20/05/2014

8.076.(20maio2014.16.16') Guerra Junqueiro

Nasceu a 15set1850
e morreu a 7julho1923
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Abílio Manuel Guerra Junqueiro
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Nascido no século em que os poetas "tinham ressonância no espaço público", a voz de Guerra Junqueiro foi de resistência à monarquia e mobilizadora dos ideais republicanos. Apelidado de Victor Hugo português, as suas composições poéticas, fossem sátiras ou líricas, recolheram o louvor nacional. Mas o poeta que era "leitura quase obrigatória em família", é hoje pouco conhecido e estudado.

Sem vocação para o sacerdócio, destino que os pais lhe queriam dar, Abílio Manuel Guerra Junqueiro irá marcar o final do século XIX e as primeiras décadas de XX, com as suas composições poéticas e intervenções políticas. O talento invulgar do poeta transmontano conquista prestígio e uma popularidade inédita, porém, o sucesso das “rimas estrondosas” por muitos recitadas, não impedem dissabores causados pelo seu anticlericalismo e críticas às elites corruptas.
Ao longo da vida serão muitos os combates que assumirá, mas é o seu profundo envolvimento na crise nacional originada pelo Ultimatum inglês de 11 de janeiro de 1891, que fará dele uma das figuras de referência na luta contra a monarquia e, na posterior instauração da República.
São estas algumas facetas do múltiplo Guerra Junqueiro (1850-1923), também filósofo, cientista, colecionador e viticultor, sublinhadas por José Augusto Seabra, professor da universidade de Coimbra, na entrevista realizada no Jornal 2 a propósito do primeiro festival literário de tributo ao poeta. Do evento organizado em 2017, destaca-se a criação do prémio Guerra Junqueiro atribuído por unanimidade a Manuel Alegre, outra “voz da resistência”.
Depois de um longo período no esquecimento nacional, o autor do livro “Os Simples” e “Oração à Luz”, volta a ser falado devido à iniciativa de Freixo de Espada à Cinta, a terra onde nasceu.
 http://ensina.rtp.pt/artigo/guerra-junqueiro-1850-1923/
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Casa Museu

Nunca foi residência do escritor mas é como se sempre o tivesse sido. Porque cada sala recria fielmente o ambiente íntimo e privado da sua última casa, na rua de Santa Catarina, também no Porto. Aqui revela-se outra faceta do poeta Guerra Junqueiro, a de colecionador de arte.

Guerra Junqueiro tinha o espírito de colecionador. As “crises de ferro-velhice”, como lhes chamava, levavam-no a calcorrear aldeias, lugares distantes, à procura de peças antigas e únicas: mobiliário, ourivesaria, cerâmica, faiança, tapeçaria, pintura, escultura; tudo comprava compulsivamente, desde que tivesse dinheiro para investir. Assim, reuniu um vasto e valioso espólio de artes decorativas: “com mil sacrifícos fiz da minha casa uma santuário, a minha casa que é uma obra só minha, e onde não há objeto que não seja uma palavra (…)”.
Rodeado de arte, Guerra Junqueiro inspirou-se em muitas peças e dedicou poemas às suas coleções. Na casa museu, de porte nobre com traços barrocos, junto à Sé do Porto, cada sala recria este ambiente da casa original do escritor que também foi poeta, cientista, diplomata, político e viticultor. Vamos entrar.
 http://ensina.rtp.pt/artigo/casa-museu-guerra-junqueiro/
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07 de Julho de 1923: Morre, em Lisboa, o escritor e diplomata Guerra Junqueiro

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/07/07-de-julho-de-1923-morre-em-lisboa-o.html?spref=fb&fbclid=IwAR0LSolkG0HLkiVQvl1_euGJBKxvrapVFHHjM9C64eTEiFlZ3PbJnHXFHTI
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17 de Setembro de 1850: Nasce o escritor e diplomata português Guerra Junqueiro, em Freixo de Espada-à-Cinta

Poeta e político português, nascido em 1850, em Freixo de Espada à Cinta (Trás-os-Montes), e falecido em 1923, em Lisboa, Guerra Junqueiro é entre nós o mais vivo representante de um romantismo social panfletário, influenciado por Vítor Hugo e Voltaire. Oriundo de uma família de lavradores abastados, tradicionalista e clerical, é destinado à vida eclesiástica, chegando a frequentar o curso de Teologia entre 1866 e 1868. Licenciou-se em Direito em Coimbra, em 1873, durante um período que coincidiu com o movimento de agitação ideológica em que eclodiu a Questão Coimbrã. Nessa cidade convive de perto com o poeta João Penha, em cuja revista literária, A Folha, faz a sua estreia literária. Durante a sua vida, combina as carreiras administrativa (exercendo a função de secretário dos governos civis de Angra do Heroísmo e de Viana do Castelo) e política (sendo eleito por mais de uma vez deputado pelo partido progressista) com a lavoura nas suas terras de Barca de Alva, no Douro. Nos anos oitenta, participa nas reuniões dos Vencidos da Vida, juntamente com Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e António Cândido, entre outros. Reage ao Ultimato inglês de 1890, com o livro de poesias Finis Patriae, altura em que se afasta ideologicamente de Oliveira Martins, confiando na República como solução para os males da sociedade portuguesa. Entre 1911 e 1914, assume o cargo de Ministro de Portugal na Suíça. Na fase final da sua vida, retira-se para a sua propriedade no Douro, assinalando-se então uma viragem na sua orientação poética, que se volta para a terra e para "os simples", como atestam as suas últimas obras: Pátria (1896), ainda satírica, mas já de inspiração saudosista e panteísta; Os Simples (1892) - um hino de louvor à terra, de uma poesia que evoca a sua infância, impregnada de saudosismo, de recordações calmas e consoladoras e onde se sente uma grande ternura pela correspondente paisagem social; Oração ao Pão (1903) e Oração à Luz (1904), estas enveredando por trilhos metafísicos.

O anticlericalismo, que em vida lhe granjeou o escândalo e a fama, o estilo arrebatado, vibrante, apoiado na formulação épica do verso alexandrino de influência huguana, contribuíram para a apreciação do crítico Moniz Barreto: "Quando se procura a fórmula do espírito de Guerra Junqueiro acha-se que ele é muito mais orador que poeta e que tem muito mais eloquência que imaginação."
Poeta panfletário, confidencial, satírico e também religioso, o seu valor foi contestado na década de 20. No entanto, os seus defensores nunca deixaram de acreditar na sua genialidade como satírico e como lírico.

Fontes: Guerra Junqueiro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. 
BNP
wikipedia (imagens)






Guerra Junqueiro

Grupo do Cenáculo Eça de Queiroz, Oliveira Martins, Antero de Quental, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro
Grupo dos Cinco, Porto, Phot. União, 1884Eça de Queiroz, Oliveira Martins, Antero de Quental, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro





Recordam-se Vocês do Bom Tempo d'Outrora

(Dedicatória de introdução a «A Musa em Férias») 



Recordam-se vocês do bom tempo d'outrora, 

Dum tempo que passou e que não volta mais, 

Quando íamos a rir pela existência fora 

Alegres como em Junho os bandos dos pardais? 

C'roava-nos a fronte um diadema d'aurora, 

E o nosso coração vestido de esplendor 

Era um divino Abril radiante, onde as abelhas 

Vinham sugar o mel na balsâmina em flor. 

Que doiradas canções nossas bocas vermelhas 

Não lançaram então perdidas pelo ar!... 

Mil quimeras de glória e mil sonhos dispersos, 

       Canções feitas sem versos, 

E que nós nunca mais havemos de cantar! 

Nunca mais! nunca mais! Os sonhos e as esp'ranças 

São áureos colibris das regiões da alvorada, 

Que buscam para ninho os peitos das crianças. 

E quando a neve cai já sobre a nossa estrada, 

E quando o Inverno chega à nossa alma,então 

Os pobres colibris, coitados, sentem frio, 

E deixam-nos a nós o coração vazio, 

Para fazer o ninho em outro coração. 

Meus amigos, a vida é um Sol que chega ao cúmulo 

Quando cantam em nós essas canções celestes; 

A sua aurora é o berço, e o seu ocaso é o túmulo 

Ergue-se entre os rosais e expira entre os ciprestes. 

Por isso, quando o Sol da vida já declina, 

Mostrando-nos ao longe as sombras do poente, 

É-nos doce parar na encosta da colina 

E volver para trás o nosso olhar plangente, 

Para trás, para trás, para os tempos remotos 

Tão cheios de canções, tão cheios de embriaguez, 

Porque, ai! a juventude é como a flor do lótus, 

Que em cem anos floresce apenas uma vez. 



E como o noivo triste a quem morreu a amante, 

E que ao sepulcro vai com suas mãos piedosas 

Sobre um amor eterno — o amor dum só instante — 

Deixar uma saudade e uma c'roa de rosas; 

Assim, amigos meus, eu vou sobre um tesouro, 

Sobre o estreito caixão, pequenino, infantil, 

Da nossa mocidade, — a cotovia d'ouro 

Que nasceu e morreu numa manhã d'Abril! — 

Desprender, desfolhar estas canções sem nexo, 

Estas pobres canções, tão simples, tão banais, 

Mas onde existe ainda um pálido reflexo 

Do tempo que passou, e que não volta mais. 


Guerra Junqueiro, in 'A Musa em Férias' https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/17-de-setembro-de-1850-nasce-o-escritor.html
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Via Maria Elisa R
O Teu Aniversário
Pediste-me sorrindo, ó minha flor gentil, 
Uns versos às tuas vinte alvoradas de Abril.
Vinte anos já!... não creio, estás equivocada...
Enganas-te. Eu irei perguntar à alvorada
Quantas vezes pousou em êxtase, ao de leve,
A sua boca de rosa em tua fronte de neve.
Vinte anos! Podes crer, pomba que eu idolatro,
Que se o corpo fez vinte, a alma, não: fez quatro.
A tua alma nasceu inefável, divina,
Para ser sempre grande e sempre pequenina.
É como a estrela d'alva; enche o seu esplendor
O Mundo, e ela não enche o cálix duma flor!...
Guerra Junqueiro, in 'Poesias Dispersas'
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Elegia 

A alegria da vida, essa alegria d'oiro 
A pouco e pouco em mim vai-se extinguindo, vai... 
Melros alegres de bico loiro,
Ó melros negros, cantai, cantai!

Ando lívido, arrasto o pobre corpo exangue,
Que era feito da luz das claras madrugadas...
Rosas vermelhas da cor do sangue,
Rosas abri-vos às gargalhadas!

Limpidez virginal, graça d'Anacreonte,
Mimo, frescura, força, onde é que estais?... não sei!...
Ó águas vivas, águas do monte,
Ó águas puras, correi, correi!

Eu sinto-me prostrado em lânguido desmaio,
E a minha fronte verga exausta para o chão...
Cedros altivos, sem medo ao raio,
Cedros erguei-vos pela amplidão!

 in 'Poesias Dispersas'

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Via Citador
Um Povo Resignado e Dois Partidos sem IdeiasUm povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.] 

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. 

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. 

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar. 

 in 'Pátria (1896)'
































 
"O sorriso que ofereceres, a ti voltará outra vez."
"A escola é a única alavanca capaz de elevar o povo ao nível da moral."
"A felicidade consiste em três pontos: trabalho, paz e saúde."
"A verdade não conhece perífrases; a justiça não admite reticências."
"Toda a alegria vem do amor, e todo o amor inclui o sofrimento."
"Na alma da maioria dos homens grunhe ainda, baixo e voraz, o focinho do porco."
"Nas almas medíocres e superficiais actua sobretudo a realidade transitória das linhas e dos sons, das formas e das cores. As naturezas elevadas, ao contrário, são sempre objectivas e metafísicas."
"Quando a alma, ao termo de mil hesitações e desenganos, cravou as raízes para sempre num ideal de amor e de verdade, podem calcá-la e torturá-la, podem-na ferir e ensanguentar, que quanto mais a calcam, mais ela penetra no seio ardente que deseja."
"A vida é um calvário. Sobe-se ao amor pela dor, à redenção pelo sofrimento."
"Se nos amesquinharem a fama e cercearem a glória, desviando de nós as multidões, que não pensam e vão para onde as levam, melhor. Os que nos querem, os que nos amam, os que nos entendem, ficarão connosco. Os outros, deixando-nos, prestam-nos favor."
"Uma víbora envenena um homem, mas um homem sozinho arrasa uma capital. Os grandes monstros não chegam verdadeiramente na época secundária; aparecem na última, com o homem. Ao pé de um Napoleão, um megalossauro é uma formiga."
"A humanidade é a vitória dos arrogantes sobre os humildes, dos fortes sobre os débeis, da besta sobre o anjo."
"O problema da morte é, no fundo, o problema da vida."
"Uma literatura dá a medida de uma sociedade. É um axioma de crítica."
"O progresso marca-o a distância do salto do tigre, que é de dez metros, ao curso da bala, que é de vinte quilómetros. A fera, a dez passos, perturba-nos; o homem é a fera dilatada."
"O filósofo observa e medita. É um espelho que pensa."
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 25dez2011

O poema que o escritor Guerra Junqueiro mais se esforçou por fazer desaparecer, intitulado "Torre de Babel", foi publicado este mês pela Tinta da China, num livro que integra a narrativa "O casamento simulado".

 A ponte de ligação entre os dois textos é Pedro Soriano, "um dos mais famosos patifes que povoaram Lisboa no último quartel do século XIX", escreve o historiador António Ventura no posfácio da obra.

O historiador afirma que Guerra Junqueiro escreveu o poema "Torre de Babel ou a porra do Soriano" num repente à mesa de um café.
O texto "alcançou de imediato um sucesso estrondoso", apesar de o autor nunca ter permitido a sua publicação, e surgiu em "várias edições clandestinas, quase todas com a data de 1882".
A história -- conta-a António Ventura -- roça o obsceno. Pedro Soriano era "possuidor de um membro viril descomunal", mas "o poeta mostrou-se incrédulo" levando os amigos a promoverem-lhe a "observação direta". Ainda segundo o historiador, o poeta "pasmou e terá exclamado que merecia ser cantado num poema". Assim o fez à mesa de um café.
"Bem se arrependeu o poeta da sua espontânea homenagem ao tratante", afirma Ventura, que acrescenta que durante toda a sua vida Guerra Junqueiro chegou a pagar elevadíssimas somas por edições do poema e para "destruir dezenas de exemplares do folheto".
Além do poema, que Natália Correia já referenciara em "Poesia Erótica e Satírica Portuguesa" (1966), a edição da Tinta da China inclui ainda "O casamento simulado", antecedido por uma carta que o poeta João de Deus escreveu à mãe de Pedro Soriano.
Esta narrativa conta como Pedro Soriano seduziu a menor Maria Eugénia dos Santos e encenou um casamento num "palácio devoluto na praça de D. Pedro", em Lisboa, cidade onde morava desde 1881. Para efeito, contou com vários amigos que "encarnaram" o sacerdote, o sacristão, um suposto padrinho e até um presumível barão que teria "emprestado" o palacete.
Casado com Maria Eugénia, Soriano foi morar para Abrantes, onde levou "uma vida desregrada de estroina" e começaram a "surgir atritos entre o casal". Entre várias vicissitudes, a própria desconfiou que foi ludibriada, pois reconheceu um dos que aceitou participar na encenação do casamento e que insistentemente lhe batia à porta pedindo dinheiro.
Soriano e os "comparsas" acabam por ser julgados em fevereiro de 1887. Pedro Soriano é condenado a dois anos de prisão, mas ficou em liberdade sob fiança, fugindo para Espanha e depois para os Estados Unidos.
Pedro Soriano tinha no entanto outros registos que o levaram à cadeia, apesar de ter sido chefe do 3.º Corpo de Fiscalização do Algarve, cargo que alcançou depois de ter atraiçoado o amigo José das Redes, "o mais famoso contrabandista algarvio", escreve Ventura.
No livro, o historiador traça ainda o relato de uma vida de violências e desacatos.
Pedro Soriano, nascido em 1842 em Albufeira, tornara-se já famoso por ter liderado a "Sociedade dos Terríveis", grupo constituído por seis jovens que assaltavam cemitérios e arrombavam jazigos "entre patuscadas e bebedeiras". Apesar de se suspeitar de ter morto dois compinchas nunca ficou provado.
Alistou-se posteriormente no Exército de onde saiu, "empregou-se nos Correios" vindo até a dirigir uma publicação sobre este meio, e integrou ainda o quadro das Alfândegas.
Guerra Junqueiro, escritor, deputado e jornalista, considerado um dos grandes paladinos da República, morreu em Lisboa em julho de 1923.
Da coleção "Livros licenciosos", coordenada por António Ventura, fazem ainda parte, por exemplo, "Aventuras Galantes", de Rabelais, e "O pauzinho do matrimónio", ilustrado por Rafael Bordalo Pinheiro.
NL. 
 https://www.rtp.pt/noticias/cultura/poema-renegado-por-guerra-junqueiro-editado-pela-tinta-da-china_n512790
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 https://arquivos.rtp.pt/conteudos/coloquio-dos-simples/
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