ex-fiação e tecidos

Via Maria de Fátima Lisboa
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208088821177836&set=a.10200626575906368.1073741826.1819103619&type=3&theater
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26aGOSTO2013
Ontem, 25 agosto2013, vários camaradas da CDU estiveram na propriedade municipal, em plena freguesia da Vestiaria...Mais uma propriedade municipal sem qualquer rentabilização!!!
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Beira-rio alcoa
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Em 1998 a câmara não aceitou a proposta da CDU de aquisição de toda a propriedade a leilão...Nem sequer a da Estação Hidroelétrica...
Só aceitou adquirir o busto de Araújo Guimarães...
Desde então o PSD tem-no em armazém sem qualquer utilidade pública!!!
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Sucessivas trapalhadas de quem é proprietário da Hidroelétrica e do terreno envolvente...Sucessivos anúncios não concretizados e a realidade: cada vez mais em ruínas!
entretanto... fotos estupendas do João Costa (respiguei do Facebook)
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açude
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a blogue do Prof. Élio Matias
http://valadofrades.blogspot.pt/
António Matias comentou:
"Esta fábrica, além da sua grande história, que os políticos responsáveis, querem deixar esquecer, foi o grande motor do desenvolvimento local e nacional. Foi o sustento de enormes famílias que directo e indiretamente viviam do trabalho desenvolvido naquela unidade fabril. Lembro-me bem do enorme numero de trabalhadores que por lá passaram, com a sua deslocação a pé, vindos em difíceis condições de deslocação, por caminhos de todos lugares do concelho que hoje não lembram ao diabo. Era muito duro a vida desta gente, trabalhando em grande parte do trabalho por turnos.Esta fábrica chegou a empregar cerca de duas mil pessoas.Grandes Histórias que à para contar."
sábado, 8 de julho de 2017
Fábrica fiação e tecidos de algodão de Alcobaça
Dia de festa ou recepção junto aos edifícios da Fiação
Esta fábrica foi fundada em 1874, e inaugurada em 2 de Fevereiro de 1878, na Fervença.
Esteve em laboração cerca de 100 anos.
É no séc. XIX que Araújo Guimarães (um jovem empreendedor que tinha ganho fortuna no Brasil) se "apaixona" por Alcobaça e põe em prática o projecto de aproveitar a força dos rios para mover uma indústria de fiação.
Desde essa altura Alcobaça e Porto ficam ligados pela Companhia Fiação e Tecidos de Alcobaça, que tinha como impulsionadores, entre outros, um alcobacense no Porto (A. Grilo) e um vimaranense em Alcobaça (A. Guimarães).
A Fábrica de Fiação e Tecidos tornou-se um "cartão-de-visita" e um motivo de orgulho da localidade. Visitas oficiais ilustres, como o Rei D. Luís, Bernardino Machado ou Oliveira Salazar, foram recebidos no empreendimento industrial da Fervença.
Mais do que um pólo empregador, tornou-se um centro de dinamismo económico e social: os operários beneficiavam de uma Caixa de Socorros quando ainda não havia Segurança Social, tiveram uma cooperativa e uma creche, tinham posto médico e organizavam-se em associações como Bombeiros e Banda da Fábrica que, frequentemente, abrilhantavam festividades em Alcobaça.
Ser empregado na Fábrica de Fiação e Tecidos era mais que ter um emprego: para além de uma segurança, bem apetecível e rara noutros tempos.
Logo em 1896, inicia-se a produção de electricidade a partir da força gerada pelos rios, inaugurando-se a luz eléctrica na casa do Director da Fábrica. A iluminação eléctrica estende-se depois aos edifícios da Fábrica, onde os dias de trabalho podem prolongar-se por serões iluminados a electricidade.
É devido a ter a Fábrica de Fiação e Tecidos que Alcobaça ambiciona desde cedo ter iluminação eléctrica nas ruas.
A "Central Geradora de Electricidade" - como a Direcção designa o edifício que é um símbolo da modernidade alcobacense - e a Fiação e Tecidos agonizam perante os nossos olhos.
É um "destino" que certamente ninguém previu...como se ele fosse previsível!
Mas é um presente que vai sendo deixado desabar aos poucos...como milhares!
Não percebo porque os responsáveis de hoje deixam que o abandono e o desmoronamento de tantos edifícios histórico/preciosos vão desaparecer!
Alheamento...incompetência...insensibilidade...incapacidade...desleixo!
Alheamento...incompetência...insensibilidade...incapacidade...desleixo!
Título de uma Acção da Fiação & Tecidos
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quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Palacete de Araújo Guimarães
Araújo Guimarães, natural de Lordelo, filho de pais humildes, cedo emigrou para o Brasil na procura duma vida melhor, o que aconteceu, e no seu regresso já com largos meios de fortuna mandou construir a sua bela casa, no período 1870/1872.
Muito mais tarde, o edifício foi adquirido pela Câmara e hoje está lá instalada a Biblioteca Municipal.
Desempenhou um papel importante no desenvolvimento industrial da vila, criando uma fábrica de moagem e outra de conservas de fruta, com Manuel Natividade, a Natividade & Companhia.
Porém, a sua obra máxima, foi a Fábrica de Fiação e Tecidos de Alcobaça, criada em colaboração com o Sr. Grilo, respeitável comerciante alcobacense radicado no Porto.
Foi o fundador e director do Asilo da Infância Desvalida do Distrito de Leiria.
Araújo Guimarães morreu em 1881 e está sepultado no cemitério do Mosteiro de Alcobaça.
A imagem é de mais uma bonita aguarela de Fernando Lisboa, que deste modo perpetuou uma “estória” importante de Alcobaça.
segunda-feira, 14 de Abril de 2014
via blogue do Prof. Hélio Matias
que utilizou "século em imagens" de Jorge Pereira Sampaio e Luís Peres
Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013
Fiação e Tecidos de Algodão de Alcobaça
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| Dia de festa ou recepção junto aos edifícios da Fiação |
Esta fábrica foi fundada em 1874, e inaugurada em 2 de Fevereiro de 1878, na Fervença.
Esteve em laboração cerca de 100 anos.
É no séc. XIX que Araújo Guimarães (um jovem empreendedor que tinha ganho fortuna no Brasil) se "apaixona" por Alcobaça e põe em prática o projecto de aproveitar a força dos rios para mover uma indústria de fiação.
Desde essa altura Alcobaça e Porto ficam ligados pela Companhia Fiação e Tecidos de Alcobaça, que tinha como impulsionadores, entre outros, um alcobacense no Porto (A. Grilo) e um vimaranense em Alcobaça (A. Guimarães).
A Fábrica de Fiação e Tecidos tornou-se um "cartão-de-visita" e um motivo de orgulho da localidade. Visitas oficiais ilustres, como o Rei D. Luís, Bernardino Machado ou Oliveira Salazar, foram recebidos no empreendimento industrial da Fervença.
Mais do que um pólo empregador, tornou-se um centro de dinamismo económico e social: os operários beneficiavam de uma Caixa de Socorros quando ainda não havia Segurança Social, tiveram uma cooperativa e uma creche, tinham posto médico e organizavam-se em associações como Bombeiros e Banda da Fábrica que, frequentemente, abrilhantavam festividades em Alcobaça.
Ser empregado na Fábrica de Fiação e Tecidos era mais que ter um emprego: para além de uma segurança, bem apetecível e rara noutros tempos.
Logo em 1896, inicia-se a produção de electricidade a partir da força gerada pelos rios, inaugurando-se a luz eléctrica na casa do Director da Fábrica. A iluminação eléctrica estende-se depois aos edifícios da Fábrica, onde os dias de trabalho podem prolongar-se por serões iluminados a electricidade.
É devido a ter a Fábrica de Fiação e Tecidos que Alcobaça ambiciona desde cedo ter iluminação eléctrica nas ruas.
A "Central Geradora de Electricidade" - como a Direcção designa o edifício que é um símbolo da modernidade alcobacense - e a Fiação e Tecidos agonizam perante os nossos olhos.
É um "destino" que certamente ninguém previu...como se ele fosse previsível!
Mas é um presente que vai sendo deixado desabar aos poucos...como milhares!
Não percebo porque os responsáveis de hoje deixam que o abandono e o desmoronamento de tantos edifícios histórico/preciosos vão desaparecer!
Conclusão...alheamento...incompetência...insensibilidade...incapacidade...desleixo!
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| Título de uma Acção da Fiação & Tecidos |
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Vista quando se vem de Alcobaça e a estrada ainda passava entre os edifícios da Fiação,
até à década de 1950
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http://www.tintafresca.net
Sampaio,Jorge Pereira de e Pereira, Luís Afonso Peres - Alcobaça, um século em imagens
Sampaio,Jorge Pereira de e Pereira, Luís Afonso Peres - Alcobaça, um século em imagens






