como por exemplo a cultura”.

       O presidente da Associação Granjas da Maça, Paulo Mateus, lembrou que as três freguesias decidiram criar esta associação conjunta, uma vez que sentiam dificuldades por si só em adquirir meios que pudessem corresponder às necessidades das suas populações, na área de quase 80 km2 que as engloba, e cuja atividade está ligada sobretudo à fruticultura e agricultura.

       Assim, os três autarcas decidiram criar a Associação Granjas da Maçã, e adquirir através dela e em conjunto os meios necessários, neste caso uma retroescavadora e um cilindro, para manter os caminhos agrícolas e outros em boas condições, explicou Paulo Mateus. O autarca da Cela recorda que em conversa com Daniel Subtil e Leonel Ribeiro, “percebemos que a maneira de rentabilizar os equipamentos era adquiri-los em conjunto” pelo que “decidimos criar a associação para melhor servir a população.”

       Paulo Inácio adiantou que estas três freguesias têm uma produção muito significativa de maçã no concelho e que a “maçã tem conseguido consolidar a sua marca e a marca de Alcobaça”, pelo que considera o nome “Granjas da Maçã” uma mais-valia.

     
                         Autarcas junto de um dos equipamentos
      O autarca lembra que com o aumento das delegações de competências nas freguesias, houve também a necessidade e reforçar e duplicar as verbas de apoio às juntas de freguesia. O edil disse acreditar “nesta gestão de proximidade que levará a um melhor serviço junto das nossas populações”, sendo neste caso “um setor estratégico para o concelho como a agricultura e fruticultura”.

       Paulo Inácio considera que “a aposta nesta associação é bem feita, porque as juntas de freguesia são sempre as primeiras a tomar conhecimento dos problemas e terão autonomia e meios para o resolver”, mas ressalva que “esta aposta não significa o abandono do município, uma vez que iremos continuar a apoiar com verbas”. O objetivo é “através das juntas de freguesia e de associações do género, firmar Alcobaça e dar uma grande ajuda à nossa população e aos nossos agricultores”.

       Segundo Paulo Mateus, este é um “projeto-piloto no concelho” que irá “melhorar a qualidade dos nossos agricultores e das nossas freguesias”. Por sua vez , Paulo Inácio apelou a que outras freguesias que também necessitem de equipamentos pensem em adquiri-los em conjunto por forma a rentabilizá-los, de forma a reduzir substancialmente os custos.

       A criação da Associação foi aprovada em Assembleia Municipal no dia 9 de Dezembro de 2014, sob proposta da Câmara Municipal. A Associação dispõe agora de dois equipamentos, uma retroescavadora e um cilindro. Os equipamentos irão efetuar o seu trabalho nas três freguesias de acordo com as necessidades de cada uma e a gestão será feira pela Associação. O protocolo agora assinado entrou em vigor a 1 de janeiro de 2015 e termina a 31 de outubro de 2017.

       Mónica Alexandre
    13-01-2015

    7.288.(30dez2013.7.7') Texto para debate sobre a luta que temos de continuar: contra a Lei 22.2012 de 30 de maio. Nós na CDU queremos as 17 freguesias (só aceitamos a de Aljubarrota)


    EM CONSTRUÇÃO
    Bom texto para debate...
    Comento desde já:
    Queremos as 17 freguesias!
    Vamos continuar a luta pela autonomia da Martingança...
    Incentivamos as Associações de Freguesias...Ver caso (recente e 1º no concelho) do Vimeiro.Cela. Alfeizerão...
    Aceitamos que haja fusão.agregações voluntárias com processos democráticos, envolvendo as populações...

    Domingo, 29 de Dezembro de 2013


    A nova freguesia de Pataias

    A nova freguesia de Pataias.
    O título é provocatório.

    Ponto primeiro.
    Sabemos que a designação oficial é União das Freguesias de Pataias e Martingança. E assim parece ser para quem é de Pataias, mas para quem é da Martingança, parece que é Freguesia de Pataias.
    Sabemos que este processo de união de freguesias, porque mal conduzido pelo Governo e pior ainda pela Câmara Municipal (e completamente atropelado/ignorado pela anterior Assembleia de Freguesia de Pataias), está longe de ser perfeito e de corresponder aos desejos de parte das populações.
    Pessoalmente, penso que foi um processo necessário e que pecou por escasso. O número de agregações deveria ter sido maior, nomeadamente nas freguesias a sul do Casal da Areia.

    Ponto segundo.
    Sabemos também, que estas ocasiões, até pela proximidade/rivalidade existente entre as populações envolvidas, geram sempre algumas “bocas” e “brincadeiras”. Assim, de repente, recordo o nome da freguesia que resultaria da eventual agregação de Pataias, Martingança, Montes e Alpedriz (a freguesia do bataclã); a história das portas da Burinhosa que seriam construídas no largo da Martingança (resolvendo vários problemas); e o novo brasão da freguesia com os gansos da Martingança a entrar (em tabuleiro) nos fornos de Pataias. Valem o que valem. Alguns sorrisos, algumas bocas, mas que devem ser reconhecidas face à respetiva importância e pertinência, ou seja, NENHUMA. Quem lhes reconhecer mais que isso, não merece ouvi-las.

    Ponto terceiro
    É inegável que todo este processo deixou feridas profundas. Trinta anos, mesmo à escala humana, é pouco tempo. Conseguir afirmar a Martingança como freguesia e vê-la agora “desaparecer”, deve ser muito difícil. Mas também é uma questão de perspetiva.
    Há 30 anos, a Martingança era mais uma terra da freguesia de Pataias. Hoje, a Martingança é uma freguesia de igual direito e responsabilidade face à freguesia de Pataias. Por isso se chama União de Freguesias de Pataias e Martingança.
    Não foi só a freguesia da Martingança que desapareceu. A freguesia de Pataias também já não existe.
    Há quem afirme que a freguesia de Pataias ficou a ganhar com a anexação da Martingança. «É uma mais valia»: dezenas de empresas, centenas de trabalhadores.
    Pessoalmente não tenho quaisquer dúvidas que a Martingança ficou a ganhar com a anexação de Pataias. Massa crítica, capacidade de criar receitas próprias, um milhão duzentos e sessenta e sete mil euros de orçamento para 2014. São dez anos de orçamentos da Junta da Martingança.
    A questão prende-se não com quem anexou quem, mas com o facto de ambas estarem juntas. E juntas significa mais força.
    Já chega o que a Câmara Municipal (não) faz. Não precisamos de encontrar guerras internas.

    Ponto quarto
    Vem isto a propósito da intervenção do Presidente da Junta relativamente à Zona Industrial da Alva de Pataias.
    Valter Ribeiro disse que havia empresários interessados e que a solução pode passar pela engenharia financeira, por acordos com empreiteiros e que no final o investimento por parte da Câmara seria irrisório. Ok, tudo bem, é uma solução.
    A solução de sempre: Pataias paga.
    Recordo ainda a última Assembleia Municipal: 10 milhões de euros investidos pela Câmara na Benedita nos últimos quatro anos.
    Em Pataias, tudo o que tem sido feito, tem sido com capitais próprios (da Junta), fundos comunitários (requalificação da praia das Paredes) ou protocolos com a CIBRA (as piscinas).
    Quando foi a última vez que a Câmara gastou dinheiro seu, em Pataias?
    A criação de uma zona industrial no norte do concelho é primordial. Essencial mesmo, para os destinos da freguesia e do próprio concelho. Não interessa se é na Alva ou nos Calços. O que é importante é que ela surja e com as mesmas condições do Casal da Areia ou as prometidas para a Benedita, cujo investimento já vai em 3,5 milhões de euros, só no terreno.
    Em Pataias, o terreno é de borla.
    Em Pataias, arranjam-se soluções para que o investimento da Câmara seja zero.
    Em Pataias, se queremos, temos de fazer. Podemos dizer que nada devemos a Alcobaça, exceto a Derrama Municipal, o IMI e uma percentagem do IRS.

    Ponto quinto
    É por isto, que falar da freguesia de Pataias é um tiro nos pés.
    Esquecer a Martingança é apagar mais de 1000 habitantes, dezenas de empresas, centenas de trabalhadores. É diminuir a força do norte do concelho, reduzi-la a uma palavra mal amada por Paulo Inácio: Pataias.
    Na última Assembleia Municipal eram pelo menos uma dúzia as pessoas naturais e residentes na União De Freguesias de Pataias e Martingança que estavam presentes. Pataias, apesar da aprovação do orçamento camarário, dominou grande parte das intervenções.
    A nossa força é a nossa união.

    A nova freguesia de Pataias não existe.
    Existe uma freguesia mais forte, mais interventiva, mais capaz que é a União de Freguesias de Pataias e Martingança.

    Quem pensar o contrário, está-se a diminuir, a retirar força a Pataias e a subalternizar de forma definitiva a Martingança.

    29/12/2013

    7.287.(29dez2013.19h) Urge confluir as MARavILHAS: Rios Alcoa e Baça...

    Há muitos anos que nos batemos na CDU por dar prioridade aos rios...
    Assim já é impressionante...
    Mas apresentámos ideias e nada de nada...
    Arq. Byrne projectou e nada se fez para além das traseiras da Biblioteca...
    Para retomar, de novo...
    Foto respescada do Facebook
    da Sofia Quaresma

    7.286.(29dez2013.11-11') A trapalhada da iluminação da envolvente ao mosteiro...MARavILHA de Portugal...EDP...

    A CDU defendeu que se aproveitasse o financiamento da EDP,
    prometido aquando foi 1ª Maravilha de Portugal,
    para se criar iluminação que, só por si, fosse atractiva de turistas...
    A maioria PSD preferiu comprar iluminação banal que até ia contra a ideia da que está implantada pelo atelier do Arq. Byrne.
    A iluminação da POMZEMA, que foi colocada em 2005, tem tido muitos dias com lâmpadas fundidas e outras mal substituídas...
    Após várias consultas IPPAR/EDP a decisão aprovada em câmara há 2 anos? ou mais...
    Porque não foi concretizada???
    **
    foto d'ontem respigada do facebook
    de Mário Amaral

    **
    Bárbara fotografou 29 dez2013:
    colocar aqui
    há um projector que falta no lado direito
    retirado por avaria??
    **
    já agora
    foto do JERO
    que bela fotogravAÇÃO!!!
    de 30dez2013
    Foto: Noite de 30...

    28/12/2013

    7.285.(28dez2013.21.46') Assembleia de Freguesia de Pataias.Martingança...dez2013

    via sapinho gelásio

    Sábado, 28 de Dezembro de 2013


    Pataias e Martingança - Orçamento de 1,26 milhões para 2014

    A Assembleia de Freguesia aprovou por maioria (8 votos a favor, 1 contra e 4 abstenções) o orçamento de 1,26 milhões de euros da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Pataias e Martingança para 2014.

    Receitas
    Piscinas Municipais – 274.000€ (26%)
    Parque de Campismo – 241.000€ (23%)
    Mercado de Pataias – 110.000€ (11%)
    Transferências Correntes – 312.390€ (30%) (Por exemplo: Receitas do FFF, Transferências da Câmara Municipal, Protocolos com o IEFP, Pagamento do vencimento a meio tempo do Presidente da Junta)
    Receitas Correntes – 102.225€ (10%) (Por exemplo: Cemitérios, IMI, canídeos, documentos e declarações, comissões dos CTT e farmácia e habitação social)

    Despesas
    União de Freguesias
    Pessoal – 208.210€ (29%)
    Aquisição de bens e serviços – 103.220 (15%)
    Investimentos – 252.500 (36%)
    Outros – 143.540 (20%)

    Piscinas Municipais
    Pessoal – 213.750€ (81%)
    Aquisição de bens e serviços – 45.050€ (17%)
    Investimentos – 5.000 (2%)

    Parque de Campismo
    Pessoal – 20.000€ (19%)
    Aquisição de bens e serviços – 61.700€ (58%)
    Investimentos – 25.000€ (23%)

    Em termos gerais
    Pessoal – 41% (519.679€)
    Aquisição de bens e serviços – 20% (253.498€)
    Investimentos – 26% (329.547€)
    Outros – 13% (164.773€)

    Na discussão do documento, foram referenciados os 200.000€ previstos para obras em passeios, valetas e arruamentos, 20.000€ para obras nos cemitérios, 25.000€ de investimento no parque de campismo, 47.500€ em eventos e festas e 10.000€ em apoios sociais. Foram ainda referidas as transferências mensais para as coletividades, os apoios pontuais a algumas associações (Bombeiros, ABEOTL Pataias, AD Ferraria e GD Martingança) e o facto do Espaço Cultural/Biblioteca passar a ter prevista uma dotação mensal para o desenvolvimento de atividades (4.000€/ano).

    Aprovação do mapa de pessoal e das taxas e licenças

    Foi também aprovado o novo mapa de pessoal da freguesia, que juntou os quadros de pessoal das antigas freguesias de Pataias e Martingança. A União de Freguesias tem providos  1 Técnico Superior, 3 Assistentes Técnicos e 11 assistentes operacionais, contando no total com mais de 60 pessoas a trabalhar, considerando todas as pessoas que se encontram a exercer funções ao abrigo dos protocolos com o IEFP e a recibos verdes.

    A situação do Presidente da Junta

    No período de antes da ordem do dia, António Calaxa (PS) inquiriu o presidente relativamente à sua situação de acumulação de cargos (presidente de junta e deputado) e quanto ao seu vencimento. António Calaxa explicou que esta sua intervenção se prendia com o facto de que uma Junta como a da União de Freguesias de Pataias e Martingança, pelo número de população, pela extensão territorial, número de funcionários e orçamento, dever ser governada a tempo inteiro e não por alguém que passa muito tempo em Lisboa.
    Valter Ribeiro, que pareceu ficar satisfeito com a pergunta, esclareceu que não há incompatibilidade legal na acumulação dos cargos de deputado e presidente de junta. Quanto ao seu vencimento, recordou que durante os quatro anos do seu primeiro mandato, ele e todo o executivo prescindiram da respetiva verba a que legalmente tinham direito, usando-a para adquirir um conjunto de bens necessários à Junta como, por exemplo, o trator. Referiu ainda que, sempre que assumiu funções como deputado, quem tem recebido a verba a que tem direito (vencimento a meio tempo), é o secretário da Junta. Terminou dizendo ainda que a União de Freguesias, pela dimensão que tem, pode ter um presidente da Junta a tempo inteiro, mas que o resto do vencimento teria de vir das receitas próprias da Junta. Ao contrário do presidente da Junta que o antecedeu, este executivo entendeu não ser essa a opção, mantendo-se o presidente a meio tempo (com este meio vencimento a ser pago na totalidade pelo Estado Central). Assim, fica mais dinheiro para que a Junta possa investir, concluiu.

    Centro de Saúde na Martingança

    No período de antes da ordem do dia, as diversas intervenções chamaram a atenção para diversas situações que necessitam de resolução, desde situações de colocação de passadeiras e sinalização diversa em alguma ruas, até ao estado das estradas que ligam Vale Furado à Mina do Azeche e de Pataias a Alcobaça e ainda a zona industrial da Alva.
    Foi ainda perguntado sobre a situação da reabertura do posto médico na Martingança, ao que Valter Ribeiro respondeu que para a prestação de um serviço eficaz e de qualidade são necessários mais utentes inscritos na Unidade de Saúde Familiar do Pinhal do Rei (Pataias). Haverá outras soluções que até poderiam assegurar a abertura do posto imediatamente, mas que no entender do executivo da Junta e dos próprios responsáveis da Saúde, não se traduzirão numa melhoria na qualidade de serviço e na prestação de melhores cuidados de saúde do que aquela que existe agora, apesar da deslocação das pessoas da Martingança até Pataias. Nessas soluções, por exemplo, nunca estaria garantida a presença do mesmo médico (todos os dias seriam médicos diferentes), podendo até haver problemas ao nível do horário de funcionamento, explicou.

    Orçamento Participativo

    No período reservado à intervenção do público, Paulo Grilo tomou a palavra lamentando, pelo quarto ano consecutivo, que o executivo da Junta continuasse a ignorar o Orçamento Participativo e que não ouvisse os fregueses relativamente a algumas sugestões de pequenas obras que poderiam ser feitas, recordando que com uma verba de 250 mil euros para investimentos a Junta teria facilidade de disponibilizar 1% ou 2% dessa verba para o Orçamento Participativo. Na sequência, entregou ao presidente da mesa da Assembleia de Freguesia, um documento de trabalho com 16 páginas relativamente ao Orçamento Participativo. Nessas 16 páginas está a explicação do que é o Orçamento Participativo, uma Carta de Princípios relativamente ao Orçamento Participativo na União de Freguesias, as Normas de Participação e uma série de Perguntas e Respostas. Deixou a sugestão que o documento poderia ser distribuído, caso assim entendesse a mesa, pelos deputados da Assembleia e pelo executivo. O objetivo é levar à concretização e aplicação da metodologia do Orçamento Participativo na União de Freguesias de Pataias e Martingança.
    Em resposta, Valter Ribeiro disse que o processo de união das duas freguesias havia dificultado em muito a elaboração do atual orçamento, a que Paulo Grilo contrapôs que o Orçamento Participativo não era um processo de 3 meses antes do final do ano, mas um processo que teria de ter o seu início no máximo em Março/Abril e que nos últimos 4 anos haviam tido muito tempo de o fazer, caso tivessem querido.
    Luís Polido interviu relativamente ao novo logotipo da União de Freguesias (se já estava pensado ou não), aos espaços devolutos existentes na freguesia, à necessidade de existir um roteiro turístico e ao esquecimento que todas as praias, a exceção das Paredes, têm tido.
    Valter Ribeiro respondeu que a questão do novo logotipo ainda não havia sido pensada. Quanto aos espaços devolutos, nomeadamente as antigas escolas primárias, tem-se procurado estabelecer protocolos com associações para a sua utilização. Quanto ao roteiro turístico, o mesmo deverá ser apresentado em Maio e que relativamente às praias, o executivo havia tomado em consideração as afirmações pertinentes proferidas.
    Fernando Vitorino chamou a atenção para algumas situações relativas à Martingança, nomeadamente quanto à inexistência de alguns passeios, à ligação com a Burinhosa e estrada atlântica e à falta de saneamento básico na zona industrial dos Calços.
    Telmo Moleiro chamou a atenção para a necessidade de verificar a existência e propriedade (privada ou não) de um antigo caminho que fazia a separação entre as antigas freguesias de Pataias e Martingança, e que aparentemente desapareceu.

    7.284.(28dez21.12') Assembleia de Freguesia da Benedita...20 dez2013...


    Luís Crisóstomo fez um pequeno resumo:

    "Nesta assembleia de Freguesia de Benedita estiveram presentes 11 deputados e o principal ponto de interesse foi a votação do Orçamento para 2014. Uma das deputadas faltosas, da bancada do PS, foi substituída extraordinariamente por outra. A falta prendeu-se por, à mesma hora, se encontrar reunida a Assembleia Municipal de Alcobaça, onde a faltosa é também deputada.
                    O 1º ponto
     foi, como não podia deixar de ser, a aprovação da acta da reunião anterior, datada de 18 de Outubro de 2013. A acta foi aprovada com os 11 votos dos deputados, a favor.
                    O 2º ponto
     foi a apresentação das medidas já realizadas pela Junta desde as Eleições Autárquicas. Falou-se da possibilidade da venda de eucaliptos provenientes de terrenos da Junta localizados na Fonte da Senhora, nos quais foram realizados trabalhos de limpeza. No entanto, a hipótese está apenas em fase de estudo.
    A Junta também renegociou contratos de forma a cortar despesas. Entre eles está o celebrado com a Securitas, empresa de segurança, que foi reduzido a um ano apenas, a uma mensalidade menor mas mantendo o serviço. Ainda assim, a Junta pretende negociar com outra empresa o próximo contracto, pois a concorrência pratica preços mais baixos. De maior relevo é a actualização dos horários dos trabalhadores da Junta, de forma a cumprir com as recentes alterações à carga horária da função pública. Estes funcionários serão todos obrigados a trabalhar mais hora recebendo o mesmo que antes. 
    Aproveitando esta situação, a bancada do CDS-PP sugeriu que a sede da Junta de Freguesia pudesse estar aberta também ao Sábado. 
    Quanto às renegociações de contratos com os funcionários da junta há que dar ênfase a uma situação em que uma funcionária das piscinas passará para tempo inteiro, no entanto não terá qualquer actualização do salário. Esta situação parece-nos um claro aproveitamento da precariedade do trabalho actualmente em Portugal e será acompanhada de perto por nós.
    Foram também referidos pelo Sr. Presidente da Junta alguns projectos que deverão arrancar no breve prazo, após ter estado reunido com o Sr. Presidente da Câmara. 
    Para começar, foi dito que há já empresários interessados em fixar-se na Zona Industrial da Benedita, na Quinta da Serra, investimento este que vem de fora do Concelho. O projecto das obras na Quinta da Serra já terá sido aprovado pela Ordem dos Engenheiros mas só estará finalizado daqui a 3 meses, e o início das obras para 2015. 
    Além desta obra, o Presidente da Câmara terá também prometido o início da construção de um novo Centro de Saúde já em 2014, no terreno entre o jardim da Casa da Vila e o Posto da GNR, e da nova Feira do Gado em 2015, na actual localização junto ao IC2/EN1.
    O terceiro ponto 
    foi a proposta de tempo inteiro do Presidente da Junta, a qual foi aprovada com 11 votos a favor.
    O quarto ponto 
    foi a apresentação e aprovação do Orçamento da Freguesia da Benedita para o ano de 2014. A previsão orçamental apresentada foi de 444.650€, dos quais cerca de 70% serão aplicados nas despesas de pessoal, sendo que o restante será aplicado prioritariamente para sanear a situação financeira da freguesia, como dívidas à ADSE
    No final da sessão, 
    no espaço aberto a questões do público, intervim neste tema, perguntando qual era a actual situação das dívidas da Junta de Freguesia. Foi afirmado que as dívidas maiores correspondiam a fornecedores, ascendendo a cerca de 66.000€, mas que estavam já saldadas, até porque uma empresa de software ameaçou de penhora a Junta, para saldar a sua dívida de cerca de 2.500€. Este orçamento foi aprovado com 8 votos a favor e 3 abstenções, vindas da bancada do CDS.

    O ponto 5 
    da reunião foi relativo à aprovação de uma revisão orçamental, ao orçamento do presente ano. A moção foi aprovada da mesma forma que a anterior.
    O 6º ponto
     foi a actualização de taxas de Freguesia, nomeadamente quanto às taxas cobradas pela Junta nos funerais. A taxa anterior estava fixada em 150€, os quais 25€ revertiam para a Junta e o restante para o coveiro. Visto que o coveiro não é mais funcionário da Junta, a bancada do PS propôs a diminuição da taxa para os 75€, mas totalmente revertendo a favor da Junta; o valor pago ao coveiro não é alterado, mas deixa de estar sob jurisdição da Junta, pelo que esta diminuição teria um efeito prático de agravar os custos de enterro em 50€. A proposta foi reprovada com 5 votos favoráveis e 6 contra. Porém, a oposição apresentou uma contra proposta, de forma a diminuir a taxa a pagar à Junta para os 50€, reflectindo-se num aumento de 25€ em relação ao custo actual. Porém, de acordo com os preços praticados nas freguesias vizinhas, este pode agravar-se para os 75€ propostos inicialmente. Esta proposta foi a votação tendo sido aprovada por unanimidade.
    O ponto final da Assembleia foi a aprovação ao regimento de freguesia, o qual foi aprovado com 9 votos favoráveis e a abstenção do PSD.
    Por fim, no espaço aberto às perguntas e observações do público, como já referi, questionei a situação financeira real da Junta. Além de sido, questionei o Sr. Presidente da junta se na sua conversa com o Presidente da Câmara se tinha abordado a questão dos dinheiros das eólicas instaladas em terrenos da Junta. 
    Segundo nos foi respondido, o maior problema está em provar que os terrenos baldios pertencem à Junta e não à Câmara, num processo que deverá arrastar-se muitos anos se levado a tribunal. 
    O Sr. Paulo Jorge também interveio para denunciar um caso caricato da Vila de Benedita onde uma rua tem dois nomes atribuídos (Rua Dr. Guerra/Rua dos Bombeiros), causando problemas na entrega de correspondência. Foi dito que será feita a desambiguação, colocando a placa “Ex Rua dos Bombeiros” de forma a manter a memória da antiga localização dos Bombeiros Voluntários da Benedita. Porém, numa verificação que ainda hoje foi feita e após alguns anos da mudança de nome oficial, nos mapas da Google e do Bing, referências para muitos equipamentos GPS, esta rua continua identificada como Rua dos Bombeiros.

    Voltei a intervir para denunciar duas situações de preocupação ambiental na freguesia. A primeira foi a situação da ETAR dos Freires, perto da sua capacidade máxima e que em períodos chuvosos por vezes transborda; a segunda foi o mau-cheiro que se faz sentir todas as noites um pouco por toda a freguesia, mas principalmente na zona mais baixa desta (Candeeiros, Charneca do Casal do Guerra, Venda da Rega, Casal Carvalho) proveniente das várias explorações pecuárias. Quanto à primeira situação, foi dito que pouco pode ser feito agora pois não está prevista a construção de outra ETAR próxima, de forma a repartir a quantidade de efluentes recebidos, nem tão pouco será possível relocalizar a ETAR. Quanto aos maus cheiros das pecuárias, foi prometido uma monitorização atenta da situação, de forma a alertar oportunamente as entidades responsáveis pela conservação da Natureza, e foi mesmo levantada a hipótese de mobilização da população de forma a organizar outras formas de protesto.

    **
    Via beneditafm

    Benedita: Junta quer terminar 2014 com dívidas saldadas

    Dec 28th, 2013 | By  | Category: Informação
    A junta de freguesia da Benedita comunicou à assembleia na ultima reunião deste órgão que existem neste momento vários processos em aberto relativos a dividas provenientes de incumprimentos contratuais, sendo que alguns deles estavam mesmo num ponto de execução que poderia levar à penhora de bens da junta.
    Segundo Gonçalo Ezequiel, tesoureiro da junta, o executivo já acordou planos de pagamento, evitando assim que os processos decorram de forma litigiosa.
    O tesoureiro frisou ainda que o objectivo do novo orçamento é terminar o ano de 2014 com todas as dívidas saldadas. Gonçalo Ezequiel confirmou ainda que existem neste momento 66 mil euros em dívida para com fornecedores, sendo cerca de metade desta divida relativa à ADSE.

    7.283.(28dez2013.11.34') Museu Etnográfico MANEL 70...

    Museu na Martingança...
    ***
    23ouTU2015
    via região de cister e sapinho gelásio

    Inauguradas novas instalações do Museu Manel 70

    A notícia no Região de Cister 1157 de 22 de outubro de 2015

    Martingança-Gare - Inauguração teve lugar no passado domingo
    Museu Manel 70 abre portas das novas instalações

    A única coleção de telhas em cerâmica da Europa encontra-se em exposição, desde o passado domingo, nas novas instalações do Museu Manel 70, na Martingança-Gare, tendo sido das peças mais elogiadas no decorrer da cerimónia inaugural, que contou com a presença de mais de uma centena de pessoas.
    O espaço acolhe milhares de objetos que Manuel Rino Cerejo, proprietário do Museu, juntou ao longo de mais de cinco décadas. Relógios, rádios, grafonolas, televisores, balanças, candeeiros, alfaias agrícolas, máquinas industriais e diversos artigos em vidro, cristal e porcelana – tudo com algumas décadas - não dão tréguas aos olhos de quem visita o espaço. Um piano de cauda, uma extensa coleção de pedras e fósseis - com mil exemplares expostos e mais quatro mil à espera de arrumação - fazem as delícias de quem visita o espaço, onde é ainda possível ver uma cozinha equipada com mobiliário com mais de 100 anos. No entanto, “ficaram muitas peças armazenadas por falta de área”, refere o colecionador, que pretende agora fazer uma seleção de mais algumas peças para expor no Museu.
    As novas instalações do Museu Manel 70 encontram-se localizadas na antiga mercearia do falecido José Vitorino, no âmbito de um protocolo de cedência entre Fernando Vitorino, herdeiro do espaço, a União de Freguesias de Pataias e Martingança e o dono do museu. “Era muito importante a manutenção do Museu, motivo pelo qual a autarquia decidiu não ficar de fora do processo”, assumiu Valter Ribeiro, presidente da União de Freguesias, considerando que “o espólio é agora mais atrativo pela forma como está exposto”.
    O Museu foi inaugurado em outubro de 2008 e iniciou atividade numa antiga fábrica de moldes, tendo já recebido a visita de mais de seis mil pessoas, entre crianças de escolas e infantários, idosos e excursões diversas.