A CDU propôs Moção...Queremos mais justiça nas finanças locais.
Há autarcas de alcobaça que querem menos para Alcobaça e para as suas freguesias...
Outros que se abstém!!!
Preferem que Passos e Portas dêem mais aos agiotas!!!
Assembleia
Municipal de Alcobaça - 27. fevereiro.2013
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COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA – PCP/ PEV
PERÍODO ANTES DA
ORDEM DO DIA Moção
Sobre a proposta de
alteração da Lei das Finanças Locais
1. Considerando que a Constituição da República Portuguesa consagra,
designadamente que “o regime das finanças
locais visará a justa repartição dos recursos públicos pelo Estado e pelas
autarquias e a necessária correcção das desigualdades”, o que ficou
registado na primeira Lei das Finanças Locais – Lei 1/79, que correspondeu a um
importante progresso na autonomia financeira das autarquias, seja quanto ao
montante global da receita, seja no estabelecimento de critérios objectivos da
sua distribuição pelos municípios e na simplificação do processo de
transferência, seja da proibição da existência de quaisquer formas de subsídio
ou comparticipação, combatendo a distribuição discricionária e só para alguns;
2. Considerando que, no entanto, o pendor centralista dos sucessivos
governos e a sua resistência ao cumprimento da autonomia financeira das
autarquias conduziu a três décadas de conflito e de sucessivos incumprimentos,
o que só foi travado com a luta persistente das autarquias, de que são exemplo
a Lei 1/87 e a Lei 48/98, embora com insuficiências e recuos face à primeira
Lei das Finanças Locais, mas, depois, novamente agravado com a Lei 2/2007, que
ainda está em vigor, e que constituiu um rude golpe contra a autonomia
financeira das autarquias locais;
3. Considerando que esta evolução negativa dos regimes das finanças locais,
com o conjunto dos constrangimentos que a acompanha, é o resultado das opções
neoliberais e das principais concepções que as dominam: redução do papel do
Estado, desinvestimento público, alienação de funções e serviços públicos,
oneração crescente sobre as populações;
4. Considerando que, desde 2010, se entrou numa nova fase de total
arbitrariedade e violação do regime de finanças locais, usando como pretextos a
“redução do défice” e o dito “memorando de entendimento” entre as troikas
nacional e estrangeira, o que conduziu a novas reduções nas transferências para
as autarquias locais (em 2010 foram reduzidas, a meio do ano, em 100 milhões de
euros nas verbas inscritas no Orçamento de Estado para esse ano; em 2011 em 245
milhões de euros – menos 227 milhões de euros para os municípios e menos 18
milhões para as freguesias; em 2012 e 2013 novas reduções correspondentes a
0,1% do PIB, o que fará com que, em 2013, haja menos 480 milhões de euros
inscritos no OE relativamente a 2010);
5. Considerando que está já agendada na Assembleia da República uma nova
proposta de lei para alterar a Lei das Finanças Locais, a qual pretende a total
liquidação da autonomia financeira das autarquias locais, que, por exemplo:
A)em termos financeiros: a proposta reduz de 25, 3
para 18,5% a participação dos municípios na partilha de recursos públicos e de
2,5 para 2% a participação das freguesias; elimina o IMT enquanto receita de
imposto devido aos municípios nas transacções imobiliárias; e cria um Fundo de
Apoio (FAM) de resgate de municípios em falência que os outros municípios terão
de pagar, desviando verbas que eram para todos;
B)no plano da autonomia – com diversas propostas,
incluindo a possibilidade de serem estabelecidos, pela via da Lei do Orçamento
de Estado, limites adicionais à dívida total autárquica, fixação de limites
adicionais à assunção de actos que determinem encargos financeiros, novas
reduções dos montantes que resultariam da aplicação da lei face a
situações ditas excepcionais, como o cumprimento das regras do Pacto de
Estabilidade (PEC); novas restrições na área da financiamento municipal perante
terceiros e mais ingerências do Governo, incluindo na retenção de verbas do
FEF.
l
Considerando que uma nova lei de finanças locais
com base nesta proposta agravaria ainda mais a situação do Município de
Alcobaça
A Assembleia Municipal de Alcobaça, reunida em 27 de Fevereiro
de 2013, delibera:
1. Pronunciar-se contra a nova Proposta de Lei das Finanças Locais
recentemente apresentada na Assembleia da República, por ser um verdadeiro
atentado à autonomia das autarquias locais;
2. Apelar aos deputados de todos os Grupos Parlamentares que defendam o
Poder Local Democrático e a autonomia financeira das autarquias, rejeitando
esta proposta de lei quando for votada na Assembleia da República;
3. Divulgar e denunciar publicamente o grave conteúdo desta proposta de
lei e o perigo que representa para as autarquias locais, que ficariam com mais
dificuldades de responder aos problemas das populações, sem os adequados meios
financeiros.
Pel' A CDU,
Isabel Granada
Enviar ao Presidente
da República, à Presidente e aos Grupos Parlamentares na AR, ao Governo, à ANMP
e ANAFRE e à Comunicação Social
A votação:
13 votos a favor (CDU+PS+BE+PJunta do Bárrio e Montes)
14 contra (PSD + 2 PJunta Independentes (de Cós e de São Martinho do Porto)
5 abstenções (CDS+PJunta da Cela, Évora, Turquel e Maiorga)
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21maio2013
ANMP toma posição contra a proposta de Lei das Finanças Locais
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via tinta fresca.net
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21maio2013
ANMP toma posição contra a proposta de Lei das Finanças Locais
ANMP contra "desastrosa" nova lei das Finanças Locais
ANMP contra "desastrosa" nova lei das Finanças Locais
Associação Nacional dos Municípios Portugueses contesta alteração dos limites de endividamento
Carina Fonseca
A PROPOSTA de Lei das Finanças Locais do Governo é "desastrosa" e, por isso, a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) rejeita-a "de forma inequívoca e frontal". Quem o disse foi Fernando Ruas, ontem, em Coimbra.
A aprovação dessa lei "conduzirá, inevitavelmente, ao desaparecimento de muitos dos serviços que são prestados às populações e, por consequência, ao encerramento futuro das próprias instituições", lê-se, numa declaração subscrita por presidentes de Câmara, num encontro realizado, no passado dia 3, em Santarém, e ontem aprovada pela ANMP.
A redução dos limites de endividamento é o principal ponto de contestação dos autarcas. Como acentua a ANMP, as novas regras poriam em causa o funcionamento dos municípios e deixaria muitos deles em "situação de rutura". Além disso, criaria "restrições à autonomia municipal", levaria a que municípios que agora cumprem os limites de endividamento passassem a ter um endividamento excessivo. Tudo isso, iria traduzir-se na quebra dos padrões de qualidade de vida proporcionados pelo poder local.
A ANMP garante que vai solicitar a inconstitucionalidade de algumas normas da lei, caso se mantenha a sua "falta de adequação à realidade". Para já, ficou decidido propor aos órgãos municipais "a denúncia dos atuais contratos de execução", alusivos ao exercício de competências, por parte dos municípios, no campo da Educação e ainda pedir audiências, "com caráter de urgência", ao presidente da República, à presidente do Parlamento e ao primeiro ministro. O documento, aprovado ontem, será apresentado às 308 câmaras, para que os presidentes possam assiná-lo individualmente, e seguirá para os órgãos de soberania. Em síntese, a ANMP defende que "o necessário não é a aprovação de uma nova Lei de Finanças Locais, mas sim a revisão da lei, no sentido da melhoria dos mecanismos de planeamento, gestão e controlo orçamental e das regras do endividamento municipal".
MUNICÍPIOS MITIGAM CRISE
"Retirar os meios que têm pugnado pela mitigação da crise não me parece inteligente", disse o presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Fernando Ruas, reiterando o papel dos municípios no superar deste momento difícil "Outras situações mais dramáticas" que afetam os portugueses só não têm vindo à tona porque os municípios as resolvem, garantiu, ontem, em Coimbra.
Associação Nacional dos Municípios Portugueses contesta alteração dos limites de endividamento
Carina Fonseca
A PROPOSTA de Lei das Finanças Locais do Governo é "desastrosa" e, por isso, a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) rejeita-a "de forma inequívoca e frontal". Quem o disse foi Fernando Ruas, ontem, em Coimbra.
A aprovação dessa lei "conduzirá, inevitavelmente, ao desaparecimento de muitos dos serviços que são prestados às populações e, por consequência, ao encerramento futuro das próprias instituições", lê-se, numa declaração subscrita por presidentes de Câmara, num encontro realizado, no passado dia 3, em Santarém, e ontem aprovada pela ANMP.
A redução dos limites de endividamento é o principal ponto de contestação dos autarcas. Como acentua a ANMP, as novas regras poriam em causa o funcionamento dos municípios e deixaria muitos deles em "situação de rutura". Além disso, criaria "restrições à autonomia municipal", levaria a que municípios que agora cumprem os limites de endividamento passassem a ter um endividamento excessivo. Tudo isso, iria traduzir-se na quebra dos padrões de qualidade de vida proporcionados pelo poder local.
A ANMP garante que vai solicitar a inconstitucionalidade de algumas normas da lei, caso se mantenha a sua "falta de adequação à realidade". Para já, ficou decidido propor aos órgãos municipais "a denúncia dos atuais contratos de execução", alusivos ao exercício de competências, por parte dos municípios, no campo da Educação e ainda pedir audiências, "com caráter de urgência", ao presidente da República, à presidente do Parlamento e ao primeiro ministro. O documento, aprovado ontem, será apresentado às 308 câmaras, para que os presidentes possam assiná-lo individualmente, e seguirá para os órgãos de soberania. Em síntese, a ANMP defende que "o necessário não é a aprovação de uma nova Lei de Finanças Locais, mas sim a revisão da lei, no sentido da melhoria dos mecanismos de planeamento, gestão e controlo orçamental e das regras do endividamento municipal".
MUNICÍPIOS MITIGAM CRISE
"Retirar os meios que têm pugnado pela mitigação da crise não me parece inteligente", disse o presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Fernando Ruas, reiterando o papel dos municípios no superar deste momento difícil "Outras situações mais dramáticas" que afetam os portugueses só não têm vindo à tona porque os municípios as resolvem, garantiu, ontem, em Coimbra.
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via tinta fresca.net
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