26/05/2014

8.133.(26maio2014.18h) Recordando...Estratégias...PEDAL...SaeR...Augusto Mateus...Festival de anúncios

em construção
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A Câmara decidiu, a 12maio2014,  investir em +65 mil euros +IVA para estratégia...
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8.860.
SPI
9out2014
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PEDAL da CDU
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0. via unir alcobaça
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2013/09/704127set20131001-freguesia-e-cidade-de.html
1. Avaliação Estratégica das Condições de Desenvolvimento do Concelho de Alcobaça.pdfSaeR - empresa do falecido Ernâni Lopes (vale a pena leres com atenção):
https://docs.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLODJkZjVkNDItNjkzMy00ZTEwLTk2ZGMtNTlmNDhmMWFjOWNm/edit?hl=en_US

2. Augusto Mateus sobre o Oeste
http://www.maiscentro.qren.pt/private/admin/ficheiros/uploads/PTD_OESTE1.pdf

3. Augusto Mateus (sobre o concelho de Alcobaça)

4. Augusto Mateus (estratégia específica para o Mosteiro de Alcobaça)

5. Quaternaire

6.
HÁ 7 ANOS!!!
via tintafresca.net
Alcobaça
    Augusto Mateus: “Deve haver uma autarquia para as empresas”
         

    Gonçalves Sapinho e Augusto Mateus
    Augusto Mateus, actual responsável pelo Plano de Acção da Região Oeste para o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e pelo plano estratégico de Alcobaça foi o orador convidado para o workshop “Competividade no concelho no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)”, promovido pela Câmara Municipal de Alcobaça. A sessão teve lugar no dia 29 de Março, no Cine-Teatro de Alcobaça e contou com a presença de algumas dezenas de pessoas. O ex-ministro da Economia deu uma verdadeira lição de como se devem posicionar empresas e autarquias no actual mercado globalizado.       O professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão começou por explicar que o QREN assenta em três eixos fundamentais: competitividade, potencial humano e território valorizado. Augusto Mateus realçou a fragilidade da mão-de-obra nacional em termos da competitividade europeia, lembrando que existem 100 milhões de trabalhadores nos países da Europa de Leste que aderiram recentemente à União Europeia com salários duas a três vezes inferiores aos de Portugal e com níveis de educação superiores em dois a três anos, relativamente aos trabalhadores portugueses.
          Augusto Mateus defendeu que em Alcobaça se faz riqueza a partir de produtos naturais, do turismo à agricultura, da pedra à cerâmica, mas explicou que para ter mais força, as empresas precisam de ser mais especializadas e contratar outras empresas que saibam fazer melhor. Por outro lado, considera que as antigas estradas nacionais são hoje estradas empresariais, pelo que precisam de ser melhoradas
          O professor defende que “o sucesso depende de todos os outros”, pelo que aconselha os empresários a formar redes empresariais - a exemplo do que sucede com a Internet - e a partilhar recursos, sejam eles máquinas, instalações ou serviços. Augusto Mateus explicou que os modernos processos de gestão implicam que a produção se faça com base em vendas previamente concretizadas.
          O ex-ministro da Economia criticou a estratégia seguida pelas empresas portuguesas face ao mercado, comparando-a a um jogo de futebol: “Entramos 20 minutos depois do início do jogo, já depois de estarem identificadas as necessidades e das marcas estarem consolidadas e saímos 20 minutos antes do jogo terminar, pois o produto está pronto, mas ainda falta vendê-lo.”
         

    O ex-ministro da Economia propôs
    uma revisão do PDM em seis meses
    Augusto Mateus anunciou que o QREN irá disponibilizar 21 mil milhões de euros, mas lembrou que o dinheiro não chega a Alcobaça chorando, mas apresentando bons projectos. Apenas três regiões do País vão ter um aumento de verbas comunitárias: o Oeste, o Médio Tejo e a Lezíria do Tejo, por terem transitado da Região de Lisboa e Vale do Tejo para a Região Centro, nos dois primeiros casos, e para a Região do Alentejo, no último caso. O orador avisa, contudo, que as verbas anteriormente destinadas à Região de Lisboa e Vale do Tejo – que agora fica de fora do bolo comunitário - não foi enquadrada no FEDER, mas no Fundo Social Europeu, ou seja, para ser utilizada em capital humano e redes.      Augusto Mateus defende que a apropriação descentralizada da estratégia de desenvolvimento deve ser feita com os locais e de forma diferenciada. Para isso, deve haver uma autarquia para as empresas, de forma a lhes facilitar a vida, tal como existe uma autarquia para as pessoas. O orador informou que a Associação de Municípios do Oeste vai ter uma verba para dar assistência técnica às empresas e, inclusivamente, vai ajudar os candidatos a empresários a elaborar os projectos.
          O ex-ministro da Economia considera que não existe uma cultura de empreendedorismo em Portugal, uma vez que 95% dos alunos das universidades portuguesas pretendem encontrar um emprego por conta de outrém, enquanto nos Estados Unidos da América, esse número é de apenas 50%, com os outros 50% a indicarem querer tornar-se empresários.
          No entanto, tal não significa que em Portugal não se criem muitas empresas: a taxa da natalidade empresarial é elevada, mas a taxa de mortalidade também: 2/3 das empresas portuguesas morrem, sobretudo, até ao terceiro ano de vida. O diagnóstico do professor é claro: as empresas portuguesas nascem subdotadas de financiamento, recursos técnicos e mercado.
          Augusto Mateus considera os actuais Planos Directores Municipais como um entrave ao desenvolvimento, pelo que preconiza a elaboração de PDM’s com regras inteligentes em vez de regras rígidas. Para evitar o calvário das revisões ordinárias, que se arrastam durante vários anos, propõe o aproveitamento do trabalho realizado no âmbito do PROT (Plano Regional de Ordenamento do Território) para, assim, rever o PDM no espaço de apenas seis meses.
          No final, Gonçalves Sapinho anunciou que o número de turistas em Alcobaça duplicou ou mesmo triplicou após as obras de requalificação urbana, lamentando que os comerciantes não tirem partido da nova situação. O presidente da Câmara Municipal de Alcobaça anunciou ainda ter reunido com a direcção do IPPAR por duas vezes no último mês, tendo acordado a nomeação de uma pequena equipa para estudar as valências que poderão ser instaladas no Mosteiro de Alcobaça.
          O autarca mostrou-se contrário à instalação de uma pousada no Mosteiro, por não acreditar na sua viabilidade económica. Em vez disso, propõs a instalação de um hotel com um auditório associado com capacidade para 600 pessoas, de forma a poder acolher o turismo de congressos. Gonçalves Sapinho manifestou ainda insatisfação por a história de Pedro e Inês não trazer benefícios económicos a Alcobaça, lembrando que o mito Romeu e Julieta, uma ficção criada pelo dramaturgo William Shakespeare, arrasta multidões a Verona, a cidade italiana onde se desenrola a trama.
          Mário Lopes
    08-04-2007