17/08/2015

9.975.(17ag2015.8.8') Rabindranath Tagore

Nasceu a  7maio1861
e morreu a 17ag1941
***
Via Lusa:
"Não podes ver o que és. O que vês é a tua sombra".
 escritor indiano, 
Nobel da Literatura 1913.
***
biografia

http://www.biografiasyvidas.com/biografia/t/tagore.htm
***
Via Citador:
http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/rabindranath-tagore
Quanto maiores somos em humildade, tanto mais próximos estamos da grandeza

*
Onde o espírito não teme, a fronte não se curva.
*
Se de noite chorares pelo sol, não verás as estrelas.
*
Se choras porque perdeste o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas.
*
O bosque seria muito triste se só cantassem os pássaros que cantam melhor.
*
Há triunfos que só se obtêm pelo preço da alma, mas a alma é mais preciosa que qualquer triunfo.
*
Compreendemos mal o mundo e depois dizemos que ele nos decepciona.
*
A terra é insultada e oferece as flores como resposta.
*
São as lágrimas que dão à terra o sorriso florido.
*
Uma verdadeira amizade é como a fosforescência, resplandece melhor quando tudo escureceu.
*
O maior vai de boa mente com o mais pequeno. O medíocre vai sozinho.
*
Agradeço não ser uma das rodas do poder, mas sim uma das criaturas que são esmagadas por elas.
*
Formosura, procura encontrar-te no amor, não na adulação do espelho.
*
O amor é um mistério sem fim, já que não há nada que o explique.
*
A falta de amor é um grau de imbecilidade, porque o amor é a perfeição da consciência.
*
A inteligência aguda e sem grandeza tudo fura e nada move.
*
Nem por crescer em poder chegará o falso a ser verdadeiro
*
Não é tarefa fácil dirigir os homens; empurrá-los, pelo contrário, é muito simples.
*
O meu poema é a resposta da alma ao apelo do universo.
*
É tão fácil esmagar, em nome da liberdade exterior, a liberdade interior.
*
O homem, quando é animal, é pior do que o animal.
*
Se fechar a porta a todos os erros, a verdade ficará lá fora.
*
O trabalho só nos cansa, se não nos dedicarmos a ele com alegria.
*
Aos que me são queridos, deixo as coisas pequenas. As grandes são para todos.
*
Mantém-te a flutuar por todos os meios; porém, se te for impossível, tem o valor de te afundares sem ruído.
*
Vivemos no mundo quando o amamos.
*
Os homens são cruéis, mas o homem é bom.
*
O que se ocupa demasiado a fazer o bem não tem tempo para ser bom.
*
O cãozinho rafeiro suspeita de que toda a gente conspira para lhe roubar o lugar.
*
Não há mais do que uma história: a história do homem. Todas as histórias nacionais não são mais do que capítulos de uma maior.
*
O único mundo da mulher é o coração do homem.
*
A vida de um poeta é como uma flauta na qual Deus entoa sempre melodias novas.
*
O poder infinito de Deus não está na tempestade, mas na brisa.
*
Religião: a nossa amiga neste mundo e companheira no outro.
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O carimbo da morte é que dá o seu valor à moeda da vida e a torna capaz de comprar o que tem valor real.

Pássaros Desgarrados

13/08/2015

9.974.(13ag2015.8.8') 63RC2013.2017...14ag2015.16he30'...Extraordinária...Aqui ficará a Ordem de Trabalhos e o registo pessoal da Vanda Marques

em construção
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Segundo informação da Vereadora Vanda Furtado Marques:
NÃO HÁ ORDEM DE TRABALHOS
e
Não há documentos para consulta
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Será a dívida à CGD?
Centros Escolares?
Pavilhão de Évora?
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Registo Pessoal da Vereadora Vanda Furtado Marques:
A reunião foi secretariada pela Helena Barbosa e pelo Carlos Freire.
*
O Presidente da Câmara informou:
1. da situação complicada que está a passar a Fundação Manuel Clérigo (São Martinho do Porto) tendo mesmo havido um pedido demissão de um dos membros indicados  pela Câmara (ou Presidente da Câmara). Os Estatutos da Fundação têm de serem actualizados em breve...

2. a área de delimitação da Área de Reabilitação Urbana, que teve como filosofia as áreas de maior necessidade de reabilitação.


3. como tinham sido distribuídos os fundos europeus na oesteCIM.

Reclamei entrega de documentação e ainda não a recebi!
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11/08/2015

9.928.(11ag2015.8.8' ) Edith Warton

Nasceu a 24jan1862
e morreu a 11ag1937
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Via Pensador:
Abram bem o vidro. Deixem-me beber o dia!
*
Há duas maneiras de espalhar a luz: ser a vela ou o espelho que a reflecte.
*
A verdadeira solidão é viver entre todas essas pessoas amáveis que só pedem para fingir.
*
Se pelo menos não vivêssemos tentando ser felizes, até que poderíamos nos divertir bastante.
*
Ele desejava-a tal como ela era e não como ela gostaria de ter sido.

*
Há senhoras que seguem a cultura em bandos, como se fosse perigoso encontrá-la sozinhas.

***

***
autora de "A Idade da Inocência" 

http://hasempreumlivro.blogspot.pt/2009/10/idade-da-inocencia-de-edith-wharton.html
Edith Jones, Wharton pelo casamento, nasce em 1862 em Nova Iorque, no seio de uma
 sãs famílias mais tradicionais e abastadas da Costa Leste. Educada na Europa, movimenta-se
 dentro do círculo das elites de ambos os continentes, no ambiente restrito da aristocracia e 
da alta burguesia financeira, deparando-se com o desafio imposto pela sua personalidade 
anti-convencional em vencer os preconceitos típicos de uma sociedade ultra-conservadora 
para fazer aquilo de que mais gosta: escrever e publicar.
Aos 23 anos casa com o banqueiro Edward Robin Wharton, de quem se divorcia vinte e
 oito anos depois.
A sua primeira publicação de sucesso data de 1902 com 
The Valley of Decision. Antes tinha 
escrito The Touchstone (1900). No entanto, o primeiro grande romance só é publicado em 1905, 
coincidindo com a época do divórcio, cuja temática incide numa virulenta crítica à alta 
sociedade norte-americana.
O pendor realista está muito presente na obra desta autora, de espírito inconformista, o que 
se evidencia sobretudo em Ethan Frome (1911) a enfatizar a luta individual face à pressões sociais 
orientadoras da conduta; e, também, em The Custom of the Country de 1913. Mas é com A Idade da
 Inocência que em 1921 obtém o Prémio Pulitzer e o reconhecimento internacional como escritora. 
Contou, também, com o apoio incondicional de um grande amigo, o escritor Henry James,
 nome que dispensa apresentações.

Edith Wharton passa a viver em Paris, a partir de 1907 e, em 1915, é condecorada com
 a Legião de Honra Francesa pelo auxílio prestado a refugiados de guerra. Virá a falecer
 em França, na localidade de Saint-Brice-sous-Fôret, em 1936.

A trama de A Idade da Inocência gira à volta de um triângulo amoroso composto por 
Newland Archer, advogado, oriundo de uma família abastada, gestor das propriedades
 do vasto clã que inclui a própria família e a da mulher. As suas inclinações afectivas 
colocam-no num dilema que opõe o seu carinho por May – a jovem com quem parece 
destinado a casar-se e que perece reunir todos os atributos considerados válidos e que 
a tornam elegível para esposa de alguém com os pergaminhos de Newland – à paixão 
que nutre pela Condessa Olenska que, após passar uma longa temporada na Europa 
regressa, divorciada e com modos afrancesados, a remeter levemente para a licenciosidade 
da corte de Versailles no tempo do Rei-Sol.

Archer é, também, um jovem de espírito inconformista – mas só em privado – que é sufocado 
pelo apertadíssimo espartilho das normas de conduta social, num meio onde a aparência
 de verticalidade e uma reputação sem mácula é tudo o que conta para a preservação do 
prestígio social desejável para se ser um modelo de conduta, invejado e imitado pelos 
demais. O equilíbrio precário entre impulsos e desejos a necessidade de submissão às 
convenções associados ao medo de se ser marginalizado levam Archer ao dilema 
existencial no qual reside o motor de desenvolvimento da narrativa.
May, a jovem com quem Archer é por todos os que o rodeiam subtilmente pressionado 
a casar, tem todas as qualidades que é suposto reunir uma jovem esposa de um 
advogado em início de carreira. Muito jovem, inexperiente, amante do exercício
 físico intenso, May não partilha do entusiasmo de Newland Archer pelas artes
 plásticas, arquitectura e paixão pelas letras. Talvez por a família da própria May 
ser de índole essencialmente pragmática, com os interesses centrados exclusivamente 
nos negócios e na vida social, os Weelland não conseguem interessar-se por actividades 
do foro intelectual senão superficialmente. A forma como May foi educada teve como 
prioridade o apego excessivo às convenções, o que cria algumas dificuldades no que 
respeita à conciliação das próprias afinidades com as de Archer. May é uma mulher
 inteligente mas frívola, com capacidade para amar mas a quem a educação revestiu
 de uma camada de gelo de tal forma espessa que se torna impossível de derreter. May
 tem sempre o gesto e o tom de voz certo para cada ocasião, tendo também desenvolvido
 a capacidade de colorir uma contrariedade ou censura com um sorriso ou uma frase 
apaziguadora. No entanto, esta característica acabará por fazer dela uma pessoa 
dissimulada e incapaz de enfrentar as situações, preferindo optar pela manipulação.

Ellen Olenska, legalmente casada com um aristocrata europeu reside em Paris. Prima 
de May, foi educada pela irreverente tia Medora Manson e pela maliciosa e condescendente 
Avó Catherine, as quais ajudaram a moldar uma personalidade tão inconformista quanto 
a de Archer. Após escandalizar a ultra-conservadora elite da costa este nova-iorquina, 
ao debutar com um vestido de cetim preto. Casa-se com um nobre da Europa do Leste, 
mudando-se para o Velho Continente, onde vive durante largos anos, numa atmosfera
 de luxo rendilhado de boémia, mas onde é respeitada. O fracasso do casamento com um 
marido de personalidade autocrática, além de dissipador, leva-a a regressar ao ninho da 
família de origem em busca de refúgio. Ao chegar, depara-se com a muralha das convenções. 
Todos parecem estranhar a sua maneira de vestir, ao olhar desconfiadas a figura da Condessa,
 desta vez num vestido de corte império, totalmente deslocada da figura estilizada das damas
 do início da belle époque, que olham com receio os seus modos exuberantes, recheados
 de estrangeirismos. No entanto, o principal motivo de receio é que a nódoa que constitui
 o estigma social altamente pejorativo de “mulher divorciada”, possa macular, de alguma 
forma, a aparência impoluta da imagem moral da família Weelland-Archer. O que mais 
abominam é a publicidade negativa que possa ser associada a um escândalo de ordem
 sentimental. Por isso, não é de estranhar que seja precisamente a família mais próxima 
a recear a presença da condessa Olenska. Sobretudo pela possibilidade de esta desviar
 a atenção de Archer relativamente à noiva. Por outro lado, temem a possibilidade de os 
seus pares lhe virarem as costas, recusando-se a sentar à mesa com uma mulher “transviada”.
 Na realidade, a maior parte dos convidados para o jantar de boas vindas a Olenska declina 
o convite. Para isso, será necessário recorrer aos Van der Luyden, o casal mais idolatrado 
e inacessível da Costa. O controlo social é apertadíssimo contando, para tal, com a minúcia
 que raia a mesquinhez dos árbitros das elegâncias, peritos em mexericos, como Sillerton
 Jackson que se entretém a apontar as supostas falhas dos outros de forma a desviar a
 atenção da própria conduta.


Olenska gosta de quebrar convenções a cada momento, apesar dos esforços para não o 
fazer – tanto na forma de vestir como na conduta em sociedade como, por exemplo,
 ao falar com homens, nem sempre bem conceituados no que toca a respeitabilidade 
com as mulheres, a qualquer altura do dia, independentemente do estado civil.
No entanto, a superioridade do carácter de Olenska destaca-se pela coerência com que
 ultrapassa convenções sem se sujeitar aos convencionalismos impostos pela opinião
 pública acerca de si própria. Sobretudo a de quem a não conhece directamente, a ela
 e às circunstâncias em que toma determinadas atitudes.

Quando Mrs Beaufort cai em desgraça, devido à imprudência do marido nos negócios,
 a solidariedade de Olenska para com a prima é de uma coragem a toda a prova, 
ao contraria a atitude dos seus pares, que decidem votar o casal ao ostracismo, 
mediante um imprudente lance financeiro. Defendem, também, que uma escolha 
mal calculada deve ser mantida indefinidamente.


Perante isto, Olenska escolhe desde cedo, viver de acordo com as próprias regras
e ser ela própria a seleccionar as suas amizades. Primeiro, num contexto social onde 
lhe é permitido fazê-lo, como a Paris da viragem do século XIX para o século XX, 
onde conquista o prestígio social por mérito próprio, depois junto da família de origem,
 após o divórcio e, por último, novamente em Paris. Outro aspecto que faz com que
 Olenska se destaque da tribo a que pertence tem a ver com o estratagema “airoso”,
 dotado de falsa solidariedade, com que esta se tenta livrar dela, como o elemento incómodo,
 fazendo questão de sempre se afirmar como dona do seu próprio nariz e fazer o que 
muito bem entende. A própria família Van der Luyden, idolatrada pela mesma tribo
 como o protótipo da perfeição, acaba por ajudar a família de Ellen e May na altura 
de se livrarem daquela por a considerarem uma ameaça ao casamento de May. Para tal, 
organizam-lhe um jantar de despedida como se a homenageassem. Nesse momento, 
Ellen Olenska apercebe-se que todos a tomam por amante de Archer. Na realidade este chega, 
por duas vezes, a pensar em abandonar a cidade e traçar um plano de vida em comum 
com Olenska. Mas acaba sempre por ceder às pressões familiares, quer antes quer 
depois do casamento.

No epílogo, percebemos o lento processo de mudança, a marcar o comportamento 
das gerações seguintes, numa perspectiva optimista que transparece no discurso
 da Autora. Nos mais velhos, as atitudes e inibições solidificadas durante tantos anos,
 tendem a persistir. Só os jovens se movimentam segundo outras premissas. Assim se explica
 a atitude passiva de Archer numa altura em que poderia ter invertido o rumo das vidas de ambos, 
deixando-se levar pela inércia e comodismo. Atitude que transporta consigo, ao longo de toda
 a vida, passadas cerca de duas décadas. Isto porque a acção do tempo colabora no sentido da
 erodir a vontade e a iniciativa. Trata-se de uma das ideias mais importantes que a Autora
 pretende transmitir: Archer, após analisar todo o leque de oportunidades perdidas, 
apercebe-se de que viveu uma felicidade a meia haste, sem usufruir de todo o seu potencial.


Nesta fase da vida, Archer observa o comportamento dos jovens da geração a que pertencem 
os seus próprios filhos e de May, nos anos vinte do novo século, cuja mentalidade revolucionária 
favorece o afrouxamento das convenções, tal como acontece no vestuário, onde é abolido 
o espartilho e as saias começam a deixar ver as pernas.


Também nesta altura as fronteiras entre as classes sociais parecem ter ficado mais permeáveis, 
permitindo por exemplo, o fechar de olhos relativamente à origem de algumas fortunas. 
A mudança geracional ocorrida nos E.U.A., neste curto espaço de tempo, acompanha a 
evolução tecnológica, com a introdução e a disseminação do uso do telefone, as viagens
 mais rápidas. Tudo factores que aproximam a pessoas e agem como facilitadores da
 interacção social no sentido de permitirem ultrapassar algumas barreiras, desmantelar
 alguns preconceitos e desvalorizar estereótipos.


No entanto, a mensagem mais importante do romance é aquela que é introduzida por
 Ellen Olenska quando se refere à figura da Górgona que, ao contrário da lenda, não transforma
 propriamente os homens - ou as mulheres – em pedra. Apenas os endurece, no sentido 
em que “seca as lágrimas”. É a perda da inocência, onde o homem ganha, em troca,
 a resistência ao sofrimento. Ambos - inocência e sofrimento - se desintegram, devassados 
pela fria luz da realidade.


Onde o preço a pagar será, talvez, as emoções, doravante petrificadas…

Cláudia de Sousa Dias
*
Com direção de Martin Scorsese, A Época da Inocência traz Daniel Day-Lewis, Michelle Pfeiffer e Winona Ryder no elenco.
https://www.youtube.com/watch?v=-HbZmFd8ONY
***

10/08/2015

5.139.(9ag2015.8.8') Protecção Civil

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Há que denunciar à Protecção Civil concelhia todos os sítios perigosos
que não cumprem a lei...
smpc@cm-alcobaca.pt
*
Linha de Apoio 800 246 246
Linha de apoio social para vítimas 144
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PCP e a floresta
Os trágicos acontecimentos corridos no incêndio iniciado em Pedrogão reavivaram a questão da Floresta, do seu ordenamento e da sua protecção e valorização. O debate político que na sua sequência acompanhou o processo de aprovação da chamada «Reforma Florestal», feito em condições de tempo e aprofundamento distante do que a gravidade e seriedade do problema exigia, tende a iludir uma questão essencial: a de que sem prejuízo do aperfeiçoamento legislativo (para o que o PCP contribuiu) subsiste o problema dos meios, do financiamento e dos recursos humanos que por razões orçamentais tem sido negados por sucessivos governos à Floresta.
O presente dossier cumpre dois objectivos objectivos: divulgar e fundamentar a intervenção do PCP neste processo mais recente, desfazer equívocos, deturpações e falsificações; relembrar o longo e coerente percurso de intervenção do PCP sobre esta matéria.
http://www.pcp.pt/pcp-floresta
***
jan2018
finalmente está a ser reflorestado o terrítório do incêndio de
Pataias...2015...que chegou perto das piscinas e do Lar/ATL de Pataias
"No âmbito do Serviço Publico das nossas equipas de Sapadores Florestais demos início à plantação de pinheiros mansos e pinheiros bravos na Alva de Pataias na área ardida no ano 2015."
Foto de Associação Apfcan.
Foto de Associação Apfcan.
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1663952180330311&id=951527054906164
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31ouTUbro2017
Pirocumulonimbo

https://www.dn.pt/portugal/interior/pirocumulonimbo-o-fenomeno-que-pode-estar-na-origem-dos-fogos-de-15-de-outubro-8883123.html
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21noVEM2017
Requerimento de Informação sobre Plano Municipal de Emergência e sobre medidas concretas para a prevenção e combate aos incêndios

Na última Assembleia Municipal fizemos uma intervenção política, mais uma vez, sobre a questão da prevenção e do combate aos incêndios.
Estávamos todos chocados com o que tinha acontecido no norte do distrito de Leiria, em Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos. Alguns criticaram-nos mas depois tivemos, nós, também um grande sofrimento em bens com o incêndio de 15.16 de Outubro de 2017, na União de Freguesias de Pataias e Martingança.
Para além da solidariedade queremos algumas informações objectivas essenciais.

Solicitamos assim,
ao abrigo da alínea f) do n.º 1 do art. 53.º do dec.lei. 169/99, com a actual redacção na Lei 5-A/2002 de 11 janeiro a informação seguinte:

- Cópia do Plano de Emergência Municipal;
- Explicitação do que foi feito, duma forma sucinta, de concreto no nosso concelho após a referida Assembleia Municipal;
- Onde está o relatório objectivo e pormenorizado sobre o que aconteceu no nosso concelho em 15.16 de Outubro 2017 e o que foi implementado a seguir?
- O que o município fez em defesa das suas propriedades florestais?
- O que tem feito a Protecção Civil para evitar uma catástrofe na envolvente a diversos lugares do nosso concelho, rodeados de floresta, com imenso combustível, que poderá acontecer como aconteceu em tantos sítios que vimos em Junho e em Outubro e em tantos dias de anos anteriores?
- Porque é que os furos de alta qualidade de água existentes, nomeadamente em Coz, não estão em rede de forma alternativa ao da Ribeira das Paredes?
- Quando se prevê fornecimento de água com qualidade que evite que as freguesias do norte tenham de ferver a água para poderem consumir?


Os Eleitos da CDU
Clementina Henriques

Luís Crisóstomo
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O que enviei ao PCâmara
ainda como vereador e nada me respondeu
16, 17 e 18ouTUbro2017
Mais esclarecimentos sobre os incêndios de domingo 15ouTUbro2017
18ouTUbro2017
16out2017...48h depois dos 2 incêndios (não foi 1...Foram 2: Falca/Légua e Burinhosa) tivemos esta nota no site da Câmara que faço partILHA, em baixo...
Hj: 18ouTUbro2017...
13h20' via sapo24 (ver partILHA em baixo) :
"Os fogos que no domingo deflagraram na freguesia de Pataias consumiram pelo menos 2.700 hectares de floresta e destruíram uma dezena de casas de segunda habitação entre a Praia da Légua, Vale Furado e Paredes da Vitória."
11.11'.11"
4 dias depois...Temos direito
a toda a verdade...Bem sabemos que se defendeu muito património e que devemos valorizar quem combateu os 2 incêndios...PCâmara atendeu-me a chamada e não podia informar-me, naquela aflição, de nada...Nunca + se lembrou d' informar-me... eram 18h de sábado...Ontem contactei o responsável da Protecção Civil para fazer uma informação rigorosa sobre o que se passou...Quem causou as 2 ignições? O que falhou depois de tantos casos com sucesso? O vento para norte teve a ver com o furacão Ophelia??? Se o vento estivesse para Nascente que soluções havia na Burinhosa, Pataias? Alpedriz?Mélvoa? Martingança?...Porque não há aceiros que evitem a propagação? Vale Furado não teve apoio nenhum? Quantas casas destruídas? Quantas se defenderam com êxito? As propriedades municipais por estarem com combustível prejudicaram propriedades de munícipes que tinham bem cuidadas as suas? Alguns feridos? Houve concertação de ações entre o Estado e os municípios da Mgrande e Alcobaça para prevenir a defesa das matas nacionais? O rescaldo não devia estar a acontecer às 8h33' do dia 17, quando havia uma casa a fumegar, na Légua e eu tive que ir ao quartel dos BV Pataias avisar, por não haver rede? Percorri 11km sem ver GNR ou alguma equipa de bombeiros...Foi reacendimento nos 2 incêndios?...
Os SM não deviam informar sobre o abastecimento de água? Com a chuva que atenuou o esforço dos Soldados da Paz não havia que prevenir a qualidade da água fornecida?
 Se falhar a fonte principal d' abastecimento d' água ao norte do concelho, já estamos com rede aos melhores furos de Coz/Ribeira do Pereiro? 
Prejudicados vão ter gabinete de apoio para candidaturas de apoio à programas especiais?
*
17ouTUbro2017...8.44'.8"...
Légua...Tive qu' interromper a reportagem para ir ao quartel dos BVPataias...casa a fumegar...não tinha rede...
.dizem que o furacão ophelia tb aumentou esta tragédia...
Esperamos +1x, que desta vez, vamos aprender, UNIR e fazer o que URGE FAZER no ordenamento florestal e na prevenção...no combate, viu-se, que quanto + se investiu, menos resultados obtivemos!!!
 7h7'7"...1 bravíssimoooooooooooooo para tantos que combateram as chamas...
Felizmente em Alcobaça,
 não tivemos vítimas, não tivemos empresas destruídas...O abastecimento de água ao norte do concelho foi retomado...Os helicópteros  actuaram em determinados momentos que a fumarada permitia e foram decisivos...Continuamos sem saber quem foi (foram) causador dos 2 incêndios gravíssimos de Pataias...
***
15ouTUbro2017
17.17.17"
Telefono ao PCâmara
responde-me que agora não dá
mas que depois me telefona
NUNCA + TELEFONOU!!!
***
22jun2017
Os carvalhos e castanheiros são árvores bombeiras...

http://www.jn.pt/nacional/interior/quinta-rodeada-de-carvalhos-e-castanheiros-escapou-ao-fogo-8583333.html
***
20 jun2017
continuam a criticar-me pela minha posição preocupada com ALCOBAÇA...
Mas será que nós não temos sítios perigosos que temos de atacar já, antes de acontecer desgraças?
*
as estórias dramáticas
narradas pelos que sobreviveram
*
na estrada nacional morreram 47!!!
estradas nacionais e municipais deviam ser verdadeiros asseiros...
*
o telheiro salvador
com tanque com água corrente
*
30 mil ha ardidos + de 60 mortes
*
Não há sapadores florestais...Deviam ser 500...Em 2016 só havia 250...
Só agora o Ministro concretizou para +20 a promessa do ano passado e de março 2017...
**
Agostinho Lopes:
http://www.abrilabril.pt/pedrogao-uma-raiva-sem-fim
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19jun2017
http://www.dn.pt/lusa/interior/incendios-pcp-de-leiria-pede-celeridade-no-apoio-do-governo-a-vitimas-8570574.html
*
Deputados do PCP no Parlamento Europeu solicitam medidas urgentes e de carácter excepcional para apoio às vítimas do incêndio de Pedrógrão Grande e para reparação de danos
http://www.pcp.pt/deputados-do-pcp-no-parlamento-europeu-solicitam-medidas-urgentes-de-caracter-excepcional-para-apoio
Os deputados do PCP no Parlamento Europeu, em face da tragédia resultante do incêndio que lavra desde sábado no concelho de Pedrogão Grande e outros concelhos adjacentes, expressam a sua profunda consternação pela perda de vidas humanas, dirigem aos familiares das vítimas a sua solidariedade e as suas sentidas condolências e fazem votos para que todos os feridos se restabeleçam tão rapidamente quanto possível.
Na sequência dos compromissos já assumidos publicamente, e depois de informados sobre a situação no terreno e amplitude da tragédia, os deputados do PCP no Parlamento Europeu tomaram a iniciativa de questionar a Comissão Europeia sobre quais as medidas urgentes que no plano da União Europeia possam ser mobilizadas para apoiar as vítimas da catástrofe e para acorrer à necessidade de reparação de danos provocados pelo incêndio.
Os deputados do PCP solicitaram a adopção de medidas de carácter exepcional, nomeadamente a exclusão, para efeitos de apuramento do défice orçamental, de todas as verbas que Portugal terá de mobilizar para reparar danos, apoiar as vítimas e implementar medidas de prevenção e de protecção civil que defendam as populações face à ocorrência de catástrofes semelhantes. Algo que encontra precedente recente, por exemplo, em França, na sequência dos atentados terroristas que ali tiveram lugar.
Numa altura em que a recorrência de incêndios, incluindo de grandes proporções, registada ao longo dos últimos anos, adensa justificadas preocupações quanto aos que os próximos meses nos poderão reservar, os deputados do PCP no Parlamento Europeu chamam a atenção para a necessidade de se avançar na concretização de medidas há muito propostas mas não levadas à prática no âmbito do relatório sobre “uma abordagem comunitária à prevenção de catástrofes naturais e provocadas pelo homem”, da responsabilidade dos deputados do PCP, aprovado pelo Parlamento Europeu em 2010.
Os deputados do PCP no Parlamento Europeu chamam especial atenção para a necessidade de medidas de prevenção estrutural, de ordenamento florestal e de defesa da floresta contra incêndios. Mais sublinham que os problemas da floresta portuguesa e as catástrofes que, ano após ano, a atingem, são inseparáveis das consequências no plano nacional da Política Agrícola Comum e suas sucessivas reformas, do desaparecimento de muitos milhares de explorações familiares, da desertificação do mundo rural e do interior do País e das suas consequências no plano do ordenamento do território e do manto florestal.

*

Posições Políticas

Sobre o incêndio em Pedrogão Grande e concelhos adjacentes

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NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DA DOR LEIRIA DO PCP
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Face à tragédia resultante do incêndio que afecta o concelho de Pedrogão Grande e outros concelhos adjacentes a Direcção da Organização Regional de Leiria do Partido Comunista Português:

1 - Expressa a sua profunda consternação pela perda de vidas nesta catástrofe – tão mais dolorosa quanto em tão elevado numero - e expressa os seus pêsames e sentimentos de solidariedade a todos os familiares e amigos das vítimas.

2 – Sublinha, valoriza e expressa o seu reconhecimento pelo abnegado e corajoso trabalho dos bombeiros e de outros profissionais da protecção civil, realizado em condições atmosféricas manifestamente difíceis e profundamente adversas à missão de combate a incêndios.

3 - Considera que as autoridades competentes, nomeadamente o Governo português, devem tomar todas as medidas adequadas à gravidade da situação e decidir celeremente de todos os apoios do Estado possíveis para apoiar os que perderam os seus entes queridos, as suas habitações, explorações agrícolas, florestais ou outros bens materiais.

4 - Informa que envidará esforços imediatos para, por via do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República e dos Deputados do PCP no Parlamento Europeu, avaliar e canalizar todos os apoios que possam fazer frente aos prejuízos e danos resultantes da tragédia que se abateu sobre estes concelhos do norte do Distrito de Leiria.
Para tal uma delegação da Direcção da Organização Regional de Leiria deslocar-se-á hoje durante o dia às áreas afectadas para avaliar das consequências desta tragédia e das medidas a serem tomadas. De igual forma o deputado Bruno Dias integrará uma delegação parlamentar com o objectivo de avaliar a situação no terreno.

5 - A DORLEI do PCP sublinha que a tragédia hoje vivida, mais do que servir para dirimir argumentos sobre responsabilidades, deve obrigar à reflexão imediata e à decisão sobre medidas em três aspectos essenciais:
a) Os meios que a Protecção Civil tem ao seu dispor para o combate aos incêndios, tendo em conta o quadro climatérico que será, previsivelmente, bastante adverso, nomeadamente quanto a investimentos em meios terrestres e aéreos e outros equipamentos colectivos.
b) - As condições de intervenção dos operacionais que estarão no terreno durante as fases mais agudas da época de incêndios - nomeadamente quanto à formação ministrada;  aos equipamentos individuais; às condições materiais para o desenvolvimento das suas tarefas (designadamente quanto à valorização do pagamento às Equipas de Combate a Incêndios Florestais); e quanto à disponibilidade de meios humanos nas corporações de bombeiros tendo em conta os graves problemas sociais que persistem e o elevado nível de emigração com especial incidência nas regiões rurais
c) - O trabalho de prevenção de incêndios e defesa da floresta. Neste aspecto o PCP relembra a sua posição – atempadamente expressa - de que a “Reforma Florestal” do Governo PS não responde aos principais problemas da floresta portuguesa, significando uma continuação, no essencial, da política de anteriores governos, que por isso contribuirá agravar esses mesmo problemas.

6 – O PCP considera que uma das questões centrais para evitar tragédias como a de hoje é a inversão da tendência da desresponsabilização do Estado na gestão da floresta, na prevenção e combate a incêndios e no ordenamento do território e combate à desertificação.
É necessário inverter o esvaziamento humano de estruturas da Administração Central e a rarefacção de meios financeiros para a floresta e para o apoio à actividade agrícola. Nesse sentido a DORLEI do PCP reitera a sua condenação do encerramento de vários serviços da Direcção Regional de Agricultura no Distrito de Leiria.
É necessário valorizar a importância e o papel dos pequenos produtores e compartes dos Baldios, dar mais meios e poder de decisão às suas associações, dar resposta ao problema central do baixo preço do material lenhoso e assegurar o ordenamento da floresta, designadamente através da elaboração do Cadastro Florestal com os meios financeiros adequados.

7 - Os problemas da floresta portuguesa e as catástrofes como a de hoje não resultam apenas das condições climatéricas extremamente adversas que se verificaram no dia de ontem.
Decorrem também da destruição da pequena e média agricultura, do desaparecimento de muitos milhares de explorações familiares e da desertificação do mundo rural e do interior do País. Catástrofes como esta são ainda indissociáveis da aplicação da PAC e das suas desastrosas reformas, bem como do resultado de políticas agro-florestais, orçamentais e de serviços públicos contrarias aos interesses dos agricultores e do mundo rural.
18 de Junho de 2017
O Gabinete de Imprensa da
Direcção da Organização Regional de Leiria do PCP
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O QUE FAZER EM CASO DE INCÊNDIO???

SE ESTIVER A PÉ
1. Ligue para o 112 ou o 117 (número de emergência para alerta de incêndios florestais) e tente abafar as chamas, sem colocar a sua vida em perigo, batendo nelas com ramos até à chegada dos bombeiros.

2. Tape a cabeça e a parte superior do corpo com roupas molhadas. Cubra o nariz e a boca com um pano ou lenço húmidos para filtrar as partículas. Agache-se para respirar junto ao chão para evitar a inalação de fumos, que o podem fazer desmaiar e ser fatais.

3. Proteja os olhos com óculos. Em caso de vista irritada, lave os olhos com soro fisiológico ou água fria e limpa.

4. Se o fumo não for muito espesso, use técnicas de respiração para evitar o pânico e manter a calma. Inspire profundamente durante quatro segundos e expire lentamente durante quatro segundos.

5. Siga na direcção contrária à do vento. Mas se ele estiver por detrás do fogo e a soprar na sua direcção, corra no sentido perpendicular ao fogo para poder escapar ao mesmo tempo das chamas e do curso que elas vão seguir.

6. Lembre-se que os ventos podem transportar faíscas e iniciar novos mini-fogos até várias centenas de metros à frente das chamas existentes. Esteja atento para não ficar cercado pelo fogo. E nunca entre em cavernas, onde o calor e a falta de oxigénio serão fatais.

7. Refugie-se numa zona com pouca vegetação porque o fogo precisa de material combustível, como árvores, arbustos ou ervas altas. Normalmente, as áreas de baixa altitude são consideradas as mais seguras se não houver muita vegetação

8. Se possível, dirija-se para perto de um rio ou de um lago, mesmo que seja necessário cruzar em frente ao incêndio. Entre na água e afaste-se da margem. É importante que o seu vestuário e pertences estejam molhados.

9. Caso não tenha nenhuma das opções anteriores, as áreas que já estão queimadas são, por vezes, o lugar mais seguro para ir. No entanto, deve garantir que o fogo ali está completamente extinto antes de prosseguir, de forma a evitar queimaduras e problemas respiratórios.

10. Se estiver perto de uma estrada e ela não for segura devido à dimensão das chamas, pode usá-la como uma barreira: se não houver galhos no pavimento, o fogo vai demorar a espalhar-se. Se ficar encurralado deite-se no chão (ou numa vala que exista na extremidade da estrada) sempre com a cara para baixo e o mais longe que conseguir do fogo.
SE ESTIVER DE CARRO

1. Evite ao máximo circular em vias rodoviárias que estejam próximas de incêndios, mesmo que o trânsito não tenha sido encerrado pelas autoridades.

2. Assegure que as janelas do carro estão bem seladas e feche os sistemas de ventilação. Isto é crucial, caso contrário não irá resistir aos gases e partículas do fumo.

3. Se o carro funcionar e for capaz de conduzi-lo, é importante que o faça em segurança. Conduza devagar e mantenha os faróis acesos. Mantenha-se atento aos outros veículos e aos peões – e pare para deixá-los seguir consigo no carro.

4. Não conduza através do fumo intenso, que o impeça de ver o que está à sua volta e também de ser visto por outras pessoas que circulam na estrada. Nestas condições é mais seguro parar o veículo. Se tiver de o fazer, estacione o mais longe possível de árvores e arbustos.

5. Se não conseguir ver a estrada ou não conseguir conduzir por qualquer motivo, permaneça dentro do veículo. Está muito mais seguro dentro do carro do que a pé no exterior. E não se preocupe com o depósito da gasolina: os veículos com tanques de metal raramente explodem.

6. Com o carro parado, mantenha as janelas para cima e as saídas de ar fechadas. Deite-se no chão do veículo, respire através de um pano molhado para proteger as vias respiratórias e cubra-se com um cobertor ou com um casaco, se possível.

7. O carro pode balançar e algum fumo e faíscas podem até mesmo entrar, mas não entre em pânico. Se o fogo estiver à volta do carro não deve sair. A temperatura no interior do veículo vai aumentar consideravelmente, mas continua a ser mais seguro estar dentro do que fora da viatura.

8. Mande uma mensagem ou ligue aos familiares quando sair da situação crítica. Assim, as autoridades não vão perder tempo a tentar localizá-lo e podem dar prioridade a outros casos.
SE ESTIVER EM CASA

1. Contacte de imediato os bombeiros e as forças de segurança (GNR ou PSP) através do número de emergência 112.

2. Remova materiais combustíveis das imediações da casa. Molhe as paredes e toda a zona circundante com a ajuda de mangueiras, de forma abundante. Ponha os objectos que não se danifiquem com a água no interior de piscinas ou tanques.

3. Solte os animais, caso não seja possível tratar deles. Eles saberão o que fazer para se salvarem.

4. Feche todas as válvulas do gás e desligue a corrente eléctrica. Calce uns sapatos fortes e isolantes do calor. Retire os cortinados das janelas, feche todas as persianas, janelas e portas de casa, tape as frinchas existentes com panos molhados.

5. Tenha à mão as ferramentas que podem extinguir um foco de incêndio (extintores, mangueiras, enxadas ou pás), uma lanterna a pilhas, pilhas de reservas e uma mala de primeiros socorros. Ligue um rádio a pilhas e esteja atento às indicações difundidas.

6. Ande de gatas, se houver fumo, porque perto do chão respira melhor. Proteja a boca com um pano húmido e respire através dele. Não corra se a sua roupa começar a arder; ponha em prática a regra "parar - deitar - rolar".

7. Não abandone a casa, a menos que corra perigo de vida ou as autoridades o recomendem. Nesse caso, saia rapidamente e não desperdice tempo a recolher objectos pessoais desnecessários. Nunca volte atrás seja por que motivo for. E caso tenha existido evacuação, regresse apenas quando tiver essa indicação.

8. Planeie rotas de fuga e pense em saídas alternativas, caso não seja possível utilizar as portas principais. Antes de abrir uma porta, verifique com a palma da mão se está quente. Se estiver, tente encontrar outra saída. Mesmo que esteja fria, pode haver fogo e fumo do outro lado a impedir a passagem, pelo que deve abrir a porta com cuidado e fechá-la rapidamente.

9. Use sempre as escadas e nunca utilize elevadores. Se for seguro, tente sempre descer porque o incêndio tem tendência a subir. Se não conseguir sair em segurança deve procurar uma janela ou varanda de onde possa ser visto a partir da rua. Para chamar a atenção, grite e acene com algum objecto, como uma peça de roupa ou uma toalha.

10. Avise os moradores vizinhos, para que ninguém fique isolado. Reúna toda a gente num mesmo local para, em conjunto, traçarem a melhor estratégia. Para tratar pequenas queimaduras, arrefeça imediatamente a área afectada com água fria corrente da torneira, por alguns minutos. Nunca utilize, na zona queimada, pasta de dentes, manteiga ou margarina, óleos ou pomadas caseiras.
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18jun2017
Henrique Pereira dos Santos, arquiteto paisagista, defende uma estratégia totalmente diferente no combate e prevenção de incêndios. "Os fogos não se apagam com água. Isso é uma parvoeira."
http://www.sapo.pt/noticias/economia/incendios-o-que-temos-no-territorio-sao_59466d0ee0aeff873df41e0f
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Manuel Carvalho, Público:

Pedrógão Grande, um desastre a interpelar o nosso futuro

A ameaça que impende sobre a nossa floresta tem de ser vista como uma ameaça ao futuro do país. Está na hora de tomarmos consciência do que nos espera.
Nas próximas horas, nos próximos dias, vai ser necessário encontrar respostas para as causas da morte de tantas pessoas. A emoção, a consternação e o sentimento de revolta que um desastre como o de Pedrógão Grande suscita impõem perguntas e exigem esclarecimentos. Como foi possível que uma população, corpos de bombeiros, forças policiais ou responsáveis políticos habituados a lidar com a devastação dos incêndios florestais não pudessem prever o que aconteceu? Como foi possível que se tenham deixado aldeias remotas sem evacuação? E por que não foi suspenso o trânsito em vias de risco? Por que razão não houve socorro de outras corporações de bombeiros? Ainda que justas, imperiosas ou evidentes, todas estas perguntas passam ao lado da questão essencial.















As alterações climáticas que produziram um dia como o de sábado em meados de Junho ameaçam destruir a floresta portuguesa. E perante a iminência de um cataclismo desta dimensão, o país tem de ir muito para lá das perguntas de contexto ou da justa expressão das dores do momento: precisa de uma energia, de uma determinação e de um conjunto de meios para debelar o problema que parece estar para lá das nossas capacidades actuais. 
























As autoridades podiam ter iniciado mais cedo a fase crítica de combate aos incêndios e, perante as previsões meteorológicas de dias como o de sábado, seria recomendável que os meios de prevenção e combate tivessem sido extraordinariamente accionados. Mas, sejamos justos, só quem não viu ao vivo a fúria de um incêndio num pinhal ou no eucaliptal carregado de mato é que acredita no poder da intervenção humana para o travar. É neste ponto da equação que entra o interminável debate em torno do ordenamento florestal. Que raramente existiu nas últimas décadas. Que sucumbiu à tentação de alocar verbas a uma guerra liderada com bombeiros, uma forma de os decisores políticos mostrarem serviço e empenho nos dias de estio depois de passarem as três outras estações do ano em estado de demissão ou letargia.
Ainda assim, parece cada vez mais claro, a intervenção no ordenamento florestal tal como a conhecemos parece cada vez mais condenada a resumir-se a uma medida paliativa para um problema de dimensões colossais. O planeta está a aquecer, Portugal está a aquecer e as nossas florestas, altamente vulneráveis ao fogo, parecem ser as primeiras vítimas dessas mudanças profundas. Um incêndio com as proporções do deste sábado em meados de Junho é algo inimaginável na geração dos nossos avós. E um dia nesta estação com tão altas temperaturas e zero humidade é uma circunstância meteorológica que vai tornar-se num novo normal. O pinhal em Pedrógão ardeu como ardeu porque não há defesa natural possível a um fenómeno desta intensidade. 























Depois de no ano passado o drama dantesco dos incêndios florestais ter regressado à ordem do dia, depois de o Governo se ter empenhado pela primeira vez desde meados dos anos 1990 em produzir um corpo de leis para acudir às ameaças à floresta, sabemos com a dor do desastre de Pedrógão que tudo o que está pensado para se fazer conta pouco ou nada. O desafio que se impõe exige muito mais. Exige o esforço que uma ameaça colectiva requer. A floresta, quase toda privada, só será salva se o Estado assumir a sua defesa como uma necessidade estratégica fundamental. Há um terço da área do país em risco. Há milhares de pessoas das zonas mais vulneráveis em causa. 
Não sabemos se teremos recursos, energia, meios humanos, ciência ou perseverança para responder a esse dramático desafio. Soubemos sim com o fogo descontrolado deste sábado no Pinhal Interior que o aquecimento global está a tornar a aposta em leis avulsas para os proprietários ou estratégicas de combate com o nome de grandes operações militares num esforço condenado a fracassar. Não está em causa a culpa ou a omissão dos políticos, dos proprietários florestais ou dos bombeiros: está em causa a constatação de que há uma ameaça que elevou a sua escala de periculosidade e de destruição e a noção de que, nas circunstâncias actuais, não temos forma de a travar.
Portugal depende muito da floresta, o seu mais importante recurso natural renovável. Seja pela sua dimensão ambiental, seja pelo seu impacte na economia, a floresta é crucial para o nosso destino colectivo. A ameaça que sobre ela impende tem por isso de ser vista como uma ameaça sobre o futuro do país. Está na hora de tomarmos consciência do que nos espera. De ano para ano a temperatura vai subir e cada vez mais horrores como o de Pedrógão hão-de repetir-se. Não está em causa uma fatalidade. Está apenas em cima da mesa a pergunta dolorosa: seremos, colectivamente, capazes de encontrar meios para enfrentar um tão grande desafio?
https://www.publico.pt/2017/06/18/sociedade/noticia/pedrogao-grande-um-desastre-a-interpelar-o-nosso-futuro-1776057
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ontem, ainda foi pior: foram dezenas de mortos...tanta tragédia noutros concelhos...No ano passado tantos PCâmara a dizerem que...tantos anos a dizer-se o que urge fazer na floresta, no ordenamento...Já o fizemos em Alcobaça que vos abRRaça???
(fui criticado pela Sofia Sampaio e pelos Antónios (Honório e Guerra)
Podemos ignorar os erros sistemáticos que todos os anos vamos assistindo???
 Não aprendemos com as desgraças dos outros???
urge fazer política boa, mesmo em cima da pior desgraça...Assistimos tds os anos a estas cenas...No ano passado lembra-me especialmente Arouca...Há anos lembra-me especialmente Pombal...e nós aqui, na nossa terra aprendemos alguma coisa? 
 não quis ferir susceptibilidades...se quiseres ver, no nosso concelho há dezenas de sítios perigosos...
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22ab2017
nº anormal...E O QUE SE ESTÁ A FAZER?
http://www.dn.pt/portugal/interior/portugal-com-anormal-numero-de-incendios-mas-boa-capacidade-de-resposta----governo-6237850.html
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set2016
Investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) dizem que Portugal deve apostar mais em "árvores bombeiras" para reflorestar o território porque são espécies que resistem e travam os incêndios. Esta solução permitirá, a longo prazo, limitar o flagelo dos incêndios, afirmam.
Investigadores da UTAD defendem aposta em "árvores bombeiras" para travar incêndios
Carlos Barroso/CM
Lusa24 de setembro de 2016 às 18:14
Os bidoeiros, carvalhos e castanheiros estão entre as principais "árvores bombeiras" porque são árvores folhosas que mantêm o ambiente "relativamente" húmido e abrigado do vento durante o verão, revelaram investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) em comunicado enviado à Lusa.

"Durante o Verão estão verdes, por isso, ardem com mais dificuldade e, por outro lado, produzem uma folhada que ao acumular-se no solo é pouco inflamável e se decompõe com facilidade, ou seja, cai no Outono e quando chega o Verão grande parte decompõe-se", disse o investigador e também docente da universidade, Paulo Fernandes.

E explicou: "Não há ali muito alimento para o fogo e, frequentemente, os incêndios ou param por si só, extinguindo-se ao entrar nas manchas, ou ardem com pouquíssima intensidade sem causar danos às árvores".

Paulo Fernandes salientou que é "raríssimo" encontrar um fogo cuja origem ocorra numa área com estas espécies e, quando acontece, as árvores mantêm-se verdes.

As "árvores bombeiras" encontram-se sobretudo no norte e centro do país, frisou. "O problema que se levanta é o da qualidade do solo. Aquelas espécies são mais exigentes, requerem locais de solo mais fresco, de melhor qualidade é por isso que, normalmente, ocupam vales, zonas onde há mais solo e mais humidade", esclareceu.

O investigador da UTAD adiantou que para zonas com "piores" condições de solo há "sempre" espécies que embora ardam com maior facilidade conseguem recuperar, sendo o caso do sobreiro.
"No extremo temos aquelas espécies que ardem muito bem como, por exemplo, os eucaliptos e os pinheiros. A natureza da espécie impõe o fogo e com a acumulação de biomassa há sempre um potencial risco", explicou.

Para o especialista, uma das respostas assenta na "gestão de combustível", através da limpeza dos espaços mantendo o subcoberto livre de mato e eliminando parte da manta-morta. "Consegue-se limitar o efeito do fogo, mas à custa de trabalho, esforço de limpeza e intervenção", realçou.
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/investigadores_da_utad_defendem_aposta_em_arvores_bombeiras_para_travar_incendios
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set2016
Voltei a intervir em reunião de câmara sobre o aprendermos com a desgraça dos outros concelhos
Contei o que vi em Arouca....
Concelho cisterciense...
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10ag2016



















DECLARAÇÃO DE JOÃO FRAZÃO, MEMBRO DA COMISSÃO POLÍTICA DO COMITÉ CENTRAL, CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sobre fogos florestais


I - O PCP manifesta a sua solidariedade para com as populações atingidas pelos incêndios dos últimos dias, e o apreço pelo incansável trabalho que milhares de bombeiros e outros intervenientes realizam para minimizar os seus efeitos.
Milhares de hectares de floresta ardida, dezenas de anos de trabalho e investimento perdidos em poucos minutos, habitações, edifícios públicos, culturas agrícolas, gados, armazéns, e outras instalações agrícolas e industriais destruídas. Vidas humanas perdidas. Recorde-se que, no balanço da última década, os incêndios florestais deixaram no País um rasto de destruição expresso em mais de um milhão de hectares de área ardida.
II - O PCP há muito que vem alertando para as causas deste flagelo: desinvestimento, desordenamento, falta de limpeza das matas, escassez dos meios permanentes e dos meios especiais de combate aos fogos, mas aponta como causas mais determinantes a ausência de políticas de apoio ao desenvolvimento da agricultura, aos pequenos e médios agricultores e produtores florestais, o sistemático afrontamento das comunidades dos baldios, a destruição da agricultura familiar, a desertificação do interior incentivadas por falta de actividade produtiva com garantia de rendimento para os produtores, a eliminação de serviços públicos (em particular, escolas e serviços de saúde) e que se acentuaram no mandato do anterior Governo PSD/CDS, com a aprovação da chamada Lei da Eucaliptização, que levou ao aumento significativo das áreas de eucalipto plantadas, com a aprovação de uma nova lei dos baldios visando a sua expropriação aos povos, ou com o desvio de mais de 200 milhões de euros do PRODER para outras áreas.
O PCP reitera hoje o que vem afirmando há décadas.
O problema dos incêndios florestais só pode ser resolvido com uma efectiva política de ordenamento florestal, contrariando as extensas monoculturas, de limpeza da floresta, de plantação de novas áreas de floresta tradicional, combatendo a hegemonia do eucalipto – que passou a ser a espécie que ocupa mais área no País, à frente do pinheiro bravo e do sobreiro –, de abertura de caminhos rurais e aceiros, de valorização da agricultura e da pastorícia, de ocupação do espaço rural.
Ordenamento assente num rigoroso cadastro da floresta portuguesa, indispensável para caracterizar com rigor a nossa floresta, os seus principais constrangimentos e os seus proprietários que, apesar de sucessivamente anunciado, não tem saído do papel ou das experiências piloto.
É também indispensável uma acção de combate decidido às espécies infestantes que proliferam pela nossa floresta e que hoje se tornaram dominantes em algumas áreas do País.
Ordenamento que só resultará se se garantir aos produtores um preço justo pela madeira que, por acção do autêntico monopólio do eucalipto e da pasta de papel, se mantém a níveis semelhantes aos de há dez anos atrás, apesar dos custos de manutenção encarecerem a cada dia que passa.
Ordenamento que terá que contar, por um lado, com um dispositivo permanente de equipas de sapadores florestais, que, segundo o Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios deveria contar com 500 equipas em 2012, e que hoje apenas dispõe de 283, tendo mesmo havido uma redução nos últimos anos. Equipas que, pela sua agilidade e ligação aos pequenos proprietários florestais, pudessem prestar o importante serviço de limpeza de matas e prevenção no Inverno e de protecção e primeira intervenção no Verão. Por outro lado, como o PCP propôs na anterior legislatura, é ainda necessário retomar o Corpo de Guardas Florestais, integrado numa política de reforço das estruturas desconcentradas do Ministério da Agricultura, capazes de assegurar o acompanhamento, aconselhamento e apoio aos pequenos proprietários que detêm a esmagadora maioria da área florestal e que é necessário respeitar na sua especificidade.
III - Entretanto, os últimos dias foram particularmente trágicos. Contrariando a precipitada avaliação dos fogos florestais, feita em meados do mês de Julho, pouco mais de 15 dias bastaram para mostrar, uma vez mais, o triste cenário de um país a arder com o cortejo de prejuízos ambientais, materiais e dramas humanos que lhes são inerentes. Assistimos a centenas de ocorrências diárias e com uma incidência de extrema gravidade em várias regiões do País e, particularmente na cidade do Funchal, na Região Autónoma da Madeira, onde há mesmo a lamentar a perda de vidas humanas, para além da destruição de habitações, escolas, evacuação de hospitais, entre outros avultados prejuízos. A situação de autêntica catástrofe que ali existe, exige medidas excepcionais a que é necessário dar prioridade inequívoca.
IV - O PCP considera necessária uma enérgica e imediata intervenção do Governo com vista a assegurar o reforço dos meios de emergência e de combate, tendo em conta que estamos ainda no início do mês de Agosto; o levantamento imediato de todos os prejuízos; o accionamento de medidas de excepção tendo em conta a gravidade da situação criada, para acudir em primeiro lugar às famílias atingidas, mas também aos equipamentos, às actividades económicas e, designadamente, à agricultura.
O PCP chama particularmente a atenção para a necessidade de reforço da cooperação técnica e financeira entre o Governo da República e o Governo Regional da Madeira para dar resposta àquela situação excepcional.
Importará ainda que o Governo desbloqueie os meios do PDR 2020 e do Orçamento do Estado, designadamente do Fundo Florestal Permanente, que o anterior Governo manteve sempre sob uma gestão opaca, para que sejam realizados os investimentos necessários.
Deve também prosseguir a renovação de frotas, a valorização do pagamento às Equipas de Combate a Incêndios Florestais, mais investimento em equipamento tecnologicamente mais avançado, em equipamentos terrestres e aéreos e em maior disponibilidade de meios humanos, tendo presente as dificuldades de muitas corporações de bombeiros, uma vez que, por força da situação social e do desemprego, muitos dos seus efectivos tiveram de migrar.
Estes são elementos que se confirmam como necessários, para aliar à coragem, dedicação e abnegação de milhares de homens e mulheres que, com risco das próprias vidas enfrentam este flagelo nacional.
V - O PCP que interveio junto do Governo sobre esta matéria, e que, nos próximos dias procurará conhecer com maior rigor as diversas situações no país, estando já agendada para a próxima sexta feira uma deslocação de um Deputado do Parlamento Europeu à Madeira, dirigiu já hoje duas perguntas ao PE com o objectivo de mobilizar todos os apoios possíveis para as consequências dos incêndios e designadamente para a Madeira, e intervirá esta tarde, na Conferência de Líderes da Assembleia da República com o objectivo de que esta matéria seja tratada com prioridade para que seja criado um grupo de trabalho de acompanhamento para, com a maior brevidade possível, fazer com o Ministério da Administração Interna o ponto da situação e avaliar as medidas tomadas e a tomar.
Outra política agrícola, outra política florestal, definição da defesa da floresta portuguesa como prioridade da acção política, a par da ajuda imediata às populações atingidas, são medidas pelas quais o PCP não cansará de levantar a sua voz. Uma opção que é inseparável da exigência de uma outra política, patriótica e de esquerda, que em vez de se subordinar aos interesses dos grupos económicos e financeiros, responda aos problemas e aspirações do povo e do País.
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ag2016
Depois de estar no bem-bom dos Passadiços do Paiva
passei dezenas de km a caminho de Arouca...
Terra tão bonita, que tenho de lá voltar com tempo...
Arouca devastada...
Tudo ardeu ao seu redor...
Uma aprendizagem para o que urge fazer em Alcobaça...
Adiamos...
Na altura dos incêndios está  tudo sensibilizado, depois é o que se vê...
Nada de asseiros...Quase nada de desmatação e respeito pelo círculo de 50 m à volta das casas...
Os refúgios necessários para a emergência...
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http://www.tvi24.iol.pt/fotos/sociedade/dias-de-inferno-em-arouca-o-antes-e-o-depois-das-chamas/57ac5fa80cf2570e79670a35
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13ag2016

http://www.dn.pt/sociedade/interior/fogo-de-arouca-ja-atinge-s-pedro-do-sul-e-e-o-mais-preocupante-5337435.html
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23jun2016
Via Alcoa
http://www.oalcoa.com/municipio-publica-manual-de-protecao-civil/
Na passada sexta-feira, dia 17, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Alcobaça apresentou, no Auditório da Biblioteca Municipal, o “Manual de Proteção Civil”. Trata-se de um guia que contém um conjunto de medidas de autoproteção para dar resposta aos vários riscos e desafios do dia-a-dia. “Não são muitas as autarquias que dispõem de um instrumento desta natureza”, afirmou Paulo Inácio, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, lembrando que “o município tem apostado na sensibilização dos munícipes para as questões de proteção civil e este manual é um reflexo dessa aposta”.
(Saiba mais na edição em papel e digital de 23 de junho de 2016)
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20ab2016
Via alcoa

http://www.oalcoa.com/plano-operacional-municipal-2016-foi-aprovado/
Na sequência da reunião da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, realizada no dia 19 de abril nos Paços do Concelho e presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio, foi apresentado e aprovado o Plano Operacional Municipal – 2016 que estabelece a organização e envolvimento das entidades que colaboram de forma positiva para a defesa da floresta contra incêndios.
Estiveram presentes os quatro corpos de bombeiros do concelho, GNR, PSP, as duas associações de produtores florestais, ICNF, e um representante das juntas de freguesia.
O documento pode ser consultado em: http://cms.cm-alcobaca.pt.vf-host.com/upload_files/client_id_1/website_id_2/Atividade_Municipal/Proteccao_Civil_/POM_2016.PDF

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1mar2016
1 de Março - Dia da Proteçao Civil
Hoje, terça-feira, na data em que se comemora o “Dia da Proteção Civil” (1 de março), a Câmara Municipal, através do seu Serviço Municipal de Proteção Civil de Alcobaça lança a campanha “A Proteção Começa em Si”, uma forma de alertar para uma cidadania mais ativa, onde todos desempenham um papel determinante na prevenção de situações de acidente grave ou catástrofe de forma a proteger e socorrer as pessoas e bens.
A campanha evoca o tema “A Importância do Patamar Local na Promoção de Comunidades Resilientes”, escolhido pela Organização Internacional de Proteção Civil para assinalar a efeméride a nível mundial.
A campanha materializar-se-á com a afixação de cartazes no mobiliário urbano (mupis e abrigos dos transportes públicos) e divulgação nas plataformas digitais e nas redes sociais, pelo que, se solicita a sua ampla distribuição e partilha.
A par desta divulgação, será publicado um livro dedicado a esta temática onde constará uma caracterização do município nas suas diversas vertentes e as medidas de autoproteção para os diferentes cenários de incidentes.
O mesmo será brevemente apresentado publicamente sendo, à posteriori, distribuído pelos agentes de proteção civil e comunidade escolar.
A Câmara Municipal, através do seu Serviço Municipal de Proteção Civil, garantirá a divulgação de todos os temas relacionados com a área da proteção e socorro e mantém a disponibilidade para qualquer esclarecimento e participação em ações de sensibilização ou informação.
Conforme se encontra consagrado na Lei nº 27/2006, de 3 de Julho, Lei de Bases da Protecção Civil, “…a proteção civil é a atividade desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e Autarquias locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas com a finalidade de prevenir riscos coletivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram.”
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26fev2016
Rui Coutinho da CDU
na Assembleia Municipal alerta para como se vai reflorestar a zona ardida...
PCâmara respondeu-lhe que sugeriu Pinheiro Manso...Pinhão...
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fev2016
via benedita.fm e sapinho gelásio

2015: A maior área ardida de sempre

A notícia no site da BeneditaFm
http://www.beneditafm.pt/?p=27115

Alcobaça: Incêndio de Pataias tornou 2015 o pior ano de incêndios da última década

O incêndio de grandes dimensões que lavrou na União de Freguesias de Pataias e Martingança elevou 2015 como o ano com maior área ardida no concelho de Alcobaça na última década.
No total foram 194,3 hectares de área queimada, a maioria da área ardida em zona de povoamentos (78%) mas também em área de mato (17%).
O número de ocorrências esteve abaixo da média dos últimos anos, com destaque para 11 registos na freguesia da Benedita, freguesia com maior número de incêndios.
Os números foram apresentados pela autarquia e serviços de Proteção Civil esta quarta-feira em Alcobaça.
Para além do relatório anual da autarquia foram ainda apresentados os projetos para desenvolver a partir de 2016 em articulação com as várias forças de intervenção que lidam com questões da proteção civil.
A criação de um novo ponto de água na freguesia do Vimeiro é um dos assuntos em discussão para os próximos meses. Também na zona de Casal Vale Ventos poderá surgir um destes espaços de reserva de água para combate a incêndios. A norte a Lagoa de Pataias funciona já como ponto de água.
O levantamento de edifícios em mau estado de conservação nos três centros históricos do concelho é, segundo Nélio Gomes, uma das maiores preocupações atuais. Alcobaça, Aljubarrota e São Martinho do Porto são os alvos de um plano que a Proteção Civil quer preparar para situações de emergência. Planos Prévios de Intervenção que poderiam evitar e reduzir os estragos provocados por intempéries ou mesmo por outros fenómenos na região.
Sobre o controlo de vegetação, a autarquia pretende ainda no futuro e em colocação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, intervir através de um plano de fogo controlado, “criando zonas de descontinuidade” promovendo ainda o treino das forças envolvidas no combate a incêndios. Proteção Civil Municipal quer ainda um Regulamento Municipal de Defesa Contra Incêndios, segundo Nélio Gomes.
A autarquia quer ainda um plano de contingência para momentos de seca, a analise de risco do concelho em zonas de risco sobre leito de rio, arribas e necessidades de estabilização de arribas junto à costa, bem como o reforço das as ações de senilização junto da população.
Em 2016 será editado um livro sobre boas práticas e Proteção Civil bem como uma nova campanha junto das escolas.
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29fev2016
via tintafresca.net
Com um curso de tripulante de ambulância de socorro
    Município de Alcobaça apoia as 4 corporações de bombeiros do concelho
       
                                   Paulo Inácio e Nélio Gomes
    O Município de Alcobaça promove a partir do dia 1 de abril, um curso de tripulante de ambulância de socorro (TAS) para doze elementos, a saber, três elementos por cada corporação de bombeiros do concelho: Alcobaça, Benedita, Pataias e São Martinho do Porto. Com esta iniciativa, o Município permite aos bombeiros voluntários obter esta formação específica em regime pós-laboral, evitando que os mesmos percam tempo ou abdiquem das férias para se deslocarem à Escola Nacional de Bombeiros.

       Deste modo, a autarquia contribui decisivamente para o aumento da qualidade na prestação dos cuidados na área do pré-hospitalar, investindo diretamente nos operacionais que militam nas fileiras dos corpos de bombeiros do concelho.

       O Município, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, irá também desenvolver uma campanha de angariação de novos bombeiros e de novos sócios, procurando assim, de uma forma direta, garantir a sustentabilidade operacional e financeira das associações/corporações de bombeiros. Esta campanha chegará aos munícipes juntamente com a correspondência dos Serviços Municipalizados de Alcobaça.

       Fonte: GRPP|CMA
    29-02-2016
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    9ag2015
    Via RTP
    http://www.rtp.pt/noticias/politica/incendio-florestal-deixa-de-ser-crime-de-investigacao-prioritaria_v851193
    O incêndio florestal vai deixar de ser um "crime de investigação prioritária".

    A lei que define os objetivos e prioridades da política criminal até 2017 foi aprovada em Junho e entra em vigor em Setembro.

    Incluiu o incêndio apenas nas prioridades da prevenção e não da investigação.

    A decisão do Parlamento contraria o parecer enviado pela Procuradora-Geral da República. - See more at: http://www.rtp.pt/noticias/politica/incendio-florestal-deixa-de-ser-crime-de-investigacao-prioritaria_v851193#sthash.lHoOxBHp.dpuf
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    1mar2016

    “Dia da Proteção Civil”
      Proteção Civil de Alcobaça lança campanha
      “A Proteção Começa em Si”
      http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=d2000b7e-8514-4b19-834a-0266c8167c84&edition=184

         Na data em que se comemora o “Dia da Proteção Civil” (1 de março), o Serviço Municipal de Proteção Civil de Alcobaça lança a campanha “A Proteção Começa em Si”, uma forma de alertar para uma cidadania mais ativa, onde todos desempenham um papel determinante na prevenção de situações de acidente grave ou catástrofe de forma a proteger e socorrer as pessoas e bens.

         A campanha evoca o tema “A Importância do Patamar Local na Promoção de Comunidades Resilientes”, escolhido pela Organização Internacional de Proteção Civil para assinalar a efeméride a nível mundial.

         A campanha materializar-se-á com a afixação de cartazes no mobiliário urbano (mupis e abrigos dos transportes públicos) e divulgação nas plataformas digitais e nas redes sociais. A par desta divulgação, será publicado um livro dedicado a esta temática onde constará uma caracterização do município nas suas diversas vertentes e as medidas de autoproteção para os diferentes cenários de incidentes. O mesmo será brevemente apresentado publicamente sendo, à posteriori, distribuído pelos agentes de proteção civil e comunidade escolar.

         A Câmara Municipal, através do seu Serviço Municipal de Proteção Civil, garantirá a divulgação de todos os temas relacionados com a área da proteção e socorro e mantém a disponibilidade para qualquer esclarecimento e participação em ações de sensibilização ou informação.

         Conforme se encontra consagrado na Lei nº 27/2006, de 3 de Julho, Lei de Bases da Proteção Civil, “…a proteção civil é a atividade desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e Autarquias locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas com a finalidade de prevenir riscos coletivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram.”

         Fonte: GRPP|CMA
      02-03-2016
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      Grande incêndio na Mata nacional de Pataias e quase houve catástrofe ambiental na Mata do Vimeiro...Comunicado de Imprensa da CDU...Intervenção Política da Vereadora Vanda Furtado Marques
      Via Facebook
      subscrevi o que Arménio Vieira escreveu...
      +1x 1 vivaaaaaaa ao soldados da paz..
      .Quantas vezes aconteceu noutras terras e nós sempre escapámos...
       Não foi só pinhal!!!...
      Há que aprender!!! 
      Quem foi criminoso? 
      O que falhou de prevenção?
       O que fazer?
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      Intervenção Política da Vereadora Vanda Furtado Marques
      na RCâmara de 10.ag2015
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      Comunicado de Imprensa
      10ag2015
      COMUNICADO DE IMPRENSA

      1. Reordenamento florestal e prevenção em vez de mais dinheiro para o combate.
      2. Saudação aos Soldados da Paz. Matas Nacionais (de Pataias e Vimeiro).
      1. A CDU entende que o governo PSD.CDS também falhou completamente nesta frente da prevenção e reflorestamento da Floresta ao apostar mais nos negócios de combate aos incêndios (80 milhões para aeronaves enquanto apenas 30 milhões para Bombeiros e câmaras) em vez de dar vida e qualidade às florestas com pessoas que as saibam cuidar, não obstante os apoios comunitários existentes que não aproveita, e com o investimento no uso de espécies florestais autóctones. A gravidade da lei da eucaliptização ao serviço da indústria do papel fez com que a área de eucaliptos já supera as do pinheiro e do sobreiro. Nas equipas de Sapadores Florestais reina a instabilidade. O que urge fazer no ordenamento, tratamento, limpeza, aceiros, povoamento está tudo por fazer.
      A CDU destaca a falta de consideração para com os heróicos Soldados da Paz, quando o (des)governo não entrega equipamentos de protecção individual ou paga, apenas,  a 1,87 euros à hora nas Equipas de Combate a Incêndios.
      A CDU releva, que é absolutamente necessário inverter a lógica actual e as prioridades que levam a existir mais orçamento para o combate aos incêndios do que para a prevenção dos fogos florestais. Defendemos o Reordenamento Florestal.
      2. A Coordenadora Concelhia da CDU saúda a eficácia e o esforço dos SOLDADOS DA PAZ do nosso município e releva que, depois de tantos alertas, verifica que Alcobaça não escapou este ano a este flagelo.
      Reclama que haja rápida descoberta dos criminosos que provocaram incêndios mas também não esquece a responsabilidade de não haver vigilância nas Matas Nacionais, neste caso de Pataias e a especial Mata do Vimeiro (que não sucumbiu pela rápida intervenção e controlo dos Bombeiros de Alcobaça).
      Mais uma vez, insistirá em Câmara e na Assembleia Municipal para que se invista na vigilância nas zonas de risco, bem conhecidas dos autarcas das freguesias, da Protecção civil e dos nossos Bombeiros.
      COORDENADORA CONCELHIA DA CDU
      ALCOBAÇA, 10 de agosto de 2015
      Vanda Furtado Marques
      914 956 066
      João Paulo Raimundo
      917 217 060
      *
      Combater a desertificação e a extinção do mini-fúndio agrícola...Os vales das alfaces e do feijão-verde/feijocas...
      asseiros em defesa das localidades
      assusta-me ver tantas casas dentro do pinhal
      assusta-me Pisões, Burinhosa, Alpedriz...
      eucalipto...pinheiro...ardem com facilidade
      árvores bombeiras...
      monopólio da empresa de papel
      monopólio da empresa da madeira
      refúgios em cada localidade
      cumprimento do perímetro dos 50m
      Mata do Vimeiro
      Propriedades da câmara na freguesia de pataias
      aprender com quem faz bem
      estradas servirem de asseiros
      entidades cooperativas para gerir as propriedades de quem não se sabe ser proprietário
      quem faz a guarda da floresta o ano todo?
      onde estão as equipa de intervenção rápida de Sapadores Florestais?
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      Via região de cister e Sapinho Gelásio

      Alva de Pataias - mais de 150 hectares ardidos

      A notícia na edição 1147 de 13 de agosto de 2015 do Região de Cister

      Pataias - chamas foram combatidas durante três dias pelos bombeiros
      Grande incêndio consome cerca de 150 hectares de pinhal

      Operacionais envolvidos: 387. Veículos terrestres: 114. Meios aéreos: 4. Máquinas de rasto: 2. Duração dos trabalhos: 3 dias. Hectares de pinhal ardidos: 146. Estes são os dados oficiais referentes ao incêndio que deflagrou na passada sexta-feira, em Pataias, tendo reacendido no sábado e domingo, causando o pânico entre a população.
      O alerta foi dado às 14:15 horas de sexta-feira. Um incêndio tinha deflagrado na estrada que liga Pataias às Paredes, numa zona que distava mais de 300 metros da estrada, no meio do pinhal. De imediato, todos os mecanismos foram acionados. Em pouco tempo, viaturas provenientes de todas as corporações do distrito de Leiria rumavam à vila, onde já se encontravam os elementos da Associação dos Produtores Florestais dos Concelhos de Alcobaça e Nazaré. Mais tarde, chegavam as viaturas oriundas do distrito de Lisboa e os meios aéreos.
      Durantes várias horas, viveram-se momentos dramáticos. “Houve algumas aproximações junto às casas que criaram preocupação”, confirma Nélio Gomes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Pataias. No entanto, a intervenção dos bombeiros foi eficaz.
      O Lar de Pataias foi evacuado “não por perigo, mas pela grande concentração de fumo que poderia dificultar o funcionamento do sistema respiratório dos idosos”, explica o comandante.
      Até ao final da noite, os utentes do Lar mantiveram-se no salão do Clube Desportivo Pataiense. De registar que na quarta-feira já havia deflagrado um incêndio no mesmo local, tendo sido rapidamente controlado. “Há sempre a hipótese de se tratar de fogo posto”, confirma Nélio Gomes, que destaca a “reação positiva da população e comércio local que permitiram a sustentabilidade da logística da operação”.
      Por sua vez, Valter Ribeiro, presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança, lamenta “a maior tragédia dos últimos anos na nossa freguesia” e agradece “a todos os envolvidos” a intervenção
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      TVI
      http://www.tvi24.iol.pt/pesquisa/videos/alcoba%25C3%25A7a/alcobaca-incendio-queimou-mais-de-190-hectares-de-pinhal/55c5f31f0cf21cb90d5e2522/1

      Alcobaça: incêndio queimou mais de 190 hectares de pinhal

      População temeu a aproximação das chamas. Idosos foram retirados do lar, como medida preventiva
      8 de Agosto às 13:20
      ***
      Fotos do Agnelo Ferreira

      https://www.facebook.com/414874041876652/photos/a.1006187982745252.1073741842.414874041876652/1006190239411693/?type=1&theater
      *

      https://www.facebook.com/414874041876652/photos/a.1006187982745252.1073741842.414874041876652/1006189939411723/?type=1&theater
      +

      https://www.facebook.com/414874041876652/photos/a.1006187982745252.1073741842.414874041876652/1006190809411636/?type=1&theater
      ***
      A Direção da ABEOTL de Pataias, vem por este meio agradecer a todos quantos ajudaram a nossa Instituição na passada Sexta-feira dia 7 de Agosto, na situação de emergência vivida.
      ***
      fotos e comentário de Arménio Vieira:

      mesmo junto das piscinas municipais e do lar.ATL de Pataias...
      https://www.facebook.com/photo.php?fbid=862558317126596&set=pcb.862559437126484&type=1&theater
      *

      https://www.facebook.com/photo.php?fbid=862558320459929&set=pcb.862559437126484&type=1&theater
      Política da Terra Queimada...
      Descuido? Doença?? Crime???
      O que tenho a certeza, é dos muitos hectares de pinhal ardido, que mudam a "nossa" paisagem... que entristecem a nossa Alma.
      Mas pior que isso, foi a vida de inocentes, em especial de idosos e crianças, que ontem colocaram em causa!
      Depois, obviamente, puseram também em risco, a vida de duas centenas e meia de Bombeiros, sem necessidade!
      Bem sei, que estão habituados a combater fogos, até muito mais complicados que este... Mas ainda assim não me conformo!!
      Penso que o dia de ontem, 7 de Agosto de 2015, fica marcado na história de Pataias, possivelmente pelo maior incêndio de sempre, e que felizmente não acabou em calamidade, graças à enorme dedicação e empenho dos Bombeiros e da forte utilização dos meios aéreos disponíveis.
      Pessoalmente, cheguei a temer o pior, pois houve um período, em que as coisas pareciam fugir do controle humano.
      Como já disse anteriormente, no meio deste desastre fiquei Orgulhoso de como as Instituições, as Pessoas e o Comércio, disseram PRESENTE e se entre-ajudaram, de forma tão solidária e fraterna.
      Da minha parte, para além de sentir que fiz aquilo que podia e me competia, é deixar os meus sinceros agradecimentos a todos os Bombeiros que combateram este incêndio, e que fazem desta causa um modo de Vida!
      Deixo também a promessa, que irei estar particularmente atento, para que não haja nenhuma "requalificação" extraordinária das áreas ardidas, ou qualquer "venda, permuta ou cedência" que não respeite os interesses da nossa Terra, e que não respeite as centenas de Bombeiros que ontem colocaram as vidas em risco.
      ***
      Via tintafresca.net
      Alcobaça
        Incêndio de grandes dimensões obriga
        a evacuação do Lar de Pataias
           
                   Máquina de arrasto teve de abrir acessos para
                              os bombeiros poderem trabalhar
        Um incêndio que deflagrou cerca das 14h30 desta sexta-feira, na zona de Paredes da Vitória, freguesia de Pataias, concelho de Alcobaça, obrigou à evacuação da Associação de Bem Estar e Ocupação de Tempos Livres de Pataias. Cerca de 300 operacionais , 80 veículos e 3 meios aéreos combatem o incêndio que às 19h se encontrava com três frentes ativas, uma a norte em direção à localidade de Burinhosa, outra a Sul entre o mercado municipal de Pataias e a zona habitacional junto aos Bombeiros Voluntários e uma outra a poente na zona de Paredes da Vitória, sendo esta a zona de pinhal onde se iniciou o incêndio. O vento forte e as constantes mudanças de direção têm dificultado o combate.

           
                                Lar de Pataias envolto em fumo
          No local encontram-se três meios aéreos, sendo dois aviões e um helicóptero pesado, cerca de 300 bombeiros das corporações de Pataias, Alcobaça, Nazaré, São Martinho do Porto, Leiria, Ortigosa, Batalha, Marinha Grande, Batalha, Maceira, Óbidos, e uma coluna de apoio do distrito de Lisboa, com elementos de Fanhões, Azambuja, Lourinhã, Merceana, Bucelas, Alverca, Cadaval e Moscavide, Sapadores Florestais de Alcobaça e Nazaré, bem como elementos do GIPS.

           
                              Helicóptero de combate ao fogo
        Também uma máquina de arrasto da proteção civil foi usada para abrir acessos que permitissem aos bombeiros combater os vários focos. A cortina de fumo muito intensa e o vento forte e sem direção certa foram os principais problemas encontrados.

           Mónica Alexandre
        07-08-2015
        ***
        13mar2015
        Pataias:

        ***
        12maio2014
        Sessão de esclarecimento 
        no âmbito do sistema de defesa da floresta contra incêndios, 
        a realizar no dia 16 de Maio, pelas 20 horas,
         no Auditório Joaquim Vieira Natividade, 
        Cooperativa Agrícola de Alcobaça.
        ***
        27mar2014
        via proteção civil
        http://www.enb.pt/enb_inst/index.php?option=com_content&view=article&id=129
        A 22 de março retoma-se o projeto “Floresta Segura” que contou, em 2012, com a Escola Nacional de Bombeiros (ENB) e o grupo Portucel - Soporcel como parceiros. O seu objectivo é contribuir para reduzir o número de ignições com origem em fogueiras ou queimas de sobrantes agrícolas. As ações de sensibilização versarão os princípios básicos de prevenção no emprego do fogo e a forma de proceder a uma queima legal e segura. As ações decorrerão em Rio Maior e nos concelhos de São Pedro do Sul e de Paredes. O Projeto Floresta Segura conta nesta edição com novos parceiros institucionais: a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE); a Liga dos Bombeiros Portugueses; a Guarda Nacional Republicana (GNR); o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF); e a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC)
        ***

        20/08/2013



        6.949.(20agosto2013.10.01') Mata do Vimeiro. Floresta...Temática do Comunicado de Imprensa da CDU.19.08.2013...

        Comunicado de Imprensa. 19. agosto.2013   
        Senhores (as) jornalistas
        Agradecemos a melhor divulgação

             DECLARAÇÃO POLÍTICA: 
             Mata do Vimeiro. Floresta. Mais uma questão para debate na campanha eleitoral.


        A Mata Nacional do Vimeiro é uma relíquia da natureza que tem estado ao desleixo pela inoperância do Estado. Os 276 hectares têm de ter vida e desenvolvimento para o Vimeiro e Cela e para todo o concelho de Alcobaça.
        A CDU quer retomar o projecto que o PSD deixou cair e que chegou a ser presente em reunião de câmara em junho2011 (incluía um protocolo com a Autoridade Florestal Nacional). Os espaços: Viveiro, Casa da Guarda/da Mata, Parque de merendas do Gaio, Depósito de água, Estufa e a Pena Gouvinha têm de ser tratados.

         A História dos Coutos de Cister passa por lá. Também a figura de Joaquim Vieira Natividade merece que se retome a investigação, nomeadamente pela capacidade de resistência e resiliências dos carvalhos e sobreiros aos incêndios florestais o que pode configurar uma opção de reflorestação.

        A CDU quer preservação e animação. Quer economia, postos de trabalho, sustentabilidade nas receitas e despesas, espaços de turismo e lazer. Aposta na aproximação das pessoas com a biodiversidade, com o convívio entre pessoas e a bela natureza. A CDU defende que os carvalhos, seculares, os sobreiros e outras espécies, protegidas, devem ser potenciadas.
        A CDU quer promover parcerias com entidades, públicas e privadas, que permitam este e outros projectos que devem unir todos os alcobacenses. Atribui especial destaque as organizações de defesa do ambiente, sabedoras da importância da floresta autóctone nos ecossistemas (biodiversidade, ciclo de água, fertilidade dos solos, dióxido de carbono e oxigénio…)

        Quer a ligação à cidade de Alcobaça pela valorização do beira Baça, que nasce no Vimeiro e cujas ribeiras devem ser cuidadas.

        Este é um pequeno exemplo do que devemos fazer em relação à nossa Floresta. O que o Ministério da Agricultura aprovou em liberalizar as plantações do eucalipto é um atentado à erosão do solo e às nossas potencialidades hídricas, sem esquecer o bem que é a Paisagem. A CDU pode fazer a diferença!


        Pel’ A Comissão Coordenadora da CDU,

        Vanda Furtado Marques,

        candidata a Presidente da Câmara

        914 956 066

        João Paulo Raimundo,

        candidato a Presidente da Assembleia Municipal

        917 217 06

        ***

        ***
        18jan2012
        fotos de Hugo Amado  e Fátima Afonso (facebook)

        Foto de João Coelho (facebook)
        grande drama...
        Dona Domingas Magalhães estava na cama. Funcionária foi deparar com o incêndio...Escaparam...
        O edifício ficou sem telhado.
        Desalojada a D.Domingas e....
        O bombeiro Vitor Silvestre ficou ferido em queda no telhado vizinho donde combatia o fogo.
        ***
        fotos minhas
        *
        *
        ***
        via tintafresca.net

        Alcobaça
          Incêndio destrói cobertura de prédio no Rossio
             Um incêndio que deflagrou na manhã de 18 de janeiro, por volta das 11h, destruiu a cobertura de um prédio de 3 andares situado na zona histórica da cidade de Alcobaça, na Praça 25 de Abril, junto ao Mosteiro de Santa Maria. O edifício alberga as instalações do Banco Millennium BCP, da Academia de Dança, além de ser também de habitação, sendo que as duas famílias que habitavam no edifício estão realojadas em habitação de familiares, não tendo requerido qualquer apoio à Câmara Municipal de Alcobaça.

             O comandante dos Bombeiros de Alcobaça admitiu ao Tinta Fresca que a causa provável do incêndio foi o aquecimento excessivo de uma salamandra. No total intervieram no sinistro 40 bombeiros e 16 veículos, das corporações de Alcobaça, Benedita e Nazaré. Mário Cerol referiu ainda que o edifício ficou afetado pela água que foi usado no combate ao incêndio, sendo que é necessário apurar as questões de segurança da estrutura. No entanto Mário Cerol adiantou que a entidade bancária que se situa no rés-do-chão do edificio abrirá no dia 19 de janeiro.

             Segundo fonte da Câmara Municipal de Alcobaça, a situação foi acompanhada pela autarquia através dos gabinetes de Proteção Civil e da Assistência Social, tendo havido um pedido de apoio dos ocupantes do edifício, à Proteção Civil, no sentido de se verificarem as condições de segurança do edifício. Fonte da autarquia revelou ao Tinta Fresca que a Proteção Civil Municipal continua no local e que irá colocar uma cobertura provisória no edifício de forma a proteger os bens das pessoas, visto que o edifício ficou sem telhado.

          Incêndio deflagrou na cobertura do edifício
          19-01-2012
          ***
          ***
          VIA UNIR ALCOBAÇA

          29/06/2011


          4.670. (29Junho19h19') A reunião de câmara d'hoje aprovou, extra-ordem do dia, o projecto e o protocolo com autoridade florestal-Mata do Vimeiro

          Extra nº 4
          Além do projecto para a Mata nacional do Vimeiro
          foi aprovado o protocolo (a 10 anos) com a Autoridade Florestal Nacional.
          (A ANMP tem 1 protocolo com a AFN)
          A Câmara passa a poder agir sobre algumas zonas dos 276 ha:
          Viveiro
          Casa da Guarda/da Mata
          Parque de merendas do Gaio
          Depósito de água
          Estufa
          Pena Gouvinha

          Presidente da câmara diz que há hipóteses de candidatura de financiamento
          ***

          12fev2010
          Hoje deflagrou um incêndio nos "pneus oliveira"...Uma imensa fumarada...















          Ao mesmo tempo o desfile das crianças de algumas escolas do concelho, desfilaram e tiveram que se abrigar na tenda, tal a temperatura: 5 graus...
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          ag2005
          Pombal foi devastado...
          https://www.jornaldeleiria.pt/download-publicacao-free/303
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          http://www.bombeirosdeportugal.pt/imagens/Edicoes/PDFs/BP_346.pdf
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          15jul2004
           prevenção não se fez e regressam os incêndios
          Poucos Guardas para tanta floresta
          Os guardas florestais alertam para a perigosa situação que se repete na floresta portuguesa. Embora o Governo tenha apostado mais em meios de combate a incêndios, a prevenção ficou de novo por fazer. A isto acresce a redução progressiva do Corpo da Guarda, posto em causa pela política da coligação PSD/PP.
          Segundo o relatório provisório de 2004 da DGRF, até ao dia 4 de Julho arderam, em comparação com o ano passado em igual período, mais 267 hectares do que em 2003, ano que foi dos mais violentos de sempre, no que respeita a incêndios florestais.
          Em relação a 2002, já arderam mais 6 mil hectares. Comparando com os anos de 1999 a 2001, em que arderam entre 15 e 16 mil hectares, registam-se mais mil hectares de área ardida, este ano.
          Em entrevista ao Avante!, Rui Raposo, adjunto da direcção da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública e a acompanhar o grupo de trabalho dos guardas florestais revelou que, perante o desprezo a que têm sido votados, os guardas decidiram «avançar com a concentração nacional marcada para hoje às 15 horas, frente à DGRF, em Lisboa. Neste momento circula um abaixo-assinado que, em apenas cinco dias recolheu dezenas de assinaturas de guardas florestais.
          Há mais de um ano que a Federação negociava um projecto de estatuto para o Corpo visando estruturar a carreira e obter a classificação de Corpo Especial, com um esquema de progressão idêntico ao das restantes forças policiais.
          O estatuto fundamentava-se no facto de o Corpo estar a sedimentar-se autonomamente com organismos e uma hierarquia própria, com um reconhecimento progressivamente maior das funções técnico-policias que vinha a exercer e que agora está posto em causa, à semelhança do próprio estatuto.
          «Ao pôr-se em causa o Corpo, está a pôr-se em causa a segurança dos recursos florestais e o estatuto futuro dos seus guardas», referiu o dirigente sindical sublinhando o receio de que as alterações levem os guardas à situação que viveram antes de 1997, em que eram forçados pelos técnicos a desempenhar funções de motoristas e de empregados pessoais ao serviço dos superiores hierárquicos, desempenhando funções que nada tinham que ver com as suas competências.

          Ordenamento por fazer

          Aquando do processo de reestruturação do sector florestal público, a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública tinha alertado para a necessidade de se concretizarem as medidas previstas na Lei de Bases da Política Florestal, aprovada em 1996. Nessa legislação salientava-se a importância de se elaborar os planos regionais de ordenamento florestal, fundamentais para a regulação e ordenação da floresta, com uma definição clara no sentido de a precaver das monoculturas – essencialmente de pinheiro e eucalipto -, de forma a garantir a diversidade de culturas.
          Associada a factores como o do desordenamento ou a falta de infraestruturas florestais, a monocultura é propiciadora de incêndios, associada ao factor climático.
          Por outro lado, a Federação considera de importância prioritária a aposta na prevenção em detrimento do combate: «Os grandes investimentos devem ser encaminhados para a área da prevenção através do ordenamento, definindo-se estruturas próprias para a prevenção, sendo o Estado o responsável pela coordenação de meios e pela acção em termos de vigilância e prevenção», afirmou Rui Raposo.

          Prevenção sem meios

          Os meios para prevenção deviam estar concentrados no Ministério da Agricultura e do Ambiente, sendo este último detentor da tutela das áreas protegidas, defende a Federação.
          O Governo PSD/PP centralizou na Direcção-Geral de Florestas as iniciativas para a prevenção de incêndios florestais. No entanto, «a estrutura que foi depois definida para a agora Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), ex-Direcção-Geral das Florestas – não corresponde ao que seria necessário», criticou o mesmo dirigente.
          Em termos orçamentais «foi dada uma enorme importância ao combate aos incêndio florestais e uma menor importância à prevenção», afirmou, sublinhando que os meios à disposição do Ministério da tutela, via DGRF, são manifestamente insuficientes para garantir uma prevenção eficaz «e não são dadas perspectivas para a curto ou a médio prazo serem ampliados».
          Por outro lado, ainda não foram anunciadas quaisquer medidas relativamente às matas e florestas públicas tutelada pela DGRF, no sentido de as dotar com meios técnicos e humanos que garantam a sua conveniente gestão.

          Militares sem formação

          Embora seja o Corpo Nacional da Guarda Florestal a entidade vocacionada para garantir a fiscalização, policiamento e a intervenção em termos técnicos nas nossas florestas, o Governo emanou legislação sobre o Sistema Nacional de Protecção contra os Incêndios Florestais que envolve o Corpo Nacional da Guarda Florestal mas também a GNR, a PSP, Policias Municipais, os vigilantes da natureza e as Forças Armadas. «Estas entidades são atiradas para o terreno sem a preparação necessária para que possam ter uma intervenção eficaz no terreno. Não basta dizer que as Forças Armadas vão ter milhares de efectivos no terreno para fiscalizar as florestas, quando depois as brigadas de guardas florestais são confrontadas com situações em que as forças militares destacadas não conhecem o terreno», denunciou Rui Raposo.
          A falta de preparação para identificar os locais de deflagração dos incêndios cria dificuldades na gestão e coordenação dos sistemas de combate.
          Para Rui Raposo, a situação revela uma grande «insensibilidade dos responsáveis políticos ao encararem o problema de forma pouco profissional. Em vez de andarem a gastar meios financeiros do erário público para colocar no terreno a GNR, a PSP e as Forças Armadas, porque não utilizam antes esses recursos para reforçar a guarda florestal e o número de efectivos de vigilantes da natureza, que são profissionais habilitados para desempenhar estas funções, receberam formação e conhecem o terreno?», pergunta.

          Corpo em risco

          Os guardas florestais consideram estar em causa a própria existência do Corpo Nacional, criado em 1997, um ano após a aprovação da Lei de Bases que contemplou a sua existência com funções de fiscalização e policiamento claramente definidas, respeitante à legislação relativa às florestas, cinegética e pesca em águas interiores.
          A partir desse ano, a DGF foi construindo o Corpo, dignificando-o do ponto de vista da carreira, das condições de trabalho e da sua imagem.
          Antes, os guardas estavam espalhados por cantões e trabalhavam isoladamente. Com a nova regulamentação foi-lhes atribuído fardamento e viaturas devidamente identificadas como Corpo policial, meios de comunicação mais eficazes e, por terem tido formação na área de identificação das causas dos fogos, os meios judiciais passaram a reconhecer a Guarda como um órgão de polícia criminal com estrutura própria dentro da DGF.
          A estrutura tinha um coordenador nacional equiparado a chefe de divisão, que por sua vez tinha atribuições e competências próprias para coordenar e dirigir o Corpo a nível nacional. Cada região dispunha de um coordenador regional próprio do Corpo – eram sete, ao todo – e, descentralizando, haviam coordenadores subregionais – 23 nomeados – que eram já elementos de carreira da Guarda Florestal.
          A estrutura foi-se consolidando durante estes anos com a formação profissional e o referido reforço de meios.
          «Neste momento, todo este trabalho de anos está em perigo, começando pela própria estrutura», denunciou Rui Raposo.
          Como força policial, defende o dirigente sindical, o Corpo deve ser uma estrutura independente com garantias de isenção de actuação em relação à restante estrutura da DGF.

          Acumulação de funções

          Segundo a Lei de Bases, a DGF é a autoridade florestal nacional que deve poder exercer com isenção as suas funções através do Corpo Nacional da Guarda.
          No entanto, o Ministério da Agricultura decidiu que a estrutura descentralizada no Corpo Nacional da Guarda fosse diluída na estrutura das própria DGRF. Agora, as funções de direcção em cada região ou subregião são exercidas pelas mesmas pessoas que exercem as funções de direcção da restante estrutura da Direcção-Geral, a nível regional, «criando uma situação de incompatibilidades», acusou o mesmo dirigente.
          Primeiro foram criadas três subscrições ao nível nacional e acabou a divisão em sete sub-regiões. Neste momento, a sub-região sul vai desde o Ribatejo até ao Algarve (metade do País).
          «Um director de circunscrição fica, ao mesmo tempo, com a competência de coordenar e dirigir o Corpo ao nível da sua região. Abaixo dele estão os chamados chefes de núcleo, sendo que a cada um corresponde um Plano Regional de Ordenamento Florestal.
          O director tem ainda a responsabilidade de gerir as matas públicas que estão sob a alçada da sua circunscrição. Se, porventura, enquanto gestor da mata pública violar a legislação, quem é que o fiscaliza? São os que estão também sob a sua coordenação, os guardas florestais que, efectivamente, têm essa competência?», pergunta o dirigente sindical.
          Isto cria, inevitavelmente, um choque de competências e um problema de isenção por parte do director de circunscrição», acusa.
          A incompatibilidade é também notória no que respeita aos planos regionais de ordenamento florestal: o mesmo director tem a função de gerir o plano que envolve povoamento públicos e privados.
          A Federação considera que o referido director não terá força suficiente para, quando um proprietário florestal não estiver a cumprir as normas do Plano Regional de Ordenamento, exercer o poder de autoridade, podendo criar-se um choque de interesses que o impeça de o fazer.
          Ao sindicato têm chegado denúncias de situações deste tipo. Quando os guardas detectam infracções às regras e tentam autuar, a resposta do chefe de núcleo é para não avançar com o auto. «É a autonomia da autoridade do guarda florestal que está a ser posta em causa», considerou.
          Por outro lado, enquanto que com a criação do Corpo os autos podiam ser encaminhados para os tribunais, agora passam primeiro pela chefia antes de se processar o seu encaminhamento.

          Chefes e benesses

          Os directores de circunscrição têm, entre uma multiplicidade de funções que lhes estão atribuídas, que dirigir e coordenar o Corpo. A experiência de sete anos de existência do Corpo Nacional com estrutura própria revela que os coordenadores regionais, apesar de terem formação própria que os actuais responsáveis não têm, eram obrigados a recorrer a mestres florestais com experiência para poderem exercer eficazmente as suas funções. Dedicavam-se exclusivamente à gestão do Corpo, ao contrário de hoje.
          Outra Prova de que há uma clara intenção de fazer desaparecer a imagem deste Corpo Nacional da Guarda Florestal é o papel timbrado que servia para elaborar os autos que deixou de ter o timbre do Corpo passando a ter apenas a marca dos serviços regionais da DGRF.
          Se até aqui os directores tinham funções de coordenação regional, agora essas incumbências foram-lhes retiradas. Mestres florestais com décadas de experiência viram ser-lhes retiradas as funções de coordenação e outras funções técnicas, e atribuídas a funcionários administrativos.
          Outra situação que vem perigar a carreira deve-se ao facto de os lugares do chefe de divisão que até há pouco tempo só podiam ser ocupados por concurso, passarem a ser ocupados por escolha, após a alteração da legislação da Função Pública sobre cargos de chefia.
          «Nos serviços florestais foram colocadas pessoas ligadas aos lobies das celuloses ou que eram dirigentes e foram afastadas por terem declarado, na altura, estarem contra a constituição do Corpo e a dignificação da carreira dos guardas florestais. Alguns criaram mesmo situações de repressão clara nos locais de trabalho contra os guardas», denunciou Rui Raposo.
          Agora, aqueles lugares foram-lhes novamente atribuídos, numa atitude classificada pela Federação como «um autêntico saneamento político».
          «Enquanto um coordenador regional nunca ganhou mais além do que era atribuído à sua carreira de engenheiro técnico e agrário, estes senhores vão ser todos classificados como chefes de divisão», denunciou o sindicalista, acrescentando que «agora não são sete mas 21 os chefes de divisão, além dos directores de subscrição que passam a ser considerados subdirectores regionais».
          «Assim que foram distribuídos os lugares, a DGF teve logo a preocupação de distribuir viaturas novas todo-o-terreno aos 21 novos chefes de divisão quando se sabe que a Direcção-Geral devia continuar a apostar na actualização de meios de transporte para as brigadas. A prioridade foi para estes senhores e não para o que faz falta no terreno», concluiu.

          Cada vez são menos

          «Se não tivéssemos no nosso País apenas 570 guardas florestais, para cerca de três milhões de hectares de floresta, e os profissionais que conhecem o terreno, acompanhando as florestas durante todo o ano, tivessem os meios necessários à prevenção, certamente que assistiríamos a uma redução progressiva dos incêndios», considerou Rui Raposo.
          Nos últimos cinco anos, o quadro de guardas florestais em vez de ter crescido foi reduzido de mais de 800 guardas para os 570, e «a tendência é para que os concursos não compensem as saídas previstas por motivos de idade de reforma», revelou. No concurso para 2003/4, foram abertas 35 novas vagas. Em Abril deste ano, a lista de aposentados de 2003 era de mais de 50, pelo que o saldo continua a ser negativo.
          Um estudo elaborado pela própria DGRF revela a incúria da parte do Governo nesta matéria. Segundo aquele trabalho, até 2006, caso não se inverta a tendência, o número de guardas florestais poderá situar-se em pouco mais de 400.
          Apesar destes dados, «a cega intenção do Governo de contenção nas despesas e de congelamento de admissões para a Função Pública não permite que a DGRF abra o concurso para fazer face à falta de profissionais capacitados para a prevenção», denunciou Rui Raposo.
          Em 2001, a Federação propôs, no seu caderno reivindicativo, que até 2008 fossem admitidos em média cerca de 200 guardas que iriam não apenas colmatar as aposentações como aumentar o número de efectivos.

          Luís Gomes
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          21ag2003
          Carlos Carvalhas
          Erros graves ajudaram à tragédia
          Carlos Carvalhas, em nome do PCP, usando da palavra após a intervenção do Ministro da Administração Interna, começou por expressar os pêsames às famílias das vítimas, manifestando simultaneamente a sua homenagem às populações e à sua luta solidária, bem como aos bombeiros, aos autarcas, à GNR e às forças militares.
          É esse discurso, marcado por duras críticas ao Governo, como é o caso da que sublinha o inadmissível desinvestimento ocorrido na vigilância das florestas, que transcrevemos na integra:
          «Anteontem o sr. primeiro-ministro afirmou que os bombeiros têm sido verdadeiros heróis, o que é verdade. Mas queremos aqui recordar que o Projecto de lei que o PCP apresentou reforçando os direitos da Liga dos Bombeiros Portugueses foi chumbado pela maioria. Agora temos boas palavras, mas na altura funcionou a arrogância, o desinteresse e a incompreensão.
          Do mesmo modo nos poderíamos referir aos parques florestais para a madeira ardida e as respectivas medidas de apoio aos proprietários, que a maioria chumbou e o primeiro-ministro agora propõe. Mais vale tarde do que nunca...
          Durante esta tragédia, que infelizmente ainda decorre, entendemos os apelos do Senhor Presidente da República à unidade nacional como sendo no sentido da convergência de esforços, vontades e energias, com o objectivo de combater os incêndios, prestar socorro às populações, minorar prejuízos, levar uma palavra de conforto às vítimas. Não entendemos as palavras do Senhor Presidente da República nem no sentido da diluição das responsabilidades, nem no sentido da suspensão do direito de crítica e de discordância. Nem aceitamos a treta de outros de que somos todos culpados.
          A vastidão e a intensidade dos incêndios deste ano tem causas climatéricas excepcionais, atrasos nas respostas, insensibilidade face aos avisos meteorológicos, descoordenação nos combates, mas tem também outras causas mais distantes e mais próximas.
          Há responsabilidades graves que dizem respeito a este Governo e aos sucessivos governos do PSD e do PS, designadamente no protelamento de uma política florestal há muito identificada e aprovada.
          Responsabilidades do governo PS nos atrasos sucessivos na implementação da Lei de Bases da Floresta aprovada na base de um projecto do PCP, nos atrasos da concretização dos planos regionais de ordenamento florestal, na instituição do Fundo Financeiro Florestal, no levar à prática a Resolução do Conselho de Ministros de Abril de 1999: o dito Plano Sustentável da Floresta Portuguesa.
          Responsabilidades ainda no desmantelamento dos meios de combate aos fogos da Força Aérea. A privatização, a delegação para os privados, mostrou agora as suas fragilidades e vulnerabilidades. Os privados e a «indústria do fogo» têm interesses próprios, nem sempre coincidentes com o interesse geral.
          E sobre tudo isto temos autoridade para aqui o referir e sublinhar. Por várias vezes aqui chamámos a atenção para os erros que estavam a cometer-se.
          Mas há também as responsabilidades graves não só do PSD e da maioria, como deste Governo.
          No Outono do ano passado, depois de várias iniciativas (Lousã, Almoçageme,...), afirmámos aqui que era no Inverno que se devia tratar dos incêndios de Verão. Apresentámos nesta Assembleia da República, em 27 de Novembro, uma Resolução sobre a prevenção e combate aos fogos florestais, que foi aprovada por unanimidade. Porque é que não foi levada à prática?
          Ao longo do ano alertámos por várias vezes o Governo para a necessidade de dar cumprimento à Resolução e, designadamente, em relação ao reforço dos meios de vigilância neste Verão. E porquê? Porque é que o PCP, tanto na Resolução aprovada na Assembleia da República como noutras intervenções, chamou a atenção com veemência para o reforço da prevenção e vigilância este ano? Porque tínhamos tido um ano muito húmido, o que fazia prever a acumulação de muito silvado e material lenhoso, que seria pólvora sobre pólvora, tornando este Verão particularmente perigoso.
          Estes avisos e alertas estão vertidos nos Diários desta Assembleia da República.

          Contenção cega

          O que é que fez o Governo?
          Em vez de reforçar os meios de vigilância, como o PCP insistentemente apontava, optou por uma política de cega contenção de despesas neste domínio. Os cortes orçamentais diminuíram substancialmente os meios de vigilância de prevenção. Cortes substanciais «na criação de equipas de sapadores florestais» e na protecção das florestas contra incêndios, cortes nas equipas de vigilância, e tudo isto num ano em que já tínhamos alertado que poderia ser muito perigoso.
          Este Governo não é responsável pela incúria dos governos do PSD e do PS que lhe antecederam, nem pelas condições climatéricas, mas é particularmente responsável por não ter dado ouvidos às muitas chamadas de atenção que lhe foram feitas, e é particularmente responsável por não ter concretizado o proposto pela Resolução aqui aprovada por unanimidade.
          O Governo cometeu um crime por negligência e agora trata de sacudir a água do capote. Os cortes feitos na prevenção são indesculpáveis.
          Um só incêndio que se tivesse evitado compensaria de longe as poupançazecas orçamentais e pagaria a vigilância de vários anos.
          E estas poupanças são ainda particularmente chocantes quando assistimos, já com os fogos em pleno desenvolvimento, ao sr. ministro da Administração Interna, integrado numa operação de marketing, a mostrar a preparação das forças da GNR para o Iraque, em que vão gastar-se mais de 8 milhões de euros!
          O mesmo ministro, acompanhado do primeiro-ministro, que uns dias antes afirmara que havia meios suficientes de combate aos incêndios quando, de forma cruel, as imagens nos mostravam vilas e aldeias a combater os incêndios com mangueiras de jardim, e militares armados de sofisticados ramos, uns e outros cercados pelas chamas!
          Quanto aos meios aéreos militares, tivemos que pedir auxílio a Espanha, a Itália, e até a Marrocos...
          Depois da operação de marketing do Conselho de Ministros no Porto, o primeiro-ministro levou quatro dias a perceber que o País estava a arder, e isto para não falar das inconcebíveis intervenções do ministro Figueiredo Lopes e de Amílcar Theias, com a sua tese do armamento dos ex-combatentes e a evidente descoordenação estratégica no combate aos incêndios, denunciada pelas populações e pelos autarcas.
          Atrasos também nos pedidos de auxílio à União Europeia.

          Passar à prática

          Agora não basta uma política assistencialista às populações, com o ministro dos Assuntos Sociais por um lado, o ministro da Agricultura por outro, e os ministros da Economia e das Finanças à distância. É necessário um plano coordenado de ataque às diversas vertentes desta tragédia. São necessárias medidas gerais e medidas que tenham em conta as especificidades dos diversos concelhos, e até medidas pontuais de apoio.
          Depois é necessário cumprir e avançar com a legislação que está aprovada em relação à política florestal. Não é preciso esperar por Outubro e por mais uma estratégia de reflorestação. O que é necessário é cumprir a legislação existente. Passar à prática.
          A compartimentação, as áreas de folhosas, a diversificação, os corredores, a limpeza das matas, os estímulos à associação dos proprietários, estão há muito identificados e desenhados. É necessário tirar de vez as lições desta tragédia. Ao menos que agora se cumpra o adágio popular: depois de casa roubada, trancas à porta!
          Mas é também evidente que este Governo, que nem sequer assume as suas responsabilidades, está, com a sua política, a colocar o País na situação de «tanga» efectiva, a tal que falava no início desta legislatura.
          A floresta portuguesa contribui para a existência de mais de 7 mil empresas, correspondente a mais de 164 mil postos de trabalho. E agora? Será que a culpa vai mais uma vez morrer solteira? Fazemos votos para que se tirem as ilações desta catástrofe e se tomem medidas a sério em relação às populações, às actividades económicas que vivem da floresta e à política florestal no concreto.
          Cumpra-se a legislação, passe-se à prática. É tempo, mais que tempo sr. primeiro-ministro!»
          http://avante.pt/pt/1551/assembleiadarepublica/1893/
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          7aGOSTO2014
          Não devia ser em maio.junho???
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          Via Alcoa 29julho2014

          Junta de Freguesia de Évora de Alcobaça promove sessão de esclarecimento sobre limpeza de matos e vegetação

          floresta
          Na próxima sexta-feira, dia 1 de agosto, a Junta de Freguesia de Évora de Alcobaça vai realizar, pelas 21h30, uma sessão de esclarecimento sobre limpeza de matos e vegetação. O objetivo é esclarecer os fregueses proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que possuam terrenos confinantes a edificações na área territorial de Évora de Alcobaça sobre o resultado da operação de fiscalização levada a cabo pela Base de Reserva de Alcaria do Grupo de Proteção e Socorro da Guarda Nacional Republicana (GNR). Na operação, realizada no passado dia 11 de junho, foram verificadas 391 infrações.
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          Via face da JF Alcobaça.Vestiaria.ag2014
          RESULTADOS DA INSPEÇÃO ÀS CONDIÇÕES DE PROTEÇÃO E SOCORRO RESULTAM EM NOTIFICAÇÕES AOS PROPRIETÁRIOS DE TERRENOS.

          A União das Freguesias de Alcobaça e Vestiaria informa que, na sequência da inspeção levada a cabo pela Guarda Nacional Republicana - Grupo de Intervenção Proteção e Socorro - Base de Reserva de Alcaria, no passado mês de Junho, foram identificados todos os terrenos em infracção ao abrigo da Nº2 DO ART.º 15º, DO DL 124/06 DE 28JUN ALTERADO PELOS DL 17/09 DE 14 JAN E DL 114/11 DE 30 NOV.
          Cumpre-nos assim comunicar a todos quantos tenham terrenos identificados, que serão alvo de notificação por parte da GNR-GIPS. Os interessados poderão consultar as listagens e recolher informações quer na sede (Alcobaça), quer na delegação (Vestiaria) da União das Freguesias.

          Mais se informa que brevemente será inspecionado o perímetro urbano da freguesia, pelo que se aconselha a todos os proprietários as devidas medidas de precaução.

          Foto: // Trabalhos na Freguesia
RESULTADOS DA INSPEÇÃO ÀS CONDIÇÕES DE PROTEÇÃO E SOCORRO RESULTAM EM NOTIFICAÇÕES AOS PROPRIETÁRIOS DE TERRENOS.

A União das Freguesias de Alcobaça e Vestiaria informa que, na sequência da inspeção levada a cabo pela Guarda Nacional Republicana - Grupo de Intervenção Proteção e Socorro - Base de Reserva de Alcaria, no passado mês de Junho, foram identificados todos os terrenos em infracção ao abrigo da Nº2 DO ART.º 15º, DO DL 124/06 DE 28JUN ALTERADO PELOS DL 17/09 DE 14 JAN E DL 114/11 DE 30 NOV.
Cumpre-nos assim comunicar a todos quantos tenham terrenos identificados, que serão alvo de notificação por parte da GNR-GIPS. Os interessados poderão consultar as listagens e recolher informações quer na sede (Alcobaça), quer na delegação (Vestiaria) da União das Freguesias.

Mais se informa que brevemente será inspecionado o perímetro urbano da freguesia, pelo que se aconselha a todos os proprietários as devidas medidas de precaução.
          https://www.facebook.com/jfalcobacaevestiaria/photos/a.1440330406189898.1073741825.1440012799554992/1539158449640426/?type=1&theater
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          Via JFPataias.Martingança e Sapinho Gelásio:

          Registo de terrenos a limpar

          Registo de fiscalizações da GNR/GIPS.
          A informação no site da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Pataias e Martingança: http://www.jfpataias.pt

          Limpeza de terrenos


          Recebido via e-mail

          Envio levantamento da GNR/GIPS de terrenos com mato em Infração. Seguem alguns mapas para Divulgação. Os terrenos que estão assinalados estão em infração. É importante fazer o máximo de divulgação.
          Na próxima fase vão fazer a fiscalização, se estes assinalados foram ou não limpos para posteriormente serem levantados os respetivos autos. Por isso é importante a Participação de todos.
          Mais informação em www.jfpataias.pt no acesso: Registo de fiscalizações da GNR/GIPS ou contate a sede da Junta pelo nº 244589156 ou emailj.f.pataias@sapo.pt.
          Divulgação da UF Pataias e Martingança no âmbito do levantamento dos terrenos em redor de habitações e aglomerados, efetuado a 13/06/14, pelo Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) atendendo à obrigatoriedade da limpeza do mato ao redor das habitações.
          Legislação: Nº2 DO ART.º 15º, DO DL 124/06 DE 28JUN ALTERADO PELOS DL 17/09 DE 14JAN E DL 114/11 DE 30NOV.
          Cumprimentos

          SEGUEM-SE VÁRIOS FOTOMAPAS...
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          (3set2012.15.26') 
          Alcobaça...urge medidas urgentes
           para evitar notícias terríveis no nosso concelho!!!
          Há anos que falamos em medidas de prevenção...
          O nosso concelho tem vários pontos críticos...
          Anos e anos de experiências terríveis noutros concelhos, ainda não foram suficientes...
          Esperemos que eu esteja sempre errado!!!
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          Posição do PCP

          PCP assinala o seguinte:

          Estes incêndios mostram uma vez mais à evidência a falta que faz uma política de prevenção estrutural da floresta e consequente, bem como a valorização dos rendimentos dos produtores florestais. Para o PCP, qualquer ideia de reposição das áreas ardidas por monocultura florestal, seja de pinheiro, seja de eucalipto, e que o Governo já admitiu, é errada.
          1. Em primeiro lugar, o PCP transmite uma palavra de solidariedade para com as populações afectadas e particularmente para as vítimas e as suas famílias, que vivem horas de grandes dificuldades e desespero. Uma palavra também de apreço e confiança para todos os que se encontram no combate aos incêndios em curso.
          2. Sendo ainda cedo para fazer um balanço global, e assinalando que este é o primeiro ano em que o dispositivo de combate a incêndios (DCIF), implementado em 2005, enfrenta um ano de seca extrema e incêndios florestais desta dimensão (o incêndio do Algarve é um dos maiores registados desde que há estatística), os problemas verificados com o DCIF, nomeadamente no combate a incêndios florestais de grande dimensão, como refere o Relatório da ANPC sobre o de Tavira/Algarve, mostram a necessidade de uma avaliação rigorosa sobre a suficiência dos meios, a organização das forças e a estratégia de combate. Neste quadro, é necessário continuar a aprofundar a análise, para sinalizar todos os problemas e decidir das medidas a tomar.
          3. Mas estes incêndios mostram uma vez mais à evidência a falta que faz uma política de prevenção estrutural da floresta e consequente, bem como a valorização dos rendimentos dos produtores florestais, o que, manifestamente, continua por concretizar. O recente corte de mais de 150 milhões de euros para investimentos na Floresta, no quadro da reprogramação do PRODER, é um sinal muito negativo neste sentido. Por outro lado, para o PCP, qualquer ideia de reposição das áreas ardidas por monocultura florestal, seja de pinheiro, seja de eucalipto, e que o Governo já admitiu, é um erro que é preciso atalhar.
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          Em Alcobaça o Regulamento Edifícios
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          Para ler com mais tempo:
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          Florestas
          em Julho 2007 num artigo do saudoso ANTÓNIO PAULO

          Fogos florestais sob prevenção

          20-01-2007 |
          Fogos florestais sob prevenção
          Fogos florestais sob prevenção


          A Câmara da Nazaré quer criar condições de prevenção aos incêndios


          Nazaré e Alcobaça com Planos de Defesa da Floresta Contra Incêndios
          Cinco anos é o prazo estabelecido para criar um conjunto de condições para prevenção e combate aos incêndios florestais
          António Paulo
          O município da Nazaré concluiu o seu Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI), entretanto já remetido à Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), para aprovação definitiva. O plano prevê a implementação, num horizonte de cinco anos, de medidas de prevenção, sensibilização, vigilância, detecção e coordenação de meios e agentes envolvidos no combate a incêndios.

          Elaborado pelo Gabinete Técnico Florestal dos Concelhos de Alcobaça e Nazaré, o documento indica que, neste município, existe uma elevada densidade de pontos de água; contudo, são, na sua maioria, pequenas estruturas fixas de armazenamento e fraca capacidade de abastecimento. Uma outra lacuna identificada é a inexistência de sistemas de ligação dos reservatórios de água aos meios de combate. Assim, no âmbito do plano, são identificados como pontos de água operacionais a Lagoa de Valado dos Frades e o depósito de Vale Fundo, que oferecem bons acessos e adequada capacidade de abastecimento.


          Embora a área florestal ardida no município da Nazaré não tenha sido muito significativa nos últimos anos, a sua vulnerabilidade é elevada e merece preocupação, sobretudo na área da prevenção. De acordo com o documento, 70 por cento da área total do concelho da Nazaré corresponde a área florestal, a maior parte da qual apresentando elevado risco de incêndio. As freguesias da Nazaré e Valado dos Frades, bem como o sítio classificado do monte São Bartolomeu estão mesmo inseridas na chamada Área Crítica de Leiria. Contudo, tem sido a freguesia de Famalicão aquela mais afectada por incêndios, quer em número de ocorrências registadas, quer em termos da área ardida


          Em Alcobaça, o PMDFCI demorou cerca de seis meses a ser realizado, tendo sido entregue para parecer da Direcção-Geral dos Recursos Florestais no último dia do prolongamento do prazo, o passado dia 29 de Dezembro. O plano identifica as matas do Vimeiro, a zona da Fonte da Senhora na Benedita e o Pinhal de Pataias como os pontos críticos do concelho de Alcobaça, os vários pontos de água e ainda as medidas necessárias para evitar a devastação de bens pelo fogo.


          Actualizar anualmente as infra-estruturas (rede viária e pontos de água) e melhorar o seu estado de conservação; proceder à criação de redes de Faixas de Gestão Combustível (parcelas de terreno, geralmente paralelas à rede viária, onde se procede à remoção total ou parcial da biomassa florestal, de modo a reduzir potenciais focos de ignição de incêndios); promover sessões de esclarecimento dos proprietários para as boas práticas silvícolas e campanhas de sensibilização orientadas para diferentes segmentos de população; e actualizar os meios humanos e materiais de combate e prevenção, são algumas das acções preconizadas no plano municipal.


          Planificar para prevenir


          Os PMDFCI’s, apontam objectivos e metas a atingir, a sua calendarização e orçamentação, e respectivos indicadores de execução e desempenho. As acções de vigilância serão planeadas anualmente, em função das zonas críticas identificadas na carta de risco, na carta de prioridades e nos registos de ocorrência.Os PMDFCIN's pretendem constituir-se como instrumentos operacionais de planeamento, programação, organização e execução de um conjunto de acções de prevenção e reabilitação de áreas ardidas. Estão inseridos numa estratégia nacional que visa contrariar a tendência actual de abandono da floresta e diminuir o número de fogos, através de um planeamento adequado da área florestal.


          De todas auatraquias do distrito de Leiria, apenas Ansião e Peniche não cumpriram com o prazo para envio dos respectivos PMDFLCI's, mas ono primeiro caso o documento já deverá ter sido enviado para apreciação e emissão de parecer por parte da DGRF, enquanto que no caso de Peniche, o plano só deverá estar concluído até ao final do primeiro semestre deste ano, isto porque aquela autarquia não dispõe de um gabinete florestal e optou por lançar um concurso público para a elaboração do plano. As Câmaras Municipais da Nazaré, Alcobaça, Pombal, Porto de Mós, Alvaiázere, Ourém, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Bombarral e Óbidos entregaram os respectivos planos, mas outras houve que se debateram com uma alegada indefinição e alterações consecutivas das regras que deveriam presidir à elaboração dos PMDFLCI's, como foram os casos, dos munícipios da Marinha Grande, Batalha e Caldas da Rainha. O ministério da Agricultura Desenvolvimento Rural e Pescas, depois de um prologamento de seis meses sobre a data limite de entrega - 31 de Outubro -, contabilizou 67 autarquias em falta, e poderá vir a aplicar-lhes coimas que poderão oscilar entre os 500 os 60 mil euros e impedimento de virem a receber fundos estatais.
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          antes do período crítico
          no período crítico

          Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, é necessário adoptar medidas especiais de prevenção contra incêndios florestais que ditam o seguinte:
          - Durante o período crítico só é permitido empilhamento em carregadouro de produtos resultantes de corte ou extracção (estilha, rolaria, madeira, cortiça e resina) desde que seja salvaguardada uma área sem vegetação com 10 m em redor e garantindo que nos restantes 40 m a carga combustível é inferior ao estipulado no anexo do presente decreto-lei e que dele faz parte integrante;
          - A realização de queimadas só é permitida fora do período crítico e desde que o índice de risco temporal de incêndio seja inferior ao nível elevado;
          - Nos espaços florestais, durante o período crítico, não é permitido fumar ou fazer lume de qualquer tipo no seu interior ou nas vias que os delimitam ou os atravessam;

          - Não é permitido realizar fogueiras para recreio ou lazer e para confecção de alimentos, bem como utilizar equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confecção de alimentos, exceptuando quando, em espaços não inseridos em zonas críticas, a confecção de alimentos seja realizada nos locais expressamente previstos para o efeito, nomeadamente nos parques de lazer e recreio e outros quando devidamente infra-estruturados e identificados como tal;

          - Não é permitido queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração, exceptuando a queima de sobrantes de exploração decorrente de exigências fitossanitárias de cumprimento obrigatório, a qual deverá ser realizada com a presença de uma unidade de um corpo de bombeiros;

          - Durante o período crítico não é permitido o lançamento de balões com mecha acesa e de quaisquer tipos de foguetes. Em todos os espaços rurais, durante o período crítico, a utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, está sujeita a autorização prévia da respectiva câmara municipal;

          - As acções de fumigação ou desinfestação em apiários (conjunto de colmeias) não são permitidas, excepto se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas;

          - Nos trabalhos e outras actividades que decorram em todos os espaços rurais e com eles relacionados, é obrigatório que as máquinas de combustão interna e externa a utilizar, onde se incluem todo o tipo de tractores, máquinas e veículos de transporte pesados, sejam dotadas de dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas e de dispositivos tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés, e estejam equipados com um ou dois extintores de 6 kg, de acordo com a sua massa máxima, consoante esta seja inferior ou superior a 10 000 kg.

          Legislação: Portaria n.º 269/2010 de 17 de Maio e o Decreto-Lei n.º 17/2009 de 14 de Janeiro.
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          via facebook com o impacto hj de OURÉM!!!

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            • Rogério Manuel Madeira Raimundo arrepiante...como é possível este ciclo se repetir assim, quando as políticas de prevenção estão mais que estudadas e essas não avançam...o que há é milhões para os negócios do combate aos incêndios...os bombeiros esses sofrem como o povo!!!.............
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              13aGOSTO2003
              Intervenção de Carlos Carvalhas na Comissão Permanente da AR

              Quarta, 13 Agosto 2003
              Sr. Presidente
              Srs. Deputados
              Ao iniciarmos aqui esta intervenção queremos desde já reafirmar os nossos pêsames às famílias das vítimas e a nossa homenagem às populações, à sua luta solidária, bem assim como aos bombeiros, aos autarcas, à GNR e às forças militares.
              Anteontem o sr. primeiro-ministro afirmou que os bombeiros têm sido verdadeiros heróis, o que é verdade. Mas queremos aqui recordar que o Projecto de lei que o PCP apresentou reforçando os direitos da Liga dos Bombeiros Portugueses foi chumbado pela maioria. Agora temos boas palavras, mas na altura funcionou a arrogância, o desinteresse e a incompreensão.
              Do mesmo modo nos poderíamos referir aos parques florestais para a madeira ardida e as respectivas medidas de apoio aos proprietários, que a maioria chumbou e o primeiro-ministro agora propõe. Mais vale tarde do que nunca...
              Durante esta tragédia, que infelizmente ainda decorre, entendemos os apelos do Senhor Presidente da República à unidade nacional como sendo no sentido da convergência de esforços, vontades e energias, com o objectivo de combater os incêndios, prestar socorro às populações, minorar prejuízos, levar uma palavra de conforto às vítimas. Não entendemos as palavras do Senhor Presidente da República nem no sentido da diluição das responsabilidades, nem no sentido da suspensão do direito de crítica e de discordância. Nem aceitamos a treta de outros de que somos todos culpados.
              A vastidão e a intensidade dos incêndios deste ano tem causas climatéricas excepcionais, atrasos nas respostas, insensibilidade face aos avisos meteorológicos, descoordenação nos combates, mas tem também outras causas mais distantes e mais próximas.
              Há responsabilidades graves que dizem respeito a este Governo e aos sucessivos governos do PSD e do PS, designadamente no protelamento de uma política florestal há muito identificada e aprovada.
              Responsabilidades do governo PS nos atrasos sucessivos na implementação da Lei de Bases da Floresta aprovada na base de um projecto do PCP, nos atrasos da concretização dos planos regionais de ordenamento florestal, na instituição do Fundo Financeiro Florestal, no levar à prática a Resolução do Conselho de Ministros de Abril de 1999: o dito Plano Sustentável da Floresta Portuguesa.
              Responsabilidades ainda no desmantelamento dos meios de combate aos fogos da Força Aérea. A privatização, a delegação para os privados, mostrou agora as suas fragilidades e vulnerabilidades. Os privados e a «indústria do fogo» têm interesses próprios, nem sempre coincidentes com o interesse geral.
              E sobre tudo isto temos autoridade para aqui o referir e sublinhar. Por várias vezes aqui chamámos a atenção para os erros que estavam a cometer-se.
              Mas há também as responsabilidades graves não só do PSD e da maioria, como deste Governo.
              No Outono do ano passado, depois de várias iniciativas (Lousã, Almoçageme,...), afirmámos aqui que era no Inverno que se devia tratar dos incêndios de Verão. Apresentámos nesta Assembleia da República, em 27 de Novembro, uma Resolução sobre a prevenção e combate aos fogos florestais, que foi aprovada por unanimidade. Porque é que não foi levada à prática?
              Ao longo do ano alertámos por várias vezes o Governo para a necessidade de dar cumprimento à Resolução e, designadamente, em relação ao reforço dos meios de vigilância neste Verão. E porquê? Porque é que o PCP, tanto na Resolução aprovada na Assembleia da República como noutras intervenções, chamou a atenção com veemência para o reforço da prevenção e vigilância este ano? Porque tínhamos tido um ano muito húmido, o que fazia prever a acumulação de muito silvado e material lenhoso, que seria pólvora sobre pólvora, tornando este Verão particularmente perigoso.
              Estes avisos e alertas estão vertidos nos Diários desta Assembleia da República.
              O que é que fez o Governo?
              Em vez de reforçar os meios de vigilância, como o PCP insistentemente apontava, optou por uma política de cega contenção de despesas neste domínio. Os cortes orçamentais diminuíram substancialmente os meios de vigilância de prevenção. Cortes substanciais «na criação de equipas de sapadores florestais» e na protecção das florestas contra incêndios, cortes nas equipas de vigilância, e tudo isto num ano em que já tínhamos alertado que poderia ser muito perigoso.
              Este Governo não é responsável pela incúria dos governos do PSD e do PS que lhe antecederam, nem pelas condições climatéricas, mas é particularmente responsável por não ter dado ouvidos às muitas chamadas de atenção que lhe foram feitas, e é particularmente responsável por não ter concretizado o proposto pela Resolução aqui aprovada por unanimidade.
              O Governo cometeu um crime por negligência e agora trata de sacudir a água do capote. Os cortes feitos na prevenção são indesculpáveis.
              Um só incêndio que se tivesse evitado compensaria de longe as poupançazecas orçamentais e pagaria a vigilância de vários anos.
              E estas poupanças são ainda particularmente chocantes quando assistimos, já com os fogos em pleno desenvolvimento, ao sr. ministro da Administração Interna, integrado numa operação de marketing, a mostrar a preparação das forças da GNR para o Iraque, em que vão gastar-se mais de 8 milhões de euros!
              O mesmo ministro, acompanhado do primeiro-ministro, que uns dias antes afirmara que havia meios suficientes de combate aos incêndios quando, de forma cruel, as imagens nos mostravam vilas e aldeias a combater os incêndios com mangueiras de jardim, e militares armados de sofisticados ramos, uns e outros cercados pelas chamas!
              Quanto aos meios aéreos militares, tivemos que pedir auxílio a Espanha, a Itália, e até a Marrocos...
              Depois da operação de marketing do Conselho de Ministros no Porto, o primeiro-ministro levou quatro dias a perceber que o País estava a arder, e isto para não falar das inconcebíveis intervenções do ministro Figueiredo Lopes e de Amílcar Theias, com a sua tese do armamento dos ex-combatentes e a evidente descoordenação estratégica no combate aos incêndios, denunciada pelas populações e pelos autarcas.
              Atrasos também nos pedidos de auxílio à União Europeia.
              Agora não basta uma política assistencialista às populações, com o ministro dos Assuntos Sociais por um lado, o ministro da Agricultura por outro, e os ministros da Economia e das Finanças à distância. É necessário um plano coordenado de ataque às diversas vertentes desta tragédia. São necessárias medidas gerais e medidas que tenham em conta as especificidades dos diversos concelhos, e até medidas pontuais de apoio.
              Depois é necessário cumprir e avançar com a legislação que está aprovada em relação à política florestal. Não é preciso esperar por Outubro e por mais uma estratégia de reflorestação. O que é necessário é cumprir a legislação existente. Passar à prática.
              A compartimentação, as áreas de folhosas, a diversificação, os corredores, a limpeza das matas, os estímulos à associação dos proprietários, estão há muito identificados e desenhados. É necessário tirar de vez as lições desta tragédia. Ao menos que agora se cumpra o adágio popular: depois de casa roubada, trancas à porta!
              Mas é também evidente que este Governo, que nem sequer assume as suas responsabilidades, está, com a sua política, a colocar o País na situação de «tanga» efectiva, a tal que falava no início desta legislatura.
              A floresta portuguesa contribui para a existência de mais de 7 mil empresas, correspondente a mais de 164 mil postos de trabalho. E agora? Será que a culpa vai mais uma vez morrer solteira? Fazemos votos para que se tirem as ilações desta catástrofe e se tomem medidas a sério em relação às populações, às actividades económicas que vivem da floresta e à política florestal no concreto.
              Cumpra-se a legislação, passe-se à prática. É tempo, mais que tempo sr. primeiro-ministro!