30/01/2014

7.450.(30jan2014.8.44') A revolta do 31 janeiro...Há 123 anos a luta tb era pela democracia, pela justiça social e pela soberania nacional...

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31janeiro...
 Após o 25 de abril foi/é Dia Nacional do Sargento!...
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31jan2018
Ousada e efémera, a Revolta de 31 de Janeiro, no Porto, continua a inspirar pela coragem e tenacidade dos protagonistas, bem como pelos valores da democracia e da soberania nacional por que lutavam.

O levantamento militar de 31 de Janeiro de 1891 constitui a primeira tentativa revolucionária de implementação da República, em Portugal, representando igualmente uma luta pela afirmação da soberania nacional onde, 127 anos depois, não é difícil encontrarmos similitudes. 
Em causa, as cedências do Governo e do rei ao ultimato britânico de 1890 por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola e Moçambique. A questão embaraçava os militares e o Partido Republicano Português, dirigido então por Elias Garcia, era favorável à preparação de um plano de luta, animado pela proclamação da República do Brasil, em Novembro de 1889.
Outras razões contribuíram para o eclodir da revolta, a começar pela crise que se manifestou nesse ano, motivada, entre outros aspectos, por uma frágil produção industrial, pela recessão das exportações (essencialmente agrícolas), pelo aumento contínuo das importações.
A estas juntou-se o facto de o Câmbio do Brasil ter baixado repentinamente, desvalorizando as remessas dos emigrantes, tendo Portugal entrado praticamente em bancarrota.
Na revolta, decorrida entre as 3h30 e o início da tarde do dia 31 de Janeiro, morreram 12 pessoas e cerca de 40 ficaram feridas. Apesar de ter fracassado no objectivo, pelo facto de não estarem reunidas as condições para a implantação da República (o que viria a acontecer 19 anos depois), o movimento de 31 de Janeiro venceu por se ter fixado no quadro da luta pela democracia, da justiça social e da soberania nacional.
Cerca de 500 militares e muitos civis foram julgados por Conselhos de Guerra, a bordo de navios da Armada, ao largo de Leixões. Cerca de 250 pessoas foram condenadas a penas, entre 18 meses e 15 anos, de degredo em África.

Efeméride regressa à rua com Revolução dos Cravos

Aquela que ficou conhecida como Rua 31 de Janeiro, após a implantação da República, designava-se primeiro de Rua de Santo António. Foi renomeada com a data da revolta pelo facto de, nessa manhã, a multidão ter subido a rua com o objectivo de tomar a estação dos Correios e Telégrafos, na Praça da Batalha. Barricada na escadaria da Igreja de Santo Ildefonso, ao cimo da rua, a Guarda Municipal abriu fogo sobre a multidão, causando vítimas entre os militares e os civis. 
Durante a ditadura, a rua voltou a ter o nome do santo. Foi a partir da Revolução dos Cravos que a efeméride identificou novamente esta rua da Invicta.  
https://www.abrilabril.pt/nacional/31-de-janeiro-uma-revolta-que-fica-pela-coragem-e-ousadia
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avante 30jan2014
João Frazão
Actualidade da luta pela democracia, a justiça social e a soberania nacional
A Revolta de 31 de Janeiro

Há 123 anos, o País estava subordinado ao imperialismo e à mercê da especulação financeira, o custo de vida agravava-se constantemente e o regime estava desacreditado na sequência da alternância de dois partidos que seguiam a mesma política de favorecimento a um punhado de capitalistas, enquanto o povo se confrontava com dificuldades crescentes e o País se afundava.

Há 123 anos, um grupo de militares de baixa patente, dirigido por sargentos e apenas com três oficiais, na madrugada de 31 de Janeiro, no Porto, acompanhados por jornalistas e intelectuais, promoveram uma revolta que colheu simpatia e apoio generalizado da população da cidade que, tal como a maioria do povo, mais do que o derrube da monarquia e a instauração da República, aspirava à conquista dos direitos democráticos, à justiça social e à defesa da soberania nacional. Desde então, a Revolta de 31 de Janeiro, apesar de derrotada em poucas horas, passou a ser evocada como um acontecimento que lançou as sementes para a construção de um País mais democrático, justo e soberano.
Na passagem de mais um ano sobre esta revolta, vivemos um situação particularmente grave no plano nacional, com os trabalhadores e o povo confrontados com a mais violenta ofensiva desde o 25 de Abril – inseparável da crise do capitalismo e do processo de integração capitalista da UE – com a exploração e o empobrecimento a acentuarem-se diariamente e o País a ser conduzido para o abismo.
Tal como ao longo da nossa história várias vezes se provou, o caminho de abdicação da soberania, de entrega do País e das suas riquezas ao grande capital e deste rumo de afundamento nacional não é inevitável.
Está nas mãos do nosso povo – a imensa maioria atingida por esta política – derrotar este Governo e esta política e abrir caminho a uma política alternativa, patriótica e de esquerda. Um caminho possível e cada vez mais necessário que é inseparável do reforço do PCP e do desenvolvimento da luta de massas, associando-lhe a denúncia da política de direita e das responsabilidades dos seus sucessivos executantes (PS, PSD e CDS), afirmando a actualidade e validade dos valores de Abril no futuro de Portugal. Tarefas em que os militantes e as organizações do Partido estão empenhados, integrando-as também noutras duas importantes batalhas imediatas: as comemorações do 25 de Abril e a preparação das eleições ao Parlamento Europeu.
 A ruptura inadiável  
O desenvolvimento da situação nacional coloca como inadiáveis a ruptura com a política de direita e uma mudança na vida nacional que abra caminho à construção de uma política alternativa, patriótica e de esquerda, condição para assegurar um Portugal com futuro, de justiça social e progresso, um País soberano e independente. Uma política que seja capaz de libertar Portugal da dependência e da submissão, de recuperar para o País o que é do País, de devolver aos trabalhadores e ao povo os seus direitos, salários e rendimentos é possível assegurando a renegociação da dívida nos seus montantes, juros, prazos e condições de pagamento, rejeitando a sua parte ilegítima; a defesa e o aumento da produção nacional; a recuperação para o Estado do sector financeiro e de outras empresas e sectores estratégicos; a valorização dos salários e pensões; a justiça fiscal; a defesa e recuperação dos serviços públicos e das funções sociais do Estado e a assumpção de uma política soberana e a afirmação do primado dos interesses nacionais.
Com a confiança de sempre na força transformadora dos trabalhadores e do povo, preparamos a jornada de luta do próximo sábado, 1 de Fevereiro, conscientes de que será um importante passo para a derrota deste Governo e desta política.
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https://www.youtube.com/watch?v=nX0xuCUsrhA
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2019
O memorável episódio, precursor da implantação do regime republicano em Portugal, é lembrado na passagem do 128.º aniversário da sua eclosão. Após o 25 de Abril, é também o Dia Nacional do Sargento.

Gravura de Louis Tinayre (1861-1941) representando o ataque, pela Guarda Municipal, ao edifício da Câmara Municipal do Porto em poder dos revoltosos, durante a Revolta Republicana do 31 de Janeiro de 1891, no Porto.
Gravura de Louis Tinayre (1861-1941) representando o ataque, pela Guarda Municipal, ao edifício da Câmara Municipal do Porto em poder dos revoltosos, durante a Revolta Republicana do 31 de Janeiro de 1891, no Porto. Créditos / Wikimedia Commons

A revolta republicana ocorrida a 31 de Janeiro de 1891 no Porto será celebrada naquela cidade do Norte com uma sessão-debate organizada pelo Núcleo do Porto da Associação Conquistas da Revolução (ACR), segundo comunicado emitido por este.
A iniciativa, que assinala a passagem do 128.º aniversário da efeméride realiza-se amanhã, dia 31, pelas 18h, na Cooperativa Unicepe (Praça Carlos Alberto, 128). As intervenções principais estarão a cargo do jornalista Júlio Roldão e de Lima Coelho, director do jornal O Sargento, órgão da Associação Nacional de Sargentos, segundo comunicado do Núcleo do Porto da ACR.
A Associação Conquistas da Revolução tem por objectivo «preservar, divulgar e promover o apoio dos cidadãos aos valores e ideais da Revolução, iniciada em 25 de Abril de 1974» e cultivar «o espírito revolucionário e a consciência social progressista».

O 31 de Janeiro, símbolo da coragem contra a opressão

A Revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi o primeiro movimento revolucionário que teve por objectivo a implantação do regime republicano em Portugal – o qual se viria a firmar vitorioso em 5 de Outubro de 1910.
Realizada por soldados e populares cuja maioria ficou no anonimato – veja-se, no jornal republicano Vanguarda, de 24 de Março de 1891, uma lista de presos em que, de muitos, a condenação refere apenas o nome próprio – aos quais se reuniram algumas figuras gradas da oposição republicana, a acção revolucionária ficou também conhecida como «revolta dos sargentos», devido ao importante papel desempenhado por estes na sublevação dos quartéis.
Ao fracasso seguiu-se uma forte repressão, com centenas de militares e civis condenados à prisão e ao degredo em África, em penas que atingiram os quinze anos. Numerosos foram os fugitivos obrigados a exilar-se.
Os detidos tiveram um comportamento exemplar perante o tribunal de guerra que os julgou. Hélder Pacheco, escritor e investigador das tradições e da cultura popular portuense, lembrou, em artigo publicado no JN de 1 de Fevereiro de 2001, as desassombradas palavras de alguns réus e o «notável discurso de defesa apresentado perante o 2.º Conselho de Guerra pelo advogado José Alberto de Sousa Couto». Vale a pena recordar, para memória dos nossos dias, essas palavras.
O actor Miguel Verdial, que intentara revolucionar o Regimento de Infantaria 18 e que, de uma das janelas dos Paços do Concelho, anunciara a composição do governo provisório republicano, declarou aos seus juízes: «o primeiro dos tribunais, para o homem que se estima, é o da própria consciência». Este valente, influenciado pelas ideias de Antero de Quental e simpatizante da I Internacional, que viria a evadir-se do degredo angolano a que a monarquia o condenara, deixou semente humana dos seus feitos: foi pai de Mem Verdial, figura de relevo da oposição democrática ao salazarismo, e Sérgio Godinho, que tão bem tem cantado a vida, o amor e a liberdade, é seu bisneto.
De Manuel Pereira da Costa ouviu-se: «Sou português e hei-de morrer português. Sou republicano e hei-de morrer republicano. Fui preso por perfilhar estas ideias; honro-me disso». E termine-se aqui com o desafio de João Nunes (seria o primeiro-sargento João Nunes Folgado, de Infantaria 10, reintegrado no Exército Português, com outros companheiros, na sessão do Parlamento republicano de 20 de Junho de 1913?) aos seus juízes: «Mais vale o cárcere com a consciência tranquila, do que a liberdade com remorsos. Mais felizes são os vencidos de 31 de Janeiro do que os membros do Conselho de Guerra de Leixões». Quem sabe se não esteve esta frase na origem da proclamação orgulhosa inscrita no monumento que, em 1897, foi erguido no Cemitério Prado do Repouso, em homenagem aos revolucionários do 31 de Janeiro: «aos vencidos»!
Do discurso do advogado José Alberto de Sousa Couto disse Hélder Pacheco tratar-se «de um texto brilhante, que o futuro veio confirmar». Respigue-se, do mesmo, três parágrafos, um no qual defende das calúnias do acusador militar aqueles que «ousaram sair de uma apatia que agrilhoava à mísera obscuridade e infortúnio a nossa existência de povo», outro em que dá conta da adesão entusiástica dos portuenses, e um terceiro em que remete para a história o julgamento justo dos intervenientes:
— Havemos de horrorizar-nos perante a abnegação de tantos homens que se inspiraram nos males da pátria e aos quais movia um esforço digno dela?
— E que vos direi do aplauso do povo? Não o sabeis, por ventura? Não chegaram aos vossos ouvidos os ecos desse entusiasmo? Não é certo que no Campo da Regeneração o povo fraternizou com o exército, cooperando com ele junto ao quartel de Infantaria 18? Não é certo que na Rua do Almada se encheram as janelas de gente, aplaudindo o desfilar das forças? Não é certo que a Praça de D. Pedro parecia uma manhã de festival, de jubileu, onde reinava a maior alegria no rosto de todos?
— Por tão acumuladas razões vós haveis de ser clementíssimos para tantos infelizes. E que razão há para o não serdes? Vós julgais, mas a História vos julgará...

Panfleto da Oposição Democrática apelando à comemoração do 31 de Janeiro (n.a., s.d.). Créditos
O deflagrar do movimento no Porto não foi um acaso: as tradições democráticas e liberais da cidade facilitaram um temporão desenvolvimento do movimento republicano na cidade. Vitoriosa enfim a República, em 1910, nesse mesmo ano os portuenses renomearam a Rua de Santo António – que a multidão subira em festa antes de ser detida e fuzilada pelas espingardas da Guarda Municipal – como Rua 31 de Janeiro, em memória dos insurrectos.
Após o golpe militar de 1926, o fascismo não pôde suportar um nome que lembrava uma autêntica revolta popular. Em 1940 a rua voltou ao nome de Santo António, mas não conseguiu fazer esquecer aos democratas, republicanos e antifascistas, a corajosa luta de populares e soldados em 1891. A comemoração do 31 de Janeiro, apesar das fortes medidas repressivas com que o regime cercou a data, foi sempre um momento de luta da oposição a Salazar e Caetano.
Com o 25 de Abril de 1974, o regime democrático saído da Revolução de Abril, reverteu a medida salazarista e os portuenses voltaram a ter a sua Rua 31 de Janeiro.
 https://www.abrilabril.pt/cultura/revolta-de-31-de-janeiro-celebrada-amanha-no-porto?fbclid=IwAR0_SW3Br1Wi3vrKRaKCl75RXzLOpp8cCNfm9dTruqffu1II7-jv2Shw6AA
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31 de Janeiro de 1891:Revolta republicana no Porto. É proclamada a República, na varanda da Câmara Municipal.

No dia 31 de Janeiro de 1891, há 124 anos, eclodiu no Porto um levantamento militar, motivado e contrário à cedência do Governo e da Coroa ao Ultimatum de 1890 imposto pela Inglaterra,  este levantamento pretendeu instaurar um governo provisório e foi a primeira tentativa de instauração do regime republicano em Portugal. 
As figuras cimeiras da "Revolta do Porto", foram o capitão António Amaral Leitão, o alferes Rodolfo Malheiro, o tenente Coelho, além dos civis, o dr. Alves da Veiga, o actor Miguel Verdial e Santos Cardoso, além de figuras destacadas da cultura como João Chagas, Aurélio da Paz dos Reis, Sampaio Bruno, Basílio Teles, entre outros.
O acontecimento  teve início na madrugada do dia 31 de Janeiro, quando o Batalhão de Caçadores nº9, liderado por sargentos, se dirigiu para o Campo de Santo Ovídio, hoje Praça da República, onde se encontra o Regimento de Infantaria 18 (R.I.18). Ainda antes de chegarem, junta-se ao grupo, o alferes Malheiro, perto da Cadeia da Relação; o Regimento de Infantaria 10, liderado pelo tenente Coelho; e uma companhia da Guarda Fiscal. Embora revoltado, o R.I.18, fica retido pelo coronel Meneses de Lencastre, que assim, quis demonstrar a sua neutralidade no movimento revolucionário. Depois juntou-se ali o regimento de infantaria n.º 10, comandado pelo capitão Leitão que assume o combate das tropas sublevadas, convencido que o movimento não seria hostilizado por outras forças militares.
Os revoltosos desceram a Rua do Almada, até à Praça de D. Pedro, (hoje Praça da Liberdade), onde, em frente ao antigo edifício da Câmara Municipal do Porto, ouviram Alves da Veiga proclamar da varanda a Implantação da República.
Foi hasteada uma bandeira vermelha e verde e foi também anunciada a constituição de um governo provisório. A multidão decidiu subir a Rua de Santo António, em direcção à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos.
Este cortejo foi no entanto  barrado por um  destacamento da Guarda Municipal, que estava disposto ao combate. A Guarda estava posicionada ao alto da Rua de Santo António e entretanto principiou o tiroteio entrando a multidão em debandada.
A derrota consumou-se em poucas horas e a prisão ou o exílio esperavam os implicados. Alguns deles conseguiram fugir para o estrangeiro: Alves da Veiga iludiu a vigilância e foi viver para Paris: o jornalista Sampaio Bruno e o Advogado António Claro partiram para  Espanha, assim como o Alferes Augusto Malheiro, que daí emigrou para o Brasil.
Em memória desta revolta, logo que a República foi implantada em Portugal, a então designada Rua de Santo António foi rebaptizada para Rua de 31 de Janeiro.
Do ponto de vista político, a revolta assumiu, fundamentalmente, o carácter de explosão de ódio contra as instituições monárquicas: pretendia-se sobretudo, destronar a dinastia reinante dos Braganças e desse modo, resgatar a afronta nacional que a sua política tinha infligido à Nação.
Fontes: Dicionário de História de Portugal,dir. Joel Serrão, vol. III

Trinta e Um de Janeiro de 1891. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia(Imagens)
Ficheiro:31 de Janeiro, proclamação.jpg
A proclamação da República das janelas da Câmara Municipal
Ficheiro:31 de Janeiro engraving.jpg
A guarda municipal atacando os revoltosos entrincheirados na casa da Câmara

 Teatro de rua evocando a Reconstituição Histórica do 31 de Janeiro de 1891, organizado pelo Ateneu Comercial do Porto no âmbito das Comemorações do Centenário da República.
https://www.youtube.com/watch?v=7rzoFmP7xWw
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/31-de-janeiro-de-1891revolta.html?m=1&fbclid=IwAR0oeQO5ftN8GpTjC0EbVpimRppriumpPP3sm9GV1ef32r_syZkB-f7m9UI
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7.449.(30jan2014.8.33') 100 anos d'início da 1ª Grande Guerra...Urge ter memória

termina a 21 março de 1918
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Um excelente documentário da BBC
https://www.youtube.com/watch?v=lKM0TD6AALg&list=PL1A0F936334AD5D05
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Filipe Diniz
avante 30jan2014
1914-1918
Passam 100 anos sobre o início da I Grande Guerra (1914-1918). Para os comunistas e para a toda humanidade progressista os acontecimentos de há cem anos e o mundo que se lhes seguiu permanecem um tema central de estudo.
Em «A era dos extremos», o historiador marxista Eric Hobsbawm destaca importantes aspectos da colossal ruptura que a guerra de 1914-1918 representou: «Em 1914 não havia uma grande guerra há um século […]. Não houvera, em absoluto, guerras mundiais […]. Tudo isso mudou em 1914. A Primeira Guerra Mundial envolveu todas as grandes potências […]. Essa guerra, ao contrário das anteriores, tipicamente travadas em torno de objectivos específicos e limitados, travava-se por metas ilimitadas […]. A política e a economia tinham-se fundido […]. As ‘fronteiras naturais’ da Standard Oil, do Deutsche Bank ou da De Beers Diamond Corporation eram no fim do universo, ou melhor, nos limites da sua capacidade de expansão».
Efectivamente, é na obra de Lénine, nomeadamente na análise do imperialismo e do processo de partilha do mundo «entre as associações de capitalistas» que essa imensa tragédia encontra elementos fundamentais de compreensão. A identificação leninista do imperialismo não parte do seu historial de agressões militares e de ocupação de territórios. Reside na análise do «grau de concentração mundial do capital e da produção». Não é a guerra que caracteriza o imperialismo. É o imperialismo que conduz às guerras, como as que marcam tragicamente todo o século XX.
O desencadear da Primeira Guerra Mundial teve uma profunda repercussão no movimento operário. Por um lado, com a traição da II Internacional. Por outro lado, porque contribuiu para a criação das condições políticas, sociais e históricas que conduziram à Revolução de Outubro de 1917. Cujas primeiras medidas são sobre a terra, sobre o pão e sobre a paz.
Em 2014, como em 1914, a luta contra a guerra e pela paz é uma das batalhas centrais da luta entre a grande massa dos explorados da terra e o pequeno punhado de exploradores que tem na guerra um dos instrumentos da sua dominação global.

29/01/2014

7.446.(29jan2014.15.24') Buracos em ex-bombas...Ponte Jardim...Avisei Proteção Civil

alerta via facebook
Manuel Sampaio
"Parece que anda por aí alguma brigada, do amigo do alheio, a recolher tampas de ferro fundido. Isto deve ter sido esta noite. Grande ratoeira. E não haverá culpados. Bombas abandonadas."

28/01/2014

7.445.(28jan2014.15.15') Escola de Música do CCCela

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4jun2016
1 concerto especial
17.º anivº da Escola de Música do CCCela

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1185808764787207&set=a.573952232639533.1073741825.100000742840390&type=3&theater
Ola a todos os meus Amigos mas em ESPECIAL aos meu primeiros alunos da escola de musica do CCC venham todos partilhar comigo trazendo os vossos Trompetes o meu ultimo Concerto enquanto instrumentista no dia 4 proximo sabado as 21:30 no salao do ccc depois so me verao dar aulas ou dirigir.Venham dai partilhar comigo um momento tao especial para mim .obrigado e estao todos no meu Coraçao
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1086047791418724&set=a.269575573065954.64559.100000405416918&type=3&theater
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foi mesmo uma noite especial...Esperamos tds que não se concretize que o Nuno não continue a actuar como trompetista e continue a mostrar as suas competências
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9ab2016
Concerto de Páscoa
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/12/920210dez2014717-20dez201421h-concerto.html
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3abr2016
Visita de Estudo
ao Convento de Mafra
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depois de irmos a Mafra e Ericeira...
Não pudemos ir ao Sobreiro porque houve uma meia-maratona e corridas...

Foi fantástico ouvir
ao vivo
fotos da Graça Silva

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1075387149171427&set=pcb.1075387362504739&type=3&theater
FOTOS do João Fernando Raimundo?
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=850302055098534&set=a.440293166099427.1073741833.100003562438948&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=850302111765195&set=a.440293166099427.1073741833.100003562438948&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=850301955098544&set=a.440293166099427.1073741833.100003562438948&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=850301985098541&set=a.440293166099427.1073741833.100003562438948&type=3&theater
as 3 organistas

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=850301805098559&set=a.440293166099427.1073741833.100003562438948&type=3&theater
e os 4 organistas
(O currículo de João Vaz não apareceu no folheto...)...
foto da Graça Silva:

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Não ignoramos a história...
A Basílica e o Palácio de Mafra feitos com o ouro e os diamantes do Brasil...
Foto de João Fernando Raimundo?

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=850301865098553&set=a.440293166099427.1073741833.100003562438948&type=3&theater

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4.700 janelas precisam de restauro...1/2 do Palácio não pode ser visitável...
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Consta-se que de Antuérpia veio dúvidas que houvesse dinheiro para comprar 1 carrilhão...
E a arrogância do rei deu para comprar 2...
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92 sinos ...217 toneladas
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O mármore é às toneladas
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1 pormenor da entrada da Basílica
foto da Graça Silva:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1075387289171413&set=pcb.1075387362504739&type=3&theater
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Os escravos que trabalharam para existir este monumento nacional
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antes
http://www.palaciomafra.pt/pt-PT/palaciomenu/palacio_historia/ContentList.aspx


História

Por vontade real, o projecto inicial de um convento para 13 frades foi sucessivamente alargado para 40, 80 e finalmente 300 frades, uma Basílica e um Paço Real. No entanto, à data da sagração da Basílica, 22 de Outubro de 1730, apenas estavam abertos os alicerces do que viria a ser o Palácio, que apenas começou a ser construído nos anos seguintes, sendo dado como concluído perto de 1735.
A vida de Corte no Palácio de Mafra ao tempo de D. João V foi relativamente escassa, pois o Rei adoeceu gravemente em 1742 e morreu em 1750.

D. João V
D. João V

O seu filho D. José I manteve o hábito de vir a Mafra, quase sempre para caçar na Tapada. Mas, como desde o terramoto de 1755 não gostava de habitar em edifícios de pedra, toda a Família Real se instalava numa Barraca edificada junto ao Palácio.

D. José
D. José I 
 D. Mariana Vitória de Bourbon
 D. Mariana Vitória de Bourbon 

Já no reinado de D. Maria I, as vindas da corte a Mafra prendiam-se com a celebração de festas religiosas ou com o gosto que a Rainha tinha por passear a cavalo na Tapada, hábito que manteve até adoecer, em 1792.

D. Maria I
D. Maria I

Primitivamente decorado com tapeçarias flamengas, tapetes orientais, o Paço irá sofrer uma profunda modificação por vontade de D. João VI, ainda Príncipe Regente, que encomenda a Cyrillo Volkmar Machado uma campanha de decoração mural em várias salas.

D. João VI
D. João VI
Cirilo Wolkmar Machado
Cirilo Wolkmar Machado

Aqui se instalou toda a Corte no ano de 1806/1807, na atribulada época que precedeu as Invasões Francesas. A necessidade de tornar mais habitáveis os grandes espaços do Palácio levou ainda à divisão de alguns dos grandes espaços em salas mais pequenas, divididas por tabiques de madeira do Brasil “ricamente pintados”.
A partida da Família Real para o Brasil, em 27 de Novembro de 1807, dias antes da chegada das tropas francesas a Lisboa, teve como consequência o empobrecimento de grande parte do recheio do Palácio, transportado para a colónia para serviço da Casa Real e aí tendo sido deixados quando a Corte regressou a Portugal, em Junho de 1821.

D. Maria II
D. Maria II 
 D. Fernando
 D. Fernando 

Em Dezembro de 1807, as tropas francesas alojaram-se no Palácio sendo, alguns meses depois, substituídos por uma pequena fracção do exército inglês que aqui ficou até Março de 1828.
Após o conturbado período das Lutas Liberais, no reinado de D. Maria II, a Corte retoma o hábito de voltar a Mafra. Seu marido, D. Fernando, verdadeiro pioneiro da defesa do património nacional, realizou diversas obras de recuperação no Real Edifício.
Também D. Pedro V vinha com sua mulher, a rainha D. Estefânia de Hoenzollern-Sigmaringen, passar algumas temporadas em Mafra. Fundou este rei neste Palácio uma Real Escola com o seu nome, para instrução pública, suportada pelo seu bolsinho.

D. Pedro V
D. Pedro V

D. Luís I, rei desde 1861, após a morte do irmão,manteve a real protecção à Escola criada por seu irmão, vindo também com frequência assistir aos exames, muitas vezes acompanhado da rainha D. Maria Pia de Sabóia. Para uma estadia em Mafra de seu irmão, o Rei Humberto de Itália, mandou a rainha instalar, entre o piso térreo e o andar nobre, um elevador manobrado por quatro homens, a que a gente do palácio chamava vaivém ou caranguejola. Este terá sido um dos primeiros elevadores no nosso país.

D. Luís
D. Luís I
D. Maria Pia de Sabóia
D. Maria Pia de Sabóia

Também D. Carlos e D. Amélia, grandes apreciadores da caça, aqui fizeram estadias frequentes percorrendo a Tapada atrás de gamos e javalis ou pintando, passatempo a que ambos se dedicavam.

D. Carlos
D. Carlos
D. Amélia
D. Amélia 

O Palácio de Mafra está também associado ao fim da monarquia em Portugal, pois acolheu o rei D. Manuel II na última noite que passou no reino antes da sua partida para o exílio.

D. Manuel II
D. Manuel II














































































































































































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com o 1.º concerto
6 órgãos restaurados
16h

http://www.palaciomafra.pt/pt-PT/Agenda/ContentDetail.aspx?id=321
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Sobre os 15 anos da Escola de Música há muito para relevar...
1. Conseguimos 270 espectadores!!!
2. Uma surpresa: O Prof do Conservatório Nacional Nelson Rocha, aposentado, que sempre acompanhou o seu ex- aluno Prof.Nuno Montez e sempre acarinhou a Escola de Música do CCCela,  compôs obra para trompete:
 "Trompetistas de Cela" - Uma overture em 3 andamentos
3. A outra surpresa foi a apresentação por ex-alunos da escola de música...Tds unânimes na importância do que lá viveram!!!
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QUE PENA NÃO TERMOS GRAVADO
COM EQUIPAMENTO MELHOR DE GRAVAÇÃO...
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O mérito deste registo é da Sandra Constantino
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Lisboa menina e moça
https://www.facebook.com/photo.php?v=654514214604956&set=vb.100001391493899&type=2&theater
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Besame Mucho
https://www.facebook.com/photo.php?v=653767358012975&set=vb.100001391493899&type=2&theater
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Foi feitiço
https://www.facebook.com/photo.php?v=653772678012443&set=vb.100001391493899&type=2&theater
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Perfídia com Luís Carlos
https://www.facebook.com/photo.php?v=653769064679471&set=vb.100001391493899&type=2&theater
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Vocês sabem lá com André Constantino
https://www.facebook.com/photo.php?v=653501298039581&set=vb.100001391493899&type=2&theater
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Cantiga da rua
https://www.facebook.com/photo.php?v=654522944604083&set=vb.100001391493899&type=2&theater
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25jan2014
Trompetistas de Cela...
Obra de Nelson Rocha para trompete...
Estreia a 25 jan2014 no CTA João d'Oliva Monteiro
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18mar2012














15h - Visita às obras do novo lar

16h - Escola de Música do CCCela abre e encerra o concerto saudando os presentes
Concerto com a Orquestra juvenil do Valado dos Frades
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6fev2012
13.º anivª

Prof. Nuno Montez e Sofia Fragoso















Alunos e alunas
pais e mães
dirigentes
cozinheiras...
tudo concorreu para uma bela festa no CCCela
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20dez2010
A EScola de Música dirigida pelo Prof. Nuno de Montez merece os nossos encómios.
CCCela fez 2 concertos de Natal magníficos: na sexta 17 na IGreja e amanhã 21.12. às 10h da manhã,  no palco do salão do CCC
***
10set2010
A Escola de Música do CCCela está numa semana especial
 de formação dos seus trompetistas.

 Concerto amanhã 11.9, sábado 21.30 no salão do CCCela
Há que apoiar este trabalho extraordinário do Prof. Nuno
Montez e os jovens trompetistas...
Acrecentado após ter assistido a 1 histórico concerto:
A força do trabalho, do trabalho voluntário na criação e no crescimento permanente do CCCela.
O reconhecer do seu professor: Nelson Rocha não veio à festa surpresa.
A importância dos pais compreenderem a importância do trabalho intensivo para poder haver melhoria nas actuações.
O trabalho voluntário sentido do Prof. Nuno Montez.














Acabou por ser despedida de 2 músicos...


















Competir com o emocionante Braga-Porto, Santos e Pecadores 
na festa do Sítio, com 70 pessoas presentes...

















Desta vez, cada trompetista interveio sobre a vida 
de Beethoven, Mozart, Wagner...
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23dez2009
Há 11 anos que o Nuno Montez está à frente da Escola de Música do CCCela
http://www.youtube.com/watch?v=xw9Vh9EaTWM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=uJYTflhz1Vc

Hoje fiquei impressionadíssimo com o concerto de Natal que ele organizou.
Uma cadência extraordinária de coro, trompetes, órgão e encenação...Novas apresentadoras...
Que pena não ter imagens para vos transmitir o que sinto...
Numa aldeia há música de qualidade com jovens e crianças...
aquel' abRRaço ao Nuno Montez e à sua equipa...
***
11.ºanivº da Escola de Música
28fev2010
Coro de crianças, belo grupo de trompetistas e organistas. O Professor Nuno Montez estava inspirada e tocou maravilhosamente mais o Paulo!!!Nuno MOntez até cantou e passou o micro à Vereadora Mónica Baptista que encantou a centena e meia de presentes do jantar-festa!
***
5ab2009
Escola de Música do CCela no CCR do Casal dos Ramos
Estive no final do desfile de moda Primavera/verão no Centro Cultural e Recreativo do Casal dos Ramos...

É um formato de espectáculo garantido. Envolve comerciantes, cabeleireiros, floristas...
Casal Ramos tem 1 confeitaria (alcoa gel) e os doces da carla tem doçaria e fritos... O Rui Paulino sabe de facto apresentar bem 1 espectáculo...Crianças a desfilar...As famílias vão e o salão foi pequeno para tanto público... Desta vez tb desfilaram idosos(as)...

O Prof Nuno Montez representou a minha colectividade o Centro Cénico da Cela que animou musicalmente. Os jovens trompetistas impressionaram muita gente, pelo que ouvi...O coro terminou em beleza a festa. Depois o Nuno contou os feitos da escola de música e apelou para apoiarem os 2 cantores que vão ao programa da TVI...
SOMOS A DIFERENÇA
defendemos que as colectividades que promovem espectáculos populares tb devem ter apoios.
defendemos que as escolas de música que fazem espectáculos devem ter um incentivo para a respectiva deslocação.

7.444.(28jan2014.14.14') COCAPA já tem vários programas

Via sapinho gelásio e Região de Cister de 13 fev2014

Reis do Carnaval de Pataias

A notícia na edição 1069 do Região de Cister de 13 de fevereiro de 2014

Pataias
COCAPA escolhe Marcelo Azevedo e Mariana Leal como reis do Carnaval

Marcelo Azevedo e Mariana Leal são os reis do Carnaval de Pataias 2014, anunciou a organização. A escolha da COCAPA recaiu em elementos dos grupos Lavanrac e Folia do Brogal, respetivamente. Este ano, o Entrudo da vila vai ter como tema em destaque “D’Artagnan e os três mosqueteiros”, estando prevista a realização de dois corsos e de um corso infantil na sexta-feira que antecede os dias de folia em Pataias.
Via facebook
https://www.facebook.com/cocapa.pataias?viewer_id=1576428905

Foto: Este ano vai ser um carnaval de arrasar em Pataias, não percam a oportunidade de se juntarem a nós e ajudar a construir uma grande festa no clube desportivo Pataiense.
Muitos conviados, muitos vídeos de carnaval e diversos prémios.***
7feVER2011
 Carnaval em Pataias já está a aquecer... Clube Pataiense
O grandioso Carnaval de Pataias também passa pelo Clube Desportivo Pataiense.

Grandes folias.
19/02 - Baide de Máscaras. Eleição Melhores mascarados.
5,6,7,8/03 - Bailes de Carnaval.
07/03 - QUIM BARREIROS.
***

7.441.(28jan2014.8.8') Timóteo de Matos (aqui, O EMOTIVO) lembra Zeca Afonso em Alcobaça

Zeca canta pela 1ª x a Grândola
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
***
Timóteo de Matos recorda Zeca Afonso em Alcobaça
"Boas amigas e excelentes amigos:

Uma das memórias que retenho de quando era rapazito, no fim da primária, é de um dia ter conhecido o Zeca Afonso. Ia eu com o meu irmão mais velho pela Rua d. Pedro V quando, da Pensão Frei Bernardo, saiu um tipo que vendo o meu irmão, atravessou a rua e veio cumprimentá-lo. Calçava sapatilhas, usava óculos e era professor de Francês na Escola Técnica de Alcobaça.

Dava-se o caso de ser professor do meu irmão e, por isso, o ter atravessado a estrada. Não recordo o que disseram. Recordo sim que me deu uma pancadita nas costas e, depois, seguiu caminho. O meu irmão explicou-me entao que era o Dr. José Afonso e que era um professor porreiro.

Em Alcobaça, voltei a vê-lo, ainda mais vezes, mas recordo especialmente três delas: na primeira, no largo da Sra da Conceição e, na segunda, no topo da ala sul do Mosteiro, à noite, depois das aulas, ou talvez num feriado, cantou, como só ele sabia fazê-lo, para um grupo de estudantes dos cursos nocturnos,onde o meu irmão me levara, muitas das baladas de Coimbra,
das quais o "menino de ouro" era a minha preferida.
Contagiava a malta que, por vezes, cantava com ele mas, mais frequentemente, ficava fascinada a ouvi-lo. Duma dessas vezes, calhou-me mais uma pancada nas costas e um despentear dos cabelos revoltos e, da outra, um rebuçado que me terá cativado definitivamente.

Na outra vez, foi no novo estádio de Alcobaça, num torneio concelhio de futebol, onde competiam equipas das freguesias, de empresas e também da Escola. O Zeca jogava muito bem futebol mas não tirava os óculos porque tinha já dificuldades de visão. Jogava ao ataque, no lugar de interior (esquerdo, evidentemente). Só vi um jogo desse torneio e não me recordo nem do adversário nem do resultado.

O director da Escola achou por bem não reconduzi-lo como professor porque dava maus exemplos aos alunos: andava de sapatilhas, não usava gravata... e outros gravíssimos crimes semelhantes. Encontrei-o, mais tarde, em várias circunstâncias e lugares e não vale a pena acrescentar mais: O Zeca Afonso não necessita de apresentações.

Por ironia do destino faleceu com a mesma doença de que eu padeço, a Esclerose Lateral Amiotrófica. Infelizmente, cantar sempre foi o meu fraco e, portanto, terei de me queixar como Bocage, no célebre soneto, que abaixo transcrevo, em que cotejava a sua vida com a de Camões:


Camões, grande Camões, quão semelhante 
Acho teu fado ao meu, quando os cotejo!
Igual causa nos fez, perdendo o Tejo, 
Arrostar co'o sacrílego gigante; 

Como tu, junto ao Ganges sussurrante, 
Da penúria cruel no horror me vejo; 
Como tu, gostos vãos, que em vão desejo, 
Também carpindo estou, saudoso amante. 

Ludíbrio, como tu, da Sorte dura
Meu fim demando ao Céu, pela certeza
De que só terei paz na sepultura. 

Modelo meu tu és, mas... oh, tristeza!...
Se te imito nos transes da Ventura, 
Não te imito nos dons da Natureza.

Bocage, in 'Rimas'
  


Há dias, uma amiga, a MFS, enviou-me este link, que quero, agora, compartilhar convosco, porque é bom recordar o Zeca Afonso.


 Em 2011 a produtora Nanook em parceria com a RTP produziram:

MAIOR QUE O PENSAMENTO
Série documental em três episódios sobre José Afonso
com assinatura de Joaquim Vieira.
Claro que foi parar à RTP2, vá lá!

Maior que o pensamento (1 de 3)

Nos anos 50 nasceu um VULCÃO que levou tudo a reboque!


Maior que o pensamento (2 de 3)
55 minutos

Quem não se 
emocionar, trate-se!

Timóteo, o emotivo" 
***
3 de 3
 http://www.youtube.com/watch?v=-t892yBVuiQ

7.439.(28jan2014.7.7') Sismo com epicentro em Alcobaça...E se fosse + violento...Estamos preparados???

***
O que fazer?
https://www.ipma.pt/pt/enciclopedia/geofisica/caso.sismo/index.html?page=durante.xml

O que é mais importante?

Chame a si todas as forças para que possa reagir calmamente nestas situações. Não imite comportamentos de grupo, impensadamente. Pense por si. O seu comportamento pode ajudar a salvar a sua vida e a de outros.

Se está no interior de um edifício...

... e há apenas pequenos objetos a cair proteja-se debaixo de algo forte, como uma mesa. É muito importante proteger a cabeça e pode fazê-lo enrolando os braços à volta da cabeça, ou melhor, usando uma almofada, uma manta dobrada, um livro largo, revistas ou até jornais. Nestes momentos não há muito tempo para decidir ou para procurar algo melhor pelo que a urgência consiste em proteger a cabeça de forma improvisada, mas eficaz. Mas atenção: se há móveis grandes a cair e há perigo real de desmoronamento do edifício, então é mais importante ficar ao lado de grandes objetos que não possam cair sobre si e enrole-se ao lado deles, não debaixo deles e sempre com a cabeça protegida, do modo referido. Porquê? Por um lado, porque quanto menor a área que ocupar menor a possibilidade de ser atingido e, por outro, porque quando os edifícios se desmoronam, normalmente as placas ou estrados comprimem todos os grandes objetos mas apenas até um certo limite, permitindo não raras vezes criar espaços livres mesmo ao seu lado. E isso garante, no mínimo, uma possibilidade de sobrevivência que pode e deve ser explorada.

As portas e janelas são sítios seguros?

Onde haja vidros é sempre perigoso estar. Estes partem-se com violência e com grande dispersão de detritos que são responsáveis por grandes danos pessoais. As portas também são perigosas pois o seu movimento durante o tremor podem causar grandes danos pessoais. Antigamente, nas casas de alvenaria, as portas estavam sob uma zona reforçada em relação ao resto da parede. A indicação de nos abrigarmos nesses locais está ligada a esse tipo de construção. Contudo, hoje em dia, não há reforço dessas zonas pelo que essa indicação não tem aplicação nas construções recentes.

Porque é que não se deve fugir?

Durante um sismo há imensos objetos a caírem, incluindo vidros partidos. Correr através desses detritos caídos ou em queda é a garantia de se vir a magoar. Se se encontra num local amplo com muitas pessoas (por exemplo, numa sala de espetáculos ou numa sala de aula), fugir para a saída ao mesmo tempo que muitos outros significa, muito provavelmente, atropelar ou ser atropelado. Se se puder mover um pouco prefira os cantos ao centro das divisões mas sempre perto e ao lado de objetos de maior dimensão que não possam cair sobre si. Estas indicações são para quando é difícil ir para áreas abertas. Mas se está no rés do chão de uma casa térrea e o perigo de caírem objetos como telhas é menor do que ficar em casa, então claro que deve sair. Esta decisão deve ser tomada sempre tendo em conta os prós e contras, o que pode ser difícil nessas alturas.

Porque é que não se deve usar o elevador?

É um elemento frágil. Qualquer deformação na caixa do elevador poderá bloqueá-lo. Provavelmente também poderá faltar a eletricidade parando-o algures.

Porque não deve se usar as escadas?

Não só porque muitos outros poderão estar a usá-la mas também porque são elementos frágeis, com movimentos diferentes dos do resto do edifício. As escadas podem estar mais danificadas que a generalidade do resto do edifício. Se um grupo de pessoas desce precipitadamente escadas parcialmente danificadas, o resultado pode ser muito desastroso.

Se está no exterior...

... a sua reação deve depender do ambiente onde se encontra. Se estiver num campo aberto, deve aí permanecer. Se está perto de zonas com declive deve afastar-se para zonas mais planas pois há perigo de deslizamentos de terras e rochas. Afaste-se também de corpos de água. A água pode entrar num movimento de ressonância provocado pela passagem de ondas sísmicas de longo período que atravessam o local e assim extravasar os seus limites normais. Se está perto de estruturas construidas veja se é possível afastar-se de edifícios, torres antenas, postes elétricos, candeeiros de iluminação pública, cabos de eletricidade, etc. ou de estruturas que possam desabar, como muros ou taludes. Mas se houver muitos detritos em queda é mais correto abrigar-se, como descrito, junto a uma estrutura pouco compressível.

Se for a conduzir um automóvel...

... pare no lugar mais seguro possível, de preferência numa área aberta, afastada de edifícios, muros, taludes, torres ou postes. Não pare nem vá para pontes, viadutos ou passagens subterrâneas. Se está num parque de estacionamento coberto ou similar com possibilidade real de haver desmoronamentos então é mais seguro ficar deitado enrolado junto ao automóvel. O carro não será totalmente comprimido e permitirá a existência de um espaço de proteção mesmo ao seu lado. Se permanecer na viatura e houver desmoronamento será muito difícil, se não impossível vir a sair dela.

Se estiver no litoral marítimo...

... afaste-se do mar e dirija-se para uma zona alta; lembre-se que os grandes sismos com epicentro no mar podem provocar maremotos (tsunamis), por vezes de natureza catastrófica. Afaste-se de zonas facilmente inundáveis, de praias e de margens de rios. Os estuários são zonas particularmente perigosas. Não arrisque a sua vida ao tentar levar embarcações ancoradas para o mar alto. Regresse ao litoral apenas depois das autoridades o permitirem. O fenómeno pode durar várias horas. E para os mais destemidos lembramos que os tsunamis não são ondas surfáveis. Correntes muito fortes e complexas e uma grande quantidade de detritos são extremamente letais, mesmo que não sejam de grande altura.

Se está numa embarcação perto da costa...

... dirija-se imediatamente para o largo. Estas ondas são tão mais perigosas quanto menor for a a profundidade. Considera-se segura uma profundidade mínima maior que 150 metros, idealmente 400 metros. Pode haver mais que uma onda destrutiva e bastante separadas entre si no tempo (20 a 40 minutos, excecionalmente até mais) e com tamanho relativos muito variáveis. Regresse apenas depois das autoridades marítimas o permitirem.
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1fev2017
 O Instituto Português do Mar e da Atmosfera confirmou: 1fev1017 23h22' foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 3.7 (Richter) e cujo epicentro se localizou próximo de Porto de Mós...
JÁ NOS FEZ SENTIR MEDOOOOOOOO...
Houve réplica +suave...
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 http://www.jn.pt/local/noticias/leiria/porto-de-mos/interior/sismo-de-magnitude-37-em-porto-de-mos-5642937.html
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Um sismo de magnitude 3.7 na escala de Richter foi registado, esta quarta-feira, pelas 23:22 horas, com epicentro próximo de Porto de Mós, informou o Instituto Português do Mar e da Atmofera.
O abalo, com profundidade de 10 quilómetros, foi sentido em terra com forte intensidade um pouco por toda a região e terá durado cerca de cinco segundos.
Até ao momento não foram registados danos materiais pelo tremor de terra, classificado de ligeiro segundo a escala de Richter. O IPMA refere que "em breve" deve ser emitido um novo comunicado.
 http://www.regiaodecister.pt/noticias/sismo-de-magnitude-37-sentido-na-regiao
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Via Região de Leiria

A terra treme hoje às 10h13 para ensinar medidas de proteção em caso de sismo


Sabe o que deve fazer para se proteger em caso de sismo? Hoje, é o dia em que Portugal "treme" com um exercício de âmbito nacional que tem por objetivo sensibilizar a população sobre como agir antes, durante e depois de um tremor de terra. Read the full story

Sismo de magnitude 4.1 sentido na região Oeste do distrito de Leiria


Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), registou-se às 12h44 um sismo de magnitude 4.1 (na escala de Richter), com epicentro no mar, perto do Canhão da Nazaré, a cerca de 80 km a Oeste de Peniche. Read the full story

Novo sismo sentido no sul do distrito de Leiria


A terra voltou a tremer no sul do distrito de Leiria. Um sismo de magnitude 3.5 na escala de Richter foi sentido, este domingo, nos concelhos de Cadaval, Óbidos e Peniche, passavam cinco minutos das 16 horas. Read the full story

Sismo sentido na zona de Peniche, não há informação de danos


O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou hoje que foi sentido durante a madrugada um sismo de magnitude 3.5 na escala de Richter na região de Peniche, não havendo conhecimento de qualquer tipo de danos.
Read the full story
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Via Público
19jun2013

http://www.publico.pt/ciencias/jornal/descoberta-fractura-tectonica-em-formacao-perto-da-costa-portuguesa-26706096
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Equador
17abril2016
http://www.tvi24.iol.pt/internacional/17-04-2016/sismo-de-7-4-no-equador
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https://www.publico.pt/mundo/noticia/forte-sismo-no-equador-faz-pelo-menos-41-mortos-1729303
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Japão..vários em abril 2016
https://www.publico.pt/mundo/noticia/novo-sismo-no-japao-faz-dezenas-de-mortos-1729259
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 diário de Leiria 28jan2014

Quatro sismos na região em menos de um mês

Abalo Sismo com epicentro no concelho de Alcobaça foi sentido ontem em várias localidades da região, sobretudo na zona costeira. É o quarto em menos de um mês
Edição de: 

Um sismo com uma magnitude de 2,3 (na escala de Richter) foi sentido ontem na região, sobretudo na zona costeira dos concelhos de Leiria e Marinha Grande. Com epicentro no concelho de Alcobaça, o sismo ocorreu ao início da manhã, pelas 7h02, informa o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na sua página da Internet (http://www.ipma.pt-/pt/geofisica/sismologia).
Segundo o mesmo instituto, este foi o quarto sismo registado na região em menos de um mês, mas também o de maior magnitude. No passado dia 21, pelas 23h54, a Noroeste da praia de São Pedro de Moel, registou-se um sismo de 1,8, e outro de 1,6 ocorreu às 8h51 do dia 12 deste mês, a norte da região de Santarém. Dias antes, a 30 de Dezembro de 2013, às 13h52, o IPMA registou um sismo de magnitude 1,9, a Sudoeste de Ourém.
Nuno Barraca, licenciado e mestre em engenharia Geológica, explicou ao Diário de leiria que “esses sismos estarão associados à ‘falha da Nazaré’”. “Há uma falha geológica activa e tendo movimento vai descomprimindo ao longo do tempo”, precisou.
“Com esta frequência, a existência de sismos não é muito preocupante, uma vez que há libertação de energia”, sublinhou Nuno Barraca, considerando que “com uma magnitude abaixo de 4 ou 5 [na escala de Richter] são sismos que não causam estragos”.
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17dez2009
além do tremor de terra....
Como é que Alcobaça se defende numa tragédia destas??
https://www.ipma.pt/pt/enciclopedia/geofisica/caso.sismo/index.html?page=durante.xml
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hoje é dia dos nossos Nuno e Sónia actuarem "VIGO"rosamente...daí que seja oportuno:
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sobre o tremor:

PCP insiste em plano para reduzir vulnerabilidade sísmica
Hoje às 15:55

O grupo parlamentar do PCP insistiu, esta quinta-feira, na necessidade de realizar um diagnóstico sobre o estado dos edifícios no país e a sua capacidade para resistir a sismos.
Os deputados comunistas voltaram a apresentar na Assembleia da República, em Novembro, um projecto de resolução para a criação de um plano nacional de redução da vulnerabilidade sísmica, que foi chumbado na anterior legislatura pela maioria socialista. Esta quinta-feira, Miguel Tiago voltou a chamar a atenção para a necessidade deste plano, considerando que contém medidas «urgentes», horas depois de se ter registado um sismo com uma magnitude de 6.0 na escala de Richter, com epicentro a 160 quilómetros a Sudoeste do Cabo de São Vicente. «Não podemos controlar o acontecimento em si nem prevê-lo, mas temos a certeza absoluta que ele vai acontecer e Portugal está particularmente exposto», destacou o deputado comunista. A proposta do PCP prevê a realização de um inventário sobre as necessidades nacionais, começando pelos edifícios públicos, mas alargando depois a todos os outros, e a realização de acções de formação nas escolas e locais de trabalho sobre as medidas a tomar em caso de terramoto, explicou Miguel Tiago, geólogo de formação. «Muitos edifícios não cumprem a legislação sobre a resistência sísmica na construção», referiu ainda, defendendo o aumento da fiscalização e que seja garantido «o cumprimento escrupuloso das propriedades de resistência sísmica dos edifícios»
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30ab1999
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206874498815847&set=a.1456622110388.54200.1678416889&type=3&theater
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2019
 ...tremor de terra...Aprendemos?estAMOs preparados para um sismo?
 Em 1969, um sismo de grau 7.3 fez tremer o país, causou mortos e feridos e relembrou a catástrofe de 1755. O sinal de alarme tocou há 50 anos. O que foi feito e o que ficou por fazer para proteger pessoas e bens? Veja tudo em “Tremendo Portugal”, "Grande Reportagem", esta quinta-feira no "Jornal da Noite" na SIC.
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28feVER1969
estava com 17 anos, a estudar em lisBOA...QUE SUSTÃO!

https://observador.pt/especiais/ha-50-anos-o-fim-do-mundo-passou-em-portugal-o-dia-em-que-um-sismo-devastador-matou-13-pessoas/?fbclid=IwAR2S5hTeX8uRwEdMxASuylWOjrxPR5Ox2uJ8t_Khf30qVX3zXU7_DZTRNs0