O que me impressionou, do pouco que ouvi, foi a defesa de que trata o capital português da mesma maneira que o capital estrangeiro, defendendo a tese, não provada, que as Golden Share são ilegais na UEuropeia.
Uma das 1ªs medidas que o governo Passos.Portas.Gaspar tomou foi dar as Golden Share de borla ao capital...
Centenas de milhões dados das 3 + importantes empresas em que o estado tinha algum activo: GALP*PT*EDP...
Até agora estas 3 empresas têm sido geridas para o lucro dos seus accionistas, em que o privado já tem muita força, mas que oe stado ainda ia buscar alguma receita. O interesse nacional foi alienado e vai ser ainda mais!
Depois de vendidas ao desbarato ao capital estrangeiro, vamos ver, os preços que vamos pagar de combustível, nos telecomunicações, na energia eléctrica, para que esses accionistas roubem liberalmente, "democraticamente", a cada um de nós!!!
1º servir o capital, depois roubar metade do subs.natal a quem trabalha e tem salário. Nada de imposto extraordinário, em sede de IRS aos rendimentos do capital!!!+1 borla de centenas de milhões para o lado da balança do capital!!!
Ele está ao serviço do capital estrangeiro e do capital português!!!
Mesmo que diga que espera receber mais do que a TROIKA(+PS+PSD+CDS) planeou para as receitas das privatizações!
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PCP reagiu assim:
Um roubo a milhões de portugueses
Quinta 14 de Julho de 2011
Em reacção às declarações do Ministro das Finanças, em que, entre outros aspectos, explicitou a proposta de corte no 13º mês, Agostinho Lopes do Comité Central do PCP, sublinhou que estamos perante «um roubo ao património público, através de privatizações.
Os investidores vêm a Portugal abocanhar um naco apetitoso que são as empresas nacionais. Além disso, há um Roubo a milhões de portugueses retirando-lhes 50 por cento do subsídio de Natal»
Um roubo feito para entregar directamente milhões de euros aos grupos económicos e financeiros e que irão exigir a intensificação da luta dos trabalhadores e do povo português para derrotar tais medidas.
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O militante do PSD do blogue "Albergue espanhol" reagiu desta maneira:
Como se anuncia o lançamento de impostos extraordinários.
por Luís Menezes Leitão
A comunicação do Ministro das Finanças constitui um bom exemplo de como se anuncia o lançamento de impostos extraordinários. Aqui fica o registo para memória futura:
1) Anuncia-se em primeiro lugar um plano detalhado da exposição, chamando a atenção dos jornalistas para a existência de um documento de suporte;
2) Começa-se por contar a história da economia portuguesa nos últimos 60 anos, com especial incidência nos problemas dos últimos 10 anos;
3) Refere-se um conjunto de generalidades sobre a necessidade de sair da crise;
4) Inicia-se uma exposição sobre cenários macro-económicos já por todos conhecidos;
5) Chama-se a atenção dos jornalistas para que não estão a virar as páginas, apelando a que leiam o documento de suporte;
6) Continua-se a exposição sobre os cenários macro-económicos, salientando que estes ainda poderão ser revistos;
7) Indica-se que a estratégia de consolidação orçamental passará a consistir em 2/3 da redução da despesa e 1/3 de aumento da receita;
8) Em relação à redução da despesa, refere-se que as medidas correspondentes só serão apresentadas posteriormente, bem como a calendarização da sua execução;
9) Anuncia-se que foi decidido criar um Conselho de Finanças Públicas para vigiar a execução orçamental;
10) Discute-se quais os requisitos necessários para integrar esse Conselho e quais os critérios de escolha dos seus membros;
11) Anuncia-se um programa de privatizações "numa perspectiva de aprofundamento da integração europeia", indicando-se quais as empresas a privatizar;
12) Finalmente anuncia-se o que agora se passou a chamar uma "sobretaxa extraordinária em sede de IRS", cuja única justificação é "a necessidade de prudência dada a inexistência de margem de fracasso";
13) Termina-se com mais uma série de generalidades.
O ponto mais relevante é o ponto 12 onde se gastaram cerca de 5 minutos de uma comunicação de 35 minutos. De tudo isto retiro as seguintes conclusões:
Primeiro, que as empresas públicas vão ficar nas mãos dos europeus, em que nos integramos, a preço de saldo.
Segundo, que não há qualquer perspectiva de redução da despesa, a menos que se considere como tal a criação do Conselho de Finanças Públicas.
Terceiro, que não há qualquer justificação credível para o imposto extraordinário, a não ser o facto de se ter desistido de reduzir a despesa.
Quarto, que era difícil criar um imposto extraordinário mais injusto, com uma sobretaxa de 3,5% no ano fiscal em curso, sendo que duas categorias de contribuintes (os trabalhadores por conta de outrem e os reformados) têm a surpresa financeira de perder à cabeça uma percentagem enorme dos seus rendimentos.
Para mim, era difícil que a primeira comunicação do Ministro das Finanças pudesse ser pior. Aguardam-se novos desenvolvimentos.
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Opinião JN Manuel António Pina.15.7.2011
http://www.jn.pt/common/images/opiniao/grande/Manuel%20Ant%C3%B3nio%20Pina.jpg
O imposto por "prudência"
Os portugueses ouviram ontem da parte do ministro das Finanças tudo o que sempre (ou, pelo menos, de há umas semanas para cá) quiseram saber sobre o novo imposto extraordinário mas tinham medo de perguntar.
Trata-se, como os portugueses devem lembrar-se (se tiverem melhor memória do que o primeiro-ministro), do imposto que Passos Coelho, em campanha, tinha "garantido" que, a ser necessário, incidiria sobre o consumo e não sobre o "rendimento das pessoas" e que, afinal, vai incidir sobre o rendimento de 1, 7 milhões de famílias e de 700 mil reformados.
E é, a vários títulos - confirmou-o o ministro -, não um imposto extraordinário, mas um extraordinário imposto, com o qual o Governo, só por "prudência", irá cobrar 1025 milhões a portugueses escolhidos a dedo. E quem são os felizes contemplados? Quem trabalha (75% desses 1025 milhões virão de salários) e quem já trabalhou (reformados e pensionistas, que pagarão o resto da factura, com excepção de uns trocos de senhorios e de quem tiver a infeliz ideia de vender alguma casa ou terreno em 2011).
Já os portugueses que têm dinheiro a trabalhar por eles nos bancos ou nas empresas podem ficar descansados: a consigna é "trabalhadores e reformados que paguem a crise, que já estão habituados". O Governo só não irá ao bolso de quem vive com os 485 euros por mês do salário mínimo. Também por "prudência": provavelmente não encontraria lá um cêntimo, só cotão.