04/08/2011

4.822.(4Ag12h18') FOGO BACTERIANO. Prejuízos enormes para muitos alcobacenses!!! O que faz o Ministério da Agricultura??? O silêncio da comunicação social é RUIDOSO!

O "CRISOPA" mensário da AVAPI nas 2 últimas edições publicou muita informação sobre esta praga, que está visível duma forma impressionante, nos pereirais, em todo o país, e aqui no nosso concelho...
QUE FAZER?
Dei ao deputado do PCP Bruno Dias 1 exemplar do CRISOPA para ele apreciar no GParlamentar e com a ministra da Agricultura.
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Felisberto Matos, no seu blogue "Os Melros", postou assim:

Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011


O que é o fogo bacteriano


Fogo bacteriano ---- marcha imparável ?

Srª Ministra da Agricultura

V.Exª é Ministra há pouco mais de um mês e provávelmente saberá tão pouco de agricultura quanto eu,visto que a sua formação académica,tal como a minha,não versou esta matéria.
O facto é que é ministra e como tal, é da sua competência zelar pelo futuro da agricultura portuguesa e dos agricultores,cumprindo assim o programa eleitoral do CDS e do governo.
A primeira medida que V.Exª tomou foi mandar tirar a gravata aos funcionários que pululam pelos gabinetes do ministério.Não me pareceu nada mal,antes pelo contrário, embora não veja como é que isso vai contribuir para atacar o grave déficite da produção agrícola em Portugal.
Permita-me que lhe diga,sem sobranceria e sem ironia,que teria sido a todos os títulos mais oportuno e útil,que V.E. e os seus comandados tivessem arregaçado as mangas e fizessem o que realmente importa.
A título de exemplo,informo V.E. que de dia para dia ,em várias freguesias do concelho de Alcobaça,o fogo bacteriano alastra de forma alarmante,sem que se veja da parte dos técnicos do seu ministério ou de outras entidades públicas ou privadas,qualquer actuação para limitar ou pelo menos retardar quanto possível os estragos,ou antes,mais um verdadeiro rombo na economia regional e nacional. Fogo bacteriano que em dois ou três meses já matou dezenas de pomares de pereiras e propagou-se para dezenas ou centenas de outros.Se nada fôr feito e já,dentro de dois ou três anos não haverá produção de peras em Alcobaça ,no Oeste e provávelmente em todo o país.Entre outras ,lá se vai a pera rocha,que tem algum peso na exportação frutícola.
E o mesmo caminho poderá levar a Maça de Alcobaça.
As maceiras,por enquanto,parece estarem a resistir melhor que as pereiras,mas por quanto tempo,se nada fôr feito entretanto? Se é que ainda se vai a tempo.
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Via tintafresca.net
PSD na ARepública

Deputados do PSD alertam para riscos de dispersão do «fogo bacteriano» no setor dos hortofrutícolas
    Fogo bacteriano ataca pomares da Região Oeste
       Os parlamentares do PSD na Comissão de Comissão de Agricultura e Mar, em pergunta dirigida à Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, exortam o Governo para a necessidade de adaptar as medidas no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (Proder), no sentido de melhor enquadrar o problema da dispersão de novos focos do designado «fogo bacteriano» que está a afetar gravemente o sector dos hortofrutícolas.

       Em causa está a implementação das medidas previstas na Portaria 287/2011, de 31 de Outubro, de protecção fitossanitária destinadas ao controlo, no território nacional, da bactéria responsável pelo «fogo bacteriano», que os deputados do PSD consideram essenciais e reveladoras da atenção que o governo coloca nesta matéria, mas poderão ser insuficientes face à rápida dispersão de pragas e doenças que começam a afetar os pomares em regiões como o Alto Oeste (Alcobaça), Torres Vedras, Mafra, Caldas da Rainha, Bombarral, Alentejo e Beiras.

       Os deputados consideram que a situação naquelas regiões é grave «e o seu controlo efectivo vai depender em muito das boas práticas de prevenção que os agricultores adotarem, dado o contínuo de pomares». Recordam também que esta doença, vulgarmente designada por «fogo bacteriano», é um agente patogénico que já causou perdas de produção em pomares de pereira e macieira por toda a Europa e Norte de África.

       Preconizam que é essencial uma acção urgente e eficaz de combate à dispersão de novos focos de «fogo bacteriano», necessariamente por uma via distinta às opções tardias de combate do nemátodo da madeira do pinheiro. Portugal deve «aprender com os erros do passado e também com outros países, que descuidaram esta doença e por essa via perderam a quase totalidade da sua capacidade produtiva», acrescentam os parlamentares.

       Como medidas adicionais, os deputados do PSD, questionam a Ministra da Agricultura sobre a urgência na implementação de um plano operacional das medidas fitossanitárias no terreno, bem como relevam a importância do reforço de apoios para compensar e motivar os agricultores a arrancarem os seus pomares infectados, a considerar no âmbito das medidas Proder ou mesmo através do recurso a fundos da União Europeia para calamidades agrícolas.
    15-12-2011
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    em 4.1.2012 em cister.fm

    NOVA AMEAÇA BACTERIANA SOBRE OS POMARES DE MAÇÃ DE ALCOBAÇA

    A doença do “Fogo Bacteriano” foi levada a uma sessão de esclarecimentos no Centro Cultural de Casal Ramos, na freguesia de Cela.
    Trata-se de uma doença exclusiva das plantas, que afeta Macieiras e Pereiras, entre outras fruteiras e plantas ornamentais.
    De acordo com Maria do Carmo Martins, Secretária Geral do COTHN – Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícula Português -, «o Fogo Bacteriano só foi detetado em 2010, em Portugal, apesar de ser uma das doenças mais conhecidas da agronomia».
    Há 200 anos que se conhece a doença, originária dos Estados Unidos e trazida para a Europa através da Inglaterra. Mas até há pouco tempo, o Fogo Bacteriano continuava sem focos comprovados em Portugal, devido, em parte, às medidas protecionistas implementadas pela política agrícola do país e dos próprios produtores.
    Estima-se que esta doença possa atingir entre 100 a 200 dos mais de dois mil hectares que compõem a região de Alcobaça e como não existe tratamento eficaz, a única solução é destruir as árvores ou plantas afetadas.
    O “Fogo Bacteriano” não afeta o ser humano, pelo que os frutos das macieiras e pereiras poderão continuar a ser consumidos pelas pessoas.