25/05/2013

6.608.(25maio2013.20.30') Hj é dia Internacional das Crianças Desaparecidas

O melhor do mundo são as crianças...

Fernando Pessoa
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Via público.pt

Pedir ajuda quando uma criança desaparece é mais fácil a partir de hoje em dez Estados-membros da União Europeia com a activação do número único europeu para Crianças Desaparecidas (116000), que já funciona em Portugal desde 2008.
O 116000 era até agora um serviço operacional em cinco países: Grécia, Hungria, Holanda, Portugal e Roménia. Hoje, Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, Bélgica, Eslováquia, França, Itália e Polónia juntam-se ao primeiro grupo, respondendo assim a uma directiva comunitária.

Portugal foi dos primeiros países a ter operacional o número de alerta para casos de desaparecimentos de menores através do Instituto de Apoio à Criança, a quem o Ministério da Administração Interna concedeu a responsabilidade de gestão da linha.

Para ilustrar a utilidade deste serviço, a Comissão Europeia fez recentemente referência a um caso ocorrido em Portugal: em Setembro de 2008, um belga raptou as três filhas menores em Antuérpia, trouxe-as para Portugal e acabou por ser detido em Viseu “minutos depois” de um alerta lançado pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC) na sequência de uma chamada para esta linha.

Em Fevereiro, a comissária europeia responsável pelas telecomunicações, Viviane Reding, apelou aos países europeus “para que honrem as suas responsabilidades e informem os prestadores de serviços da disponibilidade dos números começados por 116, para que as linhas directas fiquem rapidamente operacionais em toda a UE”.

O 116000 é um número gratuito que está operacional 24 horas por dia na maioria dos países que já o activaram. As chamadas são respondidas localmente por profissionais especializados que trabalham com organizações não governamentais e que foram acreditados pela autoridade nacional responsável pela atribuição do número.

O Dia Internacional das Crianças Desaparecidas começou a ser celebrado depois do desaparecimento em Nova Iorque, a 25 de Maio de 1979, de Etan Patz, que tinha então seis anos. Nos anos que se seguiram, várias organizações começaram a assinalar esta data até que em 1983 o presidente dos EUA declarou 25 de Maio como o dia dedicado às crianças desaparecidas.

Na Europa, este dia foi assinalado pela primeira vez em 2002 pela Child Focus, uma organização não governamental belga, com o apoio da rainha da Bélgica. Em 2003, as iniciativas para assinalar a data alargaram-se a França, Holanda, Reino Unido (onde se dedica todo o mês de Maio à problemática dos desaparecidos), República Checa, Polónia e Alemanha.

Em Portugal, o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas assinala-se desde 2004 por iniciativa do Instituto de Apoio à Criança.
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PJ recebeu, em média, seis participações por dia de crianças desaparecidas

Maio 24, 2013 às 9:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia da RTP Notícias de 24 de Maio de 2013.
Lusa
A Polícia Judiciária recebeu em média, em 2012, seis participações por dia de crianças e jovens desaparecidos, que totalizaram 2.366 casos, menos 226 face ao ano anterior, segundo dados da PJ avançados à agência Lusa.
Divulgados a propósito do Dia Internacional da Criança Desaparecida, que se assinala no sábado, os dados indicam que no ano passado desapareceram 4.097 pessoas, das quais 1.677 (40,69%) eram jovens entre os 15 e os 18 anos.
Do total de desaparecimentos, 514 (12,55%) eram adolescentes de 13 e 14 anos, 90 (2,20%) tinham idades entre os 10 e os 12 anos e 85 (2,07%) entre os zero e os nove anos.
Segundo a PJ, duas dezenas de casos registados no ano passado ainda permanecem em investigação.
Em declarações à agência Lusa, o diretor da Unidade de Informação e Investigação Criminal da PJ afirmou que o grupo dos 15/18 anos apresenta “uma taxa de reincidência muito significativa”.
Veríssimo Milhazes deu o exemplo do caso de dois jovens que, entre 2010 e 2012, fugiram 33 e 36 vezes.
Este grupo também apresenta um “elevado número de regressos voluntários”, que acontece “no período de um ou dois dias”, sendo a sexta-feira o dia em que se regista o maior número de desaparecimentos.
Segundo o responsável, há dois fatores que estão associados aos desaparecimentos dos jovens dos 15/18 anos, um deles é a Internet.
“O menor quando se ausenta de forma voluntária muitas vezes deve-se à internet, porque vai ao encontro do amigo virtual”, explicou.
Para sensibilizar os jovens para os problemas que isso acarreta”, a PJ tem ido às escolas para advertir os jovens que, “quando o amigo virtual reencarna, pode ser o inimigo”.
Outro fator é o “conflito geracional intrafamiliar”, que “vai existir sempre”. Nestas idades, quando o caso termina o pai ou mãe geralmente diz aos filhos: se me tivesses dito alguma coisa eu teria ajudado.
“Para que isto não ocorra é necessário que neste conflito geracional intrafamiliar haja um canal aberto ao diálogo para que esta resposta no final seja logo dada no início”, adiantou.
No grupo 0/12 anos, os motivos que levam ao desaparecimento das crianças são os conflitos entre os pais que acabam em rapto parental ou subtração de menores, que estiveram na base de 3,7% dos casos em 2012, que não aumentou face a 2011.
“No fundo não é um desaparecimento, mas sim um paradeiro desconhecido porque a criança está com um progenitor ou outro familiar em parte incerta, que pode ser no estrangeiro”, explicou.
Neste momento, “procuramos menores no estrangeiro, como procuramos menores estrangeiros em Portugal”, referiu.
Veríssimo Milhazes lembrou a importância de comunicar o desaparecimento às autoridades logo nas primeiras horas, porque pode estar associado a um crime.
Quando as crianças desaparecem de forma involuntária, o desaparecimento pode estar associado a vários tipos de crime, como abusos sexuais, homicídios, raptos, lenocínio, tráfico de pessoas.
“Se não atuamos nas primeiras 24 horas podemos pôr em causa tudo o resto”, frisou.
O total de pessoas desaparecidas baixou 9% em 2012, comparativamente a 2011, ano em que já tinha baixado 6,7% em relação a 2010.
“Quero acreditar que a redução do número de pessoas desaparecidas se deve a uma maior interligação entre pais e filhos”, mas também está a haver “um trabalho preventivo que é muito importante”, adiantou.