28/04/2015

5.249.(27ab2015.18.6') Neste dia...28abril...vou rELEVAR: UM+43.avÔ, DM do soRRiso, Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho , Maria piedade Gomes, Ricardo Araújo Pereira, Salazar,Hitler, Mussolini, Francis Bacon, José Malhoa e a poesia de Joaquim Pessoa:

***
III-XLIII-AVÔ
pensar em territóRIO natural
em que se ouve, apenas, os elementos naturAIS
tAIS como:
o brotAR das flores
o perFURAR das raízes das árvores
ou a brisa nas folhas...
*

***
2018
2/43aVÔ
o nosso TEMpo
está pleno
de infinitos
agHORAS
felizes
*
vOU julgAR-TE
                    criticAR-TE
                  porque tb sei autocriticar-me
vOU despir-te
                vAMOs vestir-nos de nu
                                                   pele
                   porque as melhores conVERsas
                                são ao PÔR TUDO A NU
*
procurAR-TE na proCURA
para ambos nAVEgarmos
ao fundo-do-fundo
ao longe-longínquo
e infinitamente próximo
*
custa-me muito
não conseguir ajudAR-TE
a seres feliz como professora!
A continuar esta tua guerra
com os teus alunos
pode matAR-TE
O FUTURO
*
Não há outro caminho
que não seja o da imAGInAÇÃO
e o da criAÇÃO de metodologias
que entusiasmem os alunos
*
Temos que dar mais passeios
pela natureza
COM ALEGRIA
as águas. o sobe-e-desce. as cascatas
as borboletas. as flores. o tocar do céu
o beber as gotas da chuva. as andorinhas.
o abRRaçar das árvores.
conseguir ir às constelAÇÕES.
*
e nas horas duras
há que assobiar
***
2017
UM+43.avÔ
liberdade é a inteligência aplicada às (tantas) necessidades
*
vivABRILiberdade é a felicidade que queremos para todos
estAMOs entre o dia da LIberDAde e o dia do trabalhaDOR
é a sEMANA das colectiVIdades da CDU
em ALCOBAÇA que vos abRRaça
***
2016
43.AVô
ACORDEI
acorDAR
aCORdar
*
agIR
        em fulminAÇÃO
tem outra força
*
urge romper com roTInas
*
é SIMples
               SER eu
                           conTIgo
                                        conNOSco
*
ir encontrAR-TE
                           coMIgo
***
2015
Estive a espalhar 
qu' estupendos soRRisos
porque em abril 
soRRisos mil
e 1 soRRiso é a melhor atitude que 1 homem (ou 1 mulher)
podem imprimir à vida...
Estava a ouvir
o que a maioria não ouve
quando de supetão
me apeTECEu
ouvir esta:

https://www.youtube.com/watch?v=4zLfCnGVeL4&index=3&list=RDpey29CLID3I
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2018
21.30...ctALCOBAÇA que vos abRRaça
https://www.facebook.com/academiadalcobaca/photos/a.269644559786257.67764.162735820477132/1603069089777124/?type=3&theater
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2017...memórias deste dia:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1279314085455387&set=a.105429252843882.11254.100001304240583&type=3&theater
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15h.Capítulo.Mosteiro

https://www.facebook.com/mosteirodealcobaca.monumentonacional/photos/pcb.618116498388226/618116185054924/?type=3&theater
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2016..memórias deste dia:
s.MARtinho do Porto
by Fernanda Matias

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1592457291082648&set=gm.10154241153713969&type=3&theater
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PAREdes da VITÓRIA by Adelino Pataias

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10154140251924819&set=pcb.10154140256684819&type=3&theater
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2015...memórias deste dia:
 Foi há 1 ano! Tó Duarte Tó Duarte Bela Bras Maria Elisa Ribeiro Sónia Isabel Duarte Rogério Manuel Madeira Raimundo Ana Paula Cordeiro Élio Coimbra

 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=406488626115913&set=p.406488626115913&type=3&theater
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inTERvalo...15.51.15"...Carlos do Carmo e ARY DOS SANTOS: "Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto."
 https://www.youtube.com/watch?v=dMAHYGa7dvs&list=RDdMAHYGa7dvs
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neste dia...hj...morreu a cAMARada Maria Piedade Gomes...Reunimos várias vezes com ela em ALCOBAÇA, que abRRaça a família, com sentidos pêsames...Joaquim Gomes, marido dela, foi eleito deputado por Leiria...
Morreu militante comunista Maria da Piedade Gomes, mulher de Joaquim Gomes
Diário de Notícias:
(...)
O PCP anunciou hoje a morte da militante Maria da Piedade Gomes, que foi casada com o dirigente comunista Joaquim Gomes e que, em 1964, foi alvo de uma campanha de solidariedade exigindo a sua libertação de Caxias.
Em comunicado, o secretariado do comité central do PCP refere que Maria da Piedade Gomes, que morreu aos 95 anos, "foi uma dedicada e corajosa militante comunista que desde muito jovem se entregou à luta em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo português, contra a ditadura fascista, pela liberdade, o socialismo e comunismo".
Natural de Picassinos, concelho da Marinha Grande, com apenas 15 anos, viveu de perto a insurreição de 18 de janeiro de 1934, casando poucos anos depois com Joaquim Gomes (já falecido).
Maria da Piedade Gomes aderiu ao PCP com 21 anos e foi funcionária do partido desde 1952, "altura em que iniciou a vida clandestina, assim como o seu companheiro".
"Em 1958, a casa clandestina em que se encontravam, no Porto, foi assaltada pela PIDE e ambos foram presos. Maria da Piedade Gomes foi julgada em março de 1961 e, sofrendo dois anos de condenação, acabou por passar seis anos na prisão fascista de Caxias, devido à aplicação sucessiva de 'medidas de segurança'", recorda o PCP.
Nesse período, lutou "contra as péssimas condições a que estavam sujeitas as presas políticas, o que a levou a ser alvo de frequentes castigos, incluindo o isolamento", acrescenta.
Segundo o PCP, "viveu momentos graves no plano da sua saúde, ao ponto da sua vida correr perigo, o que motivou, em 1964, uma campanha nacional e internacional de solidariedade exigindo a sua libertação, que se concretizou através de um 'habeas corpus'".
Maria da Piedade Gomes foi libertada em setembro de 1964, mas voltou à clandestinidade quinze dias depois, até ao 25 de Abril de 1974.
O PCP sublinha que a vida de Maria da Piedade Gomes "constitui uma referência e um exemplo de mulher comunista que dedicou a vida à causa revolucionária do seu partido de sempre".

https://www.facebook.com/JuntaaTuaaNossaVoz/photos/a.468913473183970.1073741828.468902759851708/838134926261821/?type=3&theater
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 uniVERso MARavILHA: "1 destaque solar... um período de seis horas (21ab 2015)... muito do que caiu voltou ao sol. As imagens foram feitas em uma linha de extrema luz ultravioleta....Na sua maior altura, a pluma alargada foi muitas vezes do tamanho da terra, permitindo muitos astrónomos observarem este evento com seus telescópios solares.
 https://www.facebook.com/NASAGoddard/videos/10153776538150898/
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2014...memórias deste dia:
 12-12-12" é 1 bELO momento para ver a ilha do Leão...paREDES da VITÓRIA...d'ALCOBAÇA que vos abRRaça
Foto de José António Miranda
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=766512243381967&set=a.145143702185494.21928.100000695956194&type=3&theater
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 1.1.1" é 1 bELO instante para vos saudar com: d' ALCOBAÇA que vos abRRaça...e hj é dia de Caetano Veloso:
 https://www.youtube.com/watch?v=R4peVpYyzXc&list=PLBos-rktJPWHWSXTgDPXD5H2zxtxOv7xf
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 18.18.18" é 1 bELO instante para partILHArr o cAMARada josÉ saraMAGO:
"A única revolução realmente digna de tal nome seria a revolução da paz, aquela que transformaria o homem treinado para a guerra em homem educado para a paz porque pela paz haveria sido educado. Essa, sim, seria a grande revolução mental, e portanto cultural, da Humanidade. Esse seria, finalmente, o tão falado homem novo."
 http://uniralcobaca.blogspot.pt/2012/11/609016nov201288-hoje-e-dia-de-jose.html
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1444986309077535&set=a.1429938170582349.1073741863.100006985384876&type=3&theater
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2013...memórias deste dia:
JPaulo fez partILHA na minha página:
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200911440486167&set=a.4083278558209.2168053.1169943334&type=3
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2011...memórias deste dia:
 Susana D recomendou Karunesh...fui mergulhando e partilho este com aquel'abRRaço para tds, especialmente, para as novas amizades...The day begins (estava vedado em 2017) fui à proCURA:
https://www.youtube.com/watch?v=GKYIC2MPjO0&list=RDGKYIC2MPjO0
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 Sandra knock knock rELEVOU e eu agi, simplesmente, partILHAndo
 https://www.youtube.com/watch?v=rYEDA3JcQqw
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o novo amg face Rui P sugere bob...acho bem partILHAr..boa jornada pra tds e aquel'abRRaço
 https://www.youtube.com/watch?v=pHlSE9j5FGY&list=RDpHlSE9j5FGY
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 sigo a sugestão da superfã do elvis: Carmen J...
 https://www.youtube.com/watch?v=OhUDyBwJhto
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2010...memórias deste dia:
 estamos à porta... A luta continua...O PS.PSD preparam-se para premiar os especuladores!!!
 http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=35722&Itemid=195
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Dia Mundial do SoRRiso
urge multiplicar os esTUpendoooooooooos soRRisos em ALCOBAÇA que vos abRRaça...
Este dia internacional do sorriso foi criado em 1963 por Harvey Ball, um artista de Worcester, Massachussets. Ball é o criador da imagem do smiley, reconhecida internacionalmente.kiss emoticon e euGÉNIO Andrade:"Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
in O outro nome da terra

 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10203050253091845&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=1&theater
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 DMsoRRiso...hj tb é...soRRiam com td a genica!!!
 "O sol é para as flores o que os sorrisos são para a humanidade."
Joseph Addison
 https://www.facebook.com/AssociacaoDePalavras/photos/a.208744795827377.46981.208450935856763/661965977171921/?type=3&theater
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Nat King Cole
https://www.youtube.com/watch?v=UN8oLGBNXpE&list=RDUN8oLGBNXpE&t=3
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 hj é (amanhã tb) dia mundial da Prevenção e Segurança no Trabalho!!! "Estima-se que anualmente morrem cerca de dois milhões de homens e mulheres devido a acidentes de trabalho e a doenças profissionais. Em todo o mundo ocorrem por ano cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho e são registadas mais de 160 milhões de doenças profissionais.
A OIT nunca aceitou a ideia de que os acidentes e as doenças são "ossos do ofício". (...)
 http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/791228abril201477-hj-e-dia.html
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Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho
hj (amanhã tb) é dia de prevenir... e de lutar por melhores condições de trabalho...e bem sei que os que não têm trabalho anseiam por o ter...a luta é a mesma: A QUALIDADE DE VIDA EXIGE TRABALHO COM DIREITOS!!!
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152825549517308&set=a.378900752307.157089.534882307&type=3&theater
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1789...Revolta na Bounty. Motim dos marinheiros, contra o capitão William Bligh, no Pacífico Sul...2 filmes...
"No dia 28 de Abril de 1789, a embarcação Bounty é palco de um motim. Assim começa uma das mais conhecidas histórias da marinha inglesa, que ilustra a durabilidade do domínio britânico sobre os mares.

Dois anos antes, em Dezembro de 1787, a embarcação havia deixado o porto inglês de Spithead com uma tripulação de 44 homens com destino ao Taiti, no Pacífico. Posteriormente, a Bounty seguiria para as Antilhas.

Tratava-se de um barco de transporte de carvão de três mastros, antes chamado  Bethya, que foi remodelado e rebaptizado como Bounty.

O objectivo da viagem era colher sementes da ‘fruta-pão’, árvore frutífera originária da Oceânia, no Taiti e levá-las à Jamaica, onde os britânicos contavam cultivá-las para poder alimentar os escravos da lavoura.

A missão foi confiada ao tenente William Bligh, 33 anos. Bligh já tinha efectuado diversas viagens transatlânticas e participou da segunda missão do explorador James Cook. Para as necessidades da viagem, o capitão Bligh – seu título a bordo – recrutou marinheiros voluntários, de preferência os reincidentes, ou homens arrebanhados à força nos portos segundo uma prática corrente na marinha britânica.

O quarto oficial, Fletcher Christian, havia cumprido três travessias com Bligh. Este, pouco após a partida, ofereceria a seu amigo a função de quarto-mestre, seu segundo a bordo, ignorando a nomeação oficial pelo Almirantado de John Fryer. Esta seria a primeira causa de dissensão.

A embarcação navio tomou o rumo oeste tendo em vista contornar o continente americano pelo cabo Horn. Várias semanas de tempestades, no entanto, convenceram o capitão a mudar de itinerário, seguindo pelo Cabo da Boa Esperança. Na nova rota, mais um contratempo: a ausência de vento. O problema obrigou a tripulação a conduzir o navio a remo.

As duras condições da travessia e a falta de disciplina levaram o capitão a lidar com a tripulação de maneira mais bruta. Por fim, dois meses depois, a Bounty chegou ao Taiti, onde foi calorosamente acolhido pelos habitantes, em especial as mulheres.

A Bounty partiu do Taiti após algumas semanas a recolher sementes das famosas árvores. Tão logo em alto mar, Bligh conseguiu restaurar a disciplina, mas os novos métodos não foram tolerados pelos marinheiros voluntários. O descontentamento suscitou a revolta de uma parte deles, com o apoio de Fletcher Christian, saudoso das belas taitianas. O capitão Bligh e 18 dos seus fieis trabalhadores foram então abandonados sobre um bote de cinco metros em pleno Oceano Pacífico.

Ao preço de uma severa disciplina e graças a um racionamento extremo dos alimentos, os exilados conseguiram alcançar a ilha de Timor após um périplo de 5 mil quilómetros. A ambição de Bligh, no entanto, era chegar a Londres para pedir um castigo exemplar para os amotinados.

Os que ficaram no barco, um total de 25 tripulantes, retornaram a Taiti, onde ajudaram o rei Pomaré I a reforçar a sua autoridade sobre a ilha.

Para escapar da perseguição da justiça inglesa, os mais decididos resolveram deixar a ilha. Embarcaram novamente na Bounty na companhia de belas taitianas, seis taitianos e um serviçal negro.

O objectivo era refazer a vida num lugar o mais isolado possível. Encontraram então uma ilhota que não estava no mapa, baptizada de Pitcairn, entre as ilhas de Páscoa e o arquipélago de Gambiers. Christian teve o cuidado de mandar queimar a embarcação.

Todavia, o idílio logo se transformou num pesadelo em razão da rivalidade em volta das mulheres. Cada amotinado dispunha de uma mulher enquanto os taitianos deviam ficar com uma para cada dois homens. A morte de uma delas gerou violentas disputas entre os homens na ilha.

Quando os americanos redescobriram Pitcairn em 1808 só restava na ilha um sobrevivente da Bounty, John Adams, que tivera a satisfação de preencher a sua solidão no  meio de uma dezena de taitianas e de mais de vinte crianças.

O ex-amotinado morreu em 1829 aos 65 anos, chefe da pequena comunidade mestiça. Ainda hoje, algumas dezenas de pessoas cultivam a lembrança da Bounty.

Quanto aos amotinados que permaneceram no Taiti, todos foram encontrados pelo capitão Edwards, comandante da fragata Pandora, que conhecia o caso Bounty. Entregues à justiça inglesa pelo rei Pomaré, passaram em Londres por um tribunal marcial. Apenas três deles foram condenados à morte e enforcados. O relato da sua tragédia comoveu a opinião pública britânica e obrigou o Almirantado a humanizar a disciplina a bordo dos seus navios.

Os estúdios de Hollywood não deixaram de aproveitar esta história e produziram em 1935 uma epopeia com o título de O Grande Motim, com Clark Gable no papel de Fletcher Christian.

Outros filmes sobre o tema foram feitos, entre eles Revolta na Bounty (1962) com Marlon Brando."
https://uniralcobaca.blogspot.com/2014/03/768019mar201488-os-melhores-filmes.html
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1855...José Malhoa...nasceu neste dia nas Caldas da Rainha onde existe um belo museu dedicado à sua obra...extraordináRIO pintor...
 https://uniralcobaca.blogspot.com/2018/10/7890jose-malhoa.html
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1889...nasceu o ditador.fascista António Salazar...Urge ter memória e saber história
https://uniralcobaca.blogspot.com/2015/10/515922outu201518h-fascismo-nunca-mais.html
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1945...quando o nazismo era derrotado em todas as frentes, no buncker, casaram-se Adolf Hitler e Eva Braun... 
 https://uniralcobaca.blogspot.com/2016/07/919421jul20161331-campo-de-concentracao.html
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 1945...Benito Mussolini...jornalista e político italiano, fundador do fascismo, é morto pelos "partigiani"
https://uniralcobaca.blogspot.com/2018/03/249023mar201877-benito-mussolini.html
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1974...Ricardo Araújo Pereira..."O senhor disse-me: "Uma coisa é fazer humor com as ondas do mar, outra coisa é com a religião." Eu fico contente por ficar autorizado a fazer humor com as ondas do mar, adorava ver um programa humorístico sobre esse tema. Mas tenho a certeza de que mesmo com um programa de humor sobre as ondas do mar vou receber cartas indignadas de pescadores, surfistas, praticantes de caça submarina, leões-marinhos... quem sabe. Sempre que a coisa chega ao nosso quintal, há sempre alguém que não gosta."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/04/997028ab20152112-ricardo-araujo-pereira.html
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1992...morreu o pintor Francis Bacon (no séc. XVI há o escritor...)...1 vivaaaaaaaaa à sua obra...
https://www.youtube.com/watch?v=kV6T2MO_KTQ
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e a poesia de Joaquim Pessoa:
2014

Joaquim Pessoa no iniciar do 28d'abriLIBERDADE
FALSO POEMA ASSÍRIO COM MENOS DE 3000 ANOS
Dou-te a chave do meu quarto
por tuas mãos no meu corpo.
Dou-te a arca dos meus medos
em troca do teu sorriso.
Dou-te a minha rosa turca
pelo teu olhar calado.
Dou-te o meu cordeiro branco
pelos teus cabelos negros.
Dou-te o meu linho macio
se me deres teus abraços.
Dou-te o mel dos meus cortiços
para ter a tua boca.
Dou-te a lã dos meus rebanhos
pela nudez do teu peito.
Dou-te a cria mais bonita
por tuas nádegas quentes.
Dou-te o melhor dos meus vinhos
só para ter tuas ancas.
Dou-te o meu galo de briga
em troca das tuas coxas.
Dou-te a vida dos meus cães
mas exijo o teu silêncio.
in MAS., Litexa, 1987

*

Poema LXVI

Adeus, monotonia!
A Deus, monotonia é coisa que lhe falta.
Todos os dias fazemos algo que o irrita ou o comove.
Somos assim, incapazes de seguir à risca os mandamentos.
Aquelas dez tábuas não nos entram na cabeça,
somos os mais desonestos prevaricadores do planeta,
e ninguém, nem sequer nós, sabe do que somos capazes
de fazer a seguir. Não conseguimos ser tão previsíveis
como o salmão ou a enguia. Metade das pessoas
está louca, a outra metade não sabe o que se passa,
a dificuldade está em encontrar alguém que nos leve a sério.
Se puderes pagar, já podes ir à Lua. E talvez sentir
a presença de um anjo que está contigo nas melhores horas,
mas nunca saberás os favores que lhe deves.
Há sempre a proteger-te um Anjo da Guarda. E outro
da Covilhã. E outro, parece-me, de Seixo de Manhoses.
Mas este da Lua é especial. É o anjo amigo
que acende o luar para que na Terra possas,
também de noite, encontrar o caminho. Se na vida
tens de perder alguma coisa, não percas hoje
o que podes perder só amanhã.

Estar vivo é já uma oportunidade de vencer,
mas deves impor a ti mesmo um estilo
independente e imaginativo que dê mais vida
à vida que Deus te deu. E encara de frente a ideia
de que não fizeste o bastante, sem te culpar
por tudo permanecer na mesma.
Jonathan Swift disse que os camponeses da Irlanda
deviam dar os filhos a comer aos ricos mas, hoje,
o que é que os ricos fazem aos filhos dos pobres?
Se não houvesse pobres nem ricos
não se comiam os filhos de ninguém, embora
fosse tudo mais monótono e, provavelmente,
até Deus passaria pelas brasas.

Olha, ainda sou do tempo em que
ninguém tinha um computador, quando era
impensável denunciar um vizinho, e quando ninguém
conhecia a palavra inflação. Hoje, o computador
também serve de instrumento de denúncia e
a tal palavrinha que ninguém conhecia é íntima de todos
e já nos faz companhia do princípio ao fim do mês.
O que sempre valeu, em qualquer tempo, foi
haver um objectivo. Qualquer coisa
fora da fantasia e dentro da realidade
que te faz ter tempo quando não tens tempo,
que te faz deixar rasto quando não te moves,
que te faz permanecer quando te foste embora.

Quando éramos jovens,
por fraternidade, todos queríamos
ser livres e iguais,
agora querem-nos iguais pelas piores razões,
nivelam pelo chão as nossas ambições e daqui a pouco
estamos a repetir, com o Fernando, "eu não sou nada,
nunca serei nada, só posso querer ser nada",
quando a sustentabilidade do estado justifica até processos
disciplinares à nossa esperança de vida. Levanta
a ti mesmo esta questão: onde é que eu
já fiz o sexo mais louco: no elevador,
no automóvel, na cozinha, ou
em sonhos, quando já não há muito mais
para sonhar?

Cabrão de tempo este, em que se não te vendes
não vais lá, em que toda a gente finge que não é assim,
mas esse é o sistema dos vasos comunicantes
da corrupção e da miséria, do "chega para todos", quando,
afinal, chega e sobra sempre para os mesmos.
Talvez eu esteja velho neste "admirável mundo novo",
talvez este futuro ali mesmo ao virar da esquina não me sirva,
talvez eu não sirva ao virar da esquina para este futuro.
Pedem-te, pedem-me, que nos continuemos a sacrificar
por tudo o que ao longo da vida nos prometeram para amanhã.
E se já não acreditas nos amanhãs que cantam, não acredites
também na cantiga que amanhã te darão
o que te é devido.

Morreu o Cesariny. E lá repetiram o lugar comum
guardado para a morte dos poetas: "Portugal ficou mais pobre".
Mais pobre? Por quê, se o Mário nos deixou a obra inteira?
Então a poesia não é para comer? Agora que ele vai
reencontrar a Natália, haverá mais reboliço no céu
e, de novo, adeus, monotonia!, mais uma dor
de cabeça para Deus, esse ser que está triste
porque não tem um passado, e amargurado
porque já conhece o futuro.

in O POUCO É PARA ONTEM, Litexa, 2008
imagem do filme Asas do Desejo

 
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=670057056362794&set=gm.726319907410122&type=3&theater
*
Foto de The Dancing Words.
https://www.facebook.com/559343457434706/photos/a.559507790751606.1073741828.559343457434706/887305254638523/?type=1&theater
“Um livro é como um ninho. Faz-se
entrelaçando palavras, raminhos
de fala, pedacinhos de canto e de 
sabedoria. Com destreza
e o êxtase
da luz.

O poeta habita o livro. A casa
de versos. Nela come e sofre
com as palavras. Mas também se comove
e se diverte. Com elas saúda
as mãos, os olhos, a vida
do leitor.”
Imagem - Autor desconhecido

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https://www.facebook.com/sonhararealidade2013/photos/a.349115855209208.1073741828.349094905211303/932732776847510/?type=3&theater
Escrevo. Escrevo e
não sei fazer mais nada. Escrevo
e faço amor.
As palavras conhecem-me,
têm agora a cor melada dos meus olhos,
profundo âmbar que dormiu com as estrelas.

Há um mediterrâneo em mim
que espera pelo teu corpo, pela luz sombria
do teu sexo, e pelo teu próprio nome.
O desejo de ti é uma morte viva.
"O Poeta Enamorado" (Os Poemas de Amor)
Arte - Carrie Vielle
*

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POEMA 22

Construí uma casa no mar.
Com portal para o vento e um terraço onde
escuto o grito do albatroz ou recolho
o pólen das estrelas.
Plantei nas ondas uma árvore. São peixes
as pequeníssimas folhas desta árvore
que sinto crescer como um amigo.
Todos os móveis da casa são de água. Densa,
vermelha, filha de um vulcão,
ou leve, clara, irmã do linho.
Os tapetes têm a cor de antigos versos
que elogiam o mar.
Canções, odes, barcarolas. De um tempo
em que o sol emprenhava as corças
numa cama de folhas
e onde agora é deserto.
Nesta casa de água, escrevo.
E, para o teu poema, lanço a minha rede.
Nela vêm, doirados, ofegantes, vivos,
os cardumes de sílabas.

27/04/2015

9.967.(27ab2015.7.7') Ralph Waldo Emerson

Nasceu a 25mai1803
e morreu a 27ab1882
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Via Citador:
In Ensaios

Opinião Independente

É fácil viver no mundo conforme a opinião do mundo: é fácil na solidão viver conforme a própria opinião; mas grande homem é o que, no meio da multidão, conserva com plena serenidade a independência da solidão. 
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In O Amor

Apaixonado

A paixão desenvolve a sensibilidade; torna o rústico amável e dá coração ao poltrão. No ser mais miserável e mais abjecto, instilará a audácia e a força de desafiar o mundo, por pouco que ele seja encorajado pelo ser amado. Dando a outro, ele o dá mais a ele próprio. É um homem novo, com percepções novas, perspectivas novas e mais vivas, e uma solenidade religiosa no carácter e objectivos. 
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In Old Age

O Mais Infalível Veneno é o Tempo

Tabaco, café, álcool, ácido prússico, estricnina — todos não passam de poções diluídas: o mais infalível veneno é o tempo. Essa taça, que a natureza nos põe nos lábios, possui uma propriedade maravilhosa que supera qualquer outra bebida. Ela abre os sentidos, adiciona poder e povoa-nos de sonhos exaltados, a que chamamos esperança, amor, ambição, ciência. Em particular, ela desperta o desejo por maiores doses de si. Mas aqueles que tomam as maiores doses ficam embriagados, perdem estatura, força, beleza e sentidos, e terminam em fantasia e delírio. Nós adiamos o nosso trabalho literário até que tenhamos maturidade e técnica para escrever, mas um dia descobrimos que o nosso talento literário não passava de uma efervescência juvenil que perdemos.
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In Progresso na Cultura

Seguimos a Multidão

Nos nossos contactos quotidianos seguimos a multidão, deixamo-nos levar por esperanças e temores subalternos, tornamo-nos vítimas das nossas próprias técnicas e implementos, e desusamos o acesso que temos ao oráculo divino. É apenas enquanto a alma dorme que nos servimos dos préstimos de tantas maquinarias e muletas engenhosas. De que servem os telégrafos? Qual a utilidade dos jornais? O homem sábio não aguarda os correios nem precisa ler telegramas para descobrir como se sentem os homens no Kansas ou na Califórnia durante uma crise social. Ele ausculta o seu próprio coração. Se eles são feitos como ele é, se respiram o mesmo ar e comem o mesmo trigo, se têm mulheres e filhos, ele sabe que a sua alegria e ressentimento atingem o mesmo ponto que o seu. A alma íntegra está em perpétua comunicação telegráfica com a fonte dos acontecimentos, dispõe de informação antecipada, qual despacho particular, que a exime e alivia do terror que oprime o restante da comunidade. 
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In Carácter
Mérito e Auto-Suficiência
Só os baixos méritos podem ser enumerados. Temei, quando os vossos amigos vos disserem o que fizeste bem e narrarem tudo; mas quando permanecerem com olhares incertos e tímidos de respeito e certo descontentamento e silenciarem por muitos anos a sua opinião, podeis começar a ter confiança. Os que vivem para o futuro devem parecer egoístas aos que vivem para o presente.

(...) A face que se me apresenta o carácter é a auto-suficiência. Reverencio a pessoa que é muito rica de carácter, porque não posso concebê-la solitária, ou pobre, ou exilada, ou infeliz, ou protegida, mas um eterno protetor, benfeitor e bem-aventurado. O carácter é centralidade, impossibilidade de ser deslocado ou posto à margem. Um homem deve dar-nos a ideia de massa.
A sociedade é frívola e divide o seu dia em fragmentos, a sua conversação em cerimónias e derivativos. Mas visitando um homem talentoso, considerarei perdido o meu tempo se se limitar a amabilidades e cerimónias; antes, ele deverá saber colocar-se solenemente no seu lugar e deixar-me julgar, por assim dizer, a sua resistência; saber que encontrei um valor novo e positivo! - grande deleite para nós ambos. Já é muito ele não aceitar as opiniões e usanças convencionais. Esse não-conformismo servirá de aguilhão e lembrança e qualquer pesquisador terá que ouvi-lo, em primeiro lugar.
*

Amigos com Carácter

A vida caminha precipitadamente. Perseguimos alguns esquemas flutuantes ou somos perseguidos por algum medo ou autoridade atrás de nós. Mas, se, de repente, encontramos um amigo, paramos; o nosso calor e a nossa pressa tornam-se ridículos. Ora a pausa, ora o domínio são necessários e também a força para encher o momento dos eflúvios do coração. O momento é tudo, em todas as relações nobres.
Uma pessoa divina é a profecia do espírito; um amigo é a esperança do coração. A nossa ventura espera pela concretização destas duas em uma.
Os séculos estão a dilatar essa força moral. Toda a força é a sombra ou o símbolo daquela. A poesia é alegre e forte quando extrai nessa fonte a sua inspiração. Os homens só inscrevem os seus nomes no mundo quando estão cheios deste. A história tem sido ignóbil; as nossas nações têm sido a gentalha; nunca vimos um homem: essa forma divina que ainda não conhecemos, mas apenas o sonho e a profecia de tal; não conhecemos os modos majestosos que lhe são peculiares e que acalmam e exaltam o observador.

Um dia veremos que a energia mais particular é a mais pública, que a qualidade afina com a quantidade e a grandeza de carácter actua na sombra e socorre aos que nunca a viram. O que de grandeza já apareceu são os princípios e estímulos para que prossigamos nesse sentido. A história daqueles deuses e santos que o meundo tem escrito, e depois adorado, são provas de carácter. 
*

O Homem de Carácter

Os homens de carácter são a consciência da sociedade a que pertencem. A medida natural dessa força é a resistência às circunstâncias. Os homens impuros julgam a vida pela versão reflectida nas opiniões, nos acontecimentos e nas pessoas. Não são capazes de prever a acção até que ela se concretize. Todavia, o elemento moral da acção preexistia no autor e a sua qualidade, boa ou má, era de fácil predição. Tudo na natureza é bipolar, ou tem um pólo positivo e um pólo negativo. Há um macho e uma fêmea, um espírito e um facto, um norte e um sul. O espírito é o positivo, o facto é o negativo. A vontade é o norte, a acção é o pólo sul. O carácter pode ser classificado como tendo o seu lugar natural no norte. Distribui as correntes magnéticas do sistema. Os espíritos fracos são atraídos para o pólo sul, ou pólo negativo. Só vêem na acção o lucro, ou o prejuízo que podem encerrar.

Não podem vislumbrar um princípio, a não ser que este se abrigue noutra pessoa. Não desejam ser amáveis mas amados. Os de carácter gostam de ouvir falar dos seus defeitos; aos outros aborrecem as faltas; adoram os acontecimentos; vinculam a estes um facto, uma conexão, uma certa cadeia de circunstâncias e dái não passam. O grande homem sabe que os eventos são seus servos: estes devem segui-lo.
Uma dada ordem de acontecimentos não tem poder para lhes garantir a satisfação proporcional ao grau de imaginação de que são dotados. O espírito da bondade transcende qualquer série de circunstâncias, ao passo que a prosperidade pertence a um determinado espírito e introduz a força e a vitória, seus frutos naturais, em qualquer ordem de acontecimentos.

(...) Se tremo à opinião pública, como chamamos, ou à ameaça de assalto, ou a maus vizinhos, ou à pobreza, ou à mutilação, ou a boatos de revolução, ou de homicídio? Se tremo, que importa a causa? Os nossos próprios vícios tomam formas diversas, de acordo com o sexo, idade, ou temperamento, e, se tementes, prontamente nos alarmamos. A cobiça, ou a malícia que me entristecem, quando as atribuo à sociedade, pertencem-me. Estou sempre cercado de mim mesmo. Por outro lado, a rectidão é uma vitória perpétua, celebrada não por gritos de alegria mas com serenidade, que é a alegria permanente ou habitual.

É uma desgraça recorrermos a factos para confirmação da nossa palavra e dignidade. O capitalista não procura o seu corretor a cada instante para tomar conta dos seus lucros, em moeda corrente. Contenta-se em ler nas cotações da Bolsa que as suas acções subiram. O mesmo transporte que a ocorrência dos melhores acontecimentos me proporcionaria, devo aprender a experimentar, ainda mais puro, na verificação de que a minha posição melhora a cada passo e já comanda os acontecimentos que desejo. Tal exultação só se deteria diante da previsão de uma ordem de coisas tão singular que viesse a atirar nas sombras mais profundas todas as nossas conquistas. 
**
In A Confiança em Si Mesmo

Estúpida Coerência

Uma coerência tola é o espantalho das pequenas mentes, adorada pelos pequenos homens de Estado, filósofos e sacedotes. Uma alma grande não tem nada que ver com a consistência... Diz o que pensas hoje em palavras duras e amanhã diz o que o amanhã pensar, outra evz em palavras duras, ainda que contradiga tudo o que disseste hoje. 
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Confiança Audaz

Há um momento na aprendizagem de cada homem em que este chega à convicção de que a inveja é ignorância; que a imitação é suicídio; que ele tem que se tomar a ele próprio tanto para melhor, tanto para pior, como a sua parcela; que embora o universo esteja cheio de coisas boas, nenhuma semente de milho nutritiva chegará a ele senão através da labuta que ele ofereça nesse lote de terreno que lhe foi dado para cultivar. O poder que reside nele é novo na natureza, e nenhum outro senão ele sabe o que é que pode fazer, e não o saberá até que o tente. Não é por nada que uma cara, um carácter, um facto, causa muito impressão nele, e outros não têm qualquer efeito. Esta escultura na memória não existe sem uma harmonia pré-estabelecida. O olho foi colocado onde um raio deve cair, de forma a testemunhar esse raio em particular. Nós apenas nos exprimimos pela metade, e temos vergonha da ideia divina que cada um de nós representa. Podemos ser de confiança e de motivações boas e proporcionais, e darmo-nos fielmente, mas Deus não terá o seu trabalho mais manifesto feito por cobardes. Um homem está seguro e tranquilo quando coloca todo o coração no seu trabalho ou outra actividade e faz o seu melhor de acordo consigo próprio; mas o que ele diz ou faz de outra maneira, não lhe dará nenhuma paz. É uma entrega que não rende nada. Na tentativa o seu génio abandona-o; nenhuma musa o ajuda; nenhuma invenção, nenhuma esperança. Confia em ti próprio: todo o coração vibra a essa corda de ferro. 
*

Acredita no Teu Próprio Pensamento

Acredita no teu próprio pensamento; crer que o que é certo para ti, no teu coração, o é também para todos os homens - isso é o génio. Expressa a tua convicção latente e ela será o juízo universal; pois sempre o mais íntimo se converte no mais externo, e o nosso primeiro pensamento é-nos devolvido pelas trombetas do Juízo Final. A voz da mente é familiar a cada um; o maior mérito que atribuímos a Moisés, Platão e Milton é o de terem reduzido a nada livros e tradições, e dito o que pensavam eles próprios, não o que pensavam os homens. Um homem deveria aprender a distinguir e contemplar esse raio de luz que brilha através da sua mente, vindo do interior, melhor do que o brilho do firmamento de bardos e sábios. E, no entanto, expulsa o seu pensamento, sem lhe dar importância, apenas porque é o seu.
Em toda a obra de génio, reconhecemos os nossos próprios pensamentos rejeitados; são-nos devolvidos com uma certa majestade alienada. As grandes obras de arte não nos oferecem lição mais impressionante do que essa. Elas ensinam-nos a aceitar, com bem humorada inflexibilidade, as nossas impressões espontâneas, especialmente quando todo o clamor das vozes esteja do lado oposto. Senão, um estranho dirá amanhã, com magistral bom senso, precisamente aquilo que pensamos e sentimos todo o tempo, e seremos forçados a receber de outrem, envergonhados, a nossa própria opinião.
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In Essays

A Independência da Solidão

O que me importa unicamente é o que tenho de fazer, não o que pensam os outros. Esta regra, igualmente árdua na vida imediata como na intelectual, pode servir para a distinção total entre a grandeza e a baixeza. E é tanto mais dura quanto sempre se encontrarão pessoas que acreditam saber melhor do que tu qual é o teu dever. É fácil viver no mundo de conformidade com a opinião das gentes; é fácil viver de acordo consigo próprio na solidão; mas o grande homem é aquele que, no meio da turba, mantém, com perfeita serenidade, a independência da solidão. 
*

A Ilusão da Viagem

Viajar é o paraíso dos tolos. Devemos às nossas primeiras jornadas a descoberta de que o lugar não significa nada. Em casa, imagino sonhadoramente que em Nápoles ou em Roma poderei intoxicar-me de beleza e livrar-me da tristeza. Faço as malas, abraço os amigos, tomo um vapor e, finalmente, acordo em Nápoles e lá, diante de mim, está o facto insubornável, o triste eu, implacável, idêntico, de que fugi. Visito o Vaticano e os palácios. Finjo estar intoxicado com as visitas e as sugestões, mas não é verdade. O meu gigante acompanha-me por onde vou. 
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Nenhuma Lei é Sagrada Para Mim

Nenhuma lei pode ser sagrada para mim, excepto a da minha natureza. Bom ou mau são apenas nomes, prontamente transferíveis disto para aquilo; a única coisa certa é aquela que está de acordo com a minha consciência; a única coisa errada, a que está contra ela. Na presença de qualquer oposição, o homem deve comportar-se como se tudo fosse nominal e efémero, excepto ele. Envergonho-me de pensar quão facilmente capitulamos diante de bandeiras e nomes, de grandes sociedades e instituições mortas. Todo o homem decente e bem falante afecta-me e cativa-me mais do que o devido. Eu deveria manter-me íntegro e honesto, e dizer a rude verdade de todas as maneiras. Se estiverem vestidas com a capa da filantropia, dever-se-á aceitar a malícia e a vaidade? 
*

Insiste Em Ti Mesmo

Insiste em ti mesmo; nunca imites. A todo o momento, podes exibir o teu próprio dom com a força cumulativa de toda uma vida de estudo; mas do talento imitado de outro tens apenas posse parcial e momentânea. Aquilo que cada um sabe fazer de melhor só pode ser ensinado por quem o faz. Ninguém sabe ainda o que seja, nem o pode saber, enquanto essa pessoa não o demonstrar. Onde está o mestre que pudesse ter ensinado Shakespeare? Onde está o mestre que pudesse ter instruído Franklin, ou Washington, ou Bacon, ou Newton? Todo o grande homem é único.
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In Inspiration

O Sono como Condição de Saúde

Eu presto homenagem à saúde como a primeira musa, e ao sono como condição de saúde. O sono beneficia-nos principalmente pela saúde que propicia; e também ocasionalmente pelos sonhos, em cuja confusa trama uma lição divina por vezes se infiltra. A vida dá-se em breves ciclos ou períodos; depressa nos cansamos, mas rapidamente nos relançamos. Um homem encontra-se exaurido pelo trabalho, faminto, prostrado; ele mal é capaz de erguer a mão para salvar a sua vida; já nem pensa. Ele afunda-se no sono profundo e desperta com renovada juventude, cheio de esperança, coragem, pródigo em recursos e pronto para ousadas aventuras. «O sono é como a morte, e depois dele o mundo parece recomeçar de novo. Pensamentos claros surgem firmes e luminosos, como estátuas sob o sol. Refrescada por fontes supra-sensíveis, a alma escala a mais clara visão» [William Allingham].
**
citado em Paul Morand, in 'Papéis de Identidade'

O Dicionário da Vida

A vida é o nosso dicionário. Os anos foram bem gastos quando os demos aos trabalhos do campo, ou ao comércio, às manufacturas, às relações sinceras com grande número de homens e mulheres... isto com o único fim de aprender em todas as suas realidades uma linguagem capaz de ilustrar e de encarnar as nossas percepções. A pobreza ou a riqueza do discurso de quem fala ensina-me imediatamente em que medida ele já viveu.
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In 'Sociedade e Solidão'

É o Bom Leitor que faz o Bom Livro

É o bom leitor que faz o bom livro; em cada livro, ele encontra trechos que parecem confidências ou apartes ocultos para qualquer outro e evidentemente destinados ao seu ouvido; o proveito dos livros depende da sensibilidade do leitor; a ideia ou paixão mais profunda dorme como numa mina enquanto não é descoberta por uma mente e um coração afins. 




26/04/2015

7.158.(26ab2015.21.12') Neste dia...27abril...vou rELEVAR: UM+42.avÔ, Dia Europeu da Segurança Rodoviária,Vasco Graça Moura, Lançamento do Aeroporto da Ota, Antonio Gramsci, Ralph Waldo Emerson, Fernão Magalhães e a poesia de Joaquim Pessoa:

***
2019
III-XLII
A surpreendente matéria: nEUtRIno.
Que veio de tão longe!
Que não se vê e é matéRIA.
Custa a acreDITAR nesta ciência
que nos diz que estamos rodeados de neutrinos
e que andamos contra eles a cada instante
que nos moVEMOS!
***
2018
2/42aVÔ
custa-me dizer amo-te
mas sinto-me bem a dizer
que gosto muito de tiiiii
embora
seja 1 niquinhooooo
que é muitooooo
*
concentrei-me em ti a:
CantAR-TE
ApalpAR-TE
OlhAR-TE
 seivAR-TE
armAR-TE
cavalgAR-TE
alucinAR-TE
*
inTENSAmente soRRindo
imensaMENTE voando
em cada agHora em que aconTECE tudo
indo ao acaso no viVERDADE
florindo belos gestos
vioLENTOS de terNUra
apaixonados
em liberdade
***
2017
UM+42avÔ
9.966. é a postAGEm
deDICAda ao dia 27 de abril
pela capicuite
pelo nº cuRIOso
aqui chego n1 instante
ou
ao juntar o 27 ao abril
 +1 ovo de colombo
27abril
na pesquisa google
com unir alcobaça
e aquiiiiiiiiiiiii
 chego n1 ápice
***
2016
42.avô
TU
    ÉS
*
Palavras capicuas:
Somos
Ana
Oco
*
Custa-me tanto
                  dizer NÃO
Ando há tantos anos para te dizer NÃO
                e não consigo
Porque há tantos SIMs
                no nosso asSIM
*
Ousar SER
               bandido
na escOLHA
 do que é bELO        
*
Gosto de SIMplificar
 a minha vida
          e a dos outros
Já chega de compósitos!
Não às ansiedades
viva a naturalidade
ao pensar
sem pensar no agir
ao SIMplesmente agir
Faz mbem à saúde
circular
ao acaso
mt bem orientado
 *
O que temos e Somos
revela-se no agHora
 neste instante
que pode
 SER
 o último
ou o 1.º      
***
2011
cc
chARlot
é inspiraDOR:
 acabei de reVER sMIle
 https://www.youtube.com/watch?v=RwLo8be-Yoc&list=RDisz10ai79GM&index=13
 e contiNUei neste
                         que parTIlho...
espero que gostem, aquel' abRRaço e bnoite
 https://www.youtube.com/watch?v=isz10ai79GM
*
certezas
 https://www.youtube.com/watch?v=Fi-Vu_EqjtQ&list=RDisz10ai79GM&index=2
*
 https://www.youtube.com/watch?v=gtyPoIFYGlc&index=9&list=RDisz10ai79GM
**
recomeçar dRUMMOnd
https://www.youtube.com/watch?v=fn5wXwAoDPM&index=3&list=RDisz10ai79GM
**
O tempo máRIO QUINTAna
https://www.youtube.com/watch?v=goUWkM_89TY&index=4&list=RDisz10ai79GM
***
2019...memórias deste dia:
ACORdai...Peniche...Desfile às 14h30'... partida do largo dos Bombeiros para o Forte de Peniche... inauguração do Museu Nacional da Resistência e Liberdade...
 https://www.facebook.com/LeiriaPCP/photos/a.589107381463625/819911471716547/?type=3&theater
 https://uniralcobaca.blogspot.com/2015/10/515922outu201518h-fascismo-nunca-mais.html
***
2018
 Para os que se distraíram e querem ir ao jantar de homenagem a Basílio Martins...ainda podem hoje de manhã até às 13h...
 https://www.facebook.com/jose.a.vasco/posts/10209838360710791
***
2017
 20.33'.02"...A junta de freguesia d' Alcobaça.Vestiaria, com apoio da câmara, está a melhorar o ex-espaço do mestre João Santos...Será para a associação "cerâmica de autor"...
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10211539656758480&set=pcb.10211539657758505&type=3&theater
*
 a lei fundamental...vivABRILiberdade...QU' EStuPENDOOOOOOOOOOOOO soRRiso d' ALCOBAÇA que vos abRRaça (JOANA SILVA)
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1690652590951428&set=a.102489283101108&type=3&theater
*
 Ao Teatro no CCCELA
 https://www.facebook.com/events/586526938219094/
*
 vivABRILiberdade na sede do AECister d' Alcobaça que vos abRRaça
by Vitor Xavier
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10202838575123255&set=pcb.10202838579803372&type=3&theater
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2016
s.MARtinho do porto
by João Moura

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1017991731609942&set=a.330842300324892.74493.100001973758548&type=3&theater
*
by Fernanda Matias

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1592031007791943&set=gm.10154239458993969&type=3&theater
*
by João Patrício

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=606392246179230&set=oa.10154238633073969&type=3&theater
***
2014...morreu Vasco Graça Moura...Politicamente adversários, mas
1 vivaaaaaa a bela poesia..."soneto do amor e da morte quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão."

in "Antologia dos Sessenta Anos"

http://www.uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/791027abril20141717-hj-e-dia-de-vasco.html
***
2000...lembram-se dos milhões para os estudos do novo aeroporto na OTA?...e da loucura dos municípios do Oeste incluindo Alcobaça que vos abRRaça???...EntreTANTO já houve consenso sobre Alcochete...agHORA é a tonteira do Montijo!!! 
https://uniralcobaca.blogspot.com/2010/02/2147lamentei-que-nao-tivessem.html
***
 1974...foi o povo unido...que forçou o MFA a libertar os presos políticos e...É preciso lembrar que se não fosse o POVO.MFA não teria havido revolução nenhuma!
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=523609264415257&set=a.108839462558908.15619.100002985630891&type=3&theater
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 1937...morreu Antonio Gramsci pensador marxista italiano, dirigente e cofundador, do Partido Comunista Italiano...1 vivaaaaaaaaaa à sua obra: "Os Indiferentes (11 de Fevereiro de 1917)
Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.
A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.
A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/27abril2014214-hj-e-dia-de-antonio.html
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1882...morreu  Ralph Waldo Emerson, escritor, poeta e filósofo americano
 1 vivaaaaaaaa à sua obra: "Apaixonado
A paixão desenvolve a sensibilidade; torna o rústico amável e dá coração ao poltrão. No ser mais miserável e mais abjecto, instilará a audácia e a força de desafiar o mundo, por pouco que ele seja encorajado pelo ser amado. Dando a outro, ele o dá mais a ele próprio. É um homem novo, com percepções novas, perspectivas novas e mais vivas, e uma solenidade religiosa no carácter e objectivos.
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/04/996827ab201577-ralph-waldo-emerson.html
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1791...Samuel Morse...Inventor e pintor norte - americano...
"No dia 6 de Janeiro de 1838, Samuel Morse demonstrou pela primeira vez o seu principal invento, o telégrafo, na Metalúrgica Speedwell, em Nova Jérsia, nos Estados Unidos. O telégrafo, aparelho que utiliza impulsos eléctricos para transmitir mensagens codificadas através de um cabo, revolucionaria a comunicação de longa distância, atingindo o auge de sua popularidade nas décadas de 1920 e 1930. 

Samuel Finley Breese Morse nasceu em 27 de Abril de 1791, em Charlestown, Massachusetts (EUA). Frequentou a Universidade de Yale, demonstrando interesse em artes e em electricidade, ainda nos primeiros anos. Após a faculdade, Morse tornou-se pintor. Estudou artes plásticas em Inglaterra e, ao regressar aos EUA, alcançou considerável reputação como pintor de retratos, tornando-se um dos fundadores da Academia Nacional de Desenho e, posteriormente, professor de Belas Artes.  Em 1832, viajando de navio da Europa para os EUA, tomou conhecimento das novidades no campo da electromagnética, em especial a ideia de André-Marie Ampère para um transmissor eléctrico, veio-lhe à mente construir um telégrafo eléctrico. Na época, Morse não tinha a menor ideia de que outros inventores já estavam a trabalhar com esse conceito. 



Morse levou muitos anos a desenvolver um protótipo. Chamou dois amigos, o físico Leonard Gale e o mecânico Alfred Vail, para ajudá-lo. Em 1838, demonstrou o seu invento, servindo-se de um código (o Código Morse) em que pontos e traços representavam letras e números. 


Em 1843, Morse finalmente convenceu o Congresso dos EUA a financiar a construção da primeira linha telegráfica no país, de Washington a Baltimore. Em Maio de 1844, Morse despachou o primeiro telegrama oficial por cabo, com a mensagem: “What hath God wrought!". A originalidade de Morse como inventor do telégrafo foi bastante questionada na França, no Reino Unido e na Alemanha, assim como a do seu código que não diferia muito de códigos publicados anteriormente. 



Ao longo dos anos seguintes, companhias privadas, servindo-se da patente de Morse, estenderam linhas telegráficas em todo o nordeste do país. Em 1851, foi fundada a companhia telegráfica New York and Mississippi Valley Printing, que mais tarde mudaria o seu nome para Western Union. Em 1861, a empresa concluiu a sua primeira linha transcontinental através dos EUA. Cinco anos depois, foi construída a primeira linha permanente bem-sucedida através do Oceano Atlântico e no final do século sistemas telegráficos já estavam instalados na África, na Ásia e na Austrália. 



Como as companhias telegráficas cobravam por palavra, tornou-se comum falar-se de "linguagem telegráfica", caracterizada por texto bastante sucinto, sem importar se continham boas ou más notícias. A palavra stop (pausa) que não era cobrada, costumava ser utilizada em lugar de toda uma frase, dependendo da combinação prévia entre o emissor e o receptor. Em 1933, a Western Union introduziu os telegramas sonoros, com músicas dedicadas a datas especiais como o Natal. Durante a Segunda Guerra Mundial, os norte-americanos tinham verdadeiro pavor da chegada dos carteiros da Western Union, já que as forças armadas utilizavam o telegrama para avisar as famílias da morte de soldados. 



No decurso do século XX, as mensagens telegráficas foram sendo amplamente substituídas pelas ligações telefónicas de longa distância, mais baratas, em que se podia dialogar imediatamente e tratar de muitos assuntos mais longamente, pelo fax e, mais recentemente, pelo correio electrónico (e-mail). A Western Union despachou o seu último telegrama em Janeiro de 2006. 
Morse era um líder no movimento  anti-catolicismo nos Estados Unidos e anti-imigrantes em meados do século XIX. Morse trabalhou para unir os protestantes contra instituições católicas (incluindo escolas), e queria proibir a participação dos católicos em cargos públicos, e limitar a imigração de países católicos. 
Samuel Morse morreu rico e famoso em Nova Iorque em 2 de Abril de 1872, aos 80 anos."
http://uniralcobaca.blogspot.com/2019/04/864727ab201999-samuel-morse.html
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1759...Mary Wollstonecraft...Escritora e pioneira do movimento sufragista
https://uniralcobaca.blogspot.com/2018/09/784810setembro201899-mary.html
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1521...morreu  Fernão Magalhães navegador português (em combate nas Ilhas de S. Lázaro, Filipinas)
1 vivaaaaaaaaaaaaa à navegAÇÃO portuguesa
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/791127abril20142020-hj-e-dia-de-fernao.html
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 e a poesia de Joaquim Pessoa:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=840624689306029&set=gm.928801597161951&type=1&theater
O DISCURSO
O discurso, o público discurso, dizia que, mais do que, era
preciso que; e que, ainda que fôssemos capazes de, mesmo
assim era preciso que. Sem o conseguirmos era impossível
que, antes de, nós tivéssemos com que, sem o que, nós te-
ríamos de passar um mau bocado, o que, era urgente evitar
a todo o custo, antes de, sermos obrigados a viver sem de
e sem que.
in CADERNO DE EXORCISMOS
Moraes Editores, 1983
imagem da Web sem autor identificado
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O MEU CANTO
Meu canto. Uma guitarra portuguesa
dedilhada no sangue até doer!
Doze cordas de mágoa e de tristeza
e a pátria toda inteira por haver.
Por ela ergo a pena. E não me rendo.
E não me calo. E solto os meus cavalos
que a trote ou a galope vão correndo
sem que nada ou ninguém possa amarrá-los.
E vingo a minha rosa. A minha espada.
O poeta não dorme quando há tanto
desengano na pátria amordaçada.
Não é a doce voz. Não é o pranto.
Nem flor de verde pinho desbotada.
A luta do meu povo é o meu canto!
in AMOR COMBATE.
*
https://www.facebook.com/112890882080018/photos/a.114014221967684.7650.112890882080018/837438282958604/?type=1&theater

 in VOU-ME EMBORA DE MIM (Litexa, 2002)

CANTA

Atreve-te a julgar. Julga os outros julgando-te a ti mesmo.
A natureza das coisas é a tua natureza. Respira-te, despe-te,
faz amor com as tuas convicções, não te limites a sorrir
quando não sabes mais o que dizer. Os teus dentes estão
lavados, as tuas mãos são amáveis, mas falta-te decisão 
nos passos e firmeza nos gestos. Procura-te. Tenta encontrar-te
antes que te agarre a voracidade do tempo. Faz as coisas com
paixão. Uma paixão irrequieta, que não te dê descanso
e te faça doer a respiração. Aspira o ar, bebe-o com força,
é teu, nem um cêntimo pagarás por ele. Quanto deves
é à vida, o que deves é a ti mesmo.

Canta.

Canta a água e a montanha e o pescoço do rio,
e o beijo que deste e o beijo que darás, canta
o trabalho doce da abelha e a paciência com que crescem 
as árvores, canta cada momento que partilhas com amigos,
e cada amigo como um astro que desperta
no firmamento breve do teu corpo. 
E canta o amor.

E canta tudo o que tiveres razão para cantar.
E o que não souberes e o que não entenderes, canta.
Não fujas da alegria. A própria dor ajuda-te a medir
a felicidade. Carrega nos teus ombros
os séculos passados e os séculos vindouros,
muito do pó que sacodes já foi vida, talvez beleza, orgulho,
pedaços de prazer. A estrela que contemplas talvez já não
exista, quem sabe?, o que te ajudou a ser vida
de quantas vidas precisou. Canta! 

Se sentires medo, canta.
Mas se em ti não couber a alegria, não pares de cantar.
Canta. Canta. Canta. Canta. Canta. Constrói o teu amor,
vive o teu amor, ama o teu amor. De tudo
o que as pessoas querem, o que mais querem é o amor.
Sem ele nada nunca foi igual, nada é igual,
nada será igual alguma vez.

Canta.

Enquanto esperas, canta.
Canta quando não quiseres esperar.
Canta se não encontrares mais esperança.
E canta quando a esperança te encontrar.
Canta porque te apetece cantar e porque gostas
de cantar e porque sentes que é preciso cantar.
E canta quando já não for preciso. Canta
porque és livre. E canta se te falta
a liberdade.

Fotografia: Searching for That Sound, de Odd Jeppesen

*(CC)

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