30/04/2016

2.295.(14jan2016.7.7') José Hermógenes de Andrade

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21jun
Dia Internacional do Yoga
Via Graça Silva:
4.º festival de Yoga da FPY
No dia 21 de junho celebra-se o dia mundial do Yoga. Esta data foi instituída pela ONU que declarou o Yoga como património imaterial da humanidade.
A Federação Portuguesa de Yoga é uma ONG sem fins lucrativos reconhecida pelo Estado Português como Entidade de Utilidade Pública. É membro efetivo da União Europeia de Yoga.
 A imagem pode conter: texto
https://www.facebook.com/events/308471880092808/
https://www.facebook.com/fpyoga/
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YOGA DAY
21 de junho, Dia Internacional do Yoga instituído pela ONU que declarou o Yoga como património imaterial da humanidade.

A foto trouxe de
 https://saude.abril.com.br/fitness/8-tipos-de-ioga-beneficios/?fbclid=IwAR2T2549ycMGzIjZSoxE0KfGRYmNr1WF16vdVHBHpXS3lW_ubJCo8bcyX8E
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Nasceu a 9mar1921
e morreu a 13 mar2015
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pioneiro em Medicina Holística
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tem academia Hermógenes
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www.profhermogenes.com.br
achyoga@unisys.com.br
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Hermógenes - Deus me Livre de Ser Normal

https://www.youtube.com/watch?v=qpjUJ0y66U4
Versão completa e oficial do autor. 
Prof. Hermógenes, considerado o pioneiro da Yoga no Brasil, com mais de trinta livros publicados, indiscutivelmente é um homem do bem cujo trabalho tem beneficiado inúmeras pessoas que buscam uma melhor qualidade de vida física e espiritual. O filme tem a honra de contar com a presença de Leonardo Boff, Divaldo Pereira Franco, Chico Xavier, Rogério Duarte, Bené Fonteles, Elba Ramalho, Patrícia Dantas, Harbans Lal Arora, Padre Zezinho, Pierre Weill, Alberto Marsicano, Purushatraya Swami e entre tantos outros, os Penitenciários do projeto Mente Livre. 

O Tema:

Violência, depressão, angústia, ansiedade, medo, solidão, hipocondria, dependências químicas, estresse, cardiopatias, egoísmo, psicose, neurose, diabete, hipertensão, paranóia, câncer, AIDS. Esse é quadro patológico em que se encontra mergulhada - universalmente - a humanidade. Reconhecer a raiz mestre de tanta dor e sofrimento, administrar o estresse, treinar o corpo, a mente e o espírito para a superação dessa ausência de Vida é o que um mestre potiguar - ao longo de meio século de estudos e experiências – vem ensinando, libertando assim indivíduos do caos, do suicídio, das doenças, da alienação, da prisão material e da morte. "Mas quem é esse homem que faz milagres? É ele um curandeiro? um anjo ? 

Esse homem chama-se José Hermógenes de Andrade Filho. Nasceu em 1921 em Natal, RN. Filósofo, escritor, poeta e cientista, esse natalense é o pioneiro da medicina holística no Brasil, o criador do método yogaterápico e o introdutor da prática de yoga no país. Com mais de 30 livros publicados com edições e traduções em outros idiomas, homenageado com diversas condecorações internacionais, o Prof. Hermógenes se tornou uma referências para os espiritualistas e psicoterapeutas em geral. Os seus livros, palestras, conferências científicas e exemplo de vida têm contribuído para a transformação psicofísica e espiritual de muitos; em Homens velhos para Homens Novos; em homens mais humanos, saudáveis, generosos, tolerantes e espiritualizados. A síntese de todo o seu trabalho, com base em conceitos holísticos e em temas como “yogaterapia”, “egoesclerose” (doença do ego), “normose” (doença de ser normal), “humildação” (exercício da humildade), “esteticoterapia” (terapia através do belo), “risoterapia” (terapia do riso), “Hatha Yoga” (postura física), “meditação”, “relaxamento”, está em devolver ao ser humano o seu maior patrimônio: Ele mesmo, visando uma sociedade mais ética, saudável, humana, evoluída e digna

Direção: Marcelo Buainain
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14jan2016
Comecei a ler
Foi 1 renovar de um mergulho no passado...Fez-me bem quandoe ra estudante, no ISTécnico, em Lisboa...
Auto perfeição Hatha Yoga
Ha...sol...positivo
Tha...lua...negativo
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Yoga..sabedoria hindu
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bhakti Yoga... amor devoto
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Prodígios...Yoguins avançados
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exuberante
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exultante
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exaurido
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siddhis ou poderes parapsicológicos
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vida com sorriso.coragem.luz
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contra a incoerência
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fervilhar de desejos
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ascetismo
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flagelar
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avatares da divindade
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psicossomática
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vitalizar vísceras
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sistema nervoso e o endócrino
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hinduísta...budista...cristã
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Ásanas: posições.posturas
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ahimsa...não violência
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vantagens do ioga: diabetes, polio, gordura, voz, pulmões, obsessões, insónia, prisão de ventre, obstipação, asma, arritmia, inércia hepática, bicos de papagaio, fumar, alcoolismo, drogas, medo, premonição, vidência
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sanear mente
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instalar saúde de nervos.vísceras.glândulas.músculos
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irradiar
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sintomizar
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corroborar
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primacial
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Taoísmo chinês
BICOTOMIA
hipertensão/hipotensão
sístole/diástole
prana/apana
purusha/prakriti
Yang/Yin
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impulso nervoso orlossimpático
estimulante: HA
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vagossimpático tranquilizante: THA
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Equilíbrio...cosmos...ordem
Desiquilíbrio...caos...desordem
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anabolismo/ catabolismo
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acidez/alcalinidade
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hiperfunção/hipofunção
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alongamentos
antiginástica
macrobiótica
neurolinguística
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Yogoterapia
psicoterapia
estetiterapia
eticoterapia
logoterapia
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metodologia Yóguica
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egoesclerose: doença do egoísmo
*ginástica estática...10' numa pose (ásana)
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movimentos graciosos como 1 desabrochar duma flor
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corpo fluídico ou prânico
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atitude mental/concentração/ convicção no que vai realizar/ alegria interior
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testosterona/estrogénio/ glândulas sexuais
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espiritualidade e inteligência
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não há eunucos talentosos
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poder sexual/ ojas? / força geradora de inteligência fulgurante e inspiração transcendente
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Yama Niyama/ prescrições Yoguis de ordem moral
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samprajanya: viver com exclusividade cada momento sem ligar ao passado ou ao futuro
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pranayamas
Krigas
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mudras
bandhas
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o élan vital - o prana
+ acumuladores chakras
purifica os Naddis
condutor imaterial da energia da vida
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Apontamentos enquanto lia:
urge rejuvenescer o concelho de alocbaça
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urge exultar
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ser eloquente
ser inefável
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Holístico?
Holismo?
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equanimidade?
omniactuante?
teratológico?
waerlandismo?
Ondas alfa?
Bioplasma?
promanar?
sânscrita?
Gita?
Damapadha?
cristo cósmico?
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demiurgo?
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ortomolecular?
florais?
tai-chi?
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http://muitoalem2013.blogspot.pt/2015/03/luzes-do-mundo-professor-hermogenes.html
"fui aprendendo de mansinho a viver de forma suave e a aceitar de forma positiva as dificuldades que a vida me impõe, para poder transformá-las em aprendizado".
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vida_fe_yoga_amor_2_[1]
http://bodigaya.com.br/produto/hermogenes-vida-yoga-fe-e-amor-irmao-vitor-caruso-junior/

29/04/2016

6.007.(29ab2016.12.20') Aljubarrota

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Festa a 30 e 1 de maio2016
artesanato.aljubarrota
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10204490165088921&set=a.1498225190366.55274.1676232407&type=3&theater


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29ab2016
Alcoa entrevista PJunta de Aljubarrota
para ponderar:
obras Aljuarrotasite
http://www.oalcoa.com/junta-de-freguesia-de-aljubarrota-recupera-ruinas-da-casa-da-padeira/
Localizada na praça Brites de Almeida, em Aljubarrota, situa-se uma casa emblemática. O local, atualmente em ruínas, onde reza a história que a Padeira de Aljubarrota supostamente encontrou os castelhanos e os matou às cacetadas, constitui um pedaço da história central da localidade, a que pertence também a Casa do Celeiro, que está agora a ser melhorada.
“Estamos a recuperar as ruínas da casa da Padeira de Aljubarrota, a colocar um forno comunitário e informação histórica nas janelas”
explicou José Lourenço, presidente da Junta de Freguesia de Aljubarrota, adiantando que as obras agora iniciadas, numa colaboração entre a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal, estarão terminadas antes da Feira Medieval.
(Saiba mais na edição em papel e digital de 28 de abril de 2016)

6.005.(29ab2016.8.8') Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados "D. Nuno" de Aljubarrota...A necessidade de um novo de Centro de Saúde em Aljubarrota

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11JUN2018..."Os cucos" do PS/Alcobaça apresentam a proposta de construir um novo Centro de Saúde...
Urge ter memória:
 CDU pela sugestão de um munícipe de Aljubarrota (Jorge Alves) colocou pela 1.ª x a necessidade de um Centro de Saúde Novo em Aljubarrota, d' ALCOBAÇA que vos abRRaça...1.ª resposta do PCâmara (e da Junta) era para pequenas obras de reparação...Insistimos...PSD assumiu que era preciso novo!!! PS vem agHora armar-se em campeão...DE QUALQUER MODO O QUE QUEREMOS É RESPOSTA CONCRETA ÀS NECESSIDADES DAS POPULAÇÕES!!!
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Na assembleia municipal de 29ab2016
PCâmara diz que só são precisas pequenas obras!!!
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Consta-se que a Junta de Freguesia quer fazer lá o gabinete do cidadão
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A CDU na reunião de 21 de ab2016 levantou esta necessidade
que Presidente da Câmara desconhecia
1.Defendi que Aljubarrota precisa dum Centro de Saúde com qualidade.
A actual Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados D. Nuno - Aljubarrota funciona em condições que não têm nada a ver com as regras de qualidade mínima que deve ter um Centro de saúde...
São mais de 3 mil utentes, com tendência para crescer...
O Sr. Presidente da Câmara tem anunciado que com Alcobaça e Turquel fica tudo resolvido quanto a Centros de Saúde e USF's...É bom que vá ver, que ouça a opinião dos autarcas de Aljubarrota, de quem lá trabalha e dos utentes.
É preciso fazer um requerimento de agendamento por escrito?
PCâmara diz que não sabia e que vai ver e que trará o assunto em breve a uma próxima reunião de câmara...
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2016/04/217911abril20161733-13rc2016ordinaria21.html
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29ab2016
Presidente da Câmara diz que já reuniu com o PJunta e que só são precisas pequenas melhorias
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25ab2016
O Presidente da Junta tb desconhecia e que não tinha nenhuma reclamação...
Que já falou como o P. Câmara e...
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As salas, gabinetes médicos, WC não cumprem o que é exigido pela lei/regulamentos
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Aljubarrota é a 3.ª freguesia com + população: 6.662 habitantes
em eleitores é 4.ª: 5.663 (ultrapassada por Pataias)
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tem 3315 utentes
2 médicos (cada 1 tem de ter o máximo de 1500)
315 a mais
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Chove lá dentro porque as escadas exteriores
não estão impermeabilizadas
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Via Jorge Alves
Ver Ponto 5 - RECURSOS - 2.º Parágrafo
http://www.acss.min-saude.pt/Portals/0/ACES_UCSP.pdf
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Razões para esta necessidade
Via munícipe Jorge Alves
Introduzir no Google este endereço e vai-se directamente ao documento  que tem por titulo ORIENTAÇÕES PARA A ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DAS UNIDADES DE CUIDADOS DE SAÚDE PERSONALIZADOS.
Ver desde a Pág. 7 à Pág. 11 
Decreto-lei  28/2008 de 22 de Fevereiro
Artigo 10.º
Unidade de cuidados de saúde personalizados
 1 — A UCSP tem estrutura idêntica à prevista para USF e presta cuidados personalizados, garantindo a acessibilidade, a continuidade e a globalidade dos mesmos.
2 — A equipa da UCSP é composta por médicos, enfermeiros e administrativos não integrados em USF.
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História do Decreto-Lei 28/2008 de 22 de Fevereiro de 2008
Alterações:
-  Decreto-Lei 81/2009 de 21 de Agosto                (não revogou o Artº. 10º do Decreto-Lei 28/2008)
-  Decreto-Lei 102/2009 de 10 de Setembro         (não revogou o Artº. 10º do Decreto-Lei 28/2008)
-  Decreto-Lei 248/2009 de 22 de Setembro         (não revogou o Artº. 10º do Decreto-Lei 28/2008)
-  Decreto Lei 253/2012 de 27 de Novembro        (não revogou o Artº. 10º do Decreto-Lei 28/2008)
-  Decreto-Lei 239/2015 de 14 de Outubro            (não revogou o Artº. 10º do Decreto-Lei 28/2008)
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Unidades funcionais associadas


http://www.acss.min-saude.pt/Portals/0/instalacoes_equipamentos_usf.pdf
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6abril2016
o alerta do munícipe Jorge Alves
“Os investimentos que Alcobaça vai receber na área da saúde fazem manchete na edição desta quinta-feira do REGIÃO DE CISTER. a rede de cuidados de saúde primários vai ficar concluída com o anúncio da inauguração da Unidade de Saúde Familiar de São Martinho do Porto, das obras de requalificação do Centro de Saúde de Alcobaça e da Extensão de Saúde de Turquel e ainda do arranque das obras da USF da Benedita.”
Meu comentário
Enquanto persistirem as condições actuais, da falta de qualidade nas instalações, que retiram dignidade aos utentes e a todos os que nela trabalham ,  a rede de cuidados de saúde primários no Concelho de Alcobaça NÃO vai ficar concluída.
A UCSP Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados D. Nuno  - Extensão de Aljubarrota, está instalada no rés do chão do edifício da Junta de Freguesia de Aljubarrota.
Dado que estas instalações, não foram criadas para serem um centro de saúde, tendo no entanto de forma provisória assumido tal desempenho, verifica-se nos dias de hoje, não reunirem as condições exigíveis para prestar cuidados de saúde, em condições condignas provocando desconforto quer aos utentes, quer  a quem nele trabalha.
A porta de acesso que liga os utentes ao interior/exterior, dá directamente para aquilo a que se chama pomposamente sala de espera, bem climatizada “fresquinha no inverno e quentinha no verão”, comum a esta sala está a secretaria da UCSP, com um balcão de atendimento, em que a funcionária que ali trabalha tem a sua actividade profissional dificultada por falta de espaço.
As salas destinadas à consulta, são exíguas, só lá cabe a secretária, que serve de apoio ao médico, a marquesa e uma cadeira no topo da secretária do médico, destinada ao utente no período da consulta.
Se o utente trouxer acompanhante para a consulta, e o médico tiver que ter por necessidade de complementar diagnóstico  uma atitude mais intrusiva, terá que convidar o acompanhante a sair da sala de consulta. Pela exiguidade do consultório o médico vê-se “grego”, para gerir o espaço que lhe está destinado, naquele minúsculo cubículo.
Por não haver insonorização capaz com a sala de espera, que é contigua ao consultório, volta não volta lá tem o médico que interromper a consulta, para exigir moderação no tom de voz de quem espera, pois estão a perturbar consulta.
Se houver demasiado silêncio na sala de espera, poderá ouvir-se o médico a falar, mesmo que não se entenda tudo o que diz. Que se saiba e até prova em contrário, uma consulta médica é um acto  privado e não público, por isso é fundamental, que se criem as condições de segurança para o sigilo médico.
Quanto às instalações sanitárias, são de tamanho reduzidíssimo cerca de dois metros quadrados, não cabendo nelas utentes, que se desloquem em cadeira de rodas, não existe casa de banho para crianças, fraldário e sala de amamentação de bebés, que resguardem as mães de olhares alheios, dando-lhes a privacidade necessária e exigível ao acto.
A  UCSP Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados D. Nuno  - Extensão de Aljubarrota, serve nesta altura uma população de 3415 utentes, com médico de família atribuído e mais uns tantos, cujo número se não pode apurar, de utentes sem médico de família atribuído.
Esta unidade de cuidados de saúde, começa a “rebentar pelas costuras” manifestando já a necessidade de aumentar o efectivo clinico, por não conseguir dar resposta a que cada utente tenha o seu médico de família.
A população que a UCSP serve, está em franco envelhecimento, tendo cada vez mais necessidade de cuidados atempados, que faça com que, o utente por confiar na arte do seu médico de família, não recorra a outras valências hospitalares, que corresponde a um sorvedoiro do erário público, no que à saúde diz respeito.  
Não fora a boa vontade, qualidade humana,  competência e disponibilidade por parte de quem lá presta serviço, e já há muito, se teria feito sentir, o desagrado de muitos utentes.

Jorge Alves

6.006.(29ab2016.7.17') Julia Margaret Cameron

Nasceu a 11jun1815
e morreu a 28jan1879
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As alegorias e retratos de Julia

 Margaret Cameron

Sua relação com a nova ocupação era muitas vezes obsessiva, movida por um anseio de, nas palavras dela, prender toda a beleza que existe. Fazia com que seus modelos posassem por horas a fio enquanto ela laboriosamente revestia e expunha cada chapa. O resultado era pouco convencional: suas imagens tinham uma dose de subjetividade, forte apelo cênico e iluminação peculiar. A maior parte de suas fotografias se enquadra em duas categorias: retratos e alegorias encenadas, inspiradas em obras religiosas e literárias. 

http://foto.espm.br/index.php/sem-categoria/as-alegorias-e-retratos-de-julia-margaret-cameron/

As imagens que fez de seus amigos famosos, entre eles Charles Darwin, ajudaram a torná-la conhecida.

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Por ser de família abastada, o envolvimento de Cameron com a fotografia foi sempre baseado no prazer, e não em outro tipo de necessidade. Ganhou sua primeira câmera já aos 48 anos, como presente de uma de suas filhas. Sua carreira decolou rápido. Em um ano, era membro das sociedades de fotografia inglesa e escocesa
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http://f508.com.br/perfil-julia-margaret-cameron/
Nascida em Calcutá, de pai inglês e mãe francesa, Julia Margaret Cameron (1815-1879) foi educada na França, voltou à Índia e lá residiu até mudar-se para a Inglaterra, em 1848. Começou a fotografar em 1864, aos 48 anos de idade, ao ser presenteada por sua filha com uma câmera.
Cameron tornou-se fotógrafa dedicada, meticulosa e prolífica. Transformou em estúdio o celeiro de Dimbola Lodge, seu lar na Ilha de Wight, e passou a retratar desde crianças, familiares e amigos até celebridades vitorianas, dentre as quais Charles Darwin, o poeta laureado e vizinho Alfred Lord Tennyson, os pintores John Everett Millais e George Frederick Watts, e o astrônomo John Herschel. Herschel, figura fundamental no desenvolvimento da invenção da fotografia, nutriu uma amizade de mais de 30 anos com Cameron, que a ele atribui parte de seu aprendizado: “meu grande professor nesta arte, que comigo correspondeu enquanto estava na Índia e me enviava todos os espécimes do avanço da ciência”. O manuscrito foi registrado pela fotógrafa em um dos 4 retratos que fez de Herschel.

Cameron fez parte da comunidade artística local, conhecida como Freshwater Circle, e recebia seus amigos frequentemente, por vezes aproveitando-se de suas presenças para retratá-los. O Freshwater Circle é assunto cômico em “Freshwater, única peça escrita por Virginia Woolf, sobrinha-neta de Cameron. Laura Gurney Troubridge, outra sobrinha-neta, relata: “nós nunca sabíamos o que esperar de Tia Julia, a propósito, ninguém sabia. (…) uma vez sob seu domínio, ficávamos perfeitamente impotentes. ‘Fique aí’, ela gritava. E nós ficávamos, durante horas, se necessário”.
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Figura perseverante nas fotografias de Cameron, Mary Hillier, funcionária doméstica de Dimbola Lodge, foi, segundo a fotógrafa, “uma das  mais bonitas e constantes de minhas modelos. Em todo tipo de forma seu rosto foi reproduzido e, ainda assim, nunca senti findada a graça de sua moda. (…) os atributos de sua personalidade e complexidade de sua mente são as maravilhas daqueles cujas vidas se fundiam às nossas como amigos íntimos da casa”.
A obra de Julia Margaret Cameron é bastante singular em estilo e assunto, e é essencialmente composta de retratos de rosto e alegorias de cenas religiosas ou literárias. Cameron utilizava acessórios, indumentária de época e tecidos em seus cenários, criando uma aura onírica e remetendo a tempos passados e ficções fantásticas. Seus modelos eram normalmente obrigados a posar por horas, não só por conta do processo de colódio úmido utilizado, mas também pelas exigências da fotógrafa.
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Tanto esmero resultou em fotografias primorosas e de inconfundível estética, tanto em assunto quanto em técnica. O foco suave e a experimentação na composição, os tons escuros e a iluminação simples são algumas das características de seu trabalho. Muitos críticos comparam suas fotografias a pinturas a óleo, o que foi precisamente a intenção de Cameron nas imagens que produziu para ilustrar os doze volumes de “Os Idílios do Rei”, a convite de Tennyson, autor da obra.
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Apesar da qualidade do trabalho e do apoio entre os mais próximos, Cameron não recebeu grande reconhecimento de seu trabalho em sua época. Sua obra somente caiu na graça do público após ter sido resgatada pelo historiador Helmut Gernsheim, no livro “Julia Margaret Cameron: Her Life and Photographic Work”, lançado em 1948, durante uma onda de nostalgia popular.
Em 1875, Cameron mudou-se para o Ceilão (hoje, Sri Lanka), onde morreu de gripe em 1879. Em correspondências, reclama da dificuldade em conseguir os químicos e água pura para revelar e ampliar suas fotografias. Lá, continuou a produzir alegorias, desta vez com nativos como modelos. Quase nenhuma dessas fotos sobreviveu com o passar do tempo. Atualmente, o museu e galeria de fotografia Dimbola Lodge é a sede da Fundação Julia Margaret Cameron.
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Susana Duarte postou fotos...Fiquei com uma curiosidade...

26/04/2016

7.608.(26abril2016.7.7') Observatório Social

Presidente da Câmara informou que
às 15h.de 26ab2016, fará uma conferência de imprensa
sobre o OBSERVATÓRIO SOCIAL
que vai colocar no site...

http://redesocialalcobaca.wix.com/observatoriosocial
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http://www.cm-alcobaca.pt/pt/noticias/3007/camara-municipal-lanca-o-observatorio-social.aspx
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via tintafresca.net

http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=f5236f66-7fbe-4724-93d3-c9de89db9a5f

14/04/2016

8.250. (14ab2016.18.3') M.S. Lourenço

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Manuel António dos Santos Lourenço

Nasceu a 13maio1936
e morreu a 1ag2009
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Bibliografia

https://www.wook.pt/autor/ms-lourenco/999927
Wook.pt - O Caminho dos Pisões
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http://www.publico.pt/portugal/jornal/morreu-ms-lourenco-o-filosofo-e-poeta-notavel--que-portugal-nao-chegou-a-conhecer-17458333
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http://www.infopedia.pt/$m.s.-lourenco
Professor universitário, de nome completo Manuel António dos Santos Lourenço, nascido a 13 de maio de 1936, em Sintra, doutorou-se na Faculdade de Letras de Lisboa com uma tese sobre Wittgenstein - autor cujas obras também traduziu - e dirigiu Disputatio: revista semestral de filosofia analítica (1996). Tendo pertencido a um grupo de intelectuais católicos que visaram, entre os anos 50 e 60, uma renovação da Igreja portuguesa, e a cuja iniciativa se deveu, entre outros projetos, a edição da revista O Tempo e o Modo, os primeiros volumes de poesia de M. S. Lourenço conjugam a intertextualidade bíblica com o "influxo do surrealismo", visível na "mistura do elevado e do trivial, a aproximação de planos aparentemente inconciliáveis, o "humor", a "irreverência" e o anticonvencionalismo" (cf. MARTINHO, Fernando J. B. - Tendências Dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50, Lisboa, Colibri, 1996, p. 420). A conjugação desconcertante de um sentido profundamente religioso do universo e de um vanguardismo, próximo de tendências experimentalistas reveladas nos anos 60 e reforçado por um ludismo que se insinua no gosto pelos contrastes, pela sintaxe elíptica, pelo insólito, pelo antilirismo, e, a nível formal, pela combinação de géneros e de fontes, confirma este autor como uma das vozes mais originais e densas da poesia portuguesa contemporânea.
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Ant%C3%B3nio_dos_Santos_Louren%C3%A7o
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http://leitordeprofissao.blogspot.pt/2009/08/ms-lourenco-os-degraus-do-parnaso.html

SEGUNDA-FEIRA, 3 DE AGOSTO DE 2009


M.S. LOURENÇO: OS DEGRAUS DO PARNASO


Abro o jornal do dia e, numa discretíssima página onze - como tão discreta foi a sua vida pública ou o público reconhecimento do seu trabalho filosófico ou poético -, leio e tomo consciência de que morreu M. S. Lourenço, que teria sido, segundo o título feliz, «o filósofo e poeta "notável" que Portugal não chegou a conhecer».

M. S. Lourenço foi meu bizarro professor, na Universidade de Lisboa, da cadeira de Lógica, uma disciplina com a qual nunca me dei muito bem academicamente. «Nem na vida», costuma acrescentar um amigo que não valoriza especialmente a lógica dos actos ou decisões que tomo.

Enquanto professor de filosofia, M. S. Lourenço tinha dificuldade em criar empatia com aquela numerosa assembleia de alunos reunidos num anfiteatro: usava um tom inaudível, colocava-se muitas vezes de costas para nós, murmurando mais do que falando, escrevendo continuamente, no quadro, já me não lembro que vertiginosas demonstrações segundo as leis de Leibniz. Mais do que a lógica que vinha explicar-nos, fixava-lhe a indumentária entre o discreto e o exuberante, se é que isto faz algum sentido: fato negro, de corte simples, mas sobre camisas de punhos e golas com folhos, por exemplo, que o próprio Rei Sol não desdenharia.

Descobri-o com gosto e interesse mais tarde, muito mais tarde. O culpado da redescoberta foi um objecto único, incomparável, quase secreto, resguardado da profanação de mãos ávidas, esperando por uns quantos eleitos que o respeitassem devidamente. Ou seja, aquilo a que, com propriedade, poderíamos chamar um «objecto de culto». Esse objecto de culto é um livro. O seu nome é Os Degraus do Parnaso.

Reunindo, em 1991, a sua colaboração para oColóquio/letras e, principalmente, para o jornalIndependente, este livro, que trato como um invulgar objecto de Arte, síntese perfeita de erudição e elegância de estilo, misto de ensaio, crítica e crónica, tem o dom de (e)levar o leitor numa viagem ou numa sucessão de viagens em que o saber e a reflexão não pesam, em que nunca são excessivas nem inoportunas as visitas aos mais diversos autores e obras da humanidade, da filosofia, da poesia ou do romance à pintura e à música; convivendo com Kant, Eça, Baudelaire, Verlaine, Cesário, Proust, Rilke, Nietzsche, Pessanha, Pound, Pessoa, Coleridge, Wilde, Wittgenstein, Mann, Duras, Hals, Moreau, Beardsley, Klimt, Beethoven, Wagner, Berlioz, Paganini, Brahms, Schönberg, Stockhausen, entre muitos; ou visitando as personagens daqueles que, entre estes, eram escritores e as criaram, personagens a que M. S. Lourenço se refere como se fossem de carne e osso (consciente de que de algum modo o são): Salomé e Flávia, Harold, Fradique, a viúva de Pacheco, Swann, a duquesa de Guermantes, Bergotte, Adrian Leverkühn, a sra. Von Tümmler; ou, por fim, evocando pessoas efectivamente de carne e osso que se lhe foram cruzando na vida, intrigantes e nem sempre congruentes: as prostitutas do Cacém (porque as via de caminho, não porque as frequentasse...), o escultor Paulo Espada, o major Capelo, o capitão Jorge Pais...

Foi-me grato descobrir este insuspeitado (na altura, para mim) interesse pela estética por parte de um professor de lógica, aparentemente fechado e desprovido de emoções. O seu exaustivo conhecimento da música leva a um convite, a ela ligado e que perpassa por todas as páginas: um retorno à grandeza e ao poder do ouvido e da escuta como formas privilegiadas de compreensão do universo. Porque o ouvido teria vindo a ser praticamente recalcado por esta civilização, que lhe preferiu desde cedo o «olhar»: é uma teoria muito forte, que reconduz aos pitagóricos, os quais sabiam muito bem que a música é, mais do que diversão, um caminho para a verdade: a «escuta» pode ser tão ou mais importante do que o «ver» no desvendar do segredo do mundo.
***
UMA ANÁLISE IMPRESSIONANTE...
https://phala.wordpress.com/2010/12/16/a-edicao-de-%C2%ABo-caminho-dos-pisoes%C2%BB-de-m-s-lourenco/
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http://triplov.com/helena/2009/MS-Lourenco.html
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Sintra...
http://www.e-cultura.sapo.pt/artigo/5679
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via: http://canaldepoesia.blogspot.pt/2013/12/m-s-lourenco-alfa.html
I

flutuo
no ar
esguelho sobre um dos lados
oblíqua em baixo uma superfície
lateral uma paisagem aberta
interior exterior
fronteira a separá-las
no centro palavras desligadas
juntas às vezes
a escorregar no sentido a frase
deslisa num vento
um remoinho no nó sintáctico
(voltar com barras a ligá-las!)
corpos cá dentro chove
alheios olham a corrente

troncos de árvore lamacenta
desço até terra firme
sem molde orgânica ou padrão
ou motus animi continuus
as pás rodam

ou esquema nublado de uma rima
um metro regular
a frase solta aponta para fora
move-se o verbo
sem avistar as outras partes

toco o chão pulveriza-se o sentido
poeira e chuva invadem o meu casaco
saltam as cabras pobre poeta
destruo os telhados com o vento
fugiram há muito alguns traços

escondidos para lá da aldeia
levanto procuro leste
sem sentido ainda
a proposição no seu conjunto
ocasional ao fundo um arco-íris

arte combinatória
1971
***
http://meianoitetododia.blogspot.pt/2010/11/um-poema-de-ms-lourenco.html
*
Via Graça Silva: 
Um Outono de Chuva
III Foi a tua vontade. Mas agora sorri, Mesmo que os montes & a serra te apertem. Não pares. O rio salpica as margens, Hoje de cobre & até ao fundo, Onde a própria Terra jaz morta. Mas agora toca-me na cara Mesmo no teu voo da noite, Poupando-me ao Inverno. Para ti abro agora um espaço novo, Num silêncio crepuscular: os pássaros calaram-se, Para te restituir a música da chuva. em Nada Brahma, Lisboa: Assírio & Alvim, colecção Cadernos Peninsulares/Literatura, 1991, p. 47.

3.509.(14ab2016.10.33') Helen Keller

Nasceu a 27jun1880
e morreu a 1jun1968
***
Via Citador

http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/helen-adams-keller
"Tudo o que amamos profundamente converte-se em parte de nós mesmos."
"A pessoa mais patética do mundo é aquela que não é cega, mas não vê."
"É muito difícil fazer interessar os que têm tudo naqueles que não têm nada."
"Não importa o quanto enfadonha, quanto má, quanto sábia, uma pessoa é, que sentirá sempre que a felicidade é o seu direito indiscutível."
"Em vez de compararmos a nossa sorte com aqueles que são mais afortunados do que nós, devemos comparar-nos com a grande maioria dos nossos semelhantes. E então constataremos que nós estamos entre os mais privilegiados."
"Assim como e o egoísmo e a queixa pervertem a nossa mente, o amor com as suas alegrias limpam e aguçam a nossa vista."
"Ninguém tem o direito de consumir felicidade sem a produzir."
"Não é possível que a civilização ande para trás enquanto há jovens no mundo. A juventude pode ser teimosa, mas pode fazê-la avançar com uma grande distância."
"A contribuição do meu trabalho pode ser limitada, mas o facto de poder contribuir é o que o torna precioso."
"Muitas pessoas sabem tão pouco sobre o que está para além da sua curta experiência. Olham para dentro de si próprias - e não encontram nada! E então concluem que não existe nada fora delas também."
"Não existe nenhum rei que não tenha tido um escravo entre os seus antepassados, e nenhum escravo que não tenha tido um rei entre os seus."
"Quando damos o melhor de nós próprios, nunca saberemos que milagres serão forjados na nossa vida, ou na vida dos outros."
"As melhores e mais bonitas coisas neste mundo não podem ser vistas nem ouvidas, mas precisam de ser sentidas com o coração."
"O optimismo é a fé em acção. Nada se pode levar a efeito sem optimismo."
"A ciência poderá ter encontrado a cura para a maioria dos males, mas não achou ainda remédio para o pior de todos: a apatia dos seres humanos."
"Caminhar com um amigo no escuro é melhor do que caminhar sozinho à luz do dia."
"Mantém-te virado para a luz e nunca verás uma sombra."
"O optimismo é a fé que conduz à realização. Nada pode ser feito sem esperança e confiança."
"O caráter não pode ser desenvolvido na facilidade e na tranquilidade. Somente através da experiência de provações e sofrimento pode a alma ser reforçada, a ambição inspirada, e o sucesso conseguido."
"O teu sucesso e felicidade residem em ti. Decide-te a manter-te feliz, e a tua alegria em conjunto contigo formará um exército invencível contra as dificuldades."
"Sozinhos faremos pouco; juntos podemos fazer muito."
"O amor é como uma bela flor que não podemos tocar, mas cuja fragrância torna o jardim um lugar de encantamento."
"A vida ou é uma grande aventura ou então não é nada."
"O mais alto resultado da educação é a tolerância."
"Nunca baixes a cabeça. Mantêm-na sempre bem alta. Olha o mundo directamente nos olhos."
"O mundo está sempre a progredir, não apenas pelos poderosos empurrões dos seus heróis, mas também pelo conjunto de todos os pequenos empurrões de cada trabalhador honesto."
"Nós conseguimos fazer tudo aquilo que quisermos desde que persistamos o tempo suficiente."
"Todo o mundo está cheio de sofrimento. Mas está também cheio de superação."
"Eu raramente penso sobre as minhas limitações, e estas nunca me deixam triste. Talvez existe apenas um toque de ansiedade por vezes, mas é vago, como uma brisa entre flores."
"A vida é uma actividade excitante, e mais emocionante ainda quando é vivida para os outros."
"A heresia de uma época torna-se a ortodoxia da próxima."
"A tolerância é o maior dom da mente; requer o mesmo esforço do cérebro que é necessário para o equilíbrio numa bicicleta."
"A segurança é sobretudo uma superstição. Ela não existe na natureza, nem os filhos dos homens a sentem durante todo o tempo. Evitar o perigo não é mais seguro do que a exposição a este, no longo prazo. A vida é uma aventura ousada ou então não é nada."
"Eu anseio por realizar uma tarefa grandiosa e nobre, mas o meu principal dever é realizar pequenas tarefas como se estas fossem grandiosas e nobres."
"A fé é a força pela qual um mundo desfeito poderá emergir para a luz."
"As pessoas não gostam de pensar. Quando alguém pensa, chega a conclusões. E as conclusões nem sempre são agradáveis."
"Enquanto a memória de alguns amigos amados viver no meu coração, eu direi sempre que a vida é boa."
"Nós nunca poderíamos aprender a ser corajosos e pacientes, se apenas existisse alegria no mundo."
"Aquilo que eu procuro não está lá fora, mas sim dentro de mim. "
"É incrível como as pessoas gastam tanto tempo a combater o diabo. Se gastassem a mesma energia a amar os seus semelhantes, o diabo morreria nas suas próprias faixas de tédio."
"Até que a grande massa do povo seja preenchida com o sentido da responsabilidade pelo bem-estar do outro, a justiça social nunca poderá ser alcançada."
"Assim como a águia foi morta como uma seta feita a partir das suas próprias penas, também a mão do mundo é ferida pela sua própria capacidade."
"Muitas pessoas têm uma ideia errada daquilo que constitui a verdadeira felicidade. Esta não é atingida através da auto-gratificação mas sim através da fidelidade a um propósito digno."
"A literatura é a minha utopia. Aqui não sou desprivilegiada. Não existe nenhuma barreira aos sentidos que me coloque fora dos doces e graciosos discursos dos meus amigos livros. Eles falam-me sem embaraços nem constrangimentos."
"A auto-compaixão é o nosso pior inimigo, e se nos rendermos a ele nunca poderemos fazer nada de sensato neste mundo."
"O liceu não é o lugar para ter ideias."
"Faz greve à guerra, pois sem ti não poderão existir batalhas!"
"A única pessoa realmente cega no Natal é aquela que não tem o Natal no seu coração."

***
Anne Sullivan
https://vimeo.com/24175264
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Helen Keller e o Milagre de Anne Sullivan (The Miracle Worker - 2000)

https://www.youtube.com/watch?v=9Zqn_pHoni0
O filme The Miracle Worker (sem distribuição no Brasil, produzido para TV em 2000 nos EUA, dirigido por Nadia Tass), retrata a descoberta do processo de comunicação para pessoas com surdo-cegas através de uma de uma "linguagem de toque com dedos e mãos", coisa mesmo para jamais se esquecer na vida, pois nascia ali uma nova realidade para a Humanidade: a descoberta de um método para ensinar cego-surdo-mudo a se comunicar.

Trata-se de um "remake" de dois filmes sobre o mesmo tema: "The Miracle Worker", produzido em 1962, dirigido por Arthur Penn, distribuído no Brasil com o título O Milagre de Anne Sullivan; e "The Miracle Worker", também produzido para TV em 1979, dirigido por Paul Aaron, que em 1984 teve ainda uma seqüência com o título "Helen Keller, The Miracle Continues".

Outro filme também sobre esse tema é "Black" (Black - 2005), uma produção da fantástica indústria cinematográfica indiana, dirigido por Sanjay Leela Bhansali, classificado pela IndiaTimes entre os 25 melhores filmes de Bollywood.

Enobrecedor e comovente, essa inspiradora história de coragem e esperança é um dos melhores trabalhos de arte na história do cinema. Presa em um assustador, solitário mundo de silêncio e escuridão desde a infância, a garota de 7 anos Helen Keller nunca chegou a ver o céu, escutar a voz de sua mãe, ou mesmo expressar seus mais profundos sentimentos.

É então que chega Anna Sullivan, uma professora de 20 anos de idade, vinda de Boston. Tendo apenas recentemente encontrado um novo caminho para sua vida, Annie consegue entrar em contato com Helen pelo poder do toque a única ferramenta que elas têm em comum, e guia sua corajosa pupila numa milagrosa jornada de medo e isolação para a felicidade e para a luz.


No Brasil o processo de comunicação para surdos na modalidade gestual é LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Na modalidade tátil (para surdo-cegos) os sinais são aplicados com o toque nas mãos.

Pessoas surdo-cegas utilizam também o Tadoma, um método de comunicação em que a pessoa coloca o polegar na boca do falante e os dedos ao longo do queixo. Helen Keller usou também uma forma de Tadoma.

Costuma ser referido como "leitura labial tátil”, que é como a pessoa surdo-cega sente o movimento dos lábios, bem como as vibrações das cordas vocais, soprando das bochechas e do ar quente produzido por sons nasais, como N e M.

Em alguns casos, principalmente se o falante sabe linguagem gestual, o surdo-cego pode usar o método Tadoma com uma mão, sentindo a face do falante, e ao mesmo tempo pode usar sua outra mão para sentir o falante “assinar” (linguagem de toque com dedos e mãos) as mesmas palavras.

Dessa forma, os dois métodos se reforçam mutuamente, dando à pessoa surdo-cega uma melhor chance de entender o que a pessoa falante está tentando comunicar.


Helen Adams Keller (Tuscumbia, 27 de Junho de 1880 - Westport, 1 de Junho de 1968) foi uma escritora, conferencista e ativista social norte-americana. Foi a primeira pessoa surda a conquistar o bacharelado em Artes.

Tornou-se uma célebre e prolífica escritora, filósofa e conferencista, personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas portadoras de deficiência.

Viajou muito e expressava de forma contundente suas convicções. Membro do Socialist Party of America e do Industrial Workers of the World, participou das campanhas pelo voto feminino, direitos trabalhistas, socialismo e outras causas de esquerda. Ela foi introduzida no Alabama Women's Hall of Fame em 1971.

Em 1902 estreou na literatura publicando sua autobiografia A História da Minha Vida. Depois iniciou a carreira no jornalismo, escrevendo artigos no Ladies Home Journal. A partir de então não parou de escrever. Em 1904 graduou-se bacharel em filosofia pelo Radcliffe College, instituição que a agraciou com o prêmio Destaque a Aluno, no aniversário de cinqüenta anos de sua formatura.

Ao longo da vida foi agraciada com títulos e diplomas honorários de diversas instituições, como a universidade de Harvard e universidades da Escócia, Alemanha, Índia e África do Sul. Em 1952 foi nomeada Cavaleiro da Legião de Honra da França. Foi condecorada com a Ordem do Cruzeiro do Sul, no Brasil, com a do Tesouro Sagrado, no Japão, dentre outras.

Foi membro honorário de várias sociedades científicas e organizações filantrópicas nos cinco continentes. Socialista, era filiada ao Partido Socialista da América (SPA), onde desenvolveu uma intensa luta pelo sufrágio universal, ou seja, pelo direito a voto às mulheres, negros, pobres etc. Em 1912 se filiou à Industrial Workers of the World (IWW ou "Os Wobblies"), passando a defender um sindicalismo revolucionário
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01 de Junho de 1968: Morre a autora e pedagoga Helen Keller, precursora do ensino para cegos.

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/06/01-de-junho-de-1968-morre-autora-e.html?spref=fb&fbclid=IwAR0k-E-hn3CMb1ePuxgobM3EecwhAwHmz-E3Vb52Q0LSFsxGhz8U1YfSRvk
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27 de Junho de 1880: Nasce a autora e pedagoga Helen Keller, precursora do ensino para cegos.




Escritora norte-americana, Helen Adams Keller nasceu a 27 de junho de 1880, em Tuscumbia, no estado do Alabama, e faleceu a 1 de junho de 1968, em Westport. O pai era capitão, casado com uma mulher vinte anos mais nova, e não só era dono do jornal da localidade, como também seu editor.

Aos dezanove meses de idade, Helen perdeu os sentidos da visão e da audição, durante a fase mais crucial da aprendizagem da fala. Crescendo sem grande acompanhamento até aos sete anos, foi enviada posteriormente para uma escola de ensino especial para invisuais, onde teve como tutora Anne Sullivan. Nessa época, eram quase inéditos os casos de aprendizagem da fala em situações conjuntas de cegueira e surdez.

No entanto, Helen Keller conseguiu aprender a falar Inglês, a ler e a dactilografar Braille, e a servir-se de linguagem gestual. Antes de prosseguir os seus estudos, foi sujeita a uma intervenção cirúrgica em que os seus olhos inúteis e deformados seriam substituídos por próteses em vidro.

Em 1894 ingressou na Escola para Surdos Wright-Humason de Nova Iorque, a qual frequentou durante dois anos, transitando depois para a Escola para Raparigas de Cambridge, onde permaneceu até 1900. Antes de conseguir o seu diploma pelo Radcliffe College em 1904, Helen Keller publicou o seu primeiro livro, uma autobiografia com o título The Story of My Life (1903), em que revelava o papel importantíssimo que os livros tiveram na sua vida. Seguiram-se Optimism, An Essay (1903), The World I Live In (1908), The Song Of The Stone Wall (1910) e Out Of The Dark (1913). A partir de 1914 pôde contratar uma secretária para a auxiliar no processo de dactilografia.

Em 1919 deu início a uma digressão pelo seu país na companhia de Anne Sullivan, dando conferências em que dava a conhecer a sua situação e o sucesso da sua aprendizagem, com a finalidade de promover o seu exemplo como acessível a outras pessoas com o seu problema.
Em 1930 tornou a publicar uma autobiografia, Midstream - My Later Life, desta vez abrangendo a sua idade adulta. Seis anos depois, faleceu a sua tutora e grande companheira, Anne Sullivan, que viria a inspirar a obra Teacher, publicada em 1955.

Durante o período que sucedeu a Segunda Guerra Mundial, Helen Keller visitou inúmeros hospitais militares, dando sobretudo esperança aos soldados com ferimentos irreversíveis nos órgãos da visão e da audição. Tentou expandir a sua luta no continente europeu, que visitou em 1946, bem como na Ásia e em África.

O seu trabalho e a sua determinação inspiraram The Miracle Worker, um filme realizado em 1962 por Arthur Penn, e o seu nome foi utilizado, em 1956, para batizar o Centro Helen Keller, uma escola que integra alunos invisuais e com deficiência visual e alunos normovisuais.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)

A woman with full dark hair and wearing a long dark dress, her face in partial profile, sits in a simple wooden chair. A locket hangs from a slender chain around her neck; in her hands is a magnolia, its large white flower surrounded by dark leaves.
Helen Keller,c.1920


Helen Keller e a sua professora Anne Sullivan, 1899
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/06/27-de-junho-de-1880-nasce-autora-e.html?spref=fb&fbclid=IwAR2518JMhMqyxQ_JLnbhfh_kHsWVon6TiR_zjMMJDYS2vYIFAgBnGkctVEU
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"Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão aos que vêem - um conselho àqueles que deveriam fazer completo uso do dom da vista: servi-vos dos vossos olhos como se amanhã fôsseis cegar.
O mesmo princípio é válido para o restante dos sentidos.
Ouvi a música das vozes, o canto de uma ave, os poderosos acordes de uma orquestra, como se amanhã fôsseis vítimas da surdez.
Tocai em tudo que desejais tocar, como se amanhã viésseis a ficar privado da faculdade do tato.
Aspirai o perfume das flores, saboreai com deleite os vossos alimentos, como se amanhã perdêsseis o olfacto e o paladar."

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Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar.

13/04/2016

8.141.(13abril2016.7.7') Jaime Salazar Sampaio

Nasceu a 5maio1925
e morreu a 13ab2010
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http://visao.sapo.pt/jornaldeletras/teatroedanca/morreu-jaime-salazar-sampaio=f555350

Jaime Salazar Sampaio faleceu, aos 84 anos, na passada terça-feira, dia 13. Republicamos aqui a 'autobiografia' - Vivência e convivência, que o dramaturgo escreveu para o JL em 2008.

JAIME SALAZAR SAMPAIO
É verdade que nasci no dia 5 de Maio de 1925, na cidade de Lisboa.
Mas o que é nascer? Entrar neste mundo com uma carta de prego?... Um cheque em branco ou, pelo contrário?... Se é que há um contrário para estas coisas...
Não sei responder...
Ao que parece, até chegar às encruzilhadas da adolescência, fui um miúdo sossegadito e muito comunicativo. Raramente sujava o meu bibe branco e falava pelos cotovelos.
Depois, zás! Despi o bibe e fechei-me em copas.
Seria mesmo a adolescência a principal culpada por esta profunda e brusca mudança de comportamento?... E o que é a adolescência? Não tenho formação científica para tentar responder, de forma concreta, a estas perguntas. Mas posso dar palpites. É um privilégio dos ignorantes.
Para mim a adolescência foi assim uma espécie de... segundo nascimento. Ou, pelo menos, um enorme salto; deslumbrante e terrível. E não só a nível sexual, pois, de repente, olhei à minha volta, com acentuado sentido crítico e senti-me desorientado, profundamente desorientado... Se aquilo era o mundo dos adultos, eu estava metido num grande sarilho! Bom. Mas nem tudo foram desgraças na minha adolescência... Muito longe disso. E às vezes, até o mundo exterior ("o execrável mundo dos adultos") me ofereceu inesperados e valiosos presentes.
Certo dia, um dos meus primos, onze anos mais velho do que eu, revelou-me a existência de três poetas, para mim inteiramente desconhecidos: Fernando Pessoa, António Botto e Carlos Drummond de Andrade.
Foi uma festa. Um terramoto.
Um deslumbramento.
Se é certo que antes disso eu já começara a escrevinhar, laboriosa e secretamente, umas versalhadas pouco convincentes (cheguei mesmo a fabricar sonetos, contando as sílabas pelos dedos da mão) ao descobrir que a Poesia podia ser "uma outra coisa", senti que nem tudo estaria perdido e talvez eu pudesse, sem sair do mundo das palavras, encontrar um território onde coubessem todas as minhas contradições: estar sozinho e com todos os homens, aceitando e não aceitando o absurdo e o maravilhoso do quotidiano.
Encontrara pois um objectivo (tão vago como me convinha) mas faltava-me definir uma estratégia.
Não foi nada fácil. Por um lado, eu era (e ainda sou) um homem hesitante, mas também era (e sou ainda) muitíssimo teimoso. E acabou por ser a teimosia o timoneiro do barco da minha existência, atravessando um mar encarapelado de hesitações.
É claro que tem sido uma viagem acidentada, com alguns naufrágios, mudanças de rumo e erros de manobra. Muitíssimos (e às vezes dolorosos) erros de manobra.
Mas tudo isso é a pequena história da minha vida, podendo contar-se em meia dúzia de palavras. Eu queria escrever e estava disposto a pagar um preço para o conseguir. Porém, sendo eu quem sou e vivendo neste país, sabia não ter condições para me tornar um escritor profissional, sendo pois obrigado a "inventar" uma actividade complementar que me garantisse a sobrevivência.
Mas como escolher uma "profissão" que não me atrapalhasse demasiado a escrita? O melhor talvez fosse tirar um curso, disseram-me lá em casa e eu concordei. Sem grande entusiasmo e com bastante egoísmo, pois sabia que tínhamos pouco dinheiro e para o "menino" continuar os estudos, alguém teria de sacrificar-se.
E assim foi. Um belo dia, ao descer a "rampa da asneira" do Instituto Superior de Agronomia, reparei que trazia no bolso o meu diploma de Engenheiro Silvicultor.
Entretanto, no plano literário, alguma coisa me acontecera: em 1945 publicara no Bloco, uma antologia organizada pelo Luiz Pacheco e muito apreciada pela Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, alguns poemas e uma embrionária peça de teatro.
... Teatro?... Mas o que é que se estava a passar comigo? Então eu agora passara de uma escrita mais ou menos poética, para uma outra, mais ou menos destinada aos palcos?... Era preciso alguma desfaçatez, pois eu de teatros nada sabia. E só episodicamente fora, até àquela data, um espectador. A não ser de cinema. De cinema, sim. Disso é que eu gostava!... O Charlot! A Betty Davies! O Pamplinas! O Jean Gabin! O Humphrey Bogart!... Toda aquela gente, no écran, a olhar para mim, um magrizela refugiado numa sala escura, anonimamente em liberdade.
Bom. Até onde eu me lembro, eu deslizara da poesia para a dramaturgia sem premeditação e com bastante naturalidade. Talvez por saber (sem saber que sabia) que, para mim, estas duas formas de escrita eram duas cartas do mesmo baralho. E até talvez... do mesmo naipe.
Mas havia diferenças, é claro. Não só no plano técnico, como também, muito em especial, no campo das relações humanas.
Simplificando, pode dizer-se que a poesia era um encontro entre mim, o lápis e uma folha de papel. Quanto à escrita teatral, oferecia-me outras hipóteses de convivência. Bem mais ricas, variadas e estimulantes.
Logo de início, via-me obrigado a discutir com as minhas personagens, as quais, embora muitas vezes fossem parecidas comigo (e talvez por isso mesmo), costumavam dar-me bastante luta.
E, mais tarde, se a peça chegasse ao palco e eu, como muitas vezes viria a acontecer-me, tivesse condições para acompanhar a preparação do espectáculo, não só entrava em diálogo com os encenadores e um ou outro técnico, como também, e acima de tudo, tinha o privilégio de assistir em silêncio ao misterioso e fascinante trabalho dos actores, que davam vida às palavras do texto, levando-as das duas dimensões do papel para as três dimensões do palco.
Mas basta de explicações ou tentativas de explicação.
Estas e outras vantagens da escrita teatral não justificam inteiramente o meu percurso.
Aos vinte anos, dei por mim a escrever uma peça. E pronto... o teatro invadiu a minha vida.
Como não sei exactamente perceber porquê, às vezes atiro uma moeda ao ar. É a isso que eu chamo, pomposamente, as minhas "reflexões".
E aqui transcrevo, total ou parcialmente, três exemplos.
"O Teatro, antes de mais nada e acima de tudo, são as pessoas do teatro.
Mas quem são, ao certo, as pessoas do teatro? Todas aquelas, penso eu, que preencham mas preencham mesmo! estas duas condições: Serem pessoas como as outras.
Terem descoberto tarde ou cedo, mas com muita força! que o Teatro era o seu lugar. E quando eram empurradas para fora do Teatro, viam-se aflitas para respirar".
"Tal como eu vejo as coisas, o Teatro é Amor, Mistério e Rebelião.
Escrevo as minhas peças para respirar. E é isso o Amor.
Depois de as ter escrito, não sei ao certo quem elas são. E aí está o Mistério. Melhor dizendo: uma pontinha do Grande Mistério, que é o das palavras a deslizarem no papel em branco.
E como vivemos neste nosso mundo, pleno de crimes e hipocrisia, seria possível escrever teatro que não fosse, à nossa maneira, um acto de Rebelião?" "Como já foi dito, sei muito pouco sobre o meu teatro. E se esta ignorância é boa ou má para as peças que vou escrevendo, não o sei ao certo.
Sabemos tão pouco sobre todas as coisas, disse, certa vez... não me lembro quem.
E eu acrescento: pelo menos para mim, a vida foi uma viagem entre duas ignorâncias: a inicial, plena de esperança e de exaltação, e esta outra, no fim do percurso, um tanto mais amarga mas, paradoxalmente, bastante mais rica.
E mais serena".
... É claro que, apesar de tudo, como cheguei de facto ao fim do percurso (tenho oitenta e dois anos) às vezes sou tentado a fazer um balanço. Mas, felizmente, as minhas personagens, mais sábias do que eu, desaconselham-me.
"A memória", disse uma vez a Magdalena, naquele seu monólogo com o mesmo nome, "a memória é como todas as coisas... A memória das coisas. E dos homens... As pessoas enganam-se com as recordações. Desarrumam o passado, é tudo quanto fazem... Pegam num dia como os outros, voltam-no do avesso e..." Ora sendo assim (e eu nunca "desautorizo" as minhas personagens!), desisto do balanço, substituindo-o por algumas palavras do Jaime Augusto, uma outra personagem (para não dizer: o protagonista) de muitas das peças do meu teatro: "Estou em paz comigo. E com os meus fantasmas... É possível que eu não seja um admirável homem de teatro. Mas sem o Teatro, teria sido seguramente uma outra pessoa.
O que o Teatro me deu, ficou dado: uma Vivência e uma Convivência.
... Quanto às peças, elas são o rescaldo do fogo dos dias".
***
file:///C:/Users/Aluno/Downloads/O%20essencial%20sobre%20Jaime%20Salazar%20Sampaio.pdf
***
http://micro-leituras.blogspot.pt/2012/02/jaime-salazar-sampaio-portugal.html
o peixe e o sol

dizia o peixe: - como é bom percorrer as águas.
o sol dizia: - faz tanto calor!
peixe e sol sabiam que a vida é bela e absurda.

colisão

ontem, pelas 6 horas da tarde, t. m. g.,
deu-se o acidente.
o homem da garagem estava ali, e viu tudo
- o polícia, o táxi cheio de sangue,
as pessoas voltando a circular.
foi horrível, como os jornais devem dizer.
em que secção virá a notícia?
bem… a rapariga era aprendiza de costura,
procuremos em «aprendiza, precisa-se».
que a vida continua.
não a da rapariga, é claro, mas a outra,
a vida sem a rapariga; rindo-se, como sempre,
de todos os seguros feitos em seu nome…

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http://meianoitetododia.blogspot.pt/2013/09/um-poema-de-jaime-salazar-sampaio.html
ficou da infância a febre
de correr parado
pelas estradas

podes chamar-lhe versos
são viagens

ficou da infância a fisga
de arremessar ao vento

podes chamar-lhe versos
são pedradas

em Palavras para um livro de versos (1956), retirado Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa (org. Maria Alberta Menéres e E.M. de Melo e Castro), 2ª edição revista, actualizada e com uma nova introdução, Lisboa: Livraria Morais Editora, Colecção Círculo de Poesia, 1961, p. 53.