04/11/2018

9.229.(3noVEMbro2018.20.20') Maria Guinot

Nasceu a  20jun1945
e morreu a 3noVEMbro2018...Parede...Cascais
 Maria Adelaide Fernandes Guinot Moreno
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Morreu a cantora Maria Guinot

Venceu o Festival da Canção em 1984, com a canção Silêncio e Tanta Gente, com a qual representou Portugal na Eurovisão.
3 de Novembro de 2018
 


Acantora, compositora e pianista Maria Guinot morreu aos 73 anos. A notícia foi dada pela SIC Notícias, este sábado.
Maria Guinot representou Portugal no Festival Eurovisão em 1984, depois de ter vencido o Festival da Canção com Silêncio e Tanta Gente. A interpretação no Festival RTP ficou na memória: em solidariedade com os músicos em greve, Maria Guinot recusou o play-back adoptado nessa edição, e acompanhou-se a si mesma ao piano. Na Eurovisão, com a sua bela interpretação, Maria Guinot ficou em 11.º lugar, entre 19 países participantes no festival europeu naquele ano. 
Maria Adelaide Fernandes Guinot Moreno nasceu em Lisboa a 20 de Junho de 1945. Começou a estudar piano com apenas quatro anos. Em 1965, entrou no coro da Fundação Calouste Gulbenkian. Já em 1981, ficou em 3.º lugar no Festival RTP da Canção, com o tema Um Adeus, Um Recomeço.
https://www.publico.pt/2018/11/03/culturaipsilon/noticia/morreu-cantora-maria-guinot-1849809?fbclid=IwAR1mIj8rv47i83yLJ04lhAHHRUQ64TIVd9mTxbHgdFlxV5XalzPnJJvmqE4
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Silêncio e tanta gente

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
É um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um altar aonde não estou
Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão
Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou é um grito
De um amor por acontecer
Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou
Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão
Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão
 https://www.youtube.com/watch?v=aqOGScSUXL0&feature=youtu.be&fbclid=IwAR2fW3OF06PbGrIjqe9YaXVCQYTAOCdBXtAfMkAqLN2G3faG06Itf9P0QAs
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 Há quem seja eleito para Presidente da República do Brasil apoiando a ditadura militar e o torturador da Dilma Roussef...Maria Guinot, morreu ontem, mas está bem viva: Cantou contra a ditadura militar da Argentina (tb apoiada pelos "democráticos" EUA):
As mulheres da Praça de Maio
https://www.youtube.com/watch?v=eN11Eia42GM&fbclid=IwAR1lEfzBPS9ii58FFdPegJQgV_1rmxj8iXVx5nIrpOCfTZXMKVuoOOhnIr0&app=desktop
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”Homenagem às Mães da Praça de Maio” – Maria Guinot

Por em 1 Mai 2008
…para todas as famílias magoadas por todas as ditaduras. Com música e letra de Maria Guinot, o tema foi incluído na compilação “100 Anos de Maio”, editada em 1986 pela CGTP-Intersindcal.
“Homenagem às Mães da Praça de Maio”
Usam lenços pretos na cabeça as mães da Praça de Maio
Choram em silêncio pelos filhos desaparecidos
Quem os condenou
Quem os levou
Ninguém sabe
Ninguém viu
Mas essas mulheres não arredam pé da Praça de Maio
Dão as mãos umas às outras e perguntam quase a medo
Quem os roubou
Quem os matou
Ninguém sabe
Ninguém viu
Partiram de manhã cedo
Foram levados por cães
Que encheram as ruas de medo
Que encheram de dor as mães
Chora Argentina
Chora Argentina

Usam lenços pretos na cabeça as mães da Praça de Maio
Choram em silêncio pelos filhos desaparecidos
Quem os condenou
Quem os levou
Ninguém sabe
Ninguém viu
Mas essas mulheres não arredam pé da Praça de Maio
Dão as mãos umas às outras e perguntam quase a medo
Quem os roubou
Quem os matou
Ninguém sabe
Ninguém viu
Chora Argentina
Chora Argentina
Chora Argentina

foto de Maria Guinot
> Maria Guinot

tipo Popular sítio pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Guinot
 http://a-trompa.net/letras/letrashomenagem-as-maes-da-praca-de-maio-maria-guinot
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Saudação a Zeca Afonso
https://www.youtube.com/watch?v=Rk8CkVaK3PQ&fbclid=IwAR1OCQh1klAFOcPL1RY3hDu7SjgwndtCgVLWME0iTVunk0AJnFyp6Zs_skc
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03/11/2018

7.939.(2noVEMbro2018.9.9') Luchino Visconti

Nasceu a 2noVEMbro1906...Milão
e morreu a 17mar1976...Roma
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O estrangeiro
 Lo Straniero (Luchino Visconti, 1967) Baseado no romance homônimo de Albert Camus, a ação desenrola-se na Argélia na época em que ainda era colônia francesa, país natal de Camus. É a história de Meursault, um homem que vive uma vida que talvez não devesse ser contada. Ele é vazio de emoções, incapaz de sentir amor, saudade, ódio, medo ou qualquer outra emoção. A sua vida vai se desenrolando como se ele fosse um estrangeiro, não em relação a um país, mas em relação à humanidade. No fim, o crime que comete não o leva ao fim da sua vida, o que leva ao seu fim é a falta de qualquer emoção quando da morte de sua mãe. Material obtido no fórum Makingoff, em contribuição do usuário deadmeadow.
 https://www.youtube.com/watch?v=Gh1-YXu23Ok
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Sobre o filme "O leopardo"
Trailer:
 https://www.youtube.com/watch?v=gda46t1OFEE
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Il Gattopardo de Luchino Visconti é a adaptação do romance de Tomasi di Lampedusa sobre a unificação de itália iniciada por Garibaldi na segunda metade do século XIX. O Princípe Fabrízio Salina (Burt Lancaster) é um aristocrata siciliano que tenta manter a sua posição numa Itália em revolução e unificação. Embora Tancredi (Alain Delon), seu sobrinho, esteja do lado dos liberais revolucionários, Fabrízio continua do seu lado e inclusivamente apoia a sua união com Angelica (Claudia Cardinale) filha de Don Calogero (Paolo Stoppa) um rico burguês que vê o seu poder aumentar. É assim um casamento de conviniência, trazendo de volta a riqueza a Salina e o nome a Calogero. Toda esta intriga dá-nos um muito bom retrato do contexto histórico da época, uma história particular (uma de muitas), que nos conta a história geral. Para não falar depois do realismo que é dado durante toda a narrativa, literária e imagética.
A representação é fantástica, com um Burt Lancaster fora de série. Alain Delon está muito bom e Claudia Cardinale além de lindíssima é uma belíssima actriz. E toda a beleza desta última, é exponenciada pela personagem que encarna. Angelica não sendo um anjo, é uma figura quase divina. Uma musa que figura em si a beleza, a sensualidade e o desejo.
Possivelmente o melhor filme do realizador, e também o mais auto-biográfico. Visconti era um aristocrata (para além de comunista e homossexual, uma mistura explosiva, no mínimo). Conta-se que Burt Lancaster, que até então tinha sido actor de um registo de filme totalmente diferente, não sabia exactamente a postura que deveria ter como aristocrata. Visconti simplesmente pediu-lhe para o imitar.
Todo o filme tem patente a temática da morte, desde a primeira cena em que é encontrado um soldado morto no jardim de casa dos Salina. Tendo a sua apoteose na cena em que Lancaster contempla o quadro que ilustra a morte durante o baile, e no final quando o mesmo se ajoelha perante o padre que passa para dar a extrema unção na cena final. Esta ideia de morte é a metáfora do fim de um sistema social, a morte de uma classe social, a aristocracia.
E já agora acrescento o tema do vento. O mesmo vento que no início faz abanarem as cortinas enquanto se reza, apaga as velas que iluminam o papel que Don Calogero lê enquando transmite ao povo o resultado das eleições, nessa cena tão caricata. O vento que faz mexer a bandeira tricolor ou a toalha branca do piquenique (que faz lembrar a bandeira branca aristocrata).
A ideia com que fiquei é que muitos, senão a maioria, dos realizadores de hoje tinham editado o filme numa hora e meia. Metade do que vemos na versão integral. O que se perdia seria criminoso. Todo o ritmo a que o filme se desenvolve, os pormenores que são focados, os planos que em vez de serem apenas um, são talvez dez, fazem deste uma obra prima.
Pegando por exemplo na viagem da família Salina desde a sua casa de férias até ao palácio, aquilo facilmente seria reduzido a menos de 30 segundos de filme, apenas com recurso a um plano. Visconti utiliza talvez 10 planos da caravana a subir a fantástica paisagem da montanha, introduz a cena da estrada barricada, a cena da dormida a meio caminho, e tudo isto com mestria. Dá-nos mais pormenores sobre as personagens, sobre a situação que se vivia, a opinião do clero (neste caso do representante em questão, o padre) sobre os aristocratas como o Príncipe, um pouco mais de indicações da paixão de Concetta por Tancredi. Para não falar na odisseia visual que nos proporciona. Todo filme é exemplo do que falo.
Imperdível.
10/10



Il Gattopardo - Versão Integral
Realização: Luchino Visconti
Itália/França, 1963
Em projecção no cinema Nimas

 http://poucosobremuito.blogspot.com/2006/02/o-leopardo-de-visconti.html
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Filme: "Vaghe stelle dell'Orsa," the 1965
 Italian movie (w/ English subs), featuring Claudia Cardinale, Jean Sorel and Michael Craig, directed by Luchino Visconti, written by Suso Cecchi D'Amico, Enrico Medioli and Visconti, based on the Elektra myth. Synopsis: "Vaghe stelle dell'Orsa" features Claudia Cardinale as a young woman returning to her ancestral home in Volterra, a town in the Tuscany region of Italy. There, on the eve of a ceremony commemorating the death of her Jewish father, she revives an intimate involvement with her brother (Jean Sorel), which troubles her American husband (Michael Craig).
 https://www.youtube.com/watch?v=izaJ3QSZjNI
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sobre o filme Morte em Veneza
 MORTE EM VENEZA, com Dirk Bogarde, Bjorn Andrésen, Silvana Mangano, Marisa Berenson, Nora Ricci... O encontro artístico de Thomas Mann, Luchino Visconti e Gustav Mahler não poderia resultar senão na consagração da genialidade criativa, tal como acontece em "Morte a Venezia", considerada por muitos a obra-prima do diretor italiano. Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, o filme narra a passionalidade de um artista e sua busca obcecada pela beleza.Romance, culpa, decadência, finitude... Uma obra de rara sensibilidade, para poucos, imprescindível !!!
 https://www.youtube.com/watch?v=Df4WWBeqxro&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3WuiPlDftxiQv531r3Ly3QCMFKvrSktKalYoOKdyUkwUedSbM04ILCJCQ
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02 de Novembro de 1906: Nasce o cineasta italiano Luchino Visconti, realizador de "O Leopardo".

Realizador italiano, Luchino Visconti nasceu a 2 de novembro de 1906, em Milão, no seio duma família de aristocratas e morreu a 17 de março de 1976, em Roma. Teve uma educação eclética, tendo estudado violoncelo no Conservatório de Milão. Após uma curta carreira militar, decidiu tornar-se cenógrafo e encenador, tendo sido o primeiro a encenar peças de Jean Cocteau em Itália. Jean Renoir convida-o para seu assistente de realização, tendo efetuado uma sólida aprendizagem. Em 1943, decide aventurar-se como realizador, adaptando um romance de James M. Cain: Ossessione (Obsessão, 1943), o primeiro título neorrealista do cinema italiano com uma visão crítica da realidade social através da história duma relação adúltera entre uma jovem esposa de um proprietário de uma estalagem e um jovem vagabundo que planeiam o assassinato do estalajadeiro. O filme foi mal recebido pelo público, não habituado a esta nova visão cinematográfica. Seguiu-se uma ficção rodada em jeito de documentário com uma equipa de atores amadores: La Terra Trema (1948), sobre uma comunidade piscatória do Sul de Itália. Visconti rodeou-se duma equipa de assistentes extremamente jovem, da qual se destacam Franco Zeffirelli e Francesco Rosi que mais tarde seguiriam carreira na realização. Após o sucesso de Bellissima (Belíssima, 1951) onde Anna Magnani deu um show interpretativo como mãe dominadora que tenta empurrar a sua filha para uma carreira artística, Visconti assinou um dos títulos mais emblemáticos da sua carreira: Senso (Sentimento, 1954). Este título, protagonizado por Alida Valli e Farley Granger, é uma brilhante história de amor e de adultério entre uma condessa casada e um tenente do exército que se aproveita do seu amor para lhe extorquir dinheiro para se livrar do serviço militar. O drama psicológico La Notti Bianche (Noites Brancas, 1957) passaria quase despercebido apesar de contar no seu elenco com nomes como Marcello Mastroianni, Jean Marais e Maria Schell. Já Rocco e i Suoi Fratelli (Rocco e os Seus Irmãos, 1960) foi premiado em diversos certames italianos e foi um relato pleno de emotividade sobre uma família rural que parte para Milão e procura a sua adaptação. É também uma história de amor entre dois irmãos (desempenhados por Alain Delon e por Renato Salvatori) por uma prostituta (Anne Girardot). O filme mereceu a censura em diversos países europeus (inclusive Portugal), o que dificultou a sua distribuição internacional. Depois de ter colaborado no filme por segmentos Boccaccio'70 (1962), assinou a sua obra-prima: Il Gattopardo (O Leopardo, 1963), o retrato da decadência duma família aristocrática napolitana em finais do século XIX, protagonizada por Burt Lancaster, Alain Delon e Claudia Cardinale. O êxito retumbante deste título impeliu-o a colocar em prática um projeto de cariz pessoal: a adaptação da tragédia grega Electra. O resultado foi algo dececionante em termos comerciais: Vaghe Stelle Dell'Orsa (1965) não conseguiu convencer o público. Seguiram-se Lo Straniero (1967) e La Caduta Degli Dei (Os Malditos, 1969), uma adaptação do MacBeth de Shakespeare transposto para o ambiente da Alemanha nazi de 1933. Outra obra polémica foi Morte a Venezia (Morte em Veneza, 1972), adaptado da obra homónima de Thomas Mann sobre a obsessão dum homem de meia-idade pela beleza de um jovem rapaz. Até à morte, Visconti ainda assinou obras emblemáticas como Ludwig (1972) e L'Innocente (Os Inocentes, 1976).

Luchino Visconti. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)


Arquivo: Luchino Visconti 5.jpg
Luchino Visconti 

O Leopardo
Arquivo: O Leopardo ballo01.jpg


Morte em Veneza
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/11/02-de-novembro-de-1906-nasce-o-cineasta.html?fbclid=IwAR12WmTdkPErq6-ylcNRvIdFm2c4O-X5Fd-lzfENiCKPkDnOqITfGP0gocs
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30/10/2018

6.611.(30ouTUbro2018.11.11') Hieronymus Bosch

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Nasceu em 1450...Hertogenbosch...Holanda
e morreu a 9aGOSTO1516
Jeroen van Aeken... cujo pseudônimo é Hieronymus Bosch...também conhecido como Jeroen Bosch Hertogenbosch... pintor e gravador holandês dos séculos XV e XVI.
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Hieronymus Bosch

Bosch: um dos mais importantes artistas holandeses de todos os tempos
Pintou aproximadamente quarenta obras com temáticas bem diferentes daquelas retratadas nas pinturas do Renascimento Cultural. 


Bosch deu um grande destaque ao imaginário, retratando os medos, problemas psicológicos, criaturas imaginárias (humanos e animais) e cenas de horrores. As imagens simbólicas e surreais são frequentes em suas pinturas. Embora muito interpretadas, até hoje muitas destas imagens são um grande mistério para especialistas em arte.


As ações dos personagens e os detalhes das cenas retratadas são características marcantes encontradas nas pinturas do artista.


Mesmo sendo católico, Bosch privilegiou temas psicológicos ao invés de cenas religiosas, fugindo assim do que se esperava para um artista da época.


Nos séculos XVI e XVII, foi considerado herege e suas obras renegadas pela Igreja Católica e burguesia europeia. Isto aconteceu, pois Bosch rompeu com a tradição artística do momento.


Principais obras de Bosch:

- O Carro de Feno (1516)
- São João em Patmos (1485)
- Calvário (1490)
- Morte e miséria (1490)
- O ilusionista (entre 1496 e 1520)

- Cristo carregando a cruz (1500)

- Cristo coroado com espinhos (entre 1479 e 1519)

- O Jardim das Delícias (1500 - 1510)

- O Juízo Final (1510)

- As Tentações de Santo Antão (entre 1495 e 1515)

- Os Sete Pecados Mortais (1480)

- A Nau dos Insensatos (entre 1494 e 1510)

- A  Morte e o Avarento (entre 1494 e 1516)

- A estrada da vida (1502)

- Removendo a pedra da loucura (entre 1475 e 1480)


- Adorações dos reis magos (1494)
 https://suapesquisa.com/pesquisa/bosch.htm
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os 7 pecados mortais e as 4 últimas etapas da vida

 Os Sete Pecados Capitais  de Hironymus Bosch
 
Os Sete Pecados Capitais é uma das obras-primas de Hironymus Bosch. O painel foi concebido originalmente para ser o tampo de uma mesa, e pode ter sido encomendado por alguma ordem religiosa. Sabe-se apenas que, posteriormente, passou a fazer parte da coleção do rei espanhol Felipe II, juntamente com outras obras de Bosch.
Os sete pecados capitais estão representados num disco central, dividido em sete cenas, ornadas com títulos em latim.
O círculo central corresponde ao olho de Cristo ressuscitado, que se encontra na pupila, em pé, sobre o túmulo. Em torno da íris estão várias linhas radiais douradas e a frase: “Cuidado, cuidado, Deus vê”. A imagem remete ao significado do olho de Deus, que tudo vê.
A córnea está dividida em sete seções em forma de trapézio, que representam os sete pecados mortais que são: a Gula, a Preguiça, a Luxúria, a Vaidade, a Ira, a Inveja e a Avareza.
Os quatro medalhões nos cantos da composição descrevem as quatro últimas etapas na vida do homem: a Morte, o Juízo Final, o Inferno e o Paraíso.
Significado dos textos em latim: “Porque é uma nação insensata, desprovida de inteligência. Se fosses sábios, compreenderiam e discerniriam aquilo que os espera (parte de cima). Ao ver tais coisas, o Senhor indignou-se com seus filhos e suas filhas e disse: vou lhes oculta o meu rosto e verão o que lhes sucederá… Pois são uma geração perversa, filhos sem lealdade (parte de baixo).
O tema da composição lembra aos pecadores que é preciso refletir sobre o que os aguarda após a morte, destino certo de toda a humanidade. A obra mostra, mais uma vez, a preocupação do artista com a humanidade e seu destino após a morte.
Fonte: http://virusdaarte.net/hieronymus-bosch-os-sete-pecados-capitais/
https://luisbettencourtmoniz.wordpress.com/2015/03/27/bom-dia-com-hironymus-bosch-os-7-pecados-mortais-e-as-4-ultimas-etapas-da-vida/
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As tentações de St Antão
 https://pt.wikipedia.org/wiki/As_Tenta%C3%A7%C3%B5es_de_Santo_Ant%C3%A3o
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A extracção da pedra da loucura
 https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Extrac%C3%A7%C3%A3o_da_Pedra_da_Loucura
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Hieronymus Bosch


Foucault, na História da Loucura, faz uma análise das modificações dos discursos sobre loucura através do tempo. Segundo ele, esse conceito já teve inúmeras interpretações, mas foi no século XVII que sofreu uma grande transformação.
Até o século XVII, a imagem que se tinha da loucura era sua representação medieval de algo místico, desconhecido, considerado o lugar imaginário da passagem da vida à morte. Ao mesmo tempo, convivia-se com o chamado “nau dos loucos”, navios que carregavam loucos para outras cidades em busca da razão. Quando eram acolhidos e mantidos pelas outras cidades, eram levados para a prisão; outros eram chicoteados publicamente e enxotados. A partir desse século, passou-se a definir a loucura através de uma separação vertical entre a razão e a desrazão: ela constitui, portanto, não mais como aquela zona indeterminada que daria acesso às forças do desconhecido, mas como o Outro da razão segundo o discurso da própria razão.
Este e outros livros de Foucault disponíveis nas melhores livrarias e também aqui:


DOWLOAD
 http://tesaodefoucault.blogspot.com/2011/08/livros-de-foucault.html
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Via Maria Sobral Velez:
 A imagem pode conter: 3 pessoas, ar livre
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10210649641391784&set=a.3570654199601&type=3&theater
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7.726.(30ouTUbro2018.9.9') Canal da Mancha... Canal do Estreito do Bósforo...

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1990...Eurotúnel...Completa-se a abertura do túnel sob o Canal da Mancha....Obras fantásticas...e ainda tanta miséria no mundo...Foi inaugurado o túnel, de 50km, por baixo do mar, que liga França.Inglaterra...

O que é o Canal da Mancha?

O Canal da Mancha é conhecido como “La Manche” para os franceses, e “English Channel” para os ingleses. O chamado Canal da Mancha é um braço marítimo oriundo do Oceano Atlântico, tendo cerca de 563 km de comprimento, enquanto sua largura fica na casa dos 240 km.
O Canal da Mancha separa a Grã-Bretanha da região Norte da França, enquanto une o Mar do Norte e o Oceano Atlântico. O ponto mais estreito do Canal da Mancha possui apenas 33 quilômetros de extensão, sendo utilizado por pessoas que arriscam atravessá-lo nadando, mesmo com todos os riscos que essa travessia representa. O Canal da Mancha tem profundidades que variam dos 120 metros até 45 metros em suas porções mais rasas.
O tráfego marítimo no Canal da Mancha é um dos mais intensos do mundo, especialmente pelas ligações possíveis entre a Europa, a França e a Inglaterra. Entre as cidades de Dover (Inglaterra) e Calais (França) é que se concentram os maiores índices de navegabilidade. Durante muito tempo na história, principalmente por conta dos recursos de navegação mais precários, foram registrados acidentes marítimos no Canal da Mancha, por conta das fortes tempestades que acometem o local. Destacam-se no Canal da Mancha o transporte de mercadorias diversificadas e ainda navios petroleiros.
 O Canal da Mancha - Mapa

Conflitos no Canal da Mancha

Recentemente houve uma polêmica mundial envolvendo o Canal da Mancha, foi o fato de uma embarcação russa, o barco de guerra Severomorsk ter passado o Estreito de Dover depois de operações no Mar Mediterrâneo, o que para o Reino Unido representou uma ameaça à sua soberania na região. Os conflitos entre o Reino Unido e a Rússia tem motivos variados, sendo um deles o apoio prestado pelo Presidente russo, Vladimir Vladimirovitch Putin, ao regime sírio, o que não agrada aos britânicos. O fato ocorreu em 2017, mas não é a primeira vez que é registrada a presença de navios russos no Canal da Mancha, sendo que sempre que isso ocorre há um grande alarde no Reino Unidos, principalmente por parte da mídia.
Outra questão que envolve o Canal da Mancha é o uso deste recurso marítimo, especialmente entre a França e a Inglaterra. A possibilidade de deslocamento foi intensificada com a construção de um túnel construído sob o Canal da Mancha, quando os imigrantes tentam esconder-se em caminhões para efetuar a travessia. Boa parte destes imigrantes são oriundos do continente africano e o Oriente Médio, muitos dos quais acampados nos arredores do Porto de Calais, na França, os quais têm como intuito chegar à Grã-Bretanha. Os imigrantes invadem o Canal da Mancha e buscam se esconder nos caminhões, ou ainda, em uma estratégia também arriscada, tentam cruzar o Canal da Mancha nadando em suas porções mais estreitas. Várias mortes já foram registradas na região.

Eurotúnel

O túnel ferroviário submerso construído sob o Canal da Mancha, inaugurado em 6 de maio de 1994, começou a ser construído ainda no ano de 1988 pela França e pelo Reino Unido. O Eurotúnel é considerado até hoje como uma das maiores obras da Engenharia mundial, pois conta com uma extensão de 50,5 quilômetros de comprimento, sendo que destes 37 quilômetros passam sob o Canal da Mancha. No contexto atual, o Eurotúnel é considerado como o terceiro maior túnel subterrâneo existente em todo o mundo, sendo que em seu ponto de maior profundidade são registrados 75 metros abaixo da superfície.
O Canal da Mancha - Eurotúnel
A importância estratégia do Eurotúnel se estabelece justamente pela sua condição de ligação entre o Reino Unido (Folkestone, uma cidade costeira de Kent, na Inglaterra) até Pas-de-Calais (um departamento no Norte da França), no Estreito de Dover (parte mais estreita do Canal da Mancha, onde a Grã-Bretanha está mais próxima do continente europeu). No contexto de sua inauguração, o Eurotúnel oferecia três serviços principais, sendo eles um trem para carregamento de veículos (Le Shuttle), um trem de passageiros (Eurostar), o qual contava com estações em Londres, Paris e Bruxelas. E ainda, os trens de carga, que carregavam os mais diversos tipos de mercadorias.
https://www.estudopratico.com.br/canal-da-mancha/
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 https://www.youtube.com/watch?v=KAaMikj4ObQ
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 https://www.youtube.com/watch?v=6Y0XYgkBTYg&fbclid=IwAR3xhBqrkkn8KQoBMIOHs55kTPGaBs7oZOjAovelUfaKzEceK6kbsQOjPLs
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30ouTUbro2013...Istambul... outro túnel foi inaugurado ligando Europa à Ásia, por baixo do Estreito do Bósforo, com cerca de 14km...
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/estreito-bosforo.htm
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https://www.360meridianos.com/dica/passeio-barco-bosforo-istambul
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https://www.youtube.com/watch?v=ROP9sy9eyK4
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29/10/2018

4.922.(29ouTUbro2018.11.11') Nova Iorque... Estátua da Liberdade...

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Nova Iorque
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Iorque
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Estátua da Liberdade
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1tua_da_Liberdade
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A curiosa história por trás da Estátua da Liberdade


Um presente dos franceses, símbolo de um estilo de vida e um monumento de boas vindas a todos que chegam ao país. A Estátua da Liberdade não é só o cartão-postal mais famoso de Nova York, também é um grande marco da história dos Estados Unidos.

Mesmo assim, quando eu visitei a famosa estátua, a achei muito pequena. Tem 46 metros de altura, mas com a base chega a 92,9 metros. Em comparação, a Torre Eiffel tem 324 metros. A sensação de que a Estátua da Liberdade é bem menor do que vemos nos filmes também vem do fato de ela ficar numa ilha, a Ilha da Liberdade, ao sul da ilha de Manhattan. Mas como tamanho não é documento, a história da Estátua e curiosidades sobre sua construção fazem dela, sim, muito importante.

Presente dos franceses?

Se você pesquisar no site oficial da Estátua da Liberdade, cujo nome original era The Statue of Liberty Enlightening the World, vai descobrir que o monumento foi um presente dos franceses, entregue aos Estados Unidos em 1886. Edouard de Laboulaye teve a ideia de fazer a estátua, que foi construída pelo escultor Frederic-Auguste Bartholdi e teve a estrutura de ferro projetada por Gustave Eiffel. Sim, ele mesmo, o criador da Torre Eiffel.
Para Laboulaye, um especialista na constituição dos EUA e fã do Abraham Lincoln, o monumento era um presente em comemoração à vitória da União na Guerra Civil e pela Abolição da Escravatura. Ele esperava que tais acontecimentos, mais a construção da estátua, inspirassem o povo francês a lutar pela democracia – em 1865, quando ele propôs pela primeira vez o monumento, a França estava sob o governo de Napoleão III.
Portanto, foram os franceses que idealizaram e construíram a Estátua, mas isso não teve absolutamente nada a ver com o governo da França. Em setembro de 1875, quando Edouard de Laboulaye anunciou formalmente o projeto, também criou a União Franco-Americana, que financiaria a estátua.
Os americanos ficariam responsáveis por financiar o pedestal. Segundo Elizabeth Mitchell, autora de um livro chamado Liberty’s Torch, foi Bartholdi, o escultor, que criou uma estratégia para conseguir os 400 mil francos necessários: ele passou a cobrar dos visitantes para ver a estátua ser construída, além de vender lembrancinhas. A cabeça da Estátua da Liberdade foi exposta na Exposição Universal de Paris, em 1878.

Estátua da Liberdade na Exposição Universal Paris

Estátua da Liberdade na Exposição Universal Paris. Crédito: Domínio Público

Nova York sem estátua?

Nova York correu sérios riscos de não ter seu maior cartão-postal. Para começar, Frederic-Auguste Bartholdi originalmente desenhou um enorme farol em formato de mulher segurando uma tocha, monumento que seria para os egípcios e que ficaria na entrada do Canal de Suez. Isso quer dizer que se o Egito não tivesse recusado a oferta, provavelmente a Estátua da Liberdade como conhecemos jamais seria construída.

Desenho Estátua da Liberdade

A patente do desenho da Estátua da Liberdade. Crédito: Domínio Público

Depois, empresários de Boston e da Filadélfia chegaram a oferecer pagar por todos os custos da construção da estátua, em troca de enviá-la para tais cidades. Bartholdi, que foi quem escolheu a Ilha Bedloe, como se chamava na época a Ilha da Liberdade, como espaço para a construção, acabou resistindo a essas pressões.


Mas quem realmente salvou a presença da Estátua da Liberdade em NYC foi Joseph Pulitzer, o editor do The New York World (aquele mesmo, da Nellie Bly). No começo, os americanos não estavam achando lá uma grande ideia gastar um dinheirão construindo um pedestal para uma ideia francesa. Mas aí Pulitzer lançou uma campanha no jornal, anunciando que publicaria o nome de todas as pessoas que doassem algum dinheiro para a construção da estátua.

E ele publicava mesmo, anunciando em manchetes sensacionalistas que, por exemplo, uma órfã doou 60 centavos de sua poupança e coisas do gênero. A ideia não só aumentou rapidamente a tiragem do jornal, com leitores comprando uma cópia só para ver seu nome publicado, como também conseguiu, em 1885, arrecadar 102.000 dólares – segundo eles, 80% do total foi recebido em quantias menores do que um dólar.

As luzes da Estátua


Antes da Estátua da Liberdade ser inaugurada, o então presidente Grover Cleveland mandou que ela servisse como farol. A luzes podiam ser vistas a uma distância de quase 40 quilômetros. Esse farol funcionou até 1902, quando o controle do monumento passou do Lighthouse Board para o U.S. War Department. Somente em 1933 a estátua passou para o controle do National Park Service.

estátua da liberdade noite

Estátua da Liberdade em 2005. Crédito: Ed Schipul – (CC BY 2.0)

Mas o tal farol não tinha relação com a tocha original da Estátua, construída em 1876. Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, sabotadores alemães causaram uma explosão que danificou o braço que segurava a tocha. As escadas que permitiam ao público chegar até a tocha foram fechadas no mesmo ano e nunca mais foram reabertas. De 1942 a 45, durante a Segunda Guerra, as luzes da tocha foram apagadas por conta de racionamento de energia elétrica, mas as visitas à Estátua não foram interrompidas.

Em 1984, a tocha original foi substituída por uma versão nova, banhada em ouro de 24 quilates, que é iluminada a noite. A versão original ainda pode ser vista, exposta no lobby do monumento.

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Crédito: Swaal – (CC BY-NC-ND 3.0)

Visita à Estátua da Liberdade

A figura feminina representada pela estátua é Libertas, deusa romana da liberdade. Não dá para ver, mas sob os pés dela ficam correntes quebradas, representando o fim da opressão e escravidão. No século 19, a Estátua da Liberdade tornou-se símbolo da imigração, quando mais de nove milhões de imigrantes se mudaram para os Estados Unidos. A estátua era a primeira coisa que  eles viam, quando chegavam de barco. No livro que fica na mão esquerda do monumento está inscrita a data da Declaração Americana de Independência em números romanos: JULY IV MDCCLXXVI.
Nós já contamos como você pode ver a Estátua de perto sem pagar nada. Mas se você quiser ir até a ilha ou até mesmo subir até a coroa, é necessário pagar. A ferry State Cruises custa em torno de 18 dólares e inclui a subida somente até o pedestal – mas pode ser preciso fazer reserva com pelo menos 20 dias de antecedência.
Quem sobe até a coroa – há uma taxa adicional de três dólares e o passeio nem sempre está disponível – vai encontrar 25 janelas e sete espigões da coroa, que representam os sete oceanos e sete continentes do mundo (os americanos consideram América do Sul e do Norte como dois continentes diferentes).
 https://www.360meridianos.com/especial/estatua-da-liberdade-historia
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https://www.youtube.com/watch?v=pEHPkhR5EaI&fbclid=IwAR2zHF5Ou9ccvJM_cQmuJ8LhmOHzZJVsHyT1Rqp0LfBKbyaFI5viH8SkE5c
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28 de Outubro de 1886: É inaugurada a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque.

O presidente norte-americano Grover Cleveland (1885 – 1889) inaugurou em 28 de Outubro de 1886 a estátua do escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi "La liberté éclairant le monde" (A Liberdade Iluminando o Mundo), ou a Estátua da Liberdade, instalada na ilha Liberdade, em Nova Iorque. A França ofereceu-a aos Estados Unidos para celebrar a amizade franco-americana durante a guerra de independência. Construída com placas de cobre moldadas, ela é dotada de uma estrutura de ferro concebida por Gustavo Eiffel, o construtor da torre Eiffel. 

Em 17 de Junho de 1885 o navio francês Isère, partiu do porto de Rouen com peças e partes da estátua. A obra estava repartida por 210 caixas. O pedestal, a cargo dos norte-americanos, não estava pronto e a estátua só seria inaugurada em Outubro de 1886. Assim, o centenário da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos foi comemorado com atraso. 

O historiador francês Edouard de Laboulaye foi quem primeiro propôs a ideia do presente, e o povo francês arrecadou os fundos para que, em 1875, a equipa do escultor Frederic Bartholdi começasse a trabalhar na colossal estátua. O projecto atrasou-se porque na época não era politicamente conveniente que, na França imperial, se comemorassem as virtudes da ascendente república norte-americana. 
Em Julho daquele ano, Bartholdi fez uma viagem aos EUA e encontrou o local ideal para a futura estátua – a ilhota na baía de Nova Iorque. Entusiasmado, começou a estátua, que incorpora símbolos da maçonaria no seu projecto: a tocha, o livro na sua mão esquerda e o diadema de sete espigões em torno da cabeça, como também a tão evidente inspiração ligada à deusa Sophia, que compõem o monumento como um todo. Segundo os iluministas, esta deusa inspirou a sabedoria nos ideais da Revolução Francesa. 
A estátua funcionou como farol de 1886 a 1902. Um acto de sabotagem dos alemães na Primeira Guerra Mundial, conhecido como a explosão Black Tom, causou um prejuízo de 100 mil dólares, danificando a saia e a tocha. Desde então não é  permitida a visita  à tocha. 

A estátua sofreu um grande restauro na comemoração do seu centenário, foi reinaugurada em 3 de Julho de 1986, com o custo de 69,8 milhões de dólares. Realizou-se uma limpeza geral e a sua coroa, corroída pelo tempo, substituída.   
A estátua mede 46,50 metros (92,99 metros contando o pedestal). Apenas o seu nariz mede 1,37 metros. O conjunto pesa um total de 24.635 toneladas, das quais 28 toneladas de cobre, 113 toneladas de aço, e 24.493 toneladas de cimento no pedestal. São 167 degraus da entrada até ao topo do pedestal. Depois são mais 168 degraus até à cabeça. Por fim, outros 54 degraus levam à tocha.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens) 

Projecto patenteado de Frédéric Auguste Bartholdi.
Frank Leslie's Illustrated Newspaper, Junho de 1885
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/28-de-outubro-de-1886-e-inaugurada.html?fbclid=IwAR3XJU8AQ508IfudnsqEG_AMlWSi3sI6RS1jzqrZ7ZucEB0Mfy4DOe5VajI
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6.112.(29ouTUbro2018.9.9') Canal Suez

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29ouTUbro1888...Convenção de Constantinopla estabeleceu a neutralidade do Canal de Suez – e instituiu o uso livre da passagem.
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O Canal de Suez

Este é o Canal que liga o Mar Vermelho, ao mar Mediterrâneo. Sendo de grande importância econômica para o Egito, e para o transporte marítimo internacional. Em 17 de fevereiro de 1867, o primeiro navio atravessou o canal, mas a inauguração oficial foi em 17 de novembro de 1869. O imperador da França Napoleão III, não estava presente, estando enfermo, sendo representado pela sua esposa a Imperatriz Eugenia.


Sua importância é tão grande, que desde dos tempos dos faraós, e tentando fazer uma ligação fluvial, entre o mar vermelho, e o mar mediterrâneo. O máximo que conseguiram, foram ligar o mar vermelho, ao rio Nilo, permitindo só que pequenas embarcações o atravessasse, e por um período breve, pois as areias do deserto, logo o tomaram.

Com a crescente aumento de viagens marítimas, principalmente por causa do comercio entre Europa e Ásia, ficou evidente o quão importante seria esse canal. Sendo muito estratégico sua localização,  isso porque ela descerrou a passagem para que embarcações naveguem da Europa à Ásia sem ter que contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança, no sul do continente – o que demorava meses. Até hoje, essa zona navegável tem papel de destaque no comércio global, com nada menos do que 14% dos produtos comercializados no mundo passando por ali.


A companhia Suez de Ferdinand de Lesseps construiu o canal entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o Egito e a França eram os proprietários do canal.


Estima-se que 1,5 milhão de egípcios tenham participado da construção do canal e que 120 000 morreram, principalmente de cólera.


Para ter uma ideia do que era a construção naqueles tempos, vale lembrar que nem carrinho de mão os trabalhadores conheciam. Em 1860, 50 mil pás e picaretas foram encomendadas da França. À imensa lista de escassez somava-se a mais brutal delas: a de água potável. A primeira solução foi importar destiladores da Holanda – que logo se mostraram insuficientes, pois o consumo era de cerca de 15 mil litros por dia, enquanto a produção dos aparelhos não ultrapassava os 5 mil. O problema foi amenizado por volta de 1862, com a conclusão de canais de irrigação a partir das águas do Nilo.

Lesseps e seus homens ergueram também um pequeno porto para acomodar o equipamento importado da Europa e, mais tarde, para abrigar os navios que atravessavam o canal. Surgiu Porto Said no pantanoso Golfo de Pelusa. Em frente foi construído o Porto Fuad, para receber oficinas e, depois, um pujante centro comercial. Em ambos pela primeira vez foram utilizados blocos de pedras de concreto no lugar de rochas naturais.

A abolição da mão de obra forçada no Egito gerou outra dificuldade no andamento da obra do canal. Dos 20 mil homens que ainda trabalhavam em Suez sobraram pouco menos de 5 mil – que prestavam serviço “voluntariamente”, segundo os registros da Association Lesseps, mantida na França em homenagem ao antigo diplomata. “Por essa época, começaram a utilizar equipamentos mecânicos que apareciam na Europa”, conta Carlos Racca, engenheiro da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A principal inovação tecnológica com a entrada da França e da Inglaterra na edificação foi o uso de escavadeiras movidas a vapor, surgidas no início da industrialização no Velho Continente.


O canal não possui eclusas, pois todo o trajeto está ao nível do mar, contrariamente ao canal do Panamá. Seu traçado apóia-se em três planos d'água, os lagos Manzala, Timsah e Amer.

O canal permite a passagem de navios de 15 m de quilha submersa, mas trabalhos são previstos a fim de permitir a passagem de supertankers com até 22 m até 2010. Atualmente, esses enormes navios devem descarregar uma parte da carga em um barco pertencendo ao canal para poderem atravessar o canal.



A largura média do canal é de 365 metros , dos quais 190 m são navegáveis. Inicialmente, esses dois valores eram de 52 e 44 m . Situados dos dois lados do canal, os canais de derivação levam a largura total da obra a 195 km .

Aproximadamente 15000 navios por ano atravessam o canal, representando 14% do transporte mundial de mercadorias. Uma travessia demora de 11 a 16 horas.



Seu custo é estimado em 17 milhões de libras esterlinas.



A Nacionalização do Canal



Inicialmente, Egito e França eram os proprietários da obra. Mas a sorte mudou para o lado dos britânicos quando, em 1875, o Egito declarou que não tinha condições de arcar com sua dívida e vendeu sua parte aos súditos da rainha Vitória. Com a aquisição, o Reino Unido garantiu sua rota para as Índias e as tropas britânicas instalaram-se às margens do canal para protegê-lo em 1882. Os ingleses passaram a ter controle quase completo ainda sobre a economia egípcia, então maior produtora de algodão do mundo – matéria-prima fundamental para a moderna indústria têxtil inglesa.

Ocorre que a Inglaterra pôs em prática no Egito o mesmo modelo de colonização que desenvolvia em outras regiões sob seu domínio, preservando no poder uma elite local submissa aos interesses britânicos. Em 1888, contudo, a Convenção de Constantinopla estabeleceu a neutralidade do Canal de Suez – e instituiu o uso livre da passagem.


Mais tarde, durante a Primeira Guerra Mundial, os britânicos negociaram o Acordo Sykes-Picot, que dividia o Oriente Médio de modo a afastar a influência francesa do canal.


Em 26 de julho de 1956, Nasser nacionaliza a companhia do canal com o intuito de financiar a construção da Barragem de Assuã, após a recusa dos Estados Unidos de fornecer os fundos necessários. Em represália, os bens egípcios foram gelados e a ajuda alimentar suprimida. Os principais acionários do canal eram, então, os britânicos e os franceses. Além disso, Nasser denuncia a presença colonial do Reino Unido no Oriente Médio e apóia os nacionalistas na Guerra da Argélia. O Reino Unido, a França e Israel se lançam então numa operação militar, batizada operação mosqueteiro, em 29 de outubro de 1956. A Crise do canal de Suez durou uma semana. A Nações Unidas confirmaram a legitimidade egípcia e condenaram a expedição franco-israelo-britânica com uma resolução.

Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, o canal permaneceu fechado até 1975, com uma força de manutenção da paz da ONU (da qual foi partícipe o Exército Brasileiro) permanecendo lá estacionada até 1974.




Curiosidades


  1.  é o mais longo canal do mundo, com 163 quilômetros de extensão, e sua travessia dura cerca de 15 horas a uma velocidade de 14 km/h.                                                                                                      
  2.  tem três lagos em seu percurso e não possui eclusas.                                                                              
  3.  a sua largura mínima é de 55 metros.                                                                                                     
  4.  comporta navios de até 500 metros de comprimento por 70 metros de largura.                                       
  5.  o valor médio das taxas pagas por petroleiros é de US$ 70 mil.                                                             
  6.  entre 1996 e 1997, o Egito arrecadou, apenas com o pedágio, US$ 1,8 bilhão.

Fontes:


1.GuiadoEstudante, A construção do Canal de Suez. http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/construcao-canal-suez-772595.shtml



2.batalhaosuez. Canal de Suez. http://www.batalhaosuez.com.br/historiaCanalDEsuezAtual.htm



3.Infoescola, Canal de Suez. http://www.infoescola.com/hidrografia/canal-de-suez/



4.Wikipédia, a enciclopédia livre.http://pt.wikipedia.org/wiki/Canal_de_Suez
... 8 de julho de 2014
http://ohomempodetantoquantosabe.blogspot.com/2014/07/o-canal-de-suez.html
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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Canal_de_Suez
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https://www.youtube.com/watch?v=G8WQ1AuNC8I
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27/10/2018

5.567.(27ouTUbro2017.10.01') Metropolitanos

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Boston
1897
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Lisboa
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Londres
1863
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Moscovo
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Nova Iorque

27 de Outubro de 1904: Inauguração do Metro de Nova Iorque

Às 14h35 do dia 27 de Outubro de 1904, o presidente da câmara da cidade de Nova Iorque, George McClellan, assume os controles do à época inovador “sistema de trânsito rápido”, o metro subterrâneo. 
A primeira linha, operada pela IRT (Interborough Rapid Transit Company), estendeu-se por cerca de 15 quilómetros, percorrendo 28 estações. Partia da City Hall na baixa Manhattan e seguia para o Grande Terminal Ferroviário Central. De lá, dirigia-se sentido oeste, ao longo da rua 42, rumo ao Times Square. A linha então terminava, desviando-se para a direcção norte, desembocando na Broadway e no Harlem.
No dia da inauguração, George McClellan colocou em prática a sua formação como engenheiro para assumir os controles do comboio até à rua 103. Às 19h daquela tarde, o transporte subterrâneo abriu as suas portas para o grande público. Mais de 100 mil pessoas pagaram um níquel cada uma para fazer a sua primeira viagem debaixo de Manhattan.
O jornal The New York Times  descreveu a excitação dos habitantes da cidade na ocasião da seguinte forma: “pela primeira vez na sua vida, o padre Knickerbocker viajou ontem no comboio subterrâneo. No meio de alarido de assobios e fogos de artifício fez-se uma primeira viagem no comboio que corre debaixo da terra e que por anos foi ridicularizado como uma impossibilidade”.
O primeiro sistema ferroviário subterrâneo, o Metropolitan Railway, foi inaugurado em Londres em 1863. As composições moviam-se a vapor, o que causava graves problemas nos túneis. Contudo, o sistema caiu no gosto popular. Em 1890, foi paulatinamente introduzido o sistema de comboios elétricos, o que fez do tráfego subterrâneo algo mais prático, seguro e saudável.
Embora o primeiro metro dos Estados Unidos tenha sido implantado em Boston, em 1897, Nova Iorque tornou-se finalmente a cidade norte-americana mais associada ao transporte subterrâneo. Após ganhar licitações municipais em 1913, a IRT e sua rival BRT (Brooklyn Rapid Transit) incrementaram substancialmente o número de linhas, consideradas modernas até aos dias actuais.
wikipedia (Imagens)
File:Interborough Rattled Transit Restored.png
Caricatura com crítica ao Metropolitano de Nova Iorque, 1905
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/27-de-outubro-de-1904-inauguracao-do.html?fbclid=IwAR2ohy8bajT_aSGW7vOrPxOQYjN6iI1kSwzMsb7S2QWR2bC_7TFKQ1vqnS8
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3.508.(27ouTUbro2018.9.9') Egas Moniz

Nasceu a 29noVEMbro1874...Vilarinho do Bairro...Avanca...Estarreja
e morreu a 13dez1955...Lisboa
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Casa Museu Egas Moniz

A "CASA DO MARINHEIRO" agora transformada em CASA MUSEU EGAS MONIZ, conserva um ambiente de extremado gosto, despertando em rediviva evocação a individualidade relevante que nela passava grandes temporadas e onde em cada pormenor deixou expressos os seus gostos e as suas predilecções.
Nessa casa haviam nascido os seus antepassados e nela nasceu o Professor Egas Moniz, Prémio Nobel da Medicina em 1949 pelos seus excelsos trabalhos sobre a Angiografia e Leucotomia Pré – Frontal.
Para a salvar da ruína mandou-a reconstruir em 1915 segundo um projecto do Arquitecto Ernesto Korrodi, sob a direcção do padre António Maria Pinho, tendo sido encarregue da decoração Álvaro Miranda da Granja.
Ampliou-a e enriqueceu-a, dando-lhe a feição que hoje apresenta e uma semelhança com as antigas casas solarengas do século XVIII. Sem descendentes, o extremoso casal muitas vezes ponderou o destino a dar à Casa que com tanto carinho se tinham dedicado. Acabou por decidir que nela se criasse um Museu Regional que, conforme desejo expresso da esposa, seria denominada "CASA MUSEU EGAS MONIZ".
Ficaria assim ligado à sua querida aldeia, esta recordação da sua vida como demonstração de apreço pelos seus amigos do concelho de Estarreja e Murtosa, pois aproveitará a toda essa região ribeirinha, cujas populações sempre o acompanharam nas horas de alegria e momentos de tristeza em boa camaradagem e alegria.
Em 14 de Julho de 1968 a CASA MUSEU EGAS MONIZ era uma realidade. No seu interior tudo se conserva como em tempo do insigne Professor e Investigador Científico, com excepção de algumas dependências que foram construídas para albergar as suas colecções.

O Recheio da Casa Museu

As suas valiosas colecções

A CASA MUSEU EGAS MONIZ, apresenta no seu interior um belíssimo conjunto arquitectónico com os seus belos tectos em caixotão com apainelados aliado ao bom gosto do seu mobiliário de estilo D. José, D. João V, D. Maria, Luís XVI, Império, Holandês e Charão.
Como emérito e exigente coleccionador que era, com o seu bom gosto e perspicácia, Egas Moniz conseguiu ao longo da sua vida adquirir belíssimas peças que passam por inúmeras colecções e que hoje podemos apreciar deleitando-nos com o requinte e beleza de algumas peças, como é o caso de peças de Porcelana da Companhia das Índias, Cantão, Saxe, Sevres, Porcelanas e Faianças antigas Portuguesas.
Na pintura (com obras representativas da pintura portuguesa de Carlos Reis, João Reis, Falcão Trigoso, Eduarda Lapa, Silva Porto, Henrique Medina, José Malhôa, Abel Salazar, entre outros), gravura, escultura desenho, vidro (com espécies de vidro e cristais portugueses da fábrica da Vista Alegre e Marinha Grande e cristais de Bacará), na ourivesaria e tapeçaria conseguiu Egas Moniz peças de raridade e beleza, antiguidade e minucia que hoje se encontram na CASA MUSEU EGAS MONIZ e que nos permitem vislumbrar um pouco da sua vida pessoal, como que reencontrando-nos espiritualmente com o eminente cientista, analisando-o, numa perspectiva um pouco diferente - na sua intimidade.
Sente-se uma harmonia e ordem perfeitas que imediatamente dão ao espírito do visitante a certeza de que nada de banal se encontra lá dentro e que a pessoa criadora de tal ambiente tem a necessidade espiritual de dar a tudo que a rodeia, um pouco de si mesmo, rodeando-se assim de mil e uma coisas que disso sejam dignas.
Para além da sua Secção Artística a Casa Museu Egas Moniz possui a sua Secção Científica que nos apresenta os objectos referentes às suas descobertas científicas da Angiografia, até à pragnante exposição gráfica das etapas sucessivas das investigações que conduziram à primeira visualização radiológica das artérias cerebrais do Homem Vivo e da Leucotomia Pré-Frontal, no género de exposição que foi apresentada pelos seus colaboradores de Santa Maria e aquando do congresso de Neurocirurgia pelos seus colaboradores do Hospital Júlio de Matos.
Em suma, poderíamos definir a Casa Museu Egas Moniz numa frase do seu patrono: "Os Museus por modestos que sejam são centros de educação e regalo espiritual, quisera um em cada cidade, em cada vila e em cada aldeia para que o povo se elevasse na comunhão espiritual de Belo".
 http://casamuseuegasmoniz.com/seccao.php?s=casa
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António Egas Moniz (1874 – 1955) ganhou o prémio Nobel da Medicina de 1949 pelos seus estudos relacionados com a lobotomia. Foi médico neurologista, investigador, político e escritor português.

Ficou conhecido mundialmente por ter desenvolvido a angiografia cerebral e a leucotomia pré-frontal tendo recebido o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina em 1949.
Teve vários cargos em hospitais e outras entidades ligadas à saúde, mas também na política, tendo desempenhado o cargo de Ministro dos negócios Estrangeiros durante a presidência de Sidónio Pais.
Deixou ainda uma extensa bibliografia com mais de 300 títulos que são da sua autoria ou contaram a sua colaboração. Entre estes trabalhos conta-se literatura ligada à Medicina, à política e também literatura.
No ano em que recebeu o Nobel da Medicina, Egas Moniz fez uma declaração sobre ciência, gravada pela Emissora Nacional.

Nesta declaração afirma que não existe, na sua vida, maior alegria que a descoberta de novos factos científicos.
 http://ensina.rtp.pt/artigo/egas-moniz/
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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Egas_Moniz
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"Não existe, na sua vida, maior alegria que a descoberta de novos factos científicos."
 "Os Museus por modestos que sejam são centros de educação e regalo espiritual, quisera um em cada cidade, em cada vila e em cada aldeia para que o povo se elevasse na comunhão espiritual de Belo".
 "Ser pobre mental é não aceitar o conselho dos outros."
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 António Egas Moniz foi o primeiro português a receber um prémio Nobel, o que veio a acontecer em Outubro de 1949, na quinta vez em que foi proposto para ser galardoado com esta recompensa máxima para com as pessoas que se destacam pelas suas especiais contribuições para com a sociedade.


António Egas Moniz foi o primeiro português a receber um prémio Nobel, o que veio a acontecer em Outubro de 1949, na quinta vez em que foi proposto para ser galardoado com esta recompensa máxima para com as pessoas que se destacam pelas suas especiais contribuições para com a sociedade.




Quando nasceu, em 1874, na vila de Avanca, no Concelho de Estarreja, Distrito de Aveiro, recebeu o nome de António Caetano de Abreu Freire, sendo que só posteriormente e por pressão do seu tio e padrinho, o padre Caetano de Pina Resende Abreu Sá Freire, veio a receber também os apelidos “Egas Moniz”.
No entender do seu tio, estes apelidos não podiam deixar de ser utilizados no seio da sua família aristocrática e directamente descendente de Egas Moniz, o Aio, importante figura da história inicial de Portugal, por ter tido a seu cargo a educação de Afonso Henriques.
António Egas Moniz, prémio Nobel, estudou Medicina em Coimbra e foi um reconhecido neurologista, professor e investigador, mas a sua influência na sociedade não se ficou apenas por esta área do saber, tendo-se destacado também como político e escritor.

António Egas Moniz foi o primeiro português a receber um prémio Nobel em 1949 (Autor: Imagem em domínio público)
António Egas Moniz foi o primeiro português a receber um prémio Nobel em 1949 (Autor: Imagem em domínio público)
A ele se ficam a dever muitos dos grandes avanços ocorridos nas três primeiras décadas do século XIX, essencialmente no que se refere ao conhecimento do cérebro e suas doenças.
Em 1927, foi António Egas Moniz quem desenvolveu o chamado “método da angiografia cerebral”. Esta técnica permitiu, pela primeira vez, observar as diversas artérias do cérebro, o que veio a revelar-se fundamental para uma melhor compreensão dos processos cerebrais e para o consequente diagnóstico das enfermidades que lhe pudessem estar associadas.
Posteriormente, em 1935 desenvolveu, com sucesso, a operação ao cérebro designada por leucotomia, mas mais vulgarmente chamada e reconhecida por “lobotomia”, tendo sido este o trabalho que lhe mereceu o Prémio Nobel.
A lobotomia é uma forma de manipulação cirúrgica do cérebro – a primeira que se conheceu – que implica a remoção de partes do cérebro. Sabe-se hoje, no entanto, que tem efeitos secundários gravíssimos, como sérias alterações na personalidade dos pacientes, chegando mesmo a ocorrer, em elevado número de casos, a morte daqueles que são submetidos a este tipo de intervenção.
Por estes motivos, aliados ao desenvolvimento de outro tipo de terapêuticas não invasivas, como os medicamentos, está actualmente ultrapassada e é praticamente aceite de forma universal, que não mais deve ser utilizada.
Na época de António Egas Moniz, no entanto, não existam medicamentos que pudessem combater a esquizofrenia, a depressão ou a epilepsia, e a lobotomia foi utilizada para o tratamento destas doenças.
Muito embora António Egas Moniz sempre tenha defendido que esta cirurgia apenas deveria ser aplicada a casos graves e, muito em particular, naqueles doentes que apresentassem tendências suicidas, esta prática acabou por generalizar-se, muito em particular em países como o Japão e os Estados Unidos.
Esta aplicação desmedida da lobotomia veio salientar, como não poderia deixar de ser, todos os seus aspectos negativos, o que levou, mais recentemente, ao aparecimento de um grupo de pessoas (especialmente constituído por familiares de pacientes a quem foi realizada esta cirurgia), que contesta a prática desenvolvida por António Egas Moniz, exigindo mesmo que lhe fosse retirado o Prémio Nobel, reivindicação que, no entanto, não foi atendida.
Isto porque, se é certo que hoje em dia, com todos os avanços da ciência, há inúmeras alternativas a uma técnica que actualmente pode mesmo ser considerada por alguns como bárbara, não é menos verdade, que nas primeiras décadas do século XIX não só não se lhe conhecia qualquer alternativa, como, na época, a mesma representou um avanço no conhecimento do cérebro e das suas patologias. O que acabou por se revelar fundamental para a posterior evolução e progresso dos conhecimentos neste campo.
 https://www.emforma.net/9325-antonio-egas-moniz
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27 de Outubro de 1949: O Prémio Nobel da Medicina é atribuído ao professor e investigador português Egas Moniz.

Neurologista português, nasceu  a 29 de Novembro de 1874, em Avanca, Estarreja, e morreu  a 13 de Dezembro de 1955, em Lisboa. Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra em 1898, na qual foi nomeado professor em 1902. A partir de 1911 e até 1944 passou a ocupar a recém-criada cadeira de Neurologia da Faculdade de Medicina de Lisboa, onde foi o primeiro professor. Em 1927 efectuou a primeira angiografia cerebral no homem. Este novo processo permitiu obter em películas radiográficas a imagem dos vasos sanguíneos intracranianos e constituiu o maior progresso da cirurgia cerebral dos últimos 50 anos. Egas Moniz levou à criação da cirurgia vascular no encéfalo e trouxe uma contribuição fundamental para os diagnósticos dos tumores cerebrais. Nos traumatismos cranianos também o método do neurologista português se revelou importante porque indica com segurança a presença de hematomas. Em 1935 concebeu uma nova forma de intervenção cirúrgica cerebral, a leucotomia pré-frontal, muito utilizada no tratamento de certas psicoses graves, o que lhe valeu o Prémio Nobel da Medicina em 1949, partilhado por W. R. Hess. Na justificação para o Prémio, a Academia sublinhava a “descoberta do valor terapêutico da leucotomia em algumas psicoses“. Egas Moniz pretendia, assim, utilizar a cirurgia cerebral no tratamento de doenças do foro mental. O uso e abuso desta técnica levou a que muitos pacientes ficassem completamente inactivos e sem qualquer capacidade de iniciativa, falhando o objectivo de tratamento de perturbações psicológicas. De Leucotomia, o processo de Egas Moniz passou a Lobotomia. O método caíu em desuso a partir dos anos 60, altura em que o aparecimento e proliferação dos anti-depressivos votou ao quase total abandono, por parte da comunidade médica, uma técnica cirúrgica já profundamente deturpada em relação à que valera a Egas Moniz, o primeiro Nobel português.


Egas Moniz publicou uma extensa autobiografia da qual se destacam: Confidências de um Investigador Científico (1949) e A Nossa Casa (1950). Egas Moniz também se dedicou à política, tendo ocupado o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros. A sua atividade política decorreu no período entre 1903 e 1917.

Fontes: Egas Moniz (médico). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

wikipedia (Imagem)




Retrato de Egas Moniz da autoria de Henrique Medina
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/27-de-outubro-de-1949-o-premio-nobel-da_27.html?spref=fb&fbclid=IwAR2FnCqJfOI-tWBQ0caOmSIPfk_ky9CXoi9JwGNjP32azhIJBGEVTgXLeNA
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