05/12/2013

7.227.(5dez2013.8.18') Cooperativa com projectos e obras

***
***
1noVEMbro2011
Ainda bem que, como vereador que votei a favor da compra e do arrendamento,
não fui convidado para a cerimónia de inauguração...
Está, pelos vistos, assegurada a presença do Sr. Presidente da Câmara e sendo assim:
que tenham tds muito sucesso, principalmente, os sócios da COOPERATIVA!!!
**
Via rádio cister...
Cooperativa Agrícola de Alcobaça inaugura loja remodelada

Publicado a 31 de Outubro de 2011
Cerimónia de inauguração coincide com homenagem a ex-presidente da Câmara, Gonçalves Sapinho.
A Cooperativa Agrícola de Alcobaça inaugura a recém-remodelada loja da instituição, no próximo sábado, dia 5 de Novembro, a partir das 19 horas.
A cerimónia contará com a presença do presidente da Câmara de Alcobaça, Dr. Paulo Inácio e de dirigentes de instituições locais sobretudo ligadas à agricultura do Concelho.
A nova loja, com os espaços interior e exterior renovados e mais funcionais, apresenta uma nova imagem, com um design moderno, com os quais a Cooperativa procura projectar-se para o futuro, espelhando o dinamismo e a importância que o sector agrícola detém actualmente no concelho e na região.
Esta remodelação, que representa um investimento muito significativo, é representativa do esforço que a actual Direcção da Cooperativa vem fazendo no sentido de criar, cada vez mais, as melhores condições para servir os seus mais de quatro mil associados.
O edifício onde se situa a loja, bem como o espaço envolvente, são, hoje, pertença da Cooperativa, sob a forma de arrendamento à Câmara de Alcobaça – detentora daquele espaço – por um período de 15 anos. O contrato com a autarquia, celebrado há cerca de um mês, culmina um longo período de negociações, no qual a Direcção da Cooperativa procurou, sempre, recuperar os edifícios que já foram sua pertença e colocá-los ao serviço dos agricultores do concelho.
Para Manuel Castelhano, presidente da Direcção, este contrato vem reforçar o papel da cooperativa enquanto “parceiro privilegiado no Desenvolvimento Rural”.

Homenagem a Gonçalves Sapinho
A cerimónia de inauguração da nova loja terá como um dos momentos-chave, uma homenagem ao ex-presidente da Câmara de Alcobaça, Dr. José Gonçalves Sapinho, recentemente falecido que, com grande visão e sentido de defesa deste importante património social, propôs a aquisição do imóvel por parte do Município. O ex-autarca será distinguido com o estatuto de Sócio Benemérito da instituição.
Essa distinção será votada pelos associados, momentos antes da inauguração da loja, em Assembleia Geral.
Para além de Gonçalves Sapinho, será, igualmente agraciado Januário Pereira, engenheiro técnico agrário que ingressou na Cooperativa em 1951, com o objectivo de dinamizar a produção de leite no concelho com vista ao abastecimento da União das Cooperativas Abastecedoras de Leite de Lisboa (UCAL). Desde sempre envolvido no movimento Cooperativo em todo país , é presidente da Assembleia Geral da instituição desde 1994, tendo sido sucessivamente reeleito no cargo até à actualidade.

Instituição com história
A história da Cooperativa Agrícola de Alcobaça remonta a 1932. A instituição foi, desde a sua fundação, o parceiro privilegiado dos agricultores do concelho e da região, batendo-se pela defesa dos seus direitos e lutando pelo desenvolvimento da agricultura.
As primeiras décadas de actividade, até aos anos 70, foram marcadas por grande dinamismo e prosperidade, chegando a ter como associados mais de 15 mil agricultores, 66 postos de venda e 150 empregados.
Na década de 90, no entanto, a Cooperativa enfrentou graves dificuldades financeiras, tendo que alienar as suas instalações que foram, então, compradas pela Câmara de Alcobaça.
Desde então, a Cooperativa iniciou um processo de recuperação lento mas bem-sucedido, mais visível a partir de Dezembro de 2005, com a entrada de Manuel Castelhano nos Órgãos Sociais. Uma instituição moderna e funcional, capaz de responder com eficácia e qualidade às necessidades e anseios dos seus associados, tem sido, desde sempre, a principal prioridade do actual presidente.
***
17ag2011
PARA ver o meu registo pessoal da reunião 24./2011 (ext) além desta postagem 4.869. ver também a 4.870.
(AMBIENTE) 1.
------ PARCERIA COM O OCEANÁRIO DE LISBOA – ANO DE DOIS MIL E
ONZE – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO- Vaivém de educação ambiental de 10 a 14 de Out 2011. Sem custos para o município para além da logística.
(FINANÇAS LOCAIS) 2.
------ PROCESSO N.º 2-A 034 UCGC/11 – CONCURSO PÚBLICO
INTERNACIONAL – SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE REFEIÇÕES PARA OS
JARDINS-DE-INFÂNCIA E ESCOLAS DO PRIMEIRO CICLO DO ENSINO
BÁSICO DOS AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS DE ALCOBAÇA – MINUTA DE
CONTRATO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO- UNISELF. 402.400€ + IVA . Seguro caução de 25.020€
(FINANÇAS LOCAIS) 3.
------ PROCESSO N.º 2-A 086 UCGC/11 – TRANSPORTES ESCOLARES 2011-2012
– CIRCUITOS ESPECIAIS ADICIONAIS – ABERTURA DE PROCEDIMENTO –
APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO - + 1 pacote com valor inicial de 152 mil euros
(OBRAS MUNICIPAIS) 4.
------ EMPREITADA N.º 1108 P – REQUALIFICAÇÃO DO CAMPO DE JOGOS
DE ALFEIZERÃO – SINTÉTICO – RELATÓRIO FINAL DO JÚRI – APRECIAÇÃO
E VOTAÇÃO - Preço base era de 220 mil euros e Lena prédio, Lda vence com 172.800€ + IVA. Seguro caução de 8.640€
(OBRAS MUNICIPAIS) 5.
------ EMPREITADA N.º 1109 P – REQUALIFICAÇÃO DA PRAÇA JOÃO DE
DEUS RAMOS – ACTA DO JÚRI - ERROS E OMISSÕES - APRECIAÇÃO E
VOTAÇÃO - Os concorrentes apresentaram lista e foi aprovada a correcção de vários erros e omissões.
Alertei +1x que devem com os concorrentes solicitar que façam a obra rapidíssima, principalmente na zona do comércio. O centro histórico perdeu clientes exactamente porque as obras demoraram muito e os clientes ganharam outros hábitos. 
(OBRAS MUNICIPAIS) 6.
------ EMPREITADA N.º 1110 P – CONSTRUÇÃO DA EXTENSÃO DE SAÚDE DE
SÃO MARTINHO DO PORTO – RELATÓRIO FINAL DO JURI - APRECIAÇÃO E
VOTAÇÃO - 599.319,77€ + IVA com seguro de caução de 29.965,99€
(PATRIMÓNIO) 7.
------AQUISIÇÃO DE PRÉDIOS SITOS NA FREGUESIA DE COZ – PROPOSTA -
APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. - Revogada a decisão de 15.6 da compra de 2 prédios por 75 mil euros...Compra-se 1700metros quadrados, 3 prédios, mais uma propriedade da envolvente ao Mosteiro de Cós. Presidente diz que no dia 20 assinará as escrituras no Convento de Cós. 30 mil euros para António Ascenso Guerra e 100 mil em 2 prestações para Maria olinda Ascenso Guerra Oliveira.
Tem esboçada a compra de 3 parcelas mais pequenas na mesma envolvente.
(PATRIMÓNIO) 8.
------ COOPERATIVA AGRÍCOLA DE ALCOBAÇA, COOPERATIVA DE
RESPONSABILIDADE LIMITADA – ARRENDAMENTO DE IMÓVEIS –
PROPOSTA – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO- Mantém-se o texto da última reunião.
O Sr. Presidente ficou muito aborrecido com as minhas observações e perguntas.
Na última reunião já tive acesso a um estudo de trânsito.
Afinal já vem a ideia de outras saídas e outras entradas.
Voltam a não colocar as minhas sugestões em relação às obras imediatas e à entrega dos prédios com a devida .
Eu sei que a Cooperativa e os agricultores merecem toda a nossa atenção.
Acho também que deve haver uma boa informação aos munícipes do dinheiro de nós todos que a Cooperativa recebe do município.
Vereador José Vinagre diz que estou a dar música. Os agricultores estão a participar na sua Cooperativa e nós temos que apoiar. Se o Presidente da Câmara fosse Rogério Raimundo fazia o mesmo.

Eu gosto de dar boa música e agora é o meu direito de a escolher. Estou a intervir da maneira que acho que acho melhor para a Coop mas tb para os munícipes todos!  Foi 230 mil contos de investimento há 12 anos para que não houvesse falência.
Com este arrendamento de mil euros mensais, para o volume de edifícios que a Coop vai utilizar, estamos +1x a conceder uma grande apoio que devia ser avaliado!

Ver postagem 4.812.
********
recebi 1 comentário que tenho de confirmar do FQ:
"...É uma vergonha também é o que estão a fazer nas ex-instalações da cooperativa agrícola.

De cooperativa já não tem nada são meia duzia de velhos que estão à frente daquilo, é, apenas,  uma casa comercial. O que vende menos são produtos para a agricultura.
 Há 15 anos que não são admitidos sócios.
Quando se negociou aquilo com o vereador Rui Coelho, as instalações eram para deslocar os serviços da câmara para ali, que ficavam com excelentes oficinas, com estação de serviço para pesados, refeitório. 
A Cooperativa teria que sair no prazo de 5 anos (o que nunca aconteceu (?)
edificio onde está a loja seria modificado para levar os paços do concelho.
Onde estão as oficinas da câmara, a propriedade seria vendida para lotes de prédios.
Isto não foi feito! Não sei porquê com prejuizo para a câmara...
*
4out 2011 
tinta fresca.net publica:Cooperativa vai pagar renda de mil euros pelo aluguer de dois pavilhões

Cooperativa Agrícola e Câmara de Alcobaça assinam contrato de arrendamento por 15 anos

Manuel Castelhano, Paulo Inácio e Miguel Leão
A direcção da Cooperativa Agrícola de Alcobaça e a Câmara Municipal de Alcobaça assinaram no dia 30 de Setembro um contrato de arrendamento, por um período de 15 anos, onde além de uma renda mensal no valor de mil euros a Cooperativa se compromete a realizar benfeitorias, nesse período temporal, no valor de 100 mil euros. Este contrato segue-se a outro, assinado em Outubro de 2001, após um período conturbado e de grandes dificuldades financeiras em que a Cooperativa Agrícola de Alcobaça teve necessidade de vender estas instalações à Câmara Municipal de Alcobaça, que contemplava a cedência gratuita das instalações à Cooperativa.
A assinatura do contrato de arrendamento realizou-se no dia 30 de Setembro, nas instalações da Cooperativa Agrícola de Alcobaça, na presença de Manuel Pimentel Castelhano e Miguel Leão, presidente e membro da direcção da Cooperativa Agrícola de Alcobaça, respectivamente, e Paulo Inácio, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça.
A direcção da Cooperativa Agrícola evocou a memória de José Gonçalves Sapinho que “soube deitar a mão a este património que constituía a imagem de marca e o principal referencial físico para os sócios da Cooperativa, salvando-o da ganância da especulação imobiliária”. Segundo Manuel Castelhano, a assinatura do contrato é, por isso, “um acto muito significativo e com algum simbolismo.
Segundo o presidente da Cooperativa Agrícola “voltamos com este acto, a influenciar decisivamente o futuro desta instituição”, que recuperando assim as suas instalações através do arrendamento, irá também apostar noutros vectores como “o reforço da utilidade social através da criação de mais valências; o reforço do volume do negócio e dos níveis de stock nas prateleiras; a recomposição e profissionalização dos recursos humanos; o up-grade do sistema de informação; o reforço do tecido social através da recuperação de sócios e a captação de novos sócios e a modernização da imagem da cooperativa”.

Manuel Castelhano lembrou que todo o trabalho que tem vindo a ser feito desde 2005, altura em que chegou à direcção da Cooperativa, tem vindo a ser realizado com “descrição, mas com eficiência, com determinação e, sobretudo, com uma gestão muito prudente e realista aconselhada pelas grandes dificuldades vividas por esta casa num passado recente”, pelo que se têm “dado passos muito significativos a caminho da qualidade, diria mesmo, da excelência na actuação da Cooperativa”, dando como exemplo a participação da Cooperativa no cumprimento das obrigações nacionais na identificação e regularização do Parcelário Nacional, e a participação na estruturação e operacionalização de um novo serviço da Aconselhamento Agrícola, em prol do cumprimento da condicionalidade.
Manuel Castelhano considerou também que “este contrato é um ponto de partida novo para a Cooperativa”, visto que é “agora possível delinear uma estratégia de prazo para a Cooperativa sem estas preocupações. Estão agora reunidas as condições para traçar cenários mais arrojados na consciência de que Alcobaça, a agricultura de Alcobaça, os produtos agrícolas de Alcobaça precisam de promotores mais atentos e dinâmicos para podermos reforçar a agricultura e relançar os seus produtos voltando a colocá-los no mapa nacional como produtos de excelência”.
Em relação ao contrato, Manuel Castelhano admitiu que “pode achar-se que a renda é simbólica”, mas “a visão e o alcance deste contrato é muito mais abrangente de que a mera renda”, porque além do “interesse da autarquia em apoiar uma instituição que quer ser um parceiro credível nos projectos de desenvolvimento do Concelho” também existe “o compromisso, por parte da Cooperativa de, realizar benfeitorias nos imóveis, modernizando, tornando mais funcional e dignificando uma das entradas mais visíveis da cidade, valorizando assim o património Municipal”.
Segundo Manuel Castelhano, o Cooperativa irá iniciar de imediato esse compromisso iniciando as obras de remodelação da loja na qual “pensamos investir cerca de 150.000 euros (apesar da obrigação contratual ser apenas de 100.000 euros no prazo do contrato) nesta primeira fase, isto, é bom lembrar, exclusivamente à conta de dinheiros da Cooperativa”.
Segundo aquele responsável o início das obras é “um sinal claro de que a Cooperativa encara agora o seu futuro com mais segurança e portanto com mais confiança e determinação no desempenho de um papel que consideramos importante, no contexto de actuação das associações de apoio à agricultura do Concelho”.
Por sua vez, Paulo Inácio também fez uma referência a Gonçalves Sapinho, “uma personalidade muito importante para a Cooperativa que com a sua visão estratégica criou condições para que hoje pudéssemos estar aqui”, lembrando que a “Cooperativa Agrícola era, em outros tempos, uma âncora fundamental para todos os agricultores do concelho.”
O autarca sublinhou ainda que as benfeitorias que irão ser efectuadas no espaço irão contribuir para o “enriquecimento do património municipal” e “irão embelezar uma das principais entradas da cidade”, o que irá ajudar na captação de novos investimentos para Alcobaça, porque “temos que procurar novas empresas para o concelho, mas também temos que apostar naquilo que são as nossas referências”, sendo uma delas a agricultura.
Gonçalves Sapinho homenageado pela Cooperativa Agrícola de Alcobaça
A Cooperativa Agrícola de Alcobaça irá homenagear o ex-presidente da Câmara, José Gonçalves Sapinho, recém-falecido, atribuindo-lhe o título de 'sócio benemérito'. Segundo Manuel Castelhano, “Gonçalves Sapinho ficará para sempre ligado à Cooperativa porque influenciou decisivamente o seu destino", uma vez que “soube deitar a mão a este património que constituía a imagem de marca e o principal referencial físico para os sócios da Cooperativa salvando-o da ganância da especulação imobiliária"

Assim, a Direcção vai propor à Assembleia Geral a eleição do ex-presidente da Câmara como sócio benemérito da Cooperativa, a título póstumo.
Loja da Cooperativa Agrícola em obras

A loja agrícola da Cooperativa Agrícola de Alcobaça iniciou, no dia 3 de Outubro, as obras de remodelação que se estenderão durante este mês de Outubro. A loja reabrirá, remodelada e renovada, no início de Novembro. Enquanto decorrem os trabalhos, está em funcionamento uma loja temporária - onde podem ser encontrados todos os produtos que a Cooperativa comercializa - a funcionar no pavilhão 3, anexo às actuais instalações da cooperativa.

Estas obras, que representam um esforço financeiro na ordem dos 150 mil euros, vão alterar radicalmente todo o espaço da loja agrícola, dotando-a de “melhores condições para servir, com ainda maior qualidade, os mais de quatro mil associados da cooperativa e utentes da loja”. Segundo os responsáveis da Cooperativa, para além do interior e exterior mais funcional, o espaço apresentará uma nova imagem, com um design mais moderno e que melhor reflecte o dinamismo e a importância que assume, hoje, o sector agrícola do concelho e da região.

Segundo o arquitecto Rui Xavier, as obras consistem no aumento da parte comercial, na melhoria dos acessos e do parque de estacionamento, na melhoria dos acessos para cargas e descargas, além de uma intervenção em todo o edifício ao nível da pintura.

04-10-2011
***
17jun2012
via tintafresca.net
Com um seminário e uma feira de oportunidades
    Cooperativa Agrícola de Alcobaça comemora
    80 anos em busca da modernidade



    Manuel Castelhano na secção de vinhos da loja
       A Cooperativa Agrícola de Alcobaça vai comemorar de 29 de junho a 1 de julho, o seu 80º aniversário, com um programa que inclui a realização do seminário “Cooperativismo e Desenvolvimento Rural”, no dia 29, e uma Feira de Oportunidades nos dias 30 de junho e 1 de julho. De destacar também, no dia 29, o lançamento de um livro com a história da Cooperativa, da autoria de Luís Peres Pereira, com colaboração de António Maduro. Por ocasião do 80º aniversário, o Tinta Fresca entrevistou Manuel Castelhano, presidente da direção, que esclarece aqui o alcance das comemorações e os novos projetos da Cooperativa Agrícola de Alcobaça.

    Tinta Fresca - A Cooperativa Agrícola de Alcobaça comemora 80 anos de existência. Como tem sido o percurso da Cooperativa até aos dias de hoje?
    Manuel Castelhano
     – A Cooperativa nasceu em pleno Estado Novo, e foi das primeiras cooperativas agrícolas do País, e passados alguns anos tornou-se a maior. A Cooperativa nasce a partir da transformação da secção de compras do Sindicato em Cooperativa. Nasce já com algum capital humano e social, porque os associados passaram do Sindicato para a Cooperativa, e nos primeiros anos tivemos um número muito elevado de associados.

    Tinta Fresca – Quantos associados tem a Cooperativa?
    Manuel Castelhano –
     Atualmente a Cooperativa tem 4500 associados. Chegou a ter 15 mil associados, mas houve uma reformulação de capital em 1984, e nessa altura foi pedido aos associados para voltarem a reinscrever-se e a subscreverem a sua associação. Nessa altura muita gente faltou, por falecimento ou outras razões. De qualquer maneira temos registados 4500 associados, dos quais 2 mil fazem transações nesta loja, o que podemos verificar através do cartão de sócio.

    Tinta Fresca – Nos últimos anos a Cooperativa tem conseguido estar mais perto dos produtores, dos associados. A que é que se deveu esta necessidade de efetuarem esta transformação?
    Manuel Castelhano 
    – Quando nós assumimos os destinos da Cooperativa, definimos um plano estratégico para a Cooperativa, a prazo. E nesse plano estratégico uma das questões que nós propusemos como objetivo foi exatamente aproximar a Cooperativa dos produtores. A Cooperativa não tem solução para tudo, quer estar ao lado dos produtores, ajudá-los a resolver os problemas. E porquê esta proximidade à produção? Porque há um grande empenhamento, também com outras associações, de fazer um acompanhamento técnico à produção, por forma a tratar duas questões principais: a questão da qualidade, porque promovendo a qualidade promove-se o preço e sem qualidade não se vende. A outra é a segurança alimentar. A Cooperativa faz acompanhamento técnico aos produtores nestas duas valências, de forma a ajudá-los a promover a qualidade e cumprir a condicionalidade, ou seja, cumprir um conjunto de exigências que a União Europeia e o Ministério da Agricultura colocam em termos de atribuição de subsídios. O produtor é obrigado a ter determinadas condições de produção, de preservação do meio ambiente, etc. e se não cumprir essa condicionalidade pode não reunir as condições para obter subsídios.

    Tinta Fresca – Aqui na região existem muitos casos de não cumprimento da condicionalidade ou há um esforço para a cumprir?
    Manuel Castelhano – 
    As pessoas estão a tentar cumprir. Tem sido feito um esforço enorme por parte dos técnicos, por parte das associações e dos produtores para cumprir essa condicionalidade. Mas temos um problema mais grave que é a questão do associativismo. Hoje o grande problema de âmbito nacional é a falta de sensibilidade para o valor do associativismo. As pessoas ainda não perceberam que estar associado é ter acompanhamento, é ter mais peso negocial, é poder ir ao mercado com stocks suficientes para negociar preços. Este é o problema número um da agricultura. Estamos a tentar que as pessoas se venham agregar, porque sabem as desvantagens de produzir individualmente, e as duas razões são principalmente a qualidade e o preço. As pessoas produzem como sabem e vendem como podem e sabem pouco e podem pouco. Sabem pouco porque não têm formação e podem pouco porque chegam ao mercado e são pequeninos e não têm capacidade de discutir preços.

       
       
    Instalações da Cooperativa Agrícola de Alcobaça
    Tinta Fresca – Na região, a agricultura continua a ser praticada por pessoas com uma idade mais elevada ou já começa a haver agricultores mais jovens?
    Manuel Castelhano 
    – Nós temos duas manchas totalmente diferenciadas. É uma mancha de produtores profissionalizados, de produtores que já fazem o melhor do melhor, já têm a perfeita noção do valor da qualidade, da segurança alimentar. E temos depois uma mancha grande de pessoas que fazem agricultura praticamente de subsistência, que fazem agricultura doméstica, e são aqueles que têm menos apoio, menos informação.

       Tinta Fresca – No último ano a Cooperativa mudou de face, alargou a sua área de produtos expostos. A que se deveu esta alteração, a uma necessidade de se atualizar perante o mercado, perante os agricultores?
    Manuel Castelhano 
    – Foram duas ou três questões que exigiram este investimento. Primeiro a Cooperativa precisava de refazer a sua imagem porque vinha de um processo muito complicado de uma total rutura financeira. Era preciso arredar definitivamente essa imagem de velho, de não moderno, de não competitivo. E também era previso avivar os sócios, dizer que a Cooperativa já funcionava, que estava viva. Melhorámos a imagem e ao mesmo tempo aproveitou-se para enriquecer o stock de produtos, a variedade de produtos a oferecer aos produtores. Não só em termos de variedade, mas em termos de preços também.
    Esta transformação só foi possível agora, porque só agora tivemos possibilidade de negociar com a Câmara Municipal uma permanência por arrendamento durante 15 anos, que já dá permite fazer algum investimento e pensar a mais longo prazo, a nível de estratégia.

       Comemorações dos 80 anos da Cooperativa Agrícola de Alcobaça 
        Tinta Fresca – Como surge este programa de comemorações e a necessidade de comemorar os 80 anos da Cooperativa?
    Manuel Castelhano 
    – As comemorações dos 80 anos surge na sequência da Cooperativa querer virar a página. Já investiu nos setores estruturantes, no negócio, no apoio à produção, no aumento das valências e na profissionalização e qualificação dos funcionários. Então faltava só uma coisa, recuperar toda a história da Cooperativa. Assim recuperámos artigos, arquivámo-los, e escrevemos a história da Cooperativa. Com estes fatores temos condições ideias para virar a página. Temos história e vamos colocá-la à disposição. Temos uma Cooperativa com áreas estruturantes bem consolidadas, temos um bom apoio técnico à produção. Estamos na altura de fazer um ponto de situação sobre tudo aquilo que se fez e é uma nova forma de encarar o futuro.

    Em todo o percurso que fizemos até agora, penso que não poderíamos demorar mais tempo a assinalar a data porque a geração que viveu efetivamente a época alta da Cooperativa está a desaparecer. Ou fazíamos agora esta iniciativa ou só ficávamos com a parte documental da história.

       
     
    Manuel Castelhano
    Tinta Fresca –Em que consiste a programação?
    Manuel Castelhano 
    – As comemorações realizam-se nos dias 29 e 30 de junho e dia 1 de julho. No dia 29 vamos fazer um grande seminário sobre “Cooperativismo e Desenvolvimento Rural”. Cooperativismo, porque não só é a Cooperativa que faz 80 anos, temos a obrigação de promover o cooperativismo e o associativismo, visto que as cooperativas são as instituições que melhor resistem à crise. Depois vamos ter uma outra parte sobre Desenvolvimento Rural, porque a nova PAC - Política Agrícola Comum tem como um dos temas o Desenvolvimento Rural, e este é um assunto que nos pode afetar mais a nível local. É preciso ver quais são os impactos que esta política agrícola comum vão ter a nível local, e por isso vamos abordar o assunto. Convidámos para isso um dos responsáveis pela elaboração do dossier sobre a PAC, Francisco Avillez e o secretário-geral da CAP, João Machado, entre outros.

    Destaque também para o lançamento de um vídeo sobre a Cooperativa Agrícola de Alcobaça, durante o seminário. No final do dia teremos um jantar no Mosteiro de Alcobaça, durante o qual vai decorrer o lançamento do livro sobre a história da Cooperativa Agrícola de Alcobaça, da autoria de Luís Peres Pereira e colaboração de António Maduro.

    No dia 30 e no dia 1, no espaço da Cooperativa vai haver uma Feira de Oportunidades, que vai ter todo o tipo de oportunidades para a agricultura, na questão do emprego, dos apoios, dos projetos, de culturas complementares e dos seguros agrícolas. Também vai ser uma oportunidade para compra e venda de máquinas e alfaias agrícolas usadas. Temos já confirmada a presença de quase duas dezenas de instituições, quer do concelho quer do distrito, de várias empresas da área e de cerca de duas dúzias de particulares.

    Por outro lado, vamos disponibilizar um banco de terras. Começámos já a fazer um levantamento de terras que se vendem ou arrendam para pessoas que queiram dedicar-se efetivamente à agricultura e que andem à procura de terras. Já temos muita informação, vamos agora mobilizar as juntas de freguesia, para que se empenhem em detectar nas suas freguesias terrenos que tenham aptidão agrícola, que estejam disponíveis e que possam fazer parte deste banco de informação. Temos muitos jovens à procura de terras para arrendar.

       Seminário “Cooperativismo e Desenvolvimento Rural”
       Programa

    Data: 29 de junho de 2012 (sexta-feira)
    Local: Alcobaça
    Cineteatro – Rua Afonso de Albuquerque
    Mosteiro Sta Maria de Alcobaça – Praça 25 de Abril

    Cine-teatro
    14:00h Recepção
    14:30h 1º Mesa – Cooperativismo

    Oradores:
    • Dr. Eduardo Graça (CASES) – Ano Internacional das Cooperativas
    • Dra. Lurdes Barata (CASES) – Expressão das Cooperativas na Economia
    • Dr. Canaveira de Campos (ex-Presidente da CASES) – Tema a definir
    • Eng. Miguel Leão (Coop. Alcobaça) – Apresentação da Cooperativa
    Moderador: Eng. Luís Mira (CAP)

    17:00h Intervalo para café
    17:30h 2º Mesa - Desenvolvimento Rural

    Oradores:
    • Eng. Luís Mira (CAP) – PAC pós 2013
    • Prof. Dr. Francisco Avilez (ISA) – O Impacto da Nova PAC na agricultura da região
    de Alcobaça
    • Doutor Henrique Albergaria (U. Coimbra) – A importância dos municípios na
    dinâmica da agricultura local: ensinamentos do projecto ANATOLE
    • Eng. João Machado (CAP) – Os Desafios da Agricultura e Perspectivas de Futuro
    Moderador:  Prof. Dr. João Lisboa (U. Coimbra)

    20:00h Encerramento
    • Dr. Paulo Inácio (Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça)
    • Dr. Manuel Castelhano (Presidente da Cooperativa Agrícola de Alcobaça)

    Mosteiro
    21:00h Jantar
    21:30h Lançamento do livro com a história da Cooperativa

       Feira de Oportunidades

       A Cooperativa Agrícola de Alcobaça organiza uma Feira de Oportunidades a realizar nos dias 30 de junho e 1 de julho nas instalações exteriores da mesma, com o objetivo de proporcionar aos seus associados e visitantes em geral, oportunidades de: promover o comércio de máquinas, alfaias e utensílios agrícolas usados; facilitar informação sobre a compra, venda, troca ou arrendamento de terrenos; disponibilizar informação sobre emprego, permitindo a interação entre agentes empregadores e trabalhadores disponíveis; apresentar informação sobre cursos de formação na área agrícola, além de projetos, seguros e incentivos à instalação. Caso queria comprar ou vender máquinas ou utensílios agrícolas ou comprar, vender ou arrendar terrenos agrícolas, pode dirigir-se à Cooperativa Agrícola de Alcobaça e preencher a ficha de inscrição.

       Programa
    30 junho Sábado - Dia do Sócio
    09:00h - Abertura recinto exterior com exposição de máquinas e alfaias agrícolas usadas - Pavilhão com exposição de empresas dedicadas ao sector agrícola
    11:00h - Abertura do espaço de Bar/Refeições
    17:00h - Prova de vinhos e Prova de azeites
    (Pavilhão da feira)
    18:30h - Porco no espeto
    (servido no espaço de refeições)
    19:00H - Atuação do grupo Suão
    21:00h - Encerramento do recinto

    1 julho Domingo
    10:00h - Abertura recinto exterior com exposição de máquinas e alfaias agrícolas usadas
    - Pavilhão com exposição de empresas dedicadas ao sector agrícola
    11:00h - Abertura do espaço de Bar/Refeições
    17:30H - Atuação da Orquestra Ligeira e Juvenil do Bárrio
    21:00h - Encerramento do recinto

       Inscrições para o seminário e informações em:www.coopalcobaca.pt

       Mónica Alexandre
    17-06-2012
    ***
    via tintafresca.net
    Instituição vai criar também um centro de formação
    Cooperativa Agrícola de Alcobaça investe
    200 mil euros em loja de produtos regionais
    A Cooperativa Agrícola de Alcobaça vai investir cerca de 200 mil euros na abertura de uma loja de produtos regionais, que se situará na cave das suas instalações, onde pretende mostrar e demonstrar o que de melhor se produz na região. Mas além da vertente comercial do espaço, a Cooperativa Agrícola de Alcobaça pretende que este espaço se associe aos operadores turísticos da região, por forma a ser mais um espaço de visitação em Alcobaça. As obras já estão a decorrer e a abertura da loja está prevista para o final de março de 2014.
    Manuel Castelhano, presidente da direção da Cooperativa Agrícola de Alcobaça referiu ao Tinta Fresca que “a Cooperativa Agrícola ganhou nos últimos anos uma dinâmica muito interessante ao nível dos serviços e dos contributos que presta aos associados”, depois de ter estado em risco de encerrar as portas, devido às dificuldades financeiras porque passou. Contudo, a situação foi ultrapassada, estando esta instituição com uma “situação financeira bastante equilibrada”, e com um “volume de negócios na ordem dos 4 milhões de euros”.   
       Para Manuel Castelhano, “essa dinâmica levou-nos a alargar as nossas valências no sentido de ser mais útil aos associados e contribuir para relançar a agricultura de Alcobaça e os seus produtos”, uma vez que “a marca Alcobaça foi-se perdendo, mas existe uma tentativa de inverter essa tendência” e “este projeto vai nesse sentido.” Devido a essa dinâmica que foi incutida na instituição por esta direção, a Cooperativa vai abrir nas instalações da sua sede, uma loja onde se poderá encontrar “o que de melhor se produz em Alcobaça”, onde “a segurança alimentar e a qualidade” serão os dois principais fatores de seleção dos produtos. Além dos produtos agrícolas, o espaço terá também uma pequena livraria, e um espaço destinado a showcooking, onde alguns chefs da região irão demonstrar como cozinhar alguns produtos e formas diferentes de o fazer.   
       A Loja da Cooperativa Agrícola, que se instalará num espaço com cerca de 400m2, terá um investimento de cerca de 200 mil euros, comparticipados em 50% pela CCDR, através do programa Feder, em 20% pela LeaderOeste através do Proder, e os restantes 30% serão da responsabilidade da instituição. Além deste investimento, a nova loja da Cooperativa irá também contribuir para a criação de emprego, uma vez que irá criar 3 ou 4 postos de trabalho.   
       Segundo Manuel Castelhano, o novo espaço pretende ligar a loja aos operadores turísticos locais, regionais e nacionais, no sentido de promover também esta vertente turística, existindo a possibilidade de os turistas participarem em atividades que podem ir desde a visita a um pomar ou à participação numa atividade agrícola.
       Cooperativa cria centro de formação.   
       A  Cooperativa Agrícola de Alcobaça arrendou à Câmara Municipal mais um pavilhão, com o intuito de criar o seu centro de formação. O espaço terá cinco salas de formação e poderá receber em simultâneo 100 formandos, surgindo pela necessidade de haver “uma aposta na profissionalização do setor agrícola” que “está cada vez mais exigente” e onde “a qualidade e a segurança alimentar são vetores de diferenciação do produto”.   
       Segundo Manuel Castelhano, a necessidade de criar o centro de formação surgiu não só pela questão da profissionalização, mas também pelo facto de “a agricultura em Alcobaça estar a ser um sector com grande dinâmica, onde se deve apostar cada vez mais”. O centro de Formação deverá abrir em março ou abril de 2014, havendo já interessados em ministrar aulas.   
       A finalizar, o presidente da direção da Cooperativa Agrícola de Alcobaça referiu que a instituição é “neste momento um fenómeno de simpatia popular” uma vez que “cada vez mais as pessoas que procuram a instituição saem dali satisfeitas” quer seja com os produtos quer com o atendimento profissionalizado que o espaço dispõe. Neste momento a instituição tem 16 funcionários, estando previsto que em março de 2014 sejam 20.
       Mónica Alexandre
    04-12-2013
    ***
    4ouTUbro2011
    via tinta fresca.net

    Cooperativa vai pagar renda de mil euros pelo aluguer de dois pavilhões
      Cooperativa Agrícola e Câmara de Alcobaça assinam contrato de arrendamento por 15 anos
          

      Manuel Castelhano, Paulo Inácio e Miguel Leão
      A direcção da Cooperativa Agrícola de Alcobaça e a Câmara Municipal de Alcobaça assinaram no dia 30 de Setembro um contrato de arrendamento, por um período de 15 anos, onde além de uma renda mensal no valor de mil euros a Cooperativa se compromete a realizar benfeitorias, nesse período temporal, no valor de 100 mil euros. Este contrato segue-se a outro, assinado em Outubro de 2001, após um período conturbado e de grandes dificuldades financeiras em que a Cooperativa Agrícola de Alcobaça teve necessidade de vender estas instalações à Câmara Municipal de Alcobaça, que contemplava a cedência gratuita das instalações à Cooperativa.

         A assinatura do contrato de arrendamento realizou-se no dia 30 de Setembro, nas instalações da Cooperativa Agrícola de Alcobaça, na presença de Manuel Pimentel Castelhano e Miguel Leão, presidente e membro da direcção da Cooperativa Agrícola de Alcobaça, respectivamente, e Paulo Inácio, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça.

         A direcção da Cooperativa Agrícola evocou a memória de José Gonçalves Sapinho que “soube deitar a mão a este património que constituía a imagem de marca e o principal referencial físico para os sócios da Cooperativa, salvando-o da ganância da especulação imobiliária”. Segundo Manuel Castelhano, a assinatura do contrato é, por isso, “um acto muito significativo e com algum simbolismo.”

         Segundo o presidente da Cooperativa Agrícola “voltamos com este acto, a influenciar decisivamente o futuro desta instituição”, que recuperando assim as suas instalações através do arrendamento, irá também apostar noutros vectores como “o reforço da utilidade social através da criação de mais valências; o reforço do volume do negócio e dos níveis de stock nas prateleiras; a recomposição e profissionalização dos recursos humanos; o up-grade do sistema de informação; o reforço do tecido social através da recuperação de sócios e a captação de novos sócios e a modernização da imagem da cooperativa”.

         Manuel Castelhano lembrou que todo o trabalho que tem vindo a ser feito desde 2005, altura em que chegou à direcção da Cooperativa, tem vindo a ser realizado com “descrição, mas com eficiência, com determinação e, sobretudo, com uma gestão muito prudente e realista aconselhada pelas grandes dificuldades vividas por esta casa num passado recente”, pelo que se têm “dado passos muito significativos a caminho da qualidade, diria mesmo, da excelência na actuação da Cooperativa”, dando como exemplo a participação da Cooperativa no cumprimento das obrigações nacionais na identificação e regularização do Parcelário Nacional, e a participação na estruturação e operacionalização de um novo serviço da Aconselhamento Agrícola, em prol do cumprimento da condicionalidade.
         Manuel Castelhano considerou também que “este contrato é um ponto de partida novo para a Cooperativa”, visto que é “agora possível delinear uma estratégia de prazo para a Cooperativa sem estas preocupações. Estão agora reunidas as condições para traçar cenários mais arrojados na consciência de que Alcobaça, a agricultura de Alcobaça, os produtos agrícolas de Alcobaça precisam de promotores mais atentos e dinâmicos para podermos reforçar a agricultura e relançar os seus produtos voltando a colocá-los no mapa nacional como produtos de excelência”. 
         
         Em relação ao contrato, Manuel Castelhano admitiu que “pode achar-se que a renda é simbólica”, mas “a visão e o alcance deste contrato é muito mais abrangente de que a mera renda”, porque além do “interesse da autarquia em apoiar uma instituição que quer ser um parceiro credível nos projectos de desenvolvimento do Concelho” também existe “o compromisso, por parte da Cooperativa de, realizar benfeitorias nos imóveis, modernizando, tornando mais funcional e dignificando uma das entradas mais visíveis da cidade, valorizando assim o património Municipal”.

          Segundo Manuel Castelhano, o Cooperativa irá iniciar de imediato esse compromisso iniciando as obras de remodelação da loja na qual “pensamos investir cerca de 150.000 euros (apesar da obrigação contratual ser apenas de 100.000 euros no prazo do contrato) nesta primeira fase, isto, é bom lembrar, exclusivamente à conta de dinheiros da Cooperativa”.
            Segundo aquele responsável o início das obras é “um sinal claro de que a Cooperativa encara agora o seu futuro com mais segurança e portanto com mais confiança e determinação no desempenho de um papel que consideramos importante, no contexto de actuação das associações de apoio à agricultura do Concelho”.

          Por sua vez, Paulo Inácio também fez uma referência a Gonçalves Sapinho, “uma personalidade muito importante para a Cooperativa que com a sua visão estratégica criou condições para que hoje pudéssemos estar aqui”, lembrando que a “Cooperativa Agrícola era, em outros tempos, uma âncora fundamental para todos os agricultores do concelho.”
            O autarca sublinhou ainda que as benfeitorias que irão ser efectuadas no espaço irão contribuir para o “enriquecimento do património municipal” e “irão embelezar uma das principais entradas da cidade”, o que irá ajudar na captação de novos investimentos para Alcobaça, porque “temos que procurar novas empresas para o concelho, mas também temos que apostar naquilo que são as nossas referências”, sendo uma delas a agricultura.

         Gonçalves Sapinho homenageado pela Cooperativa Agrícola de Alcobaça
         A Cooperativa Agrícola de Alcobaça irá homenagear o ex-presidente da Câmara, José Gonçalves Sapinho, recém-falecido, atribuindo-lhe o título de 'sócio benemérito'. Segundo Manuel Castelhano, “Gonçalves Sapinho ficará para sempre ligado à Cooperativa porque influenciou decisivamente o seu destino", uma vez que “soube deitar a mão a este património que constituía a imagem de marca e o principal referencial físico para os sócios da Cooperativa salvando-o da ganância da especulação imobiliária".
         Assim, a Direcção vai propor à Assembleia Geral a eleição do ex-presidente da Câmara como sócio benemérito da Cooperativa, a título póstumo.

         Loja da Cooperativa Agrícola em obras
         
         A loja agrícola da Cooperativa Agrícola de Alcobaça iniciou, no dia 3 de Outubro, as obras de remodelação que se estenderão durante este mês de Outubro. A loja reabrirá, remodelada e renovada, no início de Novembro. Enquanto decorrem os trabalhos, está em funcionamento uma loja temporária - onde podem ser encontrados todos os produtos que a Cooperativa comercializa - a funcionar no pavilhão 3, anexo às actuais instalações da cooperativa.
         
         Estas obras, que representam um esforço financeiro na ordem dos 150 mil euros, vão alterar radicalmente todo o espaço da loja agrícola, dotando-a de “melhores condições para servir, com ainda maior qualidade, os mais de quatro mil associados da cooperativa e utentes da loja”. Segundo os responsáveis da Cooperativa, para além do interior e exterior mais funcional, o espaço apresentará uma nova imagem, com um design mais moderno e que melhor reflecte o dinamismo e a importância que assume, hoje, o sector agrícola do concelho e da região.
            Segundo o arquitecto Rui Xavier, as obras consistem no aumento da parte comercial, na melhoria dos acessos e do parque de estacionamento, na melhoria dos acessos para cargas e descargas, além de uma intervenção em todo o edifício ao nível da pintura.
      04-10-2011
      ***
      16out2010
      Nova imAGEm

      *

      *

      *

      http://www.coopalcobaca.pt/