11/07/2009

Clementina Henriques que veio às nossas conversas e é Vice-Presidente da CPMPME escreveu:

Quanto vale e a quem serve a Formação Profissional
Qualquer economia intensiva em conhecimento é também uma economia sujeita a uma mudança muito rápida dos saberes indispensáveis, em que é necessário, de forma permanente actualizar procedimentos. E isso faz-se através de uma adequada relação com o sistema de ensino e de formação profissional, ao longo de toda a vida activa. Faz-se com uma aposta consequente do Estado na capacitação dos cidadãos para a inserção no mercado de trabalho considerando a realidade concreta, considerando a natureza do tecido produtivo, considerando a sua essência: Micro e Pequenas Empresas (MPE’s).
Por maioria de razão, qualquer economia, agindo num mundo global, independentemente dos recursos disponíveis dos actores, é obrigada a competir e manter-se no mercado, investindo na inovação, em diferentes domínios:
• No produto;
• Na forma;
• No processo.
Efectivamente a actividade económica imprime dinâmicas para as quais as pessoas têm de estar motivadas e disponíveis para adquirir os saberes indispensáveis ao seu desempenho profissional que, naturalmente, se altera com muito mais frequência do que no passado, no sentido em que as pessoas serão chamadas a exercer actividades mais exigentes, assentes em tecnologias inovadoras, suportadas em conteúdos funcionais imprescindíveis aos novos indicadores de competitividade.
Não temos grandes dúvidas que a mudança é um processo, consequentemente lento. Contudo, perante uma realidade diferente com enfoque no desenvolvimento social e económico, configuram-se oportunidades e riscos que os promotores da actividade económica, empresários e trabalhadores, não poderão ignorar.
Aumentará o número de profissionais da educação, aumentará a necessidade de um maior investimento em capital humano, aumentará a consciência de uma maior aposta na empregabilidade. Aumentará o confronto entre a oferta e a procura, mas não apenas de bens materiais. Na sociedade de consumo há escolhas complexas às quais a oferta tem de estar preparada para satisfazer. As empresas, concretamente as MPE´s, são obrigadas a viver na incerteza da intensidade da procura, particularmente em momentos de crise, onde o poder de procura é escasso e o endividamento aumenta dia a dia.
Neste contexto, cada vez mais, tem de haver educação adequada, que perspective retorno quer para o individuo quer para a economia, que justifica o que custa, por muito cara que pareça, que fundamente tanto a Despesa Publica, na componente da Despesa Social, como a despesa efectuada pelos empresários na formação, sua e dos seus trabalhadores. A Educação e a Formação deverão ser consideradas um investimento, público e privado, imprescindível ao desenvolvimento e à sustentabilidade da economia.
Vice-Presidente da CPPME
Clementina Henriques

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