04/12/2013

7.222.(4dez2013.13.31') PS.BE.PCP.BE revogam a prova de avaliação de professores

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11dez2015

Maioria parlamentar revoga prova de avaliação de professores


http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-12-11-Maioria-parlamentar-revoga-prova-de-avaliacao-de-professores
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2015
16ouTUbro
Constitucional chumba a prova
15h Fenprof em conferência de imprensa

http://observador.pt/2015/10/16/fenprof-constitucional-chumbou-prova-dos-professores/
O Tribunal Constitucional chumbou a prova dos professores, avança a Fenprof em comunicado. O sindicato recebeu, esta sexta-feira, o  acórdão que “declara a inconstitucionalidade” da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) e já marcou uma conferência de imprensa para as 15 horas desta sexta-feira.
Nesta conferência, a Fenprof diz que “divulgará os termos desse Acórdão, as consequências desta decisão e as medidas que serão tomadas para que nenhum professor possa sair prejudicado de um processo, desde sempre considerado ilegal pela FENPROF e, designadamente, pelo Senhor Provedor de Justiça”.
O Observador já tentou contactar o Tribunal Constitucional e a própria Fenprof a fim de obter o dito acórdão, mas sem sucesso. Ministério da Educação também ainda não respondeu.
Em março deste ano a Fenprof já dizia que a PACC estava para apreciação no Tribunal Constitucional, na sequência de um acórdão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, que “identificou vícios de inconstitucionalidade”, o que levou o MEC e Ministério Público a recorrerem da sentença.
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 5dez2013.14h Fenprof luta... FNE.UGT trai de novo!!!...Solidariedade com os Profs....Uma prova que é uma prova como este governo é canalha!!!
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Tribunal de Coimbra chumba a prova
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5jan2015

Prova de Crato chumbada




A prova de avaliação docente, criada pelo atual ministro da Educação, é "pouco fundamentada", diz um parecer do Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE).
http://expresso.sapo.pt/prova-de-crato-chumbada=f904946#ixzz3O2Hao4zi
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5dez2013

no Público
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/professores-1615180




Professores protestaram frente à AR contra Crato e prova de avaliação

Docentes foram obrigados a sair das galerias do Parlamento. Na rua, professores pediram a demissão do executivo liderado por Passos Coelho.






A convocatória era clara: "Venham todos de negro". Assim foi. Ainda não eram 14h e a mancha negra de professores já se fazia ouvir em São Bento. A essa hora o trânsito ainda não tinha sido cortado mas não passou muito tempo até André Pestana, um dos organizadores do cerco ao Parlamento via Facebook, gritar ao megafone: "cortem o trânsito, já cá estamos!". Por volta das 17h, os professores que estavam no interior do edifício foram obrigados a sair.
Na rua, a notícia da evacuação das galerias do Parlamento chegou rápido às centenas de professores que se encontram à frente da Assembleia da República (AR) e ouviram-se gritos de demissão dirigidos ao Governo e em especial ao ministro Nuno Crato. "Faz a prova Crato, faz a prova", dizem.
Os professores fizeram uma colagem de muitas folhas A4 simbolizando o diploma e incendiaram-no num gesto de protesto.
Por volta das 18h, o porta-voz da Associação dos Professores Contratados, César Israel Paulo discursa e reafirma que os professores não são contratados porque o querem. "Somos obrigados a isso." E lança a questão: "em 120 minutos querem avaliar a nossa experiência, os que nos impõem isso são os mesmos que acabaram com a avaliação na sala de aula". O responsável considera a prova "absurda e discriminatória" e defende que "o que eles querem é acabar com a escola pública".
Grândola cantada
Ao início da tarde começaram a chegar muitas dezenas de professores que pretendiam chumbar a prova em frente à AR. Envergavam lenços brancos e pediam a demissão do Executivo liderado por Passos Coelho. No alto da escadaria, dezenas de polícias da força de intervenção estavam atentos a todas as movimentações. Os manifestantes gritavam: "Polícia fardado, também estás a ser roubado". Ao fundo das escadas, uma carrinha de som acompanhava o protesto da CGTP/Fenprof um dos organizadores oficiais da acção.Ouve-se a Grândola, cantada por todos numa só voz.
Em causa está uma prova que começou por ser chamada de ingresso na profissão e que estava prevista no Estatuto da Carreira Docente desde 2007, mas nunca chegou a ser implementada. Legislação 2010 definia que os professores que tivessem exercido a profissão e tivessem sido avaliados com pelo menos Bom estavam dispensados da prova. Este Verão, contudo, o ministério de Nuno Crato alterou os requisitos.
Após uma negociação com os sindicatos que terminou sem acordo, criou a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, obrigatória para todos os professores sem vínculo que quisessem candidatar-se a dar aulas no próximo ano lectivo. Esta segunda-feira, no entanto, chegou a acordo com a Federação Nacional de Educação e mais dois sindicatos da UGT,  que aceitaram suspender as manifestações de protesto em troca da dispensa da prova dos profissionais com cinco ou mais anos de serviço, o que corresponde a mais de 25 mil dos 43 606 professores sem vínculo que este ano se candidataram a dar aulas.
André Pestana é professor contratado há seis anos e, por isso, está isento da realização da prova no dia 18 de Dezembro mas não deixa de estar solidário com aqueles que a vão realizar. "Achamos indecente o que se está a fazer, é uma humilhação", declarou enquanto explicava que foi um dos professores contratados que se negou a inscrever-se na prova de avaliação de competências. Na sua opinião, a negociação entre a Federação Nacional de Educação (FNE) e o Ministério da Educação e Ciência (MEC) foi absurda, "mataram a luta, foi uma traição evidente".
Filipa Tavares tem nove anos de experiência efectiva, é professora de Biologia e Geologia e está desempregada. Situação que partilha com a amiga Cristina Craveiro, de Educação Visual e Tecnológica (EVT), especializada em Educação Especial com 11 anos de experiência. Chegam de Canas de Senhorim, no distrito de Viseu, para dizer um sonoro "basta" ao ministério liderado por Nuno Crato.
As duas professoras destoam na multidão vestida de negro, uma está vestida de branco outra de vermelho, mas afirmam a uma só voz a "humilhação que a prova representa". Partilham também a opinião de que "todas as escolas precisam de mais professores de educação especial", contam que numa escola da sua área de residência os professores de educação especial eram sete e que agora são apenas quatro. "Não há menos alunos a precisar de ajuda mas o ministério não nos deixa sequer trabalhar", lamentava Cristina. Estas professoras não têm dúvidas: as políticas do Governo "são cortes a direito que vão acabar por prejudicar os alunos".
Sofia Ferreira também está isenta de fazer a prova por ter mais de cinco anos de experiência e afirma: "Hoje não me podem acusar de ter medo de ser avaliada, até me sinto mais à-vontade para dizer que esta prova não serve para nada". Os muitos professores que se concentram em frente ao Parlamento gritam "Crato rua, a escola não é tua" e carregam cartazes onde se pode ler "não basta dispensar professores, é preciso chumbar a prova".
Rita Alexandre revela que é efectiva nos quadros, "vim aqui mostrar que unidos, os professores jamais serão vencidos", "aqui não há contratados com mais de cinco anos de experiência ou menos, não há efectivos, há professores", reforçou.
FNE contra professores, dizem docentes
Elisabete tem 30 anos, falta-lhe um mês para atingir os cinco anos de experiência que a podiam isentar da prova, está desempregada e fala em "professores de primeira, de segunda e agora de terceira". Veio de Guimarães com duas amigas, também professoras contratadas, desempregadas e descrentes numa carreira futura, Bárbara Rompante e Rita Peixoto. Bárbara tem dois anos e meio de experiência, é uma das que vão realizar a prova daqui a duas semanas. "A prova é uma vergonha", argumenta. "Tirámos um curso especificamente para a docência e neste momento dizem-nos que isso não vale nada", diz. Rita Peixoto ainda esta na dúvida se tem ou não de realizar a prova de avaliação de competências, tem cinco anos e 6 meses de experiência. Já viu o guião da prova disponibilizado pelo MEC e defende que "ou a prova vai ser muito fácil com ratoeiras para os professores se espalharem ou vai ser muito mais difícil".
Acerca das negociações entre a FNE e o MEC as três docentes de Guimarães partilham a mesma opinião: "A FNE está e sempre esteve do lado deles, negociaram nas costas dos professores e dos outros sindicatos, lutam pelos direitos dos professores? Nem pensar, lutam é contra nós". 
Mas há mais vozes que não se calam. Raquel Abreu é professora de História e está efectiva nos quadros, é uma das muitas professoras efectivas que veio esta quinta-feira dar uma palavra de solidariedade para com os contratados. "Recuso-me a vigiar os meus colegas, será que não entendem que nós somos os próximos?!", diz. Sebastião Martins é professor há 33 anos, é efectivo e considera "uma vergonha o que o senhor ministro que também é professor está a fazer à escola pública".
A linha da frente da concentração frente ao Parlamento é composta por cerca de uma centena de alunos da Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa. Catarina Rodrigues, 17 anos, explica que "a luta dos professores também é a nossa porque as medidas do Governo também atingem os alunos". Miguel Erlich, outro jovem do conservatório, não vê utilidade na prova e denuncia que não há prova para os professores contratados do meio artístico. "Os nossos professores deixam de ser professores, passam a ser técnicos especializados", explicava. "Estão em risco de perder o contrato, vão ganhar menos e trabalhar o mesmo ou mais", reforçava Catarina Rodrigues.
Passa de mão em mão um papel que convoca todos os professores para uma reunião de independentes no dia 7 de Dezembro, sábado, às 15h30 nas cantinas azuis da Praça da República, em Coimbra. A organização do protesto via Facebook tem um carro de som montado no centro da concentração e um microfone que também tem passado de mão em mão. A mensagem é só uma: "Hoje somos todos contratados e exigimos respeito pelos nossos anos de trabalho, queremos o fim da prova."
A deputada Eloisa Apolónia, do Bloco de Esquerda, juntou a sua voz ao protesto dos professores. "Esta prova é uma humilhação. Não é a dividir os professores que este Governo vai a algum lado. Neste momento o que está em causa é a escola pública e é por ela que temos de continuar a lutar".
Também o deputado comunista Miguel Tiago desceu as escadarias para reafirmar a solidariedade do PCP em relação "à luta pela escola pública". O deputado disse ainda que o PCP vai averiguar por que razão muitos professores estão a ser impedidos de entrar nas galerias do Parlamento "quando há quatro galerias que estão vazias". O deputado declarou que o partido não vai compactuar com qualquer tentativa de bloquear a livre entrada dos cidadão "na casa da democracia".
Teste à mobilização
Quer Mário Nogueira, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), quer César Israel Paulo, da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC), admitiram nos últimos dias que este seria o primeiro teste à mobilização dos docentes, depois do acordo entre a FNE e o Governo.
Referindo-se aos protestos nas redes sociais, Israel Paulo já tinha criticado a falta de participação dos professores nas manifestações, apelando para que abandonassem “o mundo virtual” e fossem para a rua. Depois do acordo que permitiu dispensar da prova mais de 25 mil professores, o dirigente da ANVPC disse, na terça-feira, que, "mais do que nunca”, era preciso “mostrar que o MEC não conseguiu o que queria: dividir os professores sem vínculo”.
No mesmo contexto, a direcção da Fenprof lembrou, na altura, que estava a disponibilizar transporte gratuito aos docentes que quisessem participar na concentração desta quinta-feira; e ainda que aqueles poderiam justificar a falta com a adesão à greve, convocada par com esse objectivo.
“Liquidar o resta da escola pública”
Os representantes dos sindicatos de professores, FENPROF, SIPE, SPLEU, SPLIU, SIPPEB e da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC) estiveram presentes nas galerias do Parlamento onde se os partidos com assento parlamentar discutiam assuntos relativos à Educação. Depois dos protestos e da evacuação das galerias, juntaram-se à multidão de professores que vieram de todo o país manifestar a sua indignação e discursaram no palco improvisado montado no final da escadaria de São Bento.
Todos os discursos foram no mesmo sentido. Primeiro o “Não à prova”, depois o “ataque cerrado à escola pública”, os apelos aos professores efectivos para não vigiarem nem corrigirem a prova, a promessa de uma “luta que não se cala”, a constatação de que “não há professores de primeira nem segunda, há professores” e a revolta em relação aos sindicatos da UGT “que não estão com os professores e andam em negociatas com o governo”.
As intervenções eram acompanhadas de gritos de demissão, de incentivo ao boicote à prova que se realiza a 18 deste mês e de “união”.
Mário Nogueira, o secretário-geral da FENPROF, foi o último a intervir e denunciou perante as centenas de manifestantes a intenção “deste governo liquidar o resta da escola pública”. O líder sindical apelou aos professores efectivos nos quadros que “se forem obrigados a vigiar os vossos colegas, façam greve, ponham um autocolante ao peito e digam que não fazem parte desta vergonha”, reforçando a ideia de que “vigiar colegas não faz parte dos conteúdos da carreira docente” e que os efectivos “são o próximo alvo deste governo”.
Mário Nogueira acrescentou ainda que “antes que destruam a escola pública, nós, portugueses, teremos mais força para tirar daqui a troika e os traidores que nos governam”.
O final das intervenções ficou marcado pela assinatura do pré-aviso de greve, agendada para o dia da realização da prova, “à frente dos senhores da televisão” e de todos os que ali estiveram presentes.  
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Assunção Esteves: «Manifestações são crime dentro da AR»

Publicado hoje às 17:04


A presidente da AR afirmou que «as manifestações são um direito lá fora, mas um crime» dentro do parlamento e garantiu o respeito pelo direito de acesso aos docentes que continuam à porta.

«As manifestações são um direito lá fora, mas um crime aqui (dentro do parlamento). Já fui saber do que se passa. Foi-me transmitido de que tudo está a ser normalizado. Temos que ter o cuidado para que os direitos sejam respeitados. Que todos exerçam a sua auto responsabilidade. Faremos com que tudo decorra dentro da normalidade», assegurou Assunção Esteves.
Os líderes parlamentares de Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português, Pedro Filipe Soares e João Oliveira, respetivamente, tinham questionado a segunda magistrada da nação sobre o sucedido.
«Nenhum cidadão deve ser impedido de assistir aos trabalhos. Temos neste momento galerias vazias. Se há cidadãos que querem entrar, porque não podem entrar na casa da democracia?», insurgiu-se o deputado bloquista.
O parlamentar comunista disse que a sua bancada já tinha alertado a Mesa da Assembleia da República para o assunto e defendeu que «o direito que têm de acesso às galerias tem de ser preservado porque, de outra maneira, também se estaria a incorrer num crime».
Vários milhares de professores estão a manifestar-se no largo fronteiro ao Palácio de São Bento e largas centenas ficaram hoje à espera de entrar no hemiciclo, numa longa fila.







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Cerca de uma centena de professores impedidos de entrar nas galerias da AR


Cerca de uma centena de professores pretende entrar para as galerias da Assembleia da República, mas o acesso foi-lhes vedado, pelo que estão concentrados na porta lateral do Parlamento.

Os professores queriam assistir nas galerias à discussão de duas petições para anular a prova de conhecimentos exigida a todos os docentes contratados que queiram dar aulas e tenham menos de cinco anos de serviço.
"Queremos entrar" e "Fascistas" são as palavras mais ouvidas entre os professores.
A professora Sandra Baptista disse à agência Lusa que está na fila para entrar no Parlamento há mais de uma hora e que não compreende porque razão não deixam entrar os docentes.
"Isto é a casa da democracia. O bom senso seria deixar-nos entrar. Não somos arruaceiros. Somos professores e sabemos estar", adiantou a professora contratada há 18 anos.
Diante da Assembleia da República encontram-se várias centenas de professores que se concentraram para protestar contra esta prova de conhecimentos.
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Crato tremeu e recuou para a isenção da prova para os professores que têm mais de 5 anos de serviço...Mas, muito bem, a luta, pela FENPROF, continua!!!
5Dez 14H
Assembleia da República discute petição pela revogação da prova de acesso ao exercício da profissão docente promovida pela FENPROF
Prossegue a luta contra esta afronta aos professores e à profissão docente

5.ª FEIRA, VESTE DE NEGRO
A luta continua pelo direito a exercer a profissão docente
No sentido de resolver qualquer problema de justificação de falta que os professores não possam acautelar de outra forma, a FENPROF e as outras organizações identificadas subscreveram e enviaram um pré-aviso de greve para dia 5. Optimizam-se, assim, as condições para a participação.

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FENPROF é contra a prova que MEC quer impor aos professores e não se envolve em estratégias que visam a sua aplicação

Perante o anúncio de que a FNE e, segundo alguns órgãos de comunicação social, outros sindicatos da UGT teriam desconvocado a greve de 18 de dezembro contra a Prova de Acesso à Profissão, o Secretariado Nacional da FENPROF declara:
  • Mantêm-se todas as ações contra esta iníqua prova, incluindo a concentração em frente à Assembleia da República no dia 5 de dezembro e a Greve contra o serviço de vigilância à prova, de dia 18 de dezembro;
  • acordo palaciano feito entre UGT e PSD/CDS-PP/Governo corresponde à legitimação da Prova de Acesso à Profissão, o que os professores rejeitam.
Nesse sentido, a FENPROF informa que, mantendo-se a existência de uma prova aos docentes,
  • que foram sujeitos a avaliação académica e profissional, a qual lhes confere as condições exigidas para o exercício da profissão docente,
  • que passaram por um período probatório (já nas escolas),
  • que foram sujeitos a avaliação de desempenho obtendo sempre nota positiva (Bom, Muito Bom ou Excelente) sem a qual não poderiam candidatar-se a novo contrato...

... MANTÉM OS SEUS COMPROMISSOS COM OS PROFESSORES E A EDUCAÇÃO E QUE, PARA ALÉM DAS AÇÕES ACIMA REFERIDAS, PROSSEGUIRÁ COM O PROCESSO JURÍDICO, O QUAL SERÁ LEVADO ATÉ ÀS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS.
O Secretariado Nacional da FENPROF
2/12/2013 
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Via JN
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores defendeu, em Coimbra, que a prova de acesso à profissão docente é ilegal, como sustentam as providências cautelares que a federação entregou nos tribunais, esta segunda-feira.
foto PAULO SPRANGER/GLOBAL IMAGENS
Mário Nogueira diz que prova de acesso para professores é ilegal
Mário Nogueira, da Fenprof
Com a prova de acesso à carreira docente, o Governo está a criar "um novo requisito, ou seja, sem ela não se pode ser professor" o que é "ilegal", afirmou Mário Nogueira, numa conferência de imprensa junto à entrada do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra.
A Fenprof entregou providências cautelares contra a implementação da prova de acesso à profissão de professor nos Tribunais Administrativos e Fiscais de Lisboa, Porto, Beja, Funchal e Ponta Delgada, além de Coimbra.
"A Lei de Bases do Sistema Educativo estabelece os requisitos para ser professor", recordou o dirigente sindical, sublinhando que esses requisitos são "habilitacionais" e que os professores já os possuem, tanto no plano científico como profissional, através da sua formação académica e do "chamado estágio" profissional.
Foi, por outro lado, publicada legislação pelo Governo anterior que "dispensou" dessa prova "os professores contratados que já tinham sido avaliados" e que foram classificados com 'Bom' ou nota superior, provando que tinham conhecimentos e capacidade para serem professores", salientou Mário Nogueira.
Agora, o Governo "revoga a dispensa [da prova de acesso] que não era uma expectativa jurídica, era um direito já constituído e garantido", afirmou o líder da Fenprof, defendendo que esta "revogação do regime de dispensas, que já tinha abrangido" vários professores "é também ela ilegal".

Na perspetiva do dirigente daquela estrutura sindical, "o Governo está a legislar em matéria que é do foro dos direitos, liberdades e garantias", circunstância que também é ilegal, já que para isso, o executivo precisa de "autorização parlamentar para o fazer e não a tem".
A situação relaciona-se com direitos, pois está em causa "o direito ao exercício da profissão, de acordo com os requisitos habilitacionais"; com garantias, uma vez que existe a "garantia de dispensa que estava constituída"; e com liberdade de "exercício da profissão que os professores adquiriram, garantiram, no momento em que satisfizeram os requisitos estabelecidos", sintetizou.
Direitos, liberdades e garantias são "matéria sobre a qual o Governo pode legislar, mas apenas o pode fazer se tiver autorização parlamentar para o fazer e não tem", defendeu Mário Nogueira.
A Fenprof vai, entretanto, entregar uma petição pública, subscrita "em poucos dias, por mais de 12 mil" pessoas, igualmente contra a concretização da prova, na presidência da Assembleia da República, na terça-feira, adiantou Mário Nogueira.
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via publico

A morte da prova

 prova de avaliação dos professores contratados já está morta. Morreu à nascença. Era um óbito anunciado: contestada pelos professores, posta em questão pela maioria dos comentadores, ridicularizada nos jornais, depressa se compreendeu que não teria futuro.
A morte surgiu antes do previsto. Quando o jornal PÚBLICO decidiu pedir a alunos do 3.º ciclo que respondessem às perguntas e ninguém reprovou, ficou à vista de todos que esta avaliação estava moribunda. O certificado de óbito assinou-se cerca de uma semana depois, quando uma escola secundária decidiu pedir as respostas aos estudantes e os resultados também foram positivos. Repare-se no insólito desta situação: uma prova que pretende avaliar professores é respondida com facilidade por alunos sem qualificações especiais. O desnorte é o signo do actual Ministério da Educação (ME).
A avaliação dos professores não é fácil e tem tido muitas vicissitudes nos últimos anos. Os sindicatos deveriam fazer da questão uma bandeira de luta, diferente das simples reivindicações de vencimentos e carreiras, mas nem sempre assim tem acontecido. Conheço alguns professores que fizeram à pressa textos de auto-avaliação, sem um trabalho de efectiva reflexão sobre a sua prática, enquanto outros ultrapassaram com demasiado à-vontade a questão das aulas assistidas. Creio, no entanto, que a maioria dos docentes que já dão aulas há anos — e sempre viram o seu futuro como incerto — passaram por diversas avaliações com mais credibilidade do que esta prova agora proposta.
O actual ME não parece preocupado com as graves questões da escola de hoje: resultados negros nos exames, no momento em que a tutela os considera o instrumento decisivo na avaliação; aumento das situações de indisciplina na sala de aula, com acréscimo impressionante de faltas e processos disciplinares; falta de trabalho continuado com os encarregados de educação, que oscilam entre a ausência na escola e a defesa tendenciosa dos seus educandos; parcial destruição, por esta tutela, de mecanismos de moderação das situações conflituais, como gabinetes de apoio aos alunos, professores coordenadores da saúde com formação específica, disciplinas como a Formação Cívica; falta de formação dos professores para lidar com alunos com graves dificuldades psicossociais, provenientes de famílias tornadas cada vez mais problemáticas pelo desemprego e a fome.
O ME insiste na valorização (?) “estruturante” do Português e da Matemática, mas aumenta a dificuldade dos docentes respectivos, ao mudar os programas de um momento para o outro e ao desvalorizar o esforço conseguido nos últimos anos, sobretudo com o reforço das aprendizagens em Matemática. A pressa em realizar esta prova e a decisão de alargar o prazo de inscrição levantam a terrível suspeita de que o ME procura sobretudo melhorar a sua difícil situação financeira: se os 45 mil candidatos se inscreverem, entram no cofre do ME quase um milhão de euros…
É natural que quase todos os professores se inscrevam. É pior do que pedir aos alunos que façam greve aos exames, quando todos sabem como isso implicará a perda de ano: neste caso, não se inscrever será o passaporte definitivo para o desemprego.
Por isso eu afirmo que a prova está morta. O contexto em que surgiu e os erros já cometidos pelo ME invalidarão qualquer tentativa de aí basear uma avaliação.
Nota: Esta crónica foi escrita a 1 Dezembro 2013
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Opinião de Santana Castilho:

Seis atributos para uma prova

23 de Novembro de 2013 às 10:40
Esta prova diz-se de ingresso na carreira. Mas quem nela obtenha aprovação não entra na carreira. Outrossim, quem leccione há 5, 10, 15 ou mais anos, sempre com avaliação de bom ou superior, os miseravelmente explorados professores contratados, pode ser expulso do exercício profissional. Isto tem um nome: canalhice. O qualificativo é meu. Mas no espírito do juízo estou significativamente acompanhado: Provedor da Justiça e, agora, Comissão Europeia.

Esta prova mostra que o Ministério da Educação e Ciência não confia nas instituições de ensino superior que formam professores e que nós, portugueses, não devemos confiar no Estado. Com efeito, as universidades e os politécnicos que formam professores não são clandestinos. Foram reconhecidos pelo Estado como competentes para tal. Para operarem têm que obedecer às exigências do Estado. O Estado impõe-lhes um número mínimo de professores doutorados. Não são livres de conceber os seus planos de estudo: o Estado impõe-lhes matrizes e, além disso, cada curso sujeita-se ao livre arbítrio do Estado para obter autorização de funcionamento. Não são livres quanto à admissão de alunos: o Estado estabelece-lhes cotas. O Estado fiscaliza-as e pode fechá-las se deixar de lhes reconhecer qualidade. O Estado é, pois, tutor de todas. Às vítimas deste devaneio, todos aqueles que pagaram propinas durante anos, está dito, em diploma legal, que obteriam uma habilitação profissional, sublinho, profissional. Isto tem um nome: intrujice.

Esta prova foi inicialmente concebida por um partido que agora a esconjura e é agora defendida por outro que antes a arrasou. Isto tem um nome: palhaçada.

Esta prova trará ao ministério, em taxas de inscrições a pagar pelos candidatos, um encaixe próximo do milhão de euros. A maioria dos candidatos está no desemprego. Alguns terão que pagar centenas de euros para se deslocarem aos locais onde as provas se realizam. Pela correcção de cada uma, o ministério propõe-se pagar metade do que paga por hora a uma funcionária de limpeza. Isto tem um nome: perfídia.

Esta prova não acrescentará um avo de qualidade ao sistema. Pelo contrário, vai diminui-la, pela lama e descrédito que bolça sobre a classe. Todos o sabem menos Crato. Isto tem dois nomes: incompetência e ignorância.

Quando cantou “Os Vampiros”, Zeca Afonso leu aquele tempo e foi profeta: anunciou o nosso.
In "Jornal i" de 23.11.13