22/05/2014

8.092.(22maio2014.7.17') Victor Hugo

Nasceu a 26fev1802
e morreu a 22maio1885
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3abril1862...Victor Hugo publica OS MISERÁVEIS...” o poder de um olhar tem sido tão abusado em histórias de amor, que veio a ser desmentido. Poucas pessoas se atrevem a dizer que dois seres se amam porque se olharam um para o outro. No entanto, é assim que o amor começa, e desta forma apenas."
- os miseráveis da Victor Hugo
“ Faire le poème de la conscience humaine, ne fût-ce qu’à propos d’un seul homme, ne fût-ce qu’à propos du plus infime des hommes, ce serait fondre toutes les épopées dans une épopée supérieure et définitive."
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Via facebook:
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Rodin, Portrait Of Victor Hugo. (Detail)
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"O Pior uso que se pode fazer da Liberdade é Abdicar Dela…"
Imagem - © Amandine van Ray
 
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Via JERO
 "A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos". Victor Hugo (1802-85), escritor francês, na carta de felicitação a Portugal pela abolição da pena de morte.
Lusa/Fim
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Victor-Marie Hugo (26/02/1802, Besançon, França - 22/05/1885, Paris, França) foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, estadista e ativista pelos direitos humanos de grande atuação política. Filho de um general do Primeiro Império Francês, passou sua infância em Paris. Muito jovem, compôs numerosos poemas. Aos quinze anos recebeu um prêmio em um concurso de poesia da Academia Francesa.
A partir de 1822, integrou-se ao romantismo e em breve se transformou no porta-voz desse movimento. No prefácio de seu extenso drama histórico, Cromwell (1827), Hugo expõe uma chamada à liberação das restrições que impunham as tradições do classicismo, que se converteu no manifesto do romantismo. A censura recaiu sobre sua segunda peça teatral, Marion do Lorme (1829), porque a obra era considerada muito liberal. Hugo se ressarciu da censura em 25 de fevereiro de 1830, quando sua peça teatral em verso, Hernani, teve uma tumultuosa estréia que assegurou o êxito do romantismo. Hernani foi adaptada pelo compositor italiano Giuseppe Verdi, e deu como resultado sua ópera, Ernani (1844).
O período entre 1829 e 1843 foi o mais produtivo de sua carreira. Escreveu vários volumes de poesia lírica, muito bem recebidas. Nos seus escritos reserva lugar preponderante aos estados de alma. Demonstra uma forte tendência ao estranho, ao maravilhoso, ao exótico e ao pitoresco.
Criado no espírito da monarquia, o escritor acabou se tornado favorável a uma democracia liberal e humanitária. Eleito deputado da Segunda República, em 1848, apoiou a candidatura do príncipe Luís Napoleão, mas se exilou após o golpe de estado que este deu em dezembro de 1851, tornando-se imperador. Hugo condenou-o vigorosamente por razões morais em "Histoire d'un Crime".
Em oposição a Napoleão III, viveu em exílio em Jersey, Guernsey e Bruxelas, redigindo ferozes panfletos contra o regime imperial. Também escreveu grandes "painéis" novelescos e poéticos, em particular A Lenda dos Séculos (1859-1883). Esta obra épica evoca a história do mundo e mistura constantemente a lenda com a realidade. Escreve alguns romances,entre eles Os Miseráveis (1862).
Quando explode a guerra de 1870 e o Império se desmorona em 1870, Hugo retorna à França e retoma sua carreira política. Foi eleito primeiro para a Assembléia Nacional, e mais tarde para o Senado. Não aderiu à Comuna de Paris, mas defendeu a anistia aos seus integrantes. Quando morre, em 1885, a República lhe presta homenagens fúnebres nacionais. Com ele desaparece um dos grandes gênios da língua francesa. Victor Hugo despertou imenso entusiasmo e fervor popular e deixou sua marca na literatura de todo o século XIX, e ainda em boa parte do século XX.

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"O futuro tem muitos nomes. Para os fracos, é o inatingível. Para os temerosos, o desconhecido. Para os valentes, a oportunidade."
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Nada se assemelha à alma como a abelha. Esta voa de flor para  flor, aquela de estrela para estrela. A abelha traz o mel, a alma traz a luz.
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Principais obras:
Os Miseráveis
O Corcunda de Notre-Dame
Os Trabalhadores do Mar
O Homem que Ri
Publicado por Fidelizarte Lda
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“A vida não passa de uma oportunidade de encontro; 
só depois da morte se dá a junção;
os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace.”


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Via Gisela M
'Nada como um sonho para criar o futuro.

Utopia hoje, carne e osso amanhã'. 
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13dez2011

A vida não passa de uma oportunidade de encontro;
só depois da morte se dá a junção;
os corpos apenas têm o abraço,
as almas têm o enlace.
(via Gisela M)
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03 de Abril de 1862: O Escritor francês Victor Hugo publica “Os Miseráveis”

No dia 3 de Abril de 1862, no seu exílio na ilha de Guernsey, Victor Hugo (1802-1885) publicou o livro Os Miseráveis, uma verdadeira epopeia popular que imortalizaria personagens como Jean Valjean, Cosette, ou Marius. O pano de fundo era a história recente da França, a partir da batalha de Waterloo até à insurreição republicana de 1832.
  
Filho de um general do Império constantemente ausente, Victor Hugo foi criado basicamente pela sua mãe. Aluno ainda do Liceu Louis Le Grand, tornou-se conhecido ao publicar a sua primeira colectânea de poemas Odes, recebendo uma pensão de Luís XVIII. 

Líder de um grupo de jovens escritores, Hugo publicou em 1827 a sua primeira peça de teatro em verso,Cromwell, seguida por Orientales e Hernani. Ao lado de Nerval e Gauthier, torna-se o porta-voz do romantismo. Em 1831, publicou o seu primeiro romance histórico, Notre-Dame de Paris (O Corcunda de Notre-Dame), e sete anos depois, a obra-prima romântica Ruy Blas. Em 1841, foi eleito para a Academia Francesa. 

Em 1843, a morte da sua filha Leopoldine  atormentou-o e levou-o a repensar as suas acções. Empreendeu então uma carreira política. Elege-se para a Assembleia Constituinte em 1848 e tomou posição contra o modelo de sociedade que o cercava: a pena de morte, a miséria, a ordem moral e religiosa. Ardoroso opositor do golpe de Estado de 2 de Dezembro de 1851, teve de ir para o exílio em Jersey e Guernesey e lá permaneceu até 1870. 

Os Miseráveis, que conheceu um imenso sucesso popular na época, expõe claramente a filosofia política de Hugo. É um mundo em que há cooperação – e não luta – de classes; em que o empreendedor desempenha uma função essencialmente benéfica para todos; em que o trabalho é o meio essencial do aprimoramento pessoal e social; em que a intervenção do Estado por motivos moralistas - seja do polícia ou do revolucionário obcecado pela justiça terrena - é um dos principais riscos para o bem geral. 
  
A obra narra a história de Jean Valjean, que, por ver os irmãos passarem fome assalta uma padaria para roubar um pedaço de pão. Preso, é condenado a 5 anos. Acaba por ser condenado outras vezes por tentativas de fuga e mau comportamento na cadeia, tendo de cumprir 19 anos de reclusão. 

Posto em liberdade condicional tem de se apresentar regularmente às autoridades, condição que, apesar dos altos riscos, nunca cumpriu. Valjean  sente-se marginalizado por todos, pois carrega o "passaporte amarelo" que o identifica como ex-recluso. Um bispo, Bienvenu,  ajuda-o, mas ao invés de se mostrar grato, Valjean rouba a sua prata. É preso, pois as peças de prata ostentavam o brasão do bispo. No entanto, o bispo  recusa-se a denunciá-lo e diz que era um presente que lhe tinha dado. 

O bispo é para ele um homem de Deus, que lhe deu uma lição de solidariedade e o trata como filho, fazendo com que volte a crer na humanidade. Após 9 anos sob nova identidade, Valjean prospera como negociante, tornando-se um homem rico e respeitado como prefeito da pequena cidade de Vigau. 

Desolado diante do drama de uma das suas operárias, Fantine, demitida da sua fábrica, e que tem de recorrer à prostituição para sustentar sua filha, Cosette, Valjean decide salvar a criança, adoptando-a, mas não a tempo de impedir a morte da mãe. 

Ocorre que o inspector Javert é transferido para a mesma cidade. Javert era o homem que tratara o prisioneiro Valjean com crueldade. Quando Javert o reconhece, fica obcecado em desmascarar o prefeito, que não se apresentara para cumprir as condições da sua liberdade. 
Contudo, um outro homem é acusado de ser Jean Valjean, mas o verdadeiro Jean Valjean, que estava no tribunal durante o julgamento, diz que o acusado é inocente, provando que ele é Jean Valjean. Isto fará com que Javert inicie uma caçada sem tréguas para prender Valjean, o que o faz passar toda a vida  a fugir com Cosette.
Até que, retornam  a Paris, e lá permanecem na casa de um velho amigo. Cosette  apaixona-se por Marius, um jovem aristocrata ligado aos meios revolucionários parisienses. Ao descobrir que o amor de Cosette não podia ser combatido, Valjean, apesar da presença de Javert, vai retirar Marius das barricadas, durante uma revolta, e transporta-o ferido através dos esgotos de Paris. 

Finalmente, Javert acaba por se convencer que toda a perseguição de décadas não passava de crime contra “um homem de Deus” suicida-se. Jean Valjean morre tendo ao lado Marius e Cosette. 
Fontes:Opera Mundi
wikipedia (imagens)

File:Lesmiserables1900hugo 0012.jpg
Cosette, Jean Valjean (sentado) e Marius, nos Jardins do Luxemburgo, ilustração americana de 1900

File:Jean Valjean.JPG
Jean Valjean como Monsieur Madeleine. Ilustração de  Gustave Brion
File:Ebcosette.jpg
Retrato de "Cosette" por Emile Bayard, da  primeira edição de Les Misérables(1862)
 https://www.youtube.com/watch?v=JhhsylxYafE
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/04/03-de-abril-de-1862-o-escritor-frances.html?spref=fb&fbclid=IwAR1eFv7ADpO16N6Jz4d4e3FJusjL_yfHyjFgfInYGW8vGJk64J52G3NByqA
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26 de Fevereiro de 1802: Nasce o escritor francês Victor Hugo, autor de "Os Miseráveis".

Victor Hugo nasceu em 26 de Fevereiro de 1802 em Besançon, sendo o mais novo de três irmãos. O seu pai era general do Império Napoleónico. Mas foi a sua mãe, em particular, que o educou. O autor de Os MiseráveisO Corcunda de Notre-DameHernâni, Contemplações e tantas outras obras-primas brilhou em vários géneros, passando da poesia ao romance histórico e às peças de teatro. 


Ainda no liceu, Hugo parecia já ter uma ideia bem precisa do seu futuro. Aos 14 anos escreveu: “Quero ser como Chateaubriand ou nada.” A sua inspiração, François-René de Chateaubriand foi um escritor que se imortalizou pela magnífica obra literária pré-romântica. É notado pelo rei Luis XVIII que lhe manda pagar uma pensão. Em 12 de Outubro de 1822 casa-se com Adele Foucher, uma amiga de infância, com quem teve cinco filhos.
 



Hugo junta-se a alguns escritores e formam o grupo Cenáculo. Este círculo de jovens autores seria o foco do romantismo. Em 1827, publica a peça Cromwell. O prefácio anuncia claramente a sua vontade de romper com as regras clássicas – unidade de tempo, de lugar e de acção. Aos 27 anos, Hugo apresenta uma nova peça, Hernâni, na Comédie-Française. 



Os partidários do classicismo mostram-se ofendidos uma vez que a regra das três unidades não fora respeitada. O confronto entre os românticos e os clássicos é violento. Travariam a mesma batalha a cada representação deHernâni. Hugo torna-se o cão de fila da escola romântica, em companhia de Gérard de Nerval e Théophile Gautier. 



Em 1828, surgem os Orientais e o Último Dia de um Condenado. Em 1831, publica o seu primeiro romance histórico, O Corcunda de Notre Dame, que celebrizou as personagens Quasimodo e a cigana Esmeralda. Desde o lançamento, a obra conheceu um extraordinário sucesso. O público romântico apreciou sobremaneira o universo da Idade Média recriado magistralmente por Hugo. 

Em Fevereiro de 1833, é levada ao palco a primeira representação da sua Lucrécia Bórgia. Entre os actores  encontrava-se Julie Drouet, por quem Hugo se apaixona. Essa história de amor duraria cinquenta anos. 



Em 1841, é eleito para a Academia Francesa de Letras. A sua filha primogénita, Léopoldine, morre jovem em 1843. Esta tragédia afecta-o profundamente e muitos creem que foi o acontecimento que o levou para a política. 

É eleito pelo Partido Republicano, deputado à Assembleia Constituinte de 1848. Condena asperamente o Golpe de Estado de 2 de Dezembro de 1851 do príncipe Luís Napoleão, sobrinho de Napoleão Bonaparte, a quem cognominava  ‘Napoleão, o Pequeno’ em contraposição a Bonaparte que chamava  ‘Napoleão, o Grande’. 



Forçado ao exílio na Bélgica, Hugo aproveita para compor poemas que reúne em Les Châtiments (1853) e Contemplações (1856). Em 1862, conclui Os Miseráveis, que obtém estrondoso sucesso de público e crítica e que torna imortais personagens como o trabalhador Jean Valjean e o chefe de polícia Javert. 



Com a proclamação da República em 1870, Hugo regressa a Paris. Encarna aos olhos do povo a resistência republicana ao Segundo Império. Em 8 de Fevereiro de 1871, é eleito para deputado e, em 1876, senador. Uma de suas primeiras intervenções é a defesa em favor da amnistia aos ‘communards’ da Comuna de Paris. Quando completou 80 anos, uma multidão estimada em 600 mil pessoas desfilou diante das suas janelas na Place Vendome. 

Victor Hugo sobressaiu-se também no campo político e social. Lutou contra a pena de morte, pela paz, pela condição feminina, denunciou o clero. Reconhecido em vida pelos seus pares e pelo povo como o grande escritor de seu tempo, a obra imortal de Victor Hugo é um património da cultura universal. 

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Victor Hugo em 1875, por Comte Stanisław
Cricatura de Victor Hugo no ponto máximo da sua carreira política, por Honoré Daumier, (1849)
Victor Hugo em 1853
 https://www.youtube.com/watch?time_continue=6&v=JhhsylxYafE
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/02/26-de-fevereiro-de-1802-nasce-o.html?fbclid=IwAR34xRKPwyjxvcCHc7MpEhvQW_sUOPRycPhbyfA8TdD6SU5t6DKdVHqf3eU
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Via Citador

agir...hoje por AQUI Victor Hugo
Enquanto tudo dorme, sento-me cheio de alegria
Sob a abóbada estrelada que as frontes alumia;
Perscruto se do alto vem um sinal rumoroso;
E a hora com sua asas docemente me brinda
Quando contemplo, comovido, a festa infinda
Que, de noite, ao mundo oferece o céu radioso!
Penso às vezes que estes sóis que resplandecem,
Na terra adormecida, só a minha a alma aquecem;
Que para os entender, só eu fui predestinado;
Que sou eu, sombra vã, obscura e taciturna,
O misterioso rei desta pompa nocturna;
Que só para mim o céu foi iluminado!
Novembro de 1829
Victor Hugo , Poemas
(tradução de Maria Manuela Parreira da Silva)
(respiguei com a devida consideração do bloguebarcosflores.blogspot.com)
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Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a acção é indispensável. - Victor Hugo - Frases
http://www.citador.pt/frases/chega-sempre-a-hora-em-que-nao-basta-apenas-prote-victor-marie-hugo-120
"Nada é tão poderoso no mundo como uma ideia cuja oportunidade chegou."
"As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade."
"O paciente é o mais forte."
"O sábio sabe que ignora."
"O espírito enriquece-se com o que recebe; o coração com o que dá."
"A poesia é tudo o que há de íntimo em tudo."
"Quem não é capaz de ser pobre, não é capaz de ser livre."
"Eu caminho vivo no meu sonho estrelado."
"A medida do amor é amar sem medida."
"A vida é um campo de urtigas onde a única rosa é o amor."
"Amar é metade de crer."
"Iniciativa é fazermos o que está certo sem ser preciso que alguém nos diga para fazermos tal."
"A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo."
"Saber exactamente qual a parte do futuro que pode ser introduzida no presente é o segredo de um bom governo."
"As revoluções, como os vulcões, têm os seus dias de chamas e os seus anos de fumaça."
"Passamos metade da vida à espera daqueles que amamos e a outra metade a deixar os que amamos."
"A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace."
"Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a acção é indispensável."
"Nunca ninguém conseguirá ir ao fundo de um riso de criança."
"A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero."
"A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano."
"Tudo quanto aumenta a liberdade, aumenta a responsabilidade."
"Em tempo de revolução, cuidado com a primeira cabeça que rola. Ela abre o apetite ao povo."
"A verdade é como o Sol. Ela permite-nos ver tudo, mas não deixa que a olhemos."
"Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo mas sim a família."
"Todo o inferno está contido nesta única palavra: solidão."
"Uma vez que o meu coração está morto, vivi mais que o suficiente."
"O mal é como as mulas: teimoso e estéril."
"As ilusões sustentam a alma como as asas sustentam o pássaro."
"Viajar é nascer e morrer a todo o instante."
"Não fazer nada é a felicidade das crianças e a infelicidade dos velhos."
"Não imites nada nem ninguém. Um leão que copia um leão torna-se um macaco."
"Julgar-se-ia bem mais correctamente um homem por aquilo que ele sonha do que por aquilo que ele pensa."
"O pior uso que se pode fazer da liberdade é abdicar dela."
"A razão é a inteligência em exercício; a imaginação é a inteligência em erecção."
"Os infelizes são ingratos: isso faz parte da sua infelicidade."



Atravessámos e Vencemos TudoOlho para o passado com embriaguês, mas não é com menos deslumbramento que encaro o nosso futuro. Eis-nos, agora, um do outro para todo o sempre, sem ansiedades, sem inquietações, sem angústias. Atravessámos e vencemos tudo o que era mau e que poderia ser fatal. Estamos na plena posse dos nossos dois destinos fundidos num só. O nosso amor não terá a frescura dos primeiros tempos, mas é um amor posto à prova, um amor que conhece a sua força, e que mesmo para além do túmulo, espera ser infinito. O amor, quando nasce, só vê a vida, o amor que dura vê a eternidade.  in 'Carta a Juliette Drouet' 

O Sofrimento do HipócritaTer mentido é ter sofrido. O hipócrita é um paciente na dupla acepção da palavra; calcula um triunfo e sofre um suplício. A premeditação indefinida de uma ação ruim, acompanhada por doses de austeridade, a infâmia interior temperada de excelente reputação, enganar continuadamente, não ser jamais quem é, fazer ilusão, é uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no cérebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfeição com a perversidade, fazer cócegas com o punhal, por açúcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na música da voz, não ter o próprio olhar, nada mais difícil, nada mais doloroso. O odioso da hipocrisia começa obscuramente no hipócrita. Causa náuseas beber perpétuamente a impostura. A meiguice com que a astúcia disfarça a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e há momentos de enjôo em que o hipócrita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva é coisa horrível. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hipócrita se estima. Há um eu desmedido no impostor. 0 verme resvala como o dragão e como ele retesa-se e levanta-se. O traidor não é mais que um déspota tolhido que não pode fazer a sua vontade senão resignando-se ao segundo papel. É a mesquinhez capaz da enormidade. O hipócrita é um titã-anão. 

 in "Os Trabalhadores do Mar"


O Meu Génio Vem de TiO que me acalma ou o que me agita, o que me torna alegre ou triste, o que refulge no meio da noite, a meu lado, e me alumia mil vezes melhor do que o candeeiro de trabalho, o que me encanta os dias durante os meus passeios solitários, os meus estudos, os meus devaneios, e até as mais enfadonhas tarefas, é a tua imagem, a lembrança de que existes, de que me amas, de que me esperas, de que pensas em mim! Se tenho algum génio, é de ti que me vem. 

 in 'Carta a Juliette Drouet'