01/05/2014

7.935.(1maio2014.22.55') Máximo Gorki

Máximo Gorki nasceu a 28março1868
e morreu a 18junho1936...
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escreveu a MÃE que foi 1 dos livros
da minha vida...
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http://www.jn.pt/blogs/lavandaria/archive/2012/05/05/gorki.aspx
1º parágrafo da MÃE:
Todos os dias, a sereia da fábrica lançava no ar fumarento e oleoso, por sobre o bairro operário, o seu vibrante rugido. E das pequenas casas escuras, obedecendo ao chamamento, saíam à pressa, como baratas assustadas, pessoas taciturnas, cujos músculos o sono não conseguia revigorar. Na penumbra fria, caminhavam pela rua mal pavimentada para a grande gaiola de pedra da fábrica que, serena e indiferente, as esperava, vigiando o caminho lamacento com as suas dezenas de olhos quadrados e viscosos. A lama estalava sob os pés. Ouviam-se exclamações roucas de vozes ensonadas, pragas grosseiras cortavam o ar, e ao encontro das pessoas chegavam outros sons: o ruíodo pesado das máquinas, o grunhido do vapor. Sombrias e severas, as altas chaminés negras perfilavam-se sobre o bairro como grossos varapaus.
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Lí ALBERGUE NOCTURNO e registei, à mão,  há muito ano (1977?)
p80...Não pode ser bom esquecer-se o que se prefere.
Toda a nossa alma está no que se gosta...
p90...Não me quero meter...Digo simplesmente que quem não faz bem a uma pessoa faz-lhe mal...
p94...Tudo aquilo em que se crê existe.
p106...Um homem vive conforme o momento...Faz o que o coração lhe diz...
p174... O velho não é um charlatão...O que é a verdade? O homem, eis a verdade!... Era isso que o velho compreendia bem!...Vocês, não!...Eu compreendo o velho...Sim, mentira!...Mas era por piedade para convosco, que vos leve o diabo! Há muita gente que mente por piedade para com o próximo! Eu sei...Já li...Mente-se com beleza, com inspiração!...Há amentira que consola...a mentira que protege...Há amnetira que absolve o peso que esmagou o braço do operário...a mentira que acusa os esfomeados...Eu conheço bem a mentira!...Quem tem a aalma fraca....quem se encheu com o sangue dos outros...para esses a mentira é útil...sustenta uns, enconbre outros...Mas aquele que é senhor de si próprio...que não depende de ninguém...que não rouba o pão alheio, não precisa de mentiras...A mentira éa religião dos escravos e dos senhores...A verdade é o Deus do homem livre!!!
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curiosamente Jerónimo de Sousa
https://www.youtube.com/watch?v=so6P_XdY6Ro
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=620883424636800&set=a.101624663229348.3162.100001454436604&type=1&theater
Não é com sangue que se há de sufocar a razão.
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Via Citador
Máximo Gorky
"Procura amar enquanto vives. Não se encontrou nada de melhor."Tema - Amor

"Quando o trabalho é um prazer, a vida é bela! Mas quando nos é imposto, a vida é uma escravatura."Fonte - Os SubterrâneosTema - Trabalho

"Por vezes a mentira exprime melhor do que a verdade aquilo que se passa na alma."Tema - Mentira

"O talento desenvolve-se no amor que pomos no que fazemos. Talvez até a essência da arte seja o amor pelo que se faz, o amor pelo próprio trabalho."Fonte - Carta aos Jovens EscritoresTema - Arte

"A sabedoria da vida é sempre mais profunda e mais vasta do que a sabedoria dos homens."Fonte - Os VagabundosTema - Saber

"O melhor de mim, devo-o aos livros."Tema - Livro

"A nova cultura começa quando o trabalhador e o trabalho são tratados com respeito."Fonte - Célebres e PrincipiantesTema - Trabalho

"Tudo o que é verdadeiramente sábio é simples e claro."Fonte - Do PovoTema - Saber

"A mentira é a religião dos escravos e dos senhores; a verdade, a divindade do homem."Fonte - No Baixo MundoTema - Mentira


"A carruagem do passado não nos leva longe."Fonte - O SubmundoTema - Passado***
"Tenho a impressão de que a exclamação 'A pátria corre perigo!' não seja tão terrível quanto 'A cultura corre perigo!'."Fonte - Pensamentos InaturaisTema - Pátria



"E se temos de falar de coisas sagradas, só o descontentamento que o homem experimenta de si próprio e a sua vontade de melhorar me são sagradas."Fonte - O Ofício das PalavrasTema - Homem


"Nada pesa tanto como o coração quando está cansado."Tema - Coração
"A alma de um homem faminto alimenta-se sempre melhor e de uma maneira mais higiénica do que a de um homem farto."Tema - Alma
"Para triunfar na luta pela vida, o homem tem de ter ou uma grande inteligência ou um coração de pedra."Tema - Vida
"Do amor para com a mulher, nasceu tudo o que há de mais belo no mundo."Tema - Mulher
"A morte troça das palavras; a doença teme a palavra, mas a morte está-se nas tintas."Fonte - Os SubterrâneosTema - Comunicação
"O amor não combina bem com a inteligência."Tema - Amor
"Crês em Deus? Se creres, Ele existe. Se não creres, não existe."Tema - Deus
"A sabedoria da vida é sempre mais profunda e mais vasta do que a sabedoria dos homens."Tema - Sabedoria*********************
"O medo é tão saudável para o espírito como o banho para o corpo."Tema - Medo



"Quando pensamos demasiado, aborrecemo-nos de viver."Tema - Pensamento


"Os críticos são como os insectos, que impedem os cavalos de cultivar a terra."Tema - Crítica
"A única coisa que transcende a existência do ser humano é a sua obra."Tema - Obras
"A ciência é a inteligência do mundo; a arte, o seu coração."Fonte - Pensamentos InaturaisTema - Ciência
"A tarefa da literatura é ajudar o homem a compreender-se a ele mesmo."Tema - Literatura
"Um rico nunca se pode divertir com tanta alegria como um homem pobre."Tema - Alegria***

RESPOSTA A UM INTELECTUAL
Máximo Gorki

Escreveis:
«Muitos intelectuais europeus começam a sentir que são gente sem pátria e o nosso interesse pela vida da Rússia aumenta, mas não compreendemos ainda o que se passa no país dos Sovietes.»
Na União Soviética desenrola-se a luta entre a vontade inteligentemente organizada das forças do trabalho contra as forças da natureza e as «forças naturais» do homem, cuja essência não é outra coisa senão um anarquismo instintivo do indivíduo educado por séculos de opressão no Estado de classe. Esta luta constitui o sentido principal da actualidade da União dos Sovietes.
Não se pode compreender o sentido profundo do processo revolucionário e cultural da antiga Rússia senão considerando-o como uma luta pela cultura e pela criação cultural.
Vós, homens do ocidente, adoptais para com o povo da URSS um ponto de vista que não posso julgar digno de homens que se consideram representantes de uma cultura que deve ser aceite pelo mundo inteiro, pois este ponto de vista é o do comerciante a respeito do comprador, do credor a respeito do devedor.
Recordais-vos que a Rússia czarista vos emprestou dinheiro e aprendeu convosco a reflectir. Mas esqueceis-vos que os empréstimos renderam grandes lucros aos vossos industriais e aos vossos comerciantes, que a ciência russa dos séculos XIX e XX participou poderosamente na vaga geral do trabalho científico da Europa e que, agora, enquanto o vosso potencial de criação artística se esgota tão tristemente e tão visivelmente, vós não viveis senão graças às forças, às ideias e às imagens da arte russa. Não negareis que a música e a literatura como a ciência russas se tornaram há muito tempo atributo de todo o mundo letrado.
Pareceria que um povo que, num século, soube elevar o seu poder de criação espiritual a um nível que a Europa levou vários séculos a atingir, este povo, tendo tido actualmente a possibilidade de criar livremente, merece uma atenção mais séria que aquela que lhe é prestada pelos intelectuais da Europa.
Não será tempo para vos colocardes resolutamente a questão das diferenças entre os objectivos perseguidos pela Europa burguesa e os povos da União dos Sovietes? Está suficientemente claro que os chefes políticos da Europa servem, não os interesses «da nação» em geral, mas apenas o interesse dos grupos capitalistas mutuamente hostis. Esta hostilidade mercantil das camadas sociais absolutamente irresponsáveis perante as nações provocou uma série de crimes contra a humanidade, como a carnificina mundial de 1914-1918; aprofundou a desconfiança mútua entre as nações, transformou a Europa numa série de campos fortificados; delapida uma quantidade enorme de trabalho do povo, ouro e ferro para a produção massiva de máquinas de morte. Esta hostilidade dos capitalistas entre si é agravada pela crise económica mundial que, esgotando as forças físicas das «nações», diminui o crescimento das forças intelectuais; esta hostilidade dos rapaces entre si serve-vos para a organização de uma nova carnificina mundial.
Colocais a questão: «Em nome de quê se faz tudo isso?» e, em geral, se desejais sinceramente curar-vos destas pesadas inquietações e da vossa passividade a respeito da vida, colocai-vos as questões de ordem social mais simples, sem vos deixardes arrastar pelas palavras; pensai seriamente nos objectivos da existência do capitalismo ou, mais exactamente, no carácter criminoso da sua existência.
A «cultura, cuja importância para a humanidade é indiscutível», é-vos cara, intelectuais, não é verdade? Mas sob os vossos olhos o capitalismo destrói todos os dias na Europa esta cultura a que tanto vos apegais e, pela sua política desumana e cínica nas colónias, cria incontestavelmente um exército inimigo da cultura europeia. Se esta «cultura» de rapaces educa através do material negro e amarelo dos milhares de rapaces semelhantes, é preciso não esquecer que, lá em baixo, estão centenas de milhões de homens destroçados e votados à indigência. O Hindu, o Chinês, o Anamita curvam-se diante dos canhões, mas isso não é um gesto de admiração pela cultura europeia. E eles começam a compreender que uma nova cultura, na forma e no conteúdo, se edifica na União dos Sovietes (…)
No mundo capitalista desenvolve-se, de modo cada vez mais encarniçado, a luta pelo petróleo, o ferro, os armamentos, para uma nova carnificina que custará a vida a milhões de homens, pelo direito à opressão política e económica da maioria pela minoria.
Esta luta cínica, infame e criminosa, organizada por um pequeno grupo de pessoas, que a sede imbecil de dinheiro levou ao estado selvagem, recebe a bênção da Igreja cristã, que é a mais falsa e a mais criminosa de todas as Igrejas da terra.
Esta luta matou completamente e destruiu o «humanismo» que custou tão caro aos intelectuais da Europa e do qual estes últimos eram tão orgulhosos. Nunca os intelectuais tinham ainda mostrado a sua fraqueza com uma tal clareza e indiferença a respeito da vida, com tal impudência, como no século XX, tão fértil em tragédias criadas no mundo inteiro pelo cinismo das classes dominantes.
Em política, os sentidos e o pensamento dos intelectuais são comandados por aventureiros, executores servis da vontade dos grupos capitalistas que, fazendo comércio de tudo o que se pode comprar, traficam, no fim de contas, a energia do povo. Aqui, por «povo», entendo não apenas os operários e camponeses, mas os pequenos funcionários e o exército de «empregados» do Capital em geral, os intelectuais que, sobre os restos sujos da sociedade burguesa, formam um grupo social ainda suficientemente vivo.
Arrastados pela busca vã de «qualquer coisa de humano», os intelectuais de diversas línguas observam-se mutuamente atrás do muro dos seus preconceitos de nação e de classe.
É por isso que os defeitos e os vícios do vizinho lhes interessam muito mais do que as suas qualidades. Eles confrontam-se entre si tantas vezes que não sabem já qual de entre eles foi menos atacado e merece, por esta razão, maior respeito. O capitalismo inculcou-lhes uma desconfiança céptica mútua e joga habilmente com este sentimento.
Eles não compreenderam o sentido histórico da Revolução de Outubro e não encontraram em si nem a força nem a vontade de protestar contra a intervenção sangrenta e criminosa dos capitalistas em 1918-1921.
Protestam quando na URSS os poderes prendem um professor monárquico e conspirador, mas ficam indiferentes quando os seus próprios capitalistas violentam os povos da Indochina, da Índia e da África.
Se, na União Soviética, se fuzila cinco dezenas de criminosos ignóbeis, gritam cheios de ferocidade; mas se, nas Índias, no Aname (1), milhares de pessoas inocentes são exterminadas a golpes de canhão e de metralhadora, os intelectuais «humanos» calam-se humildemente. Não podem, até aqui, avaliar os resultados de um trabalho de treze anos das forças activas da União dos Sovietes. Os políticos, nos parlamentos e na imprensa, inculcam-lhes a ideia que o trabalho do poder dos Sovietes tende exclusivamente para a destruição do mundo «antigo», e acreditam que é assim.
Mas, na União dos Sovietes, o povo trabalhador assimila rapidamente tudo o que há de melhor e incontestavelmente precioso na cultura humana, e este processo de assimilação é acompanhado por um processo de desenvolvimento destes valores.
Nós destruímos, naturalmente, o velho mundo, pois é necessário emancipar o homem das diversas restrições que limitam o seu crescimento intelectual, libertá-lo das ideias nacionais, religiosas e de classe, assim como das superstições. O objectivo principal do processo cultural da União dos Sovietes é a reunião dos homens do mundo inteiro num todo único.
Este trabalho é apontado e comandado por toda a história da humanidade; é o começo do renascimento não apenas nacional, mas mundial.
Individualidades como Campanella, Thomas More, Saint-Simon, Fourier, sonhavam já este renascimento num tempo em que os elementos técnicos industriais necessários à realização do seu sonho eram ainda inexistentes. Agora, esses dados existem; o sonho dos utopistas está cientificamente fundamentado, e as massas de milhares de milhões de homens empenham-se na sua realização.
Ainda uma geração e, só na União dos Sovietes, haverá perto de 200 milhões de trabalhadores que operarão neste campo de acção. Acredita-se cegamente quando não se quer ou não há força para compreender. O instinto de classe, a mentalidade do pequeno proprietário e a filosofia dos defensores cegos da sociedade de classes fazem crer aos intelectuais que o indivíduo é oprimido e tornado servo na União dos Sovietes, que a industrialização do país se efectua com o emprego de trabalho forçado, duma maneira semelhante àquela que presidiu à construção das pirâmides do Egipto.
É uma mentira de tal modo evidente que, para a aceitar como verdade, é preciso ter perdido toda a personalidade, encontrar-se num estado de degenerescência e esgotamento completo do ponto de vista da energia intelectual e do sentido crítico.
A rapidez do crescimento do número de pessoas talentosas em todos os ramos da vida, na arte, nas ciências e na técnica, demonstra irrefutavelmente a falsidade desta lenda sobre a opressão da personalidade na URSS. Não podia ser de outro modo no país em que toda a massa da população participa no trabalho cultural.
Em vinte e cinco milhões de «proprietários privados», camponeses quase completamente analfabetos, oprimidos pela autocracia dos Romanov e pela burguesia rentista, doze milhões já compreenderam o carácter racional e as vantagens da economia colectiva.
Esta nova forma de trabalho liberta o camponês do seu espírito conservador e anárquico, assim como da mentalidade rude própria do pequeno proprietário. Ela proporciona-lhe o tempo de lazer que emprega para se instruir. Em 1931, na Rússia, cinquenta milhões de adultos e de crianças estudam; prevê-se, para este mesmo ano, a publicação de oitocentos milhões de livros, ou três mil e quinhentos milhões de folhas impressas.
As necessidades da população atingem já cinquenta mil milhões de folhas, mas as fábricas não são suficientes para a produção de papel. Aumenta a sede de instrução. Em treze anos, várias dezenas de institutos de estudos científicos, de novas universidades e de escolas politécnicas foram criadas. Todas regurgitam de estudantes. Milhares de operários e de camponeses regressam, na qualidade de trabalhadores culturais, ao trabalho no seio das massas de que vieram.
Alguma vez um Estado burguês teve como objectivo a educação cultural de toda a massa do povo trabalhador? A história responde negativamente a esta simples questão. O capitalismo nunca ajudou o desenvolvimento intelectual dos trabalhadores, a não ser na medida em que era necessário e vantajoso para a indústria e o comércio.
O capitalismo tem necessidade do homem na qualidade de força, mais ou menos cara, que serve para defender o regime estabelecido. Ainda não chegou, e não podia chegar, à compreensão de que o sentido e o objectivo da cultura verdadeira se encontram no desenvolvimento e na acumulação de energia intelectual.
Para que esta energia se possa desenvolver sem interrupção e ajudar o mais rapidamente possível a humanidade a utilizar todas as suas forças, todos os dons da natureza, é necessário libertar a maior quantidade possível de energia física do trabalho imbecil e anárquico utilizado nos interesses estreitos e mercantis dos capitalistas, aves de rapina e parasitas da humanidade trabalhadora.
Os ideólogos do capitalismo são completamente estranhos à ideia do homem enquanto fonte imensa de energia intelectual. Apesar dos truques e floreados verbais, a ideologia dos protagonistas da submissão da maioria à minoria é essencialmente animalesca. O Estado de classe foi construído sobre uma espécie de jardins zoológicos, onde todos os animais estão fechados em jaulas de ferro. No Estado de classe, estas jaulas, mais ou menos bem construídas, servem para aprisionar as ideias que, dividindo a humanidade, tornam impossível o desenvolvimento da consciência que cada homem tem dos seus interesses e impedem o crescimento de uma cultura real única do homem.
Devo negar que, na União Soviética, o indivíduo é limitado? Naturalmente, não. Na URSS a vontade do indivíduo é limitada de cada vez que ela é dirigida contra a massa que tem a consciência do seu direito à edificação de novas formas de vida, contra a vontade da massa que assumiu um objectivo inacessível a um só indivíduo, por muito genial que ele seja.
Os destacamentos de vanguarda dos operários e camponeses da União dos Sovietes caminham em direcção ao seu grandioso objectivo, ultrapassando heroicamente uma quantidade de obstáculos e incómodos de natureza externa. O indivíduo defende a sua liberdade aparente e a sua independência habitual que lhe foram inculcadas no interior da sua jaula. Estas jaulas nas quais são aprisionados os escritores, os jornalistas, os filósofos, os funcionários e todas as outras partículas cuidadosamente lustradas do aparelho capitalista são naturalmente mais cómodas que a jaula do camponês.
A cabana suja e cheia de fumo do camponês obrigam-no a estar continuamente na defensiva para se proteger dos caprichos das forças da natureza e da violência do Estado capitalista que o esfola. Na Calábria, na Baviera, na Hungria, na Grã-Bretanha, na África, na América, os camponeses, abstraindo da língua, não se diferenciam muito, psicologicamente, uns dos outros.
Em todo o globo terrestre os camponeses são, pouco mais ou menos, da mesma forma, entregues à sua sorte e contaminados pelo individualismo animal. Na União dos Sovietes, o camponês perde progressivamente esta mentalidade específica de escravo da terra, de eterno prisioneiro da sua miserável propriedade.
O individualismo é o resultado da pressão exterior feita sobre o homem pela sociedade de classes; o individualismo é uma tentativa estéril do indivíduo para se defender contra a violência, mas a autodefesa não é outra coisa senão a autolimitação.
Pois o processo de crescimento da energia intelectual torna-se mais lento quando se está em estado de autodefesa. Este estado é também prejudicial à sociedade e ao indivíduo. As «nações» gastam milhões em armamento contra os seus vizinhos; o indivíduo esgota a maioria das suas forças para se defender contra a violência de que é objecto por parte da sociedade de classes.
«A vida é uma luta?» Sim, deve ser uma luta do homem e da humanidade contra as forças da natureza, uma luta para as vencer e dirigir. O Estado de classe transformou esta luta grandiosa numa batalha abjecta pelo domínio da energia física do homem para a sua servidão.
O individualismo do intelectual dos séculos XIX e XX diferencia-se muito do individualismo do camponês, mas apenas pelas formas de expressão: é mais floreado, mais polido, mas também animal e cego. O intelectual está entre a espada do povo e a parede do Estado; as condições em que ele vive são, em geral, naturalmente penosas e dramáticas, pois o ambiente é-lhe habitualmente hostil. É por isso que o pensamento prisioneiro do intelectual o faz muitas vezes transferir para o mundo inteiro o peso das suas próprias condições de vida, e é destas concepções subjectivas que nascem o pessimismo filosófico, o cepticismo e outras deformações do pensamento. (…) O sistema social de classes actual restringe a liberdade de crescimento do indivíduo. É por isso que ele procura o seu lugar e procura o repouso fora dos limites da realidade.
Por exemplo, a questão de Deus. O povo trabalhador, na procura de uma explicação dos fenómenos naturais que lhes eram úteis ou prejudiciais, personificou magnificamente estes fenómenos sob a forma de seres com uma figura humana, mas mais poderosos do que qualquer homem. O povo adornou os seus deuses com todas as qualidades e todos os defeitos que ele próprio tinha; os deuses do Olimpo são homens com dimensões exageradas; Vulcano e Thor são ferreiros que em nada se distinguem de todos os outros ferreiros e apenas são mais fortes, mas não mais hábeis no trabalho.
As imagens religiosas criadas pelo povo trabalhador são simplesmente criações artísticas das quais o misticismo está ausente; são completamente realistas e adequadas à realidade, sente-se com força a influência da actividade laboriosa, e o objectivo desta arte consiste, em resumo, em encorajar esta actividade.
Na poesia, verifica-se que o povo tomou consciência do facto que, afinal de contas, a actualidade foi criada, não pelos deuses, mas pela actividade laboriosa dos homens. O povo é idólatra.
Mesmo quinhentos anos depois de o cristianismo se ter afirmado na sua qualidade de religião de Estado, os deuses, na imaginação dos camponeses, apresentam-se sempre como eram na antiguidade: Cristo, a Virgem, os santos caminham sobre a terra e misturam-se com a vida laboriosa das pessoas, do mesmo modo que os deuses dos antigos gregos e dos povos escandinavos. O individualismo nasceu da «economia privada». Cada clã, juntando-se ao clã anterior, criava uma colectividade. Um indivíduo escapando, por uma razão ou por outra, à colectividade e, por isso mesmo, à realidade que se criava constantemente, criava o seu próprio deus, único, místico, inacessível à inteligência, cujo objectivo era justificar o direito do indivíduo à independência e ao poder.
O misticismo tem de intervir necessariamente aqui, pois é impossível explicar apenas com a ajuda da inteligência, o direito do indivíduo à «autocracia», ao poder único.
O individualismo enfarpelou o seu deus com as qualidades da omnipotência, da sabedoria infinita e do conhecimento absoluto, quer dizer, das qualidades que o homem quereria muito possuir, mas que não se podem desenvolver senão na actividade criada pelo trabalho colectivo.
Esta actualidade fica sempre a um nível inferior ao da inteligência humana, pois a inteligência que a criou aperfeiçoa-se, ainda que lentamente, mas de uma forma contínua e, na sua falta, naturalmente, a realidade satisfaria os homens, e o estado de satisfação é um estado passivo.
A actualidade é criada pela força inesgotável da vontade inteligente dos homens, e o seu desenvolvimento nunca parou. O deus místico dos individualistas ficou e fica sempre imóvel, inactivo e inerte; e não poderia ser de outro modo, pois reflecte a fraqueza interior absoluta das forças de criação do individualismo.
A história das hesitações estéreis do pensamento metafísico e religioso dos individualistas é conhecida de todo o homem letrado. Na nossa época, a fraqueza destas hesitações manifestou-se com uma clareza indiscutível e mostrou a bancarrota completa da filosofia individualista. Mas o individualismo continua ainda as suas pesquisas estéreis para encontrar uma resposta para os «enigmas» da vida; esta resposta, ele procura-a não na realidade do labor que se desenvolve com uma rapidez revolucionária e de uma forma perfeita, mas nos «abismos do seu eu». Continua a conservar a sua «economia privada indigente» e não quer fecundar a vida.
Ele ocupa-se com o auto-aprofundamento para sua autodefesa, não vive, esconde-se e, pela sua «actividade contemplativa», lembra um dos personagens da Bíblia: Onan.
Submetendo-se docilmente às imposições do Estado capitalista, os intelectuais da Europa e da América, literatos, publicistas, economistas, antigos socialistas tornados simples aventureiros, sonhadores do tipo de Gandhi, consciente e inconscientemente, defendem a ordem de classe burguesa, que obstaculiza firmemente o desenvolvimento do processo cultural humano.
Neste processo, desempenha um papel cada vez mais activo a vontade das massas trabalhadoras, dirigidas para a criação de uma nova actualidade. Os intelectuais pensam que defendem a «democracia», cuja fraqueza eles já demonstraram e continuam a demonstrar; defendem a «liberdade individual», ainda que ela esteja fechada na jaula das ideias que limitam o seu crescimento individual; defendem a «liberdade de imprensa», mesmo que esteja conquistada pelos capitalistas e não tenha o direito de servir outra coisa para além dos seus interesses anárquicos, desumanos e criminosos.
O intelectual trabalha para o seu inimigo, pois o patrão sempre foi e continua a ser o inimigo do operário, e a ideia da «colaboração de classes» é uma inépcia tão ingénua como a da amizade do lobo e do cordeiro.
Os intelectuais da Europa e da América trabalham para os seus inimigos e esta actividade manifesta-se de uma forma particularmente brutal e impudente a respeito do processo revolucionário cultural que se desenvolve entre a massa operária e camponesa da União dos Sovietes. Este processo desenvolve-se numa atmosfera de hostilidade inaudita criada pela burguesia europeia e sob a ameaça do seu ataque criminoso contra a União dos Sovietes. A influência destes dois factores explica quase inteiramente todos os factos negativos que os inimigos dos operários e dos camponeses da União dos Sovietes tanto gostam de sublinhar.
Os políticos de baixo nível da emigração branca, que são os informadores credenciados da imprensa burguesa europeia, ocupam-se da compatibilidade destes factos negativos da actualidade soviética. Quem são estes emigrados? A maioria deles é constituída por políticos falhados, pessoas que gostam das pequenas glórias, gentinha de «grandes esperanças». Uns querem tornar-se os Masaryks, outros os Briands e Churchills, muitos uns Fords; e é igualmente característico que todos estes políticos tenham procurado atingir posições de comando empregando «meios caducados» Conheço muito bem, e há muito tempo, a sua nulidade moral e intelectual; já o demonstraram em 1905-1907, depois da sua primeira revolução. Depois, demonstraram diariamente a sua incapacidade na Duma e manifestaram-se, com toda a clareza de que eram capazes, em 1914-1917 enquanto «lutadores contra a autocracia», na realidade campeões do chauvinismo pan-russo. Adquiriram uma certa popularidade enquanto organizadores da consciência política da pequena e da grande burguesia; em suma, a sua ideologia é a do pequeno burguês mesquinho.
É conhecido o ditado russo: «Quando não há peixe, come-se lagostim-do-rio». Eles desempenharam na vida da Rússia o papel do caranguejo: avançaram aos recuos. É o papel habitual da maioria dos intelectuais em período revolucionário.
O seu papel vergonhoso não se limita à mudança constante dos seus «bornes» políticos e ao esquecimento dos seus «juramentos de Aníbal». Desde 1917, servem os proprietários dos poços de petróleo, das fábricas têxteis, das minas de carvão, os moageiros e os grandes proprietários fundiários russos e, ao mesmo tempo, do que resta dos generais czaristas, que os desprezavam anteriormente como renegados e «inimigos do czar». Na história russa deixaram a imagem de traidores do seu povo.
Durante quatro anos não fizeram mais do que trair e vender o seu povo aos vossos capitalistas, senhores intelectuais da Europa. Ajudaram Dénikine, Koltchak, Wrangel, Youdénitch e outros assassinos de profissão a destruir a economia do seu país, já arruinada por uma carnificina que é a vergonha de toda a Europa.
Com a ajuda destes homens desprezíveis, os generais dos capitalistas europeus e do czar destruíram centenas de milhares de vidas operárias e camponesas da União dos Sovietes, queimaram centenas de aldeias e vilas cossacas, destruíram vias férreas, fizeram explodir pontes e arrasaram tudo o que havia para arrasar para enfraquecer definitivamente o seu país e entregá-lo aos capitalistas europeus.
Perguntai-lhes por que destruíram tantos seres humanos e a economia do seu país. Irão responder-vos insolentemente: «Para o bem do povo» e guardarão silêncio sobre o facto de o «povo» os ter expulsado do seu país. Desde 1926, ajudam a organização de numerosas conspirações contra o poder operário e camponês.
Negam a sua participação nestes crimes, enquanto os conspiradores, seus amigos, afirmavam que forneciam informações «notoriamente falsas» sobre o trabalho do poder dos Sovietes. Por sua vez, os conspiradores trabalhavam segundo directivas da imprensa dos traidores à sua pátria.
O vosso humanismo, senhores europeus, indignou-se com a execução merecida de 48 sádicos organizadores de fomes: isto é muito estranho. Por que não se indignaram pelos assassinatos quase diários de operários absolutamente inocentes, cometidos pela polícia nas ruas das vossas aldeias, em vez de tomar a defesa de 48 degenerados mais abjectos do que o sádico Kurten de Düsseldorf, nove vezes condenado à morte.
Não conheço os motivos pelos quais o poder dos Sovietes não fez passar estes traidores pela justiça, mas adivinho-os: há crimes cuja infâmia é demasiado agradável aos inimigos, e dar lições de infâmia aos nossos inimigos seria demasiado ingénuo. (…) É permitido perguntar por que defendem os intelectuais a «liberdade individual», sempre que se trata, por exemplo, do professor monárquico S.I. Platonov, mas se quedam indiferentes sempre que se trata de um comunista?
Se quereis ter uma noção exacta do grau de ferocidade a que chegou a emigração russa, lede o apelo à recolha de fundos a favor da luta contra os povos da União dos Sovietes, apelo que foi publicado pelo órgão parisiense dos emigrados monárquicos Vozrojdénié (A Renascença). À cabeça desta manobra baixa encontra-se «Sua Eminência o metropolita António, presidente do sínodo dos arcebispos da Igreja ortodoxa no exterior da Rússia».
Cito textualmente as palavras deste Tartufo:
«Investido do poder divino, dou a minha bênção a qualquer arma que seja dirigida contra o poder satânico vermelho e concedo a absolvição a todos os que, nas fileiras dos destacamentos de rebeldes, ou a quem na qualidade de vingador individual do povo, sacrificar a sua vida à causa da Rússia de Cristo.
Sobretudo bendigo as armas e qualquer acção combativa da Confraria popular da verdade russa que, há anos, pela palavra e pela acção, conduz uma luta sem tréguas em nome de Deus e da Rússia contra o Satã vermelho. Que a bondade do Eterno seja com todos os que venham a fazer parte da confraria ou venham em seu auxílio.
Metropolita António.
Está completamente claro que o metropolita, chefe da Igreja cristã, abençoa os que violentam a vontade do povo e da União dos Sovietes e que praticam actos de terrorismo.
Mas não vos parece que tais apelos, tais bênçãos aos assassinatos concedidas por um padre cuja cólera atinge evidentemente a idiotia, não têm lugar na capital de um Estado «civilizado»? Não pensais que é preciso gritar «Chiu!» ou mandar calar «delicadamente» «Sua Eminência»?
Este ataque selvagem de um pope russo não é para vós um indício que mostra não apenas o grau de ferocidade da emigração russa, mas também uma indiferença extrema, vergonhosa, dos intelectuais da Europa no que respeita a questões de moral e de higiene sociais? E ousais falar da «selvajaria do Oriente»!
Estais convencidos da veracidade dos testemunhos da emigração russa. Pois bem.
Não vou dizer que é um «assunto pessoal» vosso, mas duvido de que seja direito vosso. Duvido, porque os testemunhos que vêm do outro lado, do lado do poder operário e camponês não vos interessam.
A imprensa soviética não esconde os aspectos maus da nossa vida, pois está organizada sobre o princípio da autocrítica mais severa, e não há «roupa suja» de que ela tenha medo de «lavar fora da família».
Ela trabalha entre milhões de homens que ainda não são muito letrados – o que não se lhes pode censurar – mas as pessoas honestas deveriam lembrar-se bem que o homem pouco instruído pode enganar-se facilmente. E depois é preciso saber que a maioria das calúnias e das mentiras de que vive e com cuja difusão se consola a imprensa dos emigrados está assente em dados da autocrítica soviética.
Pessoalmente, protestei na imprensa e nas reuniões, em Moscovo e em Leninegrado, contra os exageros da autocrítica. Sei com que voluptuosidade o emigrado se agarra a tudo o que é de molde a satisfazer, ainda que com pouco, a sua cólera doentia contra os operários e os camponeses da União dos Sovietes.
Publiquei, não há muito tempo, um artigo na imprensa soviética a respeito do livro de Brehm que foi arrasado por um literato que, não sendo um aprendiz, é negligente e bastante pouco letrado. De imediato, o redactor do Roui (nota: folha dos emigrados contra-revolucionários publicada em Berlim), Joseph Hessen, um velhinho muito burro e comicamente colérico, publicou uma manchete na qual, com uma alegria risível, exclamava: «O próprio Gorki critica o poder dos Sovietes!»
Ele sabe perfeitamente que eu nunca me incomodei por dizer a verdade frente a pessoas que trabalham negligentemente e sem consciência. Mas é-lhe impossível não mentir e o mesmo acontece com os «políticos» emigrados.
Existe uma forma especial de «verdade»; serve de alimento espiritual apenas aos misantropos, aos cépticos cujo cepticismo se baseia na ignorância e aos indiferentes que procuram uma justificação para a sua indiferença. É uma velha verdade, apodrecida e moribunda, é uma imundície para porcos. Esta verdade foi reduzida a nada pelo trabalho dos destacamentos de vanguarda dos construtores da nova cultura da União dos Sovietes. Vejo e sei muito bem a que ponto esta «verdade» estraga o trabalho das pessoas honestas, mas não sou de opinião que se acalente e alimente esta «verdade» das pessoas que a história humilhou.
Perguntais: «Existem descontentes entre os operários e os camponeses e a que se deve o seu descontentamento?» Naturalmente, existem descontentes e seria um milagre se, em treze anos de trabalho, 160 milhões de homens tivessem alcançado a satisfação completa das suas necessidades e dos seus desejos.
O descontentamento explica-se justamente pelo facto de, em treze anos de trabalho, o aparelho do poder não estar ainda suficientemente em condições de satisfazer rapidamente as necessidades culturais da massa dos trabalhadores.
Ainda faltam muitas coisas e há ainda muitas pessoas que resmungam e que se queixam.
Poder-se-ia qualificar as queixas como cómicas, porque são prematuras e não reflectidas, mas eu não lhes chamaria assim, pois sente-se uma sólida confiança na força do poder para satisfazer todas as necessidades do país.
Naturalmente, a parte dos camponeses ricos que esperavam que a revolução fizesse deles grandes proprietários fundiários e lhes entregasse os camponeses pobres está descontente e resiste mesmo ao trabalho do poder dos Sovietes.
Não é preciso dizer que esta parte dos camponeses está contra a colectivização, que está a favor da economia individual, etc., o que levaria inevitavelmente à ressurreição das formas capitalistas de vida. Mas, o papel que desempenham os camponeses ricos já se perdeu, a sua resistência à economia colectiva não tem futuro e só continua pela força da inércia. Os destacamentos mais activos da massa operária e camponesa não se queixam, trabalham. Eles sabem perfeitamente que o poder é eles mesmos; que tudo aquilo de que têm necessidade, tudo aquilo que eles querem só pode ser satisfeito pela sua energia.
É unicamente esta consciência da sua própria força e do seu poder absoluto que dá origem à emulação socialista, ao trabalho vigoroso e às outras manifestações indiscutíveis da actividade criadora e do heroísmo do trabalho; é pela força desta consciência que toda uma série de empresas terminaram o cumprimento do seu plano quinquenal em dois anos e meio.
Os operários compreendem a coisa principal que lhes é necessário compreender: o poder está nas suas mãos.
Nos Estados burgueses, as leis são feitas lá no alto, nos parlamentos, e são decretadas exclusivamente para consolidar o poder da classe que comanda. A legislação da União dos Sovietes nasce nas estruturas de base, nos Sovietes das aldeias, nos comités de fábricas e de oficinas e, observando a marcha de uma lei qualquer, pode facilmente ver-se que cada uma delas não visa apenas satisfazer as necessidades reais da massa trabalhadora, mas também testemunha claramente o crescimento cultural desta massa.
Toda a massa operária e camponesa da União dos Sovietes começa a compreender que o processo do seu enriquecimento material e do seu desenvolvimento cultural é artificialmente entravado pela Europa capitalista hostil.
Esta compreensão ajuda naturalmente ao crescimento da sua consciência política assim como da consciência da sua própria força.
Se os intelectuais da Europa e da América, em vez de pôr o ouvido à escuta dos mexericos, de acreditar nos traidores, reflectissem séria e honestamente na importância histórica do processo que se desenvolve na União dos Sovietes, compreenderiam que o sentido deste processo é a assimilação por um povo de 160 milhões de habitantes do valor indiscutível da cultura humana, compreenderiam que este povo trabalha não apenas para si, mas para toda a humanidade, mostrando-lhe que os milagres que a vontade inteligentemente organizada cria.
Terminamos com esta questão: os intelectuais da Europa e da América querem uma nova carnificina mundial, que reduzirá ainda mais o seu número e os tornará ainda mais fracos e mais selvagens? A massa operária e camponesa da União dos Sovietes não quer fazer a guerra, quer criar um Estado onde todos serão iguais, mas em caso de ataque, ela defender-se-á como um todo único e vencerá, porque a história trabalha para ela.

NOTAS

(1) O Aname (sul pacificado) era o nome do protectorado chinês sobre uma parte do território que forma hoje o Vietname, de 618 a 939, antes da independência do Dai-Viet. Depois, a palavra continuou a ser empregada pelos chineses para designar o Vietname; o seu uso foi depois retomado pelos ocidentais para designar o Vietname no seu conjunto. Por último, o nome serviu para designar o protectorado francês de Aname de 1883 a 1945, no centro da Indochina francesa, chamando-se o norte do Vietname Protectorado francês de Tonkim e o sul Cochinchina francesa.
O termo «Vietname» no sentido do seu uso moderno impôs-se depois de 1945
(http://fr.wikipedia.org/wiki/Annam). [NT]

Publicado em: Pravda n.º 138, de 1931/05/21, Izvestia n.º 139, de 1931/o5/22 e http://marxiste.fr/clas1/gorki1.pdf

Fonte: Pelo Socialismo

7.934.(1maio2014.2.2' da tarde) ADIADO PARA 15maio.21h...NÓS..projeto com arte...CTAJoão d'oliva Monteiro

7.932.(1maio2014.7.7') Grand'Alcobaça exportou, em 2013, 207 milhões e importou 126...

Foto: Bom dia Alcobaça
+1 fotogravAÇÃO EXCELENTE do JERO
Via Jornal de Negócios
O concelho d'Alcobaça importou em 2013 € 126.190.161
e
exportou €207.493.115
apesar da crise
apesar dos sucessivos governos não resolverem os custos da energia
e a banca ser financeira e não ser fomentadora d'economia!!!
**
VIA http://www.jornaldenegocios.pt/economia/autarquias/detalhe/mapa_veja_quanto_importa_e_exporta_o_seu_municipio.html

Mapa: Veja quanto importa e exporta o seu município 30 Abril 2014, 15:42 por Rui Santos - infografia , Rosa Castelo | Infografia, Bruno Simões | brunosimoes@negocios.pt 20 1428 inShare 7 Ads by Keep NowAd Options Um trabalho inédito. 
O Negócios reuniu dados do INE e mostra-lhe quanto importa e quanto exporta cada município português. Lisboa é o concelho que mais vende ao exterior. 
O Negócios reuniu os dados do INE referentes às importações e exportações em 2013 de cada município, ano em que Lisboa fica à frente da lista das exportações.    
Além disso, mostra-lhe os municípios que mais cresceram, nos últimos dez anos, ao nível das exportações e os que mais caíram.   

30/04/2014

7.931.(30abril2014.18.5') 10maio13h...Festejos na Bica com benfiquistas e não só...



SE ESTE NÃO É O SEU CLUBE DO CORAÇÃO APAREÇA NA MESMA, COMEMORA PELA ASSOCIAÇÃO!

PERNIL NO ESPETO:
(BEBIDAS NÃO INCLUÍDAS)
ADULTO 5€ 
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7.929.(30abril2014.5h-5'-5") Viva o 1º de maio...Manif em Leiria às 15h...Concentração junto ao jardim...

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2019
1.º de mAIo...dia do trabalhaDOR
 https://www.facebook.com/960198530674380/photos/a.960209104006656/2616830998344450/?type=3&theater
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2017
 hj (amanhã tb) é dia do trabalhaDOR E de luta para MELHORES SALÁrios e horáRIOS, COMbater precariedades, valorizar sindicatos e a contratAÇÃO COLECTIVA, MELhores respostas dos SERVIÇOS PÚBLICOS......CGTP tem manifs em tds os distritos 15h...Vamos a Leiria...


https://www.facebook.com/cgtp.portugal/photos/a.415861997914.206032.275330872914/10155216368807915/?type=3&theater
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COMUNICADO DA CDU


NOTA DE IMPRENSA SOBRE as comemorações do 25 de abril e 1.º de maio e a importância dos trabalhadores do município e das freguesias

À Comunicação Social
Aos e às Alcobacenses
1.      A CDU Alcobaça lamenta que mais um ano se tenha passado sem haver comemorações populares do Dia da Liberdade. Salientamos a tristeza de ver os eleitos do Poder Local Democrático, sozinhos, sem povo, a colocar a coroa de flores junto ao monumento, em frente à câmara e à sessão solene da Assembleia Municipal, com meia dúzia de alcobacenses não eleitos. Recordamos a nossa proposta de criar uma Semana das Colectividades, entre 25 de abril e o 1º de maio. Nós, na CDU,  queremos política, debate, com envolvimento dos alcobacenses na governação e queremos festa com o relevar da extraordinária força do movimento associativo alcobacense, em todas as áreas desde a música, ao teatro, ao desporto, ao folclore, às artes plásticas, ao artesanato e a tanto talento que pode potenciar muito mais o nosso querido concelho.
2.      A CDU aproveita as comemorações do 1.º de maio para relevar que dará muita atenção à motivação dos trabalhadores do município (incluindo os dos Serviços Municipalizados e das freguesias). Não podemos aceitar que tantos estejam na “prateleira”, sem o prazer de trabalhar. São mais de 500 que merecem a atenção para poderem ser mais eficazes nas respostas públicas que Alcobaça precisa. Naturalmente a CDU não esquece todos os trabalhadores em geral, e nomeadamente de algumas empresas como a Atlantis que tem estado em luta. Daí a CDU APELAR à PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES DO CONCELHO DE ALCOBAÇA NA COMEMORAÇÃO DO 1.º DE MAIO, EM LEIRIA, ÀS 15h, ORGANIZADA PELA UNIÃO DE SINDICATOS DE LEIRIA E QUE TERÁ A PARTICIPAÇÃO DE TRABALHADORES DE TODO O DISTRITO.

Pel’ A Coordenadora da CDU – Alcobaça
28abril2017

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2016
https://www.facebook.com/CGTPINTERSINDICAL/photos/a.632379733459933.1073741826.631640656867174/1112121422152426/?type=3&theater
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Via Emília Barroso
Significado e história do 1° de maio, Dia do Trabalhador
http://pt.euronews.com/2016/05/01/significado-e-historia-do-1-de-maio-dia-do-trabalhador
1 de maio é o Dia do Trabalhador, data que tem origem a primeira manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago, e numa greve geral em todos os Estados Unidos, em 1886. Três anos depois, em 1891, o Congresso Operário Internacional convocou, em França, uma manifestação anual, em homenagem às lutas sindicais de Chicago. A primeira acabou com 10 mortos, em consequência da intervenção policial. Foram os factos históricos que transformaram o 1 de maio no Dia do Trabalhador. Até 1886, os trabalhadores jamais pensaram exigir os seus direitos, apenas trabalhavam.

***

01 de Maio de 1886: "Greve dos três oitos" dos trabalhadores de Chicago, por oito horas de trabalho, oito de descanso e oito para formação. A data passou a ser assinalada Dia Mundial do Trabalhador.

História do dia do trabalhador
No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários.
Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua.
Foi este o resultado desta segunda manifestação.
A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.
Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.
No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.
Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.

Fonte: Expresso
As manifestações do 1º de Maio de 1886

Significado e história do 1° de maio, Dia do Trabalhador
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/05/01-de-maio-de-1886-greve-dos-tres-oitos.html?spref=fb&fbclid=IwAR0nNXXFjznwKGtaaaCFxQ-AKvFupHyWrOGN-896dOKQwdZIytShG8AKMpM
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2015
Via Luís Silva:

https://www.facebook.com/151447631654781/photos/a.151456491653895.33171.151447631654781/666988816767324/?type=1&theater
MULHER MAIO

Bom dia minha amiga digo em Maio
és uma rosa à beira dum tractor
neste campo de Abril onde não caio
a nossa sementeira já deu flor.

Bom dia minha amiga eu sou um gaio
um pássaro liberto pela dor
tu és a Companheira donde saio
mais limpo de mim próprio mais amor.

Bom dia meu amor estamos primeiro
neste tempo de Maio a tempo inteiro
contra o o tempo do ódio e do terror.

Se tu és camponesa eu sou mineiro.
Se carregas no ventre um pioneiro
dentro de ti eu fui trabalhador.

ARY DOS SANTOS

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Via Fátima Rosa:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=759828280791126&set=a.123655227741771.24415.100002918833481&type=1&theater
AMANHÃ É 1º MAIO.
É um dos dias luminosos do nosso calendário.
É dia de luta e de festa.
É dia de dizer que há alternativas.
É dia de dizermos que acreditamos que é possível um mundo melhor!
É DIA DE ESTARMOS TODOS JUNTOS NAS MANIFESTAÇÕES DA CGTP.
Em LEIRIA, é às 15h00 junto à estátua do Papa.
ATÉ AMANHÃ!

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2014
*
29ab2014
Uma excelente entrevista do Secretário-geral à RTP Informação, 
dia 28 de Abril.
 A CGTP considera que foi feita uma declaração de
guerra aos trabalhadores. No final de um encontro
convocado pelo Governo, o secretário-geral da
intersindical, Arménio Carlos, acusou-o de não querer,
ainda este ano, aumentar o salário mínimo nacional, e
denunciou ser intenção do Executivo avançar com
novos cortes em várias áreas.
https://www.youtube.com/watch?v=3vkqx5nblP0&feature=youtu.be
*

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2013

https://www.facebook.com/388658279416/photos/a.10150650185304417.410223.388658279416/10151560982649417/?type=1&theater
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POSTAGEM ANTIGA AQUI NO UNIR:

01/05/2011


1Maio.12h) Viva o 1º de maio dia do trabalhaDOR

http://www.cgtp.pt/index.php

Festa de Maio com forte apelo de luta

Muitos milhares de pessoas participaram nas comemorações do 1.º de Maio, promovidas pela CGTP-IN, com dezenas de iniciativas em 45 localidades. Neste Dia Internacional dos Trabalhadores, a central apelou ao reforço da organização e da unidade na acção e anunciou duas grandes manifestações, a 19 de Maio, contra a ingerência da UE e do FMI.
Este 1.º de Maio ficou marcado pelo apelo a que os motivos que justificam a luta dos trabalhadores tenham sequência nas opções eleitorais, a 5 de Junho, e também pela condenação dos patrões dos hipermercados, especialmente dos grupos Sonae e Jerónimo Martins, que tentaram romper a tradição para abrirem as lojas neste simbólico feriado.
Em Lisboa, a manifestação subiu a Avenida Almirante Reis, molhada por um aguaceiro que acabou por dar especial vigor às palavras de ordem gritadas durante o percurso, por milhares de trabalhadoras e trabalhadores dos mais diversos sectores, saudados e aplaudidos por quem se abrigava nos vãos dos prédios. «Não queremos aqui o FMI», «FMI nem na Grécia nem aqui», «CGTP unidade sindical», «É preciso, é urgente, uma política diferente», «Maio está na rua, a luta continua», «O País não se endireita com políticas de direita», «O voto é uma arma, quem trabalha não desarma», «É mesmo necessário o aumento do salário» foram algumas das palavras de ordem ouvidas na manifestação e no comício sindical, na Alameda D. Afonso Henriques, onde interveio o Secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva, num palco encimado pelas mensagens que a CGTP-IN mais valorizou: «Lutar, votar, para mudar de política», «Contra o roubo da UE/FMI» e «Emprego, salários,direitos».
A par da mobilização de muitos outros comunistas e simpatizantes do Partido, a solidariedade e o apoio activo do PCP aos objectivos do movimento sindical unitário foram expressos por uma delegação oficial, que integrou o Secretário-geral, Jerónimo de Sousa, e alguns outros dirigentes e deputados.

............
ANA RITA VIDEO DO 25 ABRIL QUE SE APLICA TB nesta data
http://www.youtube.com/watch?v=0wkhkkVSbhc
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2014
LEIRIA
Fotos de Paulo Jorge





Rita Rato faz uma intervenção importante na ARepública
a ACT confirma a desvalorização fo Trabalho pelos governos do PS e agora do PSD.CDS!!!
https://www.youtube.com/watch?v=NisX0HsHNmw&feature=youtu.be
***

O Futuro

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.
do cAMARada  Ary dos Santos
****
https://www.youtube.com/watch?v=foqLvqWUBdw&feature=youtu.be
Milton Nascimento 
1º de maio
Hoje a cidade está parada
E ele apressa a caminhada
Pra acordar a namorada logo ali
E vai sorrindo, vai aflito
Pra mostrar, cheio de si
Que hoje ele é senhor das suas mãos
E das ferramentas
Quando a sirene não apita
Ela acorda mais bonita
Sua pele é sua chita, seu fustão
E, bem ou mal, é o seu veludo
É o tafetá que Deus lhe deu
E é bendito o fruto do suor
Do trabalho que é só seu
Hoje eles hão de consagrar
O dia inteiro pra se amar tanto
Ele, o artesão
Faz dentro dela a sua oficina
E ela, a tecelã
Vai fiar nas malhas do seu ventre
O homem de amanhã
***

JOAQUIM PESSOA, in O PÁSSARO NO ESPELHO (1975), in 125 POEMAS - ANTOLOGIA POÉTICA (Litexa, 3ª ed., 1989)

RESISTIR

Dobrar na boca o frio da espora
Calcar o passo sobre lume
Abrir o pão a golpes de machado
Soltar pelo flanco os cavalos do espanto
Fazer do corpo um barco e navegar a pedra
Regressar devagar ao corpo morno
Beber um outro vinho pisado por um astro

Possuir o fogo ruivo sob a própria casa
numa chama de flechas ao redor.
*
Fotografia: 1º de Maio de 1974 em Lisboa

***

https://www.facebook.com/althum/photos/a.128129503880759.19784.117412024952507/855987131094989/?type=1&theater
1º de Maio

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos.

Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, no dia 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de
reivindicação de condições laborais.
( Fonte Wikipedia )

***
***
1maio2012

a foto do JERO 
da manif 1º maio 1903 em Alcobaça
**
urge investigar a relação do 1º de maio com a fundação dos BV d'alcobaça
***
?PORQUE SERÁ que os comentadores das TV's não explicam a economia desta forma:

***
e poema d' Ary dos Santos 

KYRIE

Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem,
Com a esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e os destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!

(Via Amélia Pais)
***
2maio2009


1º de Maio teve vigorosos protestos de centenas de milhares de manifestantes unidos contra a Politica o Governo PSócrates.


Destaque para a presença da Juventude!
Numa fase em que para além do apoio do governo aos bancos, cresce o desemprego, se usa e abusa do lay-off e se encerram empresas e se atacam os direitos dos trabalhadores das formas mais violentas, houve claros sinais de capacidade de luta e resistência. Para os sinais negros houve combatividade, ânimo e propostas para a ruptura destas políticas neoliberais.

Mas no meio da luta houve 3 provocações que tenho de registar.
- Evocação elogiosa de marcelo caetano numa TV.
- Altos responsáveis da UGT "limparam" a Av. da Liberdade de toda a propaganda da CDU.
Alguém leu ou viu alguma reportagem sobre o assunto? Alguém investigou e foi falar com a PSP que fez o auto de notícia com responsáveis da UGT com um saco com 16 pendões da CDU???
- PS manda Vital (só faltava ir lá o Sócrates) na delegação à manif da CGTP-In sabendo todos o que ele tem dito em defesa das políticas do governo e sabendo ele muito bem que há dezenas de anos que não vai a uma manif... Bem sei que os trabalhadores deviam ter consciência das cenas que se viram contra a sua luta e deviam saber conter-se contra a provocação...Estou contra o insulto ou agressão como arma política. Acho que quem praticou actos anti-manifestação devem ser punidos!!! Mas tb tenho memória e não esqueço a vitimização da agressão a Mário Soares na Marinha Grande, quem agrediu e quem beneficiou com a agressão.
Há tanta experiência de provocação na história!!! O próprio Mário Soares confessou numa entrevista em 1995, 20 anos depois, como fizeram no 1º de Maio de 1975:"Estragámos a festa. Entrámos (no Estádio 1º de Maio) de roldão, em puro confronto físico, (...) abrindo caminho ao empurrão, ao soco e aos encontrões.(...) Quando lá chegámos (à tribuna) fomos impedidos de entrar pelos elementos da Intersindical (...) Impossibilitados de entrar e de usar da palavra»....

Tudo para criar emoção e mudança de opinião... Querem que o PCP peça desculpas ao PS, mas foi o PCP que mandou fazer aquelas cenas lamentáveis??? Quem insultou fez mal, mas quem insultou o PCP como tendo feito o que não fez também caluniou!!!

Mas, como disse no princípio,
o essencial é que tivemos um 1º Maio de LUTA!!!
Viva o 1º de maio dia do trabalhador!!!

7.930.(30abril2014.18h) 9,10 e 11 de maio 2014...Tasquinhas d'Alpedriz