20/03/2014

7.691.(20mar2014.17.44') Colômbia.


Colômbia é apoiada pelos EUA e tem um dos exércitos mais fortes...
País com o narcotráfico...
A guerrilha...
Vizinha da Venezuela...
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VIA AVANTE 12ouTUbro2017
http://www.avante.pt/pt/2289/internacional/147168/
FARC é o novo partido colombiano
COMPROMISSO As antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP) inscreveram-se na segunda-feira, 9, como partido político junto das autoridades eleitorais e vão disputar as eleições previstas para 2018.
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A sigla FARC mantém-se, mas é agora sinónimo de Fuerza Alternativa Revolucionaria del Comum, o «partido do povo colombiano», como escreveu no Twitter Rodrigo Londoño, conhecido como "Timochenko", chefe das ex-FARC-EP e do partido fundado em 1 de Setembro na sequência dos acordos de paz assinados com o presidente Juan Manuel Santos em Novembro de 2016.
Segundo a Lusa, seis dirigentes das FARC declararam ter entregado toda a documentação necessária, incluindo o certificado do depósito de armas concluído em 15 de Agosto, para poderem participar nas eleições legislativas de 2018.
«Cumprimos os nossos compromissos», assegurou Iván Márquez, líder da delegação da guerrilha às conversações de paz e hoje conselheiro político do novo partido. Sublinhando que agora «é tempo de o Governo cumprir os seus», Márquez lembrou que o Estado colombiano tem obrigações internacionais resultantes do acordo assinado após quatro anos de negociações em Havana, o qual garante no imediato dez lugares, cinco em cada câmara, à FARC, partido político, não obstante os seus candidatos terem de se apresentar ao escrutínio.
Os dirigentes do novo partido apelaram ao «diálogo» e à convergência com outras forças políticas, rejeitando as «revisões» do acordo pretendidas pela oposição de direita liderada pelo ex-presidente e actual senador Álvaro Uribe.
Congresso constituinte
O I Congresso Nacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), realizado de 27 a 31 de Agosto sob o lema «Por um governo de transição para a reconciliação e a paz», marcou a conversão das FARC-EP em partido político.
Ao longo de cinco dias, cerca de 1200 delegados aprofundaram a análise sobre a situação no país, designadamente sobre o processo de paz em curso – dificuldades, desafios e perigos de incumprimento por parte das autoridades colombianas, e, consequentemente, sobre as respostas políticas necessárias à sua defesa, consolidação e concretização –, e adoptaram os elementos que estruturam as FARC-EP num partido político.
Reunidos em diversas comissões, cujas conclusões foram votadas pelo Congresso, os delegados definiram as linhas orientadoras do programa político do novo partido, apontaram a criação de uma plataforma unitária que projectam para o futuro, e aprofundaram a reflexão em torno da organização e do trabalho com as massas, em áreas como a saúde, educação, cultura, desigualdades entre homens e mulheres, nas questões étnicas, das vítimas do conflito ou da juventude.
O Congresso aprovou os estatutos do novo partido, incluindo a sua designação, e decidiu a realização, no espaço de um ano, de uma conferência para apreciar as conclusões e orientações agora adoptadas.
Do Congresso resultou a vontade inequívoca de cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Paz, num contexto muito complexo, designadamente quanto à sua efectiva implementação – verificam-se recuos e atrasos significativos –, condicionada, também, pelas eleições para a presidência da Colômbia no próximo ano. Consciente das ameaças ao processo de paz, o qual se pretende com justiça social, o Congresso estabeleceu como prioridade a criação de um movimento que reúna uma frente muito ampla de organizações políticas e sociais na defesa daquele e na promoção da unidade.
Dezenas de convidados internacionais estiveram no Congresso, particularmente da América Latina e Caraíbas, mas também forças políticas da Europa, entre as quais o PCP, que se fez representar por João Pimenta Lopes, deputado do PCP no Parlamento Europeu.
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Via Avante 2out2014
http://www.avante.pt/pt/2131/temas/132357/
Entrevista a Maria Cepeda Castro e René Ayala
Construir uma
nova Colômbia
Parar a guerra é fundamental para abrir espaço à construção de um país de paz e justiça social, explicaram Maria Cepeda Castro e René Ayala, do Partido Comunista Colombiano, em conversa com o Órgão Central do PCP realizada durante a Festa do Avante!.

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Decorre em Havana, Cuba, há quase dois anos, um diálogo de paz entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o governo colombiano. Em que ponto se encontra o processo?
Maria Cepeda Castro: Neste momento discute-se o ponto relativo às vítimas do conflito, no qual se incluem as resultantes dos crimes de Estado e de lesa humanidade praticados pelo paramilitarismo, aliado histórico do regime.

Esse é um facto novo do actual processo, como o é a participação popular, aliás como vinham reivindicando o Partido Comunista Colombiano e as forças democráticas e progressistas colombianas...
MCC: Exacto. O conjunto de iniciativas desenvolvidas antes e depois do início dos diálogos conseguiu impor a participação da sociedade civil em todo o processo, contrariando, aliás, o que defendia o governo, que pretendia reduzir as negociações a conversações entre representantes das FARC e do Estado.

Essa postura do governo traduzia uma tentativa de afastar dos diálogos a abordagem das questões políticas, sociais e económicas que estão na base do conflito, e, simultaneamente, reduzir um eventual acordo à capitulação da resistência?
MCC: Sim, o objectivo era que não se colocasse em causa o modelo político, económico e social vigente e do qual decorre a guerra.
René Ayala: Sempre defendemos o envolvimento do povo colombiano no processo de paz. A participação popular tinha que ser assegurada, até porque o povo colombiano é a primeira e maior vítima da confrontação armada.
Nesse sentido e no quadro das negociações, realizam-se amplos fóruns sobre cada um dos temas em apreço, iniciativas organizadas pela Universidade Pública da Colômbia, a primeira do país, que têm como entidade-garante o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Outra novidade no actual processo face a anteriores negociações de paz – caso da ocorrida nos anos 80 e da qual resultou a formação da União Patriótica, que posteriormente foi barbaramente liquidada; caso dos diálogos realizados no México, nos anos 90, ou do processo levado a cabo, entre 1998 e 2002, em San Vicente de Caguán, que apesar de muito «satanizado» incluía muitas das questões que estão na base da guerra –; outra novidade, dizia, é o envolvimento de representantes de forças militares e policiais, ou seja, do aparelho repressivo do regime.
Por outro lado, a constituição da Comissão de Verdade Histórica, composta por dez investigadores, professores universitários, analistas do conflito, cinco propostos pela guerrilha e outros tantos pelo governo, é também muito importante. A ideia é que a Comissão estabeleça a verdade e contribua para que as vítimas tenham acesso à Justiça; que se identifique os aspectos profundos que geraram o conflito afastando a ideia propagandeada pelo ex-presidnete Álvaro Uribe e pelo imperialismo norte-americano sobre o carácter terrorista da resistência, evidenciando, ao invés, que se trata de uma guerra que surgiu da ausência de democracia, da concentração da posse da terra, entre outras razões.

Desafios aliciantes

Não é estranho que ao mesmo tempo que decorrem negociações em Havana, prossigam combates na Colômbia?
RA: Nós, comunistas, consideramos que é necessário um cessar-fogo bilateral. É fundamental para aprofundar a discussão sem desconfianças.
Por exemplo, quando camponeses e forças repressivas se enfrentam na região de Catatumbo, o contexto de confronto que se cria leva a que a população fique cada vez mais descrente num desfecho positivo das negociações. O mesmo sucede se os combates continuarem entre as FARC e o exército colombiano.

Admitamos que é assinado um acordo de paz entre as FARC e o Governo colombiano. O que se segue?
MCC: Tem de seguir-se uma reforma constitucional, uma nova Constituição onde os pontos acordados tenham condições e espaço para se materializarem. Essa é uma reivindicação que mantemos e para a qual procuramos mobilizar amplos sectores da sociedade.
Foi a luta e unidade que assegurou a constituição, em pleno contexto de reeleição do presidente Juan Manuel Santos, do Conselho Nacional da Paz, onde estão representadas muitas organizações sociais e cujo funcionamento, tendo carácter constitucional, não depende da vitória ou derrota de Santos.
A luta e a unidade do conjunto de forças democráticas, progressistas e de esquerda em torno da Colombianos pela Paz contribuiu decisivamente para o início e para o conteúdo das actuais negociações. Essa é uma experiência que importa reter.
RA: A paz não se conquista apenas com a assinatura de um acordo, ainda que esse seja um passo importante e que o texto final contenha compromissos sobre as causas profundas do conflito. A luta social segue.
A questão central agora, porém, é para a guerra, interromper o ciclo de morte, assassinatos, deslocados de guerra e refugiados, de confrontação armada com todas as suas consequências. É necessário, simultaneamente, assegurar que não persistem os elementos que estão na base do conflito e, por conseguinte, façam regressar a guerra impedindo a transformação democrática da Colômbia.
A proposta de constituição de uma Assembleia Nacional Constituinte vai nesse sentido. Isto é, a paz com justiça social tem de traduzir-se num quadro normativo de direitos políticos, económicos e sociais para a maioria dos colombianos.

As mudanças progressistas na América Latina ajudaram ao desencadeamento do processo de paz. Integrar esse movimento de cooperação soberana é o futuro da Colômbia?
MCC: É difícil responder porque na Colômbia tudo é muito incerto. O país sempre foi um bastião dos EUA. Pela sua posição geopolítica serviu de território avançado do imperialismo na subjugação da América do Sul. A paz não vai ser uma panaceia e, como dizia o René, há que prosseguir a luta e enfrentar os processos políticos e sociais decorrentes.
Creio, no entanto, que parte da burguesia colombiana considera que o modelo assente no paramilitarismo já não é rentável.

Os resultados das recentes eleições presidenciais e parlamentares são expressão dessas dificuldades que referem?
RA: Juan Manuel Santos deve a sua reeleição à esquerda. Apesar de rechaçarmos o modelo que representa o actual presidente – antipopular, anti-social, antilaboral –, considerámos que o mais importante era garantir a continuidade do processo de paz, parar a guerra e travar a personagem sinistra que é Álvaro Uribe, cuja proposta política que protagoniza tem claros contornos e conteúdos fascistas e fascizantes.
Santos tem, assim, uma dívida histórica com a esquerda, por isso não pode chantagear o povo ou ameaçar que vai abandonar o processo de paz.
As forças mais avançadas não têm representação parlamentar, porém continuam a trabalhar para a unidade das forças democráticas e progressistas, dar força à Marcha Patriótica, criar condições para o reforço político, social e eleitoral de um projecto capaz de disputar o poder no país.
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Via avante 4dez2003
Miguel Urbano Rodrigues
http://www.avante.pt/pt/1566/temas/3281/
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António Costa e as FARC na FAvante
8set2006
http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=645729
O ministro da Administração Interna, António Costa, afirmou ontem que está a proceder a "diligências" sobre a presença da organização terrorista colombiana FARC, na Festa do "Avante!"
António Costa relatou os resultados das averiguações já efectuadas: o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) "não tem registo da entrada de nenhum elemento das FARC em Portugal" e, além do mais, dos 77 colombianos que este ano obtiveram visto de entrada em Portugal, nenhum o pediu dizendo que vinha para participar na festa do "Avante!".
O ministro sublinhou que o SEF só controla as "fronteiras externas" (portos e aeroportos). Os colombianos que representaram as FARC podem ter entrado pelas fronteiras terrestres, sem qualquer controlo.
Enquanto isto, o embaixador colombiano em Portugal, Plinio Apuleyo Mendoza, enviou ao ministro dos Negócios Estrangeiros uma carta para "manifestar as suas inquietudes" e "pedir explicações". Ao jornal colombiano El Pais, disse que o que mais o escandalizou foi a presença oficial na festa da revista oficial das FARC, "Resistencia".
No Parlamento, CDS e PSD acusaram o PCP de falta de legitimidade para falar de terrorismo. Evocando afirmações do deputado Jorge Machado que qualificou como "actividade terrorista" a detenção e transporte ilegal de prisioneiros que tem vindo a ser imputada à CIA, o CDS criticou o que disse ser "um manifesto paradoxo".

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Favante 2001
http://www.publico.pt/politica/noticia/festa-do-avante-solidarizase-com-colombia-e-palestina-38905
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História
http://www.infoescola.com/colombia/historia-da-colombia/
Antes da chegada dos espanhóis às Américas, a região onde hoje está Colômbia era habitada por várias tribos indígenas que haviam atingido um bom nível de desenvolvimento, destacando-se a tribo muiscas, conhecidos também como chibchas.
Os primeiros espanhóis a pisarem em terras colombianas foram Alonso de Ojeda e João da Cosa em 1499. Posteriormente, várias expedições passaram pela região litorânea, até que, em 1525, foi fundada a primeira cidade da Colômbia: Santa Maria. Cartagena foi fundada oito anos depois, em 1533. Em 1538, Gonzalo Jiménez de Ojeda, após derrotar os índios chibchas, fundou a cidade de Santa Fé de Bogotá, e deu um nome ao país que se formava: Nova Granada. A região, rica em minerais, esteve sempre na mira dos piratas (corsários), e anos depois, dos franceses e ingleses.
Até 1717, a região da então Nova Granada era dependente da administração de Lima, no Peru. A partir desse ano, Bogotá passou a ser a capital de um novo vice-reinado, o vice-reinado de Nova Granada, que agregava os territórios correspondentes aos atuais Panamá, Equador, Venezuela e Colômbia.
Em 1811, Simón Bolívar, militar e político, proclamou a independência da então Nova Granada. Devido à resistência dos espanhóis, somente em 1819, foi criada a República da Colômbia, foi promulgada a primeira constituição, e Simón Bolívar foi declarado presidente. Em 1821, a região era chamada de Grã-Colombia, sendo que a liderança dessa grande área era de Simón Bolívar.
A partir de 1830, com a morte de Bolívar, Equador e Venezuela se tornaram independentes. A independência do Panamá ocorreu em 1903.
Em 1849, são formados os dois partidos políticos colombianos: o Liberal e o Conservador. A rivalidade entre eles deu inicio a uma guerra civil em 1899, conhecida como a Guerra dos Mil Dias, que teve fim em 1903. Instaurou-se então um período de relativa paz.
Em 1948, com o assassinato do líder liberal Jorge Eliecer Gaitán, explodiu novamente a rivalidade entre liberais e conservadores. A violência teve inicio em Bogotá e se espalhou pelo interior do país, levando milhares à morte. O conflito levou os partidos rivais a um acordo. Os líderes deram respaldo a um golpe militar (1953 e 1958) e resolveram que o poder seria compartilhado.
Porém, alguns líderes liberais que viveram a violência, nas décadas de 30 e 40, insatisfeitos com o acordo, instituíram as Forças Armadas da Colômbia (Farc), em 1964.
Após as Farc, outras organizações de guerrilheiros foram fundadas, como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o Movimento revolucionário 19 de abril (M-19). Atualmente o M-19 é um partido político.
A partir dos anos 70, os Cartéis do Narcotráfico se estabelecem na Colômbia, implantando um poder paralelo. O país passou a produzir cocaína em grande escala na década de 80, já em parceria com as Farc.
A luta contra o narcotráfico é iniciada em 1984. Na década de 90 os Estados Unidos se envolvem na guerra contra o narcotráfico, caçando os lideres dos cartéis. Na época foi preso o narcotraficante, líder do cartel de Medellín, Pablo Escobar.
Atualmente, a Colômbia é a maior produtor de cocaína do mundo, abastecendo principalmente os Estados Unidos. As Farc dominam cerca de 20% do território colombiano, e conta com aproximadamente 17 mil guerrilheiros.
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via notícias ao minuto
http://www.noticiasaominuto.com/mundo/191211/presidente-da-colombia-urina-nas-calcas-em-discurso#/615/0

Vídeo Presidente da Colômbia urina nas calças em discurso

Em pleno discurso televisivo para a sua campanha de reeleição à Presidência da Colômbia, Juan Manuel Santos urinou nas calças em frente a todos os presentes. As imagens do momento rapidamente se espalharam pelas redes sociais, mas o Presidente já veio negar qualquer tipo de incontinência, conta o The Independent.
Presidente da Colômbia urina nas calças durante discurso
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Reuters
É, talvez, o momento mais caricato e também embaraçoso da campanha de reeleição de Juan Manuel Santos à Presidência da Colômbia.
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O atual Presidente e novamente candidato urinou nas calças enquanto discursava à frente de várias pessoas e jornalistas, estando o discurso a ser emitido nas televisões do país.
A cor clara das calças que usava e mancha em torno da zona da breguilha denunciaram o episódio, mas Juan Manuel Santos não pareceu incomodado e continuou a discursar como se nada tivesse acontecido.
Segundo o The Independent, o Presidente de 62 anos desvalorizou o sucedido e negou qualquer tipo de problema relacionado com incontinência. Em 2012, Juan Manuel Santos retirou um tumor na próstata.