09/09/2015

9.983.(9.9.2015.9h9'9") Cesare Pavese

Nasceu a 9.9.1908
e morreu (suicídio) 26ag1950
***
9jan2018
Via Susana Duarte
MANIA DA SOLIDÃO
Como um jantar frugal junto à clara janela,
Na sala já está escuro mas ainda se vê o céu.
Se saísse, as ruas tranquilas deixar-me-iam
ao fim de pouco tempo em pleno campo.
Como e observo o céu — quem sabe quantas mulheres
estão a comer a esta hora — o meu corpo está tranquilo;
o trabalho atordoa o meu corpo e também as mulheres.
Lá fora, depois do jantar, as estrelas virão tocar
a terra na ancha planura. As estrelas são vivas,
mas não valem estas cerejas que como sozinho.
Vejo o céu, mas sei que entre os tectos de ferrugem
brilha já alguma luz e que, por baixo, há ruídos.
Um grande golo e o meu corpo saboreia a vida
das árvores e dos rios e sente-se desprendido de tudo.
Basta um pouco de silêncio e as coisas imobilizam-se
no seu verdadeiro sítio, como o meu corpo imóvel.
Cada coisa está isolada ante os meus sentidos,
que a aceita impassível: um cicio de silêncio.
Cada coisa na escuridão posso sabê-la,
como sei que o meu sangue circula nas veias.
A planura é água que escorre entre a erva,
um jantar de todas as coisas. Cada planta e cada pedra
vivem imóveis. Escuto os alimentos e eles alimentam-me as veias
com todas as coisas que vivem nesta planura.
A noite importa pouco. O rectângulo de céu
sussurra-me todos os fragores e uma estrela miúda
debate-se no vazio, longe dos alimentos,
das casas, distinta. Não se basta a si mesma
e precisa de muitas companheiras. Aqui no escuro, sozinho,
o meu corpo está tranquilo e sente-se soberano.
***
Via Citador

http://www.citador.pt/poemas/a/cesare-pavese
O amor tem a virtude, não apenas de desnudar dois amantes um em face do outro, mas também cada um deles diante de si próprio.
*
Esperar é ainda uma ocupação. Terrível é não ter nada que esperar.

**

in Il Mestiere di Vivere
A imaginação humana é imensamente mais pobre do que a realidade.
*
A política é a arte do possível. Toda a vida é política.
*
É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão.
*
É fácil ser-se bom quando se está apaixonado.
*
Perdoamos aos outros quando nos convém.
*
Chega uma época em que nos damos conta de que tudo o que fazemos se transformará em lembrança um dia. É a maturidade. Para alcançá-la, é preciso justamente já ter lembranças.
*
A religião consiste em acreditar que tudo aquilo que nos acontece é extraordinariamente importante. Nunca poderá desaparecer do mundo, justamente por essa razão.
*
Todo o crítico é exactamente como uma mulher na idade crítica: rancoroso e reprimido.
*
Cuidado com aqueles que nunca se irritam.
*
Fazer poesia é como fazer amor: nunca se saberá se a própria alegria é compartilhada.
*
O único modo de escapar ao abismo é observá-lo, e medi-lo, e sondá-lo e descer para dentro dele.
*
Não é bom ser criança: bom é, quando somos velhos, pensar em quando éramos crianças.
*
Sofrer não serve para nada 
Sofrer limita a eficiência espiritual 
Sofrer é sempre culpa nossa 
Sofrer é uma fraqueza.
*
O homem interessa-se tão pouco pelo próximo que até mesmo o cristianismo recomenda fazer o bem por amor a Deus.
*
Não existe vingança melhor de que aquela que os outros infligem ao teu inimigo. Tem até o mérito de deixar-te a parte do generoso.
*
Dêem uma companhia ao solitário e ele falará mais do que qualquer pessoa.
*
Todas as paixões passam e se apagam, excepto as mais antigas, aquelas da infância.
*
As únicas mulheres com quem vale a pena casar são aquelas que não são confiáveis como esposas.
*
Uma mulher, que não seja estúpida, cedo ou tarde encontra um farrapo humano e tenta salvá-lo. Às vezes consegue. Porém, uma mulher, que não seja estúpida, cedo ou tarde encontra um homem são e reduze-o a um farrapo. Sempre consegue.
*
Porque é desaconselhável perder a cabeça? Porque, então, se é sincero.
*
Nunca, a ninguém, falta uma boa razão para se matar.
*
A verdadeira solidão, isto é, aquela que faz sofrer, traz consigo o desejo de matar.
*
Os suicídios são homicídios tímidos. Masoquismo em vez de sadismo.
*
A um homem que sofre, tratamo-lo como a um bêbedo. «Vá, vamos lá, basta, reage, assim não, basta...».
*
Vingarmo-nos de um mal de que fomos vítimas é privarmo-nos do conforto de gritarmos contra a injustiça.
*
Há algo mais triste que falharmos os nossos ideais: é termos conseguido realizá-los.
*
Para se desprezar o dinheiro é preciso justamente tê-lo, e muito.
**
in Racconti, Terra d'Esilio
Apenas o que passou, ou mudou, ou desapareceu, nos revela a sua verdadeira natureza.
**
 in 'Trabalhar Cansa' 
Tradução de Carlos Leite 

A Noite

Mas a noite ventosa, a noite límpida
que a lembrança somente aflorava, está longe,
é uma lembrança. Perdura uma calma de espanto,
feita também ela de folhas e de nada. Desse tempo
mais distante que as recordações apenas resta
um vago recordar.

                   As vezes volta à luz do dia,
na imóvel luz dos dias de Verão,
aquele espanto remoto.

                               Pela janela vazia
o menino olhava a noite nas colinas
frescas e negras, e espantava-se de as ver assim tão juntas:
vaga e límpida imobilidade. Entre a folhagem
que sussurrava na escuridão, apareciam as colinas
onde todas as coisas do dia, as ladeiras
e as árvores e os vinhedos, eram nítidas e mortas
e a vida era outra, de vento, de céu,
e de folhas e de coisa nenhuma.

                                        Às vezes regressa
na imóvel calma do dia a recordação
daquele viver absorto, na luz assombrada. 
*

Uma Recordação

Não há homem que consiga deixar uma marca
nela. Todo o passado se dilui num sonho
como uma rua na manhã e só fica ela.
Se não fosse a testa franzida por um momento
pareceria atónita. As maçãs do rosto têm sempre
um sorriso.

                   Também não se acumulam os dias
no seu rosto, nem alteram o sorriso leve
que irradia sobre todas as coisas. Com uma firmeza dura
faz cada coisa como se fosse a primeira;
no entanto vive-a até ao último momento. O seu corpo
firme abre-se, o olhar recolhido,
a uma voz doce e algo rouca: à voz
dum homem cansado. E nenhum cansaço a toca.

Quando se lhe olha para a boca, semicerra os olhos
à espera: ninguém se arriscaria.
Muitos homens conhecem o seu ambíguo sorriso
ou a súbita ruga. Se homem existiu
que a soube queixosa, humilhada de amor,
paga dia após dia, ignorando dela
por quem vive hoje.

                                  Caminhando pela rua
sorri sozinha o sorriso mais ambíguo. 
*

Disciplina

O trabalho começa ao romper do dia. Mas nós começamos,
um pouco antes do romper do dia, a reconhecer-nos
nas pessoas que passam na rua. Ao descobrir os raros
transeuntes, cada um sabe que está sozinho
e que tem sono — perdido no seu próprio sonho,
cada um sabe no entanto que com o dia abrirá os olhos.
Quando a manhã chega, encontra-nos estupefactos
a fixar o trabalho que agora começa.
Mas já não estamos sozinhos e ninguém mais tem sono
e pensamos com calma os pensamentos do dia
até que o sorriso vem. Com o regresso do sol
estamos todos convencidos. Mas às vezes um pensamento
menos claro — um esgar — surpreende-nos inesperadamente
e voltamos a olhar para tudo como antes do amanhecer.
A cidade clara assiste aos trabalhos e aos esgares.
Nada pode turvar a manhã. Tudo pode
acontecer e basta levantar a cabeça
do trabalho e olhar. Rapazes que se escaparam
e que ainda não fazem nada passam na rua
e alguns até correm. As árvores das avenidas
dão muita sombra e só falta a erva
entre as casas que assistem imóveis. São tantos
os que à beira-rio se despem ao sol.
A cidade permite-nos levantar a cabeça
para pensar estas coisas, e sabe bem que em seguida a baixamos. 
*

Mania da Solidão

Como um jantar frugal junto à clara janela,
Na sala já está escuro mas ainda se vê o céu.
Se saísse, as ruas tranquilas deixar-me-iam
ao fim de pouco tempo em pleno campo.
Como e observo o céu — quem sabe quantas mulheres
estão a comer a esta hora — o meu corpo está tranquilo;
o trabalho atordoa o meu corpo e também as mulheres.

Lá fora, depois do jantar, as estrelas virão tocar
a terra na ancha planura. As estrelas são vivas,
mas não valem estas cerejas que como sozinho.
Vejo o céu, mas sei que entre os tectos de ferrugem
brilha já alguma luz e que, por baixo, há ruídos.
Um grande golo e o meu corpo saboreia a vida
das árvores e dos rios e sente-se desprendido de tudo.
Basta um pouco de silêncio e as coisas imobilizam-se
no seu verdadeiro sítio, como o meu corpo imóvel.

Cada coisa está isolada ante os meus sentidos,
que a aceita impassível: um cicio de silêncio.
Cada coisa na escuridão posso sabê-la,
como sei que o meu sangue circula nas veias.
A planura é água que escorre entre a erva,
um jantar de todas as coisas. Cada planta e cada pedra
vivem imóveis. Escuto os alimentos e eles alimentam-me as veias
com todas as coisas que vivem nesta planura.

A noite importa pouco. O rectângulo de céu
sussurra-me todos os fragores e uma estrela miúda
debate-se no vazio, longe dos alimentos,
das casas, distinta. Não se basta a si mesma
e precisa de muitas companheiras. Aqui no escuro, sozinho,
o meu corpo está tranquilo e sente-se soberano. 
*

Mito

Virá o dia em que o jovem deus será um homem,
sem sofrimento, com o morto sorriso do homem
que compreendeu. Também o sol se move longínquo
avermelhando as praias. Virá o dia em que o deus
já não saberá onde eram as praias de outrora.

Acorda-se uma manhã em que o Verão morreu,
e nos olhos tumultuam ainda esplendores
como ontem e no ouvido os fragores do sol
feito sangue. A cor do mundo mudou.
A montanha já não toca o céu; as nuvens
já não se amontoam como frutos; na água
já não transparece um seixo. O corpo dum homem
curva-se pensativo onde um deus respirava.

O grande sol acabou, e o cheiro da terra
e a rua livre, colorida de gente
que ignorava a morte. Não se morre de Verão.
Se alguém desaparecia, havia o jovem deus
que vivia por todos e ignorava a morte.
Nele a tristeza era uma sombra de nuvens.
O seu passo pasmava a terra.

                                        Agora pesa
o cansaço sobre todos os membros do homem,
sem sofrimento: o calmo cansaço da madrugada
que abre um dia de chuva. As praias sombreadas
não conhecem o jovem a quem outrora bastava
que as olhasse. Nem o mar do ar revive
na respiração. Cerram-se os lábios do homem
resignados, para sorrir frente à terra. 
***
Via portal da Literatura
http://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=1607
*
http://www.portaldaliteratura.com/poemas.php?poeta=1607
***
A LUA E AS FOGUEIRAS
http://static.publico.pt/docs/cmf/autores/cesarePavese/amanha.htm
Por Joana Gorjão Henriques
(...)“A Lua e as Fogueiras” é uma obra onde o protagonista regressa à terra onde nasceu e se confronta com o passado. Aos 40 anos, um homem regressa à terra onde cresceu. É órfão, bastardo. Não tem nome, não sabe exactamente onde nasceu, não tem mulher nem filhos.
O homem sem rosto de “A Lua e as Fogueiras”, de Cesare Pavese, editado amanhã na Colecção Mil Folhas, tem a fortuna acumulada ao longo de 20 anos, passados no último lugar do mundo: a Califórnia, na América.
No regresso a Langhe, na Itália, revisita os sítios que habitou: a Gaminella, “uma encosta longa e ininterrupta de vinhas e ribeiras” que termina em Cannelli, lugar onde outrora o mundo começava; a Casa da Mora, para onde foi como criado aos 13 anos, onde lhe deram pela primeira vez um nome, Enguia, e lhe ensinaram um ofício, onde começou realmente a existir e conheceu pela primeira vez a angústia do amor: espreitava as filhas do patrão, Irene e Sílvia, “dois pêssegos num ramo inacessível.”
O tempo passou e não passou sobre as colinas; mas levou os corpos dos homens e das mulheres da sua vida, agora misturados à terra de onde também nasce o calor, um aroma, “tantos sabores e tantos desejos” que ele não suspeitava trazer em si. Uma terra adubada pelas fogueiras das festas de S. João, ciclicamente mutável como as fases da Lua. É em dois tempos intercalados e misturados, passado e presente (passado revivido impressivamente no presente), que se desenrola a obra de Cesare Pavese. Um livro atravessado por uma angustiante melancolia, tão imensa como a que se pensa assombrar o homem no confronto com a morte. Na travessia pelo tempo, pela memória, no jogo de oposições entre cidade e campo, passado e presente, perda e reencontro, Nuto — cúmplice das primeiras aventuras, o amigo da adolescência que o protagonista queria ser, aquele que tem uma terra, mulher, trabalho, que não precisou de abandonar aqueles vales para ter consciência de que “o mundo está mal feito e que é preciso tornar a construí-lo” — também não escapou à impossibilidade do amor, à inevitabilidade da solidão.
O regresso do protagonista ao único lugar onde ainda pode procurar a sua identidade, dobrar a sua vida do avesso, é também um espelho do que um dia o autor escreveu no seu diário, publicado postumamente sob o título “O Mistério de Viver”: “A vida é dor.”
Cesare Pavese (1908-1950) escreveu “A Lua e as Fogueiras” meses antes de se suicidar, em Turim, num quarto de hotel, quando tinha apenas 42 anos. Considerada uma das melhores obras do romancista, poeta, tradutor, nome fundamental da literatura italiana, há quem reconheça nela ecos da sua vida solitária, marcada por uma necessidade desesperada de amor (não correspondido), pela amargura e desolação, por uma infância assombrada pela morte do pai e vivida com uma mãe dura (que desaparece quando Pavese tem 23 anos). Escreveu-se, a propósito de Pavese, que a constatação da sua inadaptabilidade à vida o fez refugiar-se na literatura.
*

http://aminhaestante.blogspot.pt/2013/07/a-lua-e-as-fogueiras-cesare-pavese.html
Sinopse:
Publicado originalmente em 1950, A lua e as fogueiras é o último e mais bonito romance de Cesare Pavese. Neste romance, o personagem central retorna rico à cidade de Santo Stefano Belbo, de onde partiu ainda jovem para "fazer a América", pretendendo usufruir uma vida abastada. Não é mais o rapaz obrigado a trabalhar nos campos, mas um homem maduro que agora pode ser um patrão. Numa paisagem em que, aparentemente, nada mudou, encontra tudo transformado.
 in Skoob.com.br


Comentário:
Uma enorme surpresa, este livro. Depois da deceção que foi a leitura de Andrea Camilleri, encontrei neste Cesare Pavese algo completamente diferente.
 Quando um homem não conhece as suas raízes tudo perde o sentido. Enguia, o protagonista, é um bastardo que nunca conheceu os pais. Enriqueceu mas o apelo da terra foi, no entanto, maior. Mas as raízes perdidas, essas, nunca mais as encontrará…
Uma escrita profunda, sentida, poética, cheia de sentimento e emoção. O próprio título, A Lua e as Fogueiras, encerra um simbolismo tremendo, numa alusão ao universo rural e místico da Itália dos tempos da ditadura fascista e das fogueiras da guerra que assolaram o nosso continente em meados do século. A Lua, no seu esplendor místico, parece iluminar uma escuridão que se entranha no espírito dos homens e da qual o próprio Pavese foi vítima pois acabou por se suicidar poucos meses depois de ter terminado a escrita deste livro.
A solidão de um bastardo no meio do mundo. “Enguia” regressa à sua terra e, depois da solidão da América que o acolheu e onde enriqueceu, apenas encontra as cinzas das fogueiras; nem memórias vivas, apenas fantasmas… Nuto, o amigo é o que resta da guerra e da miséria. De resto, é a tristeza do presente, os ódios do passado, o medo do futuro e a pobreza de sempre.
Mas a agente simples não é mais infeliz que ele, que enriquecera. A miséria é também enganada pela alegria de quem nada tem a perder nem a ganhar. As festas, as desgraças, a música, a morte... Tudo é vida, mesmo sem futuro.
Enfim, uma imensa poesia sobre a vida real.
Uma obra-prima!
***
Via JERO:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10203724851276378&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=1&theater
Pensamento do dia: "O ódio faz sofrer. Vencer o ódio é dar um passo no conhecimento". Cesare Pavese (1908-50), escritor italiano.
Lusa/Fim.
Cesare Pavese (Santo Stefano Belbo, 9 de setembro de 1908 — Turim, 26 de agosto de 1950) foi um escritor e poeta italiano.
Combatente antifascista, o que lhe rendeu três anos de prisão no sul da Itália. Nessa época, iniciou o seu diário "O Ofício de Viver", título original "Il Mestiere di Vivere", uma autocritica revelada em reflexões sobre a sua arte, seus processos criativos e sobre o sentido da existência.
Cesare Pavese nasceu em Santo Stefano Belbo, nas Langhe (província de Cuneo), tendo-se mudado ainda em criança para Turim, donde se ausentou sempre apenas durante pouco tempo: passou um ano na prisão em Barcaleone (Reggio Calabria), comprometido por amigos políticos; passou algum tempo em Roma em trabalho para a editora Einaudi, da qual foi um dos mais eficazes conselheiros editoriais; suicidou-se em Turim em 1950.
A sua tese de licenciatura foi sobre Walt Whitman, e já não era um desconhecido quando, em 1936, publicou Lavorare stanca: tinha já publicado e continuaria a publicar estudos sobre literatura norte-americana clássica e contemporânea, reunidos num volume (La letteratura americana e altri saggi) publicado postumamente em 1951. Traduziu Daniel Defoe (Moll Flanders), Charles Dickens, Herman Melville (Moby Dick e Benito Cereno), James Joyce (Dedalus), Sinclair Lewis, John dos Passos, Gertrude Stein e William Faulkner.

08/09/2015

9.982.(8SET2015.8.8') Comunicados da CDU de setembro2015: 28seTEMbro: A CDU TEM SOLUÇÕES PARA ALCOBAÇA, PARA A REGIÃO E PARA O PAÍS21sete: CDU continua contra a imposição das Uniões de Freguesias. Sim às festas, ao Castelo com interesse turístico e ao Parque de Campismo renovado.14seTEM: Vieira Natividade e Agricultura: Contra o APAGÃO PSD.CDS, mas também das responsabilidades do PS.7set: Proposta de Delimitação da ARU de Alcobaça. Planear com todos. Versão final do Plano Estratégico de Desenvolvimento de Alcobaça: Quais são os 3 novos projectos estratégicos?


https://www.facebook.com/JuntaaTuaaNossaVoz/photos/a.468913473183970.1073741828.468902759851708/910344289040884/?type=1&theater
***
28sete2015
COMUNICADO DA CDU

A CDU TEM SOLUÇÕES PARA ALCOBAÇA, PARA A REGIÃO E PARA O PAÍS
Neste comunicado, em vésperas de eleições legislativas, queremos dar alguns exemplos do que defendemos a nível do nosso município e que precisamos para a política do país.
1.A Câmara tem uma preocupante situação da dívida a pagar à CGD por causa dos Centros Escolares da Benedita e de Alcobaça e do Pav. de Évora, ainda por funcionar! A gestão danosa indica o número de 66M€! Nem 1 cêntimo de apoio financeiro. Perdemos os apoios para os Centros Escolares, bem necessários, de Alfeizerão e Turquel. Nos últimos dias sabemos que o governo PSD.CDS vai “dar” pequenos apoios para os 4 Centros Escolares anunciados desde 1998: Alfeizerão, Cela, Pataias e Turquel. Quanto para cada um?
2. Desde 2009, com o governo PS, e depois com o governo PSD.CDS a situação nacional agravou-se, a Câmara e os SM perderam 79 trabalhadores! Menos 79 famílias que deixaram de ter receita. Os outsourcing’s cresceram e não são solução para a CDU. Nós queremos que haja pleno emprego e estabilidade para os jovens poderem planear a sua vida em Alcobaça.
3. Estamos na CDU, com câmaras PS e alguns autarcas PSD (Fernando Costa) contra a privatização da Valorsul. O custo do tratamento do lixo baixou, extraordinariamente, para os 19€xtonelada, mas os munícipes continuam sem usufruir dessa situação.
4. Na agricultura esteve por cá, há dias, a ministra do CDS. Mas não podemos esquecer a invasão dos eucaliptos que este governo permitiu para satisfazer o negócio das celuloses. Também não podemos ignorar que PSD.CDS pararam um financiamento de 10 milhões de euros para o regadio da Cela e Bárrio. Não nos contentamos com nova candidatura. Urge ter memória. Para onde foram os 10 M€ que a ministra CDS interrompeu em 2011??? Também não esquecemos a falta de resposta dos Ministros PS.PSD:CDS em relação ao espaço para relvado sintético há tanto ano em pousio na Estação nacional Fruteira…A tal que tem uma belíssima exposição a Joaquim Vieira Natividade mas que os mesmos 3 partidos do miserável arco de governação tem esquecido, mais uma vez, Alcobaça e a família Vieira Natividade que deram espólio e casa e nada de Museu Vieira Natividade! Não podemos continuar a ter apagões dos políticos destes 3 partidos bem como dos seus eleitores!
5. A Fundação Nossa Senhora da Conceição (E.Superior), grande aposta do PSD está moribunda. O PSD.CDS fez uma lei contra as Fundações e foram 4 anos perdidos na frente da Investigação e do Superior para o nosso concelho. Mais um sinal de péssima governação da direita.
6. A ALEBenedita e a Z.I.Pataias não dão 1 passo, nem avançam. O PSD local e o PSD.CDS nacionais estão a fazer atrasar 17 anos, a vida de tantos micro.pequenos.médios empresários, cheios de iniciativa, que querem montar as suas empresas na Benedita. O mais extraordinário ao fim destes anos todos: é anunciado, só agora, o estudo geológico do terreno da Quinta da Serra!!!
7. Um Festival de Anúncios do PSD de Alcobaça e do governo PSD.CDS que continuam sem se concretizar: Intervenção de alargamento na EN-8.6 tão necessária para as freguesias da Benedita, Turquel e Évora; Mata do Vimeiro; Centro de Investigação na área da Fruticultura; USFBenedita; Hotel no claustro do Rachadouro, Museu da Língua Portuguesa; Jardim do Obelisco; Central e Açude da ex- Fiação e outras à Beira-Rio; Golfes de Pataias e São Martinho do Porto.
8. Voltámos a encontrar a preocupante situação da necessidade de substituição e remodelação das redes de água, em fase final de vida útil. O governo PSD.CDS não apoia os municípios para estas questões essenciais. 2014 foi o ano com menor investimento neste importante sector (apenas meio milhão de euros).
9. Há 25% de território que precisa de saneamento e que merece um programa especial. As promessas de há tantos anos: Ribeira do Pereiro, Valado St. Quitéria. O governo PSD.CDS acha que não deve apoiar estas obras tão essenciais!
10. A “ÁGUAS DO OESTE” é um sorvedouro de recursos municipais de Alcobaça. Nos SM há o antes e há o depois desta empresa, que agora foi absorvida por 1 mega sistema municipal. Se não houver alteração política nacional que passe a ser soberana e patriótica, bem sabemos, se destinar, mais tarde ou mais cedo à privatização. O pagamento do tratamento da água da chuva (a rede dos pluviais só cresceu 270 m em 2014). O custo do tratamento dos efluentes domésticos nas nossas ex-ETAR’s. O ruinoso contrato do fornecimento da Água em Alta: 9,2 milhões de euros reclamados pela empresa que já nos suga tanto valor de Alcobaça.
11. Linha do Oeste. Não podemos ignorar a luta em defesa desta ferrovia que levou a que este governo PSD.CDS recuasse no projecto de acabar com passageiros para norte da nossa região.
12. Turismo é uma frente essencial para o nosso concelho e para o país. Mas qual é o concelho neste país que tem este centro histórico com 2/3 do Mosteiro em ruínas há tanto ano de governo PS.PSD.CDS? Ou como se encontra o farol de São martinho do Porto…Ou o Castelo de Alcobaça…Vergonhas em cima de vergonhas que devem ser atribuídos aso políticos locais e nacionais deste centrão de partidos que não lutam por Alcobaça.
13. Finalmente, nas soluções locais e nacionais temos propostas sobre o Mosteiro de Alcobaça que queremos centro vivo da cidade, do concelho, da região e do importante mundo de Cister.
Visitem o site www.cdu.pt para lerem as 25 medidas urgentes, os 8 eixos centrais e os programas eleitorais. Votem certo, votem CDU!

    No local e no nacional a CDU tem soluções, somos alternativa.


***
21SETEmbro2015
CDU continua contra a imposição das Uniões de Freguesias.
Sim às festas, ao Castelo com interesse turístico e ao Parque de Campismo renovado.

  1. A CDU lembra que Miguel Relvas.PSD.CDS fizeram uma lei que criou uniões de freguesias (impostas), contra autarcas, sem o mínimo de democraticidade, pelo que espera que o PS honre a sua palavra após as legislativas e retome todo o processo, com efectiva auscultação às populações.

  1.  A CDU saúda as festas (e a extraordinária “Rampa do Castelo” em ciclismo) que a Junta de Alcobaça.Vestiaria  promovem  bem como o relevar de instituições e personalidades em cada ano e até considera que é importante utilizar o Castelo de Alcobaça para demonstrar como aquele sítio tem de ser qualificado e deixar de ser apenas um miradouro para tirar fotografias. Alcobaça deve ser a única cidade do mundo que não soube (PSD.PS e CDS) valorizar aquele espaço patrimonial e turístico com memória e história.

  1. Neste mês em que a Junta de Alcobaça.Vestiaria (PS.CDS) festeja o seu 2.º ano de mandato, a CDU quer criticar a câmara PSD que não dá resposta à freguesia sobre a proposta de restauro e qualificação do Parque de Campismo da Cidade que pode ser uma mais-valia, na especificidade, na atracção de turistas ao concelho e com efeitos positivos no comércio local.


    No local e no nacional a CDU tem soluções, somos alternativa.
***
14seTEMbro2015
Vieira Natividade e Agricultura: Contra o APAGÃO PSD.CDS, mas também das responsabilidades do PS

  1. A CDU saúda a excelente exposição sobre a figura do insigne alcobacense Joaquim Vieira Natividade, que há muito propomos ser um dos símbolos para a emulação, necessária, a personalidades que se destacam em cada ano no nosso município.
  2. A Coordenadora Concelhia da CDU está contra o APAGÃO que a coligação PSD.CDS quer fazer sobre 3 erros monumentais contra Alcobaça, a saber:
2.1.       Esqueceram completamente que a família Natividade deu casa e espólio para a feitura, pelo Estado, de um Museu Vieira Natividade; neste ponto não podemos esquecer a responsabilidade governativa do PS em metade dos anos que demora a solução;
2.2.       PSD e CDS querem apagar o projecto de regadio aprovado em 2010, no valor de 10 milhões de euros, para os agricultores dos campos férteis da Cela e do Bárrio e que a ministra Assunção Cristas barrou e desviou essa verba, com certeza, para os seus amigos latifundiários e quejandos; A CDU não aceita que a ministra venha fazer campanha com novo anúncio de financiamento e que até dá mais um título, enganador, de 1.ª página de jornal;
2.3.       A alteração legislativa promovida por esta ministra, que se passeia em Alcobaça, nesta campanha eleitoral, que permite transformar o pinhal de Leiria (e de Alcobaça) num perigoso eucaliptal.
  1.  A CDU está contra o festival de anúncios do PSD local e do actual Presidente da Câmara, nomeadamente sobre o Centro de Competências sobre Fruticultura. Há anos que repete essa intenção. No dia 11 de Setembro de 2015 assinou, apenas, um protocolo de intenções. A CDU quer obras, investigação e financiamentos na nossa agricultura e não anúncio e repetidas boas intenções.

    No local e no nacional a CDU tem soluções, somos alternativa.
***
7set2015
COMUNICADO DA CDU

Proposta de Delimitação da ARU de Alcobaça. Planear com todos.
Versão final do Plano Estratégico de Desenvolvimento de Alcobaça: Quais são os 3 novos projectos estratégicos?

1.     A leitura do documento elaborado pela SPI, entregue à Vereadora da CDU, por mail no dia 1.9.2015, é mais um excelente documento para divulgar a todos os munícipes, de todas as formas, a começar no site da câmara.
2.     Nós, na CDU, defendemos o abrir da câmara, o unir de todos os alcobacenses para se poder construir um município, ainda, melhor. A CDU quer debate democrático e o envolvimento de autarcas, associações, técnicos e amigos de Alcobaça.
A divulgação e o debate são essenciais antes da deliberação. Já que não houve a CDU reclamou que haja depois. Também por causa dos benefícios fiscais e eventuais apoios que os proprietários poderão invocar e usufruir.
3.     Da leitura deste trabalho a CDU ficou a saber que a câmara irá fazer ARU’s na Benedita, Pataias, S. Martinho do Porto, Cós e Aljubarrota. Como estão calendarizados? Reclamamos informação e envolvimento dos cidadãos dessas freguesias.
4.     A CDU-Alcobaça defende que as outras vilas e sedes (ex-sedes) de freguesias devem ter soluções de reabilitação urbana com base em projectos bem debatidos e bem participados.
5.     Na leitura deste documento encontrámos escrito: “53 projectos estratégicos”. (Plano Estratégico Desenvolvimento de Alcobaça). Mais 3 do que a versão que temos na CDU! Quais são os novos projectos? Criticamos, desde já, esta forma de planear! Requeremos a nova versão do PEDC 2014-2020 que desconhecemos e insistimos, de novo, na sua divulgação, nomeadamente no site! Só assim poderemos intervir como é prática na CDU: Abrir, Unir, Construir!


    No local e no nacional a CDU tem soluções, somos alternativa.

03/09/2015

2.840.(3sete2015.7.7') Richard Bach

Nasceu a 23jun1936
***

https://www.facebook.com/DancaDoAmor/photos/a.447090025383429.1073741828.447058498719915/909845052441255/?type=1&theater
Quando iniciamos a vida, cada um de nós recebe um bloco de mármore e as ferramentas necessárias para convertê-lo em escultura. Podemos arrastá-lo intacto a vida toda, podemos 
reduzi-lo a cascalho ou podemos dar-lhe uma forma gloriosa.
***
Via Pensador:
Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou.
*
Uma alma gêmea é alguém cujas fechaduras coincidem com nossas chaves e cujas chaves coincidem com nossas fechaduras. Quando nos sentimos seguros a ponto de abrir as fechaduras, surge o nosso eu mais verdadeiro e podemos ser completa e honradamente quem somos. Cada um descobre a melhor parte do outro.
*
Durante anos procuramos encontrar alguém que nos compreenda, alguém que nos aceite como somos, capazes de nos oferecer a felicidade, apesar das duras provas. Apenas ontem descobri que esse mágico alguém é o rosto que vemos no espelho
*
Se desejas tanto a liberdade e a felicidade, não vês que ambas estão dentro de ti? Pensas que a tens e a terás. Age como se fossem tuas e serão
*
Quantos vivem toda a vida sem descobrir o que sabem e amam?
Tantos.
Não ser um desses é essa a tua missão.
***
http://www.sitiodolivro.pt/pt/autor/richard-bach/3360/
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http://frasesqueinspiram.blogspot.pt/2010/10/richard-bach.html
Richard Bach é um escritor americano.
A principal ocupação de Bach foi como piloto reserva da Força Aérea e praticamente
todos os seus livros envolvem o vôo de certa maneira, desde suas primeiras histórias
 sobre voar em aeronaves até suas últimas onde o vôo é uma complexa metáfora
filosófica. Bach alcançou enorme sucesso com Fernão Capelo Gaivota, sucesso este
não igualado por seus livros posteriores; entretanto, seu trabalho continua popular
 entre os leitores.
         Eu li Fernão Capelo Gaivota, Ilusões, O Dom de voar, Fugindo do Ninho, Longe é um lugar que não existe, A ponte para o sempre, O paraíso é uma questão pessoal e Um.
         Segue lindas passagens que me marcaram.
"Não existe nenhum problema que seja tão grande que não se possa fugir dele. (Ilusões)

Se vocês tanto desejam a liberdade e a alegria; não podem ver que não se encontra em nenhum lugar fora de vocês? Digam que as têm e assim será! Ajam como se fossem suas, e serão. (Ilusões)


Manual do Messias – Lembretes para a Alma Avançada
"- Aprender é descobrir aquilo que você já sabe. Fazer é demonstrar que você o sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você. Vocês são todos aprendizes, fazedores, professores;

- A sua única obrigação em qualquer vida é ser sincero consigo mesmo. Ser sincero com outra pessoa ou outra coisa não só é impossível, como ainda é a marca de um falso messias;

- As perguntas mais simples são as mais profundas. Onde você nasceu? Onde é o seu lar? Para onde vai? O que está fazendo? Pense sobre isso de vez em quando, e observe as suas respostas se modificarem;

- Você ensina melhor o que mais precisa aprender;

- Viva de modo a nunca se arrepender se algo que você faça ou diga for publicado pelo mundo afora – mesmo que o que for publicado não seja verdade;


- Os seus amigos o conhecerão melhor no primeiro minuto em que se conhecerem do que os seus conhecidos o conhecerão em mil anos;

- O melhor meio de fugir à responsabilidade é dizer: “Tenho responsabilidade.”;

- Você é levado em sua vida pela criatura viva interior, o seu espiritual brincalhão que é o seu ser verdadeiro;

- Não dê as costas a possíveis futuros antes de ter certeza de que não tem nada a aprender com eles;"

- Você está sempre livre para mudar de idéia e escolher um futuro, ou um passado diferente;

- Não existe um problema que não ofereça uma dádiva para você. Você procura os problemas porque precisa das dádivas por eles oferecidas;

- O laço que une a sua família verdadeira não é de sangue, mas de respeito e alegria pela vida um do outro. Raramente os membros de uma família se criam sob o mesmo teto;

- Valorize suas limitações, e, por certo, não se livrará delas;

- Imagine o universo belo, justo e perfeito; então tenha certeza de uma coisa: o Ser o imaginou bastante melhor do que você;

- Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade; sente um impulso... é para este lugar que devo ir agora. Mas o céu sabe os motivos e desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes;

- Nunca lhe dão um desejo sem também lhe darem o poder de realizá-lo. Você pode ter de trabalhar por ele, porém;

- O mundo é o seu caderno, as páginas em que você faz suas somas. Não é a realidade, embora você possa exprimir a realidade ali, se quiser. Você também tem liberdade de escrever tolices ou mentiras, ou rasgar páginas;

- O pecado original é limitar o Ser. Não o faça;

- Se você treinar para ser uma ficção por algum tempo, compreenderá que os personagens de ficção às vezes são mais reais do que pessoas de carne e osso e corações pulsando;

- A sua consciência é a medida da honestidade de deu egoísmo. Escute-a com cuidado;

- Cada pessoa, todos os fatos de sua vida, ali estão porque você os pôs ali. O que faze com eles cabe a você resolver;

- A verdade que você fala não tem passado nem futuro. É, e é tudo que precisa ser;

- Eis aqui um teste para verificar se a sua missão na Terra está cumprida: Se você está vivo, não está.

- A fim de viver livre e feliz, você tem de sacrificar o tédio. Nem sempre o sacrifício é fácil;

- Não fique triste nas despedidas. Uma despedida é necessária antes de vocês poderem se encontrar outra vez. E se encontrar de novo, depois de momentos ou de vidas, é certo para os que são amigos;

- A marca de sua ignorância é a profundidade da sua crença na injustiça e na tragédia! O que a lagarta chama de fim do mundo, o mestre chama de borboleta. (Ilusões)


Se você quiser mesmo tirar uma nuvem de sua vida, não faça uma cena disso, apenas se descontraia e tire-a de seu pensamento.

A maneira de conhecer um escritor não é conhecê-lo pessoalmente, e sim ler o que ele escreve. (O Dom de voar)

Quando se está de pé, à beira do telhado de um castelo, é bom ter amigos que surjam em lugares altos.

*
Acho que o que nos faz voar, seja lá o que for, é a mesma coisa que atrai o marinheiro para o mar. Algumas pessoas jamais compreenderão isso e nós não podemos explicar-lhes. Se elas estiverem dispostas poderemos mostrar-lhes, mas nunca dizer-lhes.

O mundo é como é porque nós queremos que ele seja assim. Só quando a nossa vontade muda, é que o mundo muda; seja o que for que pedirmos, conseguimos;

Nunca haverá alguém que seja dono de qualquer coisa além dos seus próprios pensamentos. Através dos tempos, nunca conseguiremos conservar a posse de gente, lugares ou coisas. Podemos caminhar um pouco com eles, mas, mais cedo ou mais tarde, tomaremos, cada qual, posse apenas do que é nosso – o que aprendemos, como pensamos – e seguiremos separadamente os nossos caminhos solitários.

Não é ser amado e admirado pelos outros que nos dá alegria de viver. Essa alegria provém de ser capaz, eu próprio, de amar e admirar tudo aquilo que acho raro, bom e belo – no meu céu, nos meus amigos, no contato e na alma do meu biplano.

Não saber a verdade não a impede de ser verdadeira. (Longe é um lugar que não existe)


Amantes que crescem um com os ideais do outro tornam-se mutuamente mais atraentes à medida que o tempo passa. (Fugindo do ninho)

Todo passo de uma vida orgulhosa é um escapar da segurança para a escuridão, e a única coisa confiável é o que achamos ser verdade.

Culpa é a tensão que sentimos por mudarmos o passado, presente ou futuro em função de alguém.

Algumas escolhas nós vivemos não uma só vez, mas vezes sem fim, lembrando para o resto de nossas vidas.

Nossa sorte é não termos recordação de outras vidas; imobilizados pela memória, não poderíamos prosseguir com esta.

Razão premente nunca convence emoção cega.

A vida não requer que sejamos consistentes, cruéis, pacientes, prestativos, zangados, racionais, despreocupados, amorosos, agressivos, mente-aberta, neuróticos, cuidadosos, rígidos, tolerantes, esbanjadores, ricos, humilhados, gentis, doentes, atenciosos, engraçados, estúpidos, preguiçosos, ambiciosos, saudáveis, suscetíveis, bobos, caridosos, pressionados, íntimos, hedonistas, industriosos, manipulativos, cheios de idéias, inconstantes, sábios, egoístas, bons ou sacrificados. Todavia, ela requer que vivamos com as consequências de nossas escolhas.

Vidas alternativas são paisagens refletidas no vidro de uma janela...reais como o dia a dia, mas não tão claras.

Não temos direitos até lutarmos por eles.

Quando aguentamos qualquer situação que não era necessária, não é porque somos burros. Aguentamos porque precisamos da lição que somente aquela situação pode ensinar, e precisamos mais dela do que da liberdade.

Felicidade é a recompensa que ganhamos por viver o mais certo que sabemos.

Um casamento de verdade não é feito por duas pessoas desfilando por uma ponte entre arroz, fitas e flores. É descobrir que, depois deu uma vida inteira, eles construíram a ponte juntos, com as próprias mãos.

Maridos e mulheres não detêm o poder de fazer uns aos outros felizes. Essa é uma conquista individual. Cada um só pode cuidar da sua própria felicidade. As chances de um ficar alegre pelo outro estar feliz aumentam.

Evite problemas e você nunca será um dos que os superam.

Quanto mais esclarecidos nos tornamos, mais se torna impossível sermos correspondidos por qualquer outra pessoa em qualquer lugar. Quanto mais aprendemos, mais devemos concluir que é melhor vivermos sozinhos. (A ponte para o sempre)


Você nunca recebe um desejo sem também receber a capacidade de torná-lo realidade.

Para trazer qualquer coisa à sua vida, imagine que já está lá.

De vez em quando é divertido fechar os olhos e, nessa escuridão, dizer a nós mesmos: “Eu sou o feiticeiro e quando abrir os olhos verei um mundo que criei e pelo qual sou o único e total responsável”. E dois, lentamente, as pálpebras se abrem, como cortinas se levantando sobre o palco. Lá está o nosso mundo, dom toda certeza, exatamente como criamos.

Olhe-se num espelho e uma coisa é certa: o que vemos não é o que somos.

A melhor maneira de pagar por um momento maravilhoso é desfrutá-lo.

...Éramos dois barcos que se encontravam no meio do oceano, cada um mudando de curso para velejar, por algum tempo na mesma direção sobre um mar vazio. Barcos diferentes a caminho de portos diferentes e sabíamos disso...

O oposto da solidão não é a vida em comum, é a intimidade.

O tédio entre duas pessoas não provém de estarem juntas fisicamente. Provém de estarem separadas mental e espiritualmente.

Quem quer que deseje manter em sua vida, nunca deixe de lhe conceder a devida importância.

Onde a intimidade não existe não se tem o melhor sexo.

Uma pequenina mudança hoje acarreta-nos um amanhã profundamente diferente. São grandes as recompensas para aqueles que optam pelos caminhos duros e difíceis, mas essas recompensas acham-se ocultas pelos anos. Toda escolha é feita inteiramente às cegas, e o mundo não nos dá garantia alguma. A única maneira de evitar todas as escolhas assustadoras consiste em deixar a sociedade e se tornar um ermitão, e também isso é uma escolha assustadora... (Um)

O bom caráter advém de seguirmos nosso supremo senso de retidão, de confiarmos nos ideais sem sequer estarmos certos de que darão certo. Um dos desafios de nossa aventura na Terra consiste em nos elevarmos acima de sistemas mortos...guerras, religiões, nações, destruições... recusarmos a fazer parte deles, e em vez disso exprimirmos o que temos melhor dentro de nós.

Procurem por uma paixão que se torne melhor com o tempo, a admiração aumentando, a confiança crescendo através das tempestades. (A ponte para o sempre)

Como querer intimidade e alegria quando um amante sem entusiasmo e uma felicidade branda são o melhor que podemos encontrar?

As coisas ao nosso redor... casas, empregos, carros... são acessórios, cenários para o nosso amor. As coisas que possuímos, os lugares que vivemos os eventos de nossas vidas: cenários vazios. Como é fácil mudar os cenários, esquecer diamantes! A única coisa que importa, ao final de uma estada na Terra, é quão bem amamos, QUAL FOI A QUALIDADE DO NOSSO AMOR?

Ninguém é capaz de resolver problemas para aqueles cujo problema consiste em não desejarem que os problemas sejam selecionados. (Um)

Não importa qual seja nossa habilitação ou nosso merecimento, nunca alcançaremos uma vida melhor até conseguirmos imaginá-la para nós próprios e permitir-nos tê-la.

Coisas ruins não são o pior que nos pode acontecer. O que de pior nos pode acontecer é o NADA.

Uma vida fácil nada nos ensina. No fim, é o aprendizado que importa: o que aprendemos e como nos desenvolvemos.

Traçamos nossas vidas pelo poder de nossas escolhas. Quando nossas escolhas acabam sendo feita passivamente, é que nos sentimos mais desamparados. Quando não fomos nós mesmos que traçamos nossas vidas. Podemos ter desculpas, ou podemos ter saúde, amor, longevidade, compreensão, aventura, riqueza, felicidade.


Qualquer idéia poderosa é de todo fascinante e de todo inútil até resolvermos usá-la.
***

https://www.facebook.com/559343457434706/photos/a.559507790751606.1073741828.559343457434706/899889366713445/?type=1&theater
“Quando iniciamos a vida, cada um de nós recebe um bloco de mármore e as ferramentas necessárias para convertê-lo em escultura. Podemos arrastá-lo intacto a vida toda, podemos reduzi-lo a cascalho ou podemos dar-lhe uma forma gloriosa.” 

© Yves Pires - Imagem

02/09/2015

9.981.(2sete2015,15.33') 65RC2013.2017...4sete2015.17h30'...Extraordinária...Aqui ficará a Ordem de Trabalhos e o registo pessoal da Vanda Marques

em construção
ARU's?
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Declaração Política…Proposta de Delimitação da ARU de Alcobaça…Versão final do Plano Estratégico de Desenvolvimento de Alcobaça: Quais são os 3 novos projectos estratégicos?

1.       Na leitura do documento elaborado pela SPI, recebido por mail no dia 1.9.2015, só
tenho a dizer que é mais um excelente documento para divulgar a todos os munícipes, de todas as formas, a começar no site da câmara.
2.       Quanto custou este trabalho?
3.       Nós, na CDU, defendemos o abrir da câmara, o unir de todos os alcobacenses para se poder construir um município, ainda, melhor. A divulgação e o debate democrático são essenciais antes da deliberação. Esperamos que haja depois com envolvimento de autarcas, associações, técnicos e amigos de Alcobaça. Até por causa dos benefícios fiscais e eventuais apoios que os proprietários poderão invocar.

4.       Como Vereadora só tive acesso (muito bem, por mail) estes 2 dias. Mas estando em trabalho de início de ano lectivo foi-me impossível promover o debate interno na CDU.
5.       Da leitura deste trabalho ficamos a saber que a câmara irá fazer ARU’s na Benedita, Pataias, S. Martinho do Porto, Cós e Aljubarrota. Como estão calendarizados? Vai haver divulgação e debate?
6.       As outras vilas e sedes (ex-sedes) de freguesias não vão ter soluções de reabilitação urbana?
7.       Na leitura deste documento encontrámos 1 pormenor: “53 projectos estratégicos”. Do Plano Estratégico Desenvolvimento de Alcobaça …Mais 3 do que a versão que temos na CDU! Quais são? Criticamos esta forma de planear! Requeremos a nova versão do PEDC 2014-2020 que, pelos vistos, desconhecemos!
A Vereadora da CDU

Vanda Furtado Marques

01/09/2015

9.980.(1set2015.11.11') Nara Rúbia Ribeiro

Nasceu a
***
Administradora da página do MIA COUTO
***
Calma
bfeb285361e7ce0db5fb5d3e4ffc9ad8
http://www.contioutra.com/namorar-me-nara-rubia-ribeiro/
Se quiser namorar-me,
Tenha calma.
Traga na alma a lembrança de que sou sonho
E não posso ser tocada do nada
Ou beijada como se mortal eu fosse.
Faça de mim algo doce,
Enfeitado de estrelas,
Enfeitiçado de ausências
E para sempre presente nos intervalos de sua respiração.
Ouça o coração
Mas o faça pulsar baixinho
Para não ofuscar o brilho do meu silêncio.
Saiba que o meu coração é cristal de crepúsculo
Poeira de astros longínquos e puros;
Não é barro que se possa moldar,
Por mais perfeito que seja o artífice.
Se quiser namorar-me,
Que seja sem pressa e sem dores,
Já verti sangue e suor
E vi desfalecerem mil flores.
Quero apenas o beijo insano,
A proposta instantânea e a mais errônea vontade
De ser sempre sua,
Mas não hoje,
De ser sempre sua mais tarde
***
Mente o tempo: A idade que tenho Só se mede por infinitos. Pois eu não vivo por extenso. Apenas fui Vida em relampejo de incenso. E quando me acendi foi nas abreviaturas do imenso.
***
Da página dela do face:

Nasceu em São Luis de Montes Belos, onde residiu até os 21 anos de idade. Mudou-se para Goiânia, tendo cursado Direito e se especializado em Direito Penal. Escreve desde a adolescência em especial poesia, dedicando-se, ainda, ao conto e à crônica.
https://www.facebook.com/pages/Escritos-de-Nara-R%C3%BAbia-Ribeiro/249971401727398?fref=photo
**

https://www.facebook.com/249971401727398/photos/pb.249971401727398.-2207520000.1441103823./962181457173052/?type=1&theater
A HORA
A porta do tempo é opaca,
mas menino a viu entreaberta.
Foi espiar.
“- Mãe, cada minuto é feito de sessenta borboletas coloridas
Que voam depressa pra todo lugar.”
A mãe sorriu.
“- E qual a estrutura da hora, filho?”
“- A hora, mãe, é quando a matemática das borboletas se junta
E elas seguram as asas umas das outras,
cirandadas,
Como se fosse a humanidade inteira... “
A humanidade inteira,
Essa é a hora.

*

https://www.facebook.com/249971401727398/photos/pb.249971401727398.-2207520000.1441103823./961759183881946/?type=1&theater
SEM PELE
A alma de toda a gente tem cercanias.
A minha, não tem. 
É um descampado. 
Não tem telhado, não tem paredes. 
Muitas vezes, nem chão.
E sinto no peito as encostas 
de tudo o que sangra e corrói.
Também toda a beleza me visita sem licença
e a poesia de tudo me acontece. 
Mas a beleza, não raro, ela fere.
As garras de um beija-flor podem ser mortais 
a uma alma sem pele.
Então, por isso, às vezes me exaspero e grito
para que o meu peito, 
em desabrigo, 
não seja tão violado.
Mas quando me sai o protesto, 
as minhas palavras também me sangram
e morro mais um tanto por dentro.
Já não quero a palavra que afugenta a dor.
Quero o silêncio que cicatriza a ferida 
e que me prepara para a dor mais forte: 
a própria Vida.

Fotografia de Petros Petropoulos

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https://www.facebook.com/249971401727398/photos/a.442649199126283.97518.249971401727398/963087147082483/?type=1&theater
AUTO-ENGANO
Eu sou um mosaico de medos,
Mas isso é segredo.
É preciso amoldar-me ao mundo.
Aqui, na ânsia de ser aceito,
Releva-se a poesia emoldurada do que se é
E sublima-se a aparência do que se quer.
Preciso esconder a arte rebuscada dos medos
E exibir a máscara medíocre
De minhas falsas certezas.
Quantos incautos crerão
Em minha fortaleza interior?
E assim também eu perco a arte do humano.
Finjo perene coragem
E, em alto estilo,
Dissimulo o meu auto-engano.
**
Do livro "Pazes", no prelo
https://www.facebook.com/249971401727398/photos/a.442649199126283.97518.249971401727398/963292977061900/?type=1&theater
DESAVESSO
Se precisares, poenta-te,
Mas espreita a palavra.
O poema é o desavesso do tempo.
Nele, nada reside
Que não esteja a serviço da Luz.
E se um dia o teu sol quedar-se
Desinventado e vencido
Na superfície sulcada de um sonho bom,
Espreita o teu próprio peito:
A tua poesia tem os dedos de abrir
O olho morto de qualquer estrela.

*

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CANSAÇO Deveria haver na vida um tempo de férias do existir. Assim, quando o caos das horas nos visitasse o relógio da alma, uma calma inexistência nos levaria a paragens onde todo sonho é possível, pois tudo o que existe ainda está por nascer.
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