17/01/2019

8.782.(17jan2019.9.9') Crápulas...Gangster

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mafiosos
 https://www.youtube.com/watch?v=SpgyvP9j5rQ
 mafiosas
https://www.youtube.com/watch?v=nTaihEc1PQQ
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Capone...
 https://www.youtube.com/watch?v=BKh3YMEkHHU
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Os intocáveis
 https://www.youtube.com/watch?v=u3AUxnzuNKs&list=PLDBfiNn3GykfSAmL1AkMGON-gyBOJw38F
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17 de Janeiro de 1899: Nasce Al Capone, gângster norte americano

Gângster norte-americano, Alphonsus Gabriel Capone, que ficou conhecido por Al Capone, nasceu a 17 de Janeiro de 1899 em Brooklyn, Nova Iorque, no seio de uma família de imigrantes italianos que havia chegado aos Estados Unidos da América em 1894, e faleceu a 25 de Janeiro de 1947, na Florida. Também ficou conhecido por Scarface devido a uma cicatriz que tinha na cara.

Al Capone teve uma infância problemática e pertenceu a dois gangs de rua. Aos 14 anos foi expulso da escola por ter agredido um professor.


Depois trabalhou para o gângster Frankie Yale, que em 1919 o enviou para Chicago, onde, dois anos mais tarde, Capone se tornou no braço-direito de John Torrio. Este era o mentor de Yale e acabou por se retirar dos negócios depois de ter sido vítima de uma tentativa de assassinato por parte de membros de um grupo rival de gângsters.



Capone passou então a liderar os negócios da organização criminosa que rapidamente se expandiu, estendendo a sua actividade a outras cidades norte-americanas. O crescimento do gang deu-se, sobretudo, entre 1925 e 1930 em actividades como apostas ilegais, casas de jogos, clubes nocturnos, casas de prostituição, destilarias e cervejarias.




O primeiro assassinato atribuído a Capone ocorreu em 1923, quando terá abatido a tiro um homem que andava a incomodar um amigo seu.



A 28 de Fevereiro de 1929 ocorreu, a mando de Capone, o mais sangrento incidente entre bandos rivais. Determinado a eliminar o gângster Bugs Moran, enviou um grupo de homens mascarados de polícias para preparar uma cilada. Acabaram por ser abatidos seis homens de bandos rivais, mas Moran escapou por ter chegado atrasado. O caso ficou conhecido por Massacre de São Valentim.



Para tentar disfarçar a faceta de criminosos, Al Capone fazia donativos para escolas, dava boas gorjetas e convivia com jornalistas. Tentou ainda, através de uma reunião com os principais líderes de gangs de Chicago, chegar a um acordo para diminuir os índices de violência da cidade. Mas as tréguas só duraram dois meses,



Apesar de ser uma pessoa extremamente violenta e de estar associado a crimes de sangue, Capone foi condenado a onze anos de prisão, em 1931, por fuga aos impostos. O combate a Capone foi liderado pelo polícia Elliot Ness, que comandava um grupo a quem chamaram "Os Intocáveis".



Oito anos mais tarde, a pena foi revista e o gângster deixou a prisão devido ao seu debilitado estado de saúde, já que sofria de sífilis e de distúrbios mentais. Ainda apresentou algumas melhorias a partir de 1942, altura em que começou a ser tratado com penicilina, mas o seu estado mental estava irremediavelmente afectado.



A vida de Al Capone inspirou diversos realizadores de cinema e actores como Robert de Niro, Ben Gazzara, Rod Steiger e William Forsythe representaram o gângster. Capone foi também personagem no álbum Tintim na América, tendo sido a única vez em que apareceu uma personagem real num álbum do herói criado por Hergé.


Al Capone. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagem)



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Al Capone
Arquivo: AlCaponemugshotCPD.jpg
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16 de Janeiro de 1920: Entra em vigor nos Estados Unidos a Lei Seca

A chamada Lei Seca entra em vigor no dia 16 de Janeiro de 1920 por força da Emenda nº 18, ela estabelecia a proibição da produção, venda, transporte, importação e exportação de bebidas alcoólicas. Pouco depois inclusive a venda em bares e restaurantes foi banida. 

Vigente durante treze anos, a emenda tornou-se um enorme fracasso legislativo. Em vez de acabar com os problemas sociais atribuídos à bebida, a Lei Seca só os estimulou. A medida desmoralizou as autoridades e tornou-se um incentivo à corrupção. Cidades como Chicago e Nova Iorque viram a criminalidade explodir, enquanto a máfia enriquecia com o contrabando de álcool. 

Em todo o país, movimentos contra o consumo de bebidas estavam a surgir desde o século XIX. A campanha ganhou escala nacional resultando na aprovação da 18ª Emenda.  Meses depois  aprovou-se o Acto de Proibição Nacional, também designado Acto de Volstead, uma homenagem a Andrew Volstead, deputado que liderou a iniciativa. Era considerada "intoxicante" qualquer bebida que tivesse mais de 0,5% de álcool (as cervejas mais fracas têm cerca de 2%). 

Qual a razão para esta poderosa nação ter dado tanta importância aos malefícios da bebida? A resposta parece residir no protestantismo,  predominante nos EUA, e que fez emergir a ideia do "Destino Manifesto": os americanos seriam o povo eleito por Deus para guiar o mundo. 

Para manter a nação no caminho certo, a sobriedade deveria ser estabelecida por decreto. A eclosão da Primeira Guerra Mundial colocou, no entanto, o argumento decisivo na boca dos inimigos do álcool. Segundo eles, cereais, malte e açúcar, alimentos básicos, não poderiam ser desperdiçados no fabrico de bebidas alcóolicas em tempos de guerra. Cerveja e vinho seriam, além disso, produtos típicos da  inimiga Alemanha , o seu consumo, portanto, um acto pouco patriótico. 

Apesar de ter o apoio de muitos sectores da sociedade, a Lei Seca foi ignorada por milhões de norte-americanos. Muitos iam para o Canadá e voltavam com camiões cheios de bebida. Outros faziam no quintal o próprio uísque. Havia ainda quem se passasse por padre ou médico para obter litros de vinho sacramental ou de destilados medicinais. 

Rapidamente esta procura de álcool começou a ser atendida de forma organizada. Eram os gangsters da máfia italiana ou da máfia irlandesa. Antes da Lei Seca, estes mafiosos viviam do jogo e da prostituição. Passaram então a dominar também os milionários negócios com bebidas, corrompendo polícias, elegendo políticos e matando os seus concorrentes. 

Em Nova Iorque, o principal mafioso era o siciliano Joseph Bonanno, apontado como o inspirador de O Padrinho, baseado no livro de Mario Puzo e que se tornou um clássico do cinema. Já Dean O'Banion inundava o norte de Chicago com cerveja e uísque vindos do Canadá, enquanto Johnny Torrio contratava polícias para proteger os seus interesses no sul da cidade. 

Mas nenhum 
 gangster  foi tão lendário quanto Alphonse Capone. Filho de napolitanos, nasceu em 1899, em Nova Iorque. Conheceu Johnny Torrio aos 14 anos e, com a Lei Seca, passou a auxiliá-lo no contrabando de bebidas em Chicago. 

Quando o rival O'Banion resolveu enfrentá-los, foi morto por Al Capone. Em 1925, Torrio  aposentou-se, deixando Chicago inteira para "Al" Capone, que expandiu o seu ‘império’ para cidades como Saint Louis e Detroit. 

Em 1931, graças às investigações conduzidas pelo agente fiscal Eliot Ness, líder dos "Intocáveis", grupo de agentes que combatia a máfia, Capone passou cinco anos na prisão de Alcatraz, na Califórnia.
Opera Mundi 
wikipedia(Imagens)
Ficheiro:Prohibition agents destroying barrels of alcohol (United States, prohibition era) 2.jpg
Agentes do governo no acto de confiscar  bebidas clandestinas (Chicago, 1921)
Ficheiro:The Drunkard's Progress - Color.jpg
The Drunkard's Progress: Uma litografia de Nathaniel Currier apoiando o Movimento de Temperança. 
Janeiro de 1846
 
Prescrição para uso medicinal de bebida alcoólica

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/16-de-janeiro-de-1920-entra-em-vigor_16.html?fbclid=IwAR16HwjLlZIllCanOZX3SpXmTcRnmbHx4meEByHEN5nThz2Q9w1-gdWwbio
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16/01/2019

9.098.(16jan2019.9.9') Ivan o Terrível...

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Nasceu a 25aGOSTO1530...Kolormenskoye...perto de Moscovo
morreu a 16mar1584...Moscovo
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foi um filme que me marcou
do extraordinário realizador Sergei Eisenstein
  O único fragmento que restou do filme "Ivan, o Terrível parte III"...com legendas em português.
https://www.youtube.com/watch?v=Bunafh0zHV8
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16 de Janeiro de 1547: Ivan, O Terrível, é coroado Czar de todas as Rússias.

Nasceu em 25 de Agosto de 1530, em Kolomenskoye, perto de Moscovo [Rússia], morreu em 18 de Março de 1584, em Moscovo.
Grande príncipe de Moscovo (1533-84) foi o primeiro monarca a ser proclamado czar da Rússia, em 1547. O seu reinado viu a criação de um Estado russo centralizado e o início de um império.
Filho do grão-duque Vassili III de Moscovo e da sua segunda mulher, Yelena Glinskaya,  foi o penúltimo representante da dinastia Rurik. Em 4 de Dezembro de 1533, imediatamente após a morte de seu pai, tendo três anos de idade, Ivan foi proclamado grão-príncipe de Moscovo. A mãe regeu a Rússia em nome do filho até à sua morte em 1538, possivelmente por envenenamento. A morte dos pais serviu para reavivar as lutas das várias facções de nobres pelo controlo da pessoa do príncipe e do poder. Os anos 1538-47 foram, por isso, um período de conflitos sanguinários entre os vários clãs da casta guerreira dos boiardos. As lutas permanentes para o controlo do governo em detrimento do reino causou uma profunda impressão no grão-duque, craindo-lhe uma aversão aos boiardos que se manteve ao longo de toda a vida.
Em 16 de Janeiro de 1547, Ivan foi coroado czar e grão-príncipe de toda a Rússia. O título czar foi obtido a partir do título latim caesar (César) e foi traduzido pelos contemporâneos de Ivan como "imperador". Em Fevereiro de 1547 Ivan casou-se com Anastasiya Romanovna, tia-avó do futuro primeiro czar da dinastia Romanov.


Ivan foi grandemente influenciado, pelo menos desde 1542, pelas ideias do bispo metropolita de Moscovo, Makari, que incentivou o jovem czar a estabelecer, como desejava, um estado cristão baseado nos princípios da justiça. O governo de Ivan iniciou um vasto programa de reformas e de reorganização da administração central e local. Os concílios da Igreja convocados em 1547 e 1549 reforçaram e sistematizaram a organização da Igreja, reforçando a ortodoxia e canonizando um grande número de santos russos. Em 1549 a primeira zemski sobor reuniu-se para exercer a sua capacidade consultiva – esta assembleia nacional era composta de boiardos, clérigos e alguns representantes eleitos da nova nobreza de serviço. Em 1550 um novo e mais detalhado código jurídico foi elaborado substituindo um datado de 1497. A administração central da Rússia também foi reorganizada em departamentos, cada um responsável por uma função específica do Estado. As condições de serviço militar foram melhoradas, as forças armadas foram reorganizados e o sistema de comando alterado de modo que os comandantes passassem a ser nomeados com base no mérito e não simplesmente em virtude de sua origem nobre. O governo também permitiu que os administradores distritais fossem eleitos pela aristocracia local, criando assim uma ampla zona de auto-governo.
Um dos objectivos das reformas era o de limitar os poderes da aristocracia hereditária de príncipes e boiardos (que continuaram a manter as suas propriedades hereditárias) e promover os interesses da aristocracia de serviço, que recebeu as suas terras como compensação pelo serviço governamental e que passou a estar, assim, dependente do czar. Todas as reformas ocorreram sob a égide do chamado "Conselho Escolhido", um órgão consultivo informal em que as principais figuras eram os favoritos do czar Aleksey Adashev e o padre Silvestre. A influência do conselho foi diminuindo até que desapareceu completamente no início de 1560, após a morte da primeira mulher de Ivan e de Makari, altura em que as ideias de Ivan assim como o núcleo dos seus principais seguidores tinham mudado. A primeira mulher de Ivan, Anastasiya, morreu em 1560, e apenas dois herdeiros do sexo masculino, Ivan (n. 1554) e Fyodor (n. 1557), sobreviveram aos enormes rigores da infância naquela época.


A Rússia esteve em guerra durante a maior parte do reinado de Ivan. Os governantes moscovitas temiam desde sempre as incursões dos tártaros e, entre 1547 e 1550 foram realizadas várias campanhas sem sucesso contra o hostil Canato de Kazan, no rio Volga. Em 1552, depois de preparativos prolongados, o czar avançou contra Kazan, tendo o exército russo conseguido finalmente tomar a cidade de assalto. Em 1556 o Canato de Astracã, localizado na foz do rio Volga, foi anexado sem luta. A partir daquele momento, o Volga tornou-se um rio russo, e a rota comercial para o mar Cáspio passou a ser segura.


Com ambas as margens do rio Volga garantidas, Ivan preparou-se para uma campanha que desse à Rússia uma saída para o mar, a tradicional preocupação da Rússia litoral. Ivan percebeu que o comércio com a Europa estava totalmente dependente do livre acesso ao mar Báltico e decidiu voltar sua atenção para  oeste. Em 1558 decidiu-se pela guerra, numa tentativa de estabelecer o domínio russo sobre a Livónia (hoje em dia a Letónia e a Estónia). No início, a Rússia teve algum sucesso e conseguiu destruir o poder dos  cavaleiros da Livónia, mas a Lituânia, aliada dos cavaleiros, tornou-se em 1569 parte integrante da Polónia. A guerra arrastou-se e, enquanto os suecos apoiavam a Polónia contra a Rússia, os tártaros da Crimeia atacaram Astracã fazendo, em 1571, uma incursão profunda pelo interior da Rússia; queimaram Moscovo, deixando de pé unicamente o Kremlin. Quando Estêvão Bathory da Transilvânia se tornou rei da Polónia, em 1575, reorganizou os exércitos polacos sob a sua direcção, tornando-os capazes de levar a guerra até ao território russo, enquanto os suecos reocupavam partes da Livónia. Ivan acabou por pedir ao papa Gregório XIII para intervir, e através da mediação do núncio papal, Antonio Possevino, foi assinado um armistício com a Polónia em 15 de Janeiro de 1582. Nos termos do acordo Rússia perdia todos as suas conquistas na Livónia, e um armistício com a Suécia, em 1583, obrigou a Rússia a abandonar as cidades no golfo da Finlândia. A Guerra da Livónia, que durara 24 anos, fora infrutífera para a Rússia e tinha-a esgotado devido à sua prolongada duração.
As primeiras execuções de Ivan surgiram, aparentemente, devido à sua decepção com o curso da Guerra da Livónia e a suspeita da traição de vários boiardos. A deserção de um dos seus melhores comandantes, o príncipe Andrey Kurbsky para a Polónia, em 1564, parece ter perturbado o czar, que anunciou mais tarde a sua intenção de abdicar, devido à traição dos boiardos. Os moscovitas, no entanto, liderados pelo clero, imploraram-lhe que continuasse a governar e, em 1565, aceitou o pedido com a condição de que puderia lidar com os traidores como desejava. Seria autorizado a formar umaOprichnina, isto é, a organizar um território que seria administrado separadamente do restante território do principado e colocado sob seu governo directo, como terra da coroa. Um corpo de guarda-costas de 1.000 a 6.000 homens, conhecido como oprichniki, foi recrutado, e cidades e distritos específicos em toda a Rússia foram incluídos no Oprichnina, sendo as receitas provenientes destes territórios atribuídas à manutenção da nova corte do czar e dos que o serviam; corte formada por um número cuidadosamente seleccionado de boiardos e de nobres de serviço. Ivan vivia exclusivamente no interior desta nova corte deixando a administração diária da Rússia (agora chamada zemschina, ou terra), que colocou nas mãos dos principais dirigentes boiardos e de administradores. Ivan deixou praticamente de comunicar com eles, enquanto o oprichniki atacava impunemente todos os que não faziam parte do círculo imediato do czar.


A maioria dos historiadores tende a considerar esta época do reinado de Ivan, o Terrível, como uma luta foi entre o czar e da antiga nobreza hereditária, que, com ciúmes de entregar o seu poder e privilégios, resistiu aos seus projectos de reformas interna e militar. O Oprichnina pode ter sido, assim, a tentativa de Ivan criar um Estado altamente centralizado e destruir os poderes económico e  político dos príncipes e da alta nobreza. Os boiardos, de facto, estavam cada vez mais ressentidos com a política de Ivan e conspiraram contra ele várias vezes, mas o reinado de terror que Ivan iniciou por meio do Oprichnina mostrou-se muito mais perigoso para a estabilidade do país do que o perigo que tinha intenção de suprimir. Em 1570, por exemplo, o czar conduziu pessoalmente as suas tropasoprichniki contra Novgorod, destruindo a cidade e executando vários milhares de habitantes. Muitos boiardos e outros membros da aristocracia morreram neste período, alguns executados publicamente com crueldade calculada. Mais tarde Ivan enviou para vários mosteiros memoriais (sinodiki) de mais de 3.000 das suas vítimas, a maioria dos quais foram executados no decurso do Oprichnina.


Oprichnina durou apenas sete anos, de 1565-1572, data em que foi abolido como resultado do fracasso dos regimentos Oprichnina em defender Moscovo do ataque dos tártaros da Crimeia. O exército Oprichnina foi integrado no  zemschina, e algumas das propriedades confiscadas por apoiantes de Ivan foram devolvidos aos seus proprietários. Mas o episódio do Oprichnina deixou uma marca sangrenta no reinado de Ivan, causando dúvidas sobre sua estabilidade mental e dando a ideia de Ivan, O Terrível, ter sido um governante  desconfiado e vingativo.


No fim do seu reinado o czar manifestou interesse em estabelecer relações diplomáticas e comerciais com a Inglaterra, chegando mesmo a mostrar disponibilidade para se casar com uma mulher nobre inglesa. Em 1575, parece ter abdicado durante cerca de um ano em favor de um príncipe tártaro, Simeão Bekbulatovich. Durante a década de 1570 casou-se cinco vezes, em rápida sucessão. Finalmente, num acesso de raiva, matou o seu único herdeiro viável, Ivan, em 1581. Este assassinato despoletou a crise política que começou com a extinção da dinastia Rurik após a morte do seu segundo filho o doente Fyodor, em 1598.


As conquistas do czar Ivan foram muitas. Na política externa, todas as suas acções dirigiram-se a forçar a ligação da Rússia à Europa, uma linha que Pedro I, o Grande, continuou. Internamente, o reinado de terror de Ivan acabou por resultar no enfraquecimento de todos os estratos aristocráticos, mesmo da nobreza de serviço que ele tinha patrocinado. A longa e mal sucedida Guerra da Livónia ultrapassou os recursos do Estado e quase levou a Rússia à bancarrota. Estes factores, juntamente com as incursões dos tártaros, tiveram como resultado o despovoamento de várias províncias russas à data da morte de Ivan, em 1584. No entanto, deixou o país muito mais centralizado, tanto administrativa como culturalmente.
Fontes:Encylopaedia Britannica
wikipedia (imagens)


Retrato de Ivan IV por Viktor Vasnetsov 
O Czar Ivan IV admira sua sexta esposa, Vasilisa Melentyeva. Pintura de 1875, por Grigory Semyonovich Sedov
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/16-de-janeiro-de-1547-ivan-o-terrivel-e.html?fbclid=IwAR3-QE-2ZoyJoBpYeuomu3spbvMHqTEjNr9UMzwIw2C2DaetQo7KuyyGnyY
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11/01/2019

4.501.(11jan2019.9.9') Mapa cor-de-rosa...Rodésia...Zimbabwe...

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Zimbabwe
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zimbabwe
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Rodésia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rod%C3%A9sia
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11 de Janeiro de 1890: A Inglaterra apresenta o ultimato a Portugal sobre os direitos territoriais do Mapa Cor-de-rosa, área entre Angola e Moçambique.

O Ultimato consistiu num telegrama enviado ao governo português pelo governo inglêschefiado pelo primeiro ministro, Lord Salisbury, entregue  a 11 de janeiro de 1890. A missiva exigia a retirada imediata das forças militares portuguesas mobilizadas nos territórios entre Angola e Moçambique. Esses territórios correspondem aos atuais Zimbabwe e Malawi. Caso a exigência não fosse acarretada por Portugal, a Inglaterra avançaria com uma intervenção militar.Na segunda metade do século XIX, a Europa conheceu um elevado crescimento económico. Esta situação exigiria novos mercados e novas fontes de matéria-prima. Daí o forte expansionismo europeu em África durante este período. A Conferência de Berlim (1884-85) criara um novo ordenamento jurídico baseado na ocupação efetiva; ou seja, as pretensões portuguesas baseadas no direito histórico se tornariam válidas se Portugal se apoiasse numa autoridade que fizesse respeitar os direitos adquiridos e a liberdade de comércio e trânsito.Para Portugal, as colónias africanas tinham, sob o ponto de vista económico, um papel quase irrelevante. Porém, convinha salvaguardar os direitos históricos de Portugal. Portugal tinha pretensões a criar um novo Brasil, um autêntico império colonial africano, e esta era a sua última oportunidade para o conseguir. Multiplicam-se então as expedições científicas ao continente africano e redobram-se os esforços diplomáticos.Assim, em 1886, Portugal a conhecer as suas pretensões coloniais sob a forma do "Mapa cor-de-rosa"; tratava-se de um projeto de ligação da costa angolana à costa moçambicana. O governo português início a várias tentativas de ocupação efetiva, numa disputa colonial com a Inglaterra, nomeadamente com o plano de Cecil Rhodes, que pretendia ligar o Cabo ao Cairo, sempre por solo britânico.A uma dessas tentativas a Inglaterra responde com o Ultimato. A notícia do mesmo e o posterior acatamento por parte das autoridades portuguesas provocariam em todo o reino uma gigantesca onda de indignação popular. Este sentimento é habilmente explorado pelas hostes republicanas; prova disso é a tentativa de derrube da monarquia e instauração da república um ano depois, no Porto, na revolta de 31 de janeiro de 1891.Em termos estritamente coloniais, o ultimato não teve consequências muito negativas, pois, se é um facto que Portugal foi obrigado a desistir do "Mapa cor-de-rosa", não é menos verdade que o tratado assinado em 1891 confere a Portugal a soberania sobre extensos territórios, alguns dos quais até então nunca haviam sido reivindicados.
Fontes: Ultimato inglês. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. 
Cores da História
wikipedia (imagens)




Caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro
Mapa mostrando o controlo britânico quase completo da rota do Cabo ao Cairo, 1914

https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/11-de-janeiro-de-1890-inglaterra.html?fbclid=IwAR2eAJIaliR45Aoh-HJr_vQEMBmdIFmBnbz_rpfxqBMqn9QpnlQJZmSOqEI
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04/01/2019

5.182.(4jan2019.9.9') irmãos Grimm

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Jacob
Nasceu a 4jan1785...Hanau...Alemanha
e morreu a
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Wilhelm
Nasceuem 1786
e morreu a 16dez1859
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Cultura

Contos dos Irmãos Grimm: 200 anos de popularidade

Eles têm nomes como "A Bela Adormecida" ou "O Rei Sapo" e falam de mundos maravilhosos, do direito à felicidade e da vitória do bem sobre o mal. E levam crianças de todo o mundo às lágrimas há dois séculos.
A atriz Marlies Ludwig abaixa seu tom de voz e dá uma olhada para a plateia, composta por 20 alunos dos primeiros anos do ensino fundamental, sentados confortavelmente a seus pés sobre almofadas coloridas. Acompanhados da professora, eles participam do evento Berliner Märchentage, um festival de contos de fadas que acontece na capital alemã.
De início, as crianças ainda permanecem um pouco inquietas, mas na medida em que a atriz começa a contar a história de Chapeuzinho Vermelho, elas concentram a atenção no que ela tem a dizer. E assim ficam durante uma hora.
Histórias que prendem a atenção
Marlies Ludwig encarna diversos personagens: ela coaxa como um sapo, esconjura como a mulher ranzinza do pescador e dança como a Gata Borralheira no dia do baile. De vez em quando ela recorre, para continuar contando a história, ao auxílio das crianças, que às vezes a corrigem em alto e bom som. Isso quando ela conta algum dos contos de fadas de maneira diferente daquela escrita pelos Irmãos Grimm.
Festival de Contos de Fadas em Berlim: atenção garantida
"As fábulas dos Irmãos Grimm são um fenômeno", diz Carola Pohlmann, diretora do Departamento Juvenil da Biblioteca Pública de Berlim e curadora da mostra Chapeuzinho Vermelho vem de Berlim. A exposição, aberta desde o início de novembro último, rastreia os 200 anos dos contos de fadas dos Irmãos Grimm em sua trajetória única de sucesso.
De fato, os Contos de Grimm são a obra alemã mais disseminada em todo o mundo, depois da Bíblia de Martinho Lutero. Eles foram traduzidos para mais de 160 línguas e são até hoje frequentemente narrados, seja em forma de histórias em quadrinhos, livros ilustrados, desenhos animados ou filmes de ficção, mas também em videoclipes, audiolivros ou encenações.
Exímios colecionadores
De início, nada levava a crer que esses contos iriam alcançar tamanho sucesso. Principalmente porque as fábulas coletadas pelos Irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, a partir de uma ideia de Clemens Brentano, poeta do Romantismo alemão, no início do século 19, soavam em sua primeira edição muito duras e pouco adequadas às crianças.
Os Grimm propuseram a si próprios na época executar uma tarefa científica, guiados pelo desejo de coletar a literatura popular e assegurar suas fontes sem manipulá-las. O primeiro volume da primeira edição de sua coleção de contos de fadas foi publicado em 1812, com apenas 900 exemplares. Seu título original era Kinder- und Hausmärchen (Contos Infantis e Domésticos).
Ausstellung Rotkäppchen kommt aus Berlin! Tom Seidmann-Freud: Der süße Brei. Ilustração de Tom Seidmann-Freud: 'O mingau doce', de 1923, faz parte da exposição em Berlim
O sucesso viria depois, com modificações essenciais no texto e através de incrementos em determinadas cenas, inclusive por meio da famosa frase inicial: "Era uma vez...". E do fim recorrente: "E viveram felizes para sempre". A partir de 1830, as fábulas passaram a ser apreciadas por um público cada vez maior, também em função das ilustrações que passaram a acompanhá-las. Dentro de poucas décadas, já eram conhecidas em todo o mundo.
Tom de contos de fadas
Os Irmãos Grimm, diz Carola Pohlmann, encontraram evidentemente um tom e uma forma que o mundo todo associa a contos de fadas. E já que os temas sobre os quais versam as fábulas são também encontrados em outras formas na literatura popular, os Contos de Grimm acabam sendo compreendidos em qualquer lugar do mundo.
As fábulas dos Grimm, completa Pohlmann, "estão em casa em diversas culturas". Crianças com raízes em países do Leste Europeu, na África, na América do Sul ou na Ásia têm com esses contos muitas vezes uma empatia imediata.
Märchenland Deutsches Zentrum für Märchenkultur O mundo maravilhoso dos contos de fadas como peça teatral
As diversas edições que foram sendo publicadas no decorrer dos anos refletem não apenas as predileções de cada cultura, mas também a mudança nos padrões de gosto. Se em meados do século 19 os livros ainda eram coloridos à mão, há ainda nas bibliotecas alemãs edições rebuscadas e kitsch datadas do pós-guerra, impressas sob condições precárias em papel de má qualidade. Hoje, o mercado editorial de língua alemã oferece interpretações contemporâneas das fábulas, com ilustrações espirituosas, como, por exemplo, as de Rotraut Susanne Berner ou de Tomi Ungerer.
Novas formas de contar histórias
Mas, diz Pohlmann, a grande mágica destes contos está na própria história. E no fato de que eles podem ser maravilhosamente narrados por alguém que acaba sempre "acrescentando um ponto". Como a leitura para as crianças é algo que caiu em desuso em muitas famílias, os organizadores do festival berlinense resolveram trazer, com o Berliner Märchentage, um substituto para essa leitura doméstica em voz alta.
A programação inclui mais de 800 eventos por ano. Na última edição, o evento contabilizou mais de 150 mil visitantes. No festival, percebe-se que ouvir histórias é sempre um deleite. E que não apenas atores e atrizes conseguem fazer isso, mas também atletas, empresários ou políticos. Os mentores do projeto estão sempre tendo ideias novas, a fim de atrair as crianças ao mundo das fábulas. E fazer com que elas fiquem atentas e pacientes, quando tudo promissoramente começa com um "era uma vez...".
Autora: Silke Bartlick (sv)
Revisão: Mariana Santos
 https://www.dw.com/pt-br/contos-dos-irm%C3%A3os-grimm-200-anos-de-popularidade/a-16452540
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? verificar se tem a ver com estes irmãos Grimm
 https://www.youtube.com/watch?v=1Y5ElKixGNU
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„Quando se aproximaram, eles viram que a casa era feita de pão, e o telhado foi feito de bolo e as janelas de espumante açúcar.“

Referência: https://citacoes.in/autores/irmaos-grimm/
Os irmãos Grimm , Jacob e Wilhelm , foram dois irmãos, ambos acadêmicos, linguistas, poetas e escritores que nasceram no então Condado de Hesse-Darmstadt, atual Alemanha. Os dois dedicaram-se ao registro de várias fábulas infantis, ganhando assim grande notoriedade, notoriedade essa que, gradativamente, tomou proporções globais. Também deram grandes contribuições à língua alemã, tendo os dois trabalhado na criação e divulgação, a partir de 1838, do Dicionário Definitivo da Língua Alemã , que não chegaram a completar, devido a morte de ambos entre as décadas de 1850 e 1860.

Referência: https://citacoes.in/autores/irmaos-grimm/
Os irmãos Grimm , Jacob e Wilhelm , foram dois irmãos, ambos acadêmicos, linguistas, poetas e escritores que nasceram no então Condado de Hesse-Darmstadt, atual Alemanha. Os dois dedicaram-se ao registro de várias fábulas infantis, ganhando assim grande notoriedade, notoriedade essa que, gradativamente, tomou proporções globais. Também deram grandes contribuições à língua alemã, tendo os dois trabalhado na criação e divulgação, a partir de 1838, do Dicionário Definitivo da Língua Alemã , que não chegaram a completar, devido a morte de ambos entre as décadas de 1850 e 1860.

Referência: https://citacoes.in/autores/irmaos-grimm/
 https://citacoes.in/autores/irmaos-grimm/
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04 de Janeiro de 1785: Nasce Jacob, o mais velho dos irmãos Grimm

No dia 4 de Janeiro de 1785, nasce o mais velho dos irmãos Grimm, Jacob, em Hanau, Alemanha. O irmão, William, nasceria no ano seguinte. Os dois  tornaram-se famosos pelas belas fábulas que criaram e que persistem no imaginário colectivo até hoje. 
Na tradição oral, as histórias compiladas não eram destinadas ao público infantil e sim aos adultos. Foram os Grimm quem as dedicaram às crianças pela sua temática mágica e maravilhosa. Fundiram, assim, esses dois universos: o popular e o infantil. 
Surge então uma grande literatura infantil para encantar crianças de todo o mundo. São contos que atravessam os séculos, ultrapassam todas as fronteiras, ganham todos os idiomas vivos, surgem em palcos de teatro e telas de cinema e televisão. Conquistam corações de crianças e adultos. São contos que dão vida a bruxas e fadas, a ogros, anões, duendes, poções mágicas, dragões, feras e animais domésticos, a pessoas malvadas e bondosas, a personagens lindos e outros feios. Tudo num contexto sobrenatural, mágico, misterioso, maravilhoso.
A violência presente nos contos de Charles Perrault, escritor e poeta francês, o primeiro a dar acabamento literário aos contos de fadas, cede lugar a um humanismo, onde se destaca o sentido do maravilhoso da vida. Perpassam pelas histórias, de forma suave, duas temáticas em especial: a solidariedade e o amor ao próximo. A despeito dos aspectos "negativos" que continuam presentes nessas histórias, o que predomina, sempre, são a esperança e a confiança na vida. 
É possível observar essa diferença, confrontando-se os finais da história de Chapuchinho Vermelho em Perrault, que termina com o lobo a devorar a menina e a avó, e em Grimm, onde o caçador abre a barriga do lobo, deixando que as duas fiquem vivas e felizes enquanto o lobo morria com a barriga cheia de pedras que o caçador ali colocou. 
Jovens, os dois irmãos ajudaram alguns amigos nas pesquisas para uma importante colecção de contos folclóricos. Um dos autores, impressionado com o trabalho dos irmãos, sugeriu que publicassem alguns dos contos folclóricos orais que haviam reunido. A colecção veio à luz sob o título Contos para Crianças e Famílias, mais tarde conhecida como Contos de Fadas dos Irmãos Grimm, publicada em diversos volumes entre 1812 e 1822. 
A colecção dos irmãos Grimm inclui alguns dos mais célebres contos de fadas: Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela ou A Gata Borralheira, João e Maria, Rapunzel, A Bela Adormecida, Músicos de Bremen e O Ganso de Ouro. Os irmãos desenvolveram os contos ao ouvir os contadores de histórias tentando reproduzir as suas palavras e técnicas de contar tão fielmente quanto possível. O seu método contribuiu para uma abordagem científica para a documentação do folclore. 
Jacob continuou a pesquisar histórias e linguagem, tendo publicado um influente volume de gramática alemã. Em 1829, Jacob e William tornaram-se bibliotecários e professores na Universidade de Gottingen. Jacob publicou outra importante obra, Mitologias Germânicas, explorando as crenças dos teutónicos anteriores à era Cristã. Em 1840, o rei Frederico Guilherme IV da Prússia convidou-os a irem a Berlim, onde se tornaram membros da Real Academia de Ciências. Começaram a trabalhar na realização de um enorme dicionário, mas William morreu em 1859, antes que os verbetes da letra D estivessem completos. 
William Grimm morreu no dia 16 de Dezembro de 1859. A Academia de Berlim escreveu: "No dia 16 do último mês faleceu William Grimm, membro da Academia, que fez brilhar o seu nome como linguista alemão e colector de lendas e poemas. O povo alemão está habituado a associá-lo ao seu irmão mais velho Jacob. Poucos homens são honrados e amados como  os irmãos Grimm, que no espaço de meio século ampararam-se reciprocamente e fizeram-se conhecidos por um trabalho comum". Jacob morreu em 20 de Setembro de 1863. Os dois irmãos descansam juntos no cemitério de Matthäus em Berlim-Schöneberg. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Jacob e Wilhelm Grimm em 1843 

Jacob (direita) e Wilhelm Grimm (esquerda) numa pintura feita em 1855 por Elisabeth Jerichau-Baumann

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/04-de-janeiro-de-1875-nasce-jacob-o.html?fbclid=IwAR0Le4H0GevaEr_QuR5yfGkUDC-g8nLtIDBBSCa9qMxiaEG6D1SndRTGmqI
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03/01/2019

7.042.(3jan2019.9.9') .J.R.R. Tolkien...John Ronald Reuel Tolkien...

Nasceu a 3jan1892...África do Sul
e morreu a ???
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In "O Senhor dos Anéis"
"Chorar por uma pessoa que esta morta não é tão triste quanto chorar por uma uma pessoa que ainda vive mas que a perdemos para sempre."
 "Não existe triunfo sem perda, não há vitória sem sofrimento, não há liberdade sem sacrifício."
"Chorar por uma pessoa que esta morta não é tão triste quanto chorar por uma uma pessoa que ainda vive mas que a perdemos para sempre."
"A mão queimada ensina melhor. Depois disso o conselho sobre o fogo chega ao coração.
(Gandalf )"
 "Você pode encontrar as coisas que perdeu, mas nunca as que abandonou."
(Gandalf)
"O elogio que vem daquele que merece o elogio está acima de todas as recompensas.
(Faramir)"
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"Encontra-se a coragem em lugares improváveis."
"O sofrimento é uma pedra de afiar para uma mente forte."
"Que haja uma luz nos lugares mais escuros, quando todas as outras luzes se apagarem."
"É o trabalho que nunca se começa que mais tempo leva a terminar."
"Um único sonho é mais poderoso do que mil realidades." 
"A desgraça de uns é a sorte de outros."
"Nem todos que procuram estão perdidos."
"Virando a esquina podem estar nos esperando um novo caminho ou uma porta secreta."
"Porque um homem que foge do seu medo pode descobrir que, afinal, apenas enveredou por um atalho para ir ao seu encontro."
"Eu não conheço metade de vocês como gostaria; e gosto de menos da metade de vocês a metade do que vocês merecem"
"Não pode imaginar o que se passará com o teu coração, mas raramente e a poucos mostrarás o que nele se passa."
"Não é sensato deixar um dragão fora dos teus cálculos se vives perto dele."
"Nunca ria de dragões vivos."
"Aquele que quebra uma coisa para descobrir o que ela é, deixou o caminho da sabedoria."
"É sempre assim o curso dos factos que movem as rodas do mundo: as mãos pequenas os realizam porque precisam, enquanto os olhos dos grandes estão voltados para outros lugares." 
"Não é nossa função controlar todas as marés do mundo, mas sim fazer o que pudermos para socorrer os tempos em que estamos inseridos, erradicando o mal dos campos que conhecemos, para que aqueles que viverem depois tenham terra limpa para cultivar. Que tempo encontrarão não é nossa função determinar." 
"Nada como procurar quando se quer achar alguma coisa. Quando se procura geralmente se encontra alguma coisa, sem dúvida, mas nem sempre o que estávamos procurando."
"A guerra deve acontecer, enquanto estivermos defendendo nossas vidas contra um destruidor que poderia devorar tudo; mas não amo a espada brilhante por sua agudeza, nem a flecha por sua rapidez, nem o guerreiro por sua glória. Só amo aquilo que eles defendem."
"Não se adquire um bom vocabulário com a leitura de livros escritos conforme uma ideia do que seja o vocabulário da faixa etária do leitor. Ele vem da leitura de livros acima da sua capacidade".
"Realmente, o mundo está cheio de perigos, mas ainda há muita coisa bonita, e embora actualmente o amor e a tristeza estejam misturados em todas as terras, talvez o primeiro ainda cresça com mais força." 
"A Fantasia é escapista, e essa é a sua glória. Se um soldado é aprisionado pelo inimigo, não consideramos que é seu dever escapar?… Se valorizamos a liberdade da mente e da alma, se somos partidários da liberdade, então é nosso óbvio dever escapar, e levar connosco tantas pessoas quanto conseguirmos!"
"Se mais de nós valorizássemos comida e bebida e música acima do ouro acumulado, seria um mundo mais alegre."
"Nem tudo o que reluz é ouro,
Nem todos os que vagueiam estão perdidos;
O velho que é forte não murcha,
Raízes profundas não são atingidas pela geada.

Das cinzas um fogo deve ser acordado,
Uma luz das sombras brotará;
Renovada será a lâmina que estava quebrada,
O sem coroa novamente será rei." 

"A estrada segue sempre em frente
Deixando a porta onde começa
Agora distante a estrada continua
E eu devo segui-la, se eu puder

Conquistando-a com meus pés ávidos
Até que ela se junte a um grande caminho
Onde muitas trilhas e tarefas se encontram
E para onde depois? Não sei dizer."

 https://www.pensador.com/autor/j_r_r_tolkien/
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03 de Janeiro de 1892: Nasce o escritor J.R.R. Tolkien, autor de "O Senhor dos Anéis"

O seu destino não foi estabelecido no berço. O escritor John Ronald Reuel Tolkien, nascido a 3 de janeiro de 1892 na África do Sul, perdeu o pai com a idade de 4 anos. A sua mãe voltou então à Inglaterra com os dois filhos. Ela igualmente morreu cedo e deixou os filhos sem recursos para sobreviver.

O talento e bolsas permitiram que Tolkien estudasse Língua e Literatura Inglesa em Oxford. Logo em seguida, começou a trabalhar em  Lost Tales (Contos Perdidos), dos quais mais tarde surgiria O Silmarillion. Tolkien falava de acontecimentos da chamada Primeira Era – alguma época distante na Terra Média, sobre a qual os heróis de O Senhor dos Anéis faziam  referência com veneração.

O Silmarillion só foi publicado após a morte do escritor. Tolkien deve a fama às aventuras de pequenos seres engraçados, com pés grandes  os hobbits. Assim descrevia o autor a sua relação com eles:

"Eu próprio sou um hobbit, em tudo até no tamanho. Eu amo jardins, árvores e o campo sem máquinas. Gosto de fumar cachimbo, de comer modestamente, ir para a cama tarde e acordar igualmente tarde. Não viajo muito."

Conta-se que enquanto corrigia provas em 1930, Tolkien, já professor de Oxford, deparou-se com uma folha em branco e escreveu no verso: "Numa toca no chão, vivia um hobbit". Desta ideia repentina, surgia o livro infantil O Pequeno Hobbit.

Hobbits são seres pacíficos, habitantes do continente Terra Média. Eles não possuem poderes mágicos, mas são rápidos e sabem desaparecer sem deixar sinal. Por isto, dificilmente se consegue ver um deles. Eles não gostam muito de gente grande – quer dizer, os seres humanos.

Esta história sobre a grande aventura do pequeno hobbit Bilbo Beutlin e um anel dourado com poderes mágicos foi escrita originalmente por Tolkien para os seus quatro filhos. Entretanto, a sua publicação em 1937 obteve grande sucesso. O público queria ouvir mais da Terra Média e dos seus habitantes. E assim foi.

Tolkien criava um novo género: a literatura fantástica. E das suas histórias sobre os moradores da Terra Média nasceu, com o decorrer dos anos, todo um universo.

As aventuras do hobbit Bilbo, em luta contra o poderoso Mordor, constituíram apenas o preâmbulo de uma aventura ainda maior, apresentada na trilogia O Senhor dos Anéis.

Conhecedor das lendas celtas e nórdicas, Tolkien criou um mito. Com uma aventura enigmática, que atravessa mais de mil páginas, o autor conquistou milhões de leitores em todo o mundo.

Para que o leitor não perca o contexto e o fio da meada da sua narrativa, Tolkien fez dos seus livros quase uma enciclopédia, com um quadro de letras para ajudar na tradução dos idiomas criados para a história, com comentários sobre os mitos que inspiraram as personagens criadas, com complicadas árvores genealógicas, linha do tempo da Terra Média e vários mapas de todo esse mundo fantástico.

Uma capacidade intelectual da qual milhões de leitoras e leitores não teriam  dado conta, caso a aventura do hobbit Frodo, que deve destruir o anel mágico propagador de desgraça, não tivesse por base uma história consistente e fabulosa, que claramente explora os pólos bem e mal.

Nela estão os agradáveis, despenteados, pequenos hobbits, os elfos dançantes, anões, árvores falantes e Gandalf, o amável mago. O mal está representado pelos assustadores orcs, trolls e Sauron, o soberano das trevas.

Frodo Beutlin, o simpático hobbit, consegue no fim a grande vitória. O anel mágico é destruído. E com isto, Sauron perde o seu terrível poder, que dependia de outro anel.

Pela sua obra completa, Tolkien foi homenageado pela rainha Isabel II em 1972, um ano antes de seu falecimento. Com a trilogia O Senhor dos Anéis nos cinemas, o seu imortal universo de mitos, lendas e seres mágicos, no qual o bem vence o mal após batalhas infindáveis, está mais vivo e presente do que nunca.
Fontes: DW
wikipedia(imagens)

 Ficheiro:Tolkien 1916.jpg
Tolkien em uniforme militar, quando serviu o exército britânico na Primeira Guerra Mundial
Ficheiro:The one ring animated.gif
O Anel de Sauron
https://www.youtube.com/watch?v=rCZ3SN65kIs
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https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/03-de-janeiro-de-1892-nasce-o-escritor.html?fbclid=IwAR0oZ3w5yn3cExZ46VgowAeEmVSCknNeLa9TM3DeFPgeEgskwMNajdQV4o8
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