27/05/2018

2.695.(27mAIo2018.9.9') Rachel Louise Carson


She wrote several other articles designed to teach people about the wonder and beauty of the living world, including "Help Your Child to Wonder," (1956) and "Our Ever-Changing Shore" (1957), and planned another book on the ecology of life. Embedded within all of Carson's writing was the view that human beings were but one part of nature distinguished primarily by their power to alter it, in some cases irreversibly. PHOTO: Rachel Carson

Nasceu a 27mAIo1907
e morreu a 14abril1964
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 PHOTO: Rachel Carson
 , writer, scientist, and ecologist, grew up simply in the rural river town of Springdale, Pennsylvania. Her mother bequeathed to her a life-long love of nature and the living world that Rachel expressed first as a writer and later as a student of marine biology. Carson graduated from Pennsylvania College for Women (now Chatham University) in 1929, studied at the Woods Hole Marine Biological Laboratory, and received her MA in zoology from Johns Hopkins University in 1932.
She was hired by the U.S. Bureau of Fisheries to write radio scripts during the Depression and supplemented her income writing feature articles on natural history for the Baltimore Sun. She began a fifteen-year career in the federal service as a scientist and editor in 1936 and rose to become Editor-in-Chief of all publications for the U. S. Fish and Wildlife Service.
PHOTO: Rachel CarsonShe wrote pamphlets on conservation and natural resources and edited scientific articles, but in her free time turned her government research into lyric prose, first as an article "Undersea" (1937, for the Atlantic Monthly), and then in a book, Under the Sea-Wind (1941). In 1952 she published her prize-winning study of the ocean, The Sea Around Us, which was followed by The Edge of the Sea in 1955. These books constituted a biography of the ocean and made Carson famous as a naturalist and science writer for the public. Carson resigned from government service in 1952 to devote herself to her writing.
Disturbed by the profligate use of synthetic chemical pesticides after World War II, Carson reluctantly changed her focus in order to warn the public about the long-term effects of misusing pesticides. In Silent Spring (1962) she challenged the practices of agricultural scientists and the government and called for a change in the way humankind viewed the natural world.
Carson was attacked by the chemical industry and some in government as an alarmist, but courageously spoke out to remind us that we are a vulnerable part of the natural world subject to the same damage as the rest of the ecosystem. Testifying before Congress in 1963, Carson called for new policies to protect human health and the environment. Rachel Carson died in 1964 after a long battle against breast cancer. Her witness for the beauty and integrity of life continues to inspire new generations to protect the living world and all its creatures.
Biographical entry courtesy of Carson biographer Linda Lear, © 1998 (Revised 2015), author of Rachel Carson: Witness for Nature published by Houghton Mifflin Harcourt, 2009.
http://rachelcarson.org/Bio.aspx
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Primavera silenciosa
 https://www.youtube.com/watch?v=2TpfjqGCKK8
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 foi uma bióloga marinha, cientista e escritora norte-americana, célebre pelo seu trabalho enquanto ecologista e o seu contributo para a consciência ambiental.
"Na natureza, nada existe sozinho."
"O Homem é parte da natureza e a sua guerra contra a natureza é, inevitavelmente, uma guerra contra si mesmo."
"A história da vida na Terra tem sido uma história de interacção entre coisas vivas e seus ambientes."
"Quanto mais claramente pudermos concentrar a nossa atenção nas maravilhas e realidades do Universo sobre nós, menos gosto teremos pela destruição."
 "Até que tenhamos coragem de reconhecer crueldade pelo que ela é - seja a vítima um animal humano ou não humano - não podemos esperar que as coisas melhorem neste mundo... não podemos ter paz vivendo entre homens cujos corações se deleitam em matar criaturas vivas. Para cada ato que glorifica o prazer de matar, estamos atrasando o progresso da humanidade."
"Aqueles que contemplam a beleza da terra, encontram reservas de força que irão perdurar enquanto a vida durar. Há algo infinitamente curativo nos refrões repetidos da natureza: a garantia de que o amanhecer vem depois da noite e a primavera depois do inverno."
https://www.pensador.com/autor/rachel_carson/
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Rachel Louise Carson foi uma escritora, cientista bióloga marinha e ecologista norte-americana. Através da publicação de Silent Spring , ajudou a lançar a consciência ambiental moderna. Desde a infância, influenciada pela mãe, interessava-se pela natureza. Em 1929 graduou-se na Pennsylvania College for Women, estudou na Woods Hole Marine Biological Laboratory e depois formou-se em Zoologia pela Universidade Johns Hopkins, em 1932. Foi contratada pelo governo americano para escrever boletins para a rádio durante a Depressão e também escrevia artigos sobre história natural para o jornal The Baltimore Sun. Em 1936, torna-se editora–chefe de todas as publicações do renomeado United States Fish and Wildlife Service . Suas primeiras publicações foram sobre os estudos das espécies e seres vivos que habitavam os mares e oceanos como: Under The Sea Wind , The Sea Around Us , que foram sucesso a nível nacional e internacional, assim como foram traduzidos para 30 idiomas.

Referência: https://citacoes.in/autores/rachel-carson/
Data de nascimento: 27. Maio 1907 Data de falecimento: 14. Abril 1964 Rachel Louise Carson foi uma escritora, cientista bióloga marinha e ecologista norte-americana. Através da publicação de Silent Spring , ajudou a lançar a consciência ambiental moderna. Desde a infância, influenciada pela mãe, interessava-se pela natureza. Em 1929 graduou-se na Pennsylvania College for Women, estudou na Woods Hole Marine Biological Laboratory e depois formou-se em Zoologia pela Universidade Johns Hopkins, em 1932. Foi contratada pelo governo americano para escrever boletins para a rádio durante a Depressão e também escrevia artigos sobre história natural para o jornal The Baltimore Sun. Em 1936, torna-se editora–chefe de todas as publicações do renomeado United States Fish and Wildlife Service . Suas primeiras publicações foram sobre os estudos das espécies e seres vivos que habitavam os mares e oceanos como: Under The Sea Wind , The Sea Around Us , que foram sucesso a nível nacional e internacional, assim como foram traduzidos para 30 idiomas.

Referência: https://citacoes.in/autores/rachel-carson/

26/05/2018

7.495.(26mAIo2018.11.11') Guerra Civil (1826.1834) entre os irmãos D.Pedro IV e D.Miguel...


D. Pedro IV




Segundo filho varão de D. João VI e de D. Carlota Joaquina, a morte de seu irmão primogénito, D. António, encaminhou-o para a herança da coroa de Portugal. 
A sua infância decorreria em ambiente carregado, entre o instável ambiente familiar e os acontecimentos sociais e políticos, desde os ecos da Revolução Francesa, às ameaças napoleónicas, culminando pela fuga da corte para o Brasil perante as invasões francesas (1807). Contava então 9 anos de idade e a sua educação decorreu à rédea solta, sem estudos sistemáticos. Sofria de epilepsia, elemento de grande importância a considerar na compreensão da sua personalidade. Educado sem «luzes excessivas», os anos depressa lhe atribuem funções cada vez mais elevadas. 
No Brasil casou com a arquiduquesa Leopoldina de Áustria, de quem teve dois filhos: D. Maria da Glória (1819) e D. Pedro (1825). A partir da revolução liberal portuguesa de 1820, os acontecimentos, quer no Brasil quer em Portugal, atropelam-se em ritmo acelerante para o feitio de D. João VI; por intimativas de Lisboa, nomeia regente do Brasil seu filho D. Pedro (devido à agitação popular no Rio, Pará e na Baía, de inspiração liberal) e volta a Portugal. Aqui, as Cortes Gerais, preocupadas com os acontecimentos brasileiros e a ascendência a reino da antiga colónia, pensam mandar o infante D. Pedro em viagem pela Europa. Mas antes que o regente do Brasil tomasse conhecimento, escreve ele a seu pai acerca das ideias de independência que alastravam no Brasil, e das quais D. Pedro viria a ser uma pedra fundamental: com efeito, a independência cobrir-se-ia com D. Pedro que, a dada altura, se teria convencido que em vez de movido, era o motor dos acontecimentos. 
Em 7 de Setembro de 1822, o regente proclamava formalmente a independência brasileira, junto ao lpiranga (estado de São Paulo), sendo, mais tarde, proclamado imperador do Brasil. Quando em 1826, D. João VI morre imprevistamente, e se abre o problema da sucessão, o imperador brasileiro passa a ser uma das personagens fundamentais do drama nacional, que principiou a desenrolar-se e que termina em 1834 com a vitória dos liberais. D. Pedro foi proclamado rei de Portugal, conforme as determinações paternais. No decurso do seu breve e longínquo reinado, confirma D. Isabel Maria na regência, e outorga aos seus súbditos uma Carta Constitucional e abdica, condicionalmente, em sua filha D. Maria da Glória, com a condição do casamento desta com seu tio D. Miguel, ausente em Viena de Áustria, e que devia jurar a Carta. Após a doação da Carta os acontecimentos precipitaram-se: em Portugal, D. Miguel começa a governar como rei absoluto (1827), os liberais expatriados, presos ou a espernearem nas forcas; no Brasil, o choque, cada vez mais patente entre os sopros dos ventos liberais, e o autoritarismo do imperador, arrasta-o à gradual perda de prestígio e à dramática abdicação em seu filho D. Pedro II (7-4-1831). 
Tendo abdicado duas coroas, o ex-imperador do Brasil e ex-rei de Portugal, reduzido ao título de duque de Bragança, abandona o Brasil e dirige-se para a Europa com a filha D. Maria II, rainha de nome, por cujo trono se batiam os liberais portugueses espalhados pela Europa, ou reunidos na ilha Terceira. O duque de Bragança decide empenhar-se pessoalmente na solução do pleito e a 3 de Março de 1832 assume a regência e nomeia um ministério do qual faz parte Mouzinho da Silveira. Data de então a fase decisiva da luta entre liberais e absolutistas, caracterizada, fundamentalmente, pela revolucionária legislação de Mouzinho e pelo entusiasmo e abnegação de D. Pedro, na preparação da expedição militar que, dos Açores, chegará às costas portuguesas (no Norte, próximo de Mindelo), para sentar no trono a jovem soberana e impor a Carta. E nos longos meses do cerco do Porto que o regente, não obstante os defeitos de carácter e de educação, dá a plena medida da pertinácia e dedicação pela causa que encabeçava. A convenção de Évora Monte põe fim a esta cruel guerra civil, e exila o rei absoluto. Pouco mais viveria D. Pedro: só o tempo suficiente para ver as Cortes reunidas de acordo com a carta, tendo falecido 4 dias após o começo do reinado de D. Maria II; apenas com 36 anos. Apaixonado, incoerente e corajoso, o nome e a actuação de D. Pedro são indissociáveis da experiência liberal portuguesa, que assinala o início do Portugal contemporâneo: mal ou bem, melhor ou pior, o possível Portugal contemporâneo e europeu principiou aí.

Ficha genealógica:
D. Pedro IV nasceu no Palácio de Queluz a 12 de Outubro de 1798, recebendo o nome de Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Serafim de Bragança e Bourbon, tendo falecido no mesmo palácio, a 24 de Setembro de 1834, foi sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora, sendo transladado para o Brasil em 1972.
Foi o 1.º imperador do Brasil, de 1822 a 1831, abdicando do trono para vir à Europa defender os direitos de sua filha D. Maria da Glória ao trono português.  Guardou então para si o título de duque de Bragança.
Casou em 1817 com D. Maria Leopoldina Josefa Carolina, que nasceu a 22 de Janeiro de 1797, e faleceu no Rio de Janeiro, a 11 de Dezembro de 1826, filha de Francisco I e de D. Maria Teresa, últimos imperadores do Sacro Império Romano Germânico , e primeiros da Áustria.
Do casamento nasceram:
1. D. Maria da Glória, que sucedeu no trono;
2. D. Miguel. Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, a 24 de Abril de 1820;
3. D. João Carlos. Nasceu no Rio de Janeiro a 6 de Março de 1821, e faleceu na mesma cidade a 4 de Fevereiro de 1822;
4. D. Januária Maria. Nasceu no Rio de Janeiro, a 11 de Março de 1822, e faleceu em Nice, França, em 13 de Março de 1901. Casou em 1844 com Luís Carlos Maria José de Bourbon, nascido em Nápoles, a 19 de Julho de 1824, e morreu em Paris, a 5 de Março de 1897, filho de Francisco I, rei das Duas Sicílias;
5. D. Paula Mariana. Nasceu no Rio de Janeiro, a 17 de Fevereiro de 1823, e faleceu na mesma cidade, em 16 de Janeiro de 1833;
6. D. Francisca Carolina. Nasceu a 2 de Agosto de 1824, no Rio de Janeiro, e morreu em Paris, a 27 de Março de 1898. Casou em 1843 com Francisco Armando Filipe Luís Maria de Orléans (1818-1900), filho de Luís Filipe e de D. Maria Amélia, reis dos Franceses, e príncipe de Joinville e duque de Pentièvre;
7. D. Pedro. Nasceu no paço de São Cristóvão do Rio de Janeiro, a 2 de Dezembro de 1825, tendo recebido o nome de Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Rafael Gonzaga, tendo falecido em Paris a 5 de Dezembro de 1891. Foi sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora, tendo sido transladado para o Brasil, estando sepultado na catedral de Petrópolis.
Ascendeu ao trono do Brasil, por abdicação de seu pai, em 7 de Abril de 1831. Casou em 1843 com D. Teresa Cristina de Bourbon, nascida em Nápoles no dia 14 de Março de 1822, tendo falecido no Porto em 28 de Dezembro de 1889, filha de Francisco I, rei das Duas Sicílias, e de D. Maria Isabel de Bourbon, com geração.
D. Pedro IV casou em segundas núpcias, em 1829, com D. Amélia de Beauharnais, nascida em Milão em 31 de Julho de 1812, e falecida em Lisboa, no Palácio das Janelas Verdes, em 26 de Janeiro de 1873, filha de Eugénio de Beauharnais, então vice-rei de Itália, filho do primeiro casamento de Josefina, Imperatriz dos Franceses, e da princesa Augusta Amélia, filha de Maximiano José I, rei da Baviera.
Do casamento nasceram:
8. D. Maria Amélia. nasceu em paris, a 1 de Dezembro de 1831, e morreu no Funchal, a 4 de Fevereiro de 1853, sendo sepultada na quinta do Lambert e mais tarde transladada para o Panteão de S. Vicente de Fora. Morreu solteira;
9. Vários filhos de outras ligações.

Fontes:
Joel Serrão (dir.)
Pequeno Dicionário de História de Portugal,
Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976 Joaquim Veríssimo Serrão
História de Portugal, Volume VII: A Instauração do Liberalismo (1807-1832), e
História de Portugal, Volume VIII: Do Mindelo à Regeneração (1832-1851)
Lisboa, Verbo, 1984 e 1986
Nobreza de Portugal, vol. I
Lisboa, Editorial Enciclopédica,

 http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/pedro4.html
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D. Miguel



D. Miguel



























Terceiro filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina. Regressou à Metrópole com a corte vindos do Brasil no momento em que se ensaiava no País a primeira experiência liberal à qual a rainha e os seus apoiantes reagiram vivamente por manejos anti-revolucionários.
D. Miguel tomou o partido da mãe e hostilizou o pai assumindo atitudes políticas cada vez mais definidas, tendo encabeçado o Partido tradicionalista. Foi o executor dos movimentos da Vila-Francada e da Abrilada. O primeiro constituiu um espectacular triunfo político que o elevou a comandante-chefe do exército português. Após o segundo o rei demite o filho do alto posto ocupado e ordena o seu exílio.
Vive quatro anos em Viena de Áustria. D. Pedro IV, após a morte de D. João VI, herdeiro do trono e já imperador do Brasil, outorga a Carta Constitucional e abdica em sua filha D. Maria da Glória que casaria, uma vez chegada à maior idade, com D. Miguel seu tio. O país era governado por uma regência da presidência da infanta D. Isabel Maria. D. Miguel aceitou tudo quanto lhe foi proposto: jurou a Carta, celebrou esponsais com a sobrinha, protestou respeito e obediência a D. Pedro e à regente – e esperou. Malogrado o projecto de deslocar D. Miguel para o Brasil D. Pedro IV nomeia-o seu lugar-tenente em Portugal.
Chegado a Lisboa jura de novo a Carta, assume a regência e nomeia novo ministério. Dias depois dissolve as Câmaras. Da reunião das Cortes, para isso especialmente convocadas, resulta a aclamação de D. Miguel como rei absoluto. Após a assinatura da Convenção de Évora-Monte, que pós termo à guerra civil derimida a favor de D. Pedro e dos liberais, D. Miguel terminou o breve e contestado reinado regressando ao exílio donde não mais voltou.

Ficha genealógica:
D. Miguel nasceu no Palácio de Queluz, a 26 de Maio de 1802, recebendo o nome de Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo, e faleceu em Carlsruhe, na Alemanha, a 14 de Novembro de 1866. Está sepultado no Convento dos Franciscanos de Engelberg.
Casou em 1851 com a princesa Adelaide de Loewenstein-Wertheim-Rosenberg, nasceu em Kleinhenbach, a 3 de Abril de 1831; faleceu em Cowes, Inglaterra, a 16 de Dezembro de 1909, filha do príncipe Constantino José e de sua mulher Maria Luísa Henriqueta, princesa de Hohenlohe-Langenburgo.  Do casamento nasceram:
1. D. Maria das Neves. Nasceu no Castelo de Heubach, a 5 de Agosto de 1852; faleceu em Viena de Áustria, a 15 de Fevereiro de 1941. Casou a 26 de Abril de 1871 com o príncipe D. Afonso Carlos de Bourbon, que nasceu em Londres, a 12 de Setembro de 1849, e faleceu em Viena, a 29 de Setembro de 1936, pretendente carlista à coroa de Espanha;
2. D. Miguel, herdeiro legitimista à coroa de Portugal, com o título de D. Miguel II. Nasceu em Kleinenbach, a 19 de Setembro de 1853; faleceu em Seebenstein, na Áustria, a 11 de Outubro de 1927). Casou em 1877 com a princesa Isabel de Thurn e Taxis (n. em 28 de Maio de 1860; f. a 7 de Fevereiro de 1881), filha do príncipe Maximiliano de Thurn e Taxis e de sua mulher, a princesa Helena, duquesa na Baviera. Casou em segundas núpcias, a 7 de Novembro de 1893, com a princesa Maria Teresa Sofia Pia Ana Melchiora (n. em Roma, a 4 de Janeiro de 1870; f. em Viena, a 16 de Janeiro de 1935), filha do príncipe Carlos de Loewenstein-Wertheim-Roserrberg e da princesa Sofia de Liechstein. Com descendência dos dois casamentos.
3. A infanta D. Maria Teresa. Nasceu em Kleinheubach, a 24 de Agosto de 1855; faleceu em Viena, a 12 de Fevereiro de 1944). Casou a 23 de Julho de 1873 com Carlos Luís de Habsburgo (n. em Schoenbrunn, a 30 de Julho de 1833; f. em Viena, a 19 de Maio de 1896), arquiduque de Áustria e príncipe real da Hungria, irmão do imperador Francisco José. Com descendência.
4.  A infanta D. Maria José. Nasceu em Bronnbach, a 19 de Março de 1857; faleceu em Viena, a 11 de Março de 1943). Casou a 29 de Abril de 1874 com Carlos Teodoro, duque da Baviera (n. em Possenhofen, a 9 de Agosto de 1839; £ em Kreuth, a 30 de Novembro de 1909), filho do duque Maximiliano e da duquesa Luísa, princesa real da Baviera. Com descendência.  
5.  A infanta D. Aldegundes. Nasceu. em Bronnbach, a 10 de Novembro de 1858; faleceu em Gunten, na Suíça, a 15 de Abril de 1946). Casou em 15 de Outubro de 1876 com Henrique de Bourbon-Parma (n. em Parma, a 12 de Fevereiro de 1851; f. em Menthon, a 14 de Abril de 1905 ), conde de Bardi e filho de Carlos III, duque de Parma, e de sua mulher a duquesa Luísa de Bourbon-Artois. Sem descendência.
6. A infanta D. Maria Ana. Nasceu em Bronnbach, a 13 de julho de 1861; faleceu. em Nova Iorque, a 31 de Julho de 1942). Casou em 21 de Abril de 1893 com Guilherme Alexandre (n. Biebrich, a 22 de Abril de 1852; f. em Berg, a 25 de Fevereiro de 1912), filha do grão-duque Adolfo e de sua mulher Adelaide, grã-duquesa do Luxemburgo. Com descendência.
7.  A infanta D. Maria Antónia. Nasceu em Bronnbach, a 28 de Novembro de 1862; faleceu em Berg, no Luxemburgo, a 14 de Maio de 1959). Casou em 15 de Outubro de 1884 com Roberto de Bourbon (n. em Florença, a 9 de Julho de 1848; f. em Pianore, a 16 de Novembro de 1907), filho de Carlos III e de Luísa, duques de Parma. Com descendência.
 
Fontes:
Joel Serrão (dir.)
Pequeno Dicionário de História de Portugal,
Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976 Joaquim Veríssimo Serrão
História de Portugal, Volume VII: A Instauração do Liberalismo (1807-1832),
História de Portugal, Volume VIII: Do Mindelo à Regeneração (1832-1851) e
História de Portugal, Volume IX: O Terceiro Liberalismo (1851-1890)
Lisboa, Verbo, 1984, 1986.
Internet:
Miguel, D. - Entrada no Portugal - Dicionário histórico

 http://arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/miguel.html
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Batalha de Asseiceira
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26mAIo1834...A Convenção de Évora Monte põe fim à Guerra Civil, marcando a vitória do Liberalismo de D. Pedro IV.
Assim ficou conhecida a convenção, que pôs termo à luta entre os exércitos de D. Pedro e D. Miguel, celebrada entre liberais e absolutistas, e assinada em 26 de Maio de 1834, pela qual D. Miguel se obrigou, perante a Grã-Bretanha, a Espanha e a França, a fazer depor as armas ao seu exército.
Os miguelistas haviam ficado completamente desanimados, quando em Santarém souberam da derrota que sofreram na batalha de Asseiceira, e muitos oficiais abandonaram a causa absolutista levando consigo muitos soldados; o próprio coronel dos dragões de Chaves, que era compadre de D. Miguel e lhe devia muitos favores, desertou com quase todo o regimento, indo apresentar-se ao marechal Saldanha. O procedimento deste militar foi censurado até pelos próprios liberais. As relíquias do exército de D. Miguel, abandonando as fortes posições de Santarém, atravessaram o Tejo em direcção a Évora, onde houve ideia de tentar a sorte das armas, porque as tropas miguelistas ainda ascendiam a dezanove mil homens, mas completamente desmoralizados por sucessivas derrotas.
E conhecendo a ineficácia de prolongar a resistência, foi resolvido assinar-se a convenção, a qual contém nove artigos: o 1.º concede amnistia a todos os delitos políticos cometidos desde 31 de Julho de 1826; o 2.º permite a livre saída de Portugal a todos os amnistiados; o 3.º garante aos militares os postos legalmente adquiridos; o 4.º dispõe que com os funcionários civis e eclesiásticos haja a consideração que merecerem por seus serviços e qualidades; o 5.º estabelece a dotação anual de 60.000$000 réis ao infante D. Miguel; o 6.º permite que o infante embarque no porto que escolher com a devida segurança para a sua pessoa e comitiva; o 7.º presume a obrigação de D. Miguel sair do reino no prazo de quinze dias com a declaração de não voltar mais à península; o 8.º estabelece que as tropas miguelistas entregarão as armas no depósito que for indicado; o 9.º dispõe que os regimentos e corpos de serviço de D. Miguel se dissolvam pacificamente.
A estes artigos foram aditados mais quatro, sendo os dois primeiros para que às autoridades, que ainda reconhecessem a autoridade do infante, fosse dada imediata ordem para se submeterem ao governo da rainha D. Maria II; o 3.º marcando o dia 30 para D. Miguel sair de Évora para o porto de Sines, onde devia embarcar, e o 4.º fixando o dia 31 para a entrega das armas no seminário de Évora. D. Miguel embarcou em 1 de Junho no referido porto, no vapor inglês Stag, que o transportou a Génova, acompanhando-o muitos dos seus partidários.
 wikipedia (imagem)
 http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2016/05/26-de-maio-de-1834-convencao-de-evora.html
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Elaina Carla Silva Xavier

Ninguém morre de fome em Portugal? – Pobreza e mobilidade social na obra de Eça de Queirós (1878 – 1888)
 https://pt.scribd.com/document/280522234/Ninguem-Morre-de-Fome-Em-Portugal-Pobreza-e-Mobilidade-Social-Na-Obra-de-Eca-de-Queiros-1878-1888-2010
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23/05/2018

8.767.(23mAIo2018.16.16') Philip Roth

Nasceu a 19mar1933
e morreu a 23mAIo2018
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Via Pensador:

Philip Milton Roth 

 nasceu em Newark, Nova Jersey, Estados Unidos, no dia 19 de março de 1933. Estreou na literatura com a premiada obra “Adeus, Columbus” (1959), uma coleção de contos, entre eles “A Conversão dos Judeus” e “Eli, o Fantástico”, consideradas obras primas irretocáveis.
Sua imaginação literária aproveitou fartamente sua experiência de vida. Seu primeiro e traumático casamento com Maggie Williams, seria a matéria de base para “As Melhores Intenções” (1967). A infância em Newarl e diversos episódios de sua criação judaica foram incorporados ao romance “O Complexo de Portnoy” (1969), cheio de erotismo e heróis que irritaram a militância feminina, mas o lançou mundialmente.
Em “The Facts” (1988), Royh transforma suas memórias em uma carta ao personagem Nathan Zuckerman, seu alter ego literário, que responde desaconselhando a publicação da obra. Durante os anos seguintes o autor foi acusado de misoginia. Os temas eróticos estão também presentes nas obras, “O Seio” (1972) e “A Orgia de Praga” (1985).
Entre suas obras destaca-se também a trilogia americana: “Pastoral Americana” (1997), “Casei com um Comunista” (1998) e “A Marca Humana” (2000). Na primeira década do século XXI sua literatura foi marcada por narrativas de alta intensidade existencial. Publicou “Animal Agonizante” (2201), que dramatiza a tragédia do corpo: a velhice que chega, o desejo que permanece, a doença aniquiladora da vida e da beleza, e “O Homem Comum” (2006), um livro “sobre mortes, funerais, covas no chão e as doenças que levam até lá”.
Em 2010, Philip Roth surpreendeu o meio literário ao afirmar que a obra “Nêmesis”, um duro relato sobre a impotência humana diante da finitude, seria seu último livro. Sua biografia vem sendo escrita pelo biografo Blake Bailey.
*
"A vida é apenas um curto período de tempo em que estamos vivos."
"Como é fácil a vida quando ela é fácil, e como é difícil quando ela é difícil."
"É impossível observar pessoas através de uma ideologia. A sua ideologia observa por você."
"Não se pode obrigar alguém a dizer a verdade, assim como não se pode forçar alguém a amar-nos."
"Porque nós não sabemos, pois não? Toda a gente sabe. O que faz as coisas acontecerem da maneira que acontecem? O que está subjacente á anarquia da sequência dos acontecimentos, às incertezas, às contrariedades, à desunião, às irregularidades chocantes que definem os assuntos humanos? Ninguém sabe, professora Roux. «Toda a gente sabe» é a invocação do lugar-comum e o inimigo da banalização da experiência, e o que se torna tão insuportável é a solenidade e a noção da autoridade que as pessoas sentem quando exprimem o lugar-comum. O que nós sabemos é que, de um modo que não tem nada de lugar-comum, ninguém sabe coisa nenhuma. Não podemos saber nada. Mesmo as coisas que sabemos, não as sabemos. Intenção? Motivo? Consequência? Significado? É espantosa a quantidade de coisas que não sabemos. E mais espantoso ainda é o que passa por saber."
"Pare de se preocupar com estar envelhecendo. E pense em crescer."
"Voltávamos para as espreguiçadeiras de vez em quando e cantávamos ditirambos hesitantes, engenhosos, nervosos e delicados sobre os sentimentos que começávamos a experimentar um em relação ao outro. Na verdade, só passávamos a ter aqueles sentimentos a partir do momento em que falávamos neles – pelo menos no meu caso; quando dava nome a um deles, eu o inventava e passava a senti-lo. De tanto agitar nossa sensação de estranheza e novidade, geramos uma espuma que se assemelhava ao amor, e não ousávamos insistir demais naquela brincadeira, falar demais naquilo, com medo de que a espuma baixasse e morresse"
„É muito difícil ler os clássicos; logo a culpa é dos clássicos. Hoje o estudante faz valer a sua incapacidade como um privilégio. Eu não consigo aprender isto, portanto alguma coisa está errada nisto. E há especialmente alguma coisa errada com o mau professor que quer ensinar tal matéria. Deixou de haver critérios - para só haver opiniões.“The Human Stain

Referência: https://citacoes.in/autores/philip-roth/
„É muito difícil ler os clássicos; logo a culpa é dos clássicos. Hoje o estudante faz valer a sua incapacidade como um privilégio. Eu não consigo aprender isto, portanto alguma coisa está errada nisto. E há especialmente alguma coisa errada com o mau professor que quer ensinar tal matéria. Deixou de haver critérios - para só haver opiniões.“The Human Stain

Referência: https://citacoes.in/autores/philip-roth/
Philip Milton Roth é um romancista norte-americano de origem judaica, considerado um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do século XX. É conhecido sobretudo pelos romances, embora também tenha escrito contos e ensaios. Entre as suas obras mais conhecidas encontra-se a colecção de contos «Goodbye, Columbus», de 1959, a novela «O complexo de Portnoy» , e a sua trilogia americana, publicada na década de 1990, composta pelas novelas «Pastoral Americana» , «Casei com um comunista» e «A Mancha humana» . Muitas das suas obras reflectem os problemas de assimilação e identidade dos judeus dos Estados Unidos, o que o vincula a outros autores estado-unidenses como Saul Bellow, laureado com o Nobel de Literatura de 1976, ou Bernard Malamud, que também tratam nas suas obras a experiência dos judeus norte-americanos. Grande parte da obra de Roth explora a natureza do desejo sexual e a autocompreensão. A marca registrada da sua ficção é o monólogo íntimo, dito com um humor amotinado e a energia histérica por vezes associada com as figuras do herói e narrador de «O complexo de Portnoy», a obra que o tornou conhecido. Recebeu o Prémio Pulitzer de Ficção por Pastoral Americana em 1998. É conhecido sobretudo por seu alter-ego, Nathan Zuckerman protagonista de diversos de seus livros. É o único autor americano a ter suas obras completas publicadas em vida pela Library of America, que tem como missão editorial preservar as obras consideradas como parte da herança cultural americana . Foi galardoado com o prestigioso Prémio Internacional Man Booker em 2011 . Em 2012, Roth foi o vencedor do Prêmio Príncipe das Astúrias de Literatura . Em outubro do mesmo ano, em entrevista à revista francesa Les Inrockutibles , anuncia que abandona a carreira de escritor, sendo Nêmesis o seu ultimo trabalho . Está se dedicando na produção da sua biografia, que está sendo escrita por Blake Bailey .

Referência: https://citacoes.in/autores/philip-roth/
Philip Milton Roth é um romancista norte-americano de origem judaica, considerado um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do século XX. É conhecido sobretudo pelos romances, embora também tenha escrito contos e ensaios. Entre as suas obras mais conhecidas encontra-se a colecção de contos «Goodbye, Columbus», de 1959, a novela «O complexo de Portnoy» , e a sua trilogia americana, publicada na década de 1990, composta pelas novelas «Pastoral Americana» , «Casei com um comunista» e «A Mancha humana» . Muitas das suas obras reflectem os problemas de assimilação e identidade dos judeus dos Estados Unidos, o que o vincula a outros autores estado-unidenses como Saul Bellow, laureado com o Nobel de Literatura de 1976, ou Bernard Malamud, que também tratam nas suas obras a experiência dos judeus norte-americanos. Grande parte da obra de Roth explora a natureza do desejo sexual e a autocompreensão. A marca registrada da sua ficção é o monólogo íntimo, dito com um humor amotinado e a energia histérica por vezes associada com as figuras do herói e narrador de «O complexo de Portnoy», a obra que o tornou conhecido. Recebeu o Prémio Pulitzer de Ficção por Pastoral Americana em 1998. É conhecido sobretudo por seu alter-ego, Nathan Zuckerman protagonista de diversos de seus livros. É o único autor americano a ter suas obras completas publicadas em vida pela Library of America, que tem como missão editorial preservar as obras consideradas como parte da herança cultural americana . Foi galardoado com o prestigioso Prémio Internacional Man Booker em 2011 . Em 2012, Roth foi o vencedor do Prêmio Príncipe das Astúrias de Literatura . Em outubro do mesmo ano, em entrevista à revista francesa Les Inrockutibles , anuncia que abandona a carreira de escritor, sendo Nêmesis o seu ultimo trabalho . Está se dedicando na produção da sua biografia, que está sendo escrita por Blake Bailey .

Referência: https://citacoes.in/autores/philip-roth/
 https://www.pensador.com/autor/philip_roth/
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„É muito difícil ler os clássicos; logo a culpa é dos clássicos. Hoje o estudante faz valer a sua incapacidade como um privilégio. Eu não consigo aprender isto, portanto alguma coisa está errada nisto. E há especialmente alguma coisa errada com o mau professor que quer ensinar tal matéria. Deixou de haver critérios - para só haver opiniões.“The Human Stain

Referência: https://citacoes.in/autores/philip-roth/
https://citacoes.in/autores/philip-roth/
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Via Graça Silva
 "O que faz as coisas acontecerem do modo que acontecem? O que está subjacente à anarquia da sequência dos acontecimentos, às incertezas, às contrariedades, à desunião, às irregularidades chocantes que definem os assuntos humanos?"
Philip Roth, A Mancha Humana, pág. 223, Edições D. Quixote
 Philip Roth, pictured in New York in 2010.
 https://www.theguardian.com/books/2018/may/23/philip-roth-portnoys-complaint-and-american-pastoral-author-dies-aged-85
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Vencedor de um Pulitzer e um dos mais conceituados escritores do mundo, o romancista norte-americano deixa livros como Pastoral Americana e O Complexo de Portnoy, providos de marcas críticas sobre o judaísmo, a luxúria e o sonho americano. Tinha 85 anos.
https://www.publico.pt/2018/05/23/culturaipsilon/noticia/morreu-o-escritor-philip-roth-1831277
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Via Maria Sobral Velez
 “Não estar vivo, basicamente, não sentir a vida, não a cheirar. Mas a diferença entre hoje e o medo que tinha de morrer quando tinha 12 anos é que agora tenho uma espécie de resignação em relação à realidade. Já não me parece uma injustiça tão grande morrer”.
Philip Roth - (1933 - 2018 )
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209834044682376&set=a.3570654199601.116701.1670376265&type=3&theater
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Via Daniel Bernardes
 "Morreu Philip Roth. Conheci-o pela mão do meu amigo Jeffery Davis. Os seus livros espelham a sua mestria em observar realidades. O último livro que li foi “A Conspiração Contra a América” que parte da premissa de um anti-semita chegar ao poder nos EUA, e aliando-se à Alemanha de Hitler, tudo isto narrado por uma criança judia de 9 anos. A capacidade de descrever as implicações de tudo isto com três planos sempre presentes: a realidade internacional, a nacional e o seio familiar, fazem de Roth um génio literário! Que descanse em paz."
 Foto de Daniel Bernardes.
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1898330086865121&set=a.243638572334289.62709.100000644432495&type=3&theater
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Via Gaspar Vaz
  Philip Roth chegou-me tarde, mas fixou-se em mim com "A Mancha Humana". Soube, então, que tinha perdido muito tempo sem ter conhecido um nome maior entre os criadores humanos.
Pensei, até hoje, que te tinha posto à sombra da vida, no lugar em que as Parcas não chegam.
Tenho sempre este pueril desejo de libertar da morte os que fazem a vida mais bonita - mesmo que mostrando, por vezes, as suas misérias.
Enfim, até que surja (espero que nunca) um homem pós-humano, teremos de nos resignar com a saudade dos nossos maiores.

 https://scontent.flis6-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-0/s180x540/33116179_1713396875412237_8826725373208166400_n.jpg?_nc_cat=0&oh=c35ca477cc33d8ade2cca47eee9857a8&oe=5B7BD5AF
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 Via Sérgio Moreira
  “Se o Clinton lhe tivesse ido ao cu, talvez ela tivesse calado a boca. Bill Clinton não é o homem que dizem ser. Se a tivesse virado de barriga para baixo no Salão Oval e lhe tivesse ido ao cu, nada disto teria acontecido.” (p. 118)

“A Mancha Humana“, Philip Roth (Trad. Fernanda Pinto Rodrigues, Ed. Dom Quixote)

22/05/2018

4.561.(21mAIo2018.18.18') Germano Almeida

Nasceu a 31jul1945, Ilha da Boavista/ Cabo Verde
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21mAIo 2018
 
https://sondisantiagu.blogspot.pt/2018/05/germano-premiocamoes2018.html
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Prémio Camões 2018
ainda não tem nada aqui:
 http://www.instituto-camoes.pt/
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 afirmou-se hoje "surpreendido", mas "muito feliz" por constatar que o seu trabalho é apreciado a ponto de receber o galardão maior da língua portuguesa.
"Estou contente, muito feliz por saber que o que escrevo é apreciado ao ponto de me darem um prémio tão prestigiado como o Camões", disse Germano Almeida em declarações à agência Lusa, por telefone, a partir da sua residência, na cidade cabo-verdiana do Mindelo.
O escritor mostrou-se surpreendido com a distinção por considerar que "existem muitos escritores que merecem o prémio tanto ou mais" do que ele.
Para Germano Almeida, o segundo cabo-verdiano a receber o Prémio Camões, depois do poeta Arménio Vieira, este galardão representa "o reconhecimento do esforço e do trabalho" que vem desenvolvendo há anos como escritor.
O autor de livros como "Eva", "O Testamento do Sr. Napomuceno da Silva Araújo" ou "Do Monte Cara vê-se o Mundo" considerou ainda importante a componente financeira do prémio "para um escritor que publica em Cabo Verde e em Portugal, onde os livros são mal vendidos e os escritores dolorosamente mal pagos".
 https://www.msn.com/pt-pt/news/other/pr-c3-a9mio-cam-c3-b5es-germano-almeida-e2-80-9csurpreendido-e2-80-9d-e-e2-80-9cmuito-feliz-e2-80-9d/ar-AAxARJn
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 https://www.rtp.pt/noticias/cultura/germano-almeida-distinguido-com-premio-camoes-de-2018_n1077121
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Via face DRCultura do Algarve:
Germano Almeida 
 Licenciou-se em Direito em Lisboa e exerce advocacia. Estreou-se como contista no início da década de 80, colaborando na revista Ponto & Vírgula. A sua obra de ficção representa uma nova etapa na história literária de Cabo Verde. Está publicada em Portugal pela Caminho. O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, do qual vários países compraram os direitos, encontrando-se já publicado no Brasil, em Itália, em França, na Alemanha, na Suécia, na Noruega e na Dinamarca. O filme de baseado nesta obra (O Testamento do Senhor Napumoceno) foi premiado no Brasil e no Paraguai.

Entre as suas obras, distinguem-se O dia das calcas roladas (1982); O Meu Poeta (1989); O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo (1991); A morte do meu poeta (1998); A Família Trago (1998); Estórias contadas (1998); Estórias de dentro de Casa; Dona Pura e os Camaradas de Abril (1999); As memórias de um espírito (2001); Cabo Verde – Viagem pela história das ilhas (2003); O mar na Lajinha (2004); Eva (2006); A morte do ouvidor (2010); De Monte Cara vê-se o mundo (2014)

O Prémio Camões, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989, é o maior prémio de prestígio da língua portuguesa. Com a sua atribuição, é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa.

O júri da 30ª edição do Prémio Camões foi constituído por Maria João Reynaud, Professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal); Manuel Frias Martins, Professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal); Leyla Perrone-Moisés, professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (Brasil); José Luís Jobim, professor aposentado da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil); pelos PALOP, Ana Paula Tavares, poeta e Professora de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Angola); José Luís Tavares, poeta (Cabo Verde).

 Foto de Direcção Regional de Cultura do Algarve.
 https://www.facebook.com/DRCAlg/photos/basw.AbpbS5077Eah8bX4hMg5efj3Nm1XMOdZdGxNZejZkPvE6k0YHaogRmLRgoZQqMsJTewKHYaBl08Jl3aT0UbD3SNNRCGxAXh25VZ68Lv0Z3YU9qXzkXlFXMYfkveytiFZOQTpk5tuJuFnA3nw_fHwtodWwRVSb23OCFE2n8ZotS0ueA.10211718268652356.1812729788749125.1050177331796411.1890640390955334.996939923813503.1778736272164612/1890640390955334/?type=1&theater
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  é o escritor cabo-verdiano Germano Almeida. O escritor, que nasceu na ilha da Boavista em 1945, tem a sua obra publicada em Portugal pela editora Caminho, que em breve editará o seu mais recente romance, O Fiel Defunto. Estreou-se como contista no início da década de 80 e o seu primeiro romance, O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, teve os direitos vendidos para vários países e foi adaptado ao cinema por Francisco Manso. 





O prémio, que chegou este ano à sua 30.ª edição, foi anunciado esta tarde, após reunião do júri, no Hotel Tivoli, em Lisboa. O júri desta edição foi composto por Maria João Reynaud, professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal); Manuel Frias Martins, professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal); Leyla Perrone-Moisés, professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (Brasil); José Luís Jobim, professor aposentado da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil); pelos PALOP, Ana Paula Tavares, poeta e Professora de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Angola); José Luís Tavares, poeta (Cabo Verde).
Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, o Prémio Camões tem um valor de 100 mil euros e é a mais importante consagração literária da língua portuguesa. No ano passado foi entregue ao poeta e romancista Manuel Alegre, o autor de Praça da Canção que, aos 81 anos, se tornou no 12.º português premiado.
https://www.publico.pt/2018/05/21/culturaipsilon/noticia/e-o-premio-camoes-vai-para-1830809
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22mAIo2018

“A ideia da escrita não é a conquista, mas o prazer da sedução”





O escritor confessa que é um contador de histórias e quando conta uma delas pensa numa mulher concreta. É neste diálogo que cria, mesmo quando fala nos “poetas” dos vários regimes. Nuno Ramos de Almeida falou com o autor  de “Do Monte Cara Vê-se o Mundo” e Rodrigo Cabrita tirou-lhe as medidas
Escrevo pelo prazer de escrever, nunca consegui forçar-me”, confessa Germano Almeida. O escritor cabo-verdiano tem uma obra rica, os seus livros preocupam-se em contar a história das pessoas. Uma arte de contador de histórias em que a realidade e a imaginação se misturam.
Conheceu muitos contadores de histórias?
Bastantes. Quando eu era jovem pagávamos para nos contarem histórias à boca da noite. Não havia internet, não havia televisão e havia poucos divertimentos. Um dos grandes divertimentos era ouvir histórias. Acho que as pessoas que sabiam muitas histórias inventavam muito. Essa era a parte mais interessante. Lembro-me que ouvi contar a vida de Carlos Magno e dos reis de França contada tantas vezes que eu sabia aquilo praticamente de cor. A piada é que em adulto comprei o livro e não o achei tão interessante como a versão que tinha escutado anos antes.  
Começou a escrever aos 16 anos depois de assistir a um naufrágio. A escrita espanta a morte?
Um forma de afugentar os medos. Eu naquela altura já lia muito. Acho que tinha lido quase todos os livros que encontrei na Boa Vista. Quando aconteceu esse desastre fiquei com medo dos defuntos. Isso porque eu em miúdo estive para ficar no mar e fiquei com receio das pessoas que morriam no mar. Nesse dia lembrei-me: se eu contar e escrever sobre eles, sou capaz de me libertar. Como não sabia de que maneira tinham morrido, comecei a imaginá-los – isso é a vantagem da literatura, as pessoas fazem aquilo que a gente quer, como pô-los a gritar por serem engolidos pelos tubarões. No fim de escrever já estava liberto do medo.
Quais eram os livros que encontrava?
Lembro-me que li os 12 volumes de uma viagem ao mundo de aventureiros. Havia imensos livros de cowboys e da Corín Tellado, também os devorei. Depois fui para a Praia, e um dia fui a uma loja que vendia livros. A primeira vez comprei uns romancinhos de cowboys, no dia seguinte fui comprar outros, e o homem da livraria disse-me: “Você não está interessado em ler livros melhores?” Mostrou-me a “Colecção Civilização”. Foi aí que comecei a entrar na literatura séria. A minha aprendizagem foi feita ao acaso.   
No seu romance há uma personagem que a certa altura diz que “em todos os livros inúteis há conhecimentos úteis”.
Até hoje não acredito que haja conhecimentos inúteis [risos]. Todos os conhecimentos são úteis. Ainda hoje defendo que o que importa é ler, seja lá o que for. Vais lendo livros maus e acabar por conhecer livros bons.
Vem para Lisboa em 72. Notava-se o fim do regime?
Estávamos no tempo do Caetano, com a sua ideia de evolução na continuidade. Para nós não era evidente, apesar da contestação e dos gorilas na faculdade, que o regime estivesse a acabar.
Qual era a sua posição política?
Estive várias vezes para fugir, mas acabei por não o fazer. Convivi com um dirigente do PAIGC e estive para ir com ele para a Guiné. Já estava politizado e quando cheguei a Portugal fiquei mais perto do pessoal do MRPP.
É primeiro maoista da Boa Vista...
Calhou. Arranjei mais amigos entre eles, mas do ponto de vista político sentia-me muito mais próximo do Partido Comunista que dos maoistas, que eu achava um bocadinho folclóricos, mas os amigos que eu tinha eram do MRPP.
Volta a Cabo Verde logo depois da independência?
Já em 1973 fui desafiado para ir para a luta, mas disse-lhes: “Agora deu-me tanto trabalho chegar cá que acabo o curso.” Entretanto dá-se o 25 de Abril. Acabo o curso em 1976 e vou imediatamente para Cabo Verde.
E foi para o Ministério Público?
Fui para o Ministério da Justiça. Depois de lá estar tive de ir para procurador da República, porque tínhamos imensos problemas de quadros, e com ou sem experiência, desde que um fulano tivesse formação, tinha de aceitar desempenhar certos lugares, estando ou não preparado para aquilo.
Usou as suas experiências como procurador em romances seus, mas as suas opiniões como escritor foram bastante diferentes dos seus despachos...
No caso dos dois irmãos sempre tive dúvidas. Absolvê-lo, no caso real, não era possível, mas condená-lo era complicado, porque implicava condenar toda uma população. Daí eu ter defendido que ele devia ter sido julgado pelos seus pares. Ele foi julgado segundo os nossos valores, não segundo os valores da sua comunidade. Aquele livro ficou-me na cabeça durante muitos anos: eu sentia que tinha de escrever. Não sabia é como. Só quando li “A Crónica de Uma Morte Anunciada”, do Gabriel García Márquez , disse: “Já sei como escrever o meu livro”, e depois foi muito rápido.
É no fundo a ideia de que toda a gente sabia...
Mais que isso, toda a gente fazia para que acontecesse. No caso dele, quase fugia da situação, e toda a gente lhe dizia: “Tens que, tens que, é a tua honra que está em causa...” Já passaram décadas, as coisas podem ter mudado. Eu não estava habituado, na Boa Vista não era assim. Se houvesse uma traição, podiam ser trocados uns sopapos, mas em Santiago era preciso correr sangue.
O que o levou a querer escrever?
O facto de ter sido o acusador do homem. Acusei-o diante de toda aquela gente, que o absolvia e o tratava como um herói. Foi uma coisa que me impressionou: “Alguém está errado e não me parece que sejam eles”, pensei eu muitas vezes.
A ideia que perpassa em muitos dos seus livros é que do ponto de vista da moral católica, apostólica e romana, Cabo Verde, para bem dos cabo-verdianos, deixa muito a desejar.
[Risos] É mesmo assim. Isso não é contraditório com essa noção de honra. Enquanto no barlavento a coisa é mais ligeira, a pessoa zanga-se e dá eventualmente dois socos, a traição, que é uma coisa pessoalíssima, é muito séria em Santiago. Aquilo implica com a própria personalidade da pessoa: se esse indivíduo não reage fica eternamente corno.
Um dos seus primeiro livros é “O Meu Poeta”. Foi difícil de publicar?
Foi um livro que eu demorei muitos anos a escrever, terei levado uns quatro anos a escrever. Naquela altura estávamos em regime de partido único, e eu achava que se publicasse o livro me iam proibir e chatear, de modo que ia colocar tudo o que eu achasse conveniente. Por isso é que o livro é excessivo e demasiado longo.
Há uma passagem deliciosa do livro, em que perante as acusações de que é alvo, de ter ganho a eleição mais suja de sempre, o candidato reage indignado e diz: “Que exagero, como é que sabem se não há termo de comparação, porque não houve eleições antes”...
O meu poeta é o protótipo do hipócrita, é um fulano oportunista. Aliás, isso verificou-se muito no regime do PAICV, mas também se está a verificar no regime do MPD. As pessoas gravitam à volta do poder. Eu sempre achei que devia haver pluripartidarismo, e tive por isso uma passagem episódica pelo MPD no início, embora esteja muito mais próximo das ideias do PAICV. As pessoas têm o direito de escolher. O PAICV e o MPD estão cheios de poetas. Sempre achei que a política devia ser um sacerdócio, mas a verdade é que nem os sacerdotes se comportam como deve ser.
O seu último romance é um bocadinho a história de alguém que apesar de estar velho continua a poder amar...
É uma história de amor que em certa medida eu? conheci. A minha personagem Pepe é baseada em várias pessoas, mas sobretudo numa pessoa que eu conheço. É de facto um homem que tem 80 anos, mas ninguém diz que tem essa idade, continua com um perfil jovem, encanta as mulheres e as moças.
Ele reconheceu-se no livro?
Ainda não o leu, mas acho que não se vai reconhecer: o livro está longe dele. Curiosamente, coloquei-lhe uma frase que se ele ler, vai-se reconhecer.
Escreve por prazer, esse prazer é similar ao dos contadores de histórias?
Exactamente, a ideia de escrever é a ideia de contar histórias. Quando escrevo tenho sempre alguém em mente, a quem estou a contar uma história. Não estou a escrever abstractamente, visualizo uma pessoa.
É uma forma de sedução?
De certa forma, normalmente são mulheres. A ideia não é conquistá-las. É só o prazer da sedução e não da conquista.
 https://ionline.sapo.pt/271002
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Germano Almeida

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA
 nasceu na ilha da Boa Vista em 1945, tendo-a deixado aos 18 anos. Licenciou-se em Direito na Universidade Clássica de Lisboa. Vive em S. Vicente onde, desde 1979, exerce a profissão de advogado.
Publica as primeiras Estóreas na Revista Ponto & Vírgula, assinadas com o pseudónimo de Romualdo Cruz. Estas estóreas, depois de revistas e re-escritas, às quais se acrescentaram algumas inéditas, foram publicadas em 1994 com o título A Ilha Fantástica que juntamente com A Família Trago, 1998, recriam os anos de infância e o ambiente social e familiar na ilha da Boa Vista. Mas o primeiro romance publicado por G. A. foi O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, em 1989, que marca a ruptura não só com os tradicionais temas cabo-verdianos da fome, da emigração, e do eterno dilema dos ilhéus, dilacerados entre o partir e o ficar, mas também com uma narrativa excessivamente descritiva, linear e sisuda.
O Meu Poeta, 1990, Estóreas de dentro de Casa, 1996, A Morte do Meu Poeta, 1998 e As Memórias de um Espírito, 2001 formam o que se pode considerar o ciclo mindelense da obra do autor. Em traços gerais, podemos dizer que o primeiro e segundo títulos retratam a vida pública e política de Mindelo, enquanto que as Estóreas nos remetam para a esfera do doméstico e as Memórias para a esfera da vida íntima. A ideia de ciclo é ainda reforçada pelo facto de, muitas das personagens, circularem com o maior à-vontade por estes quatro livros.
O Dia das Calças Roladas, 1992 e Os Dois Irmãos, 1995, são estóreas que têm por base histórias realmente acontecidas, no ambiente rural de Stº Antão e S. Tiago, respectivamente, e em que, na qualidade de advogado, tomou parte. Estóreas Contadas, 1998, (55 Crónicas seleccionadas de entre as publicadas no jornal Público) e Dona Pura e os Camaradas de Abril, 1999, o mais pícaro dos seus romances, Viagem pela História das ilhas – 2003, o O mar na Lajinha – 2004, EVA – 2006, A morte do Ouvidor – 2010, completam a obra publicada por G. A até o momento e todas elas confirmam o título que desde sempre reclamou, o de contador de estóreas. De facto, a presença activa e manipuladora do narrador, é uma das características mais marcante da sua escrita. Irónico e trocista, é capaz de manter o tom coloquial de quem conta uma estórea, domina perfeitamente o tempo narrativo, mesmo quando os acontecimentos são contadas do fim para o princípio em permanentes e inesperados saltos. Antecipa-se para nos surpreeender, outras vezes recua para nos fornecer detalhes necessários à compreensão dos factos. Manipula a realidade e a ficção, como se de infindável jogo de espelhos se tratasse, fundindo, distorcendo, recriando.
Tal como na pintura impressionista, G.A. cria as personagens e lugares dos seus romances, sem desenhar pormenores ou detalhes, mas criando nos leitores as impressões necessárias à construção psicológica e até física desses personagens e lugares. Para as personagens secundárias, sem tempo nem espaço para nos impressionar, usa então um traço quase caricatural, fazendo sobressair o detalhe isolado e a distorção de linhas. A autenticidade da linguagem completa o desenho das personagens. E porque é um discurso vivo a presença do crioulo é extremamente forte. É verdade que G.A. escreve em português, mas também é verdade que há personagens que julgamos ouvir falar em crioulo, mais pela construção da frase que por uma ou outra palavra que o autor vai buscar ao crioulo, com a mesma sem-cerimónia e naturalidade com que isso se faz no dia-a-dia de Cabo Verde, numa útil, económica e criativa mistura de línguas.
G.A. foi fundador e co-director da Revista «Ponto & Vírgula» (Março de 1983 a Dezembro de 1987), co-proprietário e director do jornal «Agaviva» Março de 1991 a Junho de 1992). É sócio da «Ilhéu Editora» (1989) que em Cabo Verde tem publicado as suas obras. Em Portugal é editado pela Editorial Caminho e tem também obras publicadas no Brasil, França, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Holanda, Noruega e Dinamarca, Cuba, Estados Unidos, Bulgária.
Bibliografia
Mª Manuela Guerreiro, Germano Almeida e a Nova Escrita Cabo-Verdiana. Um estudo de O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, Praia, Centro Cultural Português,1998.
Ana Cordeiro
 http://dasletras.com/germano-almeida/
*** 

7.048.(21mAIO2018.17.17') António Arnaut

Nasceu a 28jan1936, em Cumeeira, Penela
e morreu a 21mAIO2018, no HUCoimbra
***
22mAIo2018
no dia do seu funeral, 1 vivaaaaaaaaaa a António Arnaut...advogado...fundador do PS...ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Constitucional pelo que assinou a criação do SNSaúde («O modelo e as linhas doutrinárias estavam traçados na Constituição e a responsabilidade técnica e a organização pertencem a uma comissão.» O Poema dedicado ao SNS:"Cravo de abril plantado no coração de Portugal"
"A esperança em Liberdade/ Força conjugada / Do dever e da vontade"
"Seja de todos Sol e Vida e Estrela da Igualdade")...deputado...membro da presidência do Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC).
*
O Poema Impossível

Dói-me o poema que nunca escreverei.
O único que gostaria de deixar
embutido na lembrança como a corola
nas pétalas iluminadas do tempo. 


Um poema que fosse uma flor desfolhada
pelo vento solidário do futuro:
cada sílaba um aroma e cada verso
a emotiva respiração do encontro.

Um poema que tivesse a forma de um abraço
e o ritmo tenso de corações irmanados
que saúdam o casto alvorecer
num cântico de pássaros libertos.

Nunca escreverei esse poema.
Mas ele está dentro de mim tão vivo e justo,
tão íntimo e luminoso como o Sol
no puro olhar do homem primitivo.

Não se escreve o sentimento que não cabe
no precário barro das palavras.
Toda a revelação sonha calada
como a semente no ventre da terra.

É de esperança a mensagem que me grita,
indecifrável no silêncio da raiz.
 http://searasdeversos.blogspot.pt/2018/05/o-poema-impossivel-antonio-arnaut.html
***
anti-fascista...fundador do PS...ministro que assinou a criação do SNSaúde...advogado...poeta...dos Corpos Gerentes do Conselho Português para a Paz e Cooperação
***
21mAIO2018
 O presidente honorário e fundador do PS, António Arnaut, morreu esta segunda-feira, em Coimbra. Participou na candidatura de Humberto Delgado e, depois do 25 de Abril, foi deputado e ministro.

Presidente honorário do PS desde 2016, António Arnaut foi ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Constitucional, deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República, em várias legislaturas.
Poeta e escritor, António Arnaut participou na comissão distrital de Coimbra da candidatura presidencial de Humberto Delgado em 1958, que congregou o apoio alargado da oposição ao regime fascista.
Apesar do anteprojecto da lei do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ter partido do Ministério que tutelava, Arnaut lembrou os contributos diversos e a origem constitucional do projecto, em entrevista à revista Tempo Medicina, a propósito dos 30 anos do SNS: «O modelo e as linhas doutrinárias estavam traçados na Constituição e a responsabilidade técnica e a organização pertencem a uma comissão.»
António Arnaut era membro da presidência do Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC).
 António Arnaut, numa entrevista a propósito dos 40 anos do 25 de Abril, em Coimbra. 29 de Março de 2014
 António Arnaut, numa entrevista a propósito dos 40 anos do 25 de Abril, em Coimbra. 29 de Março de 2014CréditosPaulo Novais / Agência LUSA
https://www.abrilabril.pt/nacional/faleceu-antonio-arnaut
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público
 https://www.publico.pt/2018/05/21/sociedade/noticia/servico-nacional-de-saude-foi-o-melhor-poema-de-antonio-arnaut-1830886
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António Arnaut declamou poema inédito sobre o SNS

"Cravo de abril plantado no coração de Portugal"António Arnaut juntou ontem amigos e leitores, num encontro de partilha literária que decorreu no Clube Médico da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos.
Neste encontro informal, onde apresentou o livro "Cavalos de Vento - poesia e prosa" - uma obra que assinala os 60 anos de vida literária do autor e os 35 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, destacou o perfil e a "grandiosidade humana" de António Arnaut: "A sua produção literária revela que há em si mais do que uma fonte; há um rio enorme que emerge através da poesia, do humanismo, da fraternidade. Esse rio é um rio de grande bondade", assinalou ainda o presidente da SRCOM. Carlos Cortes não deixou de sublinhar, também, que "António Arnaut consegue falar com a mesma paixão de uma árvore e um momento da vida como fala da criação do Serviço Nacional de Saúde".
E foi, precisamente, a propósito do SNS que o advogado e escritor António Arnaut - falando do seu processo de criação literária - acabaria por revelar e declamar um poema inédito (que nesta fase ainda tem duas versões). "Foi um poema que escrevi logo, ainda não é definitivo; é sempre difícil porque é um poema temático", confessou António Arnaut. O poema nasceu num dia marcante para o escritor: 15 de setembro, precisamente o dia em que assinala a criação do SNS. "Preparando-me para as celebrações dos 35 anos do SNS, de manhã, ao apertar a gravata vermelha como convinha à efeméride, li no espelho o que poderia ser um poema ou um discurso. Estava de alma cheia naquele dia. Veio esta frase: o SNS é um cravo de abril plantado no coração de Portugal e, enquanto me arranjava, nasceu o poema".
Neste texto a aguardar publicação, o advogado e antigo ministro dos Assuntos Sociais, refere-se aos 35 anos do SNS como "A esperança em Liberdade/ Força conjugada / Do dever e da vontade" exortando que "Seja de todos Sol e Vida e Estrela da Igualdade", em suma, assim terminando o poema, "Cravo de abril plantado neste chão de Portugal". Este último verso ainda tem duas versões.
António Arnaut, no culminar desta tertúlia, ofereceu e autografou o livro que se destina exclusivamente a ofertas aos seus leitores e amigos. Recorde-se que esta obra reúne textos de intervenção cívica, ensaio, ficção e poesia e por decisão do autor não será reeditado.
 http://omcentro.com/noticias/detalhe/89
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1abril2016
 O advogado e escritor António Arnaut apresenta um livro de poesia no sábado, em Coimbra, em que se afirma visionário dos rios que hão de fazer "florir as searas da harmonia coletiva"
 “Era um rio e chorava — 80 poemas para 80 anos”
 “Para que o rio incessante que me corre
 leve a metáfora até ao cume
 do Sol em devir sempre nos meus olhos”
 https://observador.pt/2016/04/01/antonio-arnaut-apresenta-livro-poesia-um-rio-florir-as-searas/
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Biografia


António Arnault em 1979
Era advogado, tendo obtido a licenciatura em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1959.
Desde jovem se envolveu na oposição ao Estado Novo. Participou na comissão distrital da candidatura presidencial de Humberto Delgado, em Coimbra, em 1958, foi arguido no processo resultante da carta dos católicos a António de Oliveira Salazar, em 1959, candidato à Assembleia Nacional, pela Comissão Democrática Eleitoral, no círculo de Coimbra, nas eleições legislativas de 1969.
Militante da Acção Socialista Portuguesa desde 1965, foi cofundador do Partido Socialista, em 1973, na cidade alemã de Bad Münstereifel, tendo sido seu dirigente até 1983.
Ministro do II Governo Constitucional, formado por coligação entre o PS e o CDS de Diogo Freitas do Amaral, coube-lhe a pasta dos Assuntos Sociais, tendo nessa qualidade lançado o Serviço Nacional de Saúde[1]
Exerceu diversos cargos na Ordem dos Advogados, nomeadamente o de presidente do Conselho Distrital de Coimbra[2]. É autor de um Estatuto da Ordem dos Advogados Anotado, bem como de um ensaio intitulado Iniciação à Advocacia, destinado a estudantes e jovens advogados. Em 2007, recebeu a Medalha de Honra da Ordem dos Advogados.[3].
Foi um dos fundadores do Círculo Cultural Miguel Torga e presidente da sua Assembleia Geral.[4]
Em 1995, fundou a Associação Portuguesa de Escritores Juristas, de que foi presidente[5].
Foi vogal do Conselho Superior da Magistratura[6].
Foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade a 25 de abril de 2004, nas comemorações dos 30 anos da Revolução de 25 de Abril.[7]
A 7 de abril de 2016, nas comemorações do Dia da Saúde, foi elevado ao grau de Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.[7]
Em 2016, foi nomeado presidente honorário do PS no XX congresso do partido, após a morte de António de Almeida Santos.[8]
Faleceu nos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde estava internado, no dia 21 de maio de 2018.[9]
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Arnaut
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14/05/2018

5.100.(14mAIo2018.7.7') LisBOA

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14mAIo1147...Há várias datas, conforme os historiadores
para a narração da Conquista de Lisboa aos mouros
 hj (amanhã tb) é dia de conQUIStas...de querer com td a convicAÇÃO
https://www.youtube.com/watch?v=w1AdximF7mE
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 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10201160330484961&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=3
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25ouTUbro1147
Artimanha e a conquista de Lisboa aos Mouros:
 "A Conquista de Lisboa aos Mouros" é um espectáculo inspirado em factos históricos, que narra a epopeia vivida antes e durante o longo cerco da Cidade de Lisboa, em 1147, pelas forças do nosso primeiro rei e dos cruzados que o ajudaram. Fala das lutas necessárias, canta a glória e o infortúnio de quem as viveu, mas que acima de tudo sublima o homem, seja ele cristão ou mouro e mais que tudo, que a guerra é sempre um caminho para o sofrimento, que só Deus sabe verdadeiramente avaliar e, porventura, até castigar.
https://www.youtube.com/watch?v=Ebyt4cSthXY

TOMADA DE LISBOA AOS MOUROS


TOMADA DE LISBOA AOS MOUROS
A 25 de Outubro de 1147, D. Afonso Henriques conquista a cidade de Lisboa aos Mouros, auxiliado por Ingleses, Normandos, Flamengos, Alemães e pelos Almocadéns mouros que ocupavam o burgo.
Esta conquista começou a ser preparada logo após a tomada de Santarém a 15 de Março do mesmo ano.
Foram muitas as investidas do exército português e seus aliados, mas só depois de um prisioneiro mouro ter denunciado que no interior das muralhas da cidade, já não existiam viveres, nem água, nem munições e que os mouros estavam extenuados, é que numa nova e redobrada investida das tropas de Afonso Henriques, agora encorajadas pelas informações recebidas, a cidade caiu nas mãos dos seus conquistadores.

Os Mouros, já exaustos, sem forças para acudir aos três pontos atacados, pedem armistício, capitulam.
Foi assim que há 860 anos, D. Afonso Henriques entrou triunfal na cidade, à frente de um luzido cortejo de barões, cavaleiros e homens de armas.
À Tomada de Lisboa, seguiu-se naturalmente a queda da rede de castelos que Lisboa dominava. Almada e Palmela foram abandonados pelos mouros. O de Sintra rendeu-se a um grupo de cavaleiros portugueses. Nos fins desse ano (1147) a fronteira ficava enfim na linha do Tejo.
Abstenho-me de narrar a história destes ataques e de suas peripécias, até porque estão ao dispor de toda a gente, e são sobejamente conhecidos.
No entanto, não posso deixar de realçar um episódio que marcou esta conquista para sempre e está ligado à memória da cidade através de uma praça com o nome do seu protagonista. Refiro-me claro está, a Martim Moniz, um exemplo de coragem e lealdade.
MARTIM MONIZ
A lenda conta que D. Afonso Henriques tinha posto cerco à cidade, ajudado pelos muitos cruzados que por aqui passaram a caminho da Terra Santa. O cerco durou ainda algum tempo, durante o qual se travavam pequenas investidas por parte dos cristãos. Numa dessas tentativas de assalto a uma das portas da cidade, Martim Moniz enfrentou os mouros que saíam para repelir os cristãos e conseguiu manter a porta aberta mesmo a custo da sua própria vida. O seu corpo ficou atravessado entre os dois batentes e permitiu que os cristãos liderados por D. Afonso Henriques entrassem na cidade. Ferido gravemente, Martim Moniz entrou com os seus companheiros e fez ainda algumas vítimas entre os seus inimigos, antes de cair morto. D. Afonso Henriques quis honrar a sua valentia e o sacrifício da sua vida ordenando que aquela entrada passasse a ter o nome de Martim Moniz. O povo diz que foi D. Afonso Henriques que mandou colocar o busto do herói num nicho de pedra, onde ainda hoje se encontra, junto à Praça de Martim Moniz. Alguns dos Cruzados estabeleceram-se na cidade, de entre os quais se destaca Gilbert de Hastings, eleito bispo de Lisboa. Após a rendição uma epidemia de peste assolou a região fazendo milhares de vitimas entre a população. Lisboa tornou-se, entretanto, capital de Portugal a 1255. http://porentremontesevales.blogspot.pt/2007/10/tomada-de-lisboa-aos-mouros.html
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A conquista de Lisboa aos muçulmanos, em 1147. A ajuda dos cruzados do norte da Europa nessa conquista é atestada neste magnífico trabalho de Roque Gameiro pelos navios de proas altas e velas pandas típicos dessa região


Foi há 870 anos que o nosso Fundador conquistou Lisboa aos Mouros. Um dos cruzados que foi testemunha ocular conta todos os pormenores numa famosa carta. O manuscrito latino da carta conserva-se actualmente no Corpus Christi College da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
Osberno ( ou Osberto) era um cruzado de formação religiosa (um clérigo ou presbítero) oriundo da Inglaterra ou da Normandia.  A qualidade do latim empregado por ele e as características do texto indicam que era um homem culto.

Na carta, o autor descreve a conquista desde as fases preparatórias até o período imediatamente posterior à tomada da cidade. Os cruzados, oriundos principalmente da Inglaterra, Gales, Normandia, Condado da Flandres, norte da França e Renânia (Alemanha), a caminho da Terra Santa, aportam na cidade do Porto, no norte de Portugal, em Junho de 1147.

Os cruzados são recebidos pelo bispo do Porto, enviado do rei Afonso Henriques, que tenta convencê-los a ajudar os portugueses na conquista de Lisboa. O próprio rei português encontra-se com os cruzados nos arredores de Lisboa e faz um discurso para convencê-los a participar na conquista da cidade. Também o Condestável inglês, Hervey de Glanville, faz um discurso no mesmo sentido.

O autor da carta reproduz todos esses discursos, ainda que seja impossível saber com que grau de exactidão. As palavras do bispo e do rei apelam tanto ao espírito da cruzada contra os inimigos muçulmanos, (a Reconquista era considerada parte das Cruzadas) quanto à promessa do saque (pilhagem) da rica cidade de Lisboa. No acordo final o rei também se compromete a que os cruzados que assim desejassem se pudessem estabelecer em terras na região de Lisboa, onde estariam isentos de impostos.

O arcebispo de Braga, João Peculiar, dirige um discurso aos lisboetas tentando convencê-los a que se rendam sem luta, mas estes se recusam. Este último discurso é muito interessante por explicitar claramente a justificação moral da Reconquista, ou seja, que os mouros haviam tomado injustamente as terras cristãs durante a invasão muçulmana da península Ibérica no século VIII.

O longo cerco começa em Julho de 1147.
O autor descreve em detalhe vários momentos de tensão ocorridos nesse período entre os cruzados, causados especialmente pela rivalidade entre os anglo-normandos por um lado e os flamengos e alemães por outro. De maneira geral, o autor anglo-normando descreve de maneira favorável o comportamento dos seus compatriotas e denigra a dos flamengos e alemães. A relação com as tropas portuguesas também é tensa por vezes.

De expugnatione Lyxbonensi também reproduz cartas dos mouros, traduzidas do árabe, interceptadas pelos sitiadores. Numa delas, enviada pelo rei mouro de Évora e destinada aos moradores de Lisboa, o rei eborense recusa-se a ajudá-los na luta contra os cristãos, com a desculpa de não quebrar um acordo de paz que havia feito com Afonso Henriques.

Depois de muito esforço, os sitiadores conseguem derrubar parte dos muros da cidade e constroem uma máquina de cerco - uma torre dotada de ponte -, que debilita enormemente as defesas da cidade, levando finalmente os lisboetas a renderem-se aos cristãos. O acordo de rendição com os mouros é negociado por Fernão Cativo, por parte do rei, e Hervey de Glanville, um dos condestáveis dos anglo-normandos. Desacordos sobre o botim geram mais tensão e mesmo violência entre os cristãos, sendo necessárias novas negociações para acordar a divisão das riquezas da cidade.
Finalmente, no dia 25 de Outubro, a cidade é adentrada pelos cruzados.

Apesar de que Afonso Henriques ordenou que os habitantes fossem bem tratados, o autor do texto informa que as tropas flamengas e alemãs massacraram a muitos habitantes da cidade sem razão, matando inclusive o bispo moçárabe da Lisboa muçulmana, enquanto que os anglo-normandos comportaram-se com mesura, respeitando os acordos.
Já a espoliada dos seus pertences de valor, a população moura é obrigada a abandonar Lisboa.
Na parte final a carta descreve entre outras coisas a restauração da diocese de Lisboa e a eleição do seu primeiro bispo, o também cruzado Gilberto de Hastings. Também faz referência ao abandono pelos mouros do Castelo de Sintra e do Castelo de Palmela após a conquista de Lisboa.
(fonte Wikipédia)
https://portugalglorioso.blogspot.pt/2014/10/25-de-outubro-de-1147-dafonso-henriques.html
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 http://caestamosnos.org/Pesquisas_Carlos_Leite_Ribeiro/Conquista_de_Lisboa_aos_Mouros.html
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