22/02/2013

6.314.(22fev2013.16.31') Demorou a criarem a fatura eletrónica. HÁ QUE RESOLVER CASOS DE COBRANÇA DE SERVIÇOS NÃO PRESTADOS. HÁ QUE RESPONDER AOS MUNÍCIPES!!!

via tintafresca.net
Última iniciativa de Eduardo Marques
Serviços Municipalizados de Alcobaça disponibilizam fatura eletrónica a partir de março
Os Serviços Municipalizados de Alcobaça, a partir de Março de 2013, vão passar a emitir fatura de água com novo layout, de mais fácil de interpretação e ainda disponibilizar as faturas de água em formato eletrónico. Este novo serviço foi uma das últimas decisões do presidente do conselho de administração dos SMAS, Eduardo Marques, que renunciou ao cargo, no dia 14 de fevereiro, por razões pessoais e legais, regressando agora à atividade bancária






Coloquei ao Presidente dos Serviços Municipalizados a ausência de resposta ao munícipe José Quitério...
Via Engº Rilhó: não há correspondência de José Quitério. Foram verificar td  a Ataíja e detectaram um erro a favor de um minícipe, que irá receber o que tem direito.
Recomendei que escrevessem ao Sr. José Quitério!

VIA BLOGUE http://ataijadecima.blogspot.pt/

QUINTA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2013


Os Serviços Municipalizados de Alcobaça e as contas que não temos de pagar


Entre os vários items que constam da factura da água emitida pelos Serviços Municipalizados de Alcobaça (SMA), despertou-me a atenção o designado CONTA SANEAMENTO o qual, aliás, tem duas parcelas, uma fixa no valor mensal de € 3,50 e uma variável, indexada ao consumo de água, no valor unitário de € 0,60/m3.
Nada de mais.
Afinal, por saneamento básico entende-se o "conjunto de actividades, obras, infra-estruturas, equipamentos e serviços destinados a satisfazer as necessidades da qualidade de vida das populações, nos domínios de abastecimento de água potável, de drenagem e depuração de águas residuais e de limpeza pública, remoção, tratamento e destino dos lixos" (citado em “Avaliação dos Investimentos em Ambiente – II e III QCA: O Caso da Região Hidrográfica do Tejo”,parcialmente disponível na internet, em:
http://cee.uma.pt/hlima/Doc%20Hidraulica%20Urbana/Introducao/01HidraulicaUrbana_SanBasico_Historial.pdf) e, daqueles serviços, os SMA prestam, na Ataíja de Cima, os de remoção dos lixos domésticos.
O problema é que, continuando a conferir a factura dos SMA, lá vem outro item, CONTA RESÍDUOS que, essa sim, se refere à recolha do lixo doméstico, para o que, aliás, cobram a taxa fixa mensal de € 2,10 e a variável, indexada ao consumo de água, de € =0,2376/m3.

Enviei, por isso, aos SMA, um email do seguinte teor:

Ao conferir a conta recebida desses SM, verifiquei a existência de um item, com duas parcelas, uma fixa e outra variável indexada ao consumo, designado CONTA SANEAMENTO.
Uma vez que na Ataíja de Cima não existe sistema de colectores de águas residuais e os resíduos sólidos são taxados em outro item da mesma factura, solicito a V.Exas se dignem esclarecer-me a qual dos serviços prestados por esses SM se refere aquele item CONTA SANEAMENTO.

Até hoje, os SMA não se deram ao trabalho de me responder (e, uma vez que na nova factura entretanto recebida já não me é imputado qualquer valor na CONTA SANEAMENTO, parece que se preparam para não responder), incumprindo, assim, o artigo 8.º da Lei n.º 24/96 de 31 de Julho

Entretanto, intrigado com as razões daquela cobrança indevida, fui conferir com outros consumidores ataijenses se aquela CONTA SANEAMENTO, também constava das suas facturas de água e, sim. Há pelo menos um a quem os SMA vêm cobrando, indevidamente e desde à cerca de três anos, um serviço que não prestam.
Procurando no site dos SMA (http://www.smalcobaca.pt/), descobri que, precedendo consulta pública, nos termos do artº 118º do Código do Procedimento Administrativo e deliberação do Conselho de Administração dos SMA, de 27-11-2009 e da Câmara Municipal de Alcobaça, de  20-01-2010, a Assembleia Municipal de Alcobaça aprovou, em 19-04-2010, o
REGULAMENTO MUNICIPAL DO SERVIÇO DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS
Cujo n.º 3 do artº 35º dispõe que:

Artigo 35º
Tarifário
……
3. Os consumidores de água, apenas podem ser isentos do pagamento do tarifário de saneamento, se não puderem ser servidos pelo sistema público de drenagem, sob responsabilidade dos SMA.
.…….

É, pois, com base nesta norma (que os próprios SMA redigiram e que, com a habitual desatenção aos interesses dos munícipes, a consulta pública, a Câmara e a Assembleia Municipal deixaram passar), que os SMA cobram um serviço que não prestam.

Há, aqui, uma enorme confusão entre taxa e imposto.
Os impostos são gerais e abstractos.
As taxas, essas, são, sempre, o preço de um serviço prestado ou disponibilizado.

As pessoas que não podem usufruir de um serviço, por ele não existir, não são sujeitos passivos de qualquer taxa que por aqueles serviços seja devida. Quer dizer, ninguém tem de fazer nenhum requerimento de isenção da taxa de saneamento quando este não exista. É aos SMA que compete distinguir aqueles a quem presta o serviço de drenagem de águas residuais daqueles a quem o não presta.

Os SMA não têm que isentar ninguém do pagamento de um serviço que não prestam.
Simplesmente, os SMA não podem cobrar um serviço que não prestam.

A retorcida redacção do n.º 3 do art.º 35º do REGULAMENTO MUNICIPAL DO SERVIÇO DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS é ilegal e, mais ilegal o é na interpretação que, dela, os SMA parecem estar a fazer.


Concluindo:
Todos os clientes dos SMA que não sejam servidos por sistemas de drenagem de águas residuais (esgotos), devem conferir as suas facturas de água e, quando nelas existam algumas quantias a título de CONTA SANEAMENTPO, exigir dos SMA a devolução dos valores pagos a esse título.
Os SMA devem responder ao meu email acima transcrito, no âmbito do direito à informação referido no artigo 8.º da Lei n.º 24/96 de 31 de Julho
Os SMA devem devolver-me os valores que, indevidamente, cobraram por um serviço não prestado
O Ministério Público junto do Tribunal Judicial de Alcobaça, no âmbito da sua competência para a defesa de interesses colectivos e difusos, deve promover a declaração de ilegalidade do n.º 3 do art.º 35º do REGULAMENTO MUNICIPAL DO SERVIÇO DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS.
***
a resposta dada pelos SM, via Paula Evangelista e a que tive acesso
5março2013
...

Venho por este meio, esclarecer alguns reparos feitos por V. Exa., a estes Serviços :

1.       Não foi por negligencia que não respondemos ao seu email, mas por nessa data o site dos SMAS se encontrar com problemas ao nível do reencaminhamento de mail’s: enviava ao remetente um recibo instantâneo, mas não o canalizava devidamente para nosso endereço, razão pela qual não o rececionamos;
2.       Tivemos conhecimento  do seu email via Vereador Rogério Raimundo, a 25 de Fevereiro;
3.       Tivemos igualmente, conhecimento do texto no seu blog e sobre esse assunto apraz-nos dizer o seguinte:
a)      É verdade que a Ataija de Cima não é contemplada com rede de saneamento e consequentemente os moradores não devem pagar nem a tarifa fixa, nem a variável;
b)      É igualmente verdade, que existiu um cliente, Joaquim Quitério Graça, que efetivamente estava a pagar essas tarifas, mas assim que tivemos conhecimento do erro, de imediato o corrigimos.
c)       Os  Serviços Municipalizados apenas cobram a tarifa fixa ou variável quando:
- é disponibilizada a rede pública na rua (tarifa fixa) e,
- quando prestamos um serviço em que o cliente está ligado à rede pública (tarifa variável) que pressupõe manutenção,  tratamento e transporte dos efluentes.

Sempre ao dispor, com os melhores cumprimentos

Paula Evangelista

Serviços Municipalizados de Alcobaça
Contratação Publica, Obras Municipais e Administração
paula.evangelista@smalcobaca.pt
***
5março2013
José Quitério insiste que o Regulamento tem de ser alterado:
Ex.ma Sra. Paula Evangelista

Muito obrigado pelas suas explicações mas, não posso deixar de sobre elas, fazer as seguintes observações:
Continuo a estranhar que apenas dois clientes dos SMA tenham sido vítimas da situação que descrevi.
Mas, se os SMA o dizem, resta-me aceitar.
Em relação àqueles dois casos verifica-se que um deles subsistiu durante larguíssimo tempo (à volta de dois anos, julgo) o que indicia que os SMA não dispôem de qualquer mecanismo de controlo destas questões.
De facto, não fora o interessado ter-se dirigido aos SMAS por ter  sido por mim alertado para a situação e é de presumir que, ainda hoje, estaria a ser vítima de cobrtanças ilegais.
O outro, (o meu caso) tem também aspectos curiosos:
No segundo recido (emitido após o meu email) a Conta Saneamento desapareceu. Importava saber porquê.
E, até agora, incluindo neste email que V.Exa agora me envia, os SMA mantêm-se mudos sobre a questão de me devolver o valor a mais cobrado.

Finalmente, desejo que fique bem claro que o que me move em toda esta questão é uma coisa que reputo da maior importância e que, não mereceu a V.Exa uma palavra:

O n.º 3 do artº 35º do Regulamento Municipal do Serviço de Drenagem de Águas Residuais é uma norma ilegal pelo que deve ser revogada.
É sobre este aspecto concreto que importa conhecer a posição dos SMA e dos demais poderes autárquicos.

Cumprimentos
José Quitério