Nasceu a 22maio1813...Leipzig
e morreu a 13feVER1883...Veneza
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The best
https://www.youtube.com/watch?v=4i0TnNI6U-w&t=1519s
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postei várias vezes
https://www.youtube.com/watch?v=L44Ml8K_mDg
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13 de Fevereiro de 1883: Morre o compositor Richard Wagner
Richard Wagner, poeta e compositor alemão, nasceu em Leipzig a 22 de Maio de 1813 e morreu em Veneza a 13 de Fevereiro de 1883.
Génio
de riqueza invulgar, ele próprio escreveu os poemas para as suas composições musicais, inspirados, geralmente, nas lendas regionais da Germânia.
Deixou cartas, estudos autobiográficos e numerosos opúsculos, reunidos mais tarde numa coletânea a que foi dado o título de Gesammelte Schriften, onde ficaram expostas as suas teorias relativas à arte musical, em obediência a temas definidos, de que se salientam A Obra e a Arte do Futuro, Ópera e Drama, Como Dirigir Uma Orquestra e A minha Vida.
Como compositor, dramaturgo, crítico, teórico e dirigente de orquestra concretizou a sua ideia de uma obra de arte completa, em que todas as artes do palco se fundissem numa unidade.
Richard Wagner foi o criador do drama musical: modificou a conceção da ópera tradicional, com a preocupação de estabelecer ligação estreita entre a música e a poesia.
A sua música, cheia de símbolos, é marcada pela exploração sistemática de cada tema musical. A sua orquestra, que ele considerava como principal alavanca e esteio da emoção dramática, é instrumentalmente muito rica e colorida.
Richard
Wagner teve uma vida artística muito intensa, muito rica e movimentada, tendo realizado concertos em São Petersburgo, Moscovo, Praga e Budapeste.
Do encontro com Luís II, rei da Baviera (1845-1886), resultou a sua mudança para Munique, capital daquele reino, onde viveu e trabalhou até 1872, ano em que se estabeleceu em Bayreuth, onde teve começo a construção do «teatro de Wagner», a Festspielhaus, destinada exclusivamente à representação das suas obras.
A transformação da ópera em drama musical, que começa com Tannhäuser e Lohengrin, completa-se com Tristão e Isolda e confirma-se com Parsifal.
Entre os dramas musicais mais notáveis de R. Wagner contam-se: O Navio Fantasma (1841), Tannhäuser (1844), Lohengrin (1848), Os Mestres Cantores de Nuremberga (1867), O Anel de Nibelungo (1853), Tristão e Isolda (1859) e Parsifal (1882, ano anterior ao da sua morte).
Fontes: Infopédia
https://www.wagner-tuba.com/richard-wagners-life/
https://www.wagner-tuba.com/richard-wagners-life/
wikipedia (Imagens)
Público
Casa onde nasceu
Richard Wagner
A família Wagner e amigos em 1881. Acima, da esquerda
à direita: Blandine von Bülow, Heinrich von Stein (professor de Siegfried),
Cosima e Richard Wagner e Paul von Joukowsky (amigo da família); abaixo, da
esquerda à direita: Isolde, Daniela von Bülow, Eva e
Siegfrie
Cavalgada das Valquírias
https://www.youtube.com/watch?v=G2ZbYvXGwEI
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https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/02/13-de-fevereiro-de-1883-morre-o.html?fbclid=IwAR1L4gp_A9IiwzuGUdFq4ynFVjpqnZEklaXeaxsR5bB7gyQNBExYBmCy5gQ
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22 de Maio de 1813: Nasce o compositor alemão Richard Wagner.
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/05/22-de-maio-de-1813-nasce-o-compositor.html?spref=fb&fbclid=IwAR1qcFLiZxpTNIw8Lbxe0XgUxJEm7i1zpuZ6kaB2kdRhAbjWh3vjb_7KQS8***
Bem sei que ele não foi progressista
mas...
Extraordinário compositor:
https://www.youtube.com/watch?v=4i0TnNI6U-w
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mas tb escreveu:
Via Citador
"A alegria não está nas coisas, mas em nós."
"Se tivéssemos uma verdadeira vida não teríamos necessidade de arte. A arte começa precisamente onde cessa a vida real, onde não há mais nada à nossa frente. Será que a arte não é mais do que uma confissão da nossa impotência?"
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Espero Curar-me em Tua IntençãoO que me eleva, o que em mim perdurará, é a felicidade de ser amado por ti. Veneza, o Grande Canal, a Piazzetta, a Praça de S. Marcos - um mundo desvanecido. Tudo se torna objectivo como uma obra de arte. Instalei-me num imenso palácio debruçado para o Grande Canal, de que neste momento sou o único habitante. Salas enormes, espaçosas, onde vagueio à minha vontade. Tendo a minha instalação uma importância grande no aspecto técnico e material do meu trabalho, nela ponho todo o meu cuidado. Escrevi logo para que me mandem o «Erard». Soará admiravelmente nos salões do meu palácio. O singular silêncio do Canal convém-me às mil maravilhas. Só deixo a casa pelas cinco horas, para ir comer. Depois passeio pelo jardim público; breve paragem na Praça de S. Marcos, de um tão teatral efeito, por entre uma multidão que me é completamente estranha e apenas me distrai a imaginação. Pelas nove horas regresso de gôndola, encontro o candeeiro aceso, e leio um pouco antes de adormecer...
Esta solidão, único alvo que procuro e que aqui se torna agradável, anima-me. Sim, espero curar-me em tua intenção. Conservar-me para ti significa consagrar-me à minha arte. Tornar-me tua consolação, através dessa arte, eis a tarefa que me é dada; convém à minha natureza, ao meu destino, à minha vontade e ao meu amor. Deste modo permanecerei teu. E também tu te curarás através de mim. Aqui hei-de terminar «Tristão e Isolda» a despeito do furor do Mundo, e com ele regressarei para te ver e te levar a paz e a felicidade. Eis o que diante de mim tenho como a mais bela e a mais santa das esperanças. Heróico Tristão, heróica Isolda, ajudai-me, ajudai o meu anjo.
in 'Carta a Mathilde Wasendok (1858)'
Nasci de NovoTerminei o poema e levei-te o terceiro acto. Conduziste-me junto da cadeira, defronte do canapé, abraçaste-me e disseste: «Agora já não desejo mais nada na vida». Nesse dia, a essa precisa hora, nasci de novo. Até então fora uma vida preparatória. Depois começou a minha vida póstuma. Mas nesse momento maravilhoso vivi o meu presente. Sabes bem como o recebi: não sobreexcitado, tempestuoso, inebriado, mas solenemente o recebi, doce, calorosa e profundamente perturbado, e como que olhando o infinito diante de mim. Cada vez me desligara mais dolorosamente do Mundo. Tudo em mim se tornara negação, recusa. As minhas próprias criações eram-me apenas sofrimento, nostalgia, e um insaciável desejo de opor a essa negação, a essa nostalgia, uma afirmação - além de poder desdobrar-me num outro eu. Esse momento único concedeu-mo. Uma mulher terna, tímida, receosa, lançou-se corajosamente no oceano do sofrimento para me oferecer esse instante adorável. Para me dizer: amo-te. Foi como se te tivesses dedicado à morte para me dares a vida; e eu recebi a vida para contigo sofrer e morrer.
in 'Carta a Mathilde Wasendok (1857)'

