18/01/2013

6.245.(18jan2013.16.23') Mais Mega agrupamentos mas que não ultrapassam o Agrupamento de Cister...Presidente da CAP continua firme em que "Alcobaça tem a ganhar com o mega-agrupamento".

Presidente da CAP (Comissão Administrativa Provisória) é o Prof Gaspar Vaz.
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Hj a notícia é da PSP ter empregue gás pimenta para jovens em manif contra mega agrupamento imposto em Braga:

PSP lança gás pimenta durante protesto de estudantes em Braga, três alunos assistidos no hospital

Vídeo em: http://bit.ly/13LVJC0





















PSP lança gás pimenta durante protesto de estudantes em Braga, três alunos assistidos no hospital

Vídeo em: http://bit.ly/13LVJC0

18 de Janeiro de 2013 | Braga | Escola Secundária de Alberto Sampaio
PSP investe e lança gás pimenta sobre alunos que se manifestavam contra a criação de um mega-agrupamento.
Um dos alunos foi hospitalizado. 
Pais dos alunos revoltados com a desproporcionalidade da intervenção da polícia e com a violência empregue sobre "alunos do 7.º ano".
"Atiraram com gás pimenta para cima dos alunos, uns ficaram com os olhos inchados, outros com a boca a arder, houve agressões, não entendemos tanta violência quando a situação poderia ser resolvida com uma conversa", disse Pedro Martins, presidente da Associação de Estudantes.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=3000664&page=1
[foto: Nuno Cerqueira/JN]





















18 de Janeiro de 2013 | Braga | Escola Secundária de Alberto Sampaio
PSP investe e lança gás pimenta sobre alunos que se manifestavam contra a criação de um mega-agrupamento.
Um dos alunos foi hospitalizado.
Pais dos alunos revoltados com a desproporcionalidade da intervenção da polícia e com a violência empregue sobre "alunos do 7.º ano".
"Atiraram com gás pimenta para cima dos alunos, uns ficaram com os olhos inchados, outros com a boca a arder, houve agressões, não entendemos tanta violência quando a situação poderia ser resolvida com uma conversa", disse Pedro Martins, presidente da Associação de Estudantes.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=3000664&page=1
[foto: Nuno Cerqueira/JN]

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 Fenprof declara:

MEC cria 67 mega-agrupamentos a meio do ano letivo!...

Inopinadamente, o MEC acaba de anunciar a criação de mais 67 mega-agrupamentos. A FENPROF, para além das objeções de fundo que tem relativamente a esta solução organizativa, denuncia as condições em que o processo está a avançar e alerta para as implicações, nomeadamente de âmbito pedagógico, de alterações da rede no decurso do ano letivo – facto insólito que fará inevitavelmente desestabilizar, desorganizar e agravar o já tão afetado clima das escolas.
A FENPROF contesta fortemente que o MEC esta decisão e chama a atenção para as conclusões dos estudos de avaliação que têm sido realizados, que apontam inúmeros constrangimentos nos mega-agrupamentos já constituídos (cf. Estudo da FENPROF, com base num inquérito exaustivo e em reuniões formais com professores e órgãos de gestão).

Considera igualmente inaceitável que o MEC tenha ignorado a Recomendação nº 7 do Conselho Nacional de Educação (CNE), divulgada em outubro de 2012, onde também se afirma que: “a criação de agrupamentos de grande dimensão tem vindo a criar problemas novos onde eles não existiam: reforço da centralização burocrática dentro dos agrupamentos; aumento do fosso entre quem decide e os problemas concretos a reclamar decisão, com a criação de novas hierarquias de poderes subdelegados; existências de vários órgãos de gestão que nunca se encontram nem se articulam entre si; sobrevalorização da gestão administrativa face à gestão autónoma das vertentes pedagógicas. Tudo isto fragiliza ainda mais a já frágil autonomia e deixa pela frente o reforço do cenário único e salvador do caos: a recentralização do poder na administração central, agora reforçada na sua capacidade de controlo de tudo e todos, pelas novas tecnologias.
Para além disso, pelo menos relativamente a alguns dos 67 mega-agrupamentos agora anunciados, a FENPROF considera totalmente ilegítima a sua imposição perante a frontal oposição das respetivas comunidades educativas – expressa pelos órgãos de administração e gestão das escolas e por autarquias – como é o caso de Braga, Guimarães, Alcácer do Sal, Barreiro, Grândola, Santiago do Cacém …
Hipocrisia

A FENPROF considera ainda de uma enorme hipocrisia que o actual Governo queira justificar a criação de mega-agrupamentos com vantagens educativas e pedagógicas, quando os partidos que o constituem – o PSD e o CDS/PP – em 11 de agosto de 2010,então na oposição, votaram favoravelmente a Resolução da AR nº 94/2010, que não reconhecia validade a esses argumentos e recomendava ao Governo de José Sócrates a suspensão imediata do processo de constituição de mega-agrupamentos e a reversão das implicações que tinha tido em todos os agrupamentos e escolas afetadas. 
É neste contexto que a FENPROF considera ridículas as alegações de que os agrupamentos criados no âmbito desta reorganização escolar "têm uma dimensão equilibrada e racional" (12 dos novos agrupamentos têm mais de 3000 alunos, chegando a atingir 4000!) e "têm em conta as características geográficas, a população escolar e os recursos humanos e materiais disponíveis" e desafia o MEC a assumir com clareza o carácter puramente economicista de uma reorganização da rede que acaba com a ideia de escola como desde sempre a concebemos e conhecemos: uma organização educativa concreta, de média dimensão, com órgãos próprios de direcção e gestão, um espaço humanizado onde as pessoas se conhecem e em que a comunidade escolar se reconhece.
Finalmente a FENPROF reafirma que é necessário discutir seriamente que sistema educativo queremos para o nosso país. Se queremos escolas com projetos e identidades próprias ou “unidades orgânicas” descaracterizadas e pedagogicamente ingeríveis; se a prioridade do nosso país deve ser a aposta na educação e na qualificação dos portugueses ou o embaratecimento do sistema público, ainda que comprometendo o futuro de várias gerações. A importância do que está em causa exige, pelo menos, que se fale verdade.
Lisboa, 17 de janeiro de 2013
O Secretariado Nacional da FENPROF


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via região de cister 10jan2013...e via sapinho gelásio

Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013


Agrupamento de Escolas de Cister

A notícia na edição 1012 do Região de Cister de 10 de janeiro de 2013
“Alcobaça tem algo a ganhar com o mega-agrupamento”

O presidente do Agrupamento de Escolas de Cister mostra-se satisfeito com a forma como decorreram os primeiros meses de aulas do maior agrupamento do País, salientando que, apesar dos riscos existentes, Alcobaça pode tirar benefícios da agregação de estabelecimentos de ensino.

REGIÃO DE CISTER (RC) > Que balanço se pode fazer dos primeiros meses de existência do Agrupamento de Escolas de Cister?
GASPAR VAZ (GV) > Podemos dizer que a experiência tem corrido relativamente bem. Há sempre coisas que poderiam ter corrido melhor, mas este é um processo contínuo. As escolas têm a sua fisionomia própria, têm instalações próprias, graus de desenvolvimento diferentes e têm perspetivas diferentes do que deve ser escola. Por isso, este é um processo de negociação permanente, em que uma unidade cede, a outra também cede, ambas se ajustam, o que leva sempre a que existam algumas fricções. Aconteceram problemas perfeitamente marginais, as coisas estão a processar-se normalmente. Neste momento estamos em fase de elaboração do regulamento interno e do projeto educativo, que são dois instrumentos fundamentais em qualquer escola, de modo a dar alguma consistência e identidade a uma unidade que é diversa, por natureza própria.

RC > Esse é o grande desafio? Criar uma identidade do Agrupamento?
GV > Sem dúvida que sim. O facto de haver uma escola que é “sede” não anula, não pode anular, as diferenças e especificidades das outras unidades orgânicas. Em termos de regras, de procedimentos, temos muito a aprender uns com os outros, pelo que devemos fazer desta vivência uma parceria natural e contínua.

RC > Mas não existe uma predominância da Esdica sobre as restantes escolas?
GV > Tentamos que não tenha. A sede é na Esdica, que é a escola tecnologicamente mais atualizada, que melhores instalações possui, mas que tem muito para aprender com as outras em termos de regras e procedimentos. Há unidades do Agrupamento muito bem orientadas, mas talvez não tenha sido por mero acaso que a Esdica se transformou em escola sede. Esse facto, porém, não fundamenta nenhuma atitude “colonizadora”: todas as escolas estão em pé de igualdade para experienciar e tirar o melhor partido deste desafio.

RC > Notou-se alguma preocupação da comunidade escolar relativamente à criação deste mega-agrupamento. Entende que esse sentimento começa a esbater-se?
GV > Creio que sim. Não sou a pessoa mais bem situada para perceber isso, mas penso que as coisas estão a correr acima do que era expectável. É muito cedo para perceber se Alcobaça ganhou com o Agrupamento, mas há oportunidades que não devemos desperdiçar. O facto de termos quatro unidades é uma grandeza, dá-nos escala, que nos permite soluções que antes não estavam disponíveis. Há recursos, nomeadamente laboratórios, instrumentos e outras infraestruturas, que podem ser melhor explorados. É evidente que a gestão de proximidade, que valorizamos, é impossível de concretizar no Agrupamento, por uma questão de impossibilidade prática.

RC > O sector da educação tem sofrido muitas alterações. A escola está bastante diferente da que encontrou no início da carreira...
GV > Creio que a educação, a par da saúde e ao contrário da justiça, é um dos sectores em que o País mais evoluiu nos últimos anos. A escola fez um caminho sustentado e, como mostram estudos internacionais muito recentes, melhorámos muito no ensino de Matemática e de Português, nomeadamente. Está tudo muito diferente, muito à custa do sacrifício de algumas prerrogativas de que os professores gozavam. Quando comecei a carreira, o professor dava as suas aulas e não tinha a parte não letiva regulamentada. A progressão era um facto automático e, no fim da carreira, sobretudo, a relação entre o horário de trabalho efetivo e o vencimento era muito favorável. Tudo isso se esfumou, e nem toda a população tem consciência disso.

RC > É daqueles que defende que o ensino profissional é o futuro do País? Que é dessa forma que se podem qualificar muitos dos jovens que, por razões diversas, não querem ou não podem aceder ao ensino superior?
GV > Partilho claramente dessa visão. Tínhamos em Portugal uma infraestrutura iletrada e uma superestrutura de doutores e engenheiros, desajustada da realidade... Em determinado momento, acabámos com os cursos técnicos e ficámos sem uma mão de obra intermédia certificada. O ensino profissional tinha uma imagem relacionada com alunos com dificuldades intelectuais ou económicas, o que não corresponde à realidade dos dias de hoje. A existência de um ensino profissional é vital para o desenvolvimento de um país e a licenciatura/ mestrado não tem de ser encarada como uma fatalidade obrigatória.

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VIA PÚBLICO DE 18JAN2013



Era impossível acontecer pior à secundária Vergílio Ferreira, dizem pais

Escola fica integrada no terceiro maior agrupamento do país. Directora e pais dizem que não será possível manter experiência de qualidade da secundária Vergílio Ferreira.
O novo agrupamento terá perto de quatro mil alunos ENRIC VIVIES-RUBIO




É possível gerir um agrupamento com quase quatro mil alunos, algumas centenas de professores e composto por dez escolas com realidades diferentes?
Manuela Esperança, actual presidente da Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira, em Lisboa, ficou a saber na quarta-feira pela comunicação social que esta vai ser a sua tarefa nos próximos tempos, na sequência da nova agregação que agora os juntou ao Agrupamento de Escolas de São Vicente e que faz do novo grupo o terceiro maior do país em número de alunos.
“Não sei se será possível gerir algo com essa dimensão, nunca tive essa experiência. Mas sei que será muito difícil dar alguma coesão a todo este conjunto de escolas”, disse nesta sexta-feira ao PÚBLICO.
Manuela Esperança era directora da Escola Secundária Vergílio Ferreira, que em Maio passado foi agregada ao Agrupamento de Escolas de Telheiras. Foi eleita para a presidência da Comissão Administrativa Provisória do novo agrupamento, a quem compete preparar a transição e a eleição do Conselho Geral, o órgão máximo das escolas que elege o director. Na quarta-feira foi confrontada com um novo processo de fusão.
Com a primeira experiência perdeu a “relação de proximidade” que sempre conseguiu manter com os seus professores e alunos, cujo número quase duplicou. “Quando agrupei deixei de conhecer todos os professores e hoje sinto-me incapaz de os ajudar com a mesma prontidão e qualidade” que marcava a sua relação na secundária Vergílio Ferreira, conta, prevendo que com a nova fusão será ainda pior.
Sabe que irá ter 3953 alunos, mas desconhece ainda quantos docentes ficarão a seu cargo. Com a nova fusão ficarão juntas escolas com “realidades muito diferentes” no que respeita às características socioeconómicas dos alunos. Esta diversidade, em conjunto com a grande dimensão do novo agrupamento, levam-na a duvidar que se venha a conseguir manter os níveis de sucesso a que a secundária Vergílio Ferreira estava habituada. O novo agrupamento é um dos 67 criados esta semana.
“Não consigo imaginar pior”, desabafa Luís Monteiro, da associação de pais da escola, para quem as fusões decretadas pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) levam a que esta fique “completamente impossibilitada de se organizar e de pensar no melhor para os nossos educandos”. Trata-se de “um rude golpe e de mais um atropelo à dignidade e expectativas de toda a nossa comunidade educativa”, frisa.
Liberdade de escolha em causa
Para António Monteiro, também da associação de pais, não subsistem dúvidas de que o MEC transformou uma escola de qualidade num agrupamento que será “ingovernável”. No ano passado, em carta dirigida ao ministro da Educação, Nuno Crato, a associação de pais da Vergílio Ferreira testemunhou a sua "profunda apreensão” face ao projecto de agregação, advertindo que este processo levará ao “agravamento das tensões sociais dentro dos estabelecimentos de ensino e a um muito sério agravamento das condições de trabalho de professores e alunos”.
Lembrando que um dos objectivos enunciados pelo MEC para agrupar escolas é o de “garantir a cada aluno um percurso escolar dentro de um mesmo agrupamento”, a associação de pais frisava no documento dirigido a Crato que tal não “se afigura consistente com o princípio da liberdade de escolha” das escolas por parte dos pais, defendido pelo ministro, nem com as “transformações sociais que o país actualmente conhece, em que a mobilidade geográfica das famílias é cada vez mais uma constante exigência”. Trata-se de “um objectivo obsoleto”, acrescentavam.
O então Conselho Geral da Escola Secundária Vergílio Ferreira também se pronunciou, em Abril passado, contra o processo de agregação, tendo no seu parecer adiantado que, caso este fosse por diante, então que a fusão fosse apenas com um agrupamento e não com dois como proposto. O que agora acabou por acontecer. Para esta segunda fusão, os órgãos do primeiro agrupamento criado no final do ano passado não foram ouvidos. Nem tão pouco Manuela Esperança.
A responsável espera agora que, antes do próximo ano lectivo, alguém do MEC a ouça e concorde em levar por diante uma reorganização da rede escolar do novo agrupamento, de modo a concentrar as ofertas educativas por escola e garantir, nos critérios de acesso à Vergílio Ferreira, que esta continuará aberta a alunos de fora, condição que nas circunstâncias actuais se encontra ameaçada, diz.