28/03/2013

6.384.(28mar2013.8.8') Que bom é VIVER ALCOBAÇA....que vos abRRaça...a sorRir...a floRIR


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faz lembrar as nossas propostas CDU...1998 e...
concursos varandas/janelas floridas
concursos de montras
semana/mês gastronómica(o)
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via tinta fresca.net


Proposta do empresário Tó Romano
    Florir Portugal pode ser a solução para a crise
           

    Tó Romano
       Um Portugal florido é a proposta do empresário Tó Romano para mobilizar os portugueses. O proprietário da Central Models é autor do livro “Eva Dream”, onde preconiza que Portugal adote a flor como símbolo turístico, um ícone fortíssimo que atrai milhões de pessoas, a exemplo do que já acontece com a Festa do Povo, em Campo Maior, a Festa da Flor, na Madeira, ou a aldeia de Moledo, na Lourinhã. O conferencista defende que o País deve decorar ruas, praças e varandas com milhões de flores para promover o turismo e criar um modelo de desenvolvimento sustentável, com nascimento de uma miríade de negócios de base familiar que podem tirar Portugal da crise. O movimento “Viver Alcobaça” decidiu aderir à iniciativa, já no mês de junho.

       A conferência de apresentação do projeto Eva Dream - Florir Portugal teve lugar no dia 11 de abril, no auditório da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alcobaça, com a presença de Tó Romano e uma plateia com cerca de meia centena de pessoas, a maioria comerciantes da cidade. Na ocasião, Marco Clemente, mentor do movimento “Viver Alcobaça, apresentou o programa “Alcobaça florida”, a ter lugar no mês de junho.

       Na sua conferência Tó Romano defendeu que os portugueses precisam de um ideal que os mobilize, a exemplo do que sucedeu com o desafio lançado por Luís Filipe Scolari, no Euro 2004, promovendo a colocação de bandeiras nacionais nas janelas e varandas das casas portuguesas. A diferença é que esta mobilização foi efémera e morreu após o Campeonato da Europa de Futebol, enquanto o Florir Portugal pode mobilizar os portugueses permanentemente, dando assim tempo para que à sua volta se criem pequenas e médias empresas que produzam, nomeadamente, produtos naturais, tão do agrado dos portugueses, mas também dos estrangeiros.

       O empresário reconhece que estamos a viver momentos conturbados e tumultuosos, com milhares de empresas a falir ou em risco de fechar. “Em vez de estarmos numa grande nau, parece que estamos num barquinho a remos, e só remamos com um remo de cada vez”, admite, defendendo que “precisamos de algo que nos una”, não por uma mera ideia racional, mas pelo lado afetivo.

       A utopia de Tó Romano é que Portugal pode ser o País mais florido do mundo, dado que dispõe de condições naturais únicas, com temperaturas amenas durante todo o ano, o que possibilita a exibição de flores ao ar livre de janeiro a dezembro. Mas não será a Holanda já considerada o País das Flores? Tó Romano garante que não, já que este se limita a ser um País produtor de flores em estufas, não existindo estas naturalmente em grandes extensões, devendo-se a fama da Holanda ao grande volume de exportação de flores.

       Pelo contrário, Portugal possui flores naturalmente durante todo o ano, podendo assim contribuir para atrair também turistas na época baixa e contrariar o efeito da sazonalidade do turismo de sol e praia. Tó Romano prevê que o turismo de natureza será o turismo do futuro. O conferencista garante que os turistas procuram a harmonia dos povos, descobrindo as suas culturas e tradições, e a harmonia da natureza e Portugal está bem colocado para atrair mais turistas, dado ter um povo que se distingue pela sua simpatia e hospitalidade e uma variedade de paisagem e património cultural únicos. Além disso, um País florido não precisa de publicidade, já que as imagens falam por si e os turistas são os melhores divulgadores das boas experiências sensoriais.


     
    Público marcou presença na sessão
      Tó Romano admite que Portugal tem os melhores produtos do mundo, mas considera que os portugueses não os amam, dando como exemplo o célebre presunto Pata Negra, que é vendido como espanhol, apesar dos porcos terem origem no Alentejo. O próprio Vinho do Porto, por vezes passa por vinho inglês, dado que a maior parte das marcas têm nomes em Inglês. Por sua vez, a cereja do Fundão é a melhor do mundo, mas não é habitualmente colocada à venda nos supermercados por ser mais cara que a espanhola. Por essa razão, muitas vezes os agricultores do Fundão não conseguem vender a sua cereja. Também a amêndoa e a laranja do Algarve são frutos poucos valorizados, apesar da sua alta qualidade, ao contrário da laranja de Valência, considerada a melhor do mundo.

       Florir Portugal pode ser a gota de água que falta para começar a valorizar os produtos agrícolas portugueses. Muitas flores possibilitam o aparecimento de mais abelhas e maior produção de mel. Também as frutas nacionais libertam aromas muito agradáveis, podendo assim fazer sucesso numa fruteira de hotel para deleite dos turistas.

       Tó Romano acredita que esta procura pelo turismo de natureza poderá fomentar o regresso dos portugueses aos campos, tornando assim os negócios rurais rentáveis, juntando a agricultura biológica de base familiar ao turismo de habitação e turismo de natureza. A sustentabilidade desta economia local resulta também na criação de bastante emprego, ao contrário da agricultura intensiva, onde são as máquinas que fazem quase todo o trabalho. A pastorícia poderá florescer dado ser uma atividade que encanta os citadinos, sendo frequente os turistas pararem para contemplar os rebanhos de ovelhas ou cabras.

       Por outro lado, a procura turística pelo mundo rural pode também reativar empresas de construção civil locais, que assim encontrarão trabalho na reabilitação de casas rurais até agora desabitadas e degradadas. Também os arquitetos paisagistas poderão encontrar muito mais trabalho, respondendo aos pedidos para plantar mais árvores, arbustos e flores de norte a sul do País. O empresário recorda que as flores silvestres, tão abundantes em Portugal, podem também ser reproduzidas por semente.

       Tó Romano alerta para a necessidade das plantas introduzidas nos campos serem autóctones e adequadas aos terrenos e clima, havendo o risco de uma eventual plantação de plantas exóticas ser nociva para o ambiente. O conferencista informou ter proferido uma palestra recentemente no Instituto Superior de Agronomia, onde foi informado que uma investigadora está a concluir um trabalho, que deverá ser divulgado brevemente, sobre as espécies autóctones que devem ser plantadas em cada região.

       O empresário recordou que há plantas nacionais que florescem durante todas as épocas do ano. Por exemplo, a cameleira floresce de janeiro a março, enquanto as olaias florescem entre março e abril. Em cidades como Lisboa pontificam plantas de outras origens, como a brasileira corizia, no Príncipe Real, ou os jacarandás, da Avenida da Liberdade, oriundas da Argentina e Bolívia.

       Outras atividades que poderão florescer com o projeto Portugal florido são o surf, um desporto de natureza por excelência, que já hoje é muito procurado por jovens desportistas. A restauração, a gastronomia e a venda de produtos biológicos poderá sofrer um boom significativo, já que os turistas adoram os produtos agrícolas de qualidade ímpar que Portugal produz.

       Os mercados locais poderão também ganhar nova vida face ao afluxo significativo de turistas ávidos de vivenciar as cores, os sons e os odores típicos destes locais de comércio personalizado. Também o artesanato poderá ser fortemente incrementado, ou não seja o souvenir um must de quem vivencia experiências únicas de bem-estar.

       Curiosamente, Tó Romano não se mostrou particularmente interessado em contar com apoio político para o seu projeto, preferindo contar com o apoio das comunidades locais para a sua implementação. O autor de “Eva Dream” justificou a sua opção com o exemplo de Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, que fracassou ao tentar comunicar os seus ideais ambientalistas,  dado estar conotado politicamente, apesar da grande exposição mediática. Por isso, Tó Romano prefere lançar as sementes através das suas conferências e do contacto direto com as comunidades. Aliás, na conferência, esteve presente uma delegação da aldeia de Moledo, na Lourinhã, que contou a forma como está a ser implementado o projeto na sua freguesia.

       “Alcobaça Florida”

        
      
    Marco Clemente
       Marco Clemente informou que o programa “Alcobaça Florida” terá lugar no final de junho, estando previstos concursos da melhor varanda, janela, casa e rua floridas.

       Na ocasião, Tó Romano informou que pretende que o dia 1 de maio, Dia da Mãe, se torne também o Dia da Flor. Por isso, propõe que as pessoas ofereçam um vaso de flores às suas mães neste dia. Uma vez que o programa “Alcobaça Florida” se irá realizar posteriormente a esta data, Marco Clemente informou que irá dar seguimento à ideia durante o período da iniciativa.

       O “Alcobaça Florida” pretende promover Alcobaça como a cidade jardim de Portugal, visando o desenvolvimento da região, contribuindo assim para uma melhor imagem de Alcobaça no presente e num futuro próximo. Trata-se de uma ideia já colocada em prática em vários locais da Europa e a descrição do seu impacto social e no desenvolvimento local é muito positiva.

       Com o Alcobaça Florida pretende-se espalhar uma mensagem de esperança, através das flores, dos afetos e da beleza, como forma a desencadear um novo sentido de bondade que nos faça unir a todos em volta de um objetivo comum. "Alcobaça Florida" poderá funcionar como um fator de identidade e coesão social, o cidadão que vive numa cidade bonita, bem cuidada, sente a necessidade de também ele cuidar do bem público e do seu espaço, nomeadamente a sua casa, para que também ela fique mais bonita e cuidada, passando por colocar flores nas janelas e varandas.

       Para além do desenvolvimento local, podemos assistir a um aumento no índice de felicidade, satisfação e um orgulho de viver em comunidade e nesta comunidade. Outro efeito tão desejado é o impacto no turismo, no desenvolvimento da floricultura, no comércio e acima de tudo na promoção dos produtos regionais.

       Para a implementação e concretização deste projeto é necessária a sensibilização e consciencialização de toda a comunidade para a importância do mesmo na vida ativa da nossa cidade de Alcobaça.

       O projeto Alcobaça Florida desenvolveu parceria com o projeto Eva Dream de Tó Romano, presidente da Central Models, que tem como objetivo Florir e Florescer Portugal. O projeto EVA DREAM tem como objetivo iniciar um processo gradual e progressivo de Florir Portugal, em que se pretende desenvolver um percurso que passa, acima de tudo pelas pessoas, pela sua sensibilização para gestos simples que propaguem emoções positivas e nos quais, cada vez mais todos nós nos possamos rever.

       “Imagine o impacto e as consequências que poderia ter uma Alcobaça Florida… onde nos pudéssemos passear e desfrutar de uma paisagem florida, colorida, criativa e perfumada…. Imagine o impacto sinestésico que nos poderia provocar a nós e a quem nos visita!”, refere o movimento “Viver Alcobaça”.

       Mário Lopes
    15-04-2013