12/12/2013

7.249.(12dez2013.13.31') A 1ª entrevista do novo PJunta de Alfeizerão

Se a câmara fosse CDU não tinha que andar de um lado para o outro...
Reuniões descentralizadas nas freguesias, valorizando todos os eleitos quer da Junta quer da Assembleia...
O Presidente da Junta seria o vereador de Alfeizerão!!!
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via Alcoa de 12.12.2013

“A nível da câmara, mandam-me de um lado para o outro”

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PERFIL
Nome: Leonel Jorge da Silva Ribeiro
Data de nascimento: 9 de abril de 1967
Naturalidade: Alfeizerão
Atividade Profissional: Empresário Agrícola
Porque se candidatou: Pelos meus filhos. A nível profissional, não me posso queixar muito. As coisas estão a correr bem. Há sempre dificuldades, os tempos são difíceis, mas temos conseguido passar um bocadinho ao lado porque temos trabalhado na exportação e graças a Deus temos tido sucesso. Tenho um casalinho de gémeos de dois anos e pensei que talvez fosse a hora de me chegar à frente e tentar que eles tivessem condições melhores que as que eu tive a nível de escola e a outros níveis.
ORA DIGA LÁ…
Um país: Brasil
Um autor: José Rodrigues dos Santos
Uma música: Qualquer uma dos Queen
Um filme: “Era uma vez na América”
Um político: Rui Rio
Alfeizerão
População: 3400 eleitores
Presidente de junta anterior: Natividade Marques
Primeira obra que quer realizar: A ampliação do cemitério do Valado de Santa Quitéria

Quais são os principais problemas que Alfeizerão enfrenta?
Temos o problema do Valado de Santa Quitéria, em que o cemitério está sobrelotado. Temos algumas estradas que já têm mais de trinta anos e que estão num estado algo degradado. Temos também caminhos rurais que precisam de ser rapidamente intervencionados; se não, corre-se o risco de as pessoas deixarem de passar por lá ou passarem só tratores. Também em Vale de Maceira, temos a questão dos esgotos, algo que se deve fazer. São obras que não dependem de nós, mas que vamos fazer tudo para que a câmara se dedique a elas.
São essas as obras por fazer mais relevantes?
Sim, a ampliação do cemitério do Valado de Santa Quitéria, a melhoria de algumas estradas e o saneamento básico em Vale de Maceira. E sei que muita coisa se fez, mas falta o Centro Escolar. É uma falha e faremos todos os possíveis, para que seja realidade. O presidente da câmara disse que, se os fundo comunitários abrissem, a carta escolar era para avançar.
Como tem sido até agora gerir a freguesia?
A nível dos funcionários, tem-se gerido bem porque eles já estavam no terreno, já sabiam como as coisas funcionavam. Foram necessários alguns ajustes na nossa maneira de ver as coisas. Como a freguesia é muito grande, as necessidades são muitas. Durante estes últimos anos, como houve obras que se fizeram, houve também algum apoio da câmara e deixou-se a outra parte. A parte das estradas, os buracos para tapar e da lâmpada que faltava…
A primeira experiência como autarca como está a ser?
Estava habituado a trabalhar a nível particular e, a esse nível, temos a ideia de que chegamos aqui e que mudamos tudo. Não digo a nível da junta, porque acompanhamos o pessoal no terreno, eles sabem o que fazem e trabalham e as coisas funcionam bem. Agora, a nível da câmara, nunca sei para onde é que me hei de virar e nunca sei a quem é que hei de pedir. Não digo a nível do presidente da câmara, mas digo a algum nível do departamento das obras e da vereação, ainda não sei a que portas é que hei de bater. De um lado mandam-me para o outro e do outro mandam-me para outro. E às vezes passo uma semana sem fazer nada e não resolvo as coisas. Sugiro que, à semelhança do autocarro da câmara, que tem um certo número de dias para trabalhar para cada freguesia, se faça o mesmo a outros níveis. Porque é que os arquitetos não passam pelas freguesias para ver o que é que está mal, a dar uma ajuda, a dar um apoio? Porque é que tenho de ir a um particular pedir um conselho técnico, quando eles nos podiam ajudar nesse sentido?
Como está a situação financeira da junta?
A situação está boa. As contas estão liquidadas, temos dinheiro para chegar ao fim do ano. Agora encontramos algumas coisas que temos que gerir de outra maneira; vamos tentar ser mais eficientes e mais economicistas e fazer com que as coisas funcionem.
Qual é o pilar de crescimento da freguesia e o que pode a junta fazer em concreto para apoiar o crescimento?
Estamos bem estruturados, mas podíamos estar melhor. Temos algumas empresas ligadas à construção que tiveram de ser reajustadas, mas entretanto também surgiram outras empresas. A Misericórdia absorveu muita gente, temos doces conventuais no Casal do Amaro, o Atelier do Doce; temos a Silveira & Machado que tem cerca de 60 funcionários, que se calhar é das maiores empresas da freguesia. O CEIA é um projeto turístico que está a avançar e que também está a absorver muita gente a nível de emprego. E depois temos a agricultura. A junta pode apoiar nesta parte através da melhoria dos caminhos agrícolas para facilitar a vida às pessoas. Além disso, temos tido um curso de noções básicas de saúde a funcionar na junta e se, posteriormente, aparecerem mais alguns cursos de formação profissional, mesmo a nível agrícola, poderemos disponibilizar as nossas instalações para que eles sejam realizados.
A câmara municipal pretende estabelecer um protocolo de descentralização de competências para as juntas de freguesia. Qual é a sua opinião sobre este projeto?
Esse protocolo é bem-vindo, mas penso que não nos podem dar só as despesas, têm que nos dar alguma parte das receitas. Não nos podem deixar só com aquela parte que é mais difícil de gerir; não nos podem deixar só os compromissos e as dificuldades. Mas estamos a trabalhar na descentralização, juntando-nos com outras freguesias.