14/07/2018

8.878.(14jul2018.11.33') Gustav Klimt

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Nasce a 14jul1862
e morre a 6fev1918
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 estive poucas horas em Viena e como Klimt estava tão presente...
 https://www.youtube.com/watch?v=sIrnnbRU2bU
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"Se não conseguires agradar a toda a gente através da tua actividade e obras de arte - agrada a poucos. Agradar a muitos é mau."
"Toda a arte é erótica."
"Não há auto-retrato de mim."
"Embora mesmo quando estando ocioso eu tenho abundância de alimentos para o pensamento."
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https://www.facebook.com/GustavKlimtShop/?ref=br_rs
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 14 de Julho de 1862: Nasce o pintor austríaco Gustav Klimt
Artista austríaco, Gustav Klimt nasceu a 14 de julho de 1862, em Baumgarten, próximo de Viena, e morreu a 6 de fevereiro de 1918, em Viena, vítima de apoplexia. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Viena entre 1876 e 1883. Nesse mesmo ano fundou, juntamente com o irmão Ernst Klimt e com Franz Matsche, um atelier de pintura, especializando-se na execução de murais, pinturas para tetos ou para cenários.



O seu trabalho inicial consistiu essencialmente em grandes murais para teatros, num estilo naturalista, de entre os quais se destacam o teto do Burgtheater de Viena (1886-1888) e as pinturas da escadaria do Museu de História de Arte, também em Viena (1890-1892). Neste trabalho, Klimt procurou fazer uma síntese da história da arte, pintando cada personagem num estilo diferente, conforme ao período que encarnava. A partir de 1894 executou grandes pinturas alegóricas para o teto da Sala Magna da Universidade de Viena, enveredando por uma linguagem mais ornamental e linear, próxima dos ideais estéticos do movimento da Arte Nova. Estes trabalhos, "A Filosofia", "A Medicina" e "O Direito", foram tão fortemente criticados pelas correntes mais tradicionalistas, que se abandonou a intenção de os colocar nos locais previstos. Confrontado com esta hostil reação crítica do público, Klimt retirou-se da vida pública.



Em 1897, Klimt foi um dos membros fundadores do grupo da Secessão de Viena(um movimento de reação contra o conservadorismo académico burguês), tornando-se seu presidente até 1905, ano em que abandonou o movimento para formar o Grupo Klimt. Nesta altura colaborava no periódico Ver Sacrum, para o qual realizou um conjunto de ilustrações de carácter alegórico.

A partir de 1898, o seu trabalho tornou-se mais original e inovador, ganhando um carácter simultaneamente mais simbólico e decorativo. Em 1902 executa, para a sede da Secessão, um edifício projetado por Olbrich, o Friso de Beethoven, uma grande pintura mural, cuja influência sobre as gerações mais jovens foi considerável. Este friso foi, tal como a 9.ª Sinfonia de Beethoven, realizado em três fases, dividindo-se em "Aspiração à Felicidade", "As Forças Inimigas" e "Hino à Alegria".

Os seus trabalhos mais famosos, datados do último período artístico do pintor, foram O retrato de Fritza Riedler (1906) e os murais e mosaicos realizados para o Palácio Stoclet (1905-1909) em Bruxelas, uma grande casa desenhada pelo arquiteto austríaco Joseph Hoffmann, também ele membro da Secessão Vienense. Nas suas pinturas, Klimt revelou a tendência para eliminar o efeito de profundidade e de volume, transformando as figuras num conjunto de superfícies decorativas, com carácter abstrato, de onde se destacavam os pormenores figurativos das mãos e dos rostos.

Neste período, Klimt colabora com muitos dos artistas dos Wiener Werstätten (ateliers vienenses), fundados em 1902 por Hoffmann, realizando aí inúmeros trabalhos de artes aplicadas.

Apesar de ser contestado no seu país natal até 1917 (ano em que foi eleito membro de honra da Academia de Viena), em 1910 a sua obra foi alvo de uma receção entusiástica na Bienal de Veneza.

Pintou essencialmente a mulher feminina e fatal, enfatizando a sexualidade, nomeadamente através da representação das senhoras da sociedade de Viena. Os seus quadros compõem-se de mosaicos, cores quentes, motivos florais e animalescos e, claro, de mulheres sensuais de corpos desnudados.

As suas obras pictóricas mais conhecidas são O Beijo, uma pintura a óleo sobre tela datada de 1907-1908, onde o artista pinta um par romântico ornado por uma composição de mosaicos e elementos vegetalistas; e o Abraço, um projeto para a decoração da casa Stoclet, concebido entre 1905 e 1909.

A pintura de Klimt, um dos mais importantes pintores vienenses de inícios do século, teve significativas repercussões na obra de alguns artistas do movimento expressionista, tais como o alemão Egon Schiele e o austríaco Oskar Kokoschka.

Gustav Klimt. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
wikipedia (imagens)

Arquivo: Klimt.jpg
Gustav Klimt (1914)

Ficheiro:Egon Schiele - Gustav Klimt im blauen Malerkittel - 1913.jpeg
Gustav Klimt por Egon Schiele (1913)


As Musas de Klimt

Arquivo: Gustav Klimt 046.jpg


Arquivo: Gustav Klimt 049.jpg
Arquivo: Gustav Klimt 058.jpg
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/07/14-de-julho-de-1862-nasce-o-pintor.html
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 Análise da obra: "O Beijo", de Gustav Klimt
O Beijo (original: Der Kuss) é um quadro do pintor austríaco Gustav Klimt. Executado em óleo sobre tela, mede 180x180 centímetros, é uma das obras mais conhecidas de Klimt, devido a um elevado número de reproduções realizadas até hoje.
Revelando a influência do compatriota Sigmund Freud, as obras de Gustav Klimt reflectem os anseios intelectuais, eróti
cos e simbólicos e também as paixões estéticas do dinâmico círculo intelectual da Viena de finais do século XIX. O trabalho de Klimt faz uma síntese do Simbolismo e da Art Nouveau. Usando a ornamentação elaborada característica da Art Nouveau, o artista pintou imensos frisos ornamentais retratando cenas com um clima de conto de fadas, e produziu ainda retratos marcantes que fundem as formas estilizadas e cores extravagantes do Simbolismo ao seu conceito pessoal e eclético de beleza.
A obra-prima de Klimt, O Beijo (1907-1908), é uma festa reluzente de erotismo e beleza. O quadro tem um brilho sensual de mosaico bizantino. Um homem, envolvido num manto dourado ricamente trabalhado, inclina-se para beijar uma mulher que está de joelhos. Dos corpos dos amantes vemos apenas os rostos e as mãos, além dos pés flexionados da mulher. Tudo o resto é uma opulenta cascata de ouro ricamente engastada com, ametistas, safiras, rubis, opalas e esmeraldas. Por baixo deles estende-se um leito de pétalas. O mundo do casal retratado não é o nosso, é o mundo de fantasia e da intimidade. O Beijo é uma pintura intensamente erótica.
As flores e arbustos que formam uma cama na pintura são os únicos elementos que parecem ligar os amantes ao mundo real. O próprio artista cultivava flores e plantas, usando-as constantemente como elemento nas suas obras. E demonstrava o conhecimento do significado simbólico de cada uma delas, as plantas douradas do quadro que contornam os pés da mulher são conhecidas como erva de Parnaso, um antigo símbolo da fertilidade. Outro elemento recorrente nas pinturas de Klimt são as ruivas. Influenciado pelos pré-rafaelitas, que popularizaram a imagem da mulher ruiva, nas obras do artista as madeixas vermelhas ganham o estatuto de sedução e feminilidade. Alguns críticos de arte, não veem a pintura como uma representação romântica. Afinal, apenas o homem está a beijar. As mãos da mulher parecem tentar afasta-lo, enquanto ele a segura com as duas mãos. Outros estudiosos, vão além e conjecturam que a mulher esteja morta e sua cabeça decapitada, devido à sua palidez e ao posicionamento no quadro.
Sobre o casal, muitos especialistas afirmam que seria praticamente um retrato de Klimt com Emilie Flöge,(Viena, 1874 – Viena 1952) – eterna companheira e musa do artista.
O quadro está exposto na Galeria Belvedere de Viena.


Fontes: http://www.belvedere.at/de
obviousmag.org
noticias.universia.com
wikipedia (Imagens)

 Foto de Estóriasdahistória.
 https://www.facebook.com/107358489335605/photos/a.107488435989277.12708.107358489335605/2042559492482152/?type=3&theater
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Mulheres na História (XXIII) Adele Bloch-Bauer

Adele Bloch-Bauer nasceu em Viena a 9 de Agosto de 1881, era a mais nova dos sete filhos do banqueiro Moritz Bauer e Jeannette Bauer. O seu pai era o director geral da influente associação vienense  de Bancos. Quando ela tinha quinze anos o seu mundo  foi abalado pela morte precoce do seu irmão mais velho Karl. Presumivelmente foi o trauma da morte do irmão, que a levou a distanciar-se da religião.  

Adele  casou-se relativamente jovem. Em 19 de Dezembro de 1899, contraiu matrimónio com o industrial Ferdinand Bloch (1864-1945), que era 17 anos mais velho . 

Adele estudou literatura clássica alemã, Francês e Inglês por iniciativa própria. Ela era delicada, tendendo a ficar doente.
Em casa do matrimónio Bloch - Bauer compareciam convidados de destaque, salientam-se os compositores Gustav Mahler, Richard Strauss, Alma Mahler-Werfel, os escritores Stefan Zweig e Jakob Wassermann , artistas do círculo de Gustav Klimt, actores do Burgtheater, e após a Primeira Guerra Mundial, os socialistas Karl Renner  e Julius Tandler.

No Verão de 1903, Ferdinand Bloch-Bauer pediu a Gustav Klimt para pintar o retrato da sua esposa, pretendendo-o como um presente para o aniversário dos seus pais, em Outubro. O retrato (conhecido como Gold Adele) foi exibido em público apenas no início de 1907. Adele está sentada num trono de ouro, é o ícone moderno de uma grande dama, o fundo dourado e o céu estrelado complementam o seu rico manto de ouro. Pensa-se que terá existido uma relação amorosa entre Adele e Gustav Klimt. Uma indicação do seu relacionamento pode ser encontrado na obra "Judith", em que Adele é, presumivelmente a modelo. Num segundo retrato, datado de 1912, Adele está em pé de frente para o espectador, com um vestido elegante. O papel de parede colorido atrás dela evoca uma fantasia exótica do mundo do extremo oriente. Os rumores sobre um affair entre ela e Klimt nunca foram confirmados. Além dos dois retratos de Adele, os Bloch-Bauer, também compraram quatro paisagens e numerosos desenhos de Klimt. Adele e Ferdinand estavam orgulhosos da sua colecção de arte, que inclui pinturas de artistas austríacos famosos como Ferdinand Georg Waldmüller, Rudolf von Alt  e Emil Jakob Schindler. 

Em 1918, após a queda da monarquia da Áustria-Hungria, Ferdinand e Adele solicitaram  a cidadania checa com o endereço do seu castelo "Schloß Jungfern" perto de Praga. Mas, a sua base permaneceu em Viena. Julius Tandler, um convidado de destaque nas suas festas,  tornou-se médico de Adele. Foi possivelmente devido à sua influência que ela começou a apoiar causas socialistas. No seu testamento, ela deixou o seu dinheiro a instituições de caridade, entre elas a Sociedade dos Amigos das Crianças. Ela doou a sua biblioteca ao público vienense e  à Biblioteca Operária.

Em 24 de Janeiro de 1925, Adele Bloch-Bauer morreu repentinamente de meningite, em Viena. O filme Woman in gold, de Simon Curtis  é a história verídica de Maria Altmann, herdeira de Adele Bloch-Bauer, que lutou pela restituição de uma das principais obras de Klimt. 
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Arquivo: Gustav Klimt 046.jpg
Retrato de Adele Bloch-Bauer - Gustav Klimt (1907)
Arquivo: Gustav Klimt 047.jpg
Retrato de Adele Bloch-Bauer - Gustav Klimt (1912)
Judite e a cabeça de Holofernes - Gustav Klimt https://www.youtube.com/watch?v=wu9JeTX6Sdw
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2013/06/mulheres-na-historia-xxiii-adele-bloch.html
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O retrato de Sonja Knips, de Gustav Klimt

Sophie Maria Amalia Potier des Echelles nasceu a 2 de Dezembro de 1873, na cidade de Lvov, onde o seu pai, o general Maximiliano Potier des Echelles, estava em serviço. Em 1896 casou-se com o magnata da indústria metalúrgica e instituições de crédito, Anton Knips. 
Ligada ao mundo artístico, Sonja admirava a arte moderna, especialmente Gustav Klimt e Josef Hoffman e  os membros da  Secessão de Viena.
O arquitecto Josef Hoffman foi contratado para projectar o seu apartamento no número 15 na Gumpendorferstrasse em 1903. Na sala de estar do apartamento, Hoffman colocou uma das paisagens de Klimt. Para além do apartamento, Hoffman também projectou a residência de campo dos Knips em Weissensee, perto do Lago Millstatt, e o túmulo da família no cemitério de Hietzing. Mas a grande obra deste arquitecto foi o projecto  da casa da família em Viena, construída entre 1924-1925. No salão principal da casa foi colocado este retrato.
Sonja faleceu na sua residência de Seeboden a 25 de Junho de 1959. Nos seus documentos privados, ela declara-se uma "artista". Uma das suas netas, Barbara Creagham afirmou que o casamento da avó não foi feliz. Os seus dois filhos morreram jovens e o seu irmão favorito morreu depois de cair de um cavalo.
Este retrato de Klimt é considerado o primeiro do seu novo estilo, trabalhando no formato quadrado e ao abandonar o hiper-realismo de trabalhos anteriores. Sonja está sentada num cadeirão branco e atrás dela vemos um grande ramo de orquídeas, um elemento que se repete no canto superior esquerdo. Esta é a única referência à natureza mostrada num retrato de Klimt. Sonja usa um elegante vestido rosa com gola alta, folhos nos ombros, e saia rodada. Na forma como o vestido é representado encontra-se a influência de James Abbott mac Neill  enquanto que na pose, Klimt é inspirado por um retrato de Hans Makart, especificamente no de Charlotte Wolter como Messalina. A mão esquerda de Sonja segura firmemente a cadeira e a direita surge com um livro vermelho na mão, identificado como um dos cadernos do pintor. O seu gesto é sério e melancólico e é mais um dos elementos de referência do retrato. Sonja olha para o espectador, a luminosidade projecta-se nos seus olhos e aumenta o brilho dos mesmos. O resultado é um trabalho verdadeiramente espetacular, com o qual Klimt será o retratista favorito das mulheres de alta burguesia de Viena como evidenciado pelos retratos de Adele Bloch-Bauer e .Fritza Riedler. O retrato encontra-se no museu  Belvedere, em Viena.
Fontes:http://www.viennatouristguide.at/
Artehistoria
wikipedia(imagem)


File:Klimt - Bildnis Sonja Knips.jpeg
O retrato de Sonja Knips, de Gustav Klimt
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2014/02/o-retrato-de-sonja-knips-de-gustav-klimt.html
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12/07/2018

8.061.(12jul2018.11.11') Ismaelitas

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Ismaelitas o que são?
Leader Aga Khan veio a Lisboa
traz 40 mil fiéi
para o Jubileu do Diamante
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No Avante só encontrei um pequeno parágrafo:
  "O seu maior accionista é o Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico, que por sua vez integra a Rede de Desenvolvimento Aga Khan, com sede em Genebra. Esta estrutura tem interesses em 30 países de África, Ásia e Médio Oriente, em sectores que vão do meio ambiente ao microcrédito, da saúde e educação à cultura. Ligada, claro, ao multimilionário líder dos xiitas ismaelitas."
 http://www.avante.pt/pt/2197//138588/
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8jul2018
 O Imã Xá Karim Al Hussaini é o chefe dos 20 milhões de ismaelitas espalhados pelo mundo e ostenta o título religioso de Aga Khan. Diz-se descendente de Maomé e o 49º Imã. A notícia surge agora porque a Comunidade Ismaelita está a comemorar o jubileu de diamante do seu líder, precisamente em Lisboa. A capital portuguesa foi escolhida pelo próprio Aga Khan para ser a sede mundial dos ismaelitas.
 Aga Khan, 60 anos na frente dos ismaelitas. AKDN


Aga Khan, 60 anos na frente dos ismaelitas. AKDN
Jorge Passarinho
Jorge Passarinho
O Islão é uma religião fundada na Arábia, no século VII, Sendo Maomé o Profeta do único Deus, Alá.
Com a morte de Maomé, no ano 632, a sua sucessão foi conflituosa. Os que acreditavam que a sucessão deveria obedecer a uma descendência direta do profeta, formaram a ala Xiita. Os que defendiam que ao sucessor bastava acreditar no Profeta, organizaram-se em Sunitas.
Quando se chegou à sexta sucessão do Imã Xiita, voltou a haver discórdia e conflito. Ismael era um dos líderes e mantendo-se fiel aos seus princípios criou um novo Imamato xiita,bem estruturado, mas sem terra nem Pátria.
Hoje, o Imã Xá Karim Al Hussaini é o chefe dos 20 milhões de ismaelitas espalhados pelo mundo e ostenta o título religioso de Aga Khan. Diz-se descendente de Maomé e o 49º Imã. Considera-se o Papa dos Ismaelitas, privilegia a diplomacia e as democracias ocidentais atribuíram-lhe o título de Sua Alteza o Príncipe Karim Aga Khan, com estatuto equivalente ao de um Chefe de Estado.

Em Lisboa, um edifício classificado como imóvel de interesse público, construído no inicio do século XX, está a ser ultimado para receber todos os serviços centrais desta organização.

Os ismaelitas consideram-se a elite do Islão. Todos os crentes cedem 10% dos rendimentos à Fundação Aga Khan, considerada a maior organização de desenvolvimento privada do mundo.

Aga Khan chega a Lisboa no início da sua visita ao Jubileu de Diamante em Portugal. AKDN
Aga Khan chega a Lisboa no início da sua visita ao Jubileu de Diamante em Portugal. AKDN
A notícia surge agora porque a Comunidade Ismaelita está a comemorar o jubileu de diamante do seu líder, precisamente em Lisboa. A capital portuguesa foi escolhida pelo próprio Aga Khan para ser a sede mundial dos ismaelitas. Um edifício classificado como imóvel de interesse público, construído no inicio do século XX está a ser ultimado para receber todos os serviços centrais desta organização.

Não deixa de ser curioso como se instala na Europa a sede do Imamato Ismaelita, quando em qualquer País do Oriente existem muitos mais fiéis e seguidores desta religião.

A aproximação a Portugal começou em 2005. Desde então, os vários Governos de Portugal e de diferentes quadrantes políticos sempre trataram o tema Aga Khan como um assunto de Estado e de grande interesse público para o País. Inclusivamente Aga Khan já foi agraciado pelo Presidente da República Portuguesa com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
Aga Khan criou uma rede mundial para o desenvolvimento com atividades em mais de 30 países, incluindo Estados Unidos, Canadá e India. Esta rede opera em três áreas distintas: cultural, social e económico. A receita do ano passado ascendeu aos 3,5 mil milhões de euros, que são sempre investidos em projetos de desenvolvimento.

Lisboa, nova sede mundial dos ismaelitas. PROPRONews
Lisboa, nova sede mundial dos ismaelitas. PROPRONews
Lisboa não será, portanto, um centro de peregrinação, pelo contrário, será o sítio mais apetecível para receber e tratar os ismaelitas com capacidade económica e financeira. Mas não deixa de ser curioso como se instala na Europa a sede do Imamato Ismaelita, quando em qualquer País do Oriente existem muitos mais fiéis e seguidores desta religião.
(Jorge Passarinho é jornalista).

http://www.propronews.com/aga-khan-escolhe-lisboa-sede-mundial-dos-ismaelitas/http://www.propronews.com/aga-khan-escolhe-lisboa-sede-mundial-dos-ismaelitas/
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5jul2018
 Cerca de 45 mil ismaelitas encontram-se em Lisboa para o encerramento das celebrações do jubileu de diamante de Aga Khan entre 5 e 12 de julho. O programa inclui exposições, concertos, celebrações e encontros oficiais com o Presidente da República e o primeiro-ministro. Só no Centro Ismaelita são esperadas 15 mil pessoas

 Desde 2 de julho que o Centro Ismaelita de Lisboa não para de receber visitas. O habitualmente pacato n.º 1 da Avenida Lusíada é ponto de paragem para os cerca de 45 mil ismaelitas que, esta semana e na próxima, se encontram em Lisboa para celebrar o jubileu de diamante de Aga Khan. Dito de outra forma, os seus 60 anos como líder da comunidade. O príncipe chega a Lisboa na sexta-feira, mas a festa começa esta quinta-feira.

Por estes dias, uma semana inteira de festejos, o Parque das Nações converte-se em ponto de encontro dos ismaelitas.
Convertido em Patio Mela, o pavilhão 1 da FIL inaugura hoje três exposições: Rays of Light é uma panorâmica em 250 fotografias do trabalho de Aga Khan procurando melhorar a condição humana, um dos propósitos do mandato Ismaili; Ethics in Action mostra oito dimensões dos projetos da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN, na sigla inglesa); e, finalmente, Aga Khan Museum, uma experiência que inclui uma visita virtual à exposição Fatimida. Ficam até 11 de julho.
No Pavilhão de Portugal encontra a Galeria de Arte, dedicada a mostrar os projetos de artistas ismaelitas de todo o mundo ligados às artes visuais (pintura, arte em papel, escultura, arte 3D, design gráfico, arte de instalação e arquitetura). Foram selecionadas 160 obras de quase 90 artistas. A exposição está aberta até 10 de julho, das 09.30 às 22.30. Apenas membros registados podem aceder.
No cinema Nos do Centro Comercial Vasco da Gama terá lugar o Festival de Cinema, entre 6 e 9 de julho, das 11.00 às 22.00 e, como as exposições, só aceita membros registados.
O Altice Arena também recebe eventos da celebração do Jubileu de Diamante. Cheb Khaled, Vishal & Shekhar e Cuca Roseta atuam esta quinta-feira, a partir das 20.00.
Entre 7 e 9 de julho, realiza-se o International Talent Showcase,uma mostra do talento ismaelita em quatro domínios: vocal, musical, dança e artes criativas
Sufi Voyage é o último dos concertos na Altice Arena. Um "concerto devocional de encerramento apresentando o Rei do Qawwali, Ustad Rahat Fateh Ali Khan, numa atmosfera especialmente preparada, e os talentos musicais de Salim-Sulaiman, reunidos numa atuação imperdível que incluirá Bollywood, folclore, canções populares e qawwali - um estilo de música devocional de místicos muçulmanos", segundo um comunicado da comunidade ismaelita.
A PSP confirmou à agência Lusa que estará responsável pela segurança do evento e que são esperados constrangimentos na circulação na zona do Parque das Nações. Durante todo o evento -- oito dias -, a circulação de pessoas e veículos vai estar vedada entre a FIL e a pala do Pavilhão de Portugal.
Os mesmos constrangimentos que se viram durante a Eurovisão, entre 30 de abril e 12 de maio.
Aga Khan encontra Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e Ferro Rodrigues
Sua Alteza, como se lhe referem todos os ismaelitas, chega a Lisboa na sexta-feira, 6 de julho e será recebido pelo líder da comunidade portuguesa e seu representante diplomático em Portugal, Nazim Ahmad, que durante os últimos meses tem preparado a visita, anunciada oficialmente a 21 de março. O programa contempla encontros com as principais figuras do Estado.
Dia 9, segunda-feira: Apesar de chegar na sexta-feira, o programa oficial de Aga Khan só começa dois dias depois no Palácio de Belém, com uma reunião com o Presidente da República. O almoço será um encontro com o primeiro-ministro, António Costa, no Palácio Foz. À noite, em Queluz, Marcelo Rebelo de Sousa oferece um banquete privado ao príncipe. Desde a primeira visita a Portugal, em 1983, que o líder dos ismaelitas mantém relações com os chefes de Estado portugueses.
Dia 10, terça-feira: Aga Khan discursará na sala do senado da Assembleia da República e inaugura a exposição Ideals of Leadership: Masterpieces from the Aga Khan Museum Collections. "As histórias retratadas nas imagens e transmitidas através dos objetos estão relacionadas com alguns dos mais importantes e intemporais ideais de liderança a que os governantes aspiraram ao longo dos tempos", diz uma nota explicativa. Poderá ser vista até 14 de setembro. O ponto de partida é o acervo à guarda do Museu Aga Khan, em Toronto. Almoça em S. Bento, a convite de Ferro Rodrigues.
A tarde está reservada a visita às obras de reabilitação que decorrem no Palacete Mendonça, um projeto do início do século XX do arquiteto Ventura Terra que vai albergar a sede mundial do Imamat, como foi acordado com o Estado português em 2015. A recuperação e construção de um parque de estacionamento subterrâneo é do arquiteto Frederico Valsassina. A inauguração está prevista para 2019.
Dia 11, quarta-feira: Aga Khan volta ao Palacete Mendonça para uma cerimónia religiosa com um pequeno núcleo de ismaelitas. À tarde, junta-se ao membros da comunidade no Pátio Mela, o encontro da assembleia numa tradução literal.
Dia 12, quinta-feira: No Centro Ismaelita, Aga Khan encontra-se com o ministro da Ciência, Manuel Heitor, e 16 bolseiros que estão a desenvolver projetos no âmbito de uma protocolo de 10 milhões de euros do Imamat com o ministério por um período de 10 anos. Será o ponto final da visita de quase uma semana. O edifício, esse, continuará aberto para membros da comunidade até ao dia 14.
Centro Ismaelita recebe 15 mil pessoas
Desde segunda-feira que as visitas ao Centro Ismaelita se sucedem. São esperadas 15 mil pessoas, diz Sara Sadrudrin, 26 anos, arquiteta, uma das 118 voluntárias do programa de visitas guiadas ao Centro Ismaili, inaugurado em 1998.
Apontando para um grupo de 50 pessoas que segue atrás de um guia, Sara Sadrudin explica que para abrir as portas a tantas pessoas foi preciso encurtar a visita. Ao contrário do que é habitual (um grupo, um guia), os guias conduzem os grupos aos locais mais importantes e depois outros fazem as explicações. "Estamos aqui no espaço de transição, entre a receção e a área religiosa", explica, em inglês, um dos 118 voluntários -- portugueses e estrangeiros, mas todos ismailis -- desta atividade. É um claustro com jardim e fontes. Só se ouve água, abafando o som das duas vias rápidas entre as quais se ergueu a casa dos ismaelitas em Portugal.



O jovem guia chama a atenção para os dois painéis, um de cada lado da escada. São obra de Raul Rewval, filho de Raj Rewal, o arquiteto do Centro Ismaelita em parceria com Frederico Valsassina. O palácio do Alhambra, em Granada, foi a inspiração para este complexo de 18 mil metros quadrados, 5500 dos quais construídos.
No topo das escadas, uma menina de 8 anos, com o polo verde que identifica os voluntários ligados ao jubileu de diamante, oferece um saco de plástico branco para guardar os sapatos. Veio de Moçambique e tanto fala português como inglês como gujaráti.
Descalçar é o último passo antes de entrar no coração das celebrações religiosas, uma sala de 900 metros quadrados e 10 metros de altura (números da jovem guia que fala para o grupo). "Já viram muitos azulejos, e aqui não é exceção, mas são de cores mais claras", nota.
No jardim, mesmo ao lado do edifício outra guia chama a atenção para as árvores plantadas. "Alguém sabe como se diz laranja em árabe?". Um único visitante responde. "Portugal, como o nosso país", realça a guia. "Representam a ligação entre a cultura árabe e Portugal". Um único senão. "Não são comestíveis. Não as apanhem."



O relógio marca 16.00, as visitas terminam (são retomadas nos próximos dias 8, 9 e 10 e depois 13 e 14) para dar lugar ao culto religioso.
Ramo minoritário dentro de um ramo minoritário do Islão (os xiismo) e os mais liberais, os ismaelitas reconhecem Karim Aga Khan IV como descendente do profeta Maomé (através do casamento de Ali, seu primo, com a filha, Fátima).
Aga Khan assumiu a liderança do Imamat Ismaili em 1957, após a morte do avô. Tinha 20 anos. Fundou entretanto a Rede Aga Khan para o desenvolvimento (AKDN, na sigla inglesa), um conjunto de agências humanitárias, entre elas a Fundação Aga Khan Portugal.
Em Portugal, a comunidade ismaelita, um ramo de um ramo do Islão, tem entre 8 e 10 mil pessoas. Aumentou em número depois da independência de Moçambique, onde existia uma ampla comunidade, que, por sua vez, migrou da Índia.
https://www.dn.pt/cidades/interior/45-mil-ismaelitas-encontram-se-em-lisboa-para-celebrar-aga-khan-9550107.html

11/07/2018

3.670.(10jul2018.7.7') Maria de Lourdes Pintasilgo

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Nasce a 18jan1930
e morre a 10jul2004
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10 de Julho de 2004: Morre Maria de Lourdes Pintasilgo, engenheira química, primeira-ministra no V Governo Constitucional

Política portuguesa, Maria de Lourdes Ruivo da Silva Pintasilgo nasceu a 18 de janeiro de 1930, em Abrantes, e faleceu a 10 de julho de 2004, em Lisboa. 
Tendo-se mudado para Lisboa, aos 12 anos era já, no Liceu Filipa de Vilhena, responsável por todo o núcleo do Movimento Feminino Português. Em 1947 ingressou no Instituto Superior Técnico para tirar o curso de Engenharia Química. Em 1961, na Holanda, dedicou-se por inteiro ao movimento religioso Chamamento do Graal.
Regressou a Portugal em 1969 e dois anos depois foi convidada a representar Portugal na Organização das Nações Unidas, o que aceitou. Em 1974, recebeu a Revolução de abril com entusiasmo, tendo sido secretária de Estado da Segurança Social do Primeiro Governo Provisório. Devido à crise política instalada, foi convidada pelo presidente da República António Ramalho Eanes para o cargo de primeiro-ministro, que exerceu durante cem dias, em 1979.

Em 1983, fundou o Movimento para o Aprofundamento da Democracia (MAD). Dois anos mais tarde e após vários contactos, entre os quais com Ramalho Eanes, Maria de Lourdes Pintasilgo foi candidata à Presidência da República, vindo a ser derrotada na primeira volta das eleições.
Após a derrota, de uma maneira geral, dedicou-se à reflexão política (sem filiação em qualquer partido) e à intervenção em movimentos católicos. Presidiu à Comissão Internacional para a População e Qualidade de Vida e ao "Comité des Sages" da Comissão Europeia.

Publicou várias obras, como Sulcos do Nosso Querer Comum (1980), Imaginar a Igreja (1980) e Os Novos Feminismos: Interrogação para Cristãos (1981).
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)
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https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/07/10-de-julho-de-2004-morre-maria-de.html
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09/07/2018

5.800.(9jul2018.10.44') Marc Chagall

Nasceu a 7jul1887
e morreu a 28mar1985
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07 de Julho de 1887: Nasce o pintor Marc Chagall

Pintor, gravador, decorador francês de origem russa, nasceu a 7 de  Julho de 1887, em Vitebsk, numa família judia. Estudou pintura em São Petersburgo e, de 1910 a 1914, em Paris. Esta estadia na capital francesa revelou-se fundamental para a sua formação artística. O Fauvismo e o Surrealismo, em particular, influenciaram as cores profundas do seu estilo, mas à arte popular russa foi buscar a fantasia e a simplicidade dos temas. De visita à sua terra natal, a Primeira Grande Guerra impediu-o de voltar a Paris. Casou-se com Bella Rosenfeld e esta ligação inspirou-lhe novos motivos para a sua pintura. Depois da revolução de  Outubro, tornou-se  director da academia de arte de Vitebsk. Em Moscovo, onde se instalou em 1919, pintou uma série de murais para o Teatro Judeu, mas o novo clima político tornou-se-lhe rapidamente desfavorável. Voltou a Paris, sendo muito bem acolhido pelos surrealistas, que encontram afinidades entre as  concepções do Surrealismo e o universo onírico e fabuloso que habita a obra de Chagall. Nas décadas seguintes dedicou-se à gravura, ilustrando Almas Mortas de Gogol, as Fábulas de La Fontaine e a Bíblia. Um dos seus  projectos mais importantes, foram os desenhos para os vitrais da sinagoga da clínica de Hadassah, em Jerusalém, sobre o tema das doze tribos de Israel (1960-61). Concebeu ainda um  projecto de mosaicos para o Banco Nacional de Chicago, os murais do  tecto da Ópera de Paris e da Ópera de Nova Iorque, as janelas da Catedral de Metz e do edifício da Nações Unidas em Nova Iorque. Em Nice, as pinturas que correspondem à Mensagem Bíblica estão patentes no Museu Nacional. Vem a falecer em Saint-Paul-de-Vance, na Riviera Francesa, a 28 de  Março de 1985. Chagall criou um mundo sem densidade nem peso físico, sobrenatural, com base em elementos líricos como ramos de flores, pares de namorados, violinos e artistas de circo flutuando através do espaço e do tempo.
Marc Chagall. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Marc Chagall 1941.jpg
Marc Chagall - Carl van Vechten
Arquivo: Pen Yury - Retrato de Marc Chagall.jpg
Retrato de Marc Chagall - Pen Yury

Arquivo: Fiddler.jpg Imagem-Chagall

O Violinista - Marc Chagall

https://www.youtube.com/watch?v=DxYOwsuzEEU
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/07/07-de-julho-de-1887-nasce-o-pintor-marc.html
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5.989.(9jul2018.10.33') Óscar Carmona

Nasci no dia em que Óscar Carmona morreu...
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Foi o Presidente da República que mais anos exerceu: muito mal esteve
acompanhando o pior do Estado Novo de Salazar!
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Nasceu a
e morreu a 18abril1951
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09 de Julho de 1926: Óscar Carmona assume a Presidência da República Portuguesa.

É já com o golpe de 28 de Maio em andamento que Óscar Carmona se decide a intervir no derrube da I República. Rapidamente, assume a liderança dos acontecimentos, tornando-se no "homem forte" da nova situação política. Presidente da República por decreto de 1926, recorre às urnas, em 1928, para legitimar o seu poder. Cria condições para a entrada de Oliveira Salazar nos governos da Ditadura, permite a sua ascensão e vê-se, por este, ultrapassado. Em 1935, será eleito Presidente da República de acordo com as regras da nova Constituição, cumprindo mandatos sucessivos, vindo a morrer no exercício de funções.

Óscar Carmona nasce em Lisboa, a 24 de Novembro de 1869, filho de Inácio Maria Machado de Morais Carmona (general do Exército) e de Maria Inês de Fragoso Côrte-Real.

Passa grande parte da infância em Chaves, junto do seu avô paterno, Leonel Joaquim Machado Carmona. É nessa cidade que completa a instrução primária em Chaves. Feito o exame complementar em Vila Real, ingressa no Colégio Militar com 13 anos e completa os estudos secundários em Agosto de 1888. Frequenta a Escola Politécnica de Lisboa durante dois anos. Em 1890, entra para a Escola do Exército, concluindo o Curso de Cavalaria em 1892, com uma menção honrosa por ter obtido a melhor classificação do seu ano.

A 3 de Janeiro de 1914, casa em Lisboa com Maria do Carmo Ferreira da Silva, natural de Chaves, de quem tinha já três filhos. Viviam juntos há mais de uma dezena de anos. ]

Em 1928, após a sua primeira eleição para a Presidência da República, passa a residir no Palácio da Cidadela de Cascais, até 1945, ano em que estabelece residência no Palácio Nacional de Belém. No período que habitava o Palácio da Cidadela, deslocava-se frequentemente para Belém através do comboio da linha de Cascais.

Terminado o Curso de Cavalaria, Óscar Carmona é colocado na Escola Prática de Equitação, em Vila Viçosa com a patente de 1.º sargento aspirante a oficial.

É sucessivamente promovido a alferes (1894), tenente (1899), capitão (1907), major (1913), tenente-coronel (1916), coronel (1919), general (1922) e marechal (1947).

Em 1894 é colocado em Chaves, no Regimento de Cavalaria nº 6. Durante as primeiras décadas do século XX, ocupa vários postos militares, em diferentes unidades. Em 1902 é elevado a "cavaleiro da ordem de São Tiago do mérito científico, literário e artístico" por "manifestações de subido mérito em topografia". Em 1906 é-lhe atribuída "a medalha de prata da classe de bons serviços". Em 1907 faz o tirocínio para a promoção ao posto de capitão e fica colocado na Escola Prática de Cavalaria, em Torres Novas.

Após a implantação da República, a 15 Outubro de 1910, é nomeado vogal da Comissão de Reorganização do Exército e, três anos depois, assume funções como instrutor da Escola Central de Oficiais, em Mafra (1913-1914). O apoio a Sidónio Pais valer-lhe-á a nomeação para comandante da Escola Prática de Cavalaria em Torres Novas (1918-1922). A sua posterior e rápida promoção a coronel e a chegada à chefia da 4.ª Divisão Militar (Évora), entre 1922-1925, constitui o primeiro passo no sentido de se tornar o futuro homem consensual da Ditadura Militar e do Estado Novo.

Até ao golpe de 28 de Maio de 1926, ocupa a pasta da Guerra no Ministério de António Ginestal Machado (1923) e participa como promotor de Justiça em vários julgamentos militares resultantes das múltiplas revoltas que ocorrem na fase final da I República. Assim acontece no caso dos implicados na "Noite Sangrenta", de 19 de Outubro de 1921, e com os participantes na Revolta Outubrista.

Mas será com o julgamento dos militares implicados no movimento militar de 18 de Abril de 1925 que ganhará notoriedade ao proferir a célebre frase "A Pátria doente manda acusar e julgar neste tribunal os seus filhos mais dilectos!". Com o seu discurso, Carmona, invertendo os papéis, coloca o regime republicano no banco dos réus e consegue a absolvição dos militares acusados. Esta atitude custa-lhe, no entanto, o comando da 4.ª Divisão Militar, sendo colocado na Inspecção-Geral de Material de Guerra. Retomará o comando das tropas no decurso do golpe militar de 28 de Maio de 1926.

Tendo cultivado a imagem de "não-político", Carmona conseguiu passar todo o período da I República com uma posição de neutralidade, que lhe valeu a possibilidade de a qualquer momento manter boas relações com os diferentes pólos políticos que se digladiavam. No entanto, data do período do Ultimatum (1890) a sua adesão ao republicanismo. Provavelmente ainda antes do final do século adere à Maçonaria - instituição onde nunca ascendeu na hierarquia -, mas durante a revolução republicana, em 1910, mantém-se à margem dos acontecimentos. O seu desinteresse pela política vai ao ponto de nunca ter exercido o seu direito de voto durante a I República.

A sua primeira participação política de relevo é a aceitação do cargo de secretário do ministro da Guerra na ditadura de Pimenta de Castro. Quando esta é derrubada, Carmona é preso, mas sem consequências, até porque logo no ano seguinte assume - como vimos - o comando do Regimento de Cavalaria nº 2, em Lisboa.

Depois de no período de Sidónio Pais (1917 - 1918) lhe ter prestado o seu apoio, Carmona virá a ter, em 1923, uma curta passagem pelo Ministério da Guerra, no governo liderado por Ginestal Machado.



Contactado por Mendes Cabeçadas para integrar o movimento militar de 28 de Maio, Óscar Carmona não adere, aguardando por um sinal do grupo de Sinel de Cordes, que apenas chega no dia 30. Logo no dia seguinte, assume, em Évora, o comando da 4.ª Divisão Militar, juntando-se finalmente ao movimento. Torna-se, ao lado de Mendes Cabeçadas e de Gomes da Costa, um dos elementos do triunvirato que sai vitorioso da revolta.

Antes de exercer as funções de Presidente da República, por decreto datado de 26 de Novembro de 1926, Óscar Carmona torna-se ministro dos Negócios Estrangeiros (Junho) - onde tem como principal missão assegurar o reconhecimento internacional da ditadura militar - no governo liderado por Gomes da Costa, e assume a pasta da Guerra e a Presidência do Ministério (ambos em Julho), após o derrube deste.

Como resultado dos primeiros confrontos no interior da Ditadura Militar nascida do 28 de Maio de 1926, são sucessivamente afastados Mendes Cabeçadas e Gomes da Costa. A 9 de Julho, Óscar Carmona assume a presidência do Ministério.

À semelhança de Gomes da Costa, também Carmona passará a exercer, na qualidade de presidente do Ministério, as funções de Presidente da República. A partir de Novembro de 1926, com a publicação do Decreto n.º 12 740, oficializa-se a sua posição como Chefe do Estado, tendo poderes para nomear os ministros, declarar o estado de sítio, negociar tratados, indultar e comutar penas.

A 29 de Novembro toma posse das novas funções, a título interino e enquanto não for eleito o titular do cargo de Presidente da República. A cerimónia realiza-se no Palácio do Congresso. Apesar de ser um período bastante conturbado do ponto de vista político, com diversas tentativas de reinstaurar a democracia parlamentar, Carmona mantém-se no poder, e apesar de ser por muitos considerado um líder com falta de carisma, não deixa de ser um factor de união no seio das Forças Armadas, e como tal garante de estabilidade da Ditadura Militar.

Em 1928 a necessidade de legitimar o novo poder leva à convocação de eleições presidenciais. Único candidato, Carmona conta com o apoio de parte do Partido Democrático e da União Liberal Republicana.

Carmona é eleito Presidente da República, com mais de 760 mil votos, para um mandato de cinco anos (25 de Março de 1928). No dia 15 de Abril de 1928, presta compromisso de honra na antiga sala da Câmara dos Deputados. O primeiro governo a tomar posse após a eleição presidencial, liderado pelo general Vicente de Freitas, integra já, como ministro das Finanças, António de Oliveira Salazar, que consegue que o seu ministério disponha de total autonomia perante o governo. Carmona protege Salazar dos diversos ataques de que é alvo no seio da ditadura militar, até lhe entregar a Presidência do Conselho de Ministros, em 1932.

Em 1933, a Constituição Política do Estado Novo alarga o seu mandato por mais dois anos. A possibilidade de reeleição do Presidente da República é uma das questões que Salazar mantém em aberto até à última hora da definição do texto a ser aprovado por plebiscito, no que não deixa de ser uma "demonstração de força" perante Carmona. Feita essa concessão, é sucessivamente reeleito em 1935, 1942 e 1949.

Se a eleição de 1935 se faz sem que exista qualquer oposição, interna ou externa ao regime, da posição de Carmona, e sem que se suscite um grande interesse à sua volta, a sua reeleição para um terceiro mandato, em 1942 - e portanto em plena 2ª Guerra Mundial - é marcada pela divisão dentro do regime, entre os apoiantes dos aliados, e os germanófilos. Os últimos pretendem a eleição de Salazar como Chefe do Estado, e o afastamento de Carmona, declarado apoiante do primeiro grupo. Acaba no entanto por ser o escolhido de Salazar e a sua eleição é feita com um apoio que surpreende até o chefe do governo.

Na eleição Presidencial de 1949, marcada pela animosidade existente entre Carmona e Salazar durante o mandato anterior, é colocada a questão da possível substituição do Presidente da República. No entanto, as alternativas não apresentam viabilidade. A eleição de Salazar volta a ser colocada, mas o Presidente do Conselho recusa. É também colocada a hipótese de candidatura de Américo Tomás. No entanto, Carmona é novamente o candidato do regime, muito pelo papel que continua a desempenhar de garantia da unidade nas Forças Armadas. Esta última eleição é a primeira em que os movimentos oposicionistas conseguem lançar uma candidatura - do general Norton de Matos - em cuja campanha é possível encontrar nomes como os de Mário Soares e Salgado Zenha, à época presidente da Associação Académica de Coimbra. No dia anterior à eleição (12 de Fevereiro), é anunciada a retirada da candidatura, por falta de condições de liberdade. No dia da eleição vários dos seus apoiantes são detidos.

Óscar Carmona será o Presidente da República que mais tempo estará no poder, ocupando ininterruptamente a presidência entre 1926 e 1951, ano da sua morte.

Durante o seu longo mandato realiza apenas duas viagens ao estrangeiro: em 1929, visita Espanha e, dez anos depois, a União da África do Sul.

Como chefe do Estado, percorre todo o país, do Algarve (1932 e 1934) ao Porto (1932 e 1937), passando por Portalegre (1932), Madeira (1938), Açores (1941) e Seixal (1943). Num regime que faz das possessões coloniais um dos seus sustentáculos, as suas visitas a São Tomé e Príncipe e Angola, em 1938, e a Cabo Verde, Moçambique e Angola, no ano seguinte, revestem-se de grande importância política, para além da carga simbólica.

O seu terceiro mandato como Presidente da República (1942 - 1949) é marcado pelo ressurgimento de alguns movimentos oposicionistas, muitos deles no seio da instituição militar. Estes tiverem como estratégia primordial, na maioria dos casos, a criação de condições para que Carmona pudesse afastar Salazar da Presidência do Conselho. O acolhimento dado por Carmona a diversos movimentos reivindicativos e representantes da oposição são suficientes para que Salazar coloque a possibilidade de mudança de regime, de forma a não ter que enfrentar em 1949 uma nova eleição presidencial. A tensão entre Carmona e Salazar, no período final da Guerra, é já evidente, com o Presidente do Conselho tomando decisões à revelia do Chefe do Estado (remodelação governamental, entre outras medidas). A resistência de Salazar à concessão de facilidades às forças aliadas nos Açores, bem como a sua tardia anuência ao embargo da venda de volfrâmio à Alemanha nazi, são factores que agravam a relação entre ambos.

Em 1945, é criada a Organização Militar de Libertação Nacional, que junta alguns militares em volta do almirante Mendes Cabeçadas, à época comandante da base do Alfeite. Se inicialmente Carmona parecia estar do lado dos revolucionários, as promessas de Salazar, de abertura do regime, acabam por fazer o Presidente da República recuar, e rejeitar o apoio ao movimento. No entanto, Carmona não abandona a sua posição de independência, estabelecendo contactos com diversos elementos da oposição democrática. Em 1946 constitui-se a Junta Militar de Libertação Nacional, movimento oposicionista, novamente liderado por Mendes Cabeçadas, com o apoio implícito de Óscar Carmona, que o chega a receber em audiência particular a este propósito. Esta movimento coloca em marcha uma tentativa de golpe de Estado, entretanto abortada, a 10 de Abril de 1947. Apesar da sua cumplicidade com os golpistas, Carmona recebe, nesse mesmo ano, o bastão de marechal, gesto do chefe de Governo que tem como objectivo o apaziguamento das relações entre ambos. No julgamento dos envolvidos no golpe de Abril de 1947, a estratégia da defesa passa pela implicação de Carmona no golpe. Este, no entanto, nega qualquer envolvimento.

Na sua última reeleição, em 1949, largos sectores da oposição avançam com a candidatura oposicionista do general Norton de Matos. Mas não seria desta vez que o regime "teria de medir forças" com a oposição, uma vez que - como vimos - Norton de Matos retira a sua candidatura um dia antes das eleições, alegando falta de condições para a realização de um acto eleitoral livre e isento.

Morre no dia 18 de Abril de 1951, no Palácio de Belém, no exercício das suas funções, realizando-se o seu funeral no Mosteiro dos Jerónimos. Menos de dois anos antes (20 de Abril de 1949), havia tomado posse após mais uma reeleição.
wikipedia (imagens)

 
Óscar Carmona e Salazar
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/07/09-de-julho-de-1926-oscar-carmona.html
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 Ricardo Rodrigues: CURIOSIDADES:
Das poucas figuras do Estado Novo que não foi afastada da toponímia nacional (veja-se o caso da ponte que liga as duas margens do Tejo, em Vila Franca de Xira) e provavelmente a última pessoa, em Portugal, cujo casamento católico foi celebrado na forma secreta (era apenas casado civilmente quando assumiu o cargo).

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6.526.(9jul2018.10.10') Asteróides...Dia Internacional do Asteróide...

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 30 de Junho de 1908...
 Russia-CIA WFB Map--Tunguska.png
 Em Tunguska, Sibéria Central, perto das 7 horas da manhã, um asteróide explode a 6 km de altitude libertando a energia equivalente entre 5 a 30 megatoneladas de TNT, estimando-se a explosão, 1000 vezes mais poderosa que a a bomba de Hiroshima. Por poucos minutos, uma grande cidade europeia da Europa Central ou Oriental escapa a ser obliterada do mapa!
Por isso, a ONU celebra nesta data o Dia Internacional do Asteróide. #AsteroidDay2018
 https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Evento_de_Tunguska
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06/07/2018

8.056.(6jul2018.10.55') José Relvas...Casa dos Patudos...Alpiarça...

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Nasceu a 5mar1858 na Golegã
e morreu a 31ouTUbro1929 em Alpiarça
teve a infelicidade de ver 2 filhos morrerem com a febre tifóide
e o 3º ter-se suicidado
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o EXTRAORDINÁRIO ESPÓLIO em pintura  e... que deixou à Câmara de Alpiarça!!!
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amizades com os grandes José Malhoa, Columbano
arq. Raul Lino fez a casa dos Patudos e criou vários móveis/candelabros...(o mesmo do prédio onde trabalhei os últimos anos: CFAE)
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Leu a proclamação da República
na varanda da Câmara de Lisboa
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Inconstante ou não gostou da actividade política?
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biografia de José Relvas
Filho de Carlos Relvas, cavaleiro tauromáquico, granadeiro e fotógrafo e de Margarida Amália de Azevedo Relvas. José Relvas herdou do pai uma educação de elite e um vasto conjunto de propriedades agrícolas ocupando-se da sua gestão.

Após duas décadas, tornou-se um dos mais abastados agricultores da região, uma voz respeitada na defesa dos interesses da viticultura ribatejana e um critico das políticas agrícolas.
O interesse de José Relvas pelo Republicanismo surgiu, em consequência de uma reacção política, provocada por uma intervenção do governo de João Franco no regime de privilégios do vinho do Porto.
No Ribatejo, Relvas dirigiu comícios de grande dimensão, liderando o descontentamento dos agricultores ribatejanos pelas medidas de protecção ao vinho licoroso do Douro.
Alpiarça foi uma das sedes de protesto e José Relvas deu “voz” a essas mesmas.
Em Abril de 1908, presidiu à 1ª sessão do Congresso do Partido Republicano, realizado em Coimbra, após o regicídio, no qual se deu um confronto estratégico entre os defensores de tomada de poder por via gradualista e adeptos da via revolucionária.
Em 1909,ganhou o Congresso realizado em Setúbal sustentando as ideias dos defensores da via revolucionária. Após a vitória no Congresso de Setúbal, destitui o antigo Directório e recebeu autorização dos congressistas para preparar a revolução.
Relva tem igualmente uma participação importante nas operações de 3 a 5 de Outubro de 1910 pois, assumiu o comando político da revolução a partir do “quartel-general” do jornal “ A Luta”. Coube a José Relvas anunciar a queda da monarquia e a constituição de um Governo Provisório, da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa.
Posteriormente, a 11 de Outubro de 1910 é nomeado para o Governo como Ministro das Finanças. Nesta área, a sua acção seria dominada pelo princípio da contenção da despesa pública. Teve uma importante participação na estabilização do mercado financeiro e foi o autor da reforma monetária que fez circular o escudo até à recente adopção do euro.
João Chagas, que teve influência na sua nomeação para o Governo Provisório, solicitou-lhe que ocupasse a legação em Madrid. José Relvas desempenhou pois as funções de embaixador em Madrid, entre Novembro de 1911 e princípios de 1914. Em Madrid, aplicou-se determinadamente a convencer as autoridades governativas e o próprio monarca, Afonso XIII, das vantagens de um bom relacionamento com as autoridades portuguesas e das intenções destas em separar qualquer divergência no plano político-ideológico da necessária convergência na estabilidade peninsular. Porém, José Relvas, tinha como objectivo desincentivar quaisquer tentações de a diplomacia espanhola procurar um quadro de relacionamento externo e contrário daquele em que Portugal se encontrava.
Em Setembro de 1912, Relvas viu concluído com êxito os seus esforços no sentido de celebrar um acordo de expulsão dos portugueses que em Espanha desenvolvessem actividades contra a legalidade constitucional em Portugal.
Em 1914, regressou a Portugal e ocupou o seu lugar de Senador por Viseu, funções que lhe cabiam desde a transformação da Assembleia Constituinte em Congresso. Em 1915, porém, considerando não existirem condições para exercer o seu mandato, afastou-se da política activa, mantendo-se porém junto de um pequeno círculo de reflexão e contacto políticos.
Aquando a queda do Governo Sidonista, foi chamado para organizar o Governo.
Aceitou o desafio, definindo duas metas: participar nas negociações internacionais que se seguiam ao armistício e apaziguar a situação política interna. Optou, assim, por um Governo de coligação, chamando os Sidonista moderados e os socialistas, além dos partidos republicanos.
Esta solução consolidaria a posição internacional do Governo e alargaria a base de apoio republicano na luta contra os monárquicos. Em ambos os casos, a fórmula foi bem sucedida.
O ano de 1919 seria igualmente devastador para Relvas no plano pessoal, com o suicídio de seu filho, Carlos. A partir de então, aplicou a sua energia no desenvolvimento das empresas (produção, transporte e comercialização de produtos agrícolas, designadamente vinhos) e na organização de uma vasta colecção de objectos de arte, porventura das mais significativas do período e certamente das mais valiosas de Portugal.



Bibliografia
Serra B. João. (2006). José Relvas e a Republica, disponível em URL: http://www.cidadeimaginaria.org

http://historia-geografia-portugal.wikispaces.com/Jos%C3%A9+Relvas
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 José Relvas


















Quem foi?José Relvas nasceu a 5 de Março de 1858, na Golegã e faleceu a 31 de Outubro de 1929, na casa dos Patudos, em Alpiarça. A Assembleia da República prestou-lhe homenagem em 2008. Era filho de Carlos Relvas e de D. Margarida Amália de Azevedo Relvas.
Matriculou-se na Universidade de Coimbra na faculdade de Direito, a qual só frequentou até ao segundo ano. Ao abandonar o seu curso anterior foi para o Curso Superior de Letras que concluiu em 1880.
Mais tarde (por volta de 1930), José Relvas juntou-se ao Partido Republicano por causa da crise política provocada pela chamada ao poder, por parte do rei D. Carlos e do ministro João Franco.
A 5 de Outubro de 1910, foi escolhido para proclamar a República, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Escolheram-no porque era um membro do directório, e um dos dirigentes “mais antigos” do Partido Republicano Português
Foi Ministro das Finanças do governo provisório de 12 de Outubro de 1910 a 1911, sendo ele o responsável pela introdução da reforma monetária que criou o escudo.
Depois exerceu o cargo de Embaixador de Portugal, substituindo o Sr. Dr. Augusto Vasconcelos, em Espanha entre 1911 e 1914. Regressou a Portugal a fim de assumir o seu lugar no Senado que acabou por resignar em 1915.
José Relvas, nos anos seguintes, esteve muito afastado da actividade política dedicando-se aos seus negócios, até ter sido nomeado primeiro-ministro, a 27 de Janeiro de 1919, tendo exercido aquele cargo até 30 de Março do mesmo ano.

As suas obras:Escreveu…
• Conferência sobre questões económicas – feita no Centro Comercial do Porto em 1910, publicada e impressa na tipografia Bayard.
• Memórias políticas (2 volumes), Terra Livre, entre 1977 e 1978.
• Cartas de José Relvas a António Macieira, Câmara Municipal de Alpiarça, em 1981.
• O Direito Feudal – tese que José Relvas apresentou na prova final do curso.
• As Constituintes de 1911 e os seus deputados.

Bibliografia:
• http://1.bp.blogspot.com/_csva7PFVgLg/SH_iSdFu7WI/AAAAAAAABbo/BT1xj7ku9-0/s400/Jose_Relvas4.JPG
• http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Mascarenhas_Relvas
• http://4.bp.blogspot.com/_dMk5Rmt0EyI/S5VKeMw8v9I/AAAAAAAAGY0/pXeIRvcnpBA/s320/JOS%C3%89+RELVAS1.jpg

Trabalho realizado por : Mafalda Gonçalves Nº 17 6ºD

http://cemanosderepublica.blogspot.com/2010/07/jose-relvas-quem-foi-jose-relvas-nasceu.html
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Fundação José Relvas em Alpiarça

 http://fundacaojoserelvas.pt/fundacaojoserelvas/wp-content/uploads/2016/08/Newsletter-1_2016-2.pdf
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Casa dos Patudos em Alpiarça
Museu Municipal
Casa onde viveu José Relvas
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 Documentário dedicado à Casa dos Patudos, em Alpiarça, obra do arquitecto Raul Lino e que pertenceu ao político republicano José Relvas. Aí se encontra o Museu onde se conserva o rico espólio familiar de Relvas, integrando além da sua importante biblioteca pessoal, obras de pintura e escultura de nomes como Malhoa, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, Josefa de Óbidos, Teixeira Lopes e Soares dos Reis, bem como coleções de azulejaria, faiança, e outras artes decorativas.
 https://arquivos.rtp.pt/conteudos/casa-dos-patudos/
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 Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça
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domingo, 1 de maio de 2016


Peça do mês – Maio

                                                                         
 Narcisos

Óleo sobre Tela

S.d.

Sousa Lopes

72,1 cm x 42,8 cm

CP – MA

Inv. Nº 84.692

O pintor Sousa Lopes Nasceu em Leiria em 1879. Formou-se na Academia de Belas Arte de Lisboa e foi bolseiro em Paris onde estudou com Fernand Cormon. Expôs em 1906, 1907 e 1912 no Salon de Paris. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi artista oficial do Corpo Expedicionário Português, período que inspirou a sua produção pictórica posterior. Destaca-se seguidamente com a sua pintura de cariz modernista, embora sem integrar o movimento. Sousa Lopes foi Director do Museu Nacional de Arte Contemporânea de 1929 a 1944, sucedendo a Columbano Bordalo Pinheiro.

A pintura Narcisos representa uma mulher com flores de narciso apanhando o seu cabelo. A figura feminina está representada de perfil, encostada ao que poderá ser uma parede, sobre a qual a luz de frente, fazendo parecer que esta se posiciona em frente a uma janela, através da qual a mulher olha.

A luz reflecte-se no seu corpo e roupas, fazendo destacar-se o tecido vermelho que segura com a mão. O tecido envolve o seu corpo, descaindo do seu ombro, revelando as suas costas e parte do seu vestido azul.

A paleta cromática é vibrante e contrastante, especialmente devido aos efeitos de luz e sombra criados pelo artista. A expressão da mulher é pensativa e de contemplação.

http://casadospatudos.blogspot.com/
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a irmã de José Relvas...

O grande amor de Clementina Relvas, irmã de José Relvas


 Um pouco da história de Clementina Relvas (irmã de José Relvas) 



Clementina Relvas
ESTÓRIAS DA HISTÓRIA

Carlos Relvas (na Golegã) e José Relvas ( em Alpiarça), pai e filho, têm uma história familiar que daria um extraordinário filme se Hollyood soubesse deles. Não deu filme mas deu romance: Alves Redol ter-se-á inspirado numa lenda ligada à vida de Carlos Relvas para o enredo amoroso desse belíssimo e esquecido "Barranco de Cegos".
Há dias revi a casa-ateliê de fotografia de C. Relvas, na Golegã e recordei parte dessa história. Edifício lindíssimo de conteúdo relevante para a história da fotografia mundial. O lado escandaloso, porém, nunca é referido, o que está certo para a memória dos mortos que já não podem justificar-se mas deixa a salivar o instinto mórbido do visitante.
«Chamo-me Rita Correia Relvas e o meu Bisavô Chamava-se Alfredo da Costa Relvas casado com Ana Maria Miranda. Tiveram três filhos, Leopoldina Miranda Relvas, António Miranda Relvas e Luís da Costa Relvas. O avô deles Chamava-se António Nunes da Costa, tendo adoptado o apelido Relvas depois de ter trabalhado na casa de Carlos Relvas (Fotógrafo) na Golegã. Baptizou os seus filhos com o apelido "da Costa Relvas". Foi assassinado na Golegã a mando de Carlos Relvas por se ter envolvido com a sua filha Clementina Mascarenhas Relvas, já prometida para casamento com um descendente da família Costa Alemão. Foi encontrado passados muitos anos, aquando da construção do Tribunal da Golegã, emparedado numa propriedade da família Relvas. Foi identificado por um anel de ouro, oferecido por Clementina,com as suas iniciais e com o símbolo de um Joker, umas vez ser essa a função que desempenhava. Esta é a verdadeira origem do apelido Relvas na família Costa Relvas.
Surpreendeu-me a desfaçatez e este inútil desenterrar de esqueletos. Nem Carlos Relvas foi apenas "um fotógrafo" nem se percebe como o pretenso prevaricador teria direito ao apelido da família por ele ofendida e que, a crer nesta bisneta, teria sido assassinado e emparedado na casa do pai de Clementina.
Carlos Relvas e os filhos existiram, sim, e um deles, José Relvas, foi o célebre republicano que viveu na Casa dos Patudos de Alpiarça, que fez parte do Directório que preparou a implantação da República, e que a proclamou à varanda do Município de Lisboa, em 5 de Outubro de 1910.

Carlos Relvas, a mulher Margarida Relvas e os filhos: José, Francisco e Clementina.

Infelizmente é pelo desenterrar de esqueletos, mesmo por vezes dolorosa, que se aprofunda a verdade histórica

Como descendente da família Relvas (Carlos Relvas é meu tetravô), não pude deixar de comentar. Há, de facto, diversos descendentes de Carlos Relvas, embora nenhum já por varonia, pois a única descendência provêm por via feminina de sua filha Margarida. Há uma espécie de lenda sobre os amores da outra filha Clementina, algumas apontando para o facto de um servidor da Casa Relvas ter sido morto a seu mando por se ter relacionado com a infeliz rapariga. Parece que a sua vida não terá sido muito normal, contando-se a história de ser vista a pedir em Lisboa. No entanto, são histórias que nunca ouvi confirmadas. O que parece ter de facto acontecido foi esta menina ter sido repudiada por seu marido. Talvez um dia consiga revelar esta trama, de tantas outras que se teceram sobre esta romântica família, em que vários dos seus membros se destacaram por gloriosas virtudes e feitos, mas também por outras histórias mais ou menos trágicas.



"Mas de Carlos Relvas não há descendentes directos. Os 3 netos filhos do Homem da República morreram todos uns menores, o maior pelo suicídio."
Talvez não seja bem assim. José Relvas teve relações extra conjugais e a minha família mantém um mistério de há 3 gerações... a comprovar-se quem escreve estas linhas é o trineto deste senhor, não só em descendência directa como de uma filha mais velha (nascida a 1881) do que os filhos oficiais...


 Realmente é verdade essa história triste. Felizmente Carlos Relvas é mais conhecido pelo seu legado artístico que por ter sido um assassino, ter deserdado a filha mais velha e tê-la deixado a apodrecer a pedir numa igreja de Lisboa lá para os lados do Chiado. Clementina pagou caro o seu amor pelo Costa. Mentalidades… Quanto aos nomes Relvas, há muitos... Mas de Carlos Relvas não há descendentes directos. Os 3 netos filhos do Homem da República morreram todos uns menores, o maior pelo suicídio. A haver descendentes seriam apenas os seus netos filhos da filha mais nova Margarida Relvas Navarro (pelo casamento com Alberto Navarro, um médico do norte) que herdou todas as propriedades para os lados de Riachos/Torres Novas. José Relvas o republicano, separou-se do pai e saiu da Golegã para Alpiarça devido ao segundo casamento do pai. Carlos Relvas casou pela segunda vez a pouco mais de um ano da morte da sua mulher Dona Margarida Relvas, adorada pelo povo da Golegã. Esse 2º casamento odiado, com uma mulher já também viúva de outros casamentos, obrigou a partilhas em vida e a mais separações... C. Relvas transforma então a Casa-Estúdio em habitação e passa lá a viver com a segunda mulher. Finalmente essa mulher novamente viúva depois da morte de Carlos Relvas, destrói, vende ou faz desaparecer a maior parte do património fotográfico, nomeadamente os nús femininos de Relvas que deveriam ser numerosíssimos. Salva-se finalmente a acção da filha (apenas filha dessa segunda mulher) que herdou a Casa-Estúdio de Relvas e depois de anos de destruição e abandono, fez então uma doação do edifício à Câmara. É assim... 

NR: Recolhas levadas a efeitos pelo JA. 
Fontes: http://aorodardotempo.blogspot.pt/
http://sertaprincesadabeira.blogspot.pt http://jornalalpiarcense.blogspot.com/2014/03/o-grande-amor-de-clementina-relvas-irma.html
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